Museu ao Ar livre do Rio Vez realiza atividades durante Verão
Decorreu este sábado dia 13 a primeira de um conjunto de atividades que o Museu da Água ao Ar livre do Rio Vez vai realizar este Verão. Este sábado a atividade designou-se por “Passeio pela biodiversidade do Museu da Água ao Ar Livre do Rio Vez” e teve como principal objetivo mostrar a riqueza em biodiversidade que o Rio Vez encerra e que só os olhares mais atentos conhecedores podem descobrir.
No próximo dia 27 a iniciativa designa-se “Um mergulho na biodiversidade das águas do Vez – mais do que peixes na água” uma atividade em que se pretende que os participantes “mergulhem” nas águas do rio Vez e no mundo dos macroinvertebrados aquáticos em particular. Terão oportunidade de observar de perto estes pequenos animais aquáticos e as adaptações que lhes permitem viver nos diferentes microhabitats dentro do rio. Esta atividade pretende ainda alertar para a importância destes organismos na ecologia e qualidade da água do rio.
As inscrições para esta atividade podem ser feitas diretamente no Centro de interpretação e Acolhimento do Museu da Água, por e-mail museudaagua@cmav.pt ou através do número de telefone 258 247 317.
“Era uma vez...o Rio Vez”, no Museu da Água ao Ar Livre do Rio Vez
No passado dia 4 de julho um grupo de crianças do 2º ciclo apresentou no Museu da Água os trabalhos realizados no âmbito do projeto cuja base foi o Rio vez e Lima, levado a cabo durante o ano. Este projeto foi desenvolvido pela Associação Soy Niño, Sou Criança, em parceria com a Biblioteca Municipal Tomaz de Figueiredo e o apoio financeiro do Município de Arcos de Valdevez, bem como da rubrica “Schooll4 all”, da CIM do Alto Minho.
Neste encontro foi partilhado o olhar e o sentir das crianças acerca do Rio Vez e Lima e das suas riquezas naturais.
Para o encerramento desta primeira fase foram convidadas todos os envolvidos, nomeadamente a Câmara Municipal, o Agrupamento de Escolas, as famílias e as crianças.
Os alunos apresentaram uma retrospetiva das atividades realizadas durante o projeto, através de fotos, desenhos e gravações. Houve ainda espaço para um momento musical oferecido pela pianista Sarah Silva: Schumann-Träumerei, "Kinderszenen" No. 7, Sce-nes from Childhood).
Este trabalho de sensibilização para a Natureza é um processo evolutivo. Segundo a Associação Soy Niño, Sou Criança “As crianças devem ser atores ativos para sensibilizar e construir novos conceitos e sentimentos à Natureza e à Terra. É um trabalho lento mas certeiro a logo prazo”.
Aquamuseu volta a assinalar aniversário com programa para toda a família
No próximo fim-de-semana, 13 e 14 de julho, o Aquamuseu do Rio Minho comemora 14 anos de serviço ao público, oferecendo um conjunto de atividades dinâmicas e interativas de cariz familiar. Às visitas guiadas gratuitas, ateliês e animação infantil, a festa de aniversário culmina com um concerto IKFEM 2019, onde se destaca a música tradicional galega.
Para os dois dias de festa, o Aquamuseu do Rio Minho dinamiza três visitas guiadas gratuitas a todo o espaço, nomeadamente o Museu das Pescas, o Aquário e o Lontrário; um ateliê de pintura e a possibilidade de 30 crianças participarem na iniciativa de sucesso intitulada “Dormir com os Peixes”, agendada para a noite de sábado para domingo (mediante inscrição prévia).
O programa de comemoração do 14ª aniversário só fica completo com a realização de um espetáculo de animação infantil sob a temática ‘Festa dos Peixes Migradores’; e a promoção do concerto “Voar a seis mãos” a decorrer em pleno Jardim do Aquamuseu, às 22h00 de domingo.
Sob proposta do AECT Rio Minho, através do projeto Smart Minho, a VII edição do IKFEM 2019 - festival de música transfronteiriço - é alargado à Eurocidade Cerveira- Tomiño, integrando a festa de aniversário. Neste sentido, os músicos Susana Seivane, Abe Rábade e Víctor Prieto apresentam as suas composições originais de música tradicional galega, assim como adaptações de três grandes autores sul americanos: Tom Jobim, Astor Piazzolla e Egberto Gismonti.
Para mais informações e inscrições, os interessados devem contactar o Aquamuseu do Rio Minho.
Semana Cultural da Geira de 25 a 28 de junho no Núcleo Museológico do Campo do Gerês
Decorrerá de 25 a 28 de Junho, no Núcleo Museológico do Campo do Gerês, uma semana cultural que terá como objectivo a valorização cultural da Geira “Via Romana”, com a recriação, em vários momentos, do Mundo Romano.
O evento é organizado pelo Município de Terras de Bouro e englobado no Projeto Gerês/Xurês, Reserva da Biosfera Tranfronteiriça, sendo que, irá caracterizar-se por diversas atividades ao longo dos quatro dias, nomeadamente, percepções de técnicas de construção das vias e meios de transporte, peças teatrais, uma actividade intergeracional através do Projeto Bem Envelhecer, workshops e recriação da formação e vivência militar romana, entre outras.
De sublinhar ainda, a realização nos dias 28, 29 e 30 de três caminhadas sob o lema “À Descoberta do PNPG”, incluídas no Programa Anual das Caminhadas Guiadas da Associação Gerês Viver Turismo.
“Como se deslocam os animais” é a temática das Férias de Verão no Aquamuseu
De 2 a 5 de julho, o Aquamuseu do Rio Minho dinamiza uma série de atividades pedagógicas com o tema “Como se deslocam os animais”, para crianças entre os 7 e os 13 anos. Inscrições devem ser efetuadas junto daquele serviço.
Ao longo de quatro dias, as crianças participantes são desafiadas a aprender caraterísticas e particularidades dos diferentes modos de locomoção usados pelos animais, nomeadamente o caso da locomoção por reptação, salto, corrida, marcha, na água e no ar.
As atividades propostas são limitadas a 20 crianças, e decorrem entre as 14h00 e as 17h00, com um custo de 15 euros.
Para mais informações e inscrições, os interessados devem contatar o Aquamuseu do Rio Minho através do telefone 251 708 026 ou pelo email aquamuseu@cm-vncerveira.pt
Museu do Brinquedo Português celebra aniversário com cerimónia de reconhecimento de doação de espólio
O Município de Ponte de Lima e a Associação Concelhia das Feiras Novas vão promover amanhã, sábado, 08 de junho, pelas 11 horas, no jardim deste espaço museológico, a cerimónia oficial de reconhecimento de doação de peças ao Museu do Brinquedo Português.
Neste dia, o Museu celebrará o seu 7.º aniversário de abertura ao público e procederá à assinatura do auto de receção das peças doadas ao Museu do Brinquedo Português, durante o período de aproximadamente 3 anos (2016 - 2019), que já conta com o total de mais de 3.500 peças.
Através deste ato pretende-se reconhecer a partilha generosa de cidadãos que doaram diversas peças – guardadas carinhosamente ao longo das suas vidas - ao Museu do Brinquedo, que se assume como um organismo recetor, guardião e transmissor de um património material e imaterial vasto e valioso.
Com o serviço de doações o Museu pretende enriquecer o espólio atualmente existente e sensibilizar o público para o valor histórico, cultural e social que o brinquedo representa, bem como proceder a ações de conservação preventiva, se necessário, e interpretar os objetos, associando-os às memórias que importa recolher junto dos anteriores proprietários de valor informativo, documental, iconográfico, ou outro, no sentido de facilitar o estudo e interpretação da coleção doada.
O Museu do Brinquedo Português, contínua disponível para acolher brinquedos que cada um quiser partilhar.
Para mais informações contactar o Museu do Brinquedo via correio eletrónico – mbp.geral@museuspontedelima.com – e através do contacto telefónico – 258 240 210 - .
Arcos de Valdevez com Museu da Água ao Ar Livre único no país. Símbolo do Museu é o melro d’água, um bioindicador da qualidade do ecossistema fluvial
A Câmara Municipal procedeu no passado sábado, dia 1 de junho, à abertura oficial do Museu da Água ao Ar livre do Rio Vez, o qual tem no edifício Fluvivez o seu ponto de Informação e acolhimento ao visitante.
Para o Presidente da Câmara Municipal este foi um momento de grande importância para o concelho que vê a sua fauna, flora e património cada vez mais valorizados. “Este Museu é único no país e reforça, renova e amplia o papel de Arcos de Valdevez como porta da mais importante Reserva da Biosfera, declarada pela Unesco, existente no noroeste peninsular – o Parque Nacional Peneda-Gerês /Parque Transfronteiriço Gerês/Xurés”, referiu João Esteves.
Com a sua criação “pretendeu-se preservar o mais possível as condições naturais do território e as marcas da atividade humana que, durante séculos, soube, de uma forma equilibrada, tirar partido da água e dos ecossistemas que lhe estão associados, transformando este vasto património em pilar do desenvolvimento socioeconómico do concelho”.
“No fundo a Autarquia está a valorizar e enfatizar aquilo que estava ao nosso redor através da recuperação dos açudes, levadas e moinhos, bem como a colocar sinalética e informação sobre os ecossistemas”, atestou.
Pedro Gomes, professor da Universidade do Minho e responsável da equipa técnica que concebeu o edifício de receção do Museu da Água, afirmou que este “contribui para um melhor conhecimento de um dos poucos rios selvagens em Portugal que se apresenta em boas condições ambientais” e deu ainda um conselho a quem tem por hábito fazer a ecovia “não se preocupem tanto em fazer quilómetros mas sim em apreciar a beleza natural e riqueza do percurso”.
A primeira fase do Museu da Água ao ar livre centra-se no troço do rio Vez, situado entre a foz do rio Vez, na freguesia de Souto, e a freguesia de Vilela, e pretende promover o património ambiental (flora e fauna), arquitetónico e etnográfico associado ao Rio Vez e seus afluentes.
Além da sinalização do património construído nas margens, o museu inclui, ao longo do trajeto, painéis informativos sobre a fauna, flora e ecologia do ecossistema ribeirinho, bem como do seu património construído e da sua história.
Foram intervencionados açudes ao abrigo do projeto museológico, recuperando uma das suas funcionalidades, ou seja, diminuir a energia da corrente do rio, minimizando deste modo o poder erosivo sobre as suas margens.
Disponibiliza observatórios para conhecer ‘in loco’ a fauna que habita neste ecossistema ribeirinho.
Dotado de um equipamento multimédia, o Fluvivez – Centro de Informação e acolhimento tem como missão dar a conhecer aos visitantes a história do rio e desafia-los a conhecer, no terreno, o seu património. O museu completa-se com dois postos, em Sabadim e Santar, para apoiar atividades de educação ambiental.
Com a criação do museu, o município pretende potenciar o aumento do número de visitantes, dinamizando a hotelaria, a restauração, as empresas de prestação de serviços ligadas ao ambiente e ao comércio.
A Operação “NORTE-04-2114-FEDER-000382 - Museu da Água ao Ar Livre do Rio Vez”, é cofinanciada pelo FEDER, Programa Operacional NORTE2020, Portugal2020, Eixo Prioritário 4 - Qualidade Ambiental e conta com um Investimento Elegível de 345.071,33 € e Comparticipação Comunitária de 293.310,63 €.
Prémio de Melhor Museu do Ano atribuído ao Museu Bienal de Arte de Cerveira
“Uma distinção que reconhece e premeia o enorme trabalho realizado pela Fundação Bienal de Arte de Cerveira em prol da cultura e das artes”. É desta forma que o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira e da Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC), Fernando Nogueira, reage à atribuiçãodo Prémio de Melhor Museu do Ano ao Museu da Bienal de Arte de Cerveira, com alto patrocínio do Presidente da República, Professor Marcelo Rebelo de Sousa. A Cerimónia de Entrega dos Prémios pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM) decorreu, esta tarde, no Auditório do Teatro Miguel Franco, em Leiria.
Anualmente, a Associação Portuguesa de Museologia premeia agentes e instituições de museologia portuguesa cujo trabalho se distingue com o objetivo de incentivar e gratificar a criatividade dos museólogos portugueses, reconhecendo o seu contributo e dando visibilidade ao que de melhor se faz no âmbito da museologia no nosso país.
Na edição 2019, entre 200 candidaturas, o prémio de Melhor Museu do Ano acaba de ser atribuído ao Museu Bienal de Arte de Cerveira que, segundo o autarca cerveirense, “vem valorizar o vasto e valioso acervo museológico existente e corroborar a aposta da FBAC na descentralização artística e cultural por várias cidades do nosso país, assim como potencia ainda mais a internacionalização realizada nos últimos anos”.
Fernando Nogueira sublinha que as comemorações do 40º aniversário da Bienal Internacional de Arte de Cerveira, assinalado em 2018, “dão aso a que estas manifestações oficiais representem um maior peso e uma satisfação acrescida, porque em Vila Nova de Cerveira faz-se muito em prol das artes e da cultura, mas com muito pouco. Esta distinção reconhece e premeia o enorme trabalho realizado pela Fundação Bienal de Arte de Cerveira em prol da cultura e das artes, ao longo de 40 anos”.
Elogiando e agradecendo o trabalho da “pequena equipa” da FBAC que “torna possível” o reconhecimento hoje atribuído pela APOM e, “aos patrocinadores, sem os quais a Bienal não teria chegado onde chegou”, Fernando Nogueira reitera a “excelente notícia e a enorme satisfação para Cerveira, para os Cerveirenses, e para Portugal”, deixando a garantia de que “ter ainda mais força e estímulo para continuar a trabalhar mais e melhor nesta e noutras áreas”.
Com início em 1978, a Bienal Internacional de Arte de Cerveira é a mais antiga da península Ibérica em atividade, e dispõe de um museu da bienal com um espólio de mais de 600 peças.
No dia 20 de maio o Núcleo Museológico do Linho abriu portas para celebrar o dia internacional dos museus, que se celebra no dia 18 de maio. Assim o Executivo transferiu os serviços administrativos da Junta de Freguesia para o Núcleo, levando a população a visitar o espaço que foi inaugurado em setembro de 2017.
Este trabalho só foi possível pois a modernização administrativa realizada nos últimos anos, permitiu a deslocalização do serviço de atendimento ao freguês, colocando-a ao alcance de um clique, adaptando este espaço noutro local da freguesia.
A experiência foi muito positiva e muito acarinhada por toda a gente que por lá passou.
O Núcleo Museológico do Linho de Santa Marta de Portuzelo foi inaugurado no dia 15 de setembro do ano de 2017 e um dos seus objetivos é continuar a semear linho, passando para as gerações vindouras os conhecimentos dos mais idosos. A sementeira de 2019 foi realizada no dia 4 de maio.
Com cerca de 15 mil peças da mais variada natureza, representando actividades artesanais do povo português, desde objectos de cerâmica a utensílios de trabalho, alfaias agrícolas, carroças, brinquedos e cestaria, o Museu de Arte Popular é porventura aquele com quem mais o povo português se identifica pois ali encontra-se retratado nos seus usos e costumes de uma forma bastante acessível.
Porém, nos últimos 45 anos, os decisores políticos votaram-no ao desprezo, chegando mesmo ao ponto de sentenciarem-lhe a sua destruição. Por fim, acabaria por ver a sua colecção incorporada no Museu Nacional de Etnologia e transformado em Núcleo de Arte Popular.
Ao espaço museológico propriamente dito encontrava-se associado o Mercado da Primavera, espaço de animação cultural no exterior que serviu nomeadamente para dar a conhecer muitos dos nossos artesãos e suas obras, como foi o caso da barrista barcelense Rosa Ramalho, foi destruído há cerca de quatro décadas.
Constituído em 1948, no âmbito da Exposição do Mundo Português, então com a designação de “Pavilhão da Vida Popular”, o seu acervo reunia um conjunto de peças que foi apresentado na Exposição de Arte Popular Portuguesa que teve lugar em Genebra, em 1935. O seu espólio repartia-se por diferentes salas dedicadas às mais diversas regiões do país e ainda um espaço para exposições temporárias, nelas predominando as cerâmicas e as alfaias agrícolas, os trajes e instrumentos musicais tradicionais, a joalharia e as artes de pesca, as carroças e a cestaria, a maioria das quais recolhida nos começos do século passado.
A decisão de ali instalar o Museu de Arte Popular coube ao ministro António Ferro e o edifício foi originalmente concebido pelo arquiteto Veloso Reis, tendo posteriormente sido sujeito a remodelação com vista a acolher o museu, tendo o projeto de adaptação pertencido ao arquiteto Jorge Segurado. O Museu de Arte Popular constituiu seguramente o exemplar mais representativo das conceções museológicas e ideológicas do Estado Novo, facto que só por si justificaria a sua continuidade e preservação.
Em relação ao próprio edifício, é reconhecido “o valor estético e material intrínseco, o génio dos respectivos criadores, o interesse como testemunho notável de vivências ou factos históricos, a sua concepção arquitectónica, urbanística e paisagista, e o que nele se reflecte do ponto de vista da memória colectiva”, razão pela qual foi pela Secretaria de Estado da Cultura, através da portaria n.º 263/2012, classificado como monumento de interesse público. Não obstante, chegou a estar prevista a sua demolição por proposta de um ministro da Cultura…
O Museu de Arte Popular pertence ao povo português e, como tal, deverá ser-lhe devolvido juntamente com a sua colecção.
Ministra da Cultura quer reabrir o Museu de Arte Popular
Reabertura do museu integra-se num plano nacional para recuperar as artes e ofícios portugueses dando-lhe um potencial económico. Primeira iniciativa dedicada à cestaria realiza-se em julho.
Manuel Ferreira estende as mãos para mostrar a pele gretada, os dedos grossos, as articulações salientes. As mãos são, há 31 anos, o seu principal instrumento de trabalho. É com elas que mede a "macheia" de bunho com que começa cada peça, que ata os caules num molho, que molda a primeira curva, que puxa com força a agulha e entrelaça as meadas até formar uma espécie de um tecido grosso e resistente. Dali há de nascer um banco, uma cadeira, um sofá, uma cesta ou outra coisa qualquer que a imaginação queira e a técnica permita. "É um trabalho muito pesado para o corpo", diz Manuel Ferreira, de 64 anos, que já não consegue passar um dia inteiro sentado no seu banquinho nem tem a força que costumava ter. "Antes fazia dois bancos por dia, agora demoro dois dias para fazer um banco."
Sob o olhar atento da cadela Linda, o senhor Manuel trabalha todos os dias na oficina que fica na antiga Escola Prática de Infantaria de Santarém, ao lado da cesteira Maria das Neves. "Há 30 anos, éramos dez no curso do bunho e outros dez no curso de cestaria, agora só restamos nós. Os outros desistiram todos", explica. Por um lado porque o trabalho é pesado, por outro porque não rende assim tanto. "Para começar é preciso aprender, ter um espaço, ter os materiais, e depois trabalhar algum tempo até começar a ganhar algum dinheiro. E não é assim tão fácil. Os jovens preferem outros trabalhos." Na região, só há mais um artesão que trabalha o bunho.
É para tentar alterar um pouco esta situação que, em julho, Manuel Ferreira vai ser um dos mestres artesões a participar no "summer camp" sobre tecnologias de cestaria portuguesa que vai acontecer no Museu de Arte Popular (MAP), em Lisboa. O "summer camp" é uma iniciativa do Ministério da Cultura que tem planos não só para programar mais atividades naquele espaço em Belém como também para reabrir o museu de forma permanente, revela ao DN Graça Fonseca. "O MAP tem um espólio extraordinário. Neste momento o museu está fechado e todo o seu acervo está no Museu de Etnologia, mas temos planos para reabri-lo." Claro que os planos estão sujeitos ao resultado das eleições legislativas em outubro próximo mas a ministra quer "deixar tudo pronto para o Governo seguinte poder reabrir o museu até 2020", explica.
Recuperar o "saber fazer português"
"Hoje em dia, felizmente, as artes e ofícios deixaram de ser uma coisa rejeitada pelas novas gerações, já não têm problemas em trabalhar com as mãos", diz Graça Fonseca, sublinhando que os jovens estão a redescobrir esse tipo de trabalho manual que além de ter uma componente de sustentabilidade (ligada à ecologia) pode também abrir possibilidades de negócio. "Há aqui uma oportunidade, julgamos nós, de regressar às artes e ofícios e de recuperar o saber fazer português, quer de uma perspetiva cultural, ou seja, o património imaterial, quer numa perspetiva de ativo económico."
Para isso, o Ministério da Cultura, em parceria com a Fundação Michelangelo e com a colaboração da Fundação Ricardo Espírito Santo, começou por programar uma iniciativa ligada à cestaria, "uma das técnicas mais antigas humanidade". "Hoje em dia, em Portugal estima-se que a idade média dos cesteiros ande à volta dos 70 anos, estamos com um saber fazer bastante envelhecido e existem evidentes problemas para os que ainda têm oficinas em conseguir atrair aprendizes, novos a quem passar o conhecimento, e também têm dificuldade de acesso ao mercado internacional e no fundo na valorização da sua arte e do seu produto", explica a ministra.
Ministra da Cultura Graça Fonseca visitou a coleção de cestaria que está no Museu de Etnologia
O "summer camp" que decorre de 15 de agosto a 2 de julho será, antes de mais, uma ação de formação em que participam cinco mestres artesãos, de regiões diferentes do país e que trazem consigo diferentes técnicas, e 10 aprendizes (cinco nacionais e cinco estrangeiros). A ação de formação decorre no MAP e, simultaneamente, haverá uma exposição com algumas das peças da coleção de cestaria do MAP e outras atividades abertas ao público. "A nossa ideia é que durante 15 dias o museu esteja aberto e vivo e as pessoas possam vir cá conhecer a coleção de cestaria, contactar com os artesãos, perceber como é que se faz." Para setembro está prevista uma exposição maior, em que além da coleção de cestaria vão estar também as peças que foram criadas pelos aprendizes, resultado do "summer camp".
Depois de se avaliar o sucesso deste "summer camp", o passo seguinte é tornar este tipo de iniciativas mais regulares. Para isso, a ministra da Cultura pretende criar o Plano Nacional do Saber Fazer Português, assente em quatro pilares: preservação, educação, capacitação e promoção.
Primeiro, há que conhecer artes e ofícios de Portugal, diz Graça Fonseca. "Não há um conhecimento estruturado do país, de onde é que estão as unidades produtivas, onde estão os diferentes artesãos, qual o nível de risco. Há um trabalho a fazer de identificação e avaliação." No caso da cestaria, esse mapeamento está já a ser feito pelas curadoras da coleção de cestaria, que trabalham no Museu de Etnologia.
Depois, há a educação - o passar o conhecimento. "Temos de ter programas de aprendizado, transformar este summer camp em algo estruturado e recorrente. Para isso, teremos de trabalhar com o Ministério da Educação, as escolas e os centros profissionais", explica.
A capacitação passa por "trabalhar junto das unidades de produção que existam e dos indivíduos que têm o saber", o que será feito em colaboração com o Ministério do Trabalho e o Instituto de Formação Profissional. "A ideia é capacitar as pessoas para terem um plano de negócios, a forma de comunicar o seu produto e de chegar ao mercado. Sabemos que muitos dos artesãos têm problemas nesta fase."
E depois "um último eixo que é importante, que é a promoção", explica Graça Fonseca. "É preciso chegar ao mercado nacional e internacional - isso é fundamental." Para isso, conta com as parcerias do Turismo e AICEP. "Estes produtos são gourmet e estão muito bem posicionados para o mercado do luxo mas também para um mercado ligado à sustentabilidade", em ambos os casos podem ter um papel importante não só para a economia como para a promoção da imagem do país e para o turismo.
Qual o papel do Museu de Arte Popular?
O Museu de Arte Popular foi inaugurado em 1948 e nasceu da reformulação do antigo pavilhão criado para a Exposição do Mundo Português (1940). O MAP teve uma vida atribulada, sobretudo, após o 25 de Abril. Em 2000 iniciaram-se obras de requalificação do museu que tinha entrado em decadência e que levariam ao encerramento do espaço em 2003. Em 2006, a então ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, anunciou que o MAP iria ser transformado em Museu da Língua Portuguesa. Mas nem todos gostaram das notícias.
António Ferro na inauguração do Museu de Arte Popular em julho de 1948
O movimento pela reabertura do MAP incluiu a criação de um blogue e de uma petição online que reuniu mais de três mil assinaturas. Em Dezembro desse ano, a nova ministra, Gabriela Canavilhas, anunciou que o museu "é para se manter tal como estava (...), dedicado à arte popular portuguesa". A reabertura aconteceu em 2010, sob a direção de Andreia Galvão, mas o projeto acabaria por fracassar.
Nos últimos anos, o MAP tem recebido exposições avulsas e nem sempre relacionadas com o tema do museu. O seu espólio encontra-se no Museu de Etnologia, que é na verdade quem tutela o espaço. Paulo Costa, diretor de Etnologia, é, por inerência, também o diretor do MAP.
"O museu tem uma história complicada", admite a ministra da Cultura. "Mas temos de ultrapassar isso." "Muitas destas técnicas de que estamos a falar estão representadas no museu", explica. Além da cestaria, a coleção integra cerâmica, azulejo, tapeçaria e muitas outras artes tradicionais. "Este museu foi constituído para mostrar o que é a arte popular portuguesa, não só temos as peças como temos toda a documentação, é um repositório de conhecimento que é muito importante quando pensamos em pegar neste saber para o reinventar", explica Graça Fonseca.
"O que nos queremos é reinstalar o museu na sua vocação original, de mostrar o que é a arte popular portuguesa, mas que seja um museu virado para o futuro. Não é num sentido saudosista. Para nos conseguirmos projetar o futuro convém conhecer o passado e perceber o presente. E portanto temos que conhecer bem a arte popular portuguesa, que é distinta das outras, temos que identificar o nosso ADN porque é isso que faz a diferença no mercado. E é a partir daqui que nós podemos projetar o futuro."
Para pensar a melhor maneira de concretizar esta ideia, o Ministério da Cultura está a criar um grupo informal de trabalho, de que farão partes personalidades como a artista Joana Vasconcelos, a historiadora e especialista em museologia Raquel Henriques da Silva e o jurista Gomes de Pinho que, além de administrador da Fundação Vieira da Silva, é também um grande colecionador de arte popular. Ter exposições permanentes e temporárias, abrir um espaço de oficinas, pensar em ligações com as escolas e com o mercado, programar atividades para o público mas também com a comunidade dos artesãos - são muitos os pormenores a debater. "Vamos discutir o que deve ser o museu de arte popular no século XXI e como pode funcionar", garante Graça Fonseca. "O potencial é enorme."
A ministra da Cultura espera, assim, ter tudo pronto antes das eleições para que o museu abra de novo as portas de forma permanente em 2020: "As verbas vão estar previstas no orçamento do próximo ano vamos e deixar para o próximo Governo tudo preparado quer para avançar para o plano nacional quer para organizar a reabertura do museu."
Centenas de pessoas participaram em meia centenas de iniciativas que decorreram durante o fim de semana na comemoração do Dia Internacional dos Museus
Foi um fim de semana intenso nos museus de Vila Nova de Famalicão e deu para que muitas centenas de pessoas vivenciassem as diferentes unidades museológicas que integram a Rede de Museus do concelho de uma forma completamente diferente do habitual. Que o digam, por exemplo, as crianças do 4.º ano da Turma das Estrelas da Escola Conde de S. Cosme, de Vila Nova de Famalicão, que passaram a noite no Centro de Estudos Camilianos depois de uma visita noturna à Casa de Camilo e de um passeio pelo Trilho da Cangosta, com Camilo Castelo Branco e Ana Plácido como guias. A mesma sensação de descoberta terão sentido as centenas de pessoas que se associaram à iniciativa Há Noite no Museu que transformou por algumas horas o Museu Bernardino Machado num bar de eleição de Vila Nova de Famalicão.
Ao todo foram realizadas perto de meia centena de eventos, que mostraram aos participantes que os museus são organismos vivos e que existem muito para além do que as coleções mostram. Conhecer os Museus à boleia de automóveis clássicos, numa viagem pelo tempo, passeios de bicicleta, teatro, cinema, workshops, exposições, concertos, lançamentos de livros e muitas outras iniciativas, houve de tudo um pouco para mostrar à comunidade que a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão está viva e pronta a proporcionar experiências enriquecedoras aos seus visitantes.
Refira-se que a Rede de Museus de Famalicão é constituída por treze estruturas: Casa de Camilo, Museu Bernardino Machado, Centro Português do Surrealismo, Museu Nacional Ferroviário, Museu da Industria Têxtil, Fundação Castro Alves, Museu do Automóvel, Museu da Guerra Colonial, Casa-Museu Soledade Malvar, Museu de Arte Sacra da Capela da Lapa, Museu da Confraria de Nossa Senhora do Carmo de Lemenhe, Museu de Arte Sacra da Igreja de São Tiago de Antas e Museu Cívico e Religioso de Mouquim.
Workshop ‘Marketing dos Museus e Artes Criativas Contemporâneas’ realizou-se no Núcleo Ferroviário do Arco de Baúlhe
Realizou-se ontem, dia 17 de maio, no Núcleo Ferroviário do Arco de Baúlhe do Museu das Terras de Basto, o Workshop ‘Marketing dos Museus e Artes Criativas Contemporâneas’ que contou com a participação dos especialistas Adriana Henriques e Jorge Lira. Este evento inseriu-se no programa cultural ‘Mosteiro de Emoções’ que, até julho, oferece iniciativas desenvolvidas em três eixos temáticos: Cultura/Artes Performativas, Gastronomia/Sabores e Saúde e Bem-Estar com o objetivo de promover o património material e imaterial de Cabeceiras de Basto.
Coube à vereadora da Cultura, Dra. Carla Lousada, dar as boas-vindas a todos os presentes e apresentar os oradores convidados deste workshop que assinalou também o Dia Internacional dos Museus que se celebra oficialmente hoje.
Durante a iniciativa, a artista plástica Adriana Henriques, Licenciada em Artes/Desenho e Curadora de diversos espaços de arte e exposições, apresentou o tema ‘O papel da Curadoria na relação com os públicos’, enquanto Jorge Lira, arquiteto e coordenador do projeto ‘Gaita de Foles Mirandesa – Reconhecimento e Padronização’, fez ‘A ponte entre a tradição e a arte contemporânea através dos instrumentos musicais - o caso da Gaita de Foles’.
No final, Jorge Lira brindou os presentes com um momento musical, ao som da gaita de foles.
Sobre os oradores:
ADRIANA HENRIQUES
Nasceu em Salamonde, no concelho de Vieira do Minho, em 1978. Concluiu o Curso Superior de Pintura, em 2006, e a Licenciatura em Artes/Desenho, em 2009, ambos frequentados na Escola Superior Artística do Porto (ESAP), extensão de Guimarães. Paralelamente à sua formação académica, participou ainda em vários cursos e encontros ministrados no âmbito das artes. Promoveu e participou em inúmeras exposições individuais e coletivas, tendo sido curadora de várias exposições de arte contemporânea.
Atualmente desenvolve projetos pedagógicos em instituições culturais como curadora, professora e orienta programas para crianças e jovens no campo das artes visuais.
JORGE LIRA
Nascido em 1967, na Cidade do Porto, é Arquiteto pela Universidade do Porto, (1985/1992). Dedica-se à Arquitetura como profissão mas também à Música e sobretudo à música Tradicional, bem como à investigação e recuperação de instrumentos históricos, nomeadamente, gaitas de fole.
Promotor e Coordenador do Projeto ‘Gaita-de-foles Mirandesa - Reconhecimento e Padronização’, dedica-se à recuperação de genuínos instrumentos da tradição.
Nos últimos 35 anos, desde a aprendizagem inicial com Joaquim Antão, Gaiteiro de Granja da Silva / S. Joanico, foram por si medidas e estudadas várias dezenas de gaitas antigas, algumas com centenas de anos.
Em quase todos os Museus de Portugal estudou, mediu, levantou e desenhou instrumentos ancestrais, posteriormente replicados, alguns dos quais, fundamentais para a compreensão do enquadramento e da história da Gaita de Foles em Portugal.
Esse acervo pessoal considera-o de utilidade pública e, como tal, estará disponibilizado na Casa da Gaita e do Gaiteiro, em Mogadouro.
Amanhã, dia 18 de maio: No âmbito do Dia Internacional dos Museus
Amanhã, dia 18 de maio, Melgaço comemora o Dia Internacional dos Museus com entradas gratuitas nos espaços museológicos do concelho. Este ano, o tema selecionado pelo ICOM - International Council of Museums é “Os Museus como Centros Culturais: o futuro da tradição”. A Torre de Menagem, o Espaço Memória e Fronteira, o Museu de Cinema Jean Loup Passek e o Núcleo Museológico de Castro Laboreiro são os espaços com entrada gratuita e onde os turistas têm muito para descobrir sobre as tradições e costumes de Melgaço.
O Município convida ainda a visitar o Solar do Alvarinho, espaço que está aberto ao público gratuitamente todo o ano e oferece provas de Alvarinho; a Porta de Lamas de Mouro, espaço especializado para informação genérica e específica sobre o Parque Nacional Peneda Gerês - PNPG;e a Casa da Cultura, com verdadeiras obras de arte em exposição. As visitas poderão ser realizadas livremente dentro dos horários de funcionamento dos espaços:
Horário dos Museus e da Porta de Lamas de Mouro
Abril – setembro: das 9h30 às 13h00 e das 14h00 às 18h00
Outubro – março: das 9h30 às 13h00 e das 14h00 às 17h00
Encerrados nos dias 24, 25 e 31 de dezembro e 1 de janeiro, e todas as segundas-feiras e domingo de Páscoa.
A Oficina Temática da Porta de Lamas de Mouro encerra à segunda-feira, mas a receção está aberta ao público.
Horário do Solar do Alvarinho
Sala de Prova, Loja e Bar
Abril – setembro: das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 19h00
Outubro – março: das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 18h00
Encerra no domingo e segunda-feira de Páscoa, nos dias 24, 25 e 31 de dezembro e 1 de janeiro
Horário da Casa da Cultura
Segunda a sexta-feira: das 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00
Sábado: das 09h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00
A saber…O Dia Internacional dos Museus, criado pelo ICOM – Conselho Internacional de Museus, celebra-se anualmente a 18 de maio, através da organização de diversas atividades. Este ano a reflexão centra-se no futuro dos museus e no seu papel central para o desenvolvimento da sociedade em todo mundo. O tema definido, a celebrar por todos na conferência trienal que se realizará em Kyoto, no Japão, é: “Museus como centros culturais: o futuro da tradição”.
Dia Internacional dos Museus celebrado no Núcleo Ferroviário do Arco de Baúlhe
Para assinalar o Dia Internacional dos Museus que se celebra a 18 de maio, a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, trouxe esta manhã, dia 17 de maio, à linha a automotora ME5, considerada a “A velha glória da ME5”, fazendo ‘as delícias’ a miúdos e graúdos.
O presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, juntou-se aos mais novos nesta viagem de comboio, acompanhado da vereadora da Cultura, Dra. Carla Lousada, e do presidente da Junta de Freguesia do Arco de Baúlhe e Vila Nune, Carlos Teixeira.
A saída à linha da automotora ME5 foi, para uns, o relembrar de tempos idos e, para os mais novos, dar-lhes a conhecer o ambiente ferroviário português em meados do século XX.
A automotora ME5, movida a gasolina e construída em 1948 nas Oficinas Gerais de Santa Apolónia, a par das carruagens reais e de outras máquinas a vapor, compõem o espólio do Núcleo Ferroviário do Arco de Baúlhe do Museu das Terras de Basto, um museu polinucleado que integra também a Casa da Lã e o Núcleo de Arte Sacra.
Ao início desta tarde realizou-se o peddy paper ‘À descoberta no Museu’, uma atividade dirigida para os jovens, pretendendo desafiá-los a percorrer os espaços do Museu com perguntas sobre a história e as coleções das exposições.
De referir que a celebração desta data acontece desde 18 de maio de 1977, por proposta do ICOM – Conselho Internacional de Museus, com o objetivo de promover junto da sociedade uma reflexão sobre o papel dos Museus no seu desenvolvimento, subjugado ao tema ‘Museus como centros culturais: o futuro da tradição’.
Recorde-se que ao longo da sua existência, o Museu Terras de Basto tem vindo a dinamizar diversas ações com o intuito de sensibilizar a população em geral, mas sobretudo as crianças e jovens para a importância do museu como parceiro pedagógico.
Exposição itinerante sobre biodiversidade no Alto Minho
Até ao final do mês de maio, o Aquamuseu do Rio Minho recebe a exposição "A Biodiversidade no Alto Minho: Educar para a Sustentabilidade”.
Organizada pela Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho), em parceria com os dez municípios associados, esta mostra tem como objetivo promover um dos principais fatores distintivos do território: a sua diversidade de espaços protegidos e classificados de interesse regional, nacional e europeu, e fomentar a criação de sinergias entre os municípios, contribuindo para consolidar o seu potencial turístico.
De forma simples e ilustrada, a exposição oferece um vislumbre do que cada um dos concelhos do Alto Minho tem para oferecer no âmbito da fauna e da flora, motivando o visitante a fazer uma viagem de reconhecimento pelo valioso património natural do território.
Dia Internacional dos Museus celebra-se com cerca de meia centena de atividades nos treze museus do concelho
Museus de Famalicão com muitas atividades no fim-de-semana
O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, tem orgulho nos museus do concelho, organizados numa rede “dinâmica que está permanentemente em implementação, através de um processo contínuo de consolidação e afirmação”. O autarca abriu esta quinta-feira, a conferência “Ser MuSeu”, abordando alguns dos “novos desafios dos museus”, salientando que estes “não podem ser um simples depósito de artefactos históricos, têm que envolver a comunidade”. “Felizmente, em Famalicão temos dado passos seguros nesse sentido, através de um trabalho em rede bem sucedido”. Também o diretor regional de Cultura do Norte, António Ponte, elogiou o trabalho desenvolvido pelos Museus de Famalicão. “Os museus só são importantes se o ferem para o exterior, se envolverem as comunidades, podem ser espaços de aprendizagem, mas também de cidadania e de valorização cultural e territorial”.Neste sentido, o responsável destacou ainda o papel dos museus enquanto “peças essenciais na atração cultural e turística”.
A conferência que decorreu nos Paços do Concelho serviu ainda para abrir a programação do Dia Internacional dos Museus, que se assinala este sábado, 18 de maio. Para o fim-de-semana, estão agendadas inúmeras iniciativas que envolvem as treze estruturas museológicas do concelho.
Neste âmbito, destaque para a atividade que desafia as pessoas a conhecer os Museus à boleia de automóveis clássicos, numa viagem pelo tempo, onde o presente se confunde com o passado. A iniciativa decorre sábado e domingo pelas 10h00 e pelas 15h00 e propõe vários percursos museológicos. Se pretender fazer a viagem a pedalar há também um passeio de bicicleta que propõe uma visita “de duas rodas aos museus”. A iniciativa decorre domingo pelas 9h00 e tem como objetivo aliar a cultura ao desporto convidando os desportistas a visitar e conhecer os Museus de Famalicão. Para isso, estão organizados três roteiros com diferentes níveis de dificuldade, curta, média e longa distância. Ambas as iniciativas são de inscrição gratuita, com informações no site do município em www.famalicao.pt.
Mas, as atividades são diversas e por todos o concelho há teatro, cinema workshops, exposições, concertos, lançamentos de livros e muitas outras iniciativas.
NOITE EUROPEIA DOS MUSEUS COM MUITO RITMO E ANIMAÇÃO
Referencia ainda para a Noite Europeia dos Museus, que decorre de sábado para domingo. No Museu Bernardino Machado revive-se as danças que animavam os salões de Nova Iorque ao som de Big Bands nos anos 30 e 40, com o Baile Lindy Hop, numa parceria com o Eixo do Jazz.
Entretanto, na Casa de Camilo, em S. Miguel de Seide, os alunos da Escola Conde S. Cosme são convidados a participar num conjunto de atividades e a pernoitar no Museu.
Refira-se que a Rede de Museus de Famalicão é constituída por treze estruturas: Casa de camilo, Museu Bernardino Machado, Centro Português do Surrealismo, Museu Nacional Ferroviário, Museu da Industria Têxtil, Fundação Castro Alves, Museu do Automóvel, Museu da Guerra Colonial, Casa-Museu Soledade Malvar, Museu de Arte Sacra da Capela da Lapa, Museu da Confraria de Nossa Senhora do Carmo de Lemenhe, Museu de Arte Sacra da Igreja de São Tiago de Antas e Museu Cívico e Religioso de Mouquim.
A inauguração do Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna deu-se a 14 de Maio de 1989, com a presença do Senhor Presidente da Câmara Municipal, Dr. António Araújo e de sua Excelência o Primeiro-Ministro, Prof. Doutor Aníbal Cavaco Silva.
O Museu Etnográfico é uma criação manifestada pelos antigos habitantes da extinta aldeia comunitária de Vilarinho das Furnas, destacando-se o prezado empenho do Senhor Dr. Manuel Azevedo Antunes. No ano de 1981, a Câmara Municipal de Terras de Bouro deu início à sua construção consubstanciada no aproveitamento de matéria-prima originária da aldeia. Trata-se de uma construção de arquitetura popular em alvenaria tradicional, cujo desenho final enquadra-se, com perfeição, na cultura edificada da aldeia de Campo do Gerês.
Salvaguarda Patrimonial
Nos finais de 1968, o movimento humano da aldeia de Vilarinho das Furnas congregou-se para atingir um único fim: recolher o património etnográfico e salvaguardá-lo. A sua inventariação representou um trabalho em conjunto, do povo de Vilarinho das Furnas, da Junta de Freguesia e do Sr. Dr. Manuel A. Antunes. O espólio concentrado refere-se ao sector agrário, às tradições comunitárias, à vida doméstica e à ruralidade genuína da aldeia.
Paulo Cunha abre conferência sobre “Ser MuSeu”. Amanhã, quinta-feira, 16 de maio, pelas 17h00, nos Paços do Concelho
O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, abre amanhã, quinta-feira, 16 de maio, pelas 17h00, a conferência “Ser MuSeu”, que vai decorrer, na Sala da Assembleia Municipal, nos Paços do Concelho. A iniciativa que conta ainda com a presença do Diretor Regional de Cultura do Norte, António Ponte, marca o arranque das comemorações do Dia Internacional dos Museus, em Famalicão.
A iniciativa resulta de uma parceria entre a Rede de Museus de Famalicão, o Conselho Internacional de Museus (ICOM) e a Faculdade de Letras da Universidade Porto e tem como objetivo refletir sobre o conceito de museu. Para isso, foram convidadas um conjunto de personalidades ligadas à cultura, às artes e aos museus.
José Gameiro, da Direção do ICOM – Portugal irá lançar o tema “Pensar um novo conceito e uma nova definição de Museu, será preciso?” e Alice Semedo da Faculdade de Letras da Universidade do Porto irá falar sobre as competências e atitudes para profissionais de museus, pensadores de sistemas e poetas de ação.
De seguida, será apresentado o vídeo “Ser Museu”. A entrada é gratuita, mas sujeita à lotação da sala.
Refira-se que o Dia Internacional dos Museus se assinala no sábado, 18 de maio, e o tema proposto pelo ICOM é “Os museus como eixos culturais: O futuro das tradições”. Em Vila Nova de Famalicão, o programa decorre até domingo, dia 19 e conta com perto de meia centena de atividades, distribuídas pelas 13 estruturas museológicas do concelho, que compõem a Rede de Museus de Famalicão.