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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BRAGA: CASAIS ANGOLA CELEBRA 25 ANOS E VENCE PRÉMIOS SIRIUS

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  • O Grupo Casais está presente há 25 anos em Angola, tendo acompanhado e contribuído para o desenvolvimento sustentável do País;
  • Casais Angola venceu o prémio Sirius, promovido pela Deloitte, na categoria de 𝗣𝗿𝗼𝗴𝗿𝗮𝗺𝗮𝗗𝗲𝘀𝗲𝗻𝘃𝗼𝗹𝘃𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗼 𝗖𝗮𝗽𝗶𝘁𝗮𝗹 𝗛𝘂𝗺𝗮𝗻𝗼.

No ano em que celebra 25 anos no mercado angolano, a Casais Angola foi galardoada com o prémio Sirius, na categoria Programa Desenvolvimento do Capital Humano, promovido pela Deloitte.

O Grupo Casais está em Angola desde 1999, assinalando assim, no mês de junho, 25 anos de presença naquele que é um dos principais mercados para o Grupo. Com mais de uma dezena de empresas e cerca de 3000 colaboradores, a Casais Angola tem apoiado e contribuído para o desenvolvimento económico e social do país, desenvolvendo a sua atividade no setor da Construção Civil, Obras Públicas, Indústria e no setor Imobiliário.

“É com um enorme orgulho e sentimento de dever cumprido que recebemos o prémio Sirius na categoria de Programa Desenvolvimento do Capital Humano. Estamos há 25 anos em Angola e temos, desde o primeiro dia, a missão de atrair e desenvolver os melhores recursos humanos para a empresa, de acordo com os valores do Grupo Casais, para que possamos melhor apoiar o desenvolvimento económico do país. Em Angola, temos um ambiente de mudança acelerada pelo que, temos apostando muito, nomeadamente, no setor industrial, através da renovação de infraestruturas e desenvolvimento da capacidade tecnológica e de inovação”, afirma Hélder Araújo, administrador do Grupo Casais.

Ao longo destas duas décadas e meia, o Grupo Casais desenvolveu dezenas de projetos em solo angolano, de diferentes dimensões. Com cerca de 3000 colaboradores no país, a empresa atua em todo o território, operacionalizando projetos em diferentes áreas, do comércio às infraestruturas, passando também pelos serviços. Uma das obras mais emblemáticas desenvolvida pelo Grupo foi o Hospital Materno Infantil Dr. Manuel Pedro Anzecot de Menezes, em Luanda. Além disso, e durante o período de pandemia de covid-19, a empresa foi responsável pelo desenvolvimento de vários centros especializados para o tratamento de epidemias e pandemias, dando assim resposta às necessidades reais da população.

“Quando chegámos, há 25 anos a Angola, o país que encontrámos era muito diferente do que conhecemos hoje. A evolução é clara. E ficamos muito orgulhosos por ter contribuído para isso. Desde o primeiro dia que temos o compromisso de contribuir para uma sociedade cada vez mais próspera e isso não vai mudar. Temos realizado obras um pouco por todo o país, embora a nossa atuação tem sido mais constante e relevante nas províncias de Luanda e Benguela. Mas sabemos que há espaço para apoiar o desenvolvimento de outras províncias e estamos empenhados nessa missão”, afirma António Carlos Rodrigues, CEO do Grupo Casais.

O Grupo Casais em Angola continua empenhado em responder às necessidades da população, apostando assim na área da edificação, com preocupações no âmbito da sustentabilidade e materiais recicláveis. No que diz respeito a infraestruturas, com sólidos conhecimentos e ampla experiência, a empresa continua a desenvolver projetos estratégicos, apresentando portefólio de construção e reestruturação de infraestruturas no setor da saúde; distribuição de água potável; distribuição de energia e vias de comunicação, proporcionando uma melhoria das condições, qualidade e bem estar da população angolana.

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EMPRESA DE VÁLVULAS INVESTE 1,847 MILHÕES DE EUROS EM VIANA DO CASTELO

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O executivo municipal aprovou, esta terça-feira, por unanimidade, em reunião ordinária, o contrato de investimento a ser firmado entre a Câmara Municipal de Viana do Castelo e a Valforjado Indústria de Válvulas, Unipessoal Lda, para que a empresa, com sede na freguesia de Chafé, avance com um investimento de 1,847 milhões de euros num novo projeto industrial.

O documento, agora aprovado, indica que a Valforjado Indústria de Válvulas, Unipessoal Lda é uma empresa vocacionada para a área de conceção, desenvolvimento, fabrico e comércio de válvulas para diversas aplicações industriais, pretende levar a cabo a construção de nova unidade industrial.

A atividade que se pretende desenvolver no novo edifício consiste no desenvolvimento de válvulas industriais para aplicações tão diversas como sejam, por exemplo, as indústrias química, celulose, centrais térmicas e centrais nucleares. O aumento da capacidade produtiva, a aposta numa superior automação de processos e a introdução de tecnologias de última geração permitirão capacitar a empresa para o desenvolvimento de novas gamas de produto, consonantes com as necessidades de segmentos internacionais dotados de valor acrescentado.

O Município de Viana do Castelo pretende dar continuidade à promoção e incremento de condições, no concelho, para a criação de emprego, alargamento do tecido industrial a áreas e setores complementares aos atuais ‘clusters’ e também ao reforço da atratividade, competitividade e inovação do território como espaço de localização empresarial qualificada, pelo que, em janeiro de 2024, aprovou o Regulamento Municipal de Reconhecimento de Benefícios Fiscais associados aos Impostos Municipais e Incentivos à Atividade Económica.

Nesse sentido, o contrato aprovado tem por objeto a atribuição, por parte do município vianense, do benefício de isenção de pagamento de taxas devidas pelo licenciamento da operação urbanística – processo de obras 222/23 LEI – bem como demais taxas que sejam devidas por alterações/aditamentos ao projeto, exceto as taxas de compensação, nos termos previstos no Regulamento Municipal de Reconhecimento de Benefícios Fiscais associados aos Impostos Municipais e Incentivos à Atividade Económica.

A empresa deverá concretizar o investimento previsto no prazo máximo de 2 anos; manter as instalações em funcionamento por um período nunca inferior a 10 anos; empregar na unidade industrial um número de trabalhadores igual ou superior a 19; realizar um investimento financeiro no conjunto do projeto industrial superior a 1.847.342 euros; cumprir todas as disposições legais e regulamentadoras da atividade a desenvolver e nos termos exatos das licenças a conceder; e entregar, trimestralmente, um relatório final de avaliação do trabalho efetuado.

A Valforjado conta com 13 postos de trabalho nas atuais instalações, que se encontram limitadas pela falta de espaço. O objetivo passa por aumentar esse número até um máximo de 19 pessoas.

Em 2022, a empresa alcançou um volume total de vendas de 1.047.766, sendo 3,7% das vendas mercado nacional, 79,5% mercado comunitário e 16,8% das vendas para mercado extra-comunitário, exportando, pois, 95% da sua produção.

Com este novo projeto, a Valforjado pretende uma abordagem consolidada a novos mercados, tais como Noruega, Médio Oriente, França, Alemanha, Reino Unido, Malásia e Austrália.

COTEC APRESENTA AMANHÃ EM FAMALICÃO O PRÉMIO PME INOVAÇÃO’24

Esta quarta-feira, 19 de junho, no âmbito da conferência ‘Navegar os Mares do Crescimento’

A COTEC Portugal – Associação Empresarial para a Inovação apresenta amanhã em Vila Nova de Famalicão - Região Empreendedora Europeia 2024 - a 20.ª edição do Prémio PME Inovação COTEC-BPI.

O momento está agendado esta quarta-feira, dia 19 de junho, no âmbito da conferência ‘Navegar os Mares do Crescimento’, que decorre a partir das 17h00, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco.

Refira-se que o Prémio PME Inovação COTEC-BPI, que vai já na sua 20ª edição e decorre desde 2005, reconhece o mérito, primazia e o exemplo de liderança e qualidade de gestão de empresas nacionais que se notabilizam pelo crescimento sustentado, rentabilidade e competitividade da expansão internacional.

A apresentação do prémio, que vai estar a cargo do diretor-geral da COTEC, Jorge Portugal, acontece no final (18h15) da conferência ‘Navegar os Mares do Crescimento’ que vai discutir o capital de inovação e o seu impacto na competitividade das empresas e territórios.

Filipe Vieira (COO da Mtex - empresa famalicense finalista do Prémio PME Inovação COTEC-BPI 2023), Filipe Chaves (Diretor da Escola Técnica Superior Profissional do Instituto Politécnico Cávado e Ave), Rina Guerra (Business Development & Sales Relationship Director Portugal da ELITE) e Pedro Coutinho (Director do Centro de Empresas Vale do Ave do Banco BPI) são os oradores convidados.

Recorde-se que esta conferência está inserida na programação da Semana da Inovação e Ciência que decorre em vila Nova de Famalicão até sexta-feira, dia 21 de junho.

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INAUGURADA NOVA FÁBRICA EXPORTADORA DE ÁREA ESPECIALIZADA EM VILA NOVA DE CERVEIRA

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“A vossa aposta de investimento em Vila Nova de Cerveira reconhece a vigorosa dinâmica empresarial do concelho. De forma sustentada, o território e as empresas nele sedeadas prosseguem, com confiança, num crescimento conjunto, onde todos dão o seu contributo”. Foi com estas palavras de “satisfação e agradecimento” que o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Rui Teixeira, presidiu, esta manhã, à cerimónia de inauguração da fábrica da DC Piping dedicada ao pré-fabrico de tubagens para a construção de ‘data centers’. Pertencente ao Grupo Mecwide, com sede em Barcelos, a unidade fabril emprega 60 trabalhadores e resulta de um investimento de 8ME no Polo I da Zona Industrial.

Perante a presença dos investidores portugueses, norte-americanos e noruegueses, o autarca cerveirense começou por dar a conhecer a ampla estratégia municipal nas várias áreas de intervenção - cultura, ambiente, educação e habitação -, realçando investimentos já realizados e outros em curso, com especial destaque para o Palco das Artes. Já na vertente empresarial, Rui Teixeira manifestou o apoio constante da Câmara Municipal na criação de melhores condições para as empresas sedeadas e para aquelas que queiram investir em Vila Nova de Cerveira.

Após uma auscultação das empresas foram detetadas algumas necessidades na vertente da formação, do transporte, do apoio à energia e das condições das áreas empresariais. “O nosso papel é dar resposta encontrando soluções viáveis”, referiu Rui Teixeira, sublinhando a formulação de um projeto de candidatura para a melhoria das infraestruturas empresariais, “sendo que no polo I será executado ainda este ano e no polo II está prevista uma intervenção de maior dimensão”, além de se estar a aguardar o licenciamento para a criação de uma comunidade de energia renovável “que irá permitir às empresas uma poupança de 40% na fatura de energia”. Entretanto, o Município já avançou com a formalização do protocolo com a Universidade do Minho para o Centro de Inovação de Cerveira, bem como está a trabalhar em atrair formação especializada para que as empresas possam capacitar os seus recursos humanos”.

Com a expectativa de poder atingir um volume de negócios de 40ME no final do primeiro ano de atividade, a DC Piping é constituída em parceria com a norte-americana Victaulic – líder mundial na produção de soluções para a união mecânica de tubagem - e a norueguesa CTS Nordics - especializada na construção de ‘data centers’. As operações de exportação já arrancaram, com a Noruega a receber o primeiro carregamento destes componentes de alta qualidade e eficiência necessários à construção de ‘data centers’.

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ACIBARCELOS, AEVC E SINDICATO DA CERÂMICA CHEGAM A ACORDO SOBRE CONTRATO COLETIVO DE TRABALHO PARA 2024

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A ACIBARCELOS – Associação Comercial, Industrial e Serviços de Barcelos e do Vale do Cávado, a AEVC – Associação empresarial de Viana do castelo e o Sindicato Independente dos Trabalhadores do Setor Empresarial da Cerâmica, dos Cimentos, do Vidro e Atividades Conexas dos Distritos de Braga, Porto e Viana do Castelo, assinaram o acordo relativo às alterações ao Contrato Coletivo de Trabalho do setor referente ao ano de 2024

Este acordo abrange as empresas do setor da Cerâmica da Região Minho (Distrito de Viana do Castelo e Braga) e tem especial enfase no Concelho de Barcelos que é o concelho com maior dinâmica e volume de vendas no setor.

Este acordo negociado entre as partes permite atualizar a tabela salarial para o ano de 2024 e visando dar continuidade ao acordo assinado em 2023, numa perspetiva de estabilidade para o setor.

Na construção da proposta final foram oscultados empresários do setor por forma a ajustar as necessidades das empresas com as expectativas dos trabalhadores.

Destaca-se que num momento visível de aumento da conflitualidade laboral foi possível chegar a um acordo que é positivo para as empresas e os trabalhadores.

Quer as associações Empresariais (ACIBARCELOS e AEVC) e quer o Sindicato construíram o Acordo para 2024 do Contrato Coletivo visando ajudar a garantir a sustentabilidade do setor em sintonia com a melhoria das condições salariais dos trabalhadores.

Para Carlos Macedo, representante do setor, "trata-se de uma renovação do Acordo que incorpora as atualizações necessárias para todos os trabalhadores do setor ao mesmo tempo que garante estabilidade laboral".

No âmbito do Acordo do Contrato Coletivo de Trabalho foram feitas as principais alterações ao nível de:

       Atualização dos valores constantes da tabela de retribuições mínimas

       Alteração do valor do subsídio de refeição

Para João Albuquerque, Presidente da ACIB, "este Contrato Coletivo de Trabalho corresponde a um crescente esforço da ACIB na sua intervenção industrial e vem contribuir à estabilidade e competitividade do setor no concelho de Barcelos"

A ACIB tem evidenciado especial preocupação em fomentar o setor da Cerâmica em Barcelos estreitando relações com empresas e com o Sindicato, visando criar condições para novos projetos e intervenções.

Neste contexto a ACIB tem  apresentado a diferentes Entidades locais e nacionais a necessidade em fomentar que a Cerâmica de Barcelos tenha os mesmos e fortes apoios que outros subsetores da Cerâmica têm no âmbito do PRR.

Destacou ainda "que com este Acordo consegue-se dar um contributo à estabilidade nas relações entre as empresas e os trabalhadores, garantindo para ambas as partes uma evolução positiva."

Para Manuel Cunha Júnior, Presidente da AEVC, "consideramos que este acordo é benéfico para todos os intervenientes e constitui mais um elemento de afirmação da AEVC na defesa das empresas do Distrito de Viana do Castelo e em concreto deste setor."

O contrato colectivo para 2024 já foi publicado no Boletim Trabalho e Emprego.

OS ESTALEIROS NAVAIS DE VIANA DO CASTELO NAS MEMÓRIAS (AINDA NÃO PUBLICADAS) DO ALMIRANTE HENRIQUE TENREIRO

Por gentileza do Dr. Henrique Marçal, sobrinho-neto do Almirante Henrique Tenreiro, o BLOGUE DO MINHO publica um extrato das Memórias do Almirante Henrique dos Santos Tenreiro, escritas em 1980, após a sua saída de Portugal em novembro de 1975, e nunca publicadas, nas quais faz referências a um episódio da aquisição da posição inglesa inicial nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo feita por um português e as surpreendentes relações entre os vários intervenientes no processo.

ENVC – Estaleiros Navais de Viana Castelo

“Um dia apareceu-me no meu gabinete, Jacques de Lacerda, aflito e dizendo-me que os donos da Parry & Son queriam vender o estaleiro e que ele ficaria com a vida completamente arruinada, pois perderia o lugar de administrador e a obra que vinha realizando no respetivo estaleiro. A única solução seria ele comprar os estaleiros, pois uma cláusula da escritura dava-lhe a preferência pelo preço por que fossem avaliados.

Os ingleses tinham avaliado os estaleiros por um preço baixo, apesar do ser muito dinheiro naquela época: 25 mil contos. Ele não tinha dinheiro para isso. O advogado dos ingleses era uma pessoa muito dura, Dr. Bustorff Silva, um dos melhores advogados de Lisboa. Ele era meu amigo, pois meu pai tinha-lhe ensinado as primeiras letras. Lacerda instou, pediu que o ajudasse, pois era uma obra que ele iria fazer para o bem do País e os estaleiros passariam para a mão de um português e que o Governo tinha a obrigação de o auxiliar nessa iniciativa, pois o surto de desenvolvimento da marinha mercante e da pesca justificava plenamente um empréstimo a longo prazo para ele pagar aos ingleses.

Pensei, será mais uma acha para a fogueira dos invejosos, amigos ou inimigos, que só se norteiam pelos interesses materiais e que nunca acreditarão na minha isenção em tal operação.

Assim mesmo, decidi-me a atender e estabelecemos a forma de agir: "primeiro, você vai expor todo esse plano ao Ministro da Marinha, Almirante Américo Tomaz para que ele se interesse e o exponha ao Dr. Salazar, ao Ministro das Finanças e à Caixa Geral de Depósitos para que esta lhe faça o respetivo empréstimo. Eu falarei ao Ministro da Marinha das suas razões e vou falar com o Dr. Bustorff Silva para que ele seja razoável e compreensível na res-petiva transação. Passaram-se alguns meses e o Ministro da Marinha que tinha simpatia e admiração pelo Lacerda e achava a causa justa, tinha-se empenhado a fundo no assunto, mas nada conseguiu da Caixa Geral do Depósitos quanto ao assunto do financiamento. Fiquei desolado; nova conversa com o Lacerda que me procurava quase todos os dias. Pedi-lhe a cópia do processo que ele tinha enviado à Caixa, para eu pessoalmente tratar do assunto junto ao Banco Ultramarino onde, neste momento, o meu querido amigo e Embaixador Teotónio Pereira era administrador. Falei, conversei muito com ele e trouxe reais esperanças. Demoraram meses as informações, pedido de documentos e dar a resposta. Os ingleses apertaram com o Lacerda e deram-lhe um prazo para ele resolver. O Pedro Teotónio Pereira desolado, comunica-me que o Banco não pode de fazer o empréstimo. O Lacerda ficou louco e eu desolado e triste por ver que nem as instâncias oficiais, nem a Banca particular se interessavam por problemas vitais do País.

Levei dois dias a pensar corno poderia resolver o assunto e resolvi ir falar com o Dr, Bustorff Silva e expor-lhe um plano. Bustorff, era um grande salazarista, tinha-me como pedra do xadrez político e votava-me muita consideração. Ele adorava meu pai. Depois de larga discussão fiz-lhe uma proposta. Lacerda compraria os estaleiros em prestações de 6 anos, daria uma prestação de 5 mil contos no ato da escritura e só faria a escritura definitiva no ato de pagamento da última prestação. Muita discussão e ele concordou desde que eu moralmente ficasse responsável. Aceitei. Lacerda chorou de alegria no meu gabinete e ao dizer-lho para marcar a data da escritura, declarou-me quo não tinha os cinco mil contos para o sinal. Fiquei transtornado: tanto trabalho, tantos compromissos, que até me podiam afetar moralmente, e via ir tudo por água abaixo. Não desanimei.

Mandei chamar o chefe dos serviços do Grémio das Pescas e perguntei quem eram os armadores que estavam autorizados a fazer construções. Entre estes armadores que estavam autorizados, estavam, a firma Veloso e Cia. cujo proprietário era um homem de carácter, antigo armador o muito meu amigo. A sua empresa era no Norte do País e me informaram quo ele estava em relações com os Estaleiros de Viana do Castelo para construir o seu navio. Jacques de Lacerda tinha sido o técnico e negociador para salvar os Estaleiros de Viana e a Parry & Son já era sócia maioritária. Foi-me fácil idealizar que Veloso podia ser a chave para resolver a compra do Parry & Son. Assim, pedi que viesse ver-me e perguntei-lhe se ele estava pronto para construir o seu navio e fechar o contrato com os Estaleiros de Viana do Castelo. Ele me afirmou que sim. Era um homem rico e tinha os fundos indispensáveis para adiantar aos Estaleiros de Viana uma verba avultada para a construção do navio. Coloquei o Veloso em contato com o Jacques do Lacerda e, numa brave reunião entre os três, ficou arrumado todo o problema. Parecia um milagre, pois resolveu-se ali o plano financeiro para a compra do Parry & Son. E assim, Jacques de Lacerda ficou proprietário do Parry & Son e presidente maioritário dos Estaleiros de Viana do Castelo. Ele chorou de alegria no meu gabinete; era um problema dificílimo de resolver e durante um ano se fizeram os maiores esforços oficiais e particulares para solucionar um grande problema para a indústria nacional, vital para as pescas e que ia dar trabalho a muitos operários portugueses.

Muitos navios se construíram em Viana do Castelo inclusive o Navio Hospital Gil Eanes. E várias vezes durante o ano, o Ministro da Marinha e várias autoridades se dirigiam a Viana do Castelo para assistir a essas cerimónias que mobilizavam a população toda da terra, em sinal de alegria pelo desenvolvimento da indústria local. A criação doa estaleiros marcou na minha vida uma das maiores obras, industrial e social, que ainda hoje perdura.

Os estaleiros continuaram magnificamente a operar tanto o Parry & Son, como Viana do Castelo e Jacques de Lacerda trabalhava denodadamente entre Viana e Lisboa para os administrar. Portou-se como um grande e grato amigo. Nada quis dele e ele se preocupava com a minha saúde, como um verdadeiro irmão e lembra-me a sua aflição, que chegou às lagrimas, quando doente tive que ir a Nova York para fazer uma operação.

A sua morte prematura abalou-me consideravelmente. Morreu com 45 anos em plena atividade não podendo colher os frutos da sua obra. Ficou a administrar os estaleiros um sobrinho, Luiz da Lacerda, o filho, que ainda era um rapaz novo e a viúva, mas a administração que faziam e os gastos com suas vidas particulares, trouxeram várias dificuldades aos estaleiros.

Tive que continuar a proporcionar assistência técnica e financeira para que pudessem aguentar e construir.

Foi para mim uma deceção quando fui informado, não por eles, que os estaleiros tinham sido vendidos à Companhia União Fabril por um valor excecional, comparado com a compra que se tinha feito antes e que eles, sobrinho e filho tinham continuado administradores com bons vencimentos.”

- Henrique dos Santos Tenreiro – Memórias (Rio de Janeiro, 1980). (Não publicado).

Gentilmente cedido pelo Dr. Henrique Marçal, sobrinho-neto do Almirante Henrique Tenreiro.

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VIANA DO CASTELO: ALMIRANTE HENRIQUE TENREIRO VISITOU OS ESTALEIROS NAVAIS EM 1948

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Almirante Henrique Tenreiro visitou os Estaleiros Navais de Viana do Castelo em 7 de Março de 1948. Fonte: Biblioteca Central de Marinha / Arquivo Histórico

ESTALEIROS NAVAIS DE VIANA DO CASTELO FORAM CRIADOS HÁ 80 ANOS

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Passam precisamente 80 anos sobre a data da fundação dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. Constituída por escritura pública de 3 de Junho de 1944, tinha por objetivo a indústria de construção naval com vista a modernizar a frota pesqueira.

Foi então criada como sociedade por quotas de responsabilidade limitada com o capital de 750 contos, era constituída por Vasco d’Orey, o vianense João Alves Cerqueira da Empresa de Pesca de Viana S.A. e um grupo de ténicos e operários especializados oriundos dos Estaleiros Navais do Porto de Lisboa.

Da construção de navios de pesca de longo curso, os ENVC foi progressivamente alargando a sua atividade à construção de ferry-boats e navios de guerra.

A empresa foi nacionalizada em 1975, altua em que passou a trabalhar de forma intensa para a URSS. Os ENVC foram formalmente extintos em 31 de Março de 2018. Enquanto existiu, a empresa marcou a vida da cidade e de muitas famílias, contribuindo para o emprego e o desenvolvimento económico da região.

FAMALICÃO: A HISTÓRICA E INOVADORA RIOPELE É O ROSTO DO FUTURO

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José Alexandre Oliveira, presidente do Conselho de Administração da empresa, é um dos “Rostos da Região Empreendedora Europeia”

José Alexandre Oliveira é desde 2007 Presidente do Conselho de Administração da Riopele, mas foi no “chão de fábrica” que iniciou o seu percurso naquela que hoje é uma das maiores têxteis do país. “É onde se aprende tudo! Foi importantíssimo e foi provavelmente a melhor experiência que me podiam ter proporcionado”, conta.   

Corria o ano de 1977 quando começou a trabalhar na Riopele, mas a paixão pela gigante têxtil sediada em Famalicão nasceu muito antes. Mais propriamente nos tempos de infância em que recorda os dias passados a brincar nos corredores da fábrica fundada pelo avô e mais tarde administrada pelo pai.

Com a “grande família” Riopele muito perto de completar 100 anos (foi fundada em 1927) e depois de ter fechado o ano de 2023 com vendas históricas de 98 milhões de euros, José Alexandre Oliveira acredita que a receita que tem feito crescer a Riopele “não está ultrapassada”. “É estar sempre preocupado em inovar e desenvolver produto”, conta-nos, lembrando os mais de trinta profissionais que hoje em dia trabalham na Riopele exclusivamente na área do desenvolvimento de produto.

É perentório em apontar os trabalhadores – “todos” – como o ponto forte da Riopele. “Se todos estivermos alinhados e se tivermos um produto inovador e competitivo então temos tudo para acreditar no futuro”, disse.

O percurso de José Alexandre Oliveira e da Riopele mereceu a atenção do presidente da autarquia, no âmbito do roteiro “Os Rostos da Região Empreendedora Europeia” que tem dado a conhecer muitos dos nomes que ajudam a posicionar Vila Nova de Famalicão como uma das maiores e mais pujantes economias do país e a impulsionar o ADN empreendedor.

Na visita que efetuou à empresa, na passada quinta-feira, dia 9 de maio, Mário Passos conheceu de perto a força desta histórica empresa do concelho. “Saio da Riopele muito impressionado com a sua vitalidade e com a inovação e sofisticação que vemos em todo o processo de produção. Prestes a completar 100 anos, a Riopele dá-nos grandes lições sobre como deve ser o futuro da indústria têxtil”, referiu o edil.  

Fundada em 1927, recorde-se que a Riopele é uma das mais antigas empresas têxteis portuguesas e uma referência internacional na criação e na produção de tecidos para coleções de moda e de vestuário. Incorporando práticas sustentáveis a todos os níveis do negócio, a Riopele aposta na produção de tecidos de qualidade elevada, desenvolvidos a partir de fibras naturais, sintéticas, artificiais e recicladas, sendo especialista na composição poliéster/ viscose/ elastano. Como empresa líder na produção de tecidos para moda, a Riopele integra verticalmente as áreas de I&D, da Fiação, da Tinturaria, da Torcedura, da Tecelagem e da Ultimação, oferecendo um serviço de produção têxtil vertical, capaz de acompanhar o atual ritmo acelerado da indústria de moda. Com quase 100 anos de experiência na indústria têxtil e da moda, a Riopele dispõe ainda de um serviço vertical na criação e produção de peças de vestuário, baseado nos valores da qualidade, confiabilidade e excelente serviço ao cliente.

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ESPOSENDE CAPTA NOVO INVESTIMENTO DE 18,7 MILHÕES DE EUROS

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Otiima Industries, S.A., do grupo Kozowood, investe no concelho que continua a atrair novas empresas para o território

O concelho de Esposende vai acolher a instalação de uma nova unidade industrial, a Otiima Industries, S.A., do Grupo Kozowood, num investimento de 18,7 milhões de euros, que prevê a criação de dezenas de novos postos de trabalho, dando assim continuidade ao plano de investimento do Grupo Kozowood que, após a inauguração em fevereiro da primeira unidade industrial, parte agora para a construção desta segunda unidade Industrial.

A proposta de reconhecimento de interesse para o desenvolvimento local proposto pela empresa mereceu a aprovação da Câmara Municipal, em reunião do executivo, traduzindo-se num conjunto de incentivos, nomeadamente isenção e redução de taxas e impostos.

Com o intuito de melhorar e otimizar a capacidade produtiva e dar resposta às novas exigências do mercado, a Otiima Industries, S.A vai avançar com a construção de uma fábrica de última geração para a fabricação de painéis de CLT – Cross Laminated Timber com capacidade de processamento de CLT. O projeto visa desenvolver e implementar uma solução industrial avançada, aplicando as melhores práticas tecnológicas e de processo disponíveis, para a produção de painéis de CLT, recorrendo principalmente a madeira disponível no território português. A empresa, constituída em 2013, pretende assim posicionar-se como um player de referência nesta área de elevada exigência tecnológica, à escala europeia.

Com este investimento na criação de uma unidade em Esposende, a empresa projeta um aumento do quadro de pessoal direto, com a criação de dezenas de postos de trabalho. Para além disso, a construção do edifício e respetivas infraestruturas, fomentará a criação de novos postos de trabalho de forma indireta, bem como a aquisição de bens aos fornecedores locais.

“A atração de novas empresas para o concelho de Esposende, bem como o crescimento das já instaladas, é sinónimo de criação de mais emprego e maior riqueza, o que naturalmente se traduz em melhores condições de vida de toda a comunidade”, refere o Presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira. Neste contexto, o autarca expressa satisfação pela instalação da Otiima Industries, S.A., notando que “é imperativo que as empresas possuam infraestruturas que permitam dar resposta e ter uma gestão eficientes dos processos produtivos, numa altura em que o setor da construção está em transformação, sendo necessárias novas metodologias de construção, a redução da pegada ecológica, a evolução dos processos construtivos, a inovação decorrente da utilização de novos materiais e processos construtivos, com especial destaque para a utilização da madeira na construção, a inovação no desenvolvimento de sistemas construtivos de assemblagem fácil, e as exigências regulamentares propostas pela Comissão Europeia a partir de 2030”.

No âmbito da sua política, o Município de Esposende disponibiliza as ferramentas e condições que facilitam a captação de investimento relevante para o desenvolvimento económico do concelho, quer pela via da criação de riqueza, quer pela via da criação de emprego. Ferramentas como o Regulamento de Concessão de Incentivos ao Investimento, disponibilizam aos investidores apoios efetivos de acordo com a sua área de negócio e estratégia de investimento e permitem ao Município contribuir para a instalação e captação de valor acrescentado, que advirá da criação de emprego, da mais-valia gerada nomeadamente em impostos pagos, bem como a divulgação do território de Esposende. Estes apoios capazes de atrair investimento privado trazem para o concelho de Esposende, mais riqueza e mais emprego, apoiando desta forma toda a comunidade. Esta estratégica conflui para o cumprimento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

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BRAGA ASSUME VICE-PRESIDÊNCIA DA REDE INTERNACIONAL DE CIDADES MICHELIN

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O Município de Braga foi eleito vice-presidente da Rede de Cidades Michelin, durante a 4.ª Conferência da rede, realizada entre os dias 15 e 19 de Abril, na cidade de Anderson, Carolina do Sul. Com a participação de uma delegação liderada pelo vereador João Rodrigues, Braga demonstrou seu compromisso com a cooperação internacional e o desenvolvimento sustentável.

O ponto alto da participação de Braga na conferência foi a sua nomeação como vice-presidente da rede para o mandato de 2024 a 2026. O vereador João Rodrigues desempenhou um papel essencial nesse processo, trazendo uma visão dinâmica e pragmática para fortalecer os laços entre as cidades membro e orientar a direcção estratégica da rede.

“A nomeação de Braga como vice-presidente da Rede das Cidades Michelin é um testemunho do nosso compromisso com esta rede, aumentando ainda mais a forte parceria estratégica com as outras cidades, especialmente com Clermont Ferrand, cidade com quem temos uma relação de décadas”, afirmou João Rodrigues. “Estamos motivados para contribuir activamente para os esforços da rede nos próximos anos. As outras cidades reconheceram a nossa mais valia para fazer parte da sua direcção”.

Durante a conferência, a Startup Braga assinou um protocolo de colaboração para a criação do ‘Corredor de Incubadoras’ nas cidades da rede, uma iniciativa destinada a promover a inovação e o empreendedorismo, criando a possibilidade de abrir novos mercados e investidores para as startups das cidades participantes. Luis Rodrigues, director da Startup Braga, foi um dos signatários desse acordo, destacando o compromisso da cidade em fornecer um ambiente propício para o crescimento de novas empresas e startups.

“A criação do ‘Corredor de Incubadoras’ representa mais uma oportunidade para impulsionar a inovação e o desenvolvimento económico em Braga”, declarou, acrescentando que “estamos confiantes de que esta iniciativa irá gerar resultados positivos para a nossa comunidade”.

O ecossistema de inovação e empreendedorismo de Braga esteve ainda representado esteve presente com duas das startups, a Automaise e OmniumAI, para participarem num concurso de startups promovido pela rede, demonstrando a vitalidade e a criatividade do ecossistema empreendedor da cidade. A sua participação foi um testemunho do talento e da inovação que Braga tem para oferecer ao mundo.

A Rede Internacional das Cidades Michelin, criada e liderada pela cidade irmã de Braga, Clermont Ferrand, tem como objectivo promover a colaboração entre cidades geminadas e as que têm instalações da multinacional Michelin, com sede na cidade francesa, para impulsionar o desenvolvimento económico, cultural e social.

A próxima conferência da rede está programada para ocorrer em Cuneo, Itália, em 2026. Braga tem sido uma das cidades com uma participação activa na rede, onde estão mais de duas dezenas autarquias.

FAMALICÃO ASSINALOU SEMANA NACIONAL DO TURISMO INDUSTRIAL

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Vila Nova de Famalicão assinalou recentemente a Semana Nacional do Turismo Industrial, com um dia dedicado à promoção deste segmento turístico como produto capaz de valorizar a atratividade do território.

A autarquia juntou os vários parceiros ligados ao património cultural e industrial numa jornada que arrancou nos Paços do Concelho e incluiu uma visita à Têxtil Nortenha e à Quinta das Pirâmides e uma degustação da receita camiliana da Galinha Mourisca.  

Entre os presentes esteve o vice-presidente da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, Cancela Moura, que apontou o turismo industrial “como um nicho de mercado em crescimento”.

O responsável lembrou ainda os últimos dados estatísticos que apontam para um crescimento do setor em Portugal no último ano, com números recorde nas taxas de turistas ou no número de dormidas, que se refletiu no maior volume de negócios, acima dos 25 mil milhões de euros.

“O turismo Industrial é um nicho mas tem este efeito multiplicador de potenciar a gastronomia, a cultura, a hotelaria e assim dinamizar a economia, gerar emprego e também, por essa via, esta iniciativa é valorizadora do nosso território”, anotou ainda o autarca famalicense Mário Passos.

BARCELOS ASSINA MEMORANDO DE ENTENDIMENTO PARA O SECTOR TÊXTIL

O município barcelense vai amanhã proceder à Cerimónia de Assinatura do Memorando de Entendimento para o Sector Têxtil, a ter lugar no Salão Nobre da Câmara Municipal de Barcelos.

Este Memorando de Entendimento é de vital importância para os passos seguintes em defesa do sector do têxtil e vestuário no nosso concelho e na região.

O Memorando de Entendimento é o elemento essencial para o arranque das novas medidas de apoio ao sector Têxtil em Barcelos, e na região, e constitui o lançamento da estratégia para a concretização da Cidade Têxtil e da Moda.

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ACIB E MUNICÍPIO DE BARCELOS REALIZAM CERIMÓNIA DE ASSINATURA DO MEMORANDO DE ENTENDIMENTO PARA O SECTOR TÊXTIL

A ACIB e a Câmara Municipal de Barcelos vão realizar a Cerimónia de Assinatura do Memorando de Entendimento para o Sector Têxtil, no próximo dia 22 de março, pelas 14h30, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Barcelos, e a ser subscrito pelas duas entidades.

Este Memorando de Entendimento é de vital importância para os passos seguintes em defesa do sector do têxtil e vestuário no nosso concelho e na região.

O Memorando de Entendimento é o elemento essencial para o arranque das novas medidas de apoio ao sector Têxtil em Barcelos, e na região, e constitui o lançamento da estratégia para a concretização da Cidade Têxtil e da Moda.

A Cerimónia é presidida por Sua Excelência o Senhor Ministro da Economia e do Mar em funções, Dr. António Costa e Silva.

Trata-se de um evento muito importante que contribuirá ao reforço da mensagem que a ACIB e a Câmara Municipal têm vindo a transmitir de forma conjunta no sentido de defender as empresas do sector têxtil solicitando mais apoios e medidas.

O sector têxtil é reconhecido como estratégico para a região Cávado/Ave e constitui um pilar da dinâmica económica e social no território.

O TÊXTIL PORTUGUÊS DESENVOLVE-SE A PARTIR DE FAMALICÃO E TEM NO NOME CITEVE E ANTÓNIO BRAZ COSTA

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Diretor-geral do Centro Tecnológico Têxtil é um dos Rostos da Região Empreendedora Europeia

Quando há mais de vinte anos aceitou o convite para trabalhar no CITEVE, António Braz Costa nunca imaginou que este namoro fosse dar em casamento.

O atual diretor-geral do Centro Tecnológico Têxtil e Vestuário sediado em Vila Nova de Famalicão, que aos 18 anos decidiu ser engenheiro em vez de músico, explica que ir à frente é o seu principal trabalho. “Procuro estar constantemente a perceber o que está a acontecer, a colocar permanentemente as coisas em perspetiva e a perceber qual é o ponto onde queremos estar daqui a cinco ou dez anos para que possamos lá chegar e para que o CITEVE possa transferir respostas para a indústria”, disse.

Braz Costa acredita que a inovação é, e sempre foi, a principal resposta para os desafios que o Têxtil e Vestuário enfrenta e, por isso, salienta o “percurso extraordinário” trilhado pela indústria do setor e pelo CITEVE, que em maio comemora 35 anos de existência, no mesmo ano em que Vila Nova de Famalicão é Região Empreendedora Europeia (EER).

O diretor-geral do CITEVE, que esta quinta-feira foi apontado pelo autarca Mário Passos como um dos “Rostos da EER”, aponta a sustentabilidade, a digitalização e a performance como os principais desafios do setor. “O têxtil mundial está num perfeito furacão e o têxtil português está também cheio de oportunidades e cheio de desafios. Todos estão à procura do mesmo e o setor em Portugal tem que estar na liderança destes processos para não sermos ultrapassados”, disse.

“Não tenho dúvidas de que daqui a 50 anos o setor será completamente “footprint” zero, com soluções que permitam a produção de uma peça de vestuário sem impactos negativos no meio ambiente”, acrescentou.

António Braz Costa é assim o segundo “Rosto da ERR” destacado pelo presidente do Município de Famalicão no roteiro que ao longo deste ano dará a conhecer muitos dos nomes que ajudam a posicionar Vila Nova de Famalicão como uma das maiores e mais pujantes economias do país e a impulsionar o ADN empreendedor do concelho.

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PRESIDENTE DA CÂMARA DE FAMALICÃO, MÁRIO PASSOS, PARTICIPOU NO JANTAR DE GALA DO CENTENÁRIO DA EMPRESA “A ELÉCTRICA”

“A Eléctrica é um exemplo de empreendedorismo e resiliência”

“Tínhamos a obrigação histórica de celebrar o centenário da empresa e homenagear todos aqueles que contribuíram para que ‘A Eléctrica’ tenha chegado até aqui.”

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Foi desta forma que Carlos Correia, CEO da A Eléctrica, e neto do fundador António Dias da Costa, explicou a realização do jantar de gala com que assinalou o centenário da empresa, na última sexta-feira, num restaurante da freguesia do Louro, concelho de Vila Nova de Famalicão.

“Trabalhar numa empresa centenária traz um acréscimo de responsabilidade. Temos a obrigação de preservar o legado de profissionalismo e seriedade conquistado. Tal implica um grau de exigência ainda superior em tudo o que fazemos”, afirmou Carlos Correia, perante cerca de uma centena de pessoas, onde se destacavam o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Mário Passos, o vereador da Economia, Augusto Lima, os deputados famalicenses Eduardo Oliveira e Jorge Paulo Oliveira, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Vila Nova de Famalicão, Xavier Ferreira, entre outros parceiros, trabalhadores, clientes, fornecedores e familiares.

Depois do lançamento do livro “Cem Anos de Superação – A Eléctrica 1924-2024”, da autoria do consultor de comunicação Luís Paulo Rodrigues, em dezembro último, o jantar de gala do centenário foi o segundo grande evento para celebrar os 100 anos da empresa famalicense.

“ANOS DOURADOS DE FAMALICÃO”

“Sou um presidente da Câmara privilegiado e satisfeito por existirem muitas empresas, não tão longas como A Eléctrica, mas com esta capacidade de se superarem dia após dia, uma capacidade de resiliência enorme”, afirmou, o edil famalicense Mário Passos, que incluiu os bons resultados de A Eléctrica naquilo que considerou serem “os anos dourados de Vila Nova de Famalicão”, em função de o concelho liderar as exportações no norte do país.

“A Eléctrica é um bom exemplo de empreendedorismo e o símbolo de muitas outras empresas no concelho, através da sua história, da sua resiliência e da insatisfação constante”, frisou Mário Passos.

DA ENERGIA À METALOMECÂNICA

A Eléctrica foi fundada no dia 16 de fevereiro de 1924, por António Dias da Costa, para comercializar instalações elétricas e mais tarde distribuir energia elétrica em torno da vila de Famalicão. Mas “A Eléctrica” possuía atividades diversificadas, designadamente o comércio, aluguer e reparação de automóveis.

Mais tarde foram sendo acrescentadas outras atividades como a estação de serviço e o mítico Restaurante Íris, a comercialização de materiais de construção, de eletrodomésticos, a fabricação de bombas centrifugas e, finalmente, aquela que é a atividade principal desde os anos de 1960: a conceção, fabricação e montagem de soluções para a pintura de superfícies e secagem.

“Nas últimas décadas, a “A Eléctrica” decidiu estrategicamente concentrar o foco da sua atuação na área em que era mais diferenciadora. Essa foi a forma encontrada para poder agregar recursos para possibilitar uma melhoria continua. Para poder apresentar ao mercado soluções inovadoras e tecnologicamente avançadas e possuir um serviço adequado às necessidades dos clientes”, explicou Carlos Correia, afirmando que a família de A Eléctrica continua a trabalhar diariamente para “fazer melhor do que no dia anterior”.

“RESULTADOS POSITIVOS”

Uma receita de sucesso, tanto mais que, frisou o CEO de A Eléctrica, “os números têm sido positivos em termos de volume de vendas e de resultados”. “Sabemos que esses resultados acontecem devido ao esforço e dedicação dos colaboradores, mas também na aposta na inovação, na investigação e no desenvolvimento”, sustentou.

Para que isso aconteça, A Eléctrica tem privilegiado a ligação aos centros de investigação, como o Centi – Centro de Nanotecnologia, o CVR – Centro de Valorização de Resíduos, a Universidade do Minho e outras entidades.

Consciente das enormes mudanças tecnológicas que estão para chegar à indústria metalomecânica, nomeadamente em função da aplicação da inteligência artificial, o CEO de A Eléctrica sabe que “há princípios básicos que serão mantidos”. E especificou: “Trabalho, dedicação, formação, inovação e adaptação”. “Foi assim nos últimos 100 anos e estou convencido que ainda continuará a ser nas futuras gerações”, realçou Carlos Correia.

OS PRÉMIOS AE

A gerência de A Eléctrica agraciou a fidelidade dos seus colaboradores com prémios para os trabalhadores com 10 anos ou mais de ligação à empresa. O destaque da noite aconteceu quando duas pessoas “que atravessaram já muitos ventos e muitas marés” foram distinguidas por mais de 40 anos na “A Eléctrica”: Elisa Lopes, responsável pela contabilidade, e José Luís Miranda, diretor fabril.

O advogado Pedro Machado Ruivo e o médico Adolfo Queirós receberam o Prémio AE Honorário, enquanto os gerentes Carlos Correia e Rosa Clara Dias da Costa, o diretor fabril José Luís Miranda e os antigos quadros da empresa Eduardo Sá e Carlos Domingues foram agraciados com o Prémio AE Prestígio.

A Associação Empresarial de Portugal, a Associação Comercial e Industrial de Vila Nova de Famalicão e a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão receberam o Prémio AE Institucional.

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OS ESTALEIROS NAVAIS DE VIANA DO CASTELO NAS MEMÓRIAS (AINDA NÃO PUBLICADAS) DO ALMIRANTE HENRIQUE TENREIRO

Por gentileza do Dr. Henrique Marçal, sobrinho-neto do Almirante Henrique Tenreiro, o BLOGUE DO MINHO publica um extrato das Memórias do Almirante Henrique dos Santos Tenreiro, escritas em 1980, após a sua saída de Portugal em novembro de 1975, e nunca publicadas, nas quais faz referências a um episódio da aquisição da posição inglesa inicial nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo feita por um português e as surpreendentes relações entre os vários intervenientes no processo.

ENVC – Estaleiros Navais de Viana Castelo

“Um dia apareceu-me no meu gabinete, Jacques de Lacerda, aflito e dizendo-me que os donos da Parry & Son queriam vender o estaleiro e que ele ficaria com a vida completamente arruinada, pois perderia o lugar de administrador e a obra que vinha realizando no respetivo estaleiro. A única solução seria ele comprar os estaleiros, pois uma cláusula da escritura dava-lhe a preferência pelo preço por que fossem avaliados.

Os ingleses tinham avaliado os estaleiros por um preço baixo, apesar do ser muito dinheiro naquela época: 25 mil contos. Ele não tinha dinheiro para isso. O advogado dos ingleses era uma pessoa muito dura, Dr. Bustorff Silva, um dos melhores advogados de Lisboa. Ele era meu amigo, pois meu pai tinha-lhe ensinado as primeiras letras. Lacerda instou, pediu que o ajudasse, pois era uma obra que ele iria fazer para o bem do País e os estaleiros passariam para a mão de um português e que o Governo tinha a obrigação de o auxiliar nessa iniciativa, pois o surto de desenvolvimento da marinha mercante e da pesca justificava plenamente um empréstimo a longo prazo para ele pagar aos ingleses.

Pensei, será mais uma acha para a fogueira dos invejosos, amigos ou inimigos, que só se norteiam pelos interesses materiais e que nunca acreditarão na minha isenção em tal operação.

Assim mesmo, decidi-me a atender e estabelecemos a forma de agir: "primeiro, você vai expor todo esse plano ao Ministro da Marinha, Almirante Américo Tomaz para que ele se interesse e o exponha ao Dr. Salazar, ao Ministro das Finanças e à Caixa Geral de Depósitos para que esta lhe faça o respetivo empréstimo. Eu falarei ao Ministro da Marinha das suas razões e vou falar com o Dr. Bustorff Silva para que ele seja razoável e compreensível na res-petiva transação. Passaram-se alguns meses e o Ministro da Marinha que tinha simpatia e admiração pelo Lacerda e achava a causa justa, tinha-se empenhado a fundo no assunto, mas nada conseguiu da Caixa Geral do Depósitos quanto ao assunto do financiamento. Fiquei desolado; nova conversa com o Lacerda que me procurava quase todos os dias. Pedi-lhe a cópia do processo que ele tinha enviado à Caixa, para eu pessoalmente tratar do assunto junto ao Banco Ultramarino onde, neste momento, o meu querido amigo e Embaixador Teotónio Pereira era administrador. Falei, conversei muito com ele e trouxe reais esperanças. Demoraram meses as informações, pedido de documentos e dar a resposta. Os ingleses apertaram com o Lacerda e deram-lhe um prazo para ele resolver. O Pedro Teotónio Pereira desolado, comunica-me que o Banco não pode de fazer o empréstimo. O Lacerda ficou louco e eu desolado e triste por ver que nem as instâncias oficiais, nem a Banca particular se interessavam por problemas vitais do País.

Levei dois dias a pensar corno poderia resolver o assunto e resolvi ir falar com o Dr, Bustorff Silva e expor-lhe um plano. Bustorff, era um grande salazarista, tinha-me como pedra do xadrez político e votava-me muita consideração. Ele adorava meu pai. Depois de larga discussão fiz-lhe uma proposta. Lacerda compraria os estaleiros em prestações de 6 anos, daria uma prestação de 5 mil contos no ato da escritura e só faria a escritura definitiva no ato de pagamento da última prestação. Muita discussão e ele concordou desde que eu moralmente ficasse responsável. Aceitei. Lacerda chorou de alegria no meu gabinete e ao dizer-lho para marcar a data da escritura, declarou-me quo não tinha os cinco mil contos para o sinal. Fiquei transtornado: tanto trabalho, tantos compromissos, que até me podiam afetar moralmente, e via ir tudo por água abaixo. Não desanimei.

Mandei chamar o chefe dos serviços do Grémio das Pescas e perguntei quem eram os armadores que estavam autorizados a fazer construções. Entre estes armadores que estavam autorizados, estavam, a firma Veloso e Cia. cujo proprietário era um homem de carácter, antigo armador o muito meu amigo. A sua empresa era no Norte do País e me informaram quo ele estava em relações com os Estaleiros de Viana do Castelo para construir o seu navio. Jacques de Lacerda tinha sido o técnico e negociador para salvar os Estaleiros de Viana e a Parry & Son já era sócia maioritária. Foi-me fácil idealizar que Veloso podia ser a chave para resolver a compra do Parry & Son. Assim, pedi que viesse ver-me e perguntei-lhe se ele estava pronto para construir o seu navio e fechar o contrato com os Estaleiros de Viana do Castelo. Ele me afirmou que sim. Era um homem rico e tinha os fundos indispensáveis para adiantar aos Estaleiros de Viana uma verba avultada para a construção do navio. Coloquei o Veloso em contato com o Jacques do Lacerda e, numa brave reunião entre os três, ficou arrumado todo o problema. Parecia um milagre, pois resolveu-se ali o plano financeiro para a compra do Parry & Son. E assim, Jacques de Lacerda ficou proprietário do Parry & Son e presidente maioritário dos Estaleiros de Viana do Castelo. Ele chorou de alegria no meu gabinete; era um problema dificílimo de resolver e durante um ano se fizeram os maiores esforços oficiais e particulares para solucionar um grande problema para a indústria nacional, vital para as pescas e que ia dar trabalho a muitos operários portugueses.

Muitos navios se construíram em Viana do Castelo inclusive o Navio Hospital Gil Eanes. E várias vezes durante o ano, o Ministro da Marinha e várias autoridades se dirigiam a Viana do Castelo para assistir a essas cerimónias que mobilizavam a população toda da terra, em sinal de alegria pelo desenvolvimento da indústria local. A criação doa estaleiros marcou na minha vida uma das maiores obras, industrial e social, que ainda hoje perdura.

Os estaleiros continuaram magnificamente a operar tanto o Parry & Son, como Viana do Castelo e Jacques de Lacerda trabalhava denodadamente entre Viana e Lisboa para os administrar. Portou-se como um grande e grato amigo. Nada quis dele e ele se preocupava com a minha saúde, como um verdadeiro irmão e lembra-me a sua aflição, que chegou às lagrimas, quando doente tive que ir a Nova York para fazer uma operação.

A sua morte prematura abalou-me consideravelmente. Morreu com 45 anos em plena atividade não podendo colher os frutos da sua obra. Ficou a administrar os estaleiros um sobrinho, Luiz da Lacerda, o filho, que ainda era um rapaz novo e a viúva, mas a administração que faziam e os gastos com suas vidas particulares, trouxeram várias dificuldades aos estaleiros.

Tive que continuar a proporcionar assistência técnica e financeira para que pudessem aguentar e construir.

Foi para mim uma deceção quando fui informado, não por eles, que os estaleiros tinham sido vendidos à Companhia União Fabril por um valor excecional, comparado com a compra que se tinha feito antes e que eles, sobrinho e filho tinham continuado administradores com bons vencimentos.”

- Henrique dos Santos Tenreiro – Memórias (Rio de Janeiro, 1980). (Não publicado).

Gentilmente cedido pelo Dr. Henrique Marçal, sobrinho-neto do Almirante Henrique Tenreiro.

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VIANA DO CASTELO: ALMIRANTE HENRIQUE TENREIRO VISITOU OS ESTALEIROS NAVAIS EM 1948

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Almirante Henrique Tenreiro visitou os Estaleiros Navais de Viana do Castelo em 7 de Março de 1948. Fonte: Biblioteca Central de Marinha / Arquivo Histórico

VIANA DO CASTELO VAI CONSTRUIR 6 NAVIOS OCEÂNICOS PARA A MARINHA PORTUGUESA

Contrato para construção de seis novos NPO representa "dia histórico" para a construção naval e para Viana do Castelo

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, marcou hoje presença na cerimónia de assinatura do contrato que prevê a construção de seis novos Navios de Patrulha Oceânicos (NPO) para a Marinha Portuguesa na West Sea. O autarca vianense garante que "hoje é um dia histórico para a engenharia portuguesa, para a indústria nacional, em particular para a construção naval e para a WestSea, para a Marinha e para Viana do Castelo.”

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“Com a celebração deste contrato, assinala-se a competência histórica de Viana do Castelo na construção naval e, em simultâneo, posicionamo-nos para o futuro como o único cluster, no domínio da construção naval militar, em Portugal", assegura Luís Nobre.

Por isso mesmo, o autarca agradece "ao Governo, à Marinha e a WestSea, pelo empenho na concretização da assinatura do contrato para construção dos 6 novos navios patrulha oceânicos, NPO”s de 3ª geração".

Esta sexta-feira, na cerimónia, que aconteceu nas instalações centrais da Marinha, em Lisboa, o Chefe do Estado-Maior da Armada destacou o valor estratégico dos patrulhas oceânicos que serão construídos com capacidades tecnológicas avançadas e serão adicionados à frota entre 2027 e 2030.

Este será um investimento de cerca de 300 milhões de euros, previsto na Lei de Programação Militar, e é considerado imprescindível para a proteção das águas portuguesas.

Gouveia e Melo referiu que os seis novos NPO vão ter capacidades tecnológicas avançadas, incluindo um desenho modular e adaptativo que transformou o navio tipicamente de fiscalização numa unidade combatente que será útil no inventário da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e reforçará o valor militar da Marinha portuguesa no seio da Aliança.

Estes seis navios a serem construídos em Viana do Castelo vão contar com propulsão totalmente elétrica e novos sensores na área de radares e capacidade de operação de veículos autónomos, podendo desempenhar funções na guerra de minas e de vigilância anti-submarina, referiu ainda o CEMA.

Os navios terão ainda capacidade de transporte de pessoal e projeção de forças, a possibilidade de serem uma plataforma para lançar raides anfíbios com fuzileiros em costa aberta, sonares ativos de baixa frequência, para além de manterem as funções tradicionais de vigilância, busca e salvamento marítimos.

Na cerimónia, o Secretário de Estado da Defesa Nacional, Carlos Pires, assegurou que estes navios visam preparar a Marinha e o país para os desafios para o futuro próximo, marcado pela incerteza e imprevisibilidade.

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LIVRO “CEM ANOS DE SUPERAÇÃO” QUE CONTA A HISTÓRIA CENTENÁRIA DE “A ELÉCTRICA” É APRESENTADO QUINTA-FEIRA EM FAMALICÃO

A Gerência de “A Eléctrica” e o autor Luís Paulo Rodrigues apresentam o livro “Cem Anos de Superação – A Eléctrica (1924-2024)”, que terá lugar na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão, na próxima quinta-feira, 14, pelas 18h00.

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O novo livro do consultor de comunicação Luís Paulo Rodrigues dá a conhecer as vicissitudes de “A Eléctrica”, uma marca histórica no comércio e na indústria de Vila Nova de Famalicão, que ainda hoje é proprietária de um vasto património imobiliário no centro da cidade e continua ativa e inovadora na indústria metalomecânica.

Fundada por António Dias da Costa, em 16 de fevereiro de 1924, “A Eléctrica”, que começou por ser distribuidora de eletricidade na vila famalicense e freguesias envolventes, foi um conglomerado de vários negócios, desde a distribuição de eletricidade à venda de material elétrico, passando pela comercialização de automóveis e camiões, materiais de serralharia para construção civil e elevadores para automóveis, pela distribuição de materiais de construção, gás e combustíveis, pela reparação de automóveis, pela restauração, entre outros negócios.

Na década de 1960, “A Eléctrica” criou uma unidade metalomecânica para produzir uma série de equipamentos, designadamente bombas centrífugas e máquinas e ferramentas para a indústria, produtos que levaram a empresa a servir o mercado português, nomeadamente na indústria automóvel e na indústria da cortiça, seguindo depois um processo de internacionalização em vários países de diversos continentes.

Nos últimos anos, “A Eléctrica” assumiu uma aposta estratégica na produção de instalações de pintura para peças metálicas ou plásticas das indústrias aeronáutica, automóvel e eólica, administrando, ao mesmo tempo, o seu património imobiliário.

O livro de Luís Paulo Rodrigues descreve a história da empresa, enquadra grande parte da evolução económica, política e social de Famalicão, desde finais do século XIX até à atualidade, e traça o percurso de António Dias da Costa, que iniciou a sua atividade profissional na lendária “A Boa Reguladora” e foi um pioneiro do automobilismo em Portugal.

A história de “A Eléctrica” é uma evocação da energia visionária do seu fundador, da sua família e dos milhares de colaboradores que trabalharam nas empresas do grupo ao longo de um século, onde se inclui a mítica Estação de Serviço Íris, com o seu famoso e requintado restaurante, por onde passaram homens da política, da cultura e dos negócios de Portugal e do mundo. “Estamos perante um documento fundamental para compreender o desenvolvimento de Vila Nova de Famalicão e preservar a memória coletiva local, sendo, por isso, uma obra de inegável interesse público”, considera Luís Paulo Rodrigues.

“Os 100 anos de história demonstram que a principal força da ‘Eléctrica’ está nas pessoas que serviram e servem a empresa com uma cultura muito especial, a chamada ‘cultura AE’, como designamos internamente, um conceito inerente à responsabilidade de se fazer parte de uma empresa que possui um estatuto e uma reputação de seriedade, honestidade e profissionalismo que nunca pode ser beliscada”, afirma Carlos Correia, CEO da empresa e neto do fundador, António Dias da Costa.

Segundo Carlos Correia, a edição de um livro que retratasse a história da empresa “tem o objetivo de fixar as histórias do passado, para que não se perdessem na névoa dos tempos”. “Apesar de eu trabalhar na ‘Eléctrica’ há quase um quarto de século e achar que conheço bem a empresa, com a leitura deste livro, descobri muitas histórias, factos e informações que desconhecia. Tal sucede pelo notável e aturado trabalho de investigação que foi desenvolvido pelo autor da obra”, reconhece Carlos Correia, que assina o prefácio.

Além da apresentação na biblioteca municipal, agendada para quinta-feira, dia 14h00, às 18h00, o livro “Cem Anos de Superação – A Eléctrica (1924-2024)” terá uma pré-apresentação para trabalhadores, fornecedores, clientes e familiares do fundador da empresa, esta quarta-feira, dia 13, às 18h00, no Bar Kasa Al Arabiya (antiga sede de A Eléctrica), no nº 131 da Rua de Adriano Pinto Basto, em Vila Nova de Famalicão.

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