sáb e dom_5 e 6 jun | 18h00 | Monte de São Silvestre
A partir de uma criação e texto de Gonçalo Fonseca nasce o espetáculo comunitário ‘Murmúrio’, que vai ser apresentado ao final da tarde deste sábado e domingo, 5 e 6 de junho, pelas 18h00, no Monte de São Silvestre, em Paredes de Coura, com a participação de pessoas da comunidade, o coro Couração e com entrada livre.
“Há para cada um de nós um lugar certo, onde tudo faz sentido, onde a vida se encaixa com o peso perfeito dos nossos passos”, explica o encenador Gonçalo Fonseca, que nesta criação conta com a ilustração musical de Vitor Hugo Barros, numa produção do Município de Paredes de Coura com o apoio da DGArtes.
‘Murmúrio’ é um espetáculo comunitário na paisagem feito de música e palavras. Ele dá corpo e voz a quem nasceu com os pés na terra, a quem escolheu esta paisagem para recomeçar, a quem partiu sem deixar de pertencer aqui, e a quem chegou sem querer e se deixou ficar. Neste palco aberto ao vento, as memórias ganham corpo em atores e músicos que nasceram, chegaram, partiram ou ficaram. Entre história e pertença, escutamos o que a terra tem para dizer, o som do milho a crescer, o silêncio das pedras antigas, o sussurro do vento nos campos é uma homenagem viva a este lugar onde o tempo desacelera e o coração encontra repouso. Porque há para cada um de nós um lugar certo, onde tudo faz sentido, onde a vida se encaixa como o peso perfeito dos nossos passos.
Ficha artística, criação e texto: Gonçalo Fonseca
Direção musical: Vítor Hugo Barros
Interpretação: Carlos Ruivo, Fábio Barreiro, Fátima Ricardo, Fernanda Lima, Laura Mendes, Lola Sousa, Lourenço Lourenço, Manuela Ribeiro, Pedro Caldas (pai), Pedro Caldas (filho), Sérgio Mendes
Interpretação musical: Alexandre Carvalho, Carla Lima, Gustavo Suárez, João Sousa, José Villarroel, Moisés Paraliticci, Pedro Costa, Vítor Hugo Barros e o Coro Couração
No próximo dia 3 de Julho, 5ªf, dia em que Arlindo Fagundes faria 80 anos, a DOR Braga do PCP vai promover a homenagem "Arlindo Fagundes - Destacada figura da Cultura e militante comunista".
A homenagem inclui uma exposição cujo acto de inauguração terá lugar na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga, no dia 3, pelas 18h. A exposição estará aberta ao público até ao dia 17 de Julho.
O acto de inauguração contará com um momento cultural e com as intervenções
de António Lopes, antigo dirigente do PCP, Zeferino Coelho, Editor, e Belmiro Magalhães, da Comissão Política do Comité Central do PCP.
Arlindo Fagundes nasceu em Ovar em 1945 e faleceu em Braga no passado dia 9 de janeiro.
Foi realizador de cinema, ceramista, ilustrador e autor de banda desenhada.
Estudou na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Para evitar ser chamado para combater na guerra do ultramar, exilou-se em França de 1967 a 1974; durante este período estudou no Conservatoire Libre de Cinéma Français, onde estudou cinema, tendo obtido o diploma em realização.[Regressou a Portugal após a revolução do 25 de Abril e começou a trabalhar como ceramista.
Ilustrou vários livros das colecções escritas por Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, sendo as ilustrações que realizou para a série literária Uma Aventura o seu trabalho mais conhecido.
Na área da banda desenhada editou, como guionista e ilustrador, os álbuns La Chavalita, A Rapariga do Poço da Morte e O Colega de Sevilha. O Colega de Sevilha é a mais recente banda desenhada do anti-herói Pitanga e foi publicado em maio de 2019 pela editora Arcádia.
Faleceu aos 79 anos, no dia 9 de Janeiro de 2025.
Arlindo Fagundes lecionou nos cursos de Técnicos de Comunicação e Técnicos Multimédia, na Escola Profissional de Braga e participou em exposições de pintura individuais e coletivas nomeadamente em Braga e Fafe.
No próximo dia 30 de junho, pelas 18h00, o Palco das Artes, em Vila Nova de Cerveira, acolhe a apresentação pública do Biograf - Festival Internacional de Cinema e Artes em Movimento, um novo evento dedicado à interseção entre o cinema e as artes visuais contemporâneas, cuja primeira edição acontece entre 27 e 31 de agosto.
Promovido pela Adversa, Studio, com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, o BIOGRAF nasce com a ambição de se afirmar como uma plataforma de encontro e diálogo entre artistas, cineastas e o público, celebrando o cruzamento de linguagens artísticas, a experimentação e a criatividade no audiovisual.
A sessão de apresentação conta com a presença da direção do festival, por forma a partilhar as primeiras impressões, objetivos e linhas curatoriais desta nova iniciativa cultural da ‘Vila das Artes’. Como momento especial, no dia 30 de junho vai ser exibida a curta-metragem “Percebes” (2024), de Alexandra Ramires e Laura Gonçalves, uma obra multipremiada, exibida em parceria com o Curtas de Vila do Conde, parceiro de programação do BIOGRAF.
A primeira edição do Biograf - Festival Internacional de Cinema e Artes em Movimento inclui várias categorias competitivas e um programa de exibição diversificado, com filmes e curtas-metragens de origem nacional e internacional, dando particular destaque a obras que exploram a fusão entre cinema, arte e território.
O projeto Arte em Movimento, promovido Município de Barcelos através da Casa da Juventude, foi distinguido como Boa Prática Municipal no V Encontro da Rede Amigos da Juventude 2025, realizado em Ílhavo, Aveiro.
Após as duas iniciativas realizadas em 2023 e 2024, o projeto “Arte em Movimento vai para a sua terceira edição que se realiza na próxima sexta-feira, dia 20 de junho, pelas 21 horas, no Campo Camilo Castelo Branco (antigo Campo São José), num evento que integra um grande espetáculo com muita música - por Lau Slater, Juliana Gonçalves, Sofia Pereira, The Rocket Mobsters, Mariana Simões, Rhea Sun, Miqueias Rodrigues, Demure, Margarida Gonçalves, Ana Rita Alves - e dança - por Edoc Motion, Adriana Araújo e ADance Schooll.
O Arte em Movimento pretende valorizar a participação e a produção criativa e artística, enquanto vetores de desenvolvimento de novos talentos, fundamentando nos nossos jovens a consciência da sustentabilidade cultural. Visa criar, incentivar e proporcionar a realização, a revelação e a valorização dos jovens barcelenses em diversas áreas artísticas.
O ponto fulcral deste projeto é dar palco aos jovens que pretendam dar a conhecer a sua arte, ajudá-los a promover e a valorizar o seu melhor em diferentes palcos e com diferentes públicos.
A Loja de Turismo de Valença recebe a exposição “Ódaterra” até 2 de junho, mostrando a arte de transformar elementos da natureza em preciosas peças de bijuteria e decoração.
Cada peça, que se apresenta, é uma criação única que segue um ato de criação, de acordo com o ritmo que a natureza determina. As peças presentes fazem parte de uma vasta coleção, que desde 2020, encanta todos quantos têm a oportunidade de a conhecer. A mostra apresenta sobretudo, quadros inspirados em livros, utilizando a técnica de conservação de plantas na prensa botânica, bem como bijuterias.
A maioria dos materiais utilizados provém do jardim próprio e de recolhas feitas nas caminhadas. Estas artistas recorrem, também, aos hortos e floristas, dando nova vida a elementos considerados desperdícios.
Ódaterra é um projeto criativo das valencianas Maria João Domingues, professora de música, Rita Nicolau artista plástica e Francisca Domingues estudante de ciências da comunicação.
A exposição está patente ao público na sala “Valença, Artes e Ofícios”, da Loja de Turismo, um espaço que é uma celebração da identidade local, da alma da nossa comunidade, mostrando talentos e tradições verdadeiramente valencianos.
Aqui, projeta-se a criatividade, a inovação e a tradição, reputados criadores e jovens revelações que dão corpo à alma e identidade valenciana.
Mostra resulta de um conjunto de conversas sobre cancro entre o artista plástico e o Professor Manuel Sobrinho Simões
“O Estranho Terrível Outro II” é o título da exposição do artista Agostinho Santos, que vai estar patente a partir de amanhã e até 27 de junho, no Museu Municipal de Caminha. A mostra, com curadoria de Isabel Lima, é inaugurada pelas 18h00.
Agostinho Santos nasceu em Vila Nova de Gaia. É jornalista, artista plástico, investigador e curador independente, mentor e Diretor da Bienal de Gaia.
A exposição "O Estranho Terrível Outro II", conta com a colaboração do Professor Manuel Sobrinho Simões, e com o apoio doInstituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S) e IPATIMUP.
Resulta de um conjunto de conversas sobre cancro entre o artista plástico Agostinho Santos e o Professor Manuel Sobrinho Simões.
Reúne um conjunto de pinturas, desenhos e esculturas que o artista plástico produziu a partir de imagens reais de tecidos humanos obtidas pelo Professor Manuel Sobrinho Simões.
Trabalhos finais expostos na Sala Terroir do Museu Alvarinho. Participação de alunos da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) e da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Vigo (FBAUV).
O projeto “Arte em Trânsito” consiste na promoção da arte contemporânea, a partir do inspirador território vinhateiro de Monção, através da intervenção continua, sobre as mesmas telas, de alunos da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) e da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Vigo (FBAUV).
O processo criativo decorreu em três momentos distintos. Numa primeira fase, em outubro, com a presença de Ana Rita Mineiro e Mário Macedo, do IPVC, e Maria Martelo e Rocio Lago, da FBAUV. Seguiu-se, em fevereiro, a segunda intervenção com participação de Alicia Baptista e Rita Marques, do IPVC, e Chris Monroy Abal e Manuel González Meijide, da FBAUV.
Este mês, teve lugar a última intervenção, dando-se por concluídas as quatro telas que, no total, envolveram 12 alunos das duas instituições de ensino superior. O momento final teve participação de Lúcia Villar, Violeta de Castro, Júlia Busto e Mery Hervás, todas da FBAUV.
Os trabalhos estão patentes ao público na Sala Terroir do Museu Alvarinho, todos os dias, entre as 10h00 e as 18h00.
O projeto, lançado pelo Município de Monção com o apoio dos dois estabelecimentos de ensino, visa juntar a vivência das populações locais com o conhecimento e saber gerados nas instituições de ensino superior artístico do norte de Portugal e da Galiza.
Além de promover o trabalho criativo de novos valores das artes plásticas, procura-se contribuir para o reforço da democratização artística e cultural, facilitando o acesso do público às novas tendências artísticas, na vertente da pintura sobre tela.
O Município de Valença marca presença na 6ª edição da Bienal Internacional de Arte de Gaia – Bienal de Causas, acolhendo uma exposição na antiga Alfândega de 16 de maio a 29 de junho.
A inauguração acontece no dia 16 de maio, às 16h00 e a exposição estará aberta ao público de terça-feira a sábado, das 14h00 às 19h00, até 29 de junho.
Esta iniciativa, que promove a arte contemporânea como forma de intervenção social, reúne 49 artistas de seis países, num diálogo entre criadores locais, regionais e internacionais. A exposição, multidisciplinar, inclui pintura, escultura, desenho, ilustração e fotografia, reforçando a missão da Bienal de usar a arte para “denunciar as crueldades e o drama do mundo”.
O polo expositivo de Valença, que terá como curadora da exposição, Rosalina Santos, destaca-se pela parceria entre a Câmara Municipal e a Cooperativa Cultural – Artistas de Gaia, valorizando o território através da cultura e ocupando um espaço emblemático – a antiga Alfândega, situada junto à Ponte Internacional e na rota dos Caminhos de Santiago.
A Bienal Internacional de Arte de Gaia, criada e dirigida por Agostinho Santos, é um evento artístico que se destaca pela sua vertente social e intervenção através da arte. Sob o lema “a Arte é uma arma”, a Bienal desafia os artistas a refletirem sobre questões globais, denunciando injustiças e promovendo causas sociais através das suas obras.
Nesta 6ª edição, a Bienal mantém o seu foco na descentralização da arte, levando exposições a vários municípios, reunindo cerca de 400 artistas e 55 mostras até 12 de julho.
Polo de Valença
Valença estreia-se nesta edição como um dos 15 polos descentralizados, trazendo a arte contemporânea para um espaço histórico: a antiga Alfândega. Este edifício, outrora um posto fronteiriço, ganha nova vida como palco de expressão artística, reforçando a ligação entre património e cultura.
A exposição de Valença contará com 49 artistas de 6 nacionalidades, incluindo nomes consagrados e emergente, obras em pintura, escultura, desenho, ilustração e fotografia e diálogos constantes entre artistas locais, da região e convidados internacionais sobre temas que refletem causas sociais, políticas e ambientais, alinhados com o espírito da Bienal.
Valença reforça, assim, o seu papel no panorama cultural do Norte de Portugal.
Uma oportunidade única para ver arte que inspira, questiona e transforma.
Sarah Affonso e Almada Negreiros em Moledo, concelho de Caminha
Sarah Affonso e a arte popular do Minho. A artista possui uma relação muito peculiar com a sua obra. Muitas vezes recordada como a mulher de Almada Negreiros, pretende-se evocar a artista como uma modernista reconhecida com um percurso próprio, de notável qualidade.
Nascida em Lisboa, em 1899, a vida de Sarah Affonso tem uma relação particular com a sua obra. Foram poucas as mulheres que souberam transpor em Portugal as barreiras sociais à afirmação das mulheres como artistas nas primeiras décadas do século XX. Foi a primeira mulher a frequentar, contra todas as convenções, o Brasileira, no Chiado, o que ilustra não só os preconceitos do seu tempo mas também o espírito independente com que os encarava. Mas se, por um lado, o tempo em que viveu condicionou o seu percurso artístico, foram também as suas vivências e memórias que usou como matéria-prima da sua arte. Foi a partir da sua própria vida – da infância e e dos laços de amizade e amor – que construiu uma linguagem e uma temática próprias.
Nascida em Lisboa numa família modesta, Sarah Affonso cedo foi viver para Viana do Castelo, onde ficou até aos 15 anos. Estes primeiros anos da sua vida marcariam indelevelmente a sua obra, desenvolvida nos trilhos dessa memória das paisagens minhotas, dos azuis, dos pinhais e das praias, do seu quotidiano e das tradições, das festas, profissões e feiras. Estudou pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, onde foi um dos últimos alunos de Columbano Pinheiro. Deste terá ficado com o gosto pelo retrato e pela encenação de uma certa intimidade (veja-se o Retrato de Tagarro e Waldemar Costa, 1929).
Expõe pela primeira vez em 1923, na Sociedade Nacional das Belas Artes em Lisboa (SNBA). Uma crítica de Mário Domingues aconselha-a a ir para Paris, o que faz no ano seguinte, suportada pelas poupanças do pai. Nos oito meses que passa na capital do mundo da arte frequenta aulas de modelo na Académie de Grande Chaumièr e, sobretudo, exercita o olhar – visita museus e exposições, mas também teatros e bailados, educando-se em tendências artísticas ignoradas em Portugal.
De volta a Lisboa, participa no primeiro e segundo Salão de Outono (SNBA, respetivamente 1925 e 1926). É neste período que começa a trabalhar nas artes decorativas, estratégia de sobrevivência habituais para os artistas portugueses nos anos 20. Faz ilustração de livros infantis, trabalhando frequentemente com Fernando de Castro (de Mariazinha em África - Romance para Meninos, 1925, a O Tesouro da Casa Amarela, 1932), e de imprensa (ABCzinho, entre outros), além de uma e outra incursão na cenografia. Mas trabalha sobretudo no bordado e no tricô. Após uma primeira exposição individual no Salão Bobonne, bem recebida pela crítica, volta em 1928 para Paris, vivendo do trabalho num atelier de costura. É particularmente impressionada por uma exposição de Henri Matisse, impacto que se pode detetar no quadro As Meninas deste ano (Museu do Chiado, Lisboa), exposto com algum sucesso no Salon d’Automne.
Após regressar a Lisboa no ano seguinte, em que expõe com José Tagarro no Salão Bobonne, participa em exposições coletivas (Salão de Artistas Independentes, 1930, onde expõe As Meninas; Salão de Inverno, 1932; Artistas Independentes, 1936; Exposição Moderna do Secretariado Nacional de Propaganda em 1940, 1942, 1944 – quando recebe o Prémio Souza-Cardoso por um retrato do filho – e 1945), e expõe individualmente em 1932, na Galeria do Século, e de novo em 1939. A receção crítica da sua obra foi, geralmente, boa, não obstante as categorias retóricas que subtilmente demarcavam as artistas mulheres (com uma obra inevitavelmente caracterizada como «lírica», «feminina», «íntima», «delicada» ...) dos seus colegas masculinos.
Em 1934 casa com Almada Negreiros, que acabara de voltar de uma estadia de sete anos em Madrid. A prazo, as obrigações de sustentar a sua família, tarefa nem sempre fácil, concorreram para a voluntária retirada da pintura, em finais dos anos 40. Mas nos primeiros anos do seu casamento desenvolve o que será a parte mais importante da sua obra pictórica. Dos retratos de meninas e mulheres e das paisagens urbanas passa para composições que incorporam motivos antes utilizados nos bordados, oriundos da cultura e imaginário populares. Evoca, a partir da memória da infância passada no Minho, costumes (procissões, festas, alminhas) e mitologias populares (nomeadamente as sereias). A obra Casamento na Aldeia, de 1937, é representativa desta fase da obra de Affonso. Outro motivo frequente é a família, que retrata num universo íntimo com sugestões mágicas ou lendárias (veja-se Família, também de 1937).
Como já foi referido, foram várias as razões que levaram Sarah Affonso a abandonar a pintura. Às razões pessoais juntavam-se a insegurança profissional e a falta de condições de trabalho. Continuou, no entanto, com um trabalho menos visível nas artes decorativas e de apoio a Almada Negreiros, ainda pouco conhecido. Em finais dos anos 50, retomou algumas das direções interrompidas, como a ilustração infantil (entre outros de A Menina do Mar, 1958, de Sophia de Mello Breyner Andresen) e o desenho.
Em 1953 obras suas integraram a representação portuguesa na Bienal de S. Paulo. No mesmo ano, houve uma retrospetiva na Galeria Março, Lisboa, e outra em 1962, na Galeria Dominguez Alvarez, Porto. No entanto, foi – à semelhança de outras artistas mulheres, como Milly Possoz ou Ofélia Marques – algo esquecida pela historiografia, situação que só mais recentemente começou a ser corrigida. Neste aspeto, olhares mais demorados porventura revelariam, na «poética de ingenuidade» que caracteriza a obra de Affonso, uma proposta pictórica mais pensada e consciente do que os motivos «inocentes» poderiam levar a crer, alimentada por uma cultura artística que não era comum em Portugal e um sentido de liberdade que lhe permitiu traçar sempre o seu próprio caminho.
Nota: Sobre a vida e a visão da artista pode-se consultar as Conversas com Sarah Affonso (Lisboa: Arcádia, 1982) de Maria José de Almada NEGREIROS, a sua nora, que serviram de base para Sarah Affonso (Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1989), da mesma autora. Para situar a artista no seu tempo, sobretudo no que diz respeito a questões de género, veja-se Emília FERREIRA, “Da deliciosa fragilidade feminina”, in Margens e Confluências, n. 11/12 (Dezembro 2006), p. 143-187.
Sarah Affonso nasceu no dia 13 de maio de 1899, em Lisboa.
Passou a infância e a adolescência no Minho, cujas paisagens e costumes marcaram profundamente a sua obra. Estudou pintura na academia de Belas-Artes em Lisboa, onde foi aluna de Columbano Bordalo Pinheiro e onde fez a sua primeira exposição, antes de prosseguir os estudos em Paris. Seguiu as correntes modernistas, cultivando no entanto a arte popular, e afirmando-se como pintora nas primeiras décadas do século XX, altura em poucas mulheres o faziam.
Artista multifacetada, Sarah Affonso foi também ilustradora de livros para crianças, sendo dela os desenhos que ilustram “A Menina do Mar”, de Sophia de Mello Breyner Andresen. Casou-se com Almada Negreiros, artista multidisciplinar e modernista, cuja personalidade admirava. O retrato que fez de um dos seus filhos recebeu o prémio Amadeo de Souza-Cardoso.
“A Intemporalidade da Essência e da Forma” é a exposição de Francisco Simões que, em três espaços distintos - Galeria Municipal de Arte, Salão Nobre dos Paços do Concelho e Museu de Olaria - vai mostrar a obra deste importante e relevante multifacetado artista português. A mostra abre sábado 26 de abril, às 16h00, sendo a cerimónia de inauguração na Galeria Municipal de Arte. No catálogo da exposição, o Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino Lopes, escreve que “é uma enorme honra para Barcelos podermos apresentar na nossa Galeria Municipal de Arte um dos mais notáveis artistas plásticos portugueses, cuja arte é um “espelho da alma e um testemunho da intemporalidade da beleza”.
“A Intemporalidade da Essência e da Forma” Esta exposição conduz-nos a um universo de representação onde a figura feminina se assume como presença constante e estruturante. É difícil abordar o trabalho de Francisco Simões sem considerar a centralidade do feminino, seja na escultura, no desenho, na pintura ou na cerâmica. O artista constrói uma linguagem plástica singular, enraizada numa reflexão contínua sobre a condição do ser e a configuração do espaço. Neste contexto, a mulher surge não apenas como tema, mas como matriz de uma poética que procura, essencialmente, a essência da forma. Na abordagem ao corpo da mulher, há uma clara intenção de ir além da superfície visível. Através da silhueta, do gesto e da postura, o artista procura captar uma dimensão intemporal, onde cada curva e volume ultrapassa a fiscalidade e adquire um valor simbólico e eterno. O seu percurso artístico propõe uma reflexão estética sobre a beleza, encarada como manifestação do que permanece e do que é absoluto dentro do efémero. Francisco Simões articula a sua criação com as tradições da arte contemporânea, mas convoca, simultaneamente, problemáticas universais como o ciclo da vida, a transformação e a permanência. A sua obra não se limita à representação visual da mulher; constitui-se como expressão de uma estética da eternidade, da força e da essência do feminino. Convida-nos a reconhecer o corpo feminino enquanto território simbólico de beleza e transcendência, e como metáfora da essência humana que persiste perante o decurso do tempo. O título da exposição, “Intemporalidade da Essência e da Forma”, remete para a dinâmica contínua do ser e da transformação. Francisco Simões propõe um olhar que transcende o tempo e as convenções da arte atual, desafiando o espectador a contemplar o que é verdadeiramente essencial. A sua prática artística não visa capturar a forma de modo superficial, mas antes extrair da mesma a sua profundidade ontológica, aquilo que, mesmo sendo transitório, encerra algo de eterno. Ao convidar o espectador a atravessar os diversos territórios da criação — do desenho à escultura, da pintura à cerâmica —, Francisco Simões desafia-nos a reconhecer o que há de comum, de constante e de essencial em cada gesto artístico. Esta exposição não constitui apenas um percurso estético; é, também, uma proposta filosófica e poética. Ao confrontar-nos com as obras de Francisco Simões, somos convidados a suspender certezas momentâneas e a abrir espaço para uma perceção mais profunda, aquela que nos liga ao que é perene, tanto na arte, como na existência. A exposição vai estar patente ao público até ao dia 31 de agosto de 2025. Francisco Simões 1946 Nasce em Porto Brandão, Almada 1965 Conclui o curso da Escola de Artes Decorativas António Arroio
1966 Inicia a atividade gráfica com o pintor Mário Costa 1967 É bolseiro da OCDE em Roma, Turim, Novara, Verona e Milão 1968 Trabalha no Museu do Louvre a convite de Germain Bazin 1969 Vai viver para o Funchal onde inicia a carreira docente e o curso de escultura da Academia de Música e Belas Artes da Madeira 1972 É diretor da Escola Preparatória da Ribeira Brava 1974 Conclui o curso de escultura e é nomeado membro da Comissão Diretiva do Museu da Quinta das Cruzes, Funchal 1975 Regressa a Lisboa e é responsável pedagógico do Serviço Cívico Estudantil do Ministério da Educação e Cultura 1976 É eleito vereador da Câmara Municipal de Almada 1980 Cessa funções autárquicas e dedica-se à atividade escultórica e pictórica em simultâneo com a docência 1987 É-lhe concedida uma bolsa pelo Ministério da Educação a fim de se dedicar em exclusivo a projetos de escultura e pintura 1989 É nomeado consultor de Artes Plásticas para o projeto "A Cultura começa na Escola" 1990 Colaborador do JL (Jornal de Letras, Artes e Ideias) 1991 Instala a sua residência e ateliê em Sintra 1992 É nomeado pelo Ministério da Educação membro do grupo de trabalho de Humanização e Valorização Estética dos Espaços Educativos | Obtém a carta de residência em França 1996 A Escola Secundária do Laranjeiro passa a designar-se Escola Secundária Francisco Simões em homenagem ao artista plástico reconhecido nacional e internacionalmente. É-lhe atribuída a Medalha de Mérito Cultural pela Câmara Municipal de Oeiras 1997 É nomeado assessor do Secretário de Estado da Administração Educativa 1998 É nomeado assessor do Ministro da Educação 1999. É-lhe atribuída a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Sintra
2005 Cessa funções como membro do projeto Valorização Estética dos Espaços Educativos 2006 Reforma-se do ensino público e cessa funções no Ministério da Educação 2019 Distinguido com o Prémio da Lusofonia 2018 e é-lhe atribuído o cargo de Comissário da Cultura pelo Instituto do Mundo Lusófono (IMLus).
“Sonhos e Metamorfoses: O Surrealismo de Paula Rego" é o nome da nova exposição patente na Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão. A mostra abriu ao público na passada sexta-feira, dia 11 de abril, com a presença do secretário-de Estado da Cultura, Alberto Santos, e do presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Mário Passos.
Com curadoria de Catarina Alfaro, Marlene Oliveira e Perfecto Cuadrado, a exposição apresenta o universo surrealista de Paula Rego, destacando a intensidade e riqueza da sua obra. Estará aberta ao público até 4 de janeiro de 2026.
Mário Passos fala numa oportunidade única “para conhecer o trabalho de uma das figuras mais incontornáveis da arte nacional e internacional”.
Paula Rego é uma das artistas mais proeminentes de Portugal, reconhecida internacionalmente pela expressão e narrativa das suas obras. A sua arte aborda temas como a condição feminina, a política, a literatura e também a cultura popular, utilizando uma linguagem visual única que cruza o universo onírico com a realidade. Tem nas suas obras uma forte expressão surrealista, combinando o inconsciente, o bizarro e os seres imagináveis com factos reais. Em 2025, completaria 90 anos do seu nascimento e esta exposição, explica a Fundação Cupertino de Miranda, é uma homenagem à sua vida e obra, contribuindo para apresentar uma nova visão da sua arte. A exposição, em parceria com a Fundação D. Luís I, apresenta uma seleção de pinturas, desenhos e gravuras representativas de várias fases da carreira da artista, com especial enfoque no surrealismo.
Teresa Morais Silva acaba de executar mais uma das suas magníficas ilustrações, desta feita alusiva à Mordomia do Senhor dos Passos. Nesta ilustração, representa trajes de Dó com o raminho de flores roxas que será este ano oferecido ao andor do Senhor dos Passos. Esta ilustração é inspirada numa fotografia do fotógrafo Ricardo Sousa.
“O meu pai era um fervoroso devoto do Senhor dos Passos e decorou o andor durante os mais de vinte anos que trabalhou na Sé de Viana. Era o sr Jerónimo Teles e é a ele, o meu pai, que dedico esta ilustração”, afirma a autora.
Este ano, Teresa Silva vai também participar no desfile envergando um traje de cerimónia de Morgada.
Teresa Silva é natural de Viana do Castelo. Nasceu em 1979 e desde os primeiros anos de infância demonstrou sempre muita sensibilidade artística, sobretudo para as artes visuais com recurso a lápis ou tintas e trabalhos manuais.
É licenciada em Professores do 1º e 2º Ciclo do Ensino Básico, variante Educação Visual e Tecnológica na Escola Superior de Educação de Viana do Castelo e leccionou durante 7 anos na Região Autónoma dos Açores. Regressou ao continente e permaneceu 6 anos em Aveiro onde se dedicou ao Bordado de Viana tendo Carta de Artesã.
Em 2018 regressou a Viana do Castelo e passou a dedicar-se por completo às artes plásticas.
Em 2023 criou um atelier de ilustração, tendo sempre por base de inspiração os Trajes do Alto Minho, sobretudo o Traje à Vianesa.
Possui particular gosto por ilustrar registos fotográficos antigos, sobretudo do inicio do século XX.
Os principais materiais que utiliza são os lápis de carvão, lápis de aguarela secos, marcadores, marcadores de aguarela e papel rugoso de aguarlas. Esta Inspiração vem do profundo amor pelo Traje, sendo que a primeira vez que envergoui um em cortejos da Romaria de Nossa Senhora d’Agonia tinha apenas 6 anos de idade, tendo aprendido a trajar com o saudoso sr Amadeu Costa e a D. Maria Emília de Sena Vasconcelos, amigos próximos do seu pai. São já 36 anos a trajar Viana.
O seu maior desejo é poder expor o meu trabalho na terra que a viu nascer e perpectuar no tempo, através da técnica manual da ilustração, o valor incalculável que tem a memória do Traje à Vianesa.
O Coletivo56, criado em Arcos de Valdevez apresenta eventos únicos que celebra todas as formas de arte, desde música minimalista, às performances inovadoras, passando pela gastronomia e experiências imersivas.
Realizado em sábados aleatórios, estes eventos adaptam-se aos locais em que são realizados, ajustando o conteúdo às suas características específicas. São convívios inclusivos de ambiente seguro e adequados para todas as gerações, oferecendo uma experiência enriquecedora para todos os públicos.
Tem como objectivo dinamizar as Artes e a Cultura no Alto Minho, promovendo uma plataforma para artistas locais se apresentarem e, ao mesmo tempo, proporcionando o encontro e a troca de experiências com artistas de outras localidades e estilos.
Acreditamos que essa fusão criativa pode gerar um ambiente único de aprendizagem e inspiração, incentivando a convivência entre os artistas e o público.
Pretendem criar espaços contagiantes, pedagógicos e culturais repletos de cor e sons vibrantes, onde a união e a inclusão sejam um ponto de partida entre os criadores, artistas e apreciadores da arte.
É uma oportunidade de fortalecer a cena cultural local e incentivar a troca de conhecimentos, fomentando um ambiente e sentimento de colaboração e crescimento mútuo.
No âmbito da visita do Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre a Arcos de Valdevez foi lançada a obra da Escola de Ensino Artístico. Um investimento realizado no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), de valor superior a 2 milhões de euros.
“A Educação é um pilar fundamental do desenvolvimento sustentável que queremos para Arcos de Valdevez”. Este projeto surgiu da vontade de “crescer no ensino artístico”. Conforme disse João Manuel Esteves, Presidente da Câmara Municipal, os alunos de Arcos de Valdevez começaram por ter acesso ao Ensino Articulado da Música através do CAV – Conservatório de Arte de Valdevez, em parceria com o Agrupamento de Escolas de Valdevez e o Município. O projeto foi crescendo e os alunos interessados foram aumentando. A Câmara Municipal e os parceiros sentiram a necessidade da existência de um “edifício maior, com mais e melhores condições para o ensino da música, do teatro, e da Dança”.
Com área de construção de aproximadamente 1.400m2, este edifício, tem dois pisos e organizar-se-á em torno do auditório. Está prevista a criação de espaços especializados para o ensino de artes dramáticas, dispondo de um estúdio, uma sala de trabalho/caracterização, vestiários e balneários.
O piso inferior, será dedicado ao ensino da música e do teatro, comportando 12 salas de estudo e prática de instrumento, 3 salas de formação musical, camarins e outras salas de apoio.
Está ainda prevista a criação de uma zona de receção, com tesouraria e secretaria incorporada, gabinetes para a direção, professores e reuniões.
Para o Presidente da Câmara “este dinamismo resulta do facto do Município ter estabelecido várias parcerias. Uma delas robusta com o Agrupamento, Associação de Pais, Associação de Estudantes e as Associações do Concelho.”
Assim, com esta intervenção a Autarquia arcuense dá continuidade ao projeto educativo no concelho, garantindo melhores condições de ensino e novas oportunidades, bem como promovendo o sucesso educativo e o bem-estar dos alunos arcuenses.
“A Educação propicia qualificação, que garante mais e melhor emprego; proporciona mais rendimento, mais condições de vida para as pessoas e condições para que os investimentos se fixem e atraia novos”, atestou.
O Município de Braga continua a sua aposta na valorização do património cultural ao apoiar a candidatura da "Arte e Saber-Fazer da Calçada Portuguesa" à Lista Indicativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO. A candidatura, submetida na passada sexta-feira pela Associação da Calçada Portuguesa à Comissão Nacional da UNESCO, visa preservar esta tradição secular e garantir o devido reconhecimento dos mestres calceteiros.
A calçada portuguesa é um dos mais icónicos elementos da identidade e cultura nacionais, sendo um património vivo que valoriza os espaços urbanos e projecta a cultura portuguesa a nível internacional. No entanto, enfrenta desafios que ameaçam a sua continuidade, tornando essencial o reconhecimento do trabalho dos calceteiros, verdadeiros guardiões desta arte.
O Município de Braga juntou-se a esta iniciativa, ao lado de outros sete municípios – Estremoz, Faro, Funchal, Lisboa, Ponta Delgada, Porto de Mós e Setúbal – e mais de vinte instituições ligadas à cultura, academia e formação. O apoio da autarquia bracarense reforça o seu compromisso com a salvaguarda do património material e imaterial, contribuindo para a preservação e promoção da calçada portuguesa.
A calçada portuguesa tem um papel fundamental na valorização urbana e no turismo, sendo um elemento distintivo presente em diversas cidades do mundo historicamente ligadas a Portugal. O Município de Braga reconhece a importância desta candidatura como um passo essencial para garantir a perenidade desta arte e assegurar a devida dignificação dos seus mestres.
A Associação da Calçada Portuguesa, fundada em 2017 com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, tem sido a entidade impulsionadora desta candidatura, trabalhando activamente na protecção, valorização e promoção da calçada portuguesa a nível nacional e internacional. O Município de Braga congratula-se por fazer parte deste movimento de salvaguarda do património, reforçando a importância da cooperação institucional para a afirmação da cultura portuguesa no mundo.
Com esta candidatura, o Município de Braga pretende que a calçada portuguesa continue a ser um símbolo vivo da identidade nacional e que os mestres calceteiros recebam o reconhecimento que merecem.
Comemorações dos 900 Anos do Foral de Ponte de Lima 1125-2025
Vários artesãos locais, de diferentes artes e ofícios, foram convidados a criar uma peça inspirada nos 900 anos do Foral de Ponte de Lima – vila fundada antes de Portugal se fazer nação. A iniciativa resultou numa exposição intitulada "A arte ao serviço da História | 900 anos do Foral Teresiano" que será inaugurada no próximo dia 15 de março, pelas 16h00.
Visite a mostra artesanal patente ao público até 28 de setembro e associe-se às comemorações dos nove séculos da vila limarense.
Esperamos por si no interior do Parque Temático do Arnado!
Comemorações dos 900 Anos do Foral de Ponte de Lima 1125-2025
Vários artesãos locais, de diferentes artes e ofícios, foram convidados a criar uma peça inspirada nos 900 anos do Foral de Ponte de Lima – vila fundada antes de Portugal se fazer nação. A iniciativa resultou numa exposição intitulada "A arte ao serviço da História | 900 anos do Foral Teresiano" que será inaugurada no próximo dia 15 de março, pelas 16h00.
Visite a mostra artesanal patente ao público até 28 de setembro e associe-se às comemorações dos nove séculos da vila limarense.
Esperamos por si no interior do Parque Temático do Arnado!
Comemorações dos 900 Anos do Foral de Ponte de Lima 1125-2025
Vários artesãos locais, de diferentes artes e ofícios, foram convidados a criar uma peça inspirada nos 900 anos do Foral de Ponte de Lima – vila fundada antes de Portugal se fazer nação. A iniciativa resultou numa exposição intitulada "A arte ao serviço da História | 900 anos do Foral Teresiano" que será inaugurada no próximo dia 15 de março, pelas 16h00.
Visite a mostra artesanal patente ao público até 28 de setembro e associe-se às comemorações dos nove séculos da vila limarense.
Esperamos por si no interior do Parque Temático do Arnado!
3.ª feira a domingo das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 18h00
Esta segunda-feira, 17 de fevereiro, marcou um passo importante para a promoção das artes performativas em Braga. Foi assinada a parceria entre o Município e os Agrupamentos de Escolas, Escolas Profissionais e Escolas Privadas do concelho, garantindo o sucesso da MAPEAR'25 – Mostra Escolar de Artes Performativas.
O evento, que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho, contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, que destacou a importância desta iniciativa para a formação e valorização artística dos alunos.
De 29 de abril a 7 de maio, a MAPEAR'25 acontece no Espaço Vita e contará com a participação de 12 grupos escolares nas áreas do teatro, música e dança. A entrada é livre para toda a comunidade!
Esta mostra, integrada no ATLAS - Programa de Mediação Cultural de Braga, não só dá palco ao talento dos jovens como também reforça o compromisso da cidade com a cultura e a educação.
A Vice-Presidente e Vereadora da Educação, mas também com responsabilidades na Promoção da Igualdade, Fátima Moreira, participou na passada sexta-feira na primeira sessão do projeto piloto AmpliArte, junto de alunos/as da Escola Secundária. Ângelo Dias, Diretor do Agrupamento de Escolas da Póvoa de Lanhoso esteve também presente no arranque deste projeto.
Este projeto, promovido pelos serviços do SIGO do Município da Póvoa de Lanhoso é de intervenção primária e pretende ser um complemento às ações já existentes que são diariamente asseguradas pelos/as docentes junto dos alunos abrangidos, que integram a turma de Medidas de Suporte à Aprendizagem e Inclusão.
No âmbito deste projeto, fundamentado em técnicas de expressão plástica, serão também realizados jogos pedagógicos e efetuadas dinâmicas de grupo, por forma a trabalhar ao máximo de capacidades e competências dos alunos, durante as 15 sessões que estão calendarizadas até ao mês de Maio.
O AmpliArte tem como objetivo geral ensinar às crianças e jovens acompanhadas no âmbito de Medidas de Suporte à Aprendizagem e Inclusão uma variedade de técnicas de expressão plástica que estes/as possam utilizar nos seus tempos livres, sendo, assim, um apoio e orientação na planificação de atividades lúdicas e recreativas que os/as próprios/as jovens queiram realizar.
Para Fátima Moreira, a responsável da autarquia por estas áreas que requerem a melhor atenção e sensibilidade pelos decisores políticos, “pretende-se com o AmpliArte desenvolver um trabalho de intervenção primária, complementar à já existente, e através das atividades que vão desenvolver, queremos que contribuam para aumentar o bem-estar e promovam o desenvolvimento de competências sociais e emocionais destes jovens”.