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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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DESFOLHADA DO MILHO JUNTA MINHOTOS EM LOURES

Hoje, em A-das-Lebres, foi dia de festa à maneira minhota. Naquela localidade do concelho de Loures recriou-se uma desfolhada tradicional do milho. E não faltaram as concertinas para animar a festa. A iniciativa foi do “Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho” e teve lugar nas magníficas instalações do Grupo União Lebrense.

Desfolhada Verde Minho 053

Rapazes e raparigas descamisaram o milho à procura da maçaroca com a mesma ânsia com que outrora faziam os conversados. E, não faltou a distribuição do vinho e do petisco aos vizinhos que vieram participar no serão, neste caso a gente que veio à festa para recordar como noutros tempos decorria o trabalho agrícola, na eira em ambiente comunitário e de alegre confraternização. E, como a festa foi minhota, dançou-se o vira, a chula e a cana-verde.

Após a realização da desfolhada e após um desfile pelas ruas de A-das-Lebres, centenas de tocadores de concertina oriundos de diversas localidades da região de Lisboa, deram mostras da sua mestria na arte de bem tocar e cantar ao desafio. E a festa prolongou-se com o mesmo entusiasmo por largas horas, já o sol se deitara no horizonte e ainda se ouviam os alegres acordes das concertinas.

Desfolhada Verde Minho 031

O “Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho”, fundado em 11 de Setembro de 1994, é constituído por um grupo de minhotos e amigos do Minho radicados na região de Lisboa, tendo como propósito a preservação, salvaguarda e divulgação das suas raízes culturais.

Através da sua atuação, visa ainda a promoção cultural sobretudo junto dos mais jovens e a sua identificação com as tradições culturais da região de origem dos seus pais, a valorização dos seus conhecimentos musicais e da etnografia Portuguesa.

As danças e cantares que exibe são alegres e exuberantes como animadas são as mais exuberantes romarias do Minho. Trajam de linho e serrobeco e vestem trajes de trabalho e domingueiros, de mordoma e lavradeira, de noivos, de ir ao monte e à feira. Calçam tamancos e ostentam o barrete e o chapéu braguês. As moças, graciosas e belas nos seus trajes garridos bordados pelas delicadas mãos de artista, com a sua graciosidade e simpatia, exibem vaidosas os colares de contas e as reluzentes arrecadas de filigrana que são a obra-prima da ourivesaria minhota.

Ao som da concertina e da viola braguesa, do bombo e do reque-reque, dos ferrinhos e do cavaquinho, cantam e dançam a chula e o vira, a rusga e a cana-verde, com a graciosidade e a desenvoltura que caracteriza as gentes do Minho. O seu reportório foi recolhido em meados do século passado, junto das pessoas mais antigas cujo conhecimento lhes foi transmitido ao longo de gerações, nas aldeias mais remotas das serranias da Peneda e das Argas, nas margens do Minho e do Lima, desde Melgaço a Ponte da Barca, do Soajo a Viana do Castelo. Levam consigo a merenda e os instrumentos de trabalho que servem na lavoura como a foicinha e o malho, os cestos de vime e os varapaus, as cabaças e os cabazes do farnel.

Qual hino de louvor ao Criador, o Alto Minho, terra luminosa e verde que a todos nos seduz pelo seu natural e infinito encanto, salpicado de capelinhas aonde o seu povo acorre em sincera devoção, é representado por cerca de meia centena de jovens, uns mais do que outros, que presenteiam a quem lhes assiste aquilo que possuem de mais genuíno – o seu Folclore!

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