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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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NATUREZA, LIVRO VIVO - UM POEMA DE MÁRCIA PASSOS

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“Natureza, livro vivo”

 

Nunca caminhamos sozinhos,

Caminhamos sempre com os tons e com os sons,

Caminhamos com a paz de espírito.

 

O caminho é um progresso,

A água límpida indica-nos o rumo,

Dos dias primaveris da nossa existência.

 

A Natureza é o único livro aberto

Que está vivo.

As estações e as cores são os capítulos,

E a autora é a própria Vida.

 

Márcia Passos, 1 de Março de 2020

POETISA ROSALÍA DE CASTRO NASCEU HÁ 183 ANOS

Rosalía de Castro é justamente considerada a fundadora da moderna literatura galega ou seja, o movimento cultural do rexurdimento que está na origem do nacionalismo galego. A poetisa nasceu em Santiago de Compostela, em 24 de fevereiro de 1837, e faleceu em Padrón, em 15 de julho de 1885.

Escrita em galego e castelhano, a sua poesia inspira-se na lírica popular trovadoresca, tendo publicado em galego “Cantares Gallegos” e “Folhas Novas” e, em castelhano, “En las Orillas del Sar”. A Galiza celebra o Dia das Letras Galegas em 17 de Maio, invocando a edição de “Cantares Gallegos”, a sua primeira obra em galego.

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VAGUEDÁS

II

Bem sei que non hai nada

Novo en baixo do ceo,

Que antes outros pensaron

As cousas que ora eu penso.

 

E bem, ¿para que escribo?

E bem, porque así semos,

Relox que repetimos

Eternamente o mesmo.

 

III

Tal como as nubes

Que impele o vento,

I agora asombran, i agora alegran

Os espazos inmensos do ceo,

Así as ideas

Loucas que eu teño,

As imaxes de múltiples formas,

De estranas feituras, de cores incertos,

Agora asombran,

Agora acraran

O fondo sin fondo do meu pensamento.

ESTA SOU (INTEIRAMENTE) EU - UM POEMA DE MÁRCIA PASSOS

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"Esta sou (inteiramente) eu"

Palavras ao vento,

Presas às pontas dos meus caracóis,

Ventos de sonhos presos no meu olhar,

Felicidade translúcida presa ao meu sorriso,

Espelho de alma no meu peito,

Equilibrio no meu andar imperfeito,

Sou presa à terra, livre nas mãos do vento.

Nas mãos trago a prece da doçura,Versos soltos à candura.

Se sofro dores, é porque sou... soneto profundo a falar de amor!

Aquece-te em mim, pouco me importa a não seres tu,

Embala-te nos meus braços, faz deles morada,

E demora-te... os sonhos são para ser sonhados,

Como ninguém o faz, fiz-lo eu... Poema mais que perfeito a falar de mim,

Ou, quem sabe?

Mensagens divinas que falam do (meu) Céu,

Desse céu que trago colado a mim... colapso em raios de luz,

Que brilham nos pontífices mais altos da palavra Esperança!

Márcia Passos

DE UMA VIDA PERCORRIDA - UM POEMA DE MÁRCIA PASSOS

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De uma vida percorrida,

De tanto caminhar,

Decidi “cansar as botas”,

E ofereço -me um novo olhar.

 

Respeito, solidariedade no caminho interior,

Na capela onde dispo todo o preconceito,

E trilho o Caminho do Amor.

 

Os reajustes que vou fazendo,

Fazem parte do crescimento,

O caminho é por vezes árduo,

Mas com Amor vai sendo trilhado

 

Porque, quem trilha para dentro,

Percorre fora,

o caminho da vida,

Em abençoada hora.

                                   Márcia Passos

AVÉ-MARIA, UM POEMA D'AMOR

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"Avé-Maria, um poema d'amor"

 

Suaves rosas deixaste no meu caminho,

Por onde seguiam meus passos,

Entre pedras e calcários,

Havia pedaços d'amor.

 

Quando subimos à montanha,

Levamos a mochila leve,

Quer-se um coração transparente,

Como diamante atravessado pelo sol.

 

E mesmo com os pés feridos e lágrimas nos olhos,

Não parei de caminhar... a vista é linda,

No cimo de tudo... mas a subida me fez humilde!

 

Depois desci até ao rio,

E exclamei "Arrependei-vos"!

Fui mulher de dor...

Mas hoje sou gestante dum verdadeiro amor.

 

Márcia Passos, 17 de Fevereiro de 2020

EM TUDO DAI GRAÇAS

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"Em tudo, dai graças"

 

Elevo o meu coração ao alto,

Cibório onde se esconde a hóstia da paz,

Agradecendo, multiplicamos os pães

Que se dispõem na mesa.

 

E uma voz interior ordena-me:

"Em tudo dá graças",

E eu, num gesto profundo e sem palavras

Ergo as minhas mãos.

 

Há uma voz antiga que me ensina,

Que vem não sei porquê, pode ser eu noutra vida,

E que me fala frases com ensinamentos profundos,

Ensinamentos doutros mundos.

 

Por isso digo, com essa voz ancestral,

Voz-mestra e triunfante, de sabedoria d'oiro,

"Em tudo dai as graças" e tudo será multiplicado,

E tudo quanto agradecerdes, vos será dado.

                                 Márcia Passos, 11 de Fevereiro de 2020.

ENCONTROS COM POESIA NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE PONTE DA BARCA A 21 DE FEVEREIRO

Encontros com Poesia é uma atividade promovida pelo Município de Ponte da Barca, organizada em colaboração com a Associação Movimento Incriativo e pretende ser um encontro informal entre cidadãos amantes de poesia, autores, movimentos associativos com trabalho na área cultural e artística, entre outros.

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A primeira sessão, que decorrerá no próximo dia 21 de fevereiro, pelas 21:30h, na Biblioteca Municipal de Ponte da Barca, será dedicada a autores locais contemporâneos - Manuel Parada, Jaime Ferreri, Aurélio de Sousa, José M. e, da época quinhentista, os incontornáveis Diogo Bernardes e Frei Agostinho da Cruz - e contará com a participação da Universidade Sénior Diogo Bernardes.

Todos e qualquer um se poderão juntar: o objectivo será fazer a poesia sair das estantes ou de simples blocos de notas para ser dita e ouvida naquele que se espera ser um momento de simples partilha e comunhão com o que de melhor ela tem para nos dar. Serão encontros sem idade, tabus ou barreiras – apenas um abraço entusiasta a toda a poesia criada e ainda por criar.

“A FEIRA DE PONTE” – UMA OBRA NOTÁVEL DO CONDE D’AURORA

“A Feira de Ponte” é um magnífico álbum fotográfico que constitui um importante registo histórico e etnográfico da feira quinzenal de Ponte de Lima. Trata-se de um “Conjunto histórico de fotografias da feira de Ponte de Lima, tiradas pelo autor ao longo dos anos, reunidas em livro editado pelo Município de Ponte de Lima em 2005 e reeditado em 2012, com o título A Feira de Ponte. Ao conjunto de fotografias foi adicionado o belíssimo texto do Conde d’Aurora com o mesmo título, que havia sido publicado em 1959 em apêndice à terceira edição do Roteiro da Ribeira Lima.”

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Falar da Feira medieval de Ponte de Lima equivale a referir as origens históricas de umas das mais antigas vilas de Portugal, nascida no cruzamento de duas importantes vias de comunicação à época: o rio Lima e a ponte que os romanos edificaram no sítio onde ousaram atravessar o mítico Lethes. E, a marca deixada pela ancestral feira de Ponte de Lima que já vem referenciada na carta de foral que a Condessa D. Teresa – mãe do rei D. Afonso Henriques – vai a tal ponto que ainda na actualidade se confunde de forma equívoca a elevação a vila com a sua própria ancestralidade ou seja, denominando-a erradamente como “a mais antiga vila de Portugal”.

A mais antiga não é certamente mas, ninguém duvida que seguramente seja a mais bela de Portugal! E a feira quinzenal… escutai o que disse o insígne poeta limiano Teófilo Carneiro:

Pintores de Portugal, ajoelhai!

Isto é um milagre, não é cor nem tinta!...

Mas não pinteis, pintores! Orai, rezai!

Uma beleza destas não se pinta!...

                                                  Teófilo Carneiro

PALAVRAS SIMPLES

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“Palavras Livres”

Não aprisiones
As palavras que vivem no teu peito,
Na tua mente ou na tua alma.
 
Não aprisiones a alma curandeira,
Que existe no teu espírito d’amor.
 
Não aprisiones a mulher libertada,
Que vive à beira do rio onde fluem os nossos sonhos.
 
E sobretudo sorri... porque ao sorrir, estás a libertar
A liberdade que existe na ponta dos dedos
De uma alma livre.
 
Márcia Passos

RELEMBRAR AUSCHWITZ

Há 75 anos, foi libertado pelas tropas aliadas o campo de concentração de Auschwitz, símbolo máximo da barbárie humana. Nesse sentido, e em memória de todos aqueles que padeceram a crueldade hedionda do nazismo, tomo a liberdade de enviar em anexo, para possível divulgação e publicação, o desenho e o poema “Relembrar Auschwitz”, que integram o meu livro de poesia “Terra”, magnificamente ilustrado pelo mestre-pintor Orlando Pompeu.

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Vagueiam nus

em Auschwitz,
perdidos no silêncio infame,
os corpos dos nossos irmãos
aguardando disformes
o prenúncio da morte.
Arrastam-se lentamente
presos num corpo despojado
de dignidade que já foi seu.
Imploram aos carcereiros
obreiros da iniquidade,
alivio para a dor lancinante
que dilacera as entranhas
da humanidade.
Erguem-se em Auschwitz
as vozes dos inocentes
que padeceram a crueldade
hedionda do Holocausto.
Repousam em Auschwitz
as cinzas da história
que nunca devíamos
ter deixado acontecer!

Daniel Bastos, “Relembrar Auschwitz” in Terra.

LANÇAMENTO POÉTICO DO RIO VEZ

No passado domingo, 15 de dezembro, foi lançado o Roteiro Poético do Vez.

O Roteiro Poético do Vez visa integrar no espaço urbano da Vila um percurso cultural em redor das margens do Rio Vez, assente na poesia e nos poetas arcuenses que dedicaram a este curso de água, e verdadeira “alma” do concelho, a sua sensibilidade e a sua emoção.

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Numa primeira fase, integrará nove poetas, oito deles já desaparecidos, sendo por tal uma homenagem a uma geração fisicamente já ausente, mas que são simbolicamente representados por António Cacho que, nos seus quase 90 anos de idade, edita recorrentemente poesia, sendo sem dúvida um dos maiores nomes da Cultura do concelho e inclusive uma referência nacional para muitos poetas.

Desta primeira galeria de ilustres poetas arcuenses constam os nomes de Alberto Codeço, António Cacho, Carlos da Cunha, José Terra, Orlando Codeço, Rui Castilho, Tomaz de Figueiredo e Vergílio Amaral.

A representação e suporte destes poemas é feita por um conjunto de placas, colocadas em ambas as margens do rio. Cada uma delas contém o texto de cada um dos autores, sendo que a primeira delas integra um poema de António Cacho, representando assim, também, uma homenagem a este poeta arcuense vivo.

Esta é mais uma forma de enaltecer a literatura e os ilustres poetas arcuenses, perpetuando-os na memoria arcuense para além das suas obras.

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CABECEIRAS DE BASTO DEDICA QUADRAS A SÃO MARTINHO

Vinte e seis grupos participaram no Encontro de Quadras de S. Martinho em Cabeceiras de Basto

Vinte e seis grupos apresentaram-se ontem, dia 10 de novembro, ao 19.º Encontro de Quadras de S. Martinho, uma iniciativa organizada pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, com o apoio da Junta de Freguesia do Arco de Baúlhe e Vila Nune.

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O evento realizou-se no Pavilhão Desportivo do Arco de Baúlhe, um convívio de S. Martinho repleto de animação, onde não faltaram as castanhas assadas e o vinho novo.

Mais de 300 cantadores/tocadores em representação das associações, coletividades e instituições do concelho de Cabeceiras de Basto subiram ao palco e interpretaram temas originais ou adaptados à época festiva, revivendo, assim, tradições antigas.

Neste evento marcaram presença o presidente da Assembleia Municipal, Eng. Joaquim Barreto, o vice-presidente da Câmara, Dr. Mário Machado, o vereador Eng. Pedro Sousa e presidentes de Juntas de Freguesia, entre outros autarcas do município e das freguesias e público em geral.

O encontro teve como principal objetivo proporcionar uma tarde de convívio entre as associações/coletividades do concelho e o público em geral.

De salientar que todos os grupos participantes receberam um prémio de participação no valor de 100 euros.

No final da tarde, o presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, e a vereadora Dra. Carla Lousada, à chegada a Cabeceiras de Basto vindos de França, onde se deslocaram para participar em iniciativas realizadas no âmbito da geminação com Sury-le-Comtal, ainda tiveram oportunidade de se encontrar com algumas das pessoas que participaram no magusto-convívio.

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FÉRETROS DE ANTÓNIO FEIJÓ E ESPOSA CHEGARAM A PORTUGAL EM 1927 E O POVO DE LISBOA PRESTOU-LHES SENTIDA HOMENAGEM

António Feijó é porventura o poeta mais representativo do Parnasianismo e o mais eminente poeta limiano. Nasceu em Ponte de Lima em 1859 e faleceu em Estocolmo, na Suécia, em 1917, onde exercia a carreira diplomática. Porém, só dez anos decorridos foi o seu féretro, juntamente com o de sua esposa – Mercedes Joana Leuwem – trasladado para Portugal a bordo do navio sueco HMS Flygia.

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O BLOGUE DO MINHO deixa aqui o registo da chegada a Lisboa, em 12 de Novembro de 1927, dos féretros de António Feijó e esposa, através das fotografias do Centro Português de Fotografia e da Marinha Real Sueca.

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O Flygia atracado num porto holandês

AMARES EVOCA O GRANDE POETA DA TAPADA, FRANCISCO DE SÁ DE MIRANDA

Prémio literário inspirado no ícone das letras consagra Nuno Júdice

A Casa da Tapada, em Fiscal, local onde outrora viveu o poeta e humanista Francisco de Sá de Miranda acolhe, no próximo dia 26 de outubro, a partir das 14h30, a entrega do Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda, dedicado a uma das maiores figuras da área das letras, e que se deixou inspirar pelas belas e pacatas paisagens do concelho de Amares. Em dia de homenagem, o escritor Nuno Júdice, que venceu a primeira edição do prémio literário impulsionado pela Câmara Municipal de Amares, com a obra "O Mito da Europa", vai ser consagrado, numa cerimónia em que vai ser atribuída, também, a título póstumo, a Medalha de Mérito Municipal a Agostinho Domingues (grau prata), professor e historiador ilustre, natural de Santa Maria de Bouro, Amares, apaixonado pela obra de Francisco Sá de Miranda.

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O dia vai fazer-se de cultura e, pela cultura, pela sua promoção, por um incentivo à criatividade literária e ao gosto pela criação poética, a Câmara Municipal de Amares decidiu criar, este ano pela primeira vez, este prémio literário, que serve também o propósito de enaltecer e manter viva esta figura tão incontornável da poesia nacional, cuja passagem pelo concelho enche de orgulho Amares, terra onde deixou marca e nome que perpetua, por exemplo, na designação da Biblioteca Municipal Francisco de Sá de Miranda.

Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda vai ser atribuído bienalmente  

A Câmara Municipal de Amares vai passar a atribuir, bienalmente, o Prémio Literário Francisco de Sá de Miranda, com o intuito de homenagear e divulgar o
poeta e humanista Francisco de Sá de Miranda, bem como incentivar a criação literária no domínio da poesia. A iniciativa destina-se a autores de língua portuguesa e contempla um prémio no valor monetário de 7500,00€.

Na primeira edição o júri do concurso, que avaliou um total de 167 obras foi composto por Sérgio Guimarães de Sousa, professor do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho, por Otília Pires Martins, professora associada com agregação do Departamento de Línguas e Cultura da Universidade de Aveiro, por Isidro Araújo, vereador da Cultura da Câmara de Amares, licenciado em Humanidades pela Universidade Católica Portuguesa onde também defendeu tese de Mestrado, na área das Literaturas Clássicas.

Algumas notas sobre Sá de Miranda

Francisco de Sá de Miranda nasceu em Coimbra, possivelmente em 1487. Estudou Gramática, Retórica e Humanidades na Escola de Santa Cruz e frequentou depois a Universidade, ao tempo estabelecida em Lisboa, onde fez o curso de Leis, alcançando o grau de doutor em Direito. Nesta universidade foi professor considerado e frequentador da Corte até 1521, onde compôs cantigas, vilancetes e esparsas, ao gosto dos poetas do século XV. O Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, impresso em 1516, publica treze poesias do Doutor Francisco de Sá de Miranda.

Entre 1521 e 1526 ou 1527, Sá de Miranda viaja pela Itália e lá conhece o ambiente literário do Renascimento, do qual absorve as linhas principais. Ao assimilar as ideias italianas do Renascimento, torna-se o pioneiro a utilizar as formas clássicas, iniciando o Renascimento em Portugal. Sá de Miranda é assim o introdutor no nosso país do verso decassílabo.

Foi casado com D.ª Briolanja de Azevedo, filha de Francisco Machado, 2.º Senhor das Terras de Entre Homem e Cávado (Amares) até ao ano da sua morte em 1558. Sá de Miranda e sua esposa D.ª Briolanja de Azevedo adquiriram uma propriedade em 1530, que, anexando terrenos, se veio a transformar na Quinta da Tapada, sita na freguesia de Fiscal em Amares, de cuja Casa Sá de Miranda foi 1.º Senhor até à sua morte. Encontra-se hoje sepultado na Igreja de Carrazedo – Amares.

FAFE APRESENTA REVISTA "CINTILAÇÕES"

Revista Cintilações 3 apresentada em 4 de Outubro na Sala Manoel de Oliveira,  em Fafe

Depois do lançamento do terceiro número da Cintilações, Revista de Poesia, Ensaio e Crítica, na Feira do Livro de Braga e das apresentações em Lisboa, chegou a vez desta publicação brilhar na noite de Fafe, o berço da Editora Labirinto e o reduto maior do Núcleo de Artes e Letras de Fafe, seu parceiro nesta viagem.

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A apresentação em Fafe está agendada para sexta-feira, 4 de Outubro, às 21h30, na Sala Manoel de Oliveira, no âmbito de um evento que inclui o diálogo de diferentes linguagens artísticas, designadamente, a música, a fotografia, o teatro e obviamente a poesia.

Na música, realce para a colaboração dos músicos Ana Silva (voz) e Paulo Rodrigues (viola e voz) e de alunos da Academia de Música José Atalaya.

O Teatro Vitrine também empresta a sua colaboração à iniciativa, bem como o fotógrafo Tiago Miró.

A apresentação formal da revista está a cargo de Cândido de Oliveira Martins, Professor da Universidade Católica.

A coordenação do evento é da responsabilidade da poetisa e ensaísta Leonor Castro.

A iniciativa tem ainda a colaboração dos Vinhos Norte, que proporcionarão uma degustação dos seus produtos no final da sessão.

Coordenada por Victor Oliveira Mateus e Maria João Cabrita, a revista “Cintilações” inclui, na poesia, textos de 75 poetas, a grande maioria de Portugal, mas também de Cuba, Espanha, Brasil, Colômbia, Alemanha, Roménia, Moçambique, Nicarágua, Costa Rica, Equador e Itália.

De Portugal, salientam-se os nomes de A. M. Pires Cabral, Adalberto Alves, Amadeu Baptista, Ana Luísa Amaral, António Carlos Cortez, António Manuel Ribeiro, António Salvado, Isabel Cristina Pires, João de Mancelos, João Rasteiro, Maria do Rosário Pedreira, Rui Rocha e Sara F. Costa, entre outros.

Da região minhota, referem-se os poetas Cláudio Lima, Isabel Cristina Mateus e Teresa Macedo.

De Fafe, estão antologiados seis poetas, concretamente, António de Almeida Mattos, Artur Ferreira Coimbra, João Ricardo Lopes, José Rui Rocha, Leonor Castro e Pompeu Miguel Martins.

No ensaio, há uma dezena de autores, sendo de evidenciar os nomes de Isabel Cristina Mateus, José Cândido de Oliveira Martins, Maria João Cabrita e Victor Oliveira Mateus.

Destaque ainda para as rubricas “Caderno”, “Crítica Literária”, “Prosa” e “Ensaio gráfico”.

Um número suculento, com mais de 250 páginas, com capa de Daniel Gonçalves e apoio à edição do Município de Fafe, Junta de Freguesia de Fafe, Direcção Regional da Cultura do Norte e Etapas Saúde.

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ESPOSENDE EVOCA CENTENÁRIO DE SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

No ano em que se assinala o Centenário de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), o Município de Esposende leva a efeito um programa comemorativo, como forma de marcar a efeméride e homenagear a escritora e a sua obra, que tem na poesia o seu centro.

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A exposição “E ela dança…”, que está patente na Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura, em Esposende, até ao próximo mês de novembro, marca o arranque do programa de atividades. A mostra, que se distribui pelos vários espaços da Biblioteca Municipal, integra um conjunto de textos de e sobre Sophia, bem como de algumas fotografias menos conhecidas da autora.

Esta exposição é composta por 10 painéis que refletem a vida da autora, através de testemunhos de, por exemplo, Eduardo Lourenço, que explica a simbologia mística do nome Sophia. Inclui também um texto belíssimo do seu filho Miguel de Sousa Tavares, que fala da mãe com carinho e admiração, do seu lado mais íntimo. É deste texto que se retirou o nome da exposição, “E ela dança…”. Há notas pessoais da autora a sua mãe, cartas dela ao seu marido, enquanto este esteve preso. Esta é, sobretudo, uma exposição que pretende dar a conhecer o lado um pouco mais íntimo da autora, que é indissociável da sua obra.

A exposição poderá ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 17h30. A entrada é gratuita.

Esta iniciativa encontra-se refletida no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas: Educação de Qualidade (ODS 4) e Parcerias para a Implementação dos Objetivos de Sustentabilidade (ODS 17).

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FAMALICÃO ESCOLHE VENCEDORES DO CONCURSO DE QUADRAS

Já são conhecidos os vencedores do concurso de quadras das Antoninas

“Muitas voltas dá a vida/ Dá o “Voltas” muitas mais/ Perdido nas tuas voltas/ Anda meu peito aos “ais”. Foi esta a quadra vencedora da terceira edição do concurso de quadras das Festas Antoninas, promovido entre os dias 1 e 17 de junho pelos pelouros da Mobilidade e da Família da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, subordinado ao tema “A Mobilidade e as Festas Antoninas”.

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A entrega dos prémios decorreu na passada sexta-feira, dia 21, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, integrada na sessão deste mês da iniciativa “Noite do Conto e da Poesia”.

O primeiro prémio foi atribuído à quadra n.º 33, cujo autor é Ademar Azevedo. Com o segundo prémio foi contemplada a quadra n.º 60 e a sua autora Maria Oliveira, com o pseudónimo “Aba larga”. O terceiro prémio foi para a quadra n.º 40, de Adélia Sousa, sob o pseudónimo “Maria Papoila”. José Carvalho, sob o pseudónimo “Leão de Carvalho”, venceu o “Prémio Casa das Artes”.  O júri distinguiu ainda oito quadras com menção honrosa. 

POETA AVELINO COSTA RODRIGUES APRESENTA EM VIEIRA DO MINHO O SEU LIVRO "POESIAS DO QUINTO IMPÉRIO"

Apresentação pública do Livro “Poesias do Quinto Império”

A Casa Museu Adelino Ângelo vai acolher, sábado, dia 22 de Junho, pelas 17h00 a sessão pública de apresentação do livro “ Poesias do Quinto Império”, de autoria de  Avelino Costa Rodrigues (IbnViterbo).

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Trata-se de um livro que já mereceu a atenção quer do Papa Francisco, quer do Presidente da República Portuguesa, Professor Marcelo Rebelo de Sousa.

Neste sentido, a Câmara Municipal de Vieira do Minho convida os Vieirenses a participar nesta sessão inteiramente dedicada à poesia.

PONTE DE LIMA EVOCA CONDE D'AURORA E SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

Conde d’Aurora e Sophia de Mello Breyner Andresen recordados em sessão de Poesia à Sexta

A próxima sessão de Poesia à Sexta – projeto do Município de Ponte de Lima dedicado à exaltação desta expressão literária - será realizada no dia 14 de junho, pelas 21h30, na Casa de Nossa Senhora d’Aurora e integralmente consagrada ao Conde d’Aurora – José de Sá Coutinho, que assinala este ano o 50.º aniversário de falecimento – e a Sophia de Mello Breyner Andresen, cujo primeiro centenário de nascimento se comemora também este ano.

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A Casa de Nossa Senhora D’Aurora que serviu de farol cultural a inúmeras e relevantes figuras intelectuais, que a convite do Conde d’Aurora visitavam Ponte de Lima, vai servir, agora, de palco para a dinamização de “Conversas de Poesia”. Sophia de Mello Breyner Andresen era uma dessas referências culturais e frequentava habitualmente esta Casa, a convite do Conde d’Aurora, tendo-se associado à homenagem efetuada ao Conde d’Aurora, por ocasião das comemorações do seu nascimento, no dia 7 de dezembro de 1996, regressando, assim, à Casa d’Aurora.

Esta edição contará com a participação dos grupos de teatro locais - Art’In Facha, GACEL, Gorilas e Pequenos Actores do Lima - e com a colaboração especial de Luís Dantas, que atuarão e notabilizarão esta sessão evocativa organizada em parceria pelo Município de Ponte de Lima, GACEL – Grupo de Ação, Cultural e Estudos Limianos - e a Casa de Nossa Senhora d’Aurora.

Marque presença no encerramento de “Poesia à Sexta” e associe-se a este tributo.