Ópera em três actos de Giuseppe Verdi (1813-1901), com libretto de Francesco Maria Piave, baseado na peça Le roi s’amuse de Victor Hugo.
Estreou a 11 de Março de 1851, no teatro La Fenice em Veneza.
Considerada por muitos como a primeira obra-prima da segunda metade da carreira de Verdi, a história trágica desta ópera gira em torno da conduta libertina do duque de Mântua, do seu bobo da corte, Rigoletto, e da bela filha deste, Gilda.
O insensível aristocrata tem em Rigoletto um cúmplice e companheiro que encobre as condutas desonrosas do duque, mas a maldição vira-se contra o bobo, ao tornar-se cúmplice do rapto da sua filha e responsável pela sua morte.
Jornal I entrevista soprano vimaranense Elisabete Matos
25 anos de carreira e a Medalha de Mérito Cultural, recebida ontem. Hoje a soprano actua de novo no Festival ao Largo
Um rodopio de mulheres fortíssimas, personagens imortalizadas por Bizet, Mozart, Puccini, Verdi ou Wagner, vividas em palco com intensidade tamanha que a prestação reclama a lucidez da intérprete. "É preciso ter um bocadinho o pé fora, senão corremos o risco de viver tanto aquilo como se estivéssemos mesmo com uma faca na mão", confessa a mais internacional das sopranos portuguesas, de passagem por Lisboa para uma homenagem e duas actuações. Depois de ontem, o Largo do Teatro Nacional de São Carlos volta a receber Elisabete Matos, acompanhada pelo coro do Teatro Nacional de São Carlos e pela Orquestra Sinfónica Portuguesa.
25 anos de carreira reconhecidos com a atribuição da Medalha de Mérito Cultural. Como é receber esta distinção em casa?
Todos os prémios são recebidos com muita alegria. Quando se trabalhou uma vida inteira dedicada à arte, à música, ao canto lírico, evidentemente que é muito importante que os nossos resolvam dar--nos esse mimo. Causa uma satisfação e um orgulho muito grandes. Estou muito grata.
Mimos que já tinham chegado de fora?
Sim, em Itália, por exemplo, ou o Grammy nos EUA. No canto lírico há sempre menos atenção à informação. Já houve a notícia de que outras pessoas foram os primeiros a receber o Grammy e não é o caso. Fico muito contente por eles, mas fui a primeira, em 2000, juntamente com o Plácido Domingo. Fui nomeada no ano seguinte também. São prémios pelo mundo mas tomam significado especial quando vêm da nossa terra.
Há uma atenção mais evidente no estrangeiro ao seu trabalho?
Creio que é uma questão educacional. Se calhar noutros países há mais estímulo a todas as outras áreas artísticas, não só na música. Aqui somos um bocadinho desleixados nesse sentido, mas penso que as coisas se vão compondo. Cada vez mais as pessoas sentem a necessidade de estar perto da arte. A educação artística é uma função muito importante na escola. Há muitas pessoas que vêm a uma sala de concertos ou ópera casualmente e de repente sentem uma emoção. É isso que é a arte. É preciso ser despertado. O ser humano não é rico se não conhecer a arte na sua universalidade. É isso que o torna mais tolerante.
Prevalece a ideia de que o território erudito está reservado a um nicho?
Neste momento penso que é mais uma questão de possibilidades. Temos de ser realistas. Temos um único teatro nacional de ópera e uma pessoa que viva em Guimarães ou na Guarda como faz para vir a uma récita de ópera? É uma problemática até do ponto de vista económico. Já começa a haver pequenas coisas mas ainda não muito significativas. É necessária mais itinerância, que a música chegue a outros pontos além de Lisboa.
Percorrendo os libretos, falamos de histórias intemporais e até com um cunho bem popular.
Sim, e o bairrismo com que se viviam as coisas, o apoio aos compositores. Não era de todo uma arte elitista. Depois sim, adquire uma componente social, é um ponto onde as pessoas se encontram. Mas hoje em dia isso está um bocadinho ultrapassado. Tanto pode ver um rapaz novo vestido de maneira informal a assistir a uma récita de ópera como alguém com outro tipo de postura. Cabem todos.
Corre-se o risco inverso, de facilitar na qualidade dos intérpretes, do repertório?
O resultado final vai sempre depender de uma escolha muito particular, que é sempre feita por seres humanos. Considero que num teatro de ópera tem de primar não aquilo que Elisabete Matos gostaria de cantar mas sim aquilo de que o público precisa e quer ouvir. E chegar a um equilíbrio na encenação, nos cenários, na escolha do design do espectáculo, e, claro, do elenco e direcção de orquestra. A ópera é o espectáculo mais completo. É música e drama. Há tanta gente que entra neste espectáculo, dos maquinistas às senhoras que preparam os vestidos! É um espectáculo de massas e essencialmente belo porque é um espectáculo de conjunto. Claro que quem recebe os louros mais directos são o maestro e os intérpretes principais, mas não podemos esquecer todo o resto da engrenagem, pensada para cada público. Estamos cá para fazer sentir o público. Somos meros serventes e transmissores de sensações.
Ajustados aos tempos?
Às vezes seria mais fácil escolher outro caminho. Agora porque estamos no século xxiescolhemos esta linha assim e assado. Não. Se pensarmos que Puccini e Verdi viveram quando viveram, é preciso percorrer e não esquecer o que foi feito. O que continua a ser genial, por alguma razão é.
Era possível imaginar-se em miúda, no Minho, a pisar palcos como este?
Não, penso que não. Embora tenha tido sempre um contacto muito estreito com a música, através da parte mais popularucha, no bom sentido. Ouvia na banda o "1812" de Tchai- kovsky, a abertura do "Barbeiro de Sevilha". Isso para mim foi um despertar de algo que levou a uma escolha. Se pensarmos bem, as próprias bandas fazem um trabalho importante. Não tinha acesso a um teatro de ópera, isso veio mais tarde.
Quando sucede?
No Porto houve uma época em que se faziam círculos de ópera com pequenos agrupamentos, mesmo no Theatro Circo. Coisas que se foram perdendo. Hoje passamos todos problemas sérios, mas foi-se perdendo tudo um bocadinho, e é isso que não pode acontecer. Se pensar em mim, criança, precisava de ter a possibilidade de ver. Para uma miúda como eu era totalmente inviável vir a Lisboa ver um espectáculo de ópera. Ouvia-se nos discos.
Escutava outros géneros?
Fui sempre mais para o lado do jazz, gosto de fado bem cantado. Também ouvia pop numa fase adolescente. Mas o jazz é a minha escolha. Depois do trabalho escolho muito o silêncio. É necessário estar em paz. O silêncio também é música. Não é em vão que temos as pausas, que têm de ser respeitadas. Dão-nos um momento de pensar, de relaxar entre uma coisa e outra.
É necessário calar muitas vezes a voz, também para a preservar?
Sim, claro. É necessário esse mundo de introspecção. A voz são duas cordas que temos aqui dentro, que não vemos, por isso temos essa hipersensibilidade e essa sensibilidade, que nos faz chamar os divos. Quando as pessoas acordam e têm uma dor de cabeça, ok, têm de ir para o trabalho. Tomam um comprimido e aquilo vai atenuando. Nós, de repente, há um dia que por uma mudança de tempo ou uma aragem que se apanha, ou uma exaltação por um problema familiar ou amoroso, e não temos a voz em condições e temos um espectáculo à noite. Isso é o stresse, o maior pesadelo de qualquer cantor.
Já teve de cancelar espectáculos?
Sim. Graças a Deus devo ser das pessoas que menos cancelaram na vida, porque foram duas vezes, mas aconteceu. O público é soberano e temos de entregar sempre o melhor de nós. Quando a voz não está completamente bem e a técnica pode resolver, ainda dá. Agora quando se tem uma grande gripe e mal se consegue emitir sons, aí tem mesmo de se descansar. É muito desagradável mas faz parte da nossa profissão. É um stresse acrescentado ao stresse de ir ao palco todos os dias, e em directo, sempre, dar o melhor que temos. Quando chega aquele momento a única coisa que pensamos é "oxalá encontrem alguém que me possa substituir".
Essa vertigem do directo agrada tanto como aterroriza?
Sempre que subimos ao palco estamos em grande exposição. O cantor vive do directo. Se falha, o público está ali, a dizer que falhou aquela nota. É um teste diário. Evidentemente que nos carrega de adrenalina e isso dá sempre aquele nervosismo antes de uma récita, mas depois, quando se encontra o palco, há aquela causa efeito. É sempre um estar à prova e sujeito à crítica. A ter uma noite melhor ou pior. Obriga a muitos sacrifícios, a decidir que hoje não posso sair ou conversar, que é melhor ir ler um livro porque no dia a seguir tenho um ensaio ou uma récita. Não posso comer isto ou aquilo porque vai ser demasiado pesado e trazer consequências para as cordas vocais. É um bocadinho como um sacerdócio.
Como descobre a sua voz?
Em casa. Acho que mesmo pela família, inclusivamente da parte materna, que não tinha contacto com a música. O meu avô gostava de me pôr em cima de uma cadeirinha a cantar. Dava-me sempre uma gratificação. Lembro-me daquilo como os meus cachets Desde miúda tive sempre um bocado aquela coisa de cantar, de falar imenso, de fazer personagens. Era um bocado inconsciente mas estava a marinar. A minha escolha foi o violino, que era a minha paixão, mas com o tempo toda a gente falava da minha voz. Pensava que ia ser violinista toda a vida mas decido então trabalhar a voz com pequenas canções, pequenos poemas. Era a possibilidade de ser diferente daquilo que sou todos os dias. Isso ganhou a batalha. Foi aí que veio a decisão de me entregar ao canto lírico.
Já orientada pelos professores no conservatório?
Não, é uma escolha própria. Conforme vai havendo maior aproximação à técnica do canto começo a sentir que o meu caminho é esse. O meu caminho é contar histórias através da voz e não através do violino.
Falava dessas personagens. É fácil entrar no mundo e depois desligar-se dessa série de figuras fortíssimas a que dá vida?
É complicado. Estudo-as, até socialmente, no momento em que viveram, como se comportavam, sigo a pintura, a arquitectura, tudo em redor dessa época. Tem tudo a ver com a personagem e com aquilo que o libretista e o compositor escreveram. Depois é através dos meus sentimentos que elas chegam ao palco. Muitas vezes é preciso ter sempre um bocadinho do pé de fora, para não corrermos o risco de atingir e viver aquilo como se estivéssemos já com uma faca na mão preparada para matar alguém [risos]. É o que acontece na Tosca. Temos também de dosear a voz, que está lá para servir o drama. É preciso alguma lucidez que me lembre que sou Elisabete Matos e não devo passar certa linha. Ficamos sempre marcados pelas personagens e trazemos coisas cá para fora que demoram imenso tempo a sair. Mas é fantástico hoje ser a Tosca e amanhã Lady Macbeth ou a Sieglinde das Valquírias.
Ou a Isolda, a sua preferida.
Exacto. Com ela é facílimo deixar-me ir, quase não saber voltar. É uma satisfação muito grande poder ser tantas pessoas dentro de uma vida, mas pensando sempre que quando acaba voltamos a ser nós, com os nossos sentimentos, na nossa casa. Daí achar que um cantor tem de saber gerir muito bem isto. Está afastado da família, dos amigos, mas é preciso criar uma vida. Quando de repente um instrumento deixa de estar nas melhores condições, a partir de certa idade, se só soubermos fazer aquilo vêm as depressões, os problemas. Aconselho sempre as pessoas a criar uma vida dentro do possível, ter algo para além do palco. Porque quando saímos dele...
Imagina esse momento?
Sim, farei certamente alguma coisa ligada à música. Haverá um momento em que o ensino tomará uma proporção grande, até porque penso que é uma das obrigações de uma pessoa que atinge uma certa maturidade. Devemos transmitir aos mais jovens o que aprendemos com os outros. Há tantas outras coisas para fazer... Lembro-me que em criança era feliz só de parar no meio do campo e ouvir aquele barulho [tsssssssssssss], ou quando via as margaridas amarelas. O que não podemos é fazer desta bela profissão a ideia de que só podemos viver para ela. Devemos ter a consciência de que o momento de fazer outras coisas chegará. Tudo é fruto de uma época, como as rugas. A beleza transforma-se, também vem da maturidade, de ter vivido, de ter amado, dos desenganos amorosos. Esse conhecimento faz valer a pena.
É natural que nunca tenha sido a mesma pessoa quando deu a vida em ocasiões diferentes à mesma personagem.
Ah, nunca é igual. Estou em constante mutação. Há uma técnica mas nunca sentimos da mesma maneira. E há sempre uma aprendizagem ao acabar, senão também não tinha sentido o mesmo público ver as mesmas pessoas. O público também é sempre diferente e o resultado que vai sair é sempre outro. A vida é isso mesmo.
Como foi a sua estreia em palco?
Fiz a cigana Frasquita [Carmen] ainda era muito novinha, quando estava a transferir-me para Espanha. Ainda não tinha consciência de como as coisas iriam processar-se, mas foi uma experiência bonita, rodeada de colegas portugueses.
Quando sentiu que o seu caminho seria inevitavelmente este?
Já nessa altura. Quando vou para fora com uma bolsa de estudos da Fundação Gulbenkian já existia a ideia de querer viver disto. Agora, se ia conseguir ou não, era outra coisa. Não basta ter voz e talento, é preciso ter voz, talento, sorte, estar no sítio certo à hora certa, tenacidade, espírito de sacrifício, desprender-se de coisas. Não se pode ter tudo na vida, o que é preciso é tentar ser feliz.
Que nomes foram decisivos no seu percurso?
Tantos... O Plácido Domingo, o Carreras, Eva Marton, Teresa Berganza. Alguns com quem trabalhei e outros que ouvi e serviram de guia para a minha vida, como a Birgit Nilsson, a Renata Tebaldi, a Maria Callas, claro, que é um dos meus ídolos. É a mulher mais revolucionária, que leva a personagem ao palco. Curiosamente quase todos nomes do passado. Se pensar numa Tebaldi ou numa Callas, percebe que são especiais porque se dedicaram àquilo, foram ensinadas por grandes maestros. Hoje em dia é tudo muito rápido. Depois de uma vem outra, há aquela ideia do 90-60-90, aquelas coisas todas. É óbvio que é fantástico encontrar uma senhora belíssima no palco, que cante bem, que tenha uma grande personalidade. Mas também há grandes intérpretes que não eram propriamente belas. A beleza é o que vem da alma.
Que peso tem esse lado estético na vida de uma soprano?
Cada voz tem uma tipologia física. Não é correcto pensar que uma cantora de ópera é sinónimo de gorda, mas tem de haver consistência para pisar o palco três horas e estar ali em directo a lutar. O que não acho correcto é passar para o outro lado. Se é uma senhora gorducha mas é uma grande intérprete, qual é o problema? Aí é que se vê a genialidade do encenador e do figurinista. A estética só pela futilidade do que o olho vê não me interessa.
Já se sentiu avaliada exclusivamente por esse aspecto?
Graças a Deus nunca passei por isso. Mas há colegas minhas que eram mais fortes e viveram isso, que não tem nada a ver com a arte.
Já actuou em Guimarães. Tem um sabor especial regressar a casa?
Sim, são momentos bonitos. Guimarães, Braga, Porto... Sempre estive perto da terra. É conhecerem a menina que cresceu ali e de repente acharem que sou diferente. Depois passo por elas, chamo--as pelo nome e cria-se aquela naturalidade que deve existir. Só isso justifica a vida. É importante saber de onde viemos e que um dia vamos todos para o mesmo sítio.
A soprano bracarense Cristiana Oliveira vai estar em palco no Teatro Nacional de S. Carlos, nos próximos dias 5, 7, 9 e 11 de fevereiro, para interpretar o papel da Marquesa Cortese na ópera “Il Viaggio a reims”, de Giachino Rossini, dramma giocoso em um ato de Luigi Balocchi.
A peça é uma produção do Teatro Real de Madrid em colaboração com o Rossini Opera Festival de Pesaro, tem encenação e cenografia de Emilio Sagi e direção musical de Yi-Chen Lin e conta com a participação da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
Este espetáculo constitui uma excelente oportunidade sobretudo para os minhotos residentes na região de Lisboa assistirem ao vivo o excelente desempenho da soprano Cristiana Oliveira e, desse modo, darem-lhe o seu aplauso.
A soprano bracarense Cristiana Oliveira atuou na Gala Luísa Todi – Jovens Clássicos que se realizou no sábado, no Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal, um espetáculo que contou também com a participação da solista Tamila Kharambura e da Orquestra Metropolitana de Lisboa.
Conduzida pelo maestro Jean-Sébastien Béreau, a Orquestra Metropolitana de Lisboa interpretou vários temas de Mozart, nomeadamente das óperas “Così fan tutte”, “La clemenza di Tito” e “Don Giovanni”. O reportório incluiu ainda “Concerto para Violino n.º 3”, de Mozart, e as sinfonias para cordas “n.º 8” e “n.º 10”, de Mendelssohn, interpretado pela soprano Cristiana Oliveira e a violinista Tamila Ostapivna Kharambura.
Esta iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Setúbal, destina-se a promover a carreira de cantores líricos nacionais, nomeadamente com a constituição de elencos para apresentações em auditórios portugueses em articulação com os instrumentistas do Festival Jovens Músicos da RDP, tendo constituído o primeiro concerto do projeto Luísa Todi – Jovens Clássicos.
A soprano bracarense Cristiana Oliveira recebeu em 2011 uma Menção Honrosa no Concurso Nacional de Canto Luísa Todi, foi distinguida em 2012 com o primeiro prémio no XIV Concurso Internacional de Interpretação do Estoril, enquanto no ano passado ganhou o prémio especial Concerto a Milano no concurso Internacional de Canto Maria Malibran, em Milão, Itália.
A próxima temporada lírica no Teatro Nacional de São Carlos vai incluir a representação da ópera cómica do compositor italiano Gaetano Donizetti “La fille du régiment”, contado com a participação da soprano bracarense Cristiana Oliveira no papel de Maria. Uma oportunidade a não perder para os apreciadores de ópera e também para aqueles que quererão apreciar e aplaudir o desempenho de Cristiana Oliveira.
A ópera cómica do compositor italiano Gaetano Donizetti La fille du régiment foi apresentada no Teatro Nacional de São Carlos em 1989. Volta agora à cena, nos dias 4, 6, 8 e 10 de novembro, numa nova produção do TNSC, com encenação de Mário Redondo e direção musical de Rui Pinheiro.
La fille du régiment retrata a história de Marie, que após ter sido abandonada em criança foi adotada pelo 21.º regimento das hostes napoleónicas. Tonio apaixona-se pela jovem Marie e tudo faz para que, aos olhos do «pai», o Sargento Sulpice, se mostre digno de casar com ela. Uma velha marquesa, em conversa com Sulpice, descobre que Marie é a sua sobrinha desaparecida. Acolhe-a e dá-lhe a educação que até à data Marie não tinha tido, de modo a casá-la com um duque. Marie é infeliz numa vida tão distante daquela que havia tido junto do exército. Tonio implora-lhe que abandone tudo e parta com ele. A marquesa, perante a situação, confessa que Marie é sua filha e permite que esta se case com o fiel Tonio.
LA FILLE DU RÉGIMENT (Gaetano Donizetti)
4, 6, 8 de novembro às 20h
10 de novembro às 16h
Marie Cristiana Oliveira
Tonio Alessandro Luciano
Sulpice Luís Rodrigues
Marquesa de Berkenfield Patrícia Quinta
Hortensius João Oliveira
Duquesa de Krakenthorp Paula Fonseca
Notário Philippe Leroux
direção musical Rui Pinheiro
encenação Mário Redondo
cenografia Luís Santos
figurinos Maria Gonzaga
desenho de luz Paulo Sabino
Coro do Teatro Nacional de São Carlos / maestro titular Giovanni Andreoli
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Cristiana Oliveira é natural de Braga, cidade onde iniciou os seus estudos musicais de piano e violino. E resto, a cidade de Braga tem vindo a adquiri notoriedade como berço dos melhores sopranos portugueses, de entre os quais salientamos também o nome de Elizabete Matos.
De acordo com a sua biografia oficial que se transcreve, Cristiana Oliveira é licenciada em Canto pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto, nas classes dos Professores Oliveira Lopes e Margarida Reis.
Frequentou vários cursos de aperfeiçoamento e masterclasses com Ana Paula Matos, Patricia MacMahon, Enza Ferrari, Paulo Ferreira, Marc Tardue, Mme Dechorgnat no Conservatório Internacional de Paris, Gabriella Morigi em Bolonha e Palmira Troufa com quem estuda regularmente.
Em 2010 foi aceite no curso intensivo do Estúdio de Ópera de Nova Iorque onde interpretou o papel de Yaroslavna na ópera "Prince Igor", de Borodin.
Em 2011 obteve uma Menção Honrosa no Concurso Nacional de Canto Luísa Todi.
Apresentou-se em vários recitais de Lieder e Oratória em Portugal, Espanha, Itália e Estados Unidos da América.
Na ópera interpretou Dido em "Dido e Aeneas", de Purcell, Gretel em "Hansel e Gretel", de Humperdink nos Teatros de Tomar e Ourém e Helena Sá e Costa e recentemente Ivette em "La Rondine", de Puccini e Nita na Zarzuela "Los Gavilanes", no Teatro Nacional de São Carlos.
No ano passado fez a sua estreia no papel de Violetta Valery de "La Traviata" de Verdi no Atelier de l'Opera, Centro de Alto Aperfeiçoamento Operático de Barcelona e no Festival de música de Sant Pere Sallavinera com aclamadas críticas.
Em 2012 obteve o 1º Prémio no Concurso Internacional de Interpretação do Estoril.
Em 2013 ganhou o prémio especial "Concerto a Milano" no Concurso Internacional de Canto Maria Malibran em Milão.
Do seu repertório fazem parte as grandes heroínas para soprano lírico/spinto de coloratura.
A próxima temporada lírica no Teatro Nacional de São Carlos vai incluir a representação da ópera cómica do compositor italiano Gaetano Donizetti La fille du régiment, contando com a participação da soprano bracarense Cristiana Oliveira no papel de Marie. Uma oportunidade a não perder para os apreciadores de ópera e também para aqueles que quererão apreciar e aplaudir o desempenho de Cristiana Oliveira.
A ópera cómica do compositor italiano Gaetano Donizetti La fille du régiment foi apresentada no Teatro Nacional de São Carlos em 1989. Volta agora à cena, nos dias 4, 6, 8 e 10 de novembro, numa nova produção do TNSC, com encenação de Mário Redondo e direção musical de Rui Pinheiro. O elenco é constituído, exclusivamente, por cantores portugueses: Cristiana Oliveira como Marie, Luís Rodrigues será Sulpice, Cátia Moreso A marquesa e João Oliveira Hortensius, com a OSP e o Coro do TNSC.
La fille du régiment retrata a história de Marie, que após ter sido abandonada em criança foi adotada pelo 21.º regimento das hostes napoleónicas. Tonio apaixona-se pela jovem Marie e tudo faz para que, aos olhos do «pai», o Sargento Suplice, se mostre digno de casar com ela. Uma velha marquesa, em conversa com Suplice, descobre que Marie é a sua sobrinha desaparecida. Acolhe-a e dá-lhe a educação que até à data Marie não tinha tido, de modo a casá-la com um duque. Marie é infeliz numa vida tão distante daquela que havia tido junto do exército. Tonio implora-lhe que abandone tudo e parta com ele. A marquesa, perante a situação, confessa que Marie é sua filha e permite que esta se case com o fiel Tonio.
LA FILLE DU RÉGIMENT (Gaetano Donizetti)
4, 6, 8 e 10 de novembro
Direção musical Rui Pinheiro
Encenação Mário Redondo
Marie Cristiana Oliveira
Tonio a anunciar
Sulpice Luís Rodrigues
Marquesa de Berkenfield Paula Dória
Hortensius João Oliveira
Coro do Teatro Nacional de São Carlos / maestro titular Giovanni Andreoli
Russian Classical Ballet interpreta Lago dos Cisnes. 8 de dezembro / 16h00
A beleza e elegância do bailado clássico regressam ao Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, no dia 8 de dezembro. O espetáculo está marcado para as 16 horas e será representado por uma das mais prestigiadas companhias de ballet russas da atualidade: Russion Classical Ballet.
A peça apresentada, do compositor russo Tchaikovsky, intitula-se “Lago dos cisnes” e desde a sua primeira interpretação no século XIX, já foi inspiração para inúmeros espetáculos musicais, cinematográficos e de entretenimento um pouco por todo o mundo, prova do seu elevado prestígio.
O Teatro Diogo Bernardes foi alvo de inúmeras solicitações, pelo que já não há lugares disponíveis para o evento. Em virtude desta forte afluência perspectiva-se uma segunda sessão, que terá lugar no mesmo espaço, dia 8 de dezembro, às 21h00. O preço dos bilhetes varia entre os 3 euros e os 10 euros.
As reservas devem ser efetuadas até ao dia 30 de setembro junto do Teatro Diogo Bernardes, através do telefone 258900414 ou do e-mail teatrodb@cm-pontedelima.pt. Traga a família e desfrute de um feriado passado na melhor companhia.
A soprano bracarense Cristiana Oliveira deslumbrou o público que ontem se juntou na Praça da República para a ver e ouvir interpretar diversas árias, melodias alegres e contagiantes de zarzuelas, acompanhando a Orquestra do Algarve sob a orientação do maestro Cesário Costa.
Cristiana Oliveira é natural de Braga, cidade onde iniciou os seus estudos musicais de piano e violino, sendo atualmente uma das mais consagradas cantoras líricas do nosso país.
A zarzuela é um género musical lírico e dramático surgido em Espanha, no qual se alternam cenas faladas e cantadas com diversas danças, tendo provavelmente a sua designação origem no Palácio da Zarzuela, local onde reside a família real espanhola e na qual outrora se faziam representações para a Corte.
O Coro de Pequenos Cantores de Esposende (CPCE) inicia amanhã, 12 de Julho, um estágio com Anita Morrison, especialista internacional em técnica vocal para coros infantis.
Durante cinco dias, a soprano irá desenvolver um intenso trabalho técnico, tendo como principal objectivo o crescimento vocal dos elementos do Coro e aperfeiçoamento do repertório a gravar pelo CPCE no seu primeiro disco, cuja sessão de lançamento está prevista para 8 de Setembro, na Casa da Música, no Porto.
Formada pela Guildhall Scholl of Music and Drama (Londres), Anita Morrison é uma referência mundial no ensino musical, leccionando nesta mesma Universidade, Eton College e na Universidade de Cambridge. É vocal coach de inúmeros agrupamentos, como o Guildford Choir Society, London Oratory Júnior Choir ou Cardinal Vaughan Schola Cantorum, destacando-se o seu trabalho com os pequenos cantores do aclamado Coro da Catedral de Westminster (Londres).
A gravação do primeiro CD do Coro de Pequenos Cantores de Esposende insere-se no projecto “Mudam-se os Tempos” que preconiza uma nova linguagem musical e vivência coral das crianças. Apoiada pela Câmara Municipal de Esposende, Zendensino e Secretaria de Estado da Cultura, através da Direcção Geral das Artes, a edição do CD resulta da encomenda de três obras a três compositores portugueses de diferentes gerações - Osvaldo Fernandes, Fernando Lapa e Sérgio Azevedo.
O Coro, cuja direcção artística está a cargo da Escola de Música de Esposende, conta actualmente com cerca de 70 crianças e adolescentes. Do seu currículo constam apresentações em vários locais da zona norte do país, como são exemplo o Auditório do Conservatório Calouste Gulbenkian e o Parque de Exposições de Braga, e em espaços de relevância cultural nacional, como o Centro Cultural de Belém. Em palco, o CPCE já se apresentou com o decateto de metais Portuguese Brass, Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins e Banda de Música de Antas.
A Orquestra Sinfónica Artave apresentou-se ontem em Concerto de Encerramento do estágio sob a direção do maestro brasileiro Emílio De César, no Auditório Pe. António Vieira - Caldas da Saúde. O Concerto da Orquestra Sinfónica Artave contou com a atuação da soprano Cristiana Oliveira e o tenor Mário Alves. O programa foi o seguinte:
VERDI Excertos da Ópera La Traviata
TCHAIKOVSKY Romeo e Julieta
BORODIN Danças Polovitzianas
Cristiana Oliveira é natural de Braga, cidade onde iniciou os seus estudos musicais de piano e violino. E resto, a cidade de Braga tem vindo a adquiri notoriedade como berço dos melhores sopranos portugueses, de entre os quais salientamos também o nome de Elizabete Matos.
De acordo com a sua biografia oficial que se transcreve, Cristiana Oliveira é licenciada em Canto pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto, nas classes dos Professores Oliveira Lopes e Margarida Reis.
Frequentou vários cursos de aperfeiçoamento e masterclasses com Ana Paula Matos, Patricia MacMahon, Enza Ferrari, Paulo Ferreira, Marc Tardue, Mme Dechorgnat no Conservatório Internacional de Paris, Gabriella Morigi em Bolonha e Palmira Troufa com quem estuda regularmente.
Em 2010 foi aceite no curso intensivo do Estúdio de Ópera de Nova Iorque onde interpretou o papel de Yaroslavna na ópera "Prince Igor", de Borodin.
Em 2011 obteve uma Menção Honrosa no Concurso Nacional de Canto Luísa Todi.
Apresentou-se em vários recitais de Lieder e Oratória em Portugal, Espanha, Itália e Estados Unidos da América.
Na ópera interpretou Dido em "Dido e Aeneas", de Purcell, Gretel em "Hansel e Gretel", de Humperdink nos Teatros de Tomar e Ourém e Helena Sá e Costa e recentemente Ivette em "La Rondine", de Puccini e Nita na Zarzuela "Los Gavilanes", no Teatro Nacional de São Carlos.
No ano passado fez a sua estreia no papel de Violetta Valery de "La Traviata" de Verdi no Atelier de l'Opera, Centro de Alto Aperfeiçoamento Operático de Barcelona e no Festival de música de Sant Pere Sallavinera com aclamadas críticas.
Em 2012 obteve o 1º Prémio no Concurso Internacional de Interpretação do Estoril.
Em 2013 ganhou o prémio especial "Concerto a Milano" no Concurso Internacional de Canto Maria Malibran em Milão.
Do seu repertório fazem parte as grandes heroínas para soprano lírico/spinto de coloratura.
A soprano Cristiana Oliveira leva à Sé Catedral de Viseu, no próximo dia 24 de abril, o Concerto Verdi / Wagner, o qual conta com a seguinte programação:
Richard Wagner - Tannhäuser, Prelúdio
Richard Wagner - Tannhäuser, “Dich, teure Halle, grüss ich wieder"
Richard Wagner - Edílio de Siegfried
Giuseppe Verdi – Nabucco, Abertura
Giuseppe Verdi – Otello, “Canzone Del Salice” e “Ave Maria”
Giuseppe Verdi – La Forza del Destino, Abertura
Cristiana Oliveira é natural de Braga, cidade onde começou os seus estudos musicais de piano e violino. De resto, a cidade de Braga tem vindo a adquirir notoriedade como berço dos melhores sopranos portugueses, de entre os quais salientamos a cantora Elizabete Matos.
De acordo com a sua biografia oficial que se transcreve, a soprano Cristiana Oliveira é licenciada em Canto pela Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto, nas classes dos Professores Oliveira Lopes e Margarida Reis.
Frequentou vários cursos de aperfeiçoamento e masterclasses com Ana Paula Matos, Patricia MacMahon, Enza Ferrari, Paulo Ferreira, Marc Tardue, Mme Dechorgnat no Conservatório Internacional de Paris, Gabriella Morigi em Bolonha e Palmira Troufa com quem estuda regularmente.
Em 2010 foi aceite no curso intensivo do Estúdio de Ópera de Nova Iorque onde interpretou o papel de Yaroslavna na ópera "Prince Igor", de Borodin.
Em 2011 obteve uma Menção Honrosa no Concurso Nacional de Canto Luísa Todi.
Apresentou-se em vários recitais de Lieder e Oratória em Portugal, Espanha, Itália e Estados Unidos da América.
Na ópera interpretou Dido em "Dido e Aeneas", de Purcell, Gretel em "Hansel e Gretel", de Humperdink nos Teatros de Tomar e Ourém e Helena Sá e Costa e recentemente Ivette em "La Rondine", de Puccini e Nita na Zarzuela "Los Gavilanes", no Teatro Nacional de São Carlos.
No ano passado fez a sua estreia no papel de Violetta Valery de "La Traviata" de Verdi no Atelier de l'Opera, Centro de Alto Aperfeiçoamento Operático de Barcelona e no Festival de música de Sant Pere Sallavinera com aclamadas críticas.
Em 2012 obteve o 1º Prémio no Concurso Internacional de Interpretação do Estoril.
Em 2013 ganhou o prémio especial "Concerto a Milano" no Concurso Internacional de Canto Maria Malibran em Milão.
Do seu repertório fazem parte as grandes heroínas para soprano lírico/spinto de coloratura.
A Orquestra do Norte apresenta esta quinta-feira, 8 de novembro, no Teatro-Cinema de Fafe, a Ópera de Mozart “Bastien e Bastienne”. Ao longo do dia são realizados três espetáculos, sendo dois para o público escolar (10h30 e 15h30). À noite, a partir das 21h30, o evento é dirigido ao público em geral, sendo o bilhete de 2 euros.
“Bastien e Bastienne” é uma ópera em um ato, escrita pelo prodígio Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), quando tinha apenas 12 anos de idade.
Supõe-se que a ópera tenha sido encomendada por Franz Mesmer, um abastado médico e hipnotizador, e estreada em sua casa, em setembro de 1768.
Bastienne é uma pastora apaixonada por Bastien. Atraído momentaneamente por uma nobre dama, que lhe oferece presentes e atenções, Bastien afasta-se da sua namorada. Bastienne recorre ao Mago Colas para que este salve o seu amor. Depois de zangas e suspiros, os dois apaixonados acabam por se reconciliar, mais felizes do que nunca e reconhecidos ao seu mágico salvador.
A versão original é para soprano (Bastienne), tenor (Bastien) e baixo (Colas).
Esta versão cantada em português e interpretada pela Orquestra do Norte, utiliza um meio-soprano no papel do tenor Bastien.
Sob a direcção do maestro Jorge Matta, interpretam os papéis os cantores Luiza Dedisin (Bastienne), soprano; Carolina Figueiredo (Bastien), meio-soprano e Manuel Rebelo (Mago Colas), baixo.
A foto mostra os atores que levaram à cena a ópera Dinah, no Club do Calvário, em Lisboa, segundo uma gravura publicada na revista "Ilustração Portugueza" de 20 de junho de 1910. A peça teve música do maestro Taborda e letra de Artur de Carvalho.