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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FAMALICÃO LANÇA OBRA POLÍTICA DE BERNARDINO MACHADO

É já nesta sexta-feira, 14 de dezembro, pelas 21h30, que será lançado o tomo VII, (1ª Parte) da Obra Política de Bernardino Machado que mostra um dos períodos menos conhecidos do seu percurso político, ou seja, o que decorre entre 1921 e 1926.

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A apresentação decorre na Sala Júlio Machado Vaz, do Museu Bernardino Machado e conta com as presenças do professor da Universidade Católica do Porto, António José Queiroz e do Coordenador Científico do Museu Bernardino Machado, Doutor Norberto Cunha. A sessão é de entrada gratuita e o público presente será brindado com a oferta do livro.

Entre 1921 e 1926, Bernardino Machado chefiou, durante alguns meses, um Governo trans-partidário (que foi derrubado em Maio de 1921, através de um golpe militar); sucedeu-lhe um Governo de transição, até às eleições de Junho, chefiado pelo liberal Barros Queiroz, convidado pelo Presidente da República e apoiado pelo Partido Democrático. Após as eleições e com uma maioria escassa no Parlamento, o Governo caiu para dar lugar a um outro, da mesma cor politica (liberal), chefiado por António Granjo. Mas este Governo assim como os maiores partidos que o apoiavam – o Partido Liberal e o Partido Democrático – persistiam numa prática politica cada vez mais afastada dos seus eleitores e mais centrada na sustentação e solidez do seu "rotativismo". Esta dissociação entre o poder politico e os partidos, por um lado, e o povo por outro, contribuiu para a tragédia da Noite Sagrenta de 19 de Outubro, em que foram assassinados Granjo, Machado Santos e Carlos da Maia. O poder foi, então, entregue a Manuel Maria Coelho (que conspirava já pelo derrube do Governo, mas sem quaisquer ligações aos fautores da Noite Sangrenta); depois de algumas semanas de turbulência governativa, foi chamado a presidir ao Ministério, Cunha Leal, que, apesar dos esforços feitos para controlar e manipular a favor da "sua politica", as eleições de Fevereiro de 1922, as veio a perder, reentrando-se num período de normalidade constitucional, com a vitória do Partido Democrático e o Governo que se lhe seguiu, chefiado por António Maria da Silva. Embora Bernardino Machado não tenha tido neste período uma intensa atividade política (salvo no período em que presidiu ao Ministério) escreveu importantes textos, na imprensa periódica, quer doutrinais quer sobre a situação politica (que ia acompanhando) e que até ao presente caíram no esquecimento. Por todas estas razões é, certamente, um dos mais interessantes volumes da sua Obra Politica

BRAGA DÁ A CONHECER A SUA HISTÓRIA AOS BRACARENSES

“Era Uma Vez uma Cidade” já contou a história de Braga a 25 mil Bracarenses

A exposição “Era Uma Vez Uma Cidade”, instalada na Torre de Menagem há precisamente um ano, já recebeu perto de 25 mil visitantes, tornando-se no espaço cultural mais visitado do universo municipal.

Era Uma Vez Uma Cidade

Quando ainda não se encontra contabilizado o mês de Dezembro, a exposição “Era Uma Vez Uma Cidade” tinha registado a entrada de 24079 visitantes. O melhor mês foi Agosto com 4339 visitantes.

Estes números enchem de «orgulho» a Vereadora da Cultura e Educação, Lídia Dias, que considera que os Bracarenses têm devotado um crescente interesse à sua identidade.

«Uma das nossas linhas de acção é a promoção da identidade. É isso que temos desenvolvido com o programa “À Descoberta de Braga”, com o Serviço Educativo Integrado, com a nossa iniciativa editorial ou com eventos como a Braga Romana ou a Braga Barroca. A Torre de Menagem e a exposição que aqui se encontra é um complemento a todo este trabalho que temos desenvolvido e que já está a dar frutos», refere Lídia Dias.

Segundo a Vereadora, os resultados positivos alcançados «não apenas confirmam a opção do Município para um espaço que se encontrava arredado da vida dos bracarenses» mas também «criam a obrigação de potenciar uma oferta mais significativa nas áreas da História e do Património». «Temos que ir de encontro ao que os bracarenses nos pedem», rematou.

Recorde-se que aquele que foi baptizado como Núcleo Interpretativo da História de Braga propõe uma versão ilustrada da história, protagonistas e evolução urbana de Braga, através do talento do ilustrador Bracarense César Figueiredo.

Este é o primeiro projecto em Portugal que integra ilustração histórico-arqueológica, desenho, infografia 3D, maquetas e espólio arqueológico numa viagem de mais de dois milénios sobre a história da cidade de Braga.

Mais de oitenta ilustrações, distribuídas ao longo de quatro pisos, permitem um inédito percurso pelos dois mil anos de história da cidade de Braga. A elaboração dos conteúdos contou com a colaboração de uma dezena de investigadores, além do apoio logístico do Museu D. Diogo de Sousa e do Museu Pio XII.

QUEM FOI VÍMARA PERES, A QUEM GUIMARÃES DEVE O NOME?

Vímara Peres, o primeiro português

Filho de um Pedro Theon de Pravia, aristocrata galego-asturiano, Vímara Peres nasceu na Corunha, hoje e então cidade galega. Pelo seu pai, membro do Conselho do Rei Afonso III das Astúrias, Vímara era, talvez, neto do rei Bermudo; em 858, recebera Pedro da Coroa asturiana a missão de parar, derrotar e expulsar uma invasão varegue – viquingue – da Galiza. Esta era, pois, família central da monarquia asturiana, com provas dadas no gabinete e no campo de batalha.

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Às ordens de Afonso III das Astúrias, foi Vímara Peres quem tomou em mãos a tarefa de expulsar os mouros do vale do Douro. A região, onde se estabelecera a fronteira entre o reino cristão das Astúrias e as áreas sob domínio muçulmano, a sul, encontrava-se desertificada após muitos anos de avanços e recuos por ambas as partes em contenda. Tal era o estado da região que se lhe dá, hoje, o nome revelador de “Deserto do Douro”. Vímara quebrou o impasse, devolvendo estabilidade à região e iniciando a sua repovoação. Para o efeito, libertou da presença islâmica toda a área costeira compreendida entre o Minho e o Douro. Libertou o Porto de Gale, que mais tarde viria a conhecer-se como as cidades do Porto e de Gaia e cujo nome seria, depois, o de Portugal; para marcar a dominação cristã, guarnecê-la e protegê-la de nova investida muçulmana, Vímara fundou a cidade de Guimarães (Vimaranes), a que deu o seu nome. Guimarães foi herdada por Lucídio Vimaranes, filho de Vímara, e foi sede de uma das mais notáveis casas condais – a de Vimaranes, justamente – da península.

O condado fundado por Vímara Peres foi a primeira politeia portuguesa. Sediado em Guimarães, este Condado de Portugal fez-se verdadeiro centro de poder nas monarquias asturiana e, depois, galego-leonesa. Acabaria só duzentos anos sobre a sua fundação, em 1071, pela mão de Garcia II da Galiza. Exigindo de Garcia as liberdades que a força de Portugal parecia justificar, o Conde Nuno Mendes levantou-se contra aquele. Dando-lhe batalha em Pedroso, em Janeiro de 1071, foi derrotado pelo rei e morto. Triunfante, Garcia II coroou-se Rei de Portugal – de facto, foi o primeiro homem a fazê-lo. O Condado só seria reestabelecido 20 anos mais tarde quando Afonso VI de Leão fez Raimundo de Borgonha Conde da Galiza, de Portugal e de Coimbra. Os Condados de Portugal e Coimbra seriam, depois, dados pelo mesmo Afonso VI a Henrique de Borgonha, primo de Raimundo e pai de Afonso Henriques. Vímara Peres precedeu-os a todos e colocou, duzentos anos antes de Afonso Henriques, a primeira pedra na casa que viria a ser Portugal. Pode bem dizer-se dele que foi o primeiro português.

Fonte: http://novaportugalidade.pt/

HISTORIADOR JOEL CLETO VAI A PÓVOA DE VARZIM FALAR DO CAMINHO DE SANTIAGO PELO GERÊS

Póvoa do Varzim/Joel Cleto: Conferência revela histórias do caminho de Braga a Santiago

O Grupo dos Amigos do Caminho de Santiago da Póvoa de Varzim organiza esta sexta-feira, 14, a conferência “O Caminho de Santiago pelo Gerês – A Geira Romana”, proferida pelo historiador e arqueólogo Joel Cleto.

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Segundo a organização, as inscrições gratuitas para o evento, marcado para as 21h30, no Centro de Congressos do Hotel Axis Vermar, em Póvoa do Varzim, com capacidade para 550 pessoas, “decorrem de forma incrível e a disponibilidade da sala é já pouca”.

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“Todos juntos faremos o caminho pelo Gerês, local que provavelmente todos adoram. É o Caminho Primitivo Português em destaque”, adianta a organização, informando que antes da conferência há um momento musical pelo Coral Ensaio, da Escola de Música da Póvoa de Varzim, dirigido pelo maestro e professor José Abel Carriço. O grupo interpreta música do século XVI “escolhida de forma especial para o evento”.

“O enorme interesse suscitado por um número tão elevado” de peregrinos e outros interessados na conferência, que conta com o apoio do museu municipal e do Município de Póvoa do Varzim, obrigou à alteração do local inicialmente previsto para a sua realização.

Na mesmo dia, duas horas antes da conferência, pelas 19h30, realiza-se um “Encontro de Peregrinos, Amigos e Colaboradores do Caminho pela Geira”, com o objetivo de trocar ideias sobre este itinerário jacobeu, que liga Braga a Santiago de Compostela, na distância de 240 quilómetros, apresentado em Braga em abril de 2017.

Este traçado, conhecido por Caminho da Geira Romana e dos Arrieiros ou Caminho Jacobeu Minhoto Ribeiro, foi percorrido por mais de 300 peregrinos em dois anos e as associações envolvidas no seu estudo, nomeadamente a Associação Jacobeia do Caminho Minhoto Ribeiro e a Associação Codeseda Viva, pretendem que seja oficializado antes do Ano Santo Jacobeu de 2021.

Nesta altura estão em curso os levantamentos históricos, patrimoniais e culturais sobre o itinerário – que prevê dois traçados essenciais a partir de A Estrada, por Pontevea e Ramalhosa ou por Sarandon e Vedra -, bem como trabalhos de limpeza e marcação. Está igualmente em curso a preparação de infraestruturas de alojamento.

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BRAGA VALORIZA ÁREA ARQUEOLOGICA DAS CARVALHEIRAS

Assinatura do projecto integrado de valorização, musealização e adequação à visita da área arqueológica das Carvalheiras. Segunda-feira, dia 10 de Dezembro, pelas 12h00, na Junta de Freguesia da Sé.

O Município de Braga procede à assinatura do protocolo de cooperação entre a Universidade do Minho e o Município de Braga relativo ao projecto integrado de valorização, musealização e adequação à visita da área arqueológica das Carvalheiras, que terá lugar na próxima Segunda-feira, dia 10 de Dezembro, pelas 12h00, na Junta de Freguesia da Sé.

A iniciativa contará com a presença do presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, do vereador Miguel Bandeira, do Reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, e do Director Regional de Cultura do Norte, António Ponte.

D. AFONSO HENRIQUES – O MINHOTO QUE FOI O PRIMEIRO REI DE PORTUGAL – FALECEU HÁ 823 ANOS!

Passam precisamente 823 anos sobre a data do falecimento do primeiro rei de Portugal – D. Afonso Henriques!

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Coma vitória da Batalha de Ourique em 1139, D. Afonso Henriques proclamou-se Rei de Portugal, vindo a sua autoridade a ser reconhecida em 1143 através do Tratado de Zamora. A ele se deve o facto de sermos portugueses, conquista mantida com enormes sacrifícios ao longo de muitos séculos e sucessivas gerações e, não raras as vezes, colocada em risco em determinados momentos históricos particularmente adversos que os nossos antepassados sempre souberam superar.

No próximo ano, assinala-se 910 anos sobre a data do seu nascimento, em Guimarães, efeméride que esperamos venha a ser condignamente celebrada.

VALADARES, TEATRO MUNICIPAL ACOLHE COLÓQUIO “DO ARMISTÍCIO DA GRANDE GUERRA AO ASSASSINATO DE SIDÓNIO PAIS”

Sábado, dia 8 de dezembro, a partir das 10H00

Participam José Santos, Paulo Torres Bento, Armando Malheiro e Fernando Rosas

A Câmara Municipal de Caminha e o Agrupamento de Escolas Sidónio Pais vão promover o colóquio “Do Armistício da Grande Guerra ao Assassinato de Sidónio Pais”, com a participação de José Santos, Paulo Torres Bento, Armando Malheiro e Fernando Rosas. O evento decorre no próximo sábado, dia 8 de dezembro, pelas 10H00, no Valadares, Teatro Municipal de Caminha. Este colóquio encerra as comemorações“Do Armistício da Grande Guerra ao Assassinato de Sidónio Pais”.

A iniciativa “Do Armistício da Grande Guerra ao Assassinato de Sidónio Pais”teve como objetivo assinalar dois factos históricos: o Armistício e o assassinato de Sidónio Pais, avaliando o impacto que ambos tiveram no Município.

O colóquio do próximo sábadoé composto por dois painéis:“O CEP e os Militares do Concelho de Caminha”, orientado pelo sargento José Santos e Paulo Torres Bento; e “Sidónio, a Guerra e a Política”, com Armando Malheiro e Fernando Rosas. Esta formação dirige-se a todos os grupos de professores e educadores.

O colóquio terá início, pelas 10H00, no Valadares, Teatro Municipal de Caminha, ea abertura estará a cargo de Guilherme Lagido Domingos, presidente em exercício da Câmara Municipal de Caminha; Maria Esteves, diretora do Agrupamento de Escolas Sidónio Pais, e Jorge Oliveira Fernandes, diretor do Centro de Formação Vale do Minho.

O painel “O CEP e os Militares do Concelho de Caminha” apresenta as comunicações ‘Os militares do concelho de Caminha a e Brigada do Minho na Flandres”, por Paulo Torres Bento (professor de História e historiador especializado em temas locais e regionais), e “Na pele do soldado Português na Grande Guerra: necessidades e realidades”, com José Manuel Alves dos Santos (sargento ajudante do Exército e historiador de temas militares).

O painel “Sidónio, a Guerra e a Política” encerra o colóquio, com as intervenções “Portugal na 1ª Guerra Mundial, o quadro interno e o quadro externo”, a cargo de Fernando Rosas (doutor em História, da Universidade Nova de Lisboa) e “Sidónio Pais, o Sidonismo e a 1ª Guerra Mundial”, por Armando Malheiro da Silva (doutor em História, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto).

Exposição e mostra bibliográfica

para visitar até 31 de janeiro

Este evento integrou várias iniciativas, com destaque para a mostra bibliográfica “A Livraria do Coronel Júlio Torres” e a exposição “Da Batalha de Lalys ao Armistício”, patentes na Biblioteca Municipal e Museu Municipal, até 31 de janeiro.

A exposição “Da Batalha de Lalys ao Armistício” é composta por três núcleos.  O primeiro dá enfoque à Batalha de Lalys, o segundo, dá a conhecer os caminhenses na Grande Guerra, onde se podem ver os rostos e percurso de vida dos cerca de 150 homens que combateram na Primeira Grande Guerra e, por último, existe um núcleo dedicado a Sidónio Pais, um Presidente da República natural de Caminha.

A mostra bibliográfica “A Livraria do Coronel Júlio Torres” é composta por quatro painéis. Júlio Augusto Valadares Torres nasceu a 13 de abril de 1890, no Porto, filho de Júlio Augusto Valadares, negociante, natural de Caminha, e de Maria Adelaide Araújo Alves, natural de Monção. Era neto paterno de Manuel Gavinho Torres e de Maria Quitéria Valadares e materno de Domingos José Alves e Maria Emília de Araújo Cunha. Muito cedo, por doença e falecimento do pai, veio viver com a mãe para casa do avô paterno, na Rua de S. João nº 52, em Caminha. Participou na Primeira Guerra Mundial, inicialmente na Campanha de Moçambique, de maio a outubro de 1916, e depois em França, de janeiro de 1918 a junho de 1919.

Sobre a “A Livraria do Coronel Júlio Torres” importa referir que, em fevereiro de 2015, o Município de Caminha recebeu das mãos da Senhora D. Isolina Macedo 630 livros pertencentes à sua biblioteca pessoal, legada pelo seu pai, Coronel Júlio Valadares Torres. Trata-se de uma coleção que foi constituída ao longo da vida do Coronel e que o terá acompanhado pelas diversas residências, designadamente: Valença; Braga; Porto; Lisboa e Caminha. 1876 e 1949 são as datas extremas que as edições apresentam.

A Livraria do Coronel Júlio Valadares Torres, desde 2015 património do Município de Caminha, é gerida pela Biblioteca Municipal. Todos os exemplares foram catalogados e estão disponíveis para o público, em sala reservada. Os temas predominantes nestes volumes são: literatura portuguesa e estrangeira, sobretudo francesa; história; geografia; política; filosofia; estratégia militar e viagens. Os autores são de renome e alguns já raros ou mesmo ausentes nos catálogos do sec. XXI.

O afeto do Coronel Júlio Torres por cada um dos seus livros evidencia-se pelas encadernações personalizadas, com peles naturais e têxteis, maioritariamente manufaturadas pelo vilarmourense Mário Pontes, pelas anotações sistemáticas manuscritas, pelos recortes de imprensa que intercalava, de modo oportuno e frequente, entre as páginas dos volumes e pelo evidente carácter metódico que estabeleceu para conduzir a seleção das obras e a constituição da coleção. Em 2018, atendendo a este legado, alcançamos a intemporalidade dos livros e o reconhecimento pelo seu dom para perpetuar e renovar o saber e a cultura.

PONTE DE LIMA ENTREGOU PRÉMIO A. ALMEIDA FERNANDES

Cidade e Religião: a Colegiada de Santa Justa de Coimbra na Idade Média”

Coube ao Município de Ponte de Lima, no presente ano e no âmbito de uma parceria estabelecida com o Município de Viseu a realização do Prémio A. de Almeida Fernandes.

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Trata-se de um prémio anual destinado a reconhecer e a incentivar estudos de investigação em História Medieval Portuguesa, homenageando Armando de Almeida Fernandes, investigador e autor de uma notável obra histórica.

O júri deliberou, por unanimidade, atribuir o Prémio A. de Almeida Fernandes 2018 ao estudo de Maria Amélia Álvaro de Campos, intitulado Cidade e religião: a Colegiada de Santa Justa de Coimbra na Idade Média. Foi ainda atribuída uma menção honrosa a Luciano Augusto dos Santos com a obra “A Evolução da Rede Paroquial entre o Côa e o Távora do século XII ao século XVI”.

Considerando que “É seguramente o prémio com mais prestígio para a História da Idade Média Portuguesa, um prémio que tem o nome de alguém que fez muito pela história, nomeadamente do interior e do norte de Portugal, alguém que estudou a instituição da Igreja, que é o domínio da minha área de investigação”, a autora da obra premiada reconheceu que (..) “É de facto para mim um momento muitíssimo importante, um reconhecimento do meu trabalho, para o qual se trabalha muitos anos, mas se recebe com muita gratificação”.

O prémio que anualmente é coorganizado pelas autarquias de Ponte de Lima e Viseu, visa incentivar o estímulo e exemplo aos vindouros, bem como fomentar o estudo das áreas a que Almeida Fernandes dedicou a sua vida.

Neste contexto, o Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Eng.º Victor Mendes, sublinha que “É um prémio de referência da História Medieval Portuguesa, mas também uma homenagem a um homem que estudou profundamente essa história, particularmente também a história do concelho de Ponte de Lima”. O autarca recordou o patrono deste prémio, como sendo “alguém que tinha um respeito e uma admiração por esta terra, tal como os seus descendentes”.

O Edil realçou a importância deste prémio, garantindo que será para continuar no futuro “Este é um prémio que para nós é muito gratificante entregar, no fundo é também o nosso contributo para um maior conhecimento da nossa história, nomeadamente a História Medieval. (..) As obras que são apresentadas neste prémio são obras de um rigor científico, técnico e histórico muito grande, tem também um júri com provas dadas nesta matéria, e, portanto, o nosso desejo é, em parceria com o Município de Viseu, manter este prémio”, assegurou o autarca Pontelimense.

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PORTUGUESES CELEBRAM DIA DA RESTAURAÇÃO DE 1640 – DEZENAS DE BANDAS FILARMÓNICAS DESFILARAM EM LISBOA

Este ano, os distritos de Braga e Viana do Castelo não se fizeram representar

Portugueses celebremos

O dia da redenção,

Em que valentes guerreiros

Nos deram livre a Nação

- Eis os primeiros versos do Hino da Restauração que nos convoca, hoje e sempre, a mantermos a nossa Pátria livre e soberana!

A iniciativa coube uma vez mais ao Movimento 1º de Dezembro que lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios.

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Foram 35 bandas filarmónicas, dois grupos de bombos e um grupo etnográfico que marcaram presença neste desfile e que teve transmissão directa através da RTP e cobertura noticiosa de outros órgãos de comunicação social.

Desfilaram sob uma maré de aplausos, pela avenida da Liberdade, rumo à Praça dos Restauradores onde se ergue o obelisco comemorativo das campanhas da Restauração.

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MUY NOBRE, NOTÁVEL E SEMPRE LEAL VILA DE OLIVENÇA – FILARMÓNICA DE OLIVENÇA DESFILOU EM LISBOA NA AVENIDA DA LIBERDADE NAS COMEMORAÇÕES DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL

Foi sob uma maré de aplausos do público que se perfilava ao longo da avenida da Liberdade que a Filarmónica de Olivença desfilou hoje rumo à Praça dos Restauradores, em Lisboa.

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A sua participação nas comemorações do dia 1 de Dezembro de 1640 – Dia da Restauração da Independência Nacional face ao jugo espanhol – encheu de entusiasmo e orgulho patriótico os portugueses que tiveram a oportunidade de ver desfilar a Filarmónica de Olivença, com os seus estandartes num dos quais, a heráldica acompanha a divisa “Muy nobre, notável e sempre leal Vila de Olivença”, atribuída por D. João II e D. Manuel I nos séculos XV e XVI.

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Na realidade, sempre que Olivença nos é trazida à memória, aquele pedaço da nossa Pátria faz estremecer o coração dos portugueses, mesmo daqueles nos quais a esperança mais se desvanece!

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Fundada em 28 de marzo de 1851 pelo ilustre filántropo oliventino José María Marzal, é a decana das bandas de Extremadura espanhola e uma de las mais antigas de Espanha. Ostenta o privilégio de usar uniforme militar com espachim, concedido nos finais do Século XIX.

Ao longo da sua existência tem obtido importantes prémios e distinções:

– 1er Premio Certamen de Bandas Civiles (Badajoz 1929).

– Diploma de Honor Certamen de Bandas (Cazalla de la Sierra – Sevilla 1929).

– 2º Premio Certamen de Bandas Semana de las Fuerzas Armadas (Badajoz – 1987).

– 1er Premio Certamen de Bandas “Ciudad de la Música” (Villafranca de los Barros – Badajoz 2000).

– 1er Premio Certamen de Bandas “Ciudad de la Música” (Villafranca de los Barros – Badajoz 2001).

– Medalla de Extremadura 2001 por sus más de 150 años ininterrumpidos dedicados a la enseñanza y fomento de la cultura musical. Decreto 119/2001 de 25 de julio JUNTA DE EXTREMADURA.

– 2º Premio Concurso de Bandas Taurinas Féria del Toro (Santarem – Portugal 2003).

– Título de Comendadora de la Orden de “El Miájón de los Castúos” otorgado por el Centro de Iniciativas Turísticas de Almendralejo (2006).

Participou em muitos actos institucionais como a entrega de Medalhas de Extremadura en Mérida (dirigida por Miguel del Barco, autor do hino de Extremadura), na recepção aos Reis de Espanha en Zafra e Badajoz en 1992 o no bicentenário da fundação do Regimento de Castilla 16. Actuou no Teatro López de Ayala de Badajoz como no Gran Teatro de Cáceres. Esteve presente, en 1994 no Festival de Teatro Clásico de Alcántara.

Em 1995 gravou o seu primeiro CD con obras própias dol repertório para bandas e em 1998 o hino para o C.F. Exotremadura conjuntamente com o Coral de Almendralejo. Em 2008 editou o seu segundo CD denominado TOROS EN OLIVENZA, o qual recolhe alguns dos mais belos pasodobles toreiros que se escreveram, incluindo a primera gravação de ANTOÑITO FERRERA, escrito por Antonio Cotolí Ortiz e dedicado ao popular diestro extremenho.

En 2011, actuou como banda convidada na Asamblea Nacional de la Confederación Española de Sociedades Musicales celebrada en Llerena, oferecendo um concerto. A sua presença é frequente em numerosas localidades extremenhas e portuguesas (Alcácer do Sal, Silves, Tomar, Arrentela). Também tem realizado actuações en Barberá del Vallés (Barcelona), EXPO´92 y Realtem es Alcázares (Sevilla), Aracena y Trigueros (Huelva), Algimia de Alfara (Valencia), Cámara de Lobos (Isla de Madeira- Portugal) y Saturnia y Montemerano (Grosetto- Italia).

Desde a sua primeira aparição, é a banda responsável por animar os festejos taurinos na Feria Ibérica del Toro de Olivenza e participa em numerosas ediciones da Feria de San Juan de Badajoz. A Semana Santa oliventina não seria a mesma sem o acompanhamento musical da Filarmónica de Olivença, tendo estado também presente nas de Badajoz, Llerena, Jeréz de los Caballeros y Plasencia.

Pertenece à Federación Extremeña de Bandas de Música, comprotida de forma directa com o desenvolvimento musical da região. Actualmente é dirigida por Salvador Rojo Gamón.

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PONTE DE LIMA ENTREGA PRÉMIO DE HISTÓRIA MEDIEVAL PORTUGUESA

Cerimónia de entrega Prémio A. de Almeida Fernandes – História Medieval Portuguesa 2018 realiza-se no dia 30 de novembro – 18 horas – Salão Nobre

Cumpre ao Município de Ponte de Lima, no presente ano e no âmbito de uma parceria estabelecida com o Município de Viseu a realização do Prémio A. de Almeida Fernandes, destinado a reconhecer e incentivar estudos de investigação em História Medieval Portuguesa e a homenagear Armando de Almeida Fernandes, investigador e autor de uma notável obra histórica, desejando que sirva de estímulo e exemplo aos vindouros, bem como incentive o estudo das áreas a que dedicou a sua vida.

O júri deliberou, por unanimidade, atribuir o Prémio A. de Almeida Fernandes 2018 ao estudo de Maria Amélia Álvaro de Campos, intitulado Cidade e religião: a Colegiada de Santa Justa de Coimbra na Idade Média.

A cerimónia de entrega do Prémio terá lugar no próximo dia 30 de novembro, pelas 18h00, no salão nobre da Câmara Municipal de Ponte de Lima.

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PONTE DE LIMA ACOLHE CERIMÓNIA DE ENTREGA DO PRÉMIO SOBRE HISTÓRIA MEDIEVAL PORTUGUESA

Cerimónia de entrega Prémio A. de Almeida Fernandes – História Medieval Portuguesa 2018 decorre no dia 30 de novembro – 18 horas – Salão Nobre

Cumpre ao Município de Ponte de Lima, no presente ano e no âmbito de uma parceria estabelecida com o Município de Viseu a realização do Prémio A. de Almeida Fernandes, destinado a reconhecer e incentivar estudos de investigação em História Medieval Portuguesa e a homenagear Armando de Almeida Fernandes, investigador e autor de uma notável obra histórica, desejando que sirva de estímulo e exemplo aos vindouros, bem como incentive o estudo das áreas a que dedicou a sua vida.

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O júri deliberou, por unanimidade, atribuir o Prémio A. de Almeida Fernandes 2018 ao estudo de Maria Amélia Álvaro de Campos, intitulado Cidade e religião: a Colegiada de Santa Justa de Coimbra na Idade Média.

A cerimónia de entrega do Prémio terá lugar no próximo dia 30 de novembro, pelas 18h00, no salão nobre da Câmara Municipal de Ponte de Lima.

HINO DA RESTAURAÇÃO (1861)

«Portugueses celebremos

O dia da redenção,

Em que valentes guerreiros

Nos deram livre a Nação.

 

A fé dos campos de Ourique,

Coragem deu e valor,

Aos famosos de quarenta,

Que lutaram com ardor.

 

P'rá Frente ! P'rá Frente !

Repetir saberemos as proezas Portuguesas

Avante, Avante,

É voz que soará triunfal,

Vá avante mocidade de Portugal,

Vá avante mocidade de Portugal.»

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BANDAS FILARMÓNICAS DESFILAM EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA EM 1640

VAMOS ENCHER A AVENIDA DA LIBERDADE

O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios. É possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro, e com a colaboração da CMP – Confederação Musical Portuguesa. Agradecemos também o apoio facultado pelo "Recheio" e pelo "Amanhecer", assim como a cobertura e transmissão pela RTP.

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O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas "1º de Dezembro" foi um êxito em 2012, 2013, 2014, 2015, 2016 e 2017. Será êxito maior em 2018.

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.900 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 7ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

  • Tocándar (Marinha Grande)
  • Grupo de Bombos de Atei (Mondim de Basto)

BANDA NACIONAL:

  • Banda de Música da Força Aérea

BANDAS FILARMÓNICAS:

  • La Filarmónica de Olivenza (Olivença)
  • Banda Velha União Sanjoanense (Albergaria-a-Velha - São João de Loure)
  • Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)
  • Associação Filarmónica Vilarinhense de Vilarinho de Castanheira (Carrazeda de Ansiães)
  • Banda Filarmónica de Felgar (Torre de Moncorvo)
  • Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)
  • Sociedade Filarmónica de Tinalhas (Castelo Branco)
  • Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)
  • Banda Filarmónica da União de Aldeia de João Pires (Sociedade Recreativa e Musical) - com o Grupo de Cantares de Pedrógão de São Pedro (Adufes) (Penamacor)
  • Associação Filarmónica Progresso Pátria Nova de Coja (Arganil - Coja)
  • Associação Filarmónica de Arganil (Arganil)
  • Banda de Ançã | Phylarmónica Ançanense (Cantanhede)
  • Associação Filarmónica Liberalitas Julia (Évora)
  • Banda da Sociedade Filarmónica Corvalense (Reguengos de Monsaraz)
  • Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva (Loulé)
  • Sociedade Filarmónica Bendadense (Sabugal - Bendada)
  • Banda Academia de Santa Cecília (de São Romão) (Seia)
  • Sociedade Filarmónica Turquelense (Alcobaça)
  • Sociedade Filarmónica Alvaiazerense de Santa Cecília (Alavaiázere)
  • Centro Cultural Azambujense (Azambuja)
  • Banda 14 de Janeiro de Elvas (Elvas)
  • Associação Musical da Várzea (Amarante - Várzea)
  • Sociedade Musical 1.º de Agosto - Banda de Música de Coimbrões (Gaia - Coimbrões)
  • Sociedade Filarmónica de Crestuma (Gaia - Crestuma)
  • Associação Filarmónica 1º Dezembro Cultural e Artística Vilarense Reis Prazeres (Ourém - Fátima)
  • Sociedade Velha Filarmónica Riachense (Torres Novas - Riachos)
  • Sociedade Filarmónica Progresso Matos Galamba (Alcácer do Sal)
  • Banda Musical do Concelho de Sabrosa (Sabrosa)
  • Sociedade Musical 2 de Fevereiro - Banda de Santar (Nelas - Santar)
  • Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias (Santa Comba Dão)
  • Filarmónica Recreio de Santa Bárbara (Terceira - Angra do Heroísmo)
  • SFUCO – Sociedade Filarmónica União e Capricho Olivalense (Lisboa)

Será um total de 35 entidades, integrando 2 grupos de percussão, 1 banda nacional militar e 32 bandas filarmónicas civis.

Cerca de 1900 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país, irão descer a Avenida da Liberdade para celebrar Portugal, a Independência nacional e a Restauração, através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores, para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes, sob a direcção do Maestro Capitão António Rosado, da Banda de Música da Força Aérea.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas.

A apoteose final, com os músicos de todas as bandas formados em parada junto ao Monumento aos Restauradores, consiste na interpretação sequencial, como se de uma só orquestra se tratasse, dos Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

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