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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

HINO DA RESTAURAÇÃO (1861)

«Portugueses celebremos

O dia da redenção,

Em que valentes guerreiros

Nos deram livre a Nação.

 

A fé dos campos de Ourique,

Coragem deu e valor,

Aos famosos de quarenta,

Que lutaram com ardor.

 

P'rá Frente ! P'rá Frente !

Repetir saberemos as proezas Portuguesas

Avante, Avante,

É voz que soará triunfal,

Vá avante mocidade de Portugal,

Vá avante mocidade de Portugal.»

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BANDAS FILARMÓNICAS DESFILAM EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA EM 1640

VAMOS ENCHER A AVENIDA DA LIBERDADE

O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios. É possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro, e com a colaboração da CMP – Confederação Musical Portuguesa. Agradecemos também o apoio facultado pelo "Recheio" e pelo "Amanhecer", assim como a cobertura e transmissão pela RTP.

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O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas "1º de Dezembro" foi um êxito em 2012, 2013, 2014, 2015, 2016 e 2017. Será êxito maior em 2018.

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.900 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 7ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

  • Tocándar (Marinha Grande)
  • Grupo de Bombos de Atei (Mondim de Basto)

BANDA NACIONAL:

  • Banda de Música da Força Aérea

BANDAS FILARMÓNICAS:

  • La Filarmónica de Olivenza (Olivença)
  • Banda Velha União Sanjoanense (Albergaria-a-Velha - São João de Loure)
  • Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)
  • Associação Filarmónica Vilarinhense de Vilarinho de Castanheira (Carrazeda de Ansiães)
  • Banda Filarmónica de Felgar (Torre de Moncorvo)
  • Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)
  • Sociedade Filarmónica de Tinalhas (Castelo Branco)
  • Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)
  • Banda Filarmónica da União de Aldeia de João Pires (Sociedade Recreativa e Musical) - com o Grupo de Cantares de Pedrógão de São Pedro (Adufes) (Penamacor)
  • Associação Filarmónica Progresso Pátria Nova de Coja (Arganil - Coja)
  • Associação Filarmónica de Arganil (Arganil)
  • Banda de Ançã | Phylarmónica Ançanense (Cantanhede)
  • Associação Filarmónica Liberalitas Julia (Évora)
  • Banda da Sociedade Filarmónica Corvalense (Reguengos de Monsaraz)
  • Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva (Loulé)
  • Sociedade Filarmónica Bendadense (Sabugal - Bendada)
  • Banda Academia de Santa Cecília (de São Romão) (Seia)
  • Sociedade Filarmónica Turquelense (Alcobaça)
  • Sociedade Filarmónica Alvaiazerense de Santa Cecília (Alavaiázere)
  • Centro Cultural Azambujense (Azambuja)
  • Banda 14 de Janeiro de Elvas (Elvas)
  • Associação Musical da Várzea (Amarante - Várzea)
  • Sociedade Musical 1.º de Agosto - Banda de Música de Coimbrões (Gaia - Coimbrões)
  • Sociedade Filarmónica de Crestuma (Gaia - Crestuma)
  • Associação Filarmónica 1º Dezembro Cultural e Artística Vilarense Reis Prazeres (Ourém - Fátima)
  • Sociedade Velha Filarmónica Riachense (Torres Novas - Riachos)
  • Sociedade Filarmónica Progresso Matos Galamba (Alcácer do Sal)
  • Banda Musical do Concelho de Sabrosa (Sabrosa)
  • Sociedade Musical 2 de Fevereiro - Banda de Santar (Nelas - Santar)
  • Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias (Santa Comba Dão)
  • Filarmónica Recreio de Santa Bárbara (Terceira - Angra do Heroísmo)
  • SFUCO – Sociedade Filarmónica União e Capricho Olivalense (Lisboa)

Será um total de 35 entidades, integrando 2 grupos de percussão, 1 banda nacional militar e 32 bandas filarmónicas civis.

Cerca de 1900 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país, irão descer a Avenida da Liberdade para celebrar Portugal, a Independência nacional e a Restauração, através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores, para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes, sob a direcção do Maestro Capitão António Rosado, da Banda de Música da Força Aérea.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas.

A apoteose final, com os músicos de todas as bandas formados em parada junto ao Monumento aos Restauradores, consiste na interpretação sequencial, como se de uma só orquestra se tratasse, dos Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

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BOMBOS DE ATEI (MONDIM DE BASTO) RUFAM EM LISBOA

O Grupo de Bombos de Atei, de Mondim de Basto, volta a descer à capital para mais uma estrondosa arruada. Trata-se das comemorações da Restauração da Independência Nacional que vão decorrer no próximo dia 1 de Dezembro.

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A sua atuação tem o condão de impressionar os lisboetas, sobretudo quando na Praça dos Restauradores fazem troar os seus bombos e caixas a um ritmo alucinante bem característico das tradições da região d’Entre-o-Douro-e-Minho. De novo, eles vão seguramente abrilhantar o desfile deste ano, fazendo estremecer a cidade com o rufar dos seus bombos.

Entretanto, em jeito de convite, deixamos aqui algumas imagens da sua atuação em edições anteriores das comemorações da Restauração da Independência Nacional.

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VAMOS ENCHER A AVENIDA DA LIBERDADE

O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios. É possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro, e com a colaboração da CMP – Confederação Musical Portuguesa. Agradecemos também o apoio facultado pelo "Recheio" e pelo "Amanhecer", assim como a cobertura e transmissão pela RTP.

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O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas "1º de Dezembro" foi um êxito em 2012, 2013, 2014, 2015, 2016 e 2017. Será êxito maior em 2018.

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.900 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 7ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

  • Tocándar (Marinha Grande)
  • Grupo de Bombos de Atei (Mondim de Basto)

BANDA NACIONAL:

  • Banda de Música da Força Aérea

BANDAS FILARMÓNICAS:

  • La Filarmónica de Olivenza (Olivença)
  • Banda Velha União Sanjoanense (Albergaria-a-Velha - São João de Loure)
  • Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)
  • Associação Filarmónica Vilarinhense de Vilarinho de Castanheira (Carrazeda de Ansiães)
  • Banda Filarmónica de Felgar (Torre de Moncorvo)
  • Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)
  • Sociedade Filarmónica de Tinalhas (Castelo Branco)
  • Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)
  • Banda Filarmónica da União de Aldeia de João Pires (Sociedade Recreativa e Musical) - com o Grupo de Cantares de Pedrógão de São Pedro (Adufes) (Penamacor)
  • Associação Filarmónica Progresso Pátria Nova de Coja (Arganil - Coja)
  • Associação Filarmónica de Arganil (Arganil)
  • Banda de Ançã | Phylarmónica Ançanense (Cantanhede)
  • Associação Filarmónica Liberalitas Julia (Évora)
  • Banda da Sociedade Filarmónica Corvalense (Reguengos de Monsaraz)
  • Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva (Loulé)
  • Sociedade Filarmónica Bendadense (Sabugal - Bendada)
  • Banda Academia de Santa Cecília (de São Romão) (Seia)
  • Sociedade Filarmónica Turquelense (Alcobaça)
  • Sociedade Filarmónica Alvaiazerense de Santa Cecília (Alavaiázere)
  • Centro Cultural Azambujense (Azambuja)
  • Banda 14 de Janeiro de Elvas (Elvas)
  • Associação Musical da Várzea (Amarante - Várzea)
  • Sociedade Musical 1.º de Agosto - Banda de Música de Coimbrões (Gaia - Coimbrões)
  • Sociedade Filarmónica de Crestuma (Gaia - Crestuma)
  • Associação Filarmónica 1º Dezembro Cultural e Artística Vilarense Reis Prazeres (Ourém - Fátima)
  • Sociedade Velha Filarmónica Riachense (Torres Novas - Riachos)
  • Sociedade Filarmónica Progresso Matos Galamba (Alcácer do Sal)
  • Banda Musical do Concelho de Sabrosa (Sabrosa)
  • Sociedade Musical 2 de Fevereiro - Banda de Santar (Nelas - Santar)
  • Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias (Santa Comba Dão)
  • Filarmónica Recreio de Santa Bárbara (Terceira - Angra do Heroísmo)
  • SFUCO – Sociedade Filarmónica União e Capricho Olivalense (Lisboa)

Será um total de 35 entidades, integrando 2 grupos de percussão, 1 banda nacional militar e 32 bandas filarmónicas civis.

Cerca de 1900 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país, irão descer a Avenida da Liberdade para celebrar Portugal, a Independência nacional e a Restauração, através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores, para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes, sob a direcção do Maestro Capitão António Rosado, da Banda de Música da Força Aérea.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas.

A apoteose final, com os músicos de todas as bandas formados em parada junto ao Monumento aos Restauradores, consiste na interpretação sequencial, como se de uma só orquestra se tratasse, dos Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

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FALTA DE MEMÓRIA EM ESPANHA?

Agora, é oficial: A Espanha, através do seu Primeiro-Ministro Pedro Sánchez, ameaça não subscrever o acordo do Brexit por causa da Questão de Gibraltar. Sempre constante neste propósito, Madrid.

Olivença (48)

Era de esperar. Um dia antes, o Governo espanhol, através de Josep Borrell, veio uma vez mais colocar na mesa a Questão de Gibraltar. No fundo, tudo isto reflete uma posição de há alguns dias, do antigo ministro JOSÉ MANUEL GARCÍA-MARGALLO (El País, 15 .novembro-2018). Convém debruçarmo-nos um pouco sobre essa posição, em si mesmo paradigmática. As considerações sobre as razões, e as críticas, abrangerão toda esta questão.

A Espanha reivindica Gibraltar. Desde a sua cedência à Inglaterra, em 1704 (conquista) e 1713/14 (Tratado de Utreque), Pode-se dizer que a Espanha, naturalmente, nunca se conformou com a presença britânica naquela território, tentando recuperá-lo várias vezes desde sempre, mesmo através de alianças militares contra-natura. O que não é de espantar, dada a humilhação sofrida, e a presença, contrária a qualquer lógica geográfica, dum enclave na sua costa.

Todavia, os acordos de cedência foram legalmente assinados. E nada mudou em 300 anos. E, no século XX, a saga continuou. Desde a criação das Nações Unidas, e, logo depois, do conceito de descolonização, e da necessidade de pôr fim a situação herdadas dum passado imperialista em todo o mundo, a tónica da política externa espanhola passou a ser a de considerar que, sendo Gibraltar uma colónia, havia que acabar com a sua existência, com o seu regresso à mãe-pátria. Isto enquanto a Grã-Bretanha dava autonomia legislativa ao território, deixando de ser propriamente uma colónia, e procedia a referendos, sempre com resultados esmagadores a favor de Londres.

A União Europeia facilitou um tanto o diálogo hispano-britânico, mas a saída da Grã-Bretanha da União ( o "Brexit") fez voltar o assunto à baila. E eis que, a 15 de novembro de 2018, o antigo ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros ("Relaciones Exteriores"), do tempo de José Maria Aznar , José Manuel García-Margallo, escreveu uma extensa crónica no El País, muito difundida de imediato, onde abordou, de novo, o problema dos direitos espanhóis a Gibraltar. Os argumentos baseiam-se num anticolonialismo apoiado nas regras da O.N.U., que é citada até à saciedade ("La situación colonial de Gibraltar quebranta la integridad territorial de España y es incompatible con la Resolución 1514 (XV) sobre descolonización."), e na recusa do direito dos gibraltenhos decidirem o seu futuro ("Sólo Naciones Unidas puede decidir cuándo ha concluido el proceso de descolonización de Gibraltar.")

Há uma crítica ao atula governo de Madrid, acusado de não estar a aproveitar bem a situação causada pelo "Brexit". García-Margallo defende algum tipo de soberania partilhada para Gibraltar ( "la única solución es la soberanía compartida del Reino Unido y de España. (...)Pondría fin a una controversia de 300 años entre dos países que son amigos y aliados.").

Diga-se que não faz apelos propriamente a conflitos com o Reino Unido (justiça lhe seja feita!), país que considera "amigo e aliado". Todavia, faz um apelo a uma mobilização contra o imobilismo do Governo de Madrid ("Ante esta insensibilidad ¿qué podemos hacer cada uno de nosotros? Pues podemos hacer una cosa: pedir la palabra y ponernos a gritar para exigir que los actuales gobernantes se vean obligados a poner los intereses permanentes de España por encima de sus intereses particulares. A decir la verdad en la hora de la verdad.").

O que continua a ser estranho, principalmente para os portugueses, é o seu (aparente?) desconhecimento da situação irregular, em termos internacionais, que se vive em Olivença, como aliás jornais franceses, britânicos e outros referem ( o que nunca é referido pela Imprensa espanhola ). Trata-se também duma posição oficial do Estado Português, que muitas vezes a Imprensa Portuguesa finge ignorar.

Vejamos: Olivença e o seu termo foram ocupados em 1801. Em 1814, em Paris, concluiu-se pela nulidade do Tratado de Badajoz (de ocupação) de 1801, e aceitou-se que esta nulidade tivesse a ver com a violação de tratados em 1793, violação consusbtanciada em tratados franco-espanhóis de 1795 e 1796. Em Viena de Áustria, em 1815, porque se falava de devolução de Olivença a Portugal, a Espanha negou-se a assinar os Tratados, fazendo-o , porém, em 1817. Depois, Madrid tentou jogar com ilegalidades na situação do moderno Uruguay, que acabou por não reocupar, não por culpa de Portugal, mas em virtude de acontecimentos internos espanhóis, o que significa que se mantêm válidos os acordos de 1815/17.

Durante duzentos anos, a Espanha tem mantido uma administração ilegal, à luz do Direito Internacional, em Olivença. Uma contínua descaracterização do território, com recurso a falsificações históricas constantes e perfeitamente intoleráveis, uma repressão notória (especialmente dura na época franquista, mas sempre presente, a vários níveis, desde 1805), uma política de ocultação da situação na própria Espanha, tentativas sucessivas de, por vias burocráticas, levar Portugal a aceitar a posse espanhola do território , a que Lisboa se tem firmemente oposto, tudo isto foi feito e, de certa maneira, se mantém.

Nada tenho contra que a Espanha lute pelo que considera justo, e que, neste caso, é a situação de humilhação causada por um enclave estrangeiro no seu território. Compreendo. Mas era bom que Madrid não deixasse para trás "telhados de vidro", e não tentasse, de certa forma, fazer figura de ingénua e tentar fazer passar terceiros por incompetentes ou distraídos. Por aqui me fico, antes que me venham à memória Ceuta e Melilla, e um país chamado Marrocos...

Estremoz, 21 de novembro de 2018

Carlos Eduardo da Cruz Luna

Olivença (34)

BANDAS DE MÚSICA VÃO ENCHER A AVENIDA DA LIBERDADE EM LISBOA

O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios.

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É possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro, e com a colaboração da CMP – Confederação Musical Portuguesa. Agradecemos também o apoio facultado pelo "Recheio" e pelo "Amanhecer", assim como a cobertura e transmissão pela RTP.

O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas "1º de Dezembro" foi um êxito em 2012, 2013, 2014, 2015, 2016 e 2017. Será êxito maior em 2018.

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.900 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 7ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

  • Tocándar (Marinha Grande)
  • Grupo de Bombos de Atei (Mondim de Basto)

BANDA NACIONAL:

  • Banda de Música da Força Aérea

BANDAS FILARMÓNICAS:

  • La Filarmónica de Olivenza (Olivença)
  • Banda Velha União Sanjoanense (Albergaria-a-Velha - São João de Loure)
  • Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)
  • Associação Filarmónica Vilarinhense de Vilarinho de Castanheira (Carrazeda de Ansiães)
  • Banda Filarmónica de Felgar (Torre de Moncorvo)
  • Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)
  • Sociedade Filarmónica de Tinalhas (Castelo Branco)
  • Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)
  • Banda Filarmónica da União de Aldeia de João Pires (Sociedade Recreativa e Musical) - com o Grupo de Cantares de Pedrógão de São Pedro (Adufes) (Penamacor)
  • Associação Filarmónica Progresso Pátria Nova de Coja (Arganil - Coja)
  • Associação Filarmónica de Arganil (Arganil)
  • Banda de Ançã | Phylarmónica Ançanense (Cantanhede)
  • Associação Filarmónica Liberalitas Julia (Évora)
  • Banda da Sociedade Filarmónica Corvalense (Reguengos de Monsaraz)
  • Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva (Loulé)
  • Sociedade Filarmónica Bendadense (Sabugal - Bendada)
  • Banda Academia de Santa Cecília (de São Romão) (Seia)
  • Sociedade Filarmónica Turquelense (Alcobaça)
  • Sociedade Filarmónica Alvaiazerense de Santa Cecília (Alavaiázere)
  • Centro Cultural Azambujense (Azambuja)
  • Banda 14 de Janeiro de Elvas (Elvas)
  • Associação Musical da Várzea (Amarante - Várzea)
  • Sociedade Musical 1.º de Agosto - Banda de Música de Coimbrões (Gaia - Coimbrões)
  • Sociedade Filarmónica de Crestuma (Gaia - Crestuma)
  • Associação Filarmónica 1º Dezembro Cultural e Artística Vilarense Reis Prazeres (Ourém - Fátima)
  • Sociedade Velha Filarmónica Riachense (Torres Novas - Riachos)
  • Sociedade Filarmónica Progresso Matos Galamba (Alcácer do Sal)
  • Banda Musical do Concelho de Sabrosa (Sabrosa)
  • Sociedade Musical 2 de Fevereiro - Banda de Santar (Nelas - Santar)
  • Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias (Santa Comba Dão)
  • Filarmónica Recreio de Santa Bárbara (Terceira - Angra do Heroísmo)
  • SFUCO – Sociedade Filarmónica União e Capricho Olivalense (Lisboa)

Será um total de 35 entidades, integrando 2 grupos de percussão, 1 banda nacional militar e 32 bandas filarmónicas civis.

Cerca de 1900 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país, irão descer a Avenida da Liberdade para celebrar Portugal, a Independência nacional e a Restauração, através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores, para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes, sob a direcção do Maestro Capitão António Rosado, da Banda de Música da Força Aérea.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas.

A apoteose final, com os músicos de todas as bandas formados em parada junto ao Monumento aos Restauradores, consiste na interpretação sequencial, como se de uma só orquestra se tratasse, dos Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

BANDAS FILARMÓNICAS DESFILAM EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA EM 1640

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O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios. É possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC.

A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro, e com a colaboração da CMP – Confederação Musical Portuguesa. Agradecemos também o apoio facultado pelo "Recheio" e pelo "Amanhecer", assim como a cobertura e transmissão pela RTP.

A GALIZA, O GALEGO-PORTUGUÊS E A BUSCA POR INDEPENDÊNCIA

Semana passada, entrevistei a professora moçambicana Marisa Mendonça - que assumiu em Outubro a diretoria executiva do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (ILLP), vinculado à Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) - sobre o novo acordo ortográfico. Mas foi inevitável a pergunta sobre como integrar a Galiza na CPLP. Ela me respondeu que o IILP-CPLP vem acompanhando o processo em curso na Galiza, de recuperação e reconhecimento do galego-português.

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Diplomática e cautelosa, a professora Marisa disse que aguarda o posicionamento do governo espanhol, uma vez que a CPLP trabalha com Estados e não pode ferir a soberania nacional. E acrescentou: “Sabemos que há uma série de conversações sobre como conduzir esse processo. É necessário dar-se o tempo que a complexidade do processo exige.”

Quase ao mesmo tempo, recebi mensagem de Camilo Nogueira, engenheiro industrial, licenciado em ciências econômicas, deputado três vezes (1981-93 e 1997-99) no Parlamento da Galiza e um mandato no Parlamento Europeu (1999-2004). Segundo Camilo, os nacionalistas galegos reivindicam a identidade entre o galego e o português, o galego-português, e trabalham por esse reconhecimento oficial.

No Parlamento Europeu, Camilo falava em galego “sem qualquer problema, aproveitando a oficialidade do português”. Já, no Congresso espanhol, suas colegas deputadas são proibidas de fazer pronunciamento em galego. “O Estado espanhol nem sequer reconhece o galego-português, negando uma riqueza evidente. (…) Esquece que, através do Brasil, também se fala o galego-português nascido na Galiza histórica.”

Por isso, Camilo não parece muito otimista. Acha que a Galiza deve inspirar-se na Catalunha, no País Basco e na Escócia, e lutar pela independência. “A Galiza quer separar-se de um império europeu.”

Tanto que, quando o encontrei na Galiza, Camilo acabava de voltar de um evento em Barcelona - era uma manifestação dos independentistas catalães, que reunira dois milhões de pessoas para reivindicar o direito de decidir sobre o futuro da Catalunha; o seu direito de autodeterminação para configurar-se como Estado na União Europeia. Recentemente, Camilo esteve de novo em Barcelona, a convite do “partido amigo” Esquerra Republicana de Catalunya, ou Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), que poderá governar a província (estado, para nós brasileiros) a partir das próximas eleições.

Seja o movimento social pela regeneração do galego-português, seja a luta pela independência da Galiza, o fato é que entidades como a Associaçom Galega da Língua (AGAL)*, a Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP)** e o Parlamento de Galicia*** terão papel cada vez mais importante neste processo.

Um pouco de história

O movimento nacional galego surgiu no século XIX (1846), como os da maioria dos atuais Estados europeus, ao fio da soberania popular e frente à monarquia Borbon, relata Camilo Nogueira. Apesar do caráter diferenciado da Galiza, as monarquias ou ditaduras espanholas negaram a sua personalidade e o auto-governo.

A língua própria foi proibida na Galiza desde 1500, prossegue Camilo. No entanto, conservava-se em Portugal e se expandia por outros continentes, mantendo-se inequivocamente nas classes populares. Igualmente, evoluía-se o galego-português do Brasil.

A Galiza foi assim marginada, de tal maneira que, se em 1800 tinha cinco vezes mais população que a atual província de Madrid, podendo chegar a ter sete milhões de habitantes, hoje ficou reduzida a três milhões. Entre 1860 e 1920, forçadas pelo poder espanhol, três milhões de pessoas tiveram que emigrar para a América e outro um milhão para países europeus. Apesar de tudo, a Galiza resistiu como nação e hoje tem um perfil econômico relativamente avançado...

Apesar da imposição do castelhano para eliminar a língua galega, esta é conhecida pela quase totalidade da população e falada habitualmente pela maioria, assegura Camilo. O castelhano é conhecido por todos, mas não pode fazer desaparecer o galego, o galego-português.

Durante a Segunda República (1931-1936), os nacionalistas galegos, com o apoio da esquerda republicana estatal, conseguiram um Estatuto de Autonomia, lembra Camilo. “Depois de 40 anos de Ditadura, conseguimos de novo o Estatuto de Autonomia, com uma certa autonomia política e econômica, com o galego como língua oficial, sendo o castelhano co-oficial. Agora, os nacionalistas galegos reivindicam a soberania como Estado na União Europeia.”****

*Associaçom Galega da Língua ( http://www.agal-gz.org/corporativo/ )

**Academia Galega da Língua Portuguesa ( http://academiagalega.org/ )

***Parlamento de Galicia ( http://www.parlamentodegalicia.es/sitios/web/default.aspx )

****Veja mais sobre a Galiza em  http://www.jornaldaslajes.com.br/integra.php?i=1479

Fonte: José Venâncio de Resende / https://www.jornaldaslajes.com.br/

NACIONALISTAS GALEGOS DEFENDEM A LÍNGUA PORTUGUESA QUE É TAMBÉM O SEU IDIOMA – O GALEGO!

Os nacionalistas gelagos estão a optar por escrever sob a ortografia portuguesa e, desse modo, deixarem de fazê-lo através das regras ortográficas do castelhano que é a língua oficial de Espanha. A iniciativa não é inética uma vez que o deputado nacionalista no Parlamento Europeu, Camilo Nogueira Román, o fazia como uma forma de se exprimir em liberdade no seu próprio idioma – o galego reintegrado ou seja, o galego-português – algo que estava impedido de fazê-lo nas cortes de Madride.

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Contudo, a generalização desta prática que está agora a verificar-se contribui para a afirmação da Galiza no contexto internacional uma vez que o galego – ou português – constitui o idioma oficial de 9 países independentes, para além de numerosos territórios e comunidades espalhadas pelo mundo de que Macau, Malásia e a antiga Índia Portuguesa serão as mais relevantes! – abrangendo quase 300 milhões de falantes. Refira-se ainda que se trata de uma língua e franca expansão em virtude de alguns dos países de expressão portuguesa serem actualmente países economicamente emergentes.

Para além desta opção que rompe com o “isolacionismo” imposto pelo castelhano que o remete o galego a um dialecto insignificante quando, desde os cancioneiros trovadorescos da Idade Média já consituía uma língua nacional – ainda a Espanha estava muito longe de se concretizar como um país! – esta iniciativa constitui uma afirmação de identidade da Galiza onde também o insígne poeta autor de Os Lusíadas teve as suas raízes.

Para além das suas afinidades linguísticas, históricas e culturais, a Galiza deveria formar com Portugal um único corpo, sob a forma confederal ou outra qualquer. Sob as muralhas do castelo – Castela! – escondem-se sempre as masmorras onde se mantêm aprisionadas as nacionalidades da Galiza, Catalunha, Euskadi, Canárias, Ceuta e até o território português de Olivença.

GALIZA: A INDEPENDÊNCIA NACIONAL É O ÚNICO CAMINHO

Neste ano houbo diversas atividades previas nas comarcas e em visperas e no mesmo dia 25 de Julho em Compostela para ensalzar,revindicar e confraternizar no Dia da Patria Galega .

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* Crónica de José Antom Muros 

Num ambiente onde a pesar de nom ser posível a unidade arredor da rutura com o Reino de Espanha e a Independencia Nacional como proponhia a Orgaizaçom Independentista Causa Galiza si se viviu um ambiente social unitario de revindicaçom de creva democrática e de fim de Regime de exigencia do dereito Inalienável do Povo Galego a ser definitivamente República.

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Revindicaçons,atos e confraternizaçons  previas cada vez  mais geralizadas e terrirializadas no territorio galego durante todo o Mes de Julho e umha vespera de variopintas revindicaçons da Mocidade e em favor das presas polítcas galegas com festivais e concertos e palestras e presentaçons culturais e amosamento da propria cultura galega e das iniciativas sociais dum Povo que deseja viver durante o 24 e o 25....decenas de miles de pessoas berrarom nas ruas,nos concertos,entre amigos e pessoas de transito o seu desejo de Liberdade,de Independencia,de República Galega de crevar as cadeias que nos asobalham e nos sometem ao Reino de Espanha.

Num Povo Galego dominado polo Colonialismo Espanhol nos eidos político,económico spicosocial,que se enfrenta a umha migraçom histórica e presente que desangra a Nossa Terra,que se enfrenta a constante espanholizaçom de seitores do Nosso Povo,reconforta ver eses berros unitarios esa paulatina aceitaçom da populaçom que se orgaiza global e setorialmente,asume,milita,vota oçons em clave galega e asume que Galiza é umha naçom(+- o 25% da populaçom)da Ideia de independencia e República que libere a Nossa Gente e a Nossa Terra da depauparizaçom económica,da desertizaçom demografica do rual,de expolio e atentados ecológicos e proxetos mineiros salvagens e expropiadores da Populaçom, da criminalizaçom de todas as causas sociais e a propria autorgaizaçom e política de Galiza como proxeto e ser de seu.

O Caminho para a Nossa sobrevivencia como Povo é a Independencia e a rutura com a atual situaçom e o Reino de Espanha,a Autorgaizaçom Popular em torno a ese ideario em todos os seitores e eidos,a um programa ruturista em esa base e o que nos levara a Libertade,a Independencia, a República Galega.

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GALIZA COMEMORA DIA DA PÁTRIA

DIA NACIONAL DA GALIZA

Hoje é o 25 de Julho, DIA NACIONAL DA GALIZA, também chamado DIA DA PÁTRIA GALEGA.

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Foram as Irmandades da Fala quem estabeleceram o 25 de Julho de 1920 como o primeiro DIA NACIONAL DA GALIZA.

E a Assembleia Nacional Galega (ANG), associação que se quer inspirar naquelas unidas e criativas Irmandades da Fala, deseja felicitar nesta data tão especial a todos os galegos e galegas, vivam dentro ou fora do território da Nação Galega, neste dia de expressão do orgulho que sentimos de sermos galegos e galegas.

A defesa e a reivindicação dos nossos e irrenunciáveis direitos nacionais, e não só nesta data, nunca podem deixar de estar ausentes!

QUEM SÃO OS REINTEGRACIONISTAS GALEGOS?

Sem que muitos portugueses desconfiem, há um movimento galego que luta pelo reconhecimento público de que o galego e o português são uma só língua. Falo dos reintegracionistas.

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Perguntarão algumas pessoas: por que razão não insistir na autonomia da língua galega quer em relação ao espanhol quer em relação ao português?

Muitos reintegracionistas dirão que é simples respeito pela verdade dos factos: o galego e o português funcionam, em muitos aspectos, como um sistema linguístico comum, principalmente se usarmos uma perspectiva histórica.

Pessoalmente, juntaria a este argumento factual (sempre perigoso nestas coisas das línguas e das identidades) um argumento prático: o galego está ameaçado pelo espanhol, não pelo português. Uma perspectiva que junte o galego ao português dá-lhe uma força que não teria sozinho. Como mera língua regional, o galego está ameaçado. Como um dos três ramos principais do português (galego, português de Portugal e português do Brasil) há uma comunidade internacional a dar força à língua.

Ou seja, os galegos vêem-se na posição de poder dizer que a sua língua é falada por 200 milhões de pessoas, ao mesmo tempo que resistem à erosão do seu uso, por substituição pelo espanhol.

Assim se explica que alguns dos mais entusiásticos defensores da lusofonia sejam galegos.

Como complemento, republico aqui (sem qualquer alteração) este comentário de um leitor galego a um post anterior:

“A mim pessoalmente, o galego serve-me para perceber sem dificuldade o que o senhor escreve sem ter estudado nunca a língua de Camões.

Acho que o senhor também não há ter demasiados problemas para perceber o conteúdo destas linhas nem para identificar o código como português , embora seja um português esquisito. E, insisto, eu nunca estudei a língua portuguesa!

Em resumo, o galego serve-me para comunicar-me com mais de 200 milhões de pessoas espalhadas ao longo de quatro continentes.

Se a isso somamos o castelhano, já temos mais de 500 milhões (sem contar os utentes que tenham o espanhol como segunda língua). Isso sem muito esforço. O potencial linguístico da Galiza é enorme. Ou será, o dia que acheguemos o galego um bocadinho do português.”

Fonte: Marco Neves / http://www.certaspalavras.net/

A GALIZA MAIL'O MINHO SÃO COMO DOIS NAMORADOS

Vendo-os assim tão pertinho,

a Galiza mail’ o Minho,

são como dois namorados

que o rio traz separados

quasi desde o nascimento.

Deixal-os, pois, namorar

já que os paes para casar

lhes não dão consentimento

                                  João Verde

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O INFANTE

 

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.

Deus quis que a terra fosse toda uma,

Que o mar unisse, já não separasse.

Sagrou-te, e foste desvendando a espuma.

 

E a orla branca foi de ilha em continente,

Clareou, correndo, até ao fim do mundo,

E viu-se a terra inteira, de repente,

Surgir, redonda, do azul profundo.

 

Quem te sagrou criou-te português.

Do mar e nós em ti nos deu sinal.

Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.

Senhor, falta cumprir-se Portugal!

                                                Fernando Pessoa

TERRAS DE BOURO DESFILA NAS COMEMORAÇÕES DO DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DA INDEPENDÊNCIA

Terras de Bouro presente nas comemorações do “1º de dezembro”

A Banda Musical de Carvalheira deslocou-se a Lisboa, no passado dia 1 de dezembro, onde participou, pela primeira vez e de forma brilhante, no Desfile de Bandas Filarmónicas alusivo às comemorações do “1º de dezembro - Dia da Restauração da Independência”.

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O Presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Manuel Tibo, acompanhado do Executivo da Junta de Freguesia de Carvalheira marcou presença no desfile, evento que contou com a participação de 35 bandas, oriundas de vários pontos do país e que tiveram a oportunidade de descer a Avenida da Liberdade em direção à Praça dos Restauradores, interpretando, conjuntamente e de forma sublime, o Hino da Maria da Fonte, o Hino da Restauração e o Hino Nacional, sob direção do Maestro da Banda da Armada.

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BANDAS FILARMÓNICAS DO MINHO COMEMORARAM EM LISBOA O DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL

Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, presidiu às comemorações e confraternizou com o povo

O Minho foi representado pela Banda Musical da Carvalheira, de Terras de Bouro e a Banda Nova de Barroselas, da Associação Banda Escuteiros de Barroselas.

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Mais de duas dezenas de bandas filarmónicas provenientes de todo o país, grupos de percussão e a Banda da Armada Portuguesa desfilaram hoje em Lisboa, na avenida da Liberdade, no âmbito das comemorações do 1º de Dezembro, Dia da Restauração da Independência Nacional em 1640. Tratou-se de uma grandiosa jornada cívica e patriótica e também cultural que lembrou a História e o espírito de liberdade dos portugueses, depois do actual governo ter reposto o feriado nacional instituído por Decreto em 12 de Outubro de 1910.

A registar a participação da Banda de Música da Sociedade Filarmónica Pedroguense, de Pedrógão Grande, que desfilou fardada de luto e foi sempre muito aplaudida pelo público à sua passagem.

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Como vem sendo habitual, o desfile culminou com uma grandiosa concentração na Praça dos Restauradores que, após a intervenção do Dr. José Ribeiro e Castro em nome da entidade organizadora, todas as bandas executaram em uníssono o Hino da Maria da Fonte, o Hino da Restauração e o Hino Nacional (A Portuguesa).

A organização da iniciativa cabe ao Movimento 1º de Dezembro que conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, a EGEAC, a Confederação Musical Portuguesa e, naturalmente, a SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro.

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Este ano foi publicado um livro que é um álbum onde constam imagens de todas as bandas que participaram nas comemorações do 1º de Dezembro ao longo dos últimos 5 anos.

A Banda Musical de Carvalheira foi criada em 1839 pelo conhecido Padre Tomé em Ervedeiros, na freguesia de Carvalheira, Terras de Bouro. É um dos maiores embaixadores de Carvalheira e até mesmo do concelho, uma vez que tem levado e honrado os seus nomes em milhares de aldeias, vilas e cidades espalhadas por todo o território nacional e até em terras estrangeiras. Ao longo de quase dois séculos de existência muitos foram os obstáculos encontrados por esta banda mas nada foi suficientemente forte para a derrubar. Atualmente, a Banda é formada por cerca de 50 músicos de todas as idades, essencialmente amadores e regida pelo Maestro António Luís.

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Por seu turno, a Banda Nova de Barroselas, da Associação Banda de Escuteiros de Barroselas, foi fundada em 1934 por Armindo dos Santos Barbosa, a Banda Escuteiros de Barroselas surgiu ao mesmo tempo que o respectivo grupo de escutas, tendo-o acompanhado na Missa da primeira Promessa de Escuteiros a 29 de Junho de 1934, dia de S. Pedro, padroeiro da freguesia, abrilhantando também a procissão. A iniciativa teve tal sucesso que começaram a ser convidados para se apresentarem em freguesias vizinhas. Menos de uma dezena de anos após a sua fundação e por imposição do regulamento do Corpo Nacional de Escutas, a banda desvinculou-se do grupo de escutas. No entanto o nome original manteve-se até à actualidade.

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