De 1 a 11 de agosto, o Município de Fafe promove vários dias de festa para dar as boas-vindas aos nossos emigrantes. A Festa do Emigrante inicia dia 1 de agosto, com a atuação dos Guimafloyd, na Arcada, às 21h30.
A iniciativa “Petiscos & Arraial”, um arraial minhoto organizado pelo Rancho Folclórico de Fafe, irá decorrer nos dias 2 e 3 de agosto, na Praça 25 de Abril, propondo muita tradição, petiscos, música e dança à mistura. O dia 2 contará com animação musical ao cargo de Sérgio Mirra e Bruno Fernandes (21h30 na Praça 25 de Abril) e, no dia 3 de agosto, um concerto dos Sons do Minho às 16h00, na Praça 25 de Abril.
No dia 4 de agosto, Vicente Coda & Paraphernália atuarão na Arcada, às 21h30. No dia seguinte (5 de agosto), terá lugar a apresentação do Livro “Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa”, de Daniel Bastos, às 21h30, na Estação Memória.
O festival de folclore do mundo “Fest’In Folk”, numa organização conjunta do Município de Fafe e Fest’InFolk Corredoura, decorrerá no dia 6 de agosto, às 21h30, na Arcada, onde atuarão os seguintes grupos internacionais: Ballet Argentino Caldén Gaucho, da Argentina; Compagnie artistique Mien-Moh, da Costa de Marfim; JDK "Ridze", da Letónia; e L' Etoile de L'avenir, da França.
O carismático músico angolano Bonga trará os ritmos tradicionais de Angola para Fafe, no dia 7 de agosto, na Arcada, às 21h30.
O fim da etapa da Volta a Portugal em Bicicleta será em Fafe, no dia 8 de agosto, pelas 14h00.
O ponto alto da edição de 2025 da Festa do Emigrante será no último dia da mesma, o dia 11 de agosto, que reunirá centenas de emigrantes fafenses no convívio “Fafenses pelo Mundo”, das 19h30 às 2h00. Pode-se inscrever no link (https://www.cm-fafe.pt/festa-emigrante), o evento é gratuito mas com lotação limitada. Este convívio, para além do tradicional prato vitela assada à moda de Fafe, contará com animação de Carlos Pires, Os Primos de Fafe, DJ Jolyver e DJ Arnette.
O historiador Daniel Bastos (ao centro), ladeado do comendador Manuel DaCosta (esq.) e do fotógrafo Luís Carvalhido (dir.), na sessão de apresentação do livro “Monumentos ao Emigrante”, na Peach Gallery em Toronto
No passado sábado (28 de junho), a comunidade luso-canadiana em Toronto, recebeu a apresentação do livro “Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa”.
A obra, concebida pelo historiador Daniel Bastos, em parceria com o fotógrafo Luís Carvalhido, assente no levantamento dos Monumentos de Homenagem ao Emigrante, existentes em todos os distritos de Portugal continental, e regiões autónomas da Madeira e dos Açores, foi apresentada na Peach Gallery, localizada na College Street, em Toronto.
A sessão de apresentação que encheu um dos espaçosculturais de referência da comunidade luso-canadiana de emigrantes, lusodescendentes, líderes comunitários, dirigentes associativos, órgãos de comunicação social da diáspora e contou com a presença do deputado federal canadiano, Peter Fonseca, daCônsul-Geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito, e da Vice-Cônsul do Consulado-Geral de Angola em Toronto, Albertina Cassule. Esteve a cargo do presidente da MDC Media Group, comendador Manuel DaCosta, que enalteceu “um livro que preserva a história dos emigrantes portugueses”. Segundo o mesmo, a apresentação desta história ilustrada da diáspora, no decurso “do Mês do Património Português em Toronto, constitui um tributo à comunidade portuguesa no Canadá”.
Este novo livro, uma edição bilingue (português e inglês) com tradução de Paulo Teixeira, prefácio do filósofo e escritor Onésimo Teotónio Almeida, posfácio da socióloga das migrações, Maria Beatriz Rocha-Trindade, e realizada com o apoio institucional da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, e da Sociedade de Geografia de Lisboa, assume-se como um convite a uma viagem pelo passado, com os olhos no presente e futuro, da imagem e memória da emigração em Portugal.
Uma viagem através de um itinerário delineado pelo historiador Daniel Bastos, profusamente ilustrada pelo fotógrafo Luís Carvalhido, que percorre todas as regiões de Portugal continental e insular, onde existem mais de uma centena de monumentos, como bustos, estátuas ou memoriais dedicados ao Emigrante, que constituem uma relevante fonte material para a compreensão da diáspora, como é o caso da emigração portuguesa para o Canadá.
Intervenção da Cônsul-Geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito, no âmbito da sessão de apresentação do livro “Monumentos ao Emigrante”, na Peach Gallery
Refira-se que no decurso da sessão, ambos os representantes diplomáticos e políticos presentes na sessão, destacaram publicamente a importância da cultura, língua portuguesa e da lusofonia. Tendo o deputado federal Peter Fonseca, em nome do Governo e do primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, distinguido com um certificado da Câmara dos Comuns do Canadá, o comendador Manuel DaCosta, o historiador Daniel Bastos e o fotógrafo Luís Carvalhido, em reconhecimento do contributo da sessão e do livro em prol da dinamização da história da comunidade luso-canadiana, uma das mais relevantes comunidades lusas na América do Norte.
O deputado federal Peter Fonseca (esq.), no decurso da entrega do que entregou ao comendador Manuel DaCosta, ao historiador Daniel Bastos e ao fotógrafo Luís Carvalhido, na Peach Gallery em Toronto
Assim como, que a totalidade das receitas da venda dos livros reverteram a favor da Magellan Community Foundation, uma instituição responsável pela construção em Toronto, do primeiro lar de cuidados a longo termo para seniores de expressão portuguesa. E que, ao longo do ano estão previstas mais sessões de apresentação da obra nas comunidades portuguesas e no território nacional.
O livro “Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa”, que percorre todos os distritos de Portugal continental, e as regiões autónomas da Madeira e dos Açores, foi concebido pelo historiador da diáspora Daniel Bastos (dir.), em parceria com o fotógrafo Luís Carvalhido (esq.).
No próximo dia 28 de junho (sábado), é apresentado na comunidade luso-canadiana em Toronto, o livro “Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa”.
A obra, concebida pelo historiador Daniel Bastos, em parceria com o fotógrafo Luís Carvalhido, assente no levantamento dos Monumentos de Homenagem ao Emigrante existentes em todos os distritos de Portugal continental, e regiões autónomas da Madeira e dos Açores, é apresentada às 10h00, na Peach Gallery, localizada na 722 College Street, Toronto.
A sessão de apresentação do livro, uma edição bilingue (português e inglês) com tradução de Paulo Teixeira, prefácio do filósofo e escritor Onésimo Teotónio Almeida, e posfácio da socióloga das migrações, Maria Beatriz Rocha-Trindade, estará a cargo do presidente da MDC Media Group, comendador Manuel DaCosta.
A obra pioneira, realizada com o apoio institucional da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, e da Sociedade de Geografia de Lisboa, é um convite a uma viagem pelo passado, com os olhos no presente e futuro, da imagem e memória da emigração em Portugal. Uma viagem através de um itinerário delineado pelo historiador Daniel Bastos, profusamente ilustrada pelo talento fotográfico de Luís Carvalhido, que percorre todas as regiões de Portugal, onde existem mais de uma centena de monumentos, como bustos, estátuas ou memoriais dedicados ao Emigrante, e que constituem uma relevante fonte material para a compreensão da diáspora lusa espalhada pelos quatro cantos do mundo.
Um roteiro que dos monumentos mais singelos, situados nas pequenas aldeias do interior, aos mais grandiosos das aglomerações urbanas, essencialmente erigidos ao longo do último meio século, desvenda as motivações subjacentes à partida e aos destinos, celebra figuras gradas das comunidades, evidencia objetos simbólicos e aspetos inerentes à memória coletiva da diáspora, como é o caso da emigração portuguesa para o Canadá.
A sessão de apresentação desta história concisa e ilustrada da diáspora, que é aberta à comunidade, e se integra nos eventos comemorativos do Mês do Património Português em Toronto, celebrado ao longo de junho, constitui assim um tributo à comunidade portuguesa no Canadá, uma das mais relevantes comunidades lusas na América do Norte.
No prefácio do livro, Onésimo Teotónio Almeida, Professor Emérito da Universidade Brown, que dedicou uma grande parte da sua vida a escrever sobre a portugalidade e sobre o que é ser português, assegura “Se uma imagem vale mil palavras, temos aqui duas centenas e meia de milhar de belas palavras saltando-nos à vista com gritante eloquência”. Na mesma linha, Maria Beatriz Rocha-Trindade, autora de uma vasta bibliografia sobre matérias relacionadas com as migrações, sustenta no posfácio que “Este livro, constitui uma valiosa contribuição para o conhecimento da História de Portugal”.
Refira-se, que a totalidade das receitas da venda dos livros na sessão reverte a favor da Magellan Community Foundation, uma instituição responsável pela construção em Toronto, do primeiro lar de cuidados a longo termo para idosos de expressão portuguesa.
Foi ontem apresentado no Porto o livro “Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa”.
A obra, concebida pelo historiador Daniel Bastos, em parceria com o fotógrafo Luís Carvalhido, assente no levantamento dos Monumentos de Homenagem ao Emigrante, existentes em todos distritos de Portugal continental, e regiões autónomas da Madeira e dos Açores, foi apresentada na livraria Unicepe.
A sessão de apresentação, na Cooperativa livreira de estudantes do Porto, esteve a cargo do jornalista de cinema, apresentador de televisão e escritor, Mário Augusto, que assegurou que esta obra pioneira presta uma justa homenagem aos emigrantes portugueses espalhados pelo mundo. Refira-se que este novo livro, uma edição bilingue (português e inglês) com tradução de Paulo Teixeira, prefácio do filósofo e escritor Onésimo Teotónio Almeida, e posfácio da socióloga das migrações, Maria Beatriz Rocha-Trindade, assume-se como um convite a uma viagem pelo passado, com os olhos no presente e futuro, da imagem e memória da emigração em Portugal.
Uma viagem através de um itinerário delineado pelo historiador da diáspora Daniel Bastos, profusamente ilustrada pelo talento fotográfico de Luís Carvalhido, que percorre todas as regiões de Portugal, onde existem mais de uma centena de monumentos, como bustos, estátuas ou memoriais dedicados ao Emigrante, que constituem uma relevante fonte material para a compreensão da emigração.
Um roteiro que dos monumentos mais singelos, situados nas pequenas aldeias do interior, aos mais grandiosos das aglomerações urbanas, essencialmente erigidos ao longo do último meio século, evidencia as motivações subjacentes à partida e aos destinos, a celebração de figuras gradas das comunidades.
Assim como, objetos simbólicos e aspetos inerentes à memória coletiva da emigração, como o “salto” para França, a emigração para o Brasil, Estados Unidos da América, Canadá, Venezuela, Austrália, África do Sul, Alemanha,
Suíça, Bélgica e Luxemburgo, entre outros países do mundo, por onde a diáspora portuguesa se encontra disseminada.
Uma obra realizada com o apoio institucional da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, e da Sociedade de Geografia de Lisboa, que ao assumir-se como uma história concisa e ilustrada da diáspora, presta tributo aos milhões de emigrantes e lusodescendentes espalhados pelo mundo, e quais protagonistas anónimos da história nacional e mundial, têm dado um contributo fundamental no desenvolvimento das suas terras de origem e de acolhimento.
Uma das marcas mais características das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo é a sua dimensão empreendedora, como corroboram as trajetórias de diversos compatriotas que criam empresas de sucesso e desempenham funções de relevo a nível cultural, social, económico e político.
Nos vários exemplos de empresários da diáspora, cada vez mais reconhecidos como uma mais-valia estratégica na promoção do país, destaca-se o percurso inspirador e de sucesso do comendador Manuel DaCosta, um dos mais ativos e beneméritos empresários portugueses em Toronto.
Natural de Castelo do Neiva, concelho de Viana do Castelo, Manuel DaCosta emigrou para o Canadá em 1970, com 14 anos de idade, na companhia da mãe e dos irmãos, ao encontro da figura paterna que emigrara três anos antes em demanda de melhores condições de vida para uma família humilde e numerosa de pescadores-lavradores, marcada pelo espectro de grandes carências, na esteira da larga maioria da população que durante a ditadura portuguesa vivia na pobreza, quando não na miséria.
A chegada a Toronto, a maior cidade do Canadá, numa fase de crescimento da emigração lusa para o território da América do Norte, marca o início de um percurso de vida de um verdadeiro “self-made man”. O trabalho, o esforço e a resiliência, valores coligidos no exemplo diário da mãe, transformaram o jovem castelense, que começou a trabalhar na colheita do tomate em Wallaceburg e anos mais tarde frequentou a Ryerson Polytechnical Institute, universidade onde se formou em arquitetura e aprendeu muitos dos alicerces que lhe permitiram progredir profissionalmente, num dos mais proeminentes empresários portugueses na área da engenharia de construção na província do Ontário.
Empresário multifacetado, com uma trajetória marcada pelo mérito e pela inovação, premissas que estão na base das insígnias do grau de comendador que lhe foram atribuídas pelas autoridades portuguesas, Manuel DaCosta dirige presentemente uma das mais importantes empresas de comunicação social luso-canadianas. Designadamente, a MDC Media Group, que incorpora órgãos de informação como a Camões Radio & TV, o jornal Milénio Stadium, as revistas Amar e Luso Life, e que desde a sua génese se tem posicionado como uma plataforma de inovação e informação ao serviço da comunidade lusófona no Canadá.
O sucesso que alcançou ao longo das últimas décadas no mundo dos negócios, tem sido constantemente acompanhado de um generoso apoio a projetos emblemáticos da comunidade portuguesa em Toronto, a quem devota uma forte preocupação com o conhecimento do seu passado, os desafios do seu presente e a sua futura matriz cultural e identitária. Como é o caso atualmente, da Magellen Community Charities, instituição responsável pela construção em Toronto, do primeiro lar de cuidados a longo termo para idosos de expressão portuguesa.
Ainda em 2019, no âmbito das comemorações do 171.º aniversário de elevação de Viana do Castelo a cidade, o município alto-minhoto distinguiu Manuel DaCosta com o título de “Cidadão de Honra de Viana do Castelo” pelos notáveis serviços de cidadania e relevantes serviços na diáspora e no torrão natal, enquanto empresário e promotor da cultura portuguesa.
Nunca abdicando da coragem, frontalidade e audácia de pensar, dizer e fazer, o comendador Manuel DaCosta, é entre muitas outras iniciativas, fautor da Galeria dos Pioneiros Portugueses, um espaço museológico singular em Toronto que se dedica à perpetuação da memória e das histórias dos pioneiros da emigração portuguesa para o Canadá.
“Esta ponte entre Barcelos e Toronto não é apenas simbólica – é um compromisso de coração com a nossa diáspora e um contributo singelo para a paz mundial”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Barcelos, durante a receção oficial na Câmara de Toronto, no âmbito das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. A visita sublinhou a importância dos laços transatlânticos e a força cultural da comunidade barcelense radicada no Canadá.
A cerimónia foi acolhida pela presidente da Câmara de Toronto, Olívia Chow, com a presença da vereadora, Alexandra Bravo, da cônsul-geral, Ana Luísa Riquito, dos conselheiros das comunidades, do presidente da ACAPO, Joe Eustáquio, bem como de Anabela Taborda, Marlene Araújo e representantes de diversas associações portuguesas.
Em tom emocionado, o autarca barcelense, que estava acompanhado pelo presidente da Assembleia Municipal, Fernando dos Santos Pereira, e pelo vereador, Carlos Eduardo Reis, agradeceu a receção “pelo simbolismo que encerra” e sublinhou que “é um sinal de consideração e respeito pela comunidade portuguesa e, em particular, pela comunidade barcelense”.
Mário Constantino Lopes destacou também o papel crucial da Associação Migrante de Barcelos em Toronto, que tem sido um pilar na promoção e preservação da identidade cultural barcelense, reconhecida por instituições locais canadianas.
Durante a visita, a delegação participou na parada do 10 de Junho, experienciando de perto o orgulho e a ligação profunda dos emigrantes às raízes portuguesas. “É gratificante perceber que a comunidade portuguesa está bem integrada e assume um papel relevante na sociedade canadiana”, disse o presidente.
No encerramento, o autarca de Barcelos deixou o convite à presidente, Olívia Chow, para visitar Barcelos durante as tradicionais Festas das Cruzes. “Queremos aproximar as nossas comunidades, estreitar laços e colaborar em áreas diversas, valorizando esta amizade luso-canadiana”, concluiu.
Figurado de Barcelos leva tradição e identidade portuguesa à comunidade emigrante em Toronto
O artesanato barcelense ganhou mais um palco internacional com a inauguração de uma exposição dedicada ao Figurado de Barcelos, integrada na visita oficial da Câmara Municipal de Barcelos a Toronto, no âmbito das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. A mostra, enviada especialmente para esta ocasião, foi montada com o objetivo de celebrar e reforçar os laços culturais com a comunidade migrante. A exposição dá destaque a duas das mais emblemáticas expressões do artesanato de Barcelos: o Galo de Barcelos, símbolo nacional e imagem de marca do concelho, reconhecido internacionalmente como ícone do artesanato português; e as Minhotas, representações artísticas das mulheres barcelenses em trajes típicos, que evocam o quotidiano, os rituais e a alegria das tradições minhotas.
Nesta exposição, estão patentes obras de mais de 20 artesãos do concelho para ilustrar o melhor do património imaterial de Barcelos. Cada peça carrega a criatividade, a autenticidade e o saber-fazer acumulado ao longo de gerações, constituindo um testemunho vivo da cultura popular portuguesa.
Esta iniciativa representa mais do que uma simples exposição artística: é um gesto de proximidade, reconhecimento e valorização da comunidade barcelense no estrangeiro, reforçando a identidade cultural partilhada e promovendo o orgulho nas raízes lusas.
No próximo dia 14 de junho (sábado), é apresentado no Porto o livro “Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa”.
A obra, concebida pelo historiador Daniel Bastos, em parceria com o fotógrafo Luís Carvalhido, assente no levantamento dos Monumentos de Homenagem ao Emigrante, existentes em todos distritos de Portugal continental, e regiões autónomas da Madeira e dos Açores, é apresentada às 16h00, na livraria Unicepe.
O livro “Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa”, que percorre todos os distritos de Portugal continental, e as regiões autónomas da Madeira e dos Açores, foi concebido pelo historiador da diáspora Daniel Bastos (dir.), em parceria com o fotógrafo Luís Carvalhido (centro), e traduzido (português e inglês) por Paulo Teixeira (esq.)
A sessão de apresentação do livro, uma edição bilingue (português e inglês) com tradução de Paulo Teixeira, prefácio do filósofo e escritor Onésimo Teotónio Almeida, e posfácio da primeira mulher antropóloga portuguesa, Maria Beatriz Rocha-Trindade, estará a cargo do jornalista de cinema, apresentador de televisão e escritor, Mário Augusto.
A obra pioneira, realizada com o apoio institucional da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, é um convite a uma viagem pelo passado, com os olhos no presente e futuro, da imagem e memória da emigração em Portugal. Uma viagem através de um itinerário delineado pelo historiador da diáspora Daniel Bastos, profusamente ilustrada pelo talento fotográfico de Luís Carvalhido, que percorre todas as regiões de Portugal, onde existem mais de uma centena de monumentos, como bustos, estátuas ou memoriais dedicados ao Emigrante, e que constituem uma relevante fonte material para a compreensão da emigração.
A sessão de apresentação, que é aberta à comunidade, e se integra nos eventos comemorativos do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas na capital da região Norte, um território fortemente marcado pela emigração, constitui uma homenagem aos milhares de emigrantes e lusodescendentes espalhados pelo mundo.
Refira-se que nesta história concisa e ilustrada da emigração portuguesa, recentemente apresentada na Sociedade de Geografia de Lisboa, são evidenciadas as motivações subjacentes à partida e aos destinos, a celebração de figuras gradas das comunidades e aspetos inerentes à memória coletiva da emigração. Como o “salto” para França, a emigração para o Brasil, Estados Unidos da América, Canadá, Venezuela, Austrália, África do Sul, Alemanha, Suíça, Bélgica e Luxemburgo, entre outros países do mundo, por onde a diáspora portuguesa se encontra disseminada.
No prefácio do livro, Onésimo Teotónio Almeida, Professor Emérito da Universidade Brown, que dedicou uma grande parte da sua vida a escrever sobre a portugalidade e sobre o que é ser português, assegura “Se uma imagem vale mil palavras, temos aqui duas centenas e meia de milhar de belas palavras saltando-nos à vista com gritante eloquência”.
Na mesma linha, Maria Beatriz Rocha-Trindade, autora de uma vasta bibliografia sobre matérias relacionadas com as migrações, sustenta no posfácio que “Este livro, constitui uma valiosa contribuição para o conhecimento da História de Portugal”.
Com vários livros publicados no campo da história da emigração portuguesa, cujas sessões de apresentação o têm colocado em contacto estreito com as comunidades lusas, o percurso do historiador e escritor Daniel Bastos, colaborador regular da imprensa de língua portuguesa no mundo, tem sido alicerçado no seio da diáspora.
Professor e formador, Luís Carvalhido tem participado em várias exposições individuais e coletivas, assim como em concursos de fotografia aquém e além-fronteiras. É autor de diversas obras, onde mais do que captar imagens, expressa e exterioriza sentimentos através da fotografia.
No próximo dia 20 de maio (terça-feira), é apresentado em Lisboa o livro “Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa”.
A obra, concebida pelo historiador Daniel Bastos, em parceria com o fotógrafo Luís Carvalhido, assente no levantamento dos Monumentos de Homenagem ao Emigrante, ou intrinsecamente ligados ao fenómeno emigratório, existentes em todos os 18 distritos de Portugal continental, e regiões autónomas da Madeira e dos Açores, é apresentada às 17h00, na Sociedade de Geografia de Lisboa.
O livro “Monumentos ao Emigrante – Uma Homenagem à História da Emigração Portuguesa”, que percorre todos os distritos de Portugal continental, e as regiões autónomas da Madeira e dos Açores, foi concebido pelo historiador da diáspora Daniel Bastos (esq.), em parceria com o fotógrafo Luís Carvalhido (centro), e traduzido (português e inglês) por Paulo Teixeira (dir.)
A sessão de apresentação do livro, uma edição bilingue (português e inglês) com tradução de Paulo Teixeira, e prefácio do filósofo e escritor Onésimo Teotónio Almeida, estará a cargo de Maria Beatriz Rocha-Trindade, Presidente da Comissão de Migrações da Sociedade de Geografia de Lisboa, que assina o posfácio da obra. E contará com a presença de José Cesário, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.
A obra pioneira, realizada com o apoio institucional da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, e da Sociedade de Geografia de Lisboa, é um convite a uma viagem pelo passado, com os olhos no presente e futuro, da imagem e memória da emigração em Portugal. Uma viagem através de um itinerário delineado pelo historiador da diáspora Daniel Bastos, profusamente ilustrada pelo talento fotográfico de Luís Carvalhido, que percorre todas as regiões de Portugal, onde existem mais de uma centena de monumentos, como bustos, estátuas ou memoriais dedicados ao Emigrante, não raras vezes desconhecidos do grande público, que constituem uma relevante fonte material para a compreensão da emigração.
Um roteiro que dos monumentos mais singelos, situados nas pequenas aldeias do interior, aos mais grandiosos das aglomerações urbanas, essencialmente erigidos ao longo do último meio século, e que inscrevem uma marca singular na paisagem continental e insular, evidencia as motivações subjacentes à partida e aos destinos, a celebração de figuras gradas das comunidades, a evocação contínua de uma espécie de sinónimo de Portugal, a saudade. Assim como, objetos simbólicos e aspetos inerentes à memória coletiva da emigração, como o “salto” para França, a emigração para o Brasil, Estados Unidos da América, Canadá, Venezuela, Austrália, África do Sul, Alemanha, Suíça, Bélgica e Luxemburgo, entre outros países do mundo, por onde a diáspora portuguesa se encontra disseminada.
Uma obra que ao assumir-se como uma história concisa e ilustrada da diáspora, presta tributo aos milhões de emigrantes e lusodescendentes espalhados pelo mundo, e quais protagonistas anónimos da história nacional e mundial, têm dado um contributo fundamental no desenvolvimento das suas terras de origem e de acolhimento.
No prefácio do livro, Onésimo Teotónio Almeida, Professor Emérito da Universidade Brown, que dedicou uma grande parte da sua vida a escrever sobre a portugalidade e sobre o que é ser português, assegura “Se uma imagem vale mil palavras, temos aqui duas centenas e meia de milhar de belas palavras saltando-nos à vista com gritante eloquência”. Na mesma linha, Maria Beatriz Rocha-Trindade, autora de uma vasta bibliografia sobre matérias relacionadas com as migrações, sustenta no posfácio que “Este livro, constitui uma valiosa contribuição para o conhecimento da História de Portugal”.
Com vários livros publicados no campo da história da emigração portuguesa, cujas sessões de apresentação o têm colocado em contacto estreito com as comunidades lusas, o percurso do historiador e escritor Daniel Bastos, colaborador regular da imprensa de língua portuguesa no mundo, tem sido alicerçado no seio da diáspora.
Professor e formador, Luís Carvalhido tem participado em várias exposições individuais e coletivas, assim como em concursos de fotografia aquém e além-fronteiras. É autor de diversas obras, onde mais do que captar imagens, expressa e exterioriza sentimentos através da fotografia.
Refira-se que a edição da obra, deveu-se em grande parte ao mecenato de empresas da diáspora que partilham uma visão de responsabilidade social e um papel de apoio à cultura, e que ao longo do ano estão previstas várias sessões de apresentação no território nacional e junto das comunidades portuguesas.
Chegados ao Brasil há mais de seis décadas, milhares de portugueses cruzaram o Atlântico em busca de oportunidades e estabilidade, num fluxo migratório que encontrou no Rio de Janeiro um destino de promessas e desafios. Na década de 1960, a então capital federal era vibrante, marcada pelo crescimento urbano acelerado, pela inauguração recente de Brasília e pelo apelo turístico das suas praias e do samba. Entre 1950 e 1970, mais de 400 mil portugueses desembarcaram no Brasil, muitos deles fixando-se na cidade maravilhosa, onde apostaram sobretudo no setor do comércio, atuando em padarias, bares, restaurantes e armazéns, construindo uma rede de negócios que se tornou parte indissociável do quotidiano carioca.
É este o caso de Domingos Cunha, 75 anos de idade, comerciante, natural de Póvoa de Lanhoso, em Braga, Portugal. Ao chegar à cidade maravilhosa, onde está estabelecido, encontrou o cenário ideal para viver a sua saudade por Portugal, mas, também, para mostrar todo o seu amor pelo país de acolhimento, o Brasil, e desbravar o caminho do trabalho.
“A vontade de progredir trouxe-me ao Brasil em 1964, ainda muito jovem, com apenas 14 anos”, conta Domingos, que iniciou a sua trajetória como empregado no ramo do comércio na cidade maravilhosa logo nessa altura.
Hoje, as suas raízes em Portugal continuam a influenciar o seu trabalho e a visão empresarial no Brasil, motivo pelo qual aposta nas tradições que trouxe consigo para valorizar a sua terra natal.
É conhecido no seio da comunidade portuguesa do Rio como “assíduo” frequentador dos eventos da comunidade. Em 2024, por exemplo, esteve no Palácio São Clemente, residência oficial da cônsul-geral de Portugal no Rio, na Zona Sul carioca, durante uma receção ao primeiro-ministro português, Luís Montenegro, que reuniu diversas autoridades luso-brasileiras. Além disso, mantém contato com familiares e os demais portugueses e lusodescendentes residentes no Rio, e, sempre que pode, e ainda desde jovem, frequenta as festas nas casas regionais portuguesas no Rio, uma das suas paixões.
“Movido pela saudade, comecei a frequentar a Casa do Minho do Rio de Janeiro, onde fiz parte da diretoria e também do tradicional Grupo Folclórico Maria da Fonte”, conta Domingos, que explica como ingressou no tecido empresarial fluminense, numa fase em que ajudou também a ampliar a relevância do movimento associativo português no Rio.
“Em 1973 recebi um convite para fazer parte de uma sociedade num posto de gasolina, mas, desta vez, na cidade de Volta Redonda, onde encontrei muitos portugueses, o que nos levou a fundar a Casa de Portugal de Volta Redonda e o Rancho Folclórico Rendilheiras de Portugal, onde permaneci até 1983”, sublinhou.
Tradição luso-brasileira
Domingos Cunha acabou, mais tarde, por decidir retornar ao Rio de Janeiro para fazer parte da sociedade no Bar Glória, que conta com 80 anos de fundação, onde permanece até hoje.
O Bar e Restaurante Glória é um estabelecimento tradicional localizado no número 6 da Rua do Acre, no bairro da Saúde, próximo à Praça Mauá, no centro boémio do Rio de Janeiro. Fundado em 1945, o restaurante tem uma longa história de mais de 80 anos servindo a comunidade local e visitantes, numa aposta, nos últimos anos, na gastronomia portuguesa e brasileira. É conhecido pela sua culinária de inspiração portuguesa e tem no cardápio o leitão à bairrada, prato avaliado positivamente por muitos clientes “como o melhor do Rio de Janeiro”. A gestão do restaurante é realizada por portugueses, como o nosso entrevistado, o que contribui para a autenticidade dos pratos servidos.
Ao longo de décadas de funcionamento, o Bar e Restaurante Glória consolidou-se como um ponto de encontro para apreciadores da boa gastronomia e da tradição luso-brasileira no Rio de Janeiro. A localização privilegiada do restaurante, próximo ao Museu do Amanhã e à Avenida Rio Branco, torna-o uma opção conveniente para quem explora a região central da cidade, atraindo cada vez mais turistas, além de atender muitos funcionários de empresas públicas e privadas no centro financeiro do Rio de Janeiro.
“Pela proximidade com a Rádio Nacional, por lá passaram grandes nomes da música brasileira, como Ângela Maria, Emilinha Borba, Cauby Peixoto e também atores, repórteres, apresentadores, etc.”, comentou Domingos, que não esconde os momentos menos positivos dessa história.
“Como tudo na vida, também houve muitos desafios para seguir adiante, como a demolição do viaduto da Perimetral (uma importante artéria no Centro do Rio que deu lugar a uma nova avenida, prejudicando os atendimentos e o fluxo de clientes no local por meses), pandemia de Covid-19, mas sobrevivemos e aqui estamos. A revitalização da Praça Mauá dinamizou o turismo, a parte cultural, com a chegada de museus e a realização de eventos gastronómicos e de entretenimento”, celebrou.
Apesar de amar Portugal, a sua ligação com o país é hoje movida pelo desejo de rever as suas raízes, mas não pensa mais voltar a viver na Europa.
“Planos para voltar a Portugal? Sim, mas a passeio”, referiu.
Este empresário considera serem necessários “muita perseverança e trabalho” para quem queira empreender no Brasil, sobretudo, se for o desejo dos portugueses que decidam trabalhar no maior país da América do Sul.
Sobre o seu passado, este cidadão português defende o seu esforço e reconhece a importância dos desafios que encontrou que moldam hoje a sua experiência e sucesso.
“Domingos Cunha é um homem que chegou ao Rio de Janeiro muito jovem, com 14 anos, estabeleceu-se, constituiu família e é muito grato ao Brasil pelas oportunidades que aqui encontrou”, finalizou Domingos Cunha.
Artur Brás: o potencial do investimento da diáspora em Portugal
Uma das marcas mais características das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo é indubitavelmente a sua dimensão empreendedora, como corroboram as trajetórias de diversos compatriotas que criam empresas de sucesso e desempenham funções de relevo a nível cultural, social, económico e político.
Nos vários exemplos de empresários lusos da diáspora, cada vez mais percecionados comoum ativo estratégico na promoção e reconhecimento internacional do país, destaca-se o percurso inspirador e de sucesso de Artur Brás.
Natural da freguesia de Rossas, situada no concelho minhoto de Vieira do Minho, onde nasceu no seio de uma família de lavradores em 1948. Artur Brás, que teve oportunidade de estudar em Braga, até à adolescência, completando o 5.º ano na Escola Industrial Carlos Amarante, partiu para França em 1965, demandando assim, na esteira de milhares de jovens portugueses, no decurso da ditadura salazarista, escapar ao tirocínio do serviço militar obrigatório na Guerra Colonial.
Com um passaporte de estudante e dominando um pouco a língua francesa, o emigrante vieirense não percorreu, ao contrário de inúmeros patrícios, os trilhos da emigração “a salto”. No entanto, a entrada legal em terras gaulesas ficou marcada inicialmente pelo acolhimento de um amigo, durante três dias no “bidonville” de Saint-Denis. Um enorme bairro de lata, com condições de habitabilidade deploráveis, sem eletricidade, sem saneamento nem água potável, que na década de 60 albergou milhares de portugueses, tornando-se um dos principais centros de distribuição de trabalhadores de nacionalidade lusa em França.
Revelando desde muito cedo uma personalidade abnegada e profundamente comprometida com o trabalho, valores coligidos no seio familiar minhoto, o jovem vieirense, que começou a trabalhar numa empresa francesa, como ajudante na construção, rapidamente galgou os degraus do sucesso, tornando-se diretor da mesma, aos 26 anos de idade, na região de Seine-et-Marne.
Um ano depois, as saudades do torrão natal conduziram Artur Brás a Vieira do Minho, realizando vários investimentos patrimoniais e começando a sua empresa de construção civil. Porém, um acidente de trabalho numa obra fê-lo regressar novamente a França, onde criou em 1977, uma empresa especializada na construção de vivendas de luxo, e conheceu em Paris, a também vieirense Maximina da Silva, grande suporte e companheira de vida com quem casou nessa década.
A empresa “Arthur Brás Construções”, tornou-se a partir de então na região de Chantilly, a norte de Paris, onde Artur Brás empreendeu, investiu e lançou as bases do futuro da sua família, uma referência de elevada qualidade na construção e um nome carregado de seriedade e respeito. Lançando-se igualmente no setor da promoção imobiliária, o emigrante e empreendedor ainda tentou aos quarenta anos o regresso à terra mãe, mas abandonado lestamente o propósito, consolidou o “Grupo Arthur Brás” através dos alicerces de mais de uma dezena de empresas, dedicadas ao património, construção e promoção imobiliária.
A implantação no sector de construção e promoção imobiliária, e a notável capacidade empreendedora marcada pelo mérito de Artur Brás, alavancaram em 2018, no dia do seu 70.º aniversário, a inauguração da joia do grupo, o Hyatt Regency Chantilly, um hotel de quatro estrelas.
Conhecido por cultivar a discrição, assim como os valores da família e a firmeza da amizade, o emigrante e empresário vieirense, que mantém uma estreita ligação à pátria de Camões, corporaliza o ativo e potencial estratégico do investimento da diáspora em Portugal, como seja o caso, do setor da construção.
Numa época em que Portugal enfrenta um dos seus maiores desafios habitacionais, marcado pela necessidade urgente de aumentar a oferta de casas e torná-las mais acessíveis, o empreendedor de sucesso tem projetos em construção em Braga, junto à Universidade do Minho e do Hospital de Braga, com uma elevada procura por parte de professores e profissionais de saúde.
Além deste relevante investimento no município de Braga, que nos últimos anos ultrapassou a barreira dos 200 mil habitantes, sendo mesmo o território que mais aumentou a população, na última década, entre os maiores concelhos do país. O empresário luso-francês, tem também em fase de arranque, a construção de meia centena de apartamentos, no concelho de Amares, na margem direita do rio Cávado, a nordeste de Braga.
Ainda no Baixo Minho, o emigrante de sucesso tem presentemente em estudo de viabilidade, projetos de construção em Vieira do Minho. Torrão natal de Artur Brás, que em 2021, no âmbito do 507.º aniversário de elevação a concelho de Vieira do Minho, homenageou o ilustre filho da terra no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
Expandindo assim no território nacional as suas atividades, o emigrante luso-francês, ao aproveitar o dinamismo do mercado imobiliário português, alavanca o crescimento económico do “Grupo Arthur Brás”, através do desenvolvimento económico de concelhos no norte de Portugal, criando postos de trabalho, investimentos e fixando população.
Uma das figuras mais conhecidas da comunidade portuguesa em França, a mais numerosa das comunidades lusas na Europa, a resposta do emigrante e empreendedor Artur Brás às graves carências habitacionais do país, evidencia como a vasta diáspora pode e deve constituir um importante fator de desenvolvimento do país. Como afirmava Fernando Pessoa, o maior poeta nacional do século XX: “O povo português é, essencialmente, cosmopolita. Nunca um verdadeiro português foi português: foi sempre tudo”.
Sucesso da primeira itinerância leva a novo agendamento pelas freguesias
Esta exposição itinerante, que já percorreu as 29 freguesias do concelho da Póvoa de Lanhoso, esteve patente em cada uma delas, durante uma semana, entre Julho e Dezembro do ano passado.
Devido ao sucesso da mesma e ao interesse que os documentos expostos suscitaram junto de quem a visitou, alguns autarcas solicitaram a sua reposição para que os/as que não a puderam visitar o possam agora fazer e para dar a oportunidade a quem já viu para rever mais pormenorizadamente.
A nova calendarização prevê, já nos próximos meses, o regresso a freguesias como Lanhoso, Geraz do Minho e Covelas, estando outras na calha, ficando a cargo dos Presidentes de Junta/União de Freguesia apontar as conveniências, tendo em conta as dinâmicas da sua freguesia. Está já definido que os novos períodos expositivos podem ser alargados até 2 semanas.
Também outras instituições do concelho manifestaram interesse em acolher esta exposição.
Atualmente, esta mostra, que regressou ao Núcleo Documental do Centro Interpretativo Maria da Fonte (Largo António Lopes), vai ali permanecer durante o mês de fevereiro.
Espera-se também que os/as alunos/as dos Agrupamentos de Escolas do Concelho e da EPAVE possam ter acesso a esta “informação” , quer através da visita ao Núcleo Documental, quer posteriormente, numa possível passagem pelos estabelecimentos escolares.
A Vereadora da Cultura, Fátima Moreira, deixa o convite a todos/as para visitarem esta exposição e acrescenta que “esta é uma possibilidade para consultar documentação muito antiga e perceber, entre outras coisas, porque é que se afirma que “a emigração foi o bem mais valioso que Portugal produziu no Estado Novo”.
A Exposição contém cerca de 5.000 processos de emigração instruídos na Póvoa de Lanhoso para a Junta de Emigração, entre 1952 e 1974. Recorda-se que os originais da informação carregada na plataforma que acompanha a exposição, à qual os/as visitantes podem aceder, estão arquivados no Núcleo Documental do Centro Interpretativo Maria da Fonte.
Esta foi uma das mais de 40 iniciativas que integravam o programa das Comemorações dos 50 Anos do 25 de Abril que o Município da Póvoa de Lanhoso levou a efeito durante todo o ano de 2024, abrangendo toda a comunidade povoense.
O Natal é a festa por excelência da família, da paz, do amor, da alegria, da solidariedade e da esperança num futuro melhor, que todos desejamos que a breve trecho passe pelo desfecho da Guerra na Ucrânia e no Médio Oriente, assim como pelo dissipar das incertezas que pairam na economia mundial e o necessário incremento do crescimento global.
É neste contexto socioeconómico intrincado, que a solidariedade, a estrela que mais brilha no Natal das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo, assume-se como uma verdadeira fonte de inspiração e matriz civilizacional. Nos tempos desafiantes que vivemos, a diáspora lusa mantém um incessante espírito de solidariedade, o mais importante valor que nos humanizam e dão sentido ao Natal, continuando a apoiar quer os nossos compatriotas no estrangeiro, assim como os portugueses residentes no território nacional.
São muitos e variados os exemplos de solidariedade dinamizada nesta quadra natalícia no seio da dispersa geografia das comunidades portuguesas. Por exemplo, na comunidade lusa em França, a mais numerosa das comunidades portuguesas na Europa e uma das principais comunidades estrangeiras estabelecidas no território gaulês, rondando um milhão de pessoas. A Academia do Bacalhau de Paris (ABP), levou a cabo, uma vez mais, a iniciativa Roupa Sem Fronteiras, através de uma campanha de recolha de roupa, calçado, roupas de casa e brinquedos para lhes dar uma segunda vida, junto daqueles que mais necessitam.
Coincidente com o falecimento de António Fernandes, presidente honorário da ABP e um dos principais impulsionadores desta iniciativa solidária. A campanha contou este ano com a participação de mais de 70 voluntários, que se uniram para organizar e enviar 28 paletes de donativos, cada uma contendo 16 caixas de roupas, calçado, brinquedos e artigos para o lar, que serão distribuídos por várias associações dos concelhos minhotos de Braga, Fafe e Cabeceiras de Basto.
Outro exemplo paradigmático de espírito solidário da diáspora na quadra natalícia, acontece há vários anos na comunidade portuguesa do Reino Unido, a segunda maior da Europa, formada por cerca de 400 mil pessoas. Desde 2013, ano em que foi criada em Londres, a associação Abraço Solidário, que a coletividade benemérita liderada pela madeirense Zita da Silva, se tem empenhado no apoio a causas sociais, quer junto da comunidade portuguesa no Reino Unido, como também em Portugal. No limiar deste mês, no âmbito do tradicional jantar de Natal solidário, no centro de Londres, uma vez mais foram angariados donativos que vão apoiar instituições, famílias e jovens mais carenciados, quer no Reino Unido, como em Portugal continental e na ilha da Madeira.
No seio da numerosa comunidade lusa nos Estados Unidos da Améria (EUA), segundo dados dos últimos censos americanos residem no território mais de um milhão de portugueses e luso-americanos, têm sido constantes, entre outras, ao longo deste ano as iniciativas dinamizadas em prol dos Bombeiros Portugueses. Figuras gradas da comunidade luso-americana, como por exemplo, o dirigente associativo Jack Costa, presidente da Assembleia Geral do Sport Club Português e dos Amigos do Vale USA; os empresários beneméritos José Luís Vale e David Oliveira; e o empresário de restauração Manuel Carvalho, revelaram-se, uma vez mais, decisivos na dinamização de iniciativas que permitiram a angariação de donativos em prol, respetivamente dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez, Ourém e Anadia.
A campanha mais recente da comunidade luso-americana a favor dos “soldados da paz”, foi realizada no alvorecer do presente mês, no Portuguese-American Center of Suffolk, em Farmingville. Emigrantes e dirigentes comunitários como Adelaide Catarina Ferreira, Eurico Tavares, Crystal Fernandes e Sandra Araújo, entre outros, dinamizaram a angariação de mais de 20 mil dólares em prol da aquisição de um novo veículo de combate a incêndios para os Bombeiros Voluntários de Tábua.
Ainda na América do Norte, mais concretamente em Toronto, onde vive a maioria dos mais de meio milhão de compatriotas e lusodescendentes presentes no Canadá, continua a bom ritmo as iniciativas solidárias em proveito da construção do Magellan Community Centre, isto é, a edificação a breve prazo da “casa” para os mais velhos da comunidade luso-canadiana.
Este projeto, há muito ambicionado pelos emigrantes portugueses na maior cidade canadiana, está a ser dinamizado pela Magellen Community Charities (Instituição de Caridade Comunitária Magalhães). Uma organização sem fins lucrativos, presidida pelo comendador Manuel DaCosta, um dos mais ativos e beneméritos empresários portugueses em Toronto, que através da colaboração do poder político e da solidariedade luso-canadiana, está a edificar um lar culturalmente específico e inclusivo para a comunidade.
Orçado em 120 milhões de dólares, ainda recentemente, através da união de todos os órgãos de comunicação comunitários luso-canadianos na Grande Área de Toronto, foi possível dinamizar uma profícua iniciativa de solidariedade que envolveu as forças vivas da comunidade portuguesa, como seja o caso dos comendadores Manuel DaCosta e Frank Alvarez. E assim alcançar donativos, no valor de mais de meio milhão de dólares, essenciais no apoio à construção desta vindoura casa portuguesa.
Estes exemplos inspiradores de solidariedade, e muitos outros que estão atualmente a serem dinamizados no seio da diáspora, fortalecem a ideia-chave que mesmo em tempos desafiantes, o Natal é uma época inspiradora de solidariedade nas comunidades portuguesas.
Que a solidariedade que emana das comunidades portugueses nos irmane a todos a tornar o mundo um lugar melhor, e nos inspire uma Feliz Quadra Natalícia e um Próspero Ano Novo. Como exortava Madre Teresa de Calcutá, exemplo cimeiro de esperança: “É Natal sempre que deixes Deus amar os outros através de ti…sim, é Natal sempre que sorrires ao teu irmão e lhe ofereceres a mão”.
De 23 a 29 de Dezembro, a exposição “Emigração no Estado Novo - O Concelho da Póvoa de Lanhoso” vai estar patente da sede da Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso e poderá ser visitada durante o horário de abertura ao público.
Esta exposição, inaugurada em Junho, esteve patente no Núcleo Documental do Centro de Interpretação Maria da Fonte, ao final desse mês.
Em Julho começou a itinerância pelas freguesias do concelho, encontrando-se atualmente em Verim onde permanecerá disponível até ao dia 16 e, daí até ao dia 23 estará patente na Junta de Freguesia de Lanhoso. Será então montada na Sede da Junta de Freguesia da Vila onde permanecerá até aos últimos dias do ano.
Esta mostra que já percorreu quase todas as Freguesias e Uniões de Freguesias do concelho é composta por 7 painéis informativos e por uma aplicação informática, para consulta dos/as interessados.
Observando o feed-back das pessoas que já visitaram esta mostra, os testemunhos, quer dos Presidente de Junta, quer dos responsáveis por esta iniciativa, e o grande interesse que a mesma suscitou em todos os locais por onde tem passado, está a ser equacionado o agendamento de uma noa temporada de itinerância, para assim dar a oportunidade de que quem não viu tenha a possibilidade de o fazer.
O material desta exposição feita pelos Serviços Municipais, a partir do acervo documental existente, é pertença do Município.
Dados relativos ao número de emigrantes legais e ilegais, as suas origens, quais os destinos para onde se deslocaram, são exemplo das informações que se podem obter.
“A Emigração no Estado Novo foi o bem mais precioso que a sociedade portuguesa produziu para exportação”, e segundo as informações existentes saíram do distrito de Braga 105 424 emigrantes entre 1950 e 1979, número esse que ultrapassou os 150 000 se contabilizarmos também os emigrantes ilegais.
Aproveite as datas disponíveis e fique a saber um pouco mais acerca da nossa história e da «Emigração no Estado Novo – O Concelho da Póvoa de Lanhoso» neste período.
Esta foi uma das inúmeras iniciativas que integraram a programação das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, cuja sessão de encerramento decorreu no passado sábado, dia 7 de Dezembro, na Praça Eng.º Armando Rodrigues.
Estamos perante uma complexa e exaustiva obra de investigação, no âmbito das mobilidades, na região do Alto Minho. É parte de um trabalho de investigação que o autor apresentou, em primeira mão, como dissertação de doutoramento na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, acerca de vinte anos. Mas não parou aí o estudo e reflexão com a defesa da tese. O Prof. Doutor Henrique Rodrigues tomou a temática das mobilidades nas suas mais diversas variáveis para provocar novas reflexões nos seus alunos, enquanto docente do ensino superior, bem como nas múltiplas comunicações em congressos e seminários, no país e no estrangeiro, junto dos seus pares. Agora compilou vários estudos, em dois volumes. o que representa, de facto, um tempo longo de reflexão e de escrita aprimorada.
Depois de uma vida dedicada à investigação, o autor deparou-se com um conjunto deveras significativo de trabalhos científicos, na área das mobilidades, que andavam dispersos e que careciam de ser agregados porque eles constituem um todo e obedecem a uma única lógica. São dezenas de textos divulgados em obras coletivas ou espalhados por centros de investigação, com destaque para os divulgados em Espanha e Brasil, em capítulos de livros ou atas de reuniões em que participou, bem como em revistas com arbitragem científica.
O autor circunscreveu o estudo da emigração para o Brasil à região do Alto Minho e ao período dos séculos XIX e inícios do XX. O seu olhar e atenção voltaram-se para a fonte primordial do arquivo do ex-Governo Civil de Viana do Castelo onde se encontra a abundante documentação que mais e melhor informação lhe poderia fornecer – os passaportes de emigração para o Brasil das gentes do Alto Minho e de cidadãos oriundos da Galiza, que daqui partiram para as Américas. Acresce, ainda, que grande parte desses documentos oficiais são acompanhados de cartas desses emigrantes, que foram usadas para fins de aquisição de licença de viagem, e que o seu uso transformou em documentos “oficias”, sendo integradas no corpo dos processos para requisição de passaporte. Além disso, o Prof. Doutor Henrique Rodrigues deitou mão do seu rico e variado arquivo particular, onde reúne mais de um milhar de documentos da emigração e outros arquivos familiares de gente de sucesso no Brasil.
Diria, antes de mais, que este conjunto documental de arquivo lhe forneceu um manancial de informação, quase inesgotável, que o autor, com mestria, soube explorar e expor de uma forma exemplar e exímia nas suas exposições orais e nos múltiplos escritos que foi deixando em publicações de especialidade. Uma primeira nota, que logo ressalta do tomo n.º 1, é a meticulosa recolha dos dados e a rara forma como o Doutor Henrique os trabalhou – através da análise das mais diversas variáveis – retirando deles as mais impensáveis conclusões que caracterizam uma época e uma região, fazendo cair por terra muitos mitos existentes sobre os nossos emigrantes de oitocentos. Daí a originalidade e riqueza de informação que aqui se colhe e que fica à disposição de ulteriores desenvolvimentos na área das mobilidades. O número de casos registados conta-se na ordem de dezenas de milhares, como se pode ver pela análise do tomo sobre perfis de emigrantes.
Quando falamos da emigração do séc. XIX, nesta região em concreto, estamos a referir-nos a motivos essencialmente económicos que levaram grupos de pessoas a deixar o país e a procurar o Brasil em busca de empregos e melhores condições de vida. Trata-se de um fenómeno complexo que, nesta região do Alto Minho e neste período em análise, envolveu um fluxo migratório significativo, como podemos constatar pelos dados apurados e apresentados através das mais variadas formas.
Que é que atraía os nossos emigrantes a procurar o Brasil? Que desejavam fazer num país tão longe que, em princípio, levava à separação e até desagregação da família, e a despesas que levavam normalmente ao endividamento familiar? A resposta a estas e a muitas outras questões passa muito pela análise epistolográfica onde mais se evidenciam as razões que levaram aos fluxos migratórios que o Doutor Henrique sabiamente explora e apresenta.
Este estudo permitiu-lhe traçar um quadro bem elucidativo do que foi, de facto, a emigração para as Terras de Vera Cruz, averiguando as causas e as consequências que, nem sempre, foram as mais felizes. A partida para o Brasil era quase uma miragem, era a ideia de um “El Dorado”, ideia essa alimentada pela fantasia de um enriquecimento fácil e uma vida opulenta para todo o agregado familiar. Era, muitas vezes, o espírito de aventura que norteava a partida para o desconhecido, um pouco ao sabor dos navegadores de outrora que deram “novos mundos ao mundo”.
É um facto que os nossos emigrantes se dedicaram mais a atividades urbanas, principalmente o comércio e serviços, porque a experiência que levavam era a da agricultura de subsistência que não os retirava da pobreza em que viviam e o sonho que os levava apontava por outros voos mais altos. O Brasil surgia, então, como a possibilidade de um enriquecimento fácil e uma possibilidade de ascensão na vida social da sua terra de origem. A sua miragem era poder voltar à terra com uma aura de sucesso que os alcandorasse no seu meio social e os tornasse invejáveis aos olhares dos seus concidadãos.
Na verdade, aqui é feita uma avaliação aos refluxos e reembarques, às travessias da primeira viagem, por concelhos e índices de instrução. O número de reembarques atinge a maior dinâmica no último quartel do século XIX, o que significa que foi bem-sucedida a partida para o Brasil. Por outro lado, relacionando o reembarque com a alfabetização, o autor verifica uma melhoria substancial nos índices de alfabetização, o que significa, também, uma melhor posição laboral conseguida.
O primeiro tomo, agora em análise, com mais de 500 páginas, está estruturado em quatro grandes partes que, por sua vez, foram subdivididas em onze capítulos: Mobilidades epistolares, saudade e solidariedade (escritas populares da emigração; a saudade na epistolografia e quadros da emigração); Mobilidades demográficas (mobilidade da juventude e correspondências; mobilidades rurais e urbanas; geografia do emigrante do noroeste de Portugal; mobilidades de pequena e média distância); Mobilidades de quadros familiares precários (emigração de órfãos; mobilidade de filhos ilegítimos no século XIX; sobrevivência de expostos); Mobilidades de galegos (galegos para as américa no século XIX).
No primeiro capítulo, e através de um tratamento minucioso e exaustivo, emergem as fontes utilizadas. O autor dá uma particular atenção às cartas de emigração, aos ritmos de correspondência, aos papéis femininos, às preocupações com a viagem da família, às imagens de alfabetização e ao enxoval que a família levava e, até, a determinados pormenores que passavam pelos conselhos dados à esposa na forma como se devia vestir e comportar durante a viagem.
No campo das mobilidades demográficas apresenta-nos a geografia do noroeste de Portugal, com pormenores: proveniência e destino dos lavradores e agricultores, dos estudantes e caixeiros, dos pedreiros e trabalhadores de calçado, carpinteiros, alfaiates e chapeleiros, entre outros. Mas não são só os rurais que emigram. Para além das mobilidades rurais e quadros profissionais das aldeias, o investigador preocupa-se em apresentar também um quadro completo das mobilidades urbanas através dos embarques e reembarques, quadros profissionais dos burgos, destinos à primeira travessia e destino dos reembarcados.
Dentro das mobilidades individuais, o Historiador dedica um capítulo à mobilidades de quadros familiares precários: os órfãos, os filhos ilegítimos e os expostos. Numa análise mais fina, apresenta os índices de orfandade, de ilegítimos e expostos, origem, destinos, níveis de literacia, identificação dos progenitores, quadros profissionais e instrução, distribuição por locais de naturalidade, sobreviventes e trajetórias. Enfim, traça um quadro minucioso esgotando a análise das fontes consultadas.
Finalmente, temos o capítulo dedicado à mobilidade de galegos que, de Portugal, demandaram as Américas. Na linha metodológica que traçou apresenta, antes de mais, as fontes utlizadas. E depois, os passos que sistematicamente explorou: áreas de naturalidade, distribuição, por municípios, das províncias de A Coruña e Pontevedra, áreas de residência e áreas de destino.
Esta obra teve como mecenas, a CCAMN (Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Noroeste), tendo dado um contributo financeiro assinalável, sem o qual a edição não teria visto a luz do dia. Também houve apoio financeiro concedido pelas câmaras de Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Valença, Monção, Melgaço e pela FCAN (Fundação Caixa Agrícola Noroeste). Ainda apoiaram esta edição a CIM Alto Minho (Comunidade Intermunicipal do Alto Minho) e a APHVIN/GEHVID (Associação Portuguesa de História da Vinha e do Vinho).
Bem-haja ao autor e aos patrocinadores, pelo papel em prol da cultura da nossa região e por terem dado espaço ao cidadão anónimo que emigrou no século XIX.
Ernesto Português
Dezembro de 2024
Nota biobibliográfica do Prof. Doutor Henrique Rodrigues
Henrique Fernandes Rodrigues formou-se na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tendo obtido os graus de Bacharelato. Licenciatura, Mestrado e Doutoramento em História Moderna e Contemporânea, com Louvor e Distinção por unanimidade do júri. É investigador do CETRAD/UTAD e docente aposentado do Ensino Superior.
Participou em mais de cento e sessenta eventos científicos nacionais e internacionais com comunicação. É autor de mais de duzentos títulos dados a lume no Brasil, Chile, Espanha, Ilhas Baleares, França, Portugal (Portugal Continental, Madeira e Açores). Organizou eventos científicos sobre a problemática das Mobilidades, Escritas, Alfabetização e da Guerra e fez parte de várias comissões científicas de congressos nacionais e internacionais. Foi Fundador e Coordenado Científico da Revista Estudos Regionais, 2.ª série (n.º 1 a 4). É membro de várias associações e de centros de investigação, de que se destaca a APHVIN/GEHVID (Associação Portuguesa de História da Vinha e do Vinho), CER (Centro de Estudos Regionais), ADEH (Associação de Demografia Histórica Ibérica) e do CETRAD.
Foi colaborador da Universidade Portucalense-Infante D. Henrique, instituição onde arguiu e orientou várias dissertações de doutoramento, e da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), com o mesmo perfil de ação. Orientou cerca de três dezenas de dissertações de mestrado no ensino superior e arguiu várias dezenas.
Tem colaborado com o CEHA (Centro de Estudos de História do Atlântico), onde foi co-organizador de vários eventos científicos internacionais sobre Escritas do Eu, Escritas de Si e Mobilidades. Foi membro efetivo do CEPESE do Porto e colaborou com outros centros de investigação estrangeiros, com destaque para o Brasil, Espanha, Chile e França.
Publicou em várias revistas internacionais e nacionais. Das publicações sobre Mobilidades, destacam-se os trabalhos dados à pública forma no Funchal, Ponta Delgada, Maia, Minas Gerais Rio de Janeiro, São Paulo, Porto, Santiago de Compostela, Valência, Córdova, Múrcia, Vigo, Braga, Guimarães, Barcelos, Bragança, Coimbra, Évora, Lisboa, Paris, Régua, Viana do Castelo e várias academias e centros de investigação, de que se apresentam alguns textos vindos a lume: Imagens de emigração oitocentista na correspondência enviada do Brasil; Escritas de Emigrantes, uma abordagem à correspondência oitocentista; Escrita popular e imagens da emigração portuguesa; Uma abordagem às cartas enviadas do Brasil; “Viagens e Turismo” no século XIX, abordagem às imagens dos emigrantes da região da região do vinho verde a partir da escrita popular; A viagem, o sagrado e o profano na correspondência do século XIX; Arquivar a própria vida, documentos da Casa Malafaia de Viana; As Margens da Palavra, Cartas, Vozes e Silêncios Femininos, Solidariedade, apoios e gestos caritativos no contexto da emigração oitocentista; Correntes de afeto em tempo de guerra e Correspondências da Guerra Colonial.
Tem centrado a investigação na área da epistolografia dos “Sem História”, recorrendo às escritas populares, analisando os afetos da juventude através das correspondências; Cartas e aerogramas da guerra colonial; Escritas breves da Primeira Guerra Mundial; Epístolas da emigração Lusa; Cartas da diáspora vianense oitocentista; Escritas privadas e familiares; Correspondência recebida por um “brasileiro”; Memórias da Emigração, correspondências oitocentistas; Escritas da mobilidade; Escritas de si e correspondências da emigração, além de outras áreas de investigação, onde se cruzam os saberes da História, Linguística, Antropologia e Sociologia.
Tem em curso a preparação do quarto tomo sobre mobilidades da epistolografia. É investigador registado na Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).
A obra é uma edição conjunta da APHVIN/GEHVID (Associação Portuguesa de História da Vinha e do Vinho) e da FCAN (Fundação Caixa Agrícola do Noroeste), patrocinada pela Caixa de Crédito Agrícola Noroeste e apoiada por municípios do Vale do Minho e CIM Alto Minho, obra constituída por dois tomos sobre Mobilidades e Emigrantes do Vale do Minho e Galiza.
A apresentação pública está a cargo do Historiador Doutor Ernesto Português e vai ter lugar hoje, dia 30 de Novembro, nas instalações da Caixa de Crédito Agrícola de Paredes de Coura.
A obra é uma edição conjunta da APHVIN/GEHVID (Associação Portuguesa de História da Vinha e do Vinho) e da FCAN (Fundação Caixa Agrícola do Noroeste), patrocinada pela Caixa de Crédito Agrícola Noroeste e apoiada por municípios do Vale do Minho e CIM Alto Minho, obra constituída por dois tomos sobre Mobilidades e Emigrantes do Vale do Minho e Galiza.
A apresentação pública está a cargo do Historiador Doutor Ernesto Português e vai ter lugar no próximo dia 30 de Novembro, nas instalações da Caixa de Crédito Agrícola de Paredes de Coura.
A obra é uma edição conjunta da APHVIN/GEHVID (Associação Portuguesa de História da Vinha e do Vinho) e da FCAN (Fundação Caixa Agrícola do Noroeste), patrocinada pela Caixa de Crédito Agrícola Noroeste e apoiada por municípios do Vale do Minho e CIM Alto Minho, obra constituída por dois tomos sobre Mobilidades e Emigrantes do Vale do Minho e Galiza.
A apresentação pública está a cargo do Historiador Doutor Ernesto Português e vai ter lugar no próximo dia 30 de Novembro, nas instalações da Caixa de Crédito Agrícola de Paredes de Coura.
O historiador da diáspora Daniel Bastos, proferiu hoje na livraria Unicepe, um espaço cultural de referência na cidade do Porto, uma conferência dedicada a "Gérald Bloncourt: o fotógrafo da emigração portuguesa", em homenagem ao “franco-atirador" dos bidonvilles e da emigração portuguesa “a salto” nos anos 60 e 70.
O historiador da diáspora Daniel Bastos (ao centro), no decurso da conferência de homenagem a Gérald Bloncourt (1926-2018) no Porto
A conferência de homenagem, assinalou os seis anos do falecimento de uma personalidade ímpar que durante mais de duas décadas escreveu com luz a vida dos portugueses em França e em Portugal. Centrada na abordagem do trabalho e percurso de vida do fotógrafo que imortalizou a epopeia da emigração e a génese da democracia portuguesa, a sessão intimista e acolhedora, inclui ainda a reapresentação do livro “O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”.
Uma obra concebida e realizada por Daniel Bastos em 2015, que contou com prefácio de Eduardo Lourenço e tradução de Paulo Teixeira, onde é retratado através do espólio de Gérald Bloncourt, a vida dos emigrantes portugueses nos bairros de lata nos arredores de Paris, conhecidos como bidonvilles, que já integraram várias exposições em Portugal e França, e que fazem parte do arquivo da Cité nationale de l’histoire de l’immigration em Paris, e do Museu das Migrações e das Comunidades, em Fafe. Assim como, a primeira viagem a Portugal na década de 1960, onde retratou o quotidiano das cidades de Lisboa, Porto e Chaves; a viagem a “salto” que fez com emigrantes portugueses além Pirenéus; e as comemorações do 1.º de Maio de 1974 em Lisboa, que permanecem como a maior manifestação popular da história portuguesa.
No decurso da conferência de homenagem, o historiador da diáspora afirmou que “o trabalho fotográfico de Bloncourt constitui um valioso repositório do último meio século nacional, que resgata das penumbras do esquecimento os protagonistas anónimos da história nacional que lutaram aquém e além-fronteiras pelo direito a uma vida melhor e à liberdade”.
O Salão Nobre do Teatro Cinema acolhe, no dia 29 de outubro, às 18h00, a conferência "Gérald Bloncourt: o fotógrafo da emigração portuguesa", proferida pelo historiador da diáspora, Daniel Bastos, autor de obras de referência sobre o trabalho fotográfico de Bloncourt sobre a emigração e a génese da democracia portuguesa.
Neste mesmo dia, assinalam-se seis anos do falecimento do saudoso fotógrafo franco-haitiano com um forte vínculo cultural a Fafe, tendo sido um dos grandes nomes da fotografia humanista, cujas imagens que imortalizam a história da emigração portuguesa para França, representando um contributo fundamental para uma melhor compreensão e representação do nosso passado recente.
Um dos mais importantes pilares da proteção civil em Portugal, os Bombeiros desempenham um serviço fundamental em ações de socorro decorrentes de acidentes rodoviários, combate a incêndios, desastres naturais e industriais, emergência pré-hospitalar e transporte de doentes, assim como abastecimento de água às populações, socorros a náufragos, e inúmeras ações de prevenção e sensibilização junto das populações.
Ainda em meados do mês passado, numa fase crítica em que Portugal enfrentou dezenas de incêndios, em particular no Norte e Centro do país, ficou patente a coragem e a importância dos Bombeiros. Sendo que inclusive quatro “soldados da paz” tombaram em serviço da defesa e proteção das populações, o saudoso herói João Manuel dos Santos Silva, de 60 anos, durante o combate às chamas na freguesia de Pinheiro da Bemposta, no concelho de Oliveira de Azeméis, vítima de um problema cardíaco. E os saudosos e valentes Paulo Jorge Santos, Susana Cristina Carvalho e Sónia Cláudia Melo, quando o carro em que seguiam estes bombeiros de Vila Nova de Oliveirinha, foi apanhado pelas chamas no combate ao incêndio que lavrou no concelho de Tábua.
Exemplos de genuíno serviço de cidadania, às vezes sem o devido reconhecimento dos poderes políticos, as corporações de bombeiros em Portugal debatem-se constantemente com grandes dificuldades, resultantes da falta de meios financeiros, que em muitos casos entravam inclusive a prestação de serviços essenciais às populações.
Ao longo dos últimos anos, muitas destas dificuldades e entraves, agravados pelos contextos de debilidades económicas, têm sido mitigados e ultrapassados graças à generosidade de vários emigrantes portugueses, que um pouco por todo o território nacional são um apoio vital para o funcionamento de corporações e para a prossecução de relevantes serviços prestados pelos bombeiros às populações.
Um desses exemplos paradigmáticos encontra-se plasmado na dinâmica solidária da Associação Amigos do Vale USA, um grupo de emigrantes oriundos da freguesia do Vale, em Arcos de Valdevez, um concelho do Alto Minho fortemente marcado pelo fenómeno migratório como revelam as suas numerosas comunidades estabelecidas em França, Andorra, Venezuela, Canadá e Estados Unidos da América (EUA).
No seio da numerosa comunidade lusa nos EUA, segundo dados dos últimos censos americanos residem no território mais de um milhão de portugueses e luso-americanos, a Associação Amigos do Vale USA, assente no reiterado orgulho que os seus associados nutrem pelas suas raízes, tem ao longo dos últimos anos vindo a assumir-se como uma genuína “família” da diáspora arcuense nos Estados Unidos.
Com uma profunda dimensão de solidariedade e humanitarismo, os membros da associação luso-americana, naturais da vila raiana encravada no Vale do Vez, organizaram no início deste ano uma recolha de fundos a favor da Associação Humanitária dos Bombeiros da sua terra-mãe. Uma centenária corporação, fundada no ocaso do séc. XIX, que se constitui como uma peça estruturante no serviço prestado à população do concelho de Arcos de Valdevez, um dos quatro municípios que integram o Vale do Lima.
A angariação solidária decorreu em Newark, a cidade mais populosa do estado de Nova Jérsia, nos Estados Unidos, onde reside uma das maiores e mais conhecidas comunidades portuguesas nos EUA. Mais de quatro centenas de emigrantes e luso-americanos, muitos deles com raízes arcuenses, marcaram presença num almoço solidário, no salão nobre do centenário Sport Club Português (SCP), uma vitrina da portugalidade na América, que contou com a presença de uma delegação da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez.
Além do almoço solidário que angariou 70 mil dólares, verba que permitiu à corporação humanitária arcuense adquirir uma ambulância de socorro pré-hospitalar, completamente nova, os representantes dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez estiveram através do vereador lusodescendente Michael Silva, numa cerimónia de homenagem na Câmara Municipal de Newark.
Nesta cerimónia de homenagem, que incluiu ainda uma visita às instalações dos Bombeiros de Newark nº 14, estiveram igualmente presentes Fernando Grilo e Joe Barros, presidente e vice-presidente da União de Clubes Luso-Americanos de New Jersey, Jack Costa, presidente da Assembleia Geral do Sport Club Português e dos Amigos do Vale USA, António Cardoso, diretor do Rancho Folclórico ‘Sonhos de Portugal’, de Kearny, e Emanuel Barros, presidente da Casa dos Arcos.
A ambulância de socorro pré-hospitalar ofertada pela comunidade emigrante dos EUA à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez, foi oficialmente entregue e benzida no passado mês de agosto, o mês eleito por muitos emigrantes para regressarem às suas terras, e contou com a presença de membros da Associação Amigos do Vale USA, que tinham já no passado recente auxiliado nas obras da igreja local.
Como enalteceu no decurso da cerimónia oficial de entrega e bênção da viatura, no quartel da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez, o representante da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Cruz, são as comunidades “que acabam por minimizar os danos de subfinanciamento das corporações de bombeiros, quer ao nível autárquico, quer a nível nacional. São os cidadãos, uns mais perto, outros mais longe, que se lançam na ajuda dos bombeiros”.