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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VIANA DO CASTELO E O CAVALEIRO TAUROMÁQUICO FRANCISCO BARREIRA, VULGO “MORGADO DE COVAS”

Francisco de Lima da Costa Barreira, natural de Vila Nova de Cerveira, filho de Manuel Domingos da Costa Barreira e de D. Rosa Franco Lima (ele da Casa do Cruzeiro, em Sopo, e ela da Casa do Engenho, ambas também da referida vila) cavaleiro tauromáquico e que, feito profissional, toureou por diferentes vezes com D. Telmo de Menezes Montenegro, da Casa de Romarigães, Paredes de Coura, figura quase lendária do Alto Minho.

O Morgado de Covas, como era conhecido aquele que (no dizer do saudoso historiador vianense Dr. Francisco Cirne de Castro (in “Roteiro de Viana”, Ano II, Agosto de 1960. Edição de Camilo Pastori), “farpeava como ninguém, em selim raso”, nasceu em 1876 e casou em 1904, com a senhora D. maria das Dores de Barros Mimoso de Alpuim, da Casa da Seara, Ponte de Lima.

Nas touradas em Viana, contrariando a praxe, não oferecia, como os demais cavaleiros, os seus primeiros ferros ao Inteligente ou à Suprema Autoridade, mas sim ao grande aficionado vianense Rodolfo Vieitas, e, postando-se na sua frente, de cabeça descoberta, (conforme no-lo transmite o cronista vianense, já no outro mundo, Arnaldo Passos, no artigo “Touros e Touradas”, publicado no “Serão”) exclamava:

- “Ao Exmo Senhor Rodolfo Vieitas, amante do toureio e meu protector, ofereço esta sorte como prova de muita gratidão”

Fartos aplausos do público sublinhavam o gesto!

O seu segundo ferro oferecia-o aos “Rapazes do Taurino” (leia-se Sócios do Viana Taurino Clube) que se apinhavam num sector da bancada do sol.

COSTA, Amadeu. O Morgado de Covas – saudoso morador da Seara. Anunciador das Feiras Novas, nº 8, Ponte de Lima,1991

O biografado, Francisco de Lima da Costa Barreira, que tanto se distinguiu na “Arte de Marialva” – melhor identificareis se referenciado por Morgado de Covas.

Esse homem franzino, com “raça”, tornou-se figura de invulgar destaque nas touradas da dita Romaria da Senhora d’Agonia – em que, com seus desplantes suicidas, punha as bancadas em pé no mais rubro delírio.

COSTA, Amadeu. O Morgado de Covas – saudoso morador da Seara. Anunciador das Feiras Novas, nº 11, Ponte de Lima,1994