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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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"Obra do Atlântida” deve ser investigada

O porta-voz da comissão de trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), António Costa, exigiu, ontem, junto da residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, uma investigação ao ‘Atlântida', o ferry que, após estar construído, em 2009, foi rejeitado por quem o encomendou - a empresa de transporte marítimo do Governo Regional dos Açores por alegadas falhas técnicas.

ENVC 022

Segundo Costa, o "comportamento da Atlânticoline e do Governo dos Açores deveria ser alvo de uma averiguação do Ministério Público", tendo em conta o desastre provocado nas contas dos ENVC e que acabou com o navio atracado há quatro anos no Arsenal do Alfeite. "A obra do "Atlântida' deve ser investigada porque os estaleiros limitaram-se a construir um projeto (elaborado por um gabinete russo) e está agora uma empresa grega, que tem uma dívida aos estaleiros, a assegurar tal trabalho", frisou o porta-voz dos trabalhadores, após um desfile ao longo de três horas, entre a Praça do Saldanha e São Bento, com uma paragem em frente à Empordef (a holding estatal para a área da Defesa), onde também esteve o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, e da coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins. Debaixo de chuva, desde 15.20 horas, 500 trabalhadores protestaram contra a indefinição do futuro dos ENVC que se traduz numa paragem há quase três anos, apesar de haver encomendas da Venezuela. "Estou ali há 40 anos. O senhor ministro (da Defesa) acha que tenho prazer em picar o ponto para entrar e estar parado sem trabalho?", Questionou Jaime Borges, de 61 anos.

O protesto terminou com a entrega em São Bento de urna moção dos trabalhadores, descontentes com a ausência dos deputados eleitos pelo círculo de Viana. "O distrito elegeu nove deputados. Onde é que eles estão? ", Apontou Branco Viana, da União dos Sindicatos de Viana do Castelo, ao que se seguiram gritos de "chulos".

DE TUBISTA A VOZ DA MANIF

Agora, com a maioria reformada - à exceção de um único familiar, Abel Viana prossegue a tradição. E, aos z8 anos, acumula agora a função de operário tubista com a de `speaker' dos protestos, tendo feito a sua estreia, ontem, em Lisboa. "Estou muito cansado mas pelos estaleiros devemos fazer tudo", admitiu aquele jovem, da Comissão de Trabalhadores, após três horas ininterruptas de palavras de ordem.

Fonte: Jornal de Notícias