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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FERREIRA DE CASTRO EM GUIMARÃES

FERREIRA DE CASTRO (foto de Santos Simões e Ferreira de Castro num jantar no Teatro Jordão a seguir à inauguração do seu bustono dia a 17 de Abril de 1971). Texto de Álvaro Nunes.

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José Maria Ferreira de Castro (1898-1974), insigne escritor e conceituado jornalista, encontra-se imortalizado no concelho vimaranense, quer na sua toponímia local, quer pelo busto inaugurado nas Caldas das Taipas, em 19 de Abril de 1971, já lá vão 50 anos.

Com efeito, naquela data, o Círculo de Arte e Recreio, presidido por J. Santos Simões, promoveria uma homenagem ao escritor, que assiduamente veraneava naquela amada vila taipense. Realmente, “A terra onde a lua fala”, assim a denominou e titulou o escritor em artigo publicado do “Notícias de Guimarães” de 29 de Setembro de 1963, foi um dos seus espaços sentimentais em que “o senhor do chapéu” conviveria e faria amizades, quer entre o povo anónimo rendido à sua simplicidade e bonomia, quer entre admiradores da sua obra, ora pelo poder cativante da sua mensagem em prol dos deserdados ora pelo seu humanismo social novo.

Evocar Ferreira de Castro (FC) neste terno preito de há 50 anos, é por conseguinte não só um modo de ressuscitá-lo para além da sua (re)leitura, como também presentificar a história local mais recente, que o busto do escultor António Duarte perpetua. De facto, nesse dia, presente na cerimónia, acompanhado da sua esposa, Ferreira de Castro, sempre avesso a homenagens, comover-se-ia com as palavras alusivas de Santos Simões, José de Oliveira (Presidente da Junta de Caldelas) e do crítico Arsénio Mota, bem como da mensagem de saudação do grande amigo e escritor brasileiro Jorge Amado, que não pudera estar presente.

Ora, Ferreira de Castro foi de facto um dos proeminentes escritores portugueses do século XX, que soube ficcionar e plasmar como poucos a sua experiência pessoal de lutador e deserdado. Com efeito, nascido de pais pobres em Ossela (Oliveira de Azeméis) e órfão de pai ainda criança, cedo seria forçado a emigrar para o Brasil, com o objetivo conquistar o pão que o diabo amassou. Aí, no inferno verde da selva amazónica, no seringal do Paraíso e posteriormente em Belém do Pará, subsistindo em biscates como a colagem de cartazes ou embarcadiço da carreira fluvial do Oiapoque, cresceria e se fez homem. Um crescimento que faria a pulso e às suas próprias custas, com a simples instrução primária no alforge e muita vontade de se autoeducar, de moldes a almejar com anelo o seu sonho de ser jornalista.

Autodidata por educação, lutador determinado por natureza e sonhador sem limites, Ferreira de Castro acabaria por publicar no Brasil os primeiros textos jornalísticos e o primeiro livro “Criminoso por Ambição” (1916), que distribuiria porta a porta.

Vicissitudes similares passaria também em Portugal, quando regressa em 1919. Na verdade, como ilustre desconhecido nos meios jornalísticos, onde pretende trabalhar, vive os anos iniciais com dificuldades, em esporádicas colaborações dispersas em revistas e jornais nacionais que, como diz, representavam “ o forno de onde me vinha o pão(…) me punha a mesa sóbria, substituía os fatos e os sapatos quando muito usados, me pagava os cigarros e os cafés”.

O jornalismo seria porém, além de fonte de sobrevivência, o caminho inicial para a literatura, em especial a partir de meados da década de 20 e inícios dos anos 30. Efetivamente após colaborações diversas no jornal “O Luso” e na revista “A Hora”, na qual escreve um artigo elogioso sobre Raul Brandão, bem como no suplemento literário do jornal operário “A Batalha” da Confederação Geral do Trabalho, FC passaria em 1927 a integrar a seção internacional do jornal “O Século” e a assumir a presidência do Sindicato de Profissionais da Imprensa de Lisboa; e, anos mais tarde, a assumir a direção do hebdomadário “O Diabo”, periódico de crítica literária e artística de oposição ao Estado Novo, no qual colaboraria também o vimaranense Abel Salazar, editando o seu “Pensamento Positivo Contemporâneo”, que divulgaria paulatinamente, em 51 artigos, os novos ideias do empirismo lógico europeu.

Ora, seria esta faceta de jornalista excelente, engajado e interventivo, que seria também motivo de outra homenagem nas Caldas das Taipas em 26 de Novembro de 1983, por parte do Gabinete de Imprensa de Guimarães, presidido por Luís Caldas, no âmbito do XII Encontro de Imprensa Regional.

Deveras, como Jornalista, legar-nos-ia peças imemoriais como as Constituintes da II República Espanhola, a Revolta da Andaluzia e o plebiscito da Catalunha, ou a entrevista ao líder republicano irlandês Eamon de Valere, assim como preciosos trabalhos sobre o mutualismo, os albergues noturnos, as condições de vida nas minas de S. Domingos, ou as prisões portuguesas, como o Limoeiro, onde se infiltrara com a conivência dos reclusos. Peças únicas que muitas vezes seriam proibidas pela censura, ainda que algumas hajam sido recuperadas postumamente na obre “Os Fragmentos – um romance e algumas evocações” (1974).

Aliás, o combate à censura foi um dos seus porfiados cavalos de batalha, que o levaria anos mais tarde, desencantado, a abandonar o mister de jornalista. Reconhece-lhe todavia algo positivo; “ a censura tem, porém, uma virtude: é demonstrar quanto vale ser homem livre, um povo livre”

No entanto, a luta de Ferreira de Castro passaria também pela sua intervenção política em torno do Movimento de Unidade Democrática (MUD), em prol da democracia, pela defesa testemunhal de antifascistas perseguidos pelo salazarismo, bem como pelo apoio a várias candidaturas oposicionistas, que inclusive o levariam a ser sondado para a candidatura à Presidência da República em 1958, que humildemente recusaria.

Todavia, é na sua obra que FC melhor espelha a sua matriz ideológica. De facto, embora defenda que “a literatura não tem obrigação de lutar e nem de salvar ninguém (…) não tem de estar vinculada a qualquer ismo”, ela assume-se do ponto de vista ético-social, na obra do autor, como um espelho fiel dos sentimentos e inquietações da época, numa expressão precursora do humanismo social, em prol dos humilhados e ofendidos.

E de facto assim seria com as obras de consagração. Em primeiro lugar, “Emigrantes” (1928) que através do protagonista Manuel da Bouça, se torna “ o romance de todos os emigrantes”, e também dele próprio, que o sentiu na pele, pois como disse “o problema da emigração é dolorosamente familiar e que eu fui mesmo, porventura, o primeiro romancista português a tratá-lo com experiência própria”. Depois “A Selva” (1930), livro de duas pátrias (Portugal e Brasil),” pelo muito que sofri durante os primeiros anos da minha adolescência e pela coragem que me deu pra o resto da vida (…) que há de registar a tremenda caminhada dos deserdados através dos séculos em busca do pão e da justiça”.

Livro que teria adaptações a cinema e série televisiva que a UNESCO anunciaria, em 1973, encontrar-se entre os dez romances mais lidos em todo o mundo.

No mesmo rumo seguir-se-iam “Eternidade” (1933) centrado na luta dos camponeses, operários e bordadeiras da Madeira, “Terra Fria” (1934), galardoado com o Prémio Ricardo Malheiro, focalizado nas pobres condições de vida das gentes barrosãs sujeitas à canga do “feudalismo” dos poderosos ou “A Lã e a Neve”(1947) que se assume como uma epopeia do trabalho do povo têxtil e do pastoreio da Serra da Estrela.

A este ciclo segue-se ainda um período de literatura de viagens, entre as quais se destacam “Pequenos Mundos e Velhas Civilizações”(1937), “A Volta ao Mundo” (1944) e “As Maravilhas Artísticas do Mundo”(1959), que em 1963 seria distinguido pela Academia de Belas Ares de Paris.

A esta fase segue-se uma outra direcionada para as realidades sociais e históricas, entre as quais publica obras como “A Curva da Estrada” (1950), “A Missão” (1954) e “Instinto Supremo” (1968) que o faz regressar à amazónia e que presumivelmente terá sido escrito parcialmente nas Caldas das Taipas.

Porém, uma vida e uma obra ímpar que o levaria à presidência da Sociedade Portuguesa de Escritores (1962), à receção de galardões como o Grande Prémio Águia de Outo do Festival do Livro de Nice (1970), cujo valor pecuniário investe na Biblioteca de Ossela, e ao Prémio da Academia do Mundo Latino (1971) em parceria com Eugenio Montale e Jorge Amado. Ademais, a ajuntar, duas indigitações para o Prémio Nobel da Literatura: em1951 e em1968, este último em companhia de Jorge Amado, apresentado pela União Brasileira de Escritores.

Em súmula, uma vida e obra que se complementam coerentemente e que terminaria em 29 de Junho de 1974. Porém, uma existência vivida em plenitude que perenemente se evoca nas Caldas das Taipas, quer na simples condição de homem apaixonado pela terra, quer como cidadão exemplar dos valores de Abril, que ainda viveria o primeiro 1º. de Maio a gritar: ”Escrever é lutar! Escrever é lutar”.

Assim, como afirmaria o poeta José Gomes Ferreira, no decurso do seu elogio fúnebre “Quando um amigo morre, que nos resta senão ressuscitá-lo?

A evocação histórica do 17 de Abril de 1971, nas Caldas das Taipas, é uma forma de ressuscitação, que a leitura da sua obra e visita às suas casas-museus em Ossela e Sintra poderão complementar.

Fonte: https://www.facebook.com/correiodahistoria.pt

OS VIMARANENSES NA BATALHA DE LA LYS

(participação vimaranense na 1 ªGuerra Mundial por Álvaro Nunes - Foto da Bandeira do regimento vimaranense )

No próximo dia 9 de Abril perpassa mais um ano sobre a ocorrência da trágica Batalha de La Lys, ocorrida em 1918, que as tropas do Regimento de Infantaria nº. 20, aquarteladas nos Paços dos Duques de Bragança, em Guimarães, travaram fatidicamente na região da Flandres.

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De facto, La Lys foi para as tropas portuguesas um enorme desastre, talvez e apenas superável por Alcácer Quibir, em 1578. Efetivamente, “La Lys resultou numa verdadeira tragédia para o Batalhão de Infantaria nº. 20, que num só dia viu o seu número de efetivos reduzidos para 300 homens”, como escreve o major Dorbalino Martins no seu “Estudo de pesquisa sobre a intervenção portuguesa na I Guerra Mundial (1914-1918), na Flandres”.

Com efeito, rezam as crónicas que neste confronto e defesa do sector de Fauquissart terão perecido 21 oficiais e 725 praças de infantaria 20, nos dois dias do embate.

Não foi porém por falta de coragem que tudo correu mal. Com efeito quer infantaria 20, quer os demais regimentos de Braga e Viana do Castelo que constituíam a denominada “Brigada do Minho”, bateram-se valentemente na frente de combate, apesar da inferioridade numérica e deficientes meios e apoios. Além disso, neste combate desigual, os portugueses não puderam contar com os ingleses, que recuaram as suas posições e desguarneceram os flancos. Ademais, encontravam-se completamente desanimados e exaustos, pois a sua substituição na linha da frente tardara e havia sido adiada por falta de barcos. Provavelmente estes fatores teriam sido do conhecimento do inimigo, que matreiramente desencadeou esta ofensiva poderosa e desesperada, antes da chegada das tropas americanas à Europa.

Mas Guimarães sempre esteve com o seu regimento, ao qual pertencera Raul Brandão, anos antes. Orgulhou-se até do louvor que as autoridades militares lhe tributaram, dias antes, durante a investida alemã de 12 de março, no qual se ria exarado: “que o batalhão de infantaria nº. 20 seja louvado pela disciplina, coragem e bravura com que repeliu o inimigo no violento ataque de 12 do corrente, não permitindo que ele tomasse um só elemento da linha A”.

Com efeito, a cidade sempre esteve com o coração nas mãos pelo seu regimento, desde o dia da despedida na estação de caminho de ferro de Guimarães, em 22 de maio de 1917, rumo ao porto de Brest., assim descrito no Comércio de Guimarães:

“(…) A partida destes 1200 homens, na sua quase totalidade tirados à lavoura, ao comércio e à indústria, como era de esperar, encheu de emoção a cidade de D. Afonso Henriques. Durante horas e horas Guimarães parecia mergulhada nas trevas dum grande luto, duma grande dor. Para cima de vinte mil pessoas assistiram à partida (…)”-

E chorou igualmente as perdas dos seus entes queridos, como o noticia o citado periódico, a propósito do falecimento em combate do capitão José Vieira Faria, militar das campanhas de África e “estimadíssimo conterrâneo”.

Realmente vários vimaranenses tombaram para sempre na Flandres, cujos nomes estão hoje perpetuados no monumento e mausoléu erigido no cemitério da Atouguia e recordados na toponímica local, como são o caso a Rua dos Combatentes da Grande Guerra e da Rua Capitão Alfredo Guimarães (1884-1918), vimaranense cujo corpo repousa no cemitério português de Richebourg, em França, entre muitos dos cerca de 7 mil portugueses falecidos em combate.

Todavia, a cidade nunca se esqueceu do seu regimento a quem sempre prestou preito. Assim foi, em 1924, no decurso das Festas Gualterianas com a organização do cortejo que do Toural seguiu até ao Paço dos Duques, aí descerrando uma lápide evocativa, removida em 1940, após as obras de restauro no palácio. Assim foi também em 1927, com a condecoração da bandeira de infantaria 20, pelos feitos dos seus soldados.

Condecorações a que se acrescentaria a Cruz de Guerra de 1ª. Classe que o Ministério da Guerra também lhe atribuiria em 21 de abril de 1923 e 31 de março de 1926, “atendendo aos brilhantes feitos” e “forma brilhante e corajosa firmeza e resistência “ demonstradas na frente de combate.

A paz chegaria porém a 9 de novembro de 1918 e a cidade rejubilaria em manifestações de rua, casas embandeiradas e repiques de sinos, abrilhantados pelos acordes da Nova Filarmónica Vimaranense.

No entanto, o Regimento de Infantaria nº. 20 tão querido à cidade, quer nas festas quer nas horas de luto, acabaria por não resistir às guerras políticas internas. Deste modo, acabaria por ser extinto por Salazar, em 1927, após longos anos de prestimosos serviços prestados, que recuam à data da sua criação por carta régia de 5 de novembro de 1884: o chamado ano de ouro de Guimarães.

Quanto às razões subjacentes para esta extinção, especula-se que terão “fundamentação” na rebelião que esta unidade militar assumiu contra a ditadura militar, em fevereiro de 1927. Porém, segundo um documento manuscrito do alferes Silvestre José Barreira (1876-1929), um dos sobreviventes de La Lys, porque na altura estava ausente da frente de combate devido a internamento hospitalar, parece não haver dúvidas sobre outra eventual causa da extinção: a recusa do regimento de infantaria 20 em aderir ao golpe militar de 28 de maio de 1926, desencadeado a partir de Braga.

Transcrevemos o citado apontamento desse diário, facultado pelo seu neto Silvestre Barreira, datado de 28 de maio, para que dele se retirem as devidas ilações:

“ Dia em que teve início um movimento revolucionário militar, chefiado pelo general Gomes da Costa que para tal veio para Braga em 27. Fui convidado para entrar neste movimento na noite de 27; recusei-me, bem como todos os oficiais de infª. 20, recusa que todos mantiveram até final exceto o cap. Machado, tenente Matos e alferes Pinheiro, que por motivos de última hora foram levados a aderir”.

La Lys e infantaria 20 seriam evocados nesse mês e ano do centenário na Casa da Memória de Guimarães. Recordações de um passado mais recente, mas obviamente relevante, que os vimaranenses deverão evocar, porque , apesar de disfóricos, estão na primeira linha da nossa história

Fonte: https://www.facebook.com/correiodahistoria.pt

GUIMARÃES DESTACA-SE NA PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

  • Entrevista conduzida por Cristina Gonçalves

Guimarães: Centro Social da Paróquia da Polvoreira concebe recurso didático inovador, na prevenção da violência doméstica Curta Metragem: Fim de Linha

A curta metragem “Fim de Linha” versa a temática da violência doméstica, com incidência no testemunho da pessoa agressora.

Pretende-se explorar os sentimentos, pensamentos e comportamentos e, assim, concorrer para uma maior sensibilização da comunidade em geral, relativamente ao crime de violência doméstica.

Este recurso pedagógico é da autoria do Projeto “Novos Olhares, Velhas Causas”, desenvolvido pelo Centro Social da Paróquia da Polvoreira e financiado pelo Programa Operacional Inclusão Social e Emprego (POISE), pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), pelo Portugal 2020 (PT2020) e União Europeia/Fundo Social Europeu (EU/FSE).

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Blogue do Minho: Qual o objetivo da curta metragem “Fim de Linha”?

Inês Oliveira: A curta metragem pretende trazer à discussão pública o crime de violência doméstica, explorando testemunhos e experiências da pessoa agressora e abordando a questão das consequências e sentimentos autocríticos. Pretende-se ainda potenciar uma reflexão sobre formas de reabilitação da pessoa agressora por forma a garantir a não reincidência face a este crime. A curta metragem “Fim de Linha” pretende incentivar à reestruturação atitudinal e comportamental dos/as destinatários/as, ou seja, dos/as alunos que irão assistir ao mesmo.

Blogue do Minho: Porquê o título “Fim de Linha”?

Inês Oliveira: Todos os casos de violência doméstica têm que ser repudiados e denunciados. A violência doméstica não pode ser o “Fim de Linha” para ninguém.  

Blogue do Minho: Apesar de todos os avanços civilizacionais, considera que a violência doméstica ainda é um problema social grave?

Inês Oliveira: A violência doméstica contra a mulher é considerada, atualmente, um grave problema social, presente em todas as nações e grupos sociais. Não há, por conseguinte, nenhuma sociedade em que este problema não se manifeste. De facto, apesar de todos os esforços no sentido de erradicar a violência de género, estamos ainda longe de uma solução, pelo que são inúmeros/as os/as investigadores/as que revelam a necessidade de desenvolver estratégias de prevenção efetivas.

Blogue do Minho: A curta metragem “Fim de Linha” faz menção à pessoa agressora. Considera que a prevenção da violência doméstica pode passar pela intervenção na pessoa agressora?

Inês Oliveira: Uma das estratégias de prevenção e de intervenção no âmbito da violência doméstica que começa a ter visibilidade noutros países (ex: Espanha) é a reeducação de agressores através da psicoterapia individual e de programas de intervenção grupal.

A intervenção com os agressores tem como principal objetivo a proteção da vítima, incentivando a mudança de condutas e de atitudes dos agressores, de forma que se reduza a probabilidade de reincidência.

A estruturação deste recurso didático baseou-se no modelo ecológico, tal como recomenda a Organização Mundial de Saúde no W.W.P (“Work With Perpetrators of Domestic Violence in Europe”:2006-2008). Este marco teórico leva-nos a destacar as variáveis clássicas de intervenção (variáveis individuais, interpessoais ou socioculturais), mas também o papel desempenhado por variáveis situacionais e contextuais (tais como por exemplo as redes de apoio, os níveis de violência nos locais de residência e a tolerância social à violência, entre outros). Assim, na conceção da intervenção dever-se-ão ter em linha de conta estas variáveis.

Blogue do Minho: Considera que o modelo ecológico é pertinente na concetualização do fenómeno em análise?

Inês Oliveira: Sim, porquanto não defende uma intervenção no agressor “per si”, mas também no seu enquadramento contextual.

De acordo com o modelo ecológico, a intervenção no agressor deve desenhar-se tendo em conta distintos níveis de análise: pessoal, interpessoal, contextual e social. Assim, aquando da intervenção teremos em consideração os principais fatores de risco e fatores protetores existentes em cada um dos quatro níveis de análise. Além disso, a intervenção basear-se-á na ideia de que a violência contra a mulher é um problema social que se mantem, em boa medida, pela tolerância das pessoas implicadas, direta ou indiretamente. Partindo dessa ideia, um dos elementos que se consideram centrais na intervenção é o contexto social do sujeito, as suas redes sociais. 

Blogue do Minho: A intervenção no contexto social é um dos baluartes do Projeto Novos Olhares, Velhas Causas?

Inês Oliveira: Sim. De facto, o projeto pretende promover a intervenção no terreno ou territorialização, através do envolvimento das entidades locais/regionais com especial relevo no âmbito da prevenção da Violência Doméstica, em diferentes ações do projeto. São envolvidas, diretamente no projeto, ONG`s dos concelhos de Guimarães e de Vizela. Para além de fomentar a territorialização, a promoção de parcerias promove a corresponsabilização, a partilha de conhecimentos (ex: Ação Concertada) e parcerias estratégicas (ex: escolha de IPSS`s com elevado potencial disseminador), sendo que tudo se refletirá numa maior sustentabilidade do projeto, na medida em que garante uma mais profícua disseminação, noutros contextos e noutras entidades.

Como referi anteriormente a violência contra a mulher perdura porque há tolerância das pessoas implicadas, direta ou indiretamente; porque há uma naturalização do fenómeno que tem, de facto, de terminar.

ESPAÇO GUIMARÃES PURIFICA O AR DE GUIMARÃES ATRAVÉS DE TELA PUBLICITÁRIA INOVADORA

O centro comercial acaba de instalar uma tela inovadora numa das artérias mais movimentadas da cidade de Guimarães. Um projeto no âmbito da responsabilidade social que, durante 3 meses, vai contribuir para a redução de poluentes atmosféricos, equivalente ao obtido por mais de 100 árvores. 

O ar da cidade de Guimarães está mais respirável graças ao novo projeto de responsabilidade social do Espaço Guimarães, do grupo Klépierre, que instalou uma tela publicitária inovadora com um tratamento especial que permite purificar o ar. Este é mais um projeto do centro comercial na área da responsabilidade social, que visa a melhoria da qualidade de vida e combate à poluição atmosférica.

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Utilizado pela primeira vez na Cidade Berço numa campanha outdoor de grande formato, este sistema é reproduzido numa tela que possui um tratamento especial de dióxido de titânio o qual, ao receber a luz solar, ativa um processo de fotocatálise que permite desintegrar até 85% dos elementos poluentes presentes na atmosfera e que contribuem para o efeito de estufa, como é o caso do dióxido de nitrogénio (NO2), dióxido de enxofre e outros compostos orgânicos voláteis. O tratamento de dióxido de titânio utilizado nesta superfície está homologado pela Associação Ibérica de Fotocatálise.

Todo o processo de produção e implementação pode ser seguido no vídeo https://www.instagram.com/p/CMKAHqogGbo/

Durante 3 meses, a tela contribuirá para a purificação do ar dos Vimaranenses, num equivalente ao obtido por mais de 100 árvores. Terminado o período de campanha, a mesma irá ganhar vida ao ser transformada em diversos artigos, como sacos de compras, numa parceria com associações e entidades locais.

“No Espaço Guimarães estamos muito focados em fazer o melhor pela nossa comunidade. Ao longo dos anos, temos apostado em diversas iniciativas que promovem o bem-estar geral, quer através de iniciativa dirigidas à população como à cidade que, indiretamente, beneficiam os cidadãos. Esta tela purificadora de ar é o mais recente projeto que promete uma melhoria na qualidade do ar respirado pelos Vimaranenses. Mas a sua vida não termina aí e a tela vai ser transformada em artigos utilitários do dia a dia e amigos do ambiente. Este projeto está integrado no ActForGood, um dos pilares da Klépierre, e deixa-nos muito orgulhosos do nosso percurso enquanto influenciadores de mudança positiva na comunidade.” Refere Joana Rocha, Marketing Manager do Espaço Guimarães.

Esta iniciativa é a mais recente ação promovida pelo Espaço Guimarães no âmbito do ActForGood ao qual se juntam ainda as recentes ações de 2021 de estacionamento gratuito para bicicletas e trotinetes como um incentivo ao uso destes veículos ecológicos e a instalação de eco-pontas e papa-chicletes nas duas entradas principais do centro. Estes dois depósitos foram criados pela cidade de Guimarães, numa parceria com o Laboratório da Paisagem, uma unidade de investigação e educação ambiental partilhado pela Câmara Municipal de Guimarães e a Universidade do Minho, e o Centro de Valorização de Resíduos (CVR), e contam com o total apoio do Espaço Guimarães que, desde logo, se disponibilizou a implementar nos seus espaços. O objetivo é incentivar os clientes a depositarem chicletes e beatas em recipientes próprios que promovem a redução de lixo gerado pelos mesmos.

O Espaço Guimarães volta a estar ao lado dos Vimaranenses. Atreva-se a respirar melhor!

PRÉMIO DE HISTÓRIA ALBERTO SAMPAIO

As candidaturas ao Prémio de História Alberto Sampaio decorrem até 31 de maio.

O prémio, instituído na Academia das Ciências de Lisboa, pelos Municípios de Guimarães, Braga e Famalicão e pela Sociedade Martins Sarmento

Sociedade Martins Sarmento, destina-se a galardoar, com um valor monetário de 6 mil euros, um estudo de investigação histórica, no âmbito da história económica e social portuguesa, ou no âmbito de outros domínios historiográficos associados ao legado de Alberto Sampaio.

Os estudos devem ser inéditos, em língua portuguesa, com uma extensão compreendida entre 20 mil palavras (mínima) e 40 mil palavras (máxima).

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E-REDES CONSTRÓI DOIS POSTOS DE TRANSFORMAÇÃO NO CONCELHO DE GUIMARÃES

Obra contemplou também a construção de rede de Baixa e Média Tensão

A E-REDES, empresa do Grupo EDP responsável pela operação da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental, construiu dois Postos de Transformação (PT), bem como rede de Baixa (BT) e Média Tensão (MT) no Concelho de Guimarães.

Um dos Postos de Transformação (PT) tem uma potência instalada de 400 kVA, e fica localizado em Pinheiro. Nesta intervenção, foram construídos ainda cerca de 50 metros de rede subterrânea de Média Tensão (MT) e 200 metros de rede aérea de Baixa Tensão (BT), em Pinheiro.

A Empresa construiu ainda um segundo PT, com uma potência instalada de 160 kVA, assim como cerca de 340 metros de rede aérea de Média Tensão (MT) e 800 metros de rede aérea de Baixa Tensão (BT) em Tabuadelo.

As duas obras implicaram um investimento de cerca de 100 mil euros e vieram reforçar a qualidade de serviço na zona. Com a entrada em exploração dos referidos Postos de Transformação, foi ainda melhorada a rede de Iluminação Pública.

Desta forma, ficou também assegurada a disponibilização de potência para a satisfação de novas solicitações de energia elétrica para esta zona, garantindo igualmente um bom nível da qualidade de serviço.

A E-REDES continua, assim, a investir e inovar na modernização das suas infraestruturas, de forma a otimizar os seus serviços e contribuir para o desenvolvimento das regiões.

CENTENÁRIO DO PCP COMEMORADO NO DISTRITO DE BRAGA E NO PAÍS

No próximo sábado, 6 de Março, dia do seu centenário, o Partido Comunista Português promove às 15h um conjunto alargado de iniciativas por todo o país sob o lema  “100 anos – 100 ações – Liberdade, Democracia, Socialismo. Pelos direitos, a melhoria das condições de vida e o progresso social. Contra a exploração e o empobrecimento” , procurando trazer para a rua a denúncia dos problemas com que o país está confrontado e a exigência de uma política que responda aos problemas, aos anseios e reivindicações dos trabalhadores e do povo português, da alternativa patriótica e de esquerda, pela Democracia Avançada, pelo Socialismo. No distrito de Braga, terão lugar as 5 acções, distribuídas por vários concelhos.

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Mais se informa dos seguintes elementos de cada acção:

Em BRAGA terão lugar intervenções políticas de:

  • Alexandre Carvalho, da Juventude Comunista Portuguesa
  • Jorge Matos, da DORBraga
  • Belmiro Magalhães, membro da Comissão Politica do Comité Central e responsável pela Organização Regional de Braga

Em  GUIMARÃES estão previstas intervenções políticas de:

  • Jéssica Valente, da Juventude Comunista Portuguesa
  • Torcato Ribeiro, da Comissão Concelhia de Guimarães e da DORBraga do PCP
  • Simão Fernandes, do Comité Central

Em FAMALICÃO terão lugar intervenções políticas de:

  • Jéssica Valente, da Juventude Comunista Portuguesa
  • Daniel Sampaio, da Comissão Concelhia de Famalicão e da Assembleia Municipal de Famalicão
  • Daniela Ferreira, do Comité Central

Em FAFE terão lugar intervenções políticas de:

  • Lucas Barros, da Juventude Comunista Portuguesa
  • Carmo Cunha, da Comissão Concelhia de Fafe e da DORBraga
  • Alexandre Leite,  da Comissão Concelhia de Fafe e da DORBraga  

Em ESPOSENDE terão lugar intervenções políticas de:

  • Pedro Rodrigues, da Juventude Comunista Portuguesa
  • Isabel Novais, da Comissão Concelhia de Esposende e da DORBraga
  • António Gonçalves, da DORBraga

ESPAÇO GUIMARÃES DIVERSIFICA PORTEFÓLIO DE LOJAS COM NOVA ABERTURA

O Espaço Guimarães acaba de expandir a sua área comercial no segmento de tecnologia com a abertura da loja Worten.

Na próxima visita ao Espaço Guimarães, do grupo Klépierre, vai poder conhecer a mais recente inauguração do centro comercial, a Worten. O novo espaço, que fica situado no Retail Park, junto ao parque de estacionamento exterior, vem ampliar a oferta no segmento de tecnologia e melhorar a experiência de compra dos consumidores.

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Equipe a sua casa com as últimas tecnologias e conheça em primeira-mão os mais recentes gadgets do mercado na nova insígnia do Espaço Guimarães. Desde eletrodomésticos, a equipamentos de som e imagem, telecomunicações, entretenimento, gaming e cultura – a Worten oferece uma gama diversificada de produtos que tornam a tecnologia acessível a todos os portugueses.

A nova abertura insere-se na estratégia atual de renovação e contínua melhoria do centro comercial, que tem como objetivo atrair novas lojas e serviços, diversificando a oferta global, e melhorar a experiência de compra dos consumidores.

O Espaço Guimarães tem como prioridade a segurança e bem-estar dos seus visitantes. A nova loja do centro comercial está em funcionamento durante este período de confinamento para assegurar bens considerados essenciais.

Há mais para descobrir no Espaço Guimarães.

SOBRE O CENTRO COMERCIAL ESPAÇO GUIMARÃES

Centro comercial localizado na zona oeste da cidade de Guimarães e inaugurado em novembro de 2009, é atualmente gerido pela Klépierre. Com uma ABL de 48.000 m2, distribuídos por dois pisos, o espaço disponibiliza 130 espaços comerciais, lojas e restaurantes de referência nacional e internacional, incluindo 11 lojas âncora como Zara, H&M, Sport Zone, entre outras, para além de um hipermercado Jumbo de cerca de 16.000 m2. Recentemente inaugurado, os amantes de desporto encontram no ginásio low cost Fitness Hut um clube com 1.050m2, espaço de treino repartido em 7 áreas, pista de sprint, zona equipada para treino funcional, Open Studio, HIIT Zone e Spinning Zone para aulas de grupo. Sempre inovador, o centro comercial conta ainda com a mais recente unidade do Trofa Saúde Hospital em Guimarães, com uma área total de quase 4.000 m2, oferecendo serviços de saúde de qualidade incluindo análises clínicas, imagiologia, fisioterapia, medicina dentária e mais de 30 especialidades médicas, cirúrgicas e complementares. O centro comercial possui ainda um parque de estacionamento gratuito, exterior e coberto, que oferece mais de 1900 lugares de estacionamento.  

O Espaço Guimarães posiciona-se como um centro comercial moderno e de última geração, com uma originalidade arquitetónica que agrega dois formatos complementares: um Centro Comercial e um Retail Park de 7.000 m2, que permitem ao visitante ter acesso a uma zona de lojas de maior dimensão e, simultaneamente, uma maior diversidade de ofertas de qualidade. Para mais informações consultar www.espacoguimaraes.pt.

PRÉMIO DE HISTÓRIA ALBERTO SAMPAIO 2021

Os Municípios de Braga, Guimarães e Vila Nova de Famalicão, juntamente com a Sociedade Martins Sarmento, com o objectivo de homenagear e manter viva a pessoa e obra deste vulto da historiografia portuguesa, voltam a unir-se para promover o Prémio de História Alberto Sampaio.

Com a atribuição deste prémio, no valor de 6.000 euros, visa-se promover o desenvolvimento dos estudos científicos e de investigação nas áreas relacionadas com o legado do historiador minhoto, especialmente nas disciplinas da História Social e Económica, competindo à Academia das Ciências de Lisboa a organização, a direcção científica do prémio e a designação do júri.

Os estudos concorrentes, a enviar para a Academia das Ciências de Lisboa até 31 de Maio de 2021, podem resultar ou ter por base trabalhos académicos, nomeadamente dissertações de mestrado ou teses de doutoramento, desde que respeitem o Regulamento.

Recorde-se que Alberto Sampaio nasceu em Guimarães no ano de 1841, fez os estudos liceais em Braga e veio a falecer na freguesia de Cabeçudos, em Vila Nova de Famalicão, a 1 de Dezembro de 1908.

Para mais informações pode consultar o regulamento do Prémio de História Alberto Sampaio 2021: https://bit.ly/37Oaiw4

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GUIMARÃES E A CANTARINHA DOS NAMORADOS

A Cantarinha dos Namorados, originária das olarias de Guimarães, era um símbolo de aceitação ou rejeição de um pedido de namoro ou noivado.

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A peça destinava-se a guardar o dinheiro que a noiva conseguia poupar, com o intuito de comprar um cordão de ouro, que levaria ao altar. Outra versão da mesma memória refere que a “cantarinha” serviria para guardar as prendas em ouro ofertadas pelos pais da noiva.

Quando um rapaz se dispunha a fazer o pedido oficial de casamento, primeiro oferecia à namorada uma Cantarinha das Prendas. Se esta era aceite, ficava formalizado o pedido particular, dependendo apenas da vontade dos pais anunciar o noivado. Uma vez dado o consentimento, e tendo estes chegado a um acordo quanto ao dote, a Cantarinha servia então para guardar as prendas que o noivo e os pais da noiva ofereciam.

A Cantarinha Maior significa a abundância que se deseja ao futuro casal. A Cantarinha Menor significa as dificuldades da vida em comum.

Texto e foto: Município de Guimarães

FALECEU O PADRE AVELINO VIEIRA CARDOSO - ERA NATURAL DE GUIMARÃES

O Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, apresenta as mais sentidas condolências à família do Padre Avelino Vieira Cardoso, que faleceu esta segunda-feira, 8 de fevereiro.

O Padre Avelino deixou uma marca profunda na sua freguesia natal, Ronfe, onde nasceu a 16 de setembro de 1931, expressando um grande espírito humanista e de ajuda aos mais vulneráveis. Foi ordenado sacerdote a 14 de julho de 1957. De 1966 a 1969 foi assistente da Ação Católica Portuguesa em França, onde viveu importantes acontecimentos sociais que marcaram a sua personalidade de homem livre e interventor.

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