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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PAREDES DE COURA: JOÃO BENTO RODRIGUES (NHÔ FILILI) – DESCENDENTE DE COURENSES – FIGURA DE REFERÊNCIA EM CABO VERDE FOI FUNCIONÁRIO RÉGIO E CASOU COM UMA ESCRAVA

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João Bento Rodrigues de Abreu Fernandes (Nhô Filili)

João Bento Rodrigues d’Abreu Fernandes de seu nome completo, também conhecido por Nhô Filili, nasceu em Cabo Verde, na Cidade da Praia em 1860, onde viveu e viria a falecer em 1939. Era filho de João Bento Rodrigues Fernandes, nascido em Paredes de Coura no ano de 1795. Foi viver para a Cidade da Praia onde faleceu em 1861.

A vida de João Bento Rodrigues vem descrita numa obra de ficção – “O Legado de Nhô Filili” – da autoria de Luís Urgais cuja sipnose, da editora Oficina do Livro, reproduzimos com a devida vénia:

“Filho de minhotos, João Bento Rodrigues - que ficaria conhecido por Filili - nasceu na ilha do Fogo no ano da abolição da escravatura. O decreto não bastou, porém, para que se extinguisse o tráfico, até porque os negreiros tinham a cumplicidade das autoridades; e foi assim que Maguika, capturada nas matas da Guiné, se tornou propriedade de Nhô Filili, trazida por um negociante desejoso de, com presentes, o conquistar para genro. Contudo, assim que pôs os olhos na negrinha, João Bento Rodrigues já não voltou a olhar para outra mulher, afrontando a elite da capital ao entrar na igreja de braço dado com a escrava e, mais tarde, unindo-se a ela pelo santo matrimónio, desafiando preconceitos e convenções. Mas, se é verdade que as pretendentes não gostaram de se saber preteridas, quem mais sofreu foi Leila, a concubina com quem Filili mantinha laços íntimos e que, de repente, se viu sozinha na Cidade Velha com um segredo. O passado tem, no entanto, maneiras de regressar quando menos se espera. E, às vezes, ainda bem.

Tendo por cenário o arquipélago de Cabo Verde entre a segunda metade do século xix e a primeira do século xx, O Legado de Nhô Filili é o retrato de uma África bela e sedutora, mas também dura e miserável, e bem assim uma metáfora da história da mestiçagem biológica e cultural e da génese dos movimentos pela independência das Colónias.”

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QUEM FORAM OS MINHOTOS CONJURADOS DE 1640?

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  • Afonso de Menezes, Mestre de Sala d’el Rei D. João IV;

Afonso de Meneses, Mestre Sala d’El-Rei D. João VI de Portugal (28 de Abril de 1646), Cônsul em Lisboa, Capitão-Mor de Monção e comendador de Izeda, na Ordem de Cristo.

Foi casado com D. Joana Manuela Magalhães e Meneses, herdeira da casa de Ponte da Barca.

Pai do Dr. José de Meneses, nomeado Bispo do Algarve em 1675 até 1685, transferido para Bispo de Lamego e depois Arcebispo de Braga.

  • Francisco de Noronha, irmão do 3.º Conde dos Arcos;
  • Francisco de Sousa, 1. Marquês das Minas e 3.º Conde do Prado

Foi um militar e embaixador português, e logo 1º marquês das Minas.

Comendador de Santa Marta de Viana, que herdou de seu pai, e teve as comendas de Santa Maria de Azevo e outras na Ordem de Cristo; alcaide-mor de Beja, mestre de campo, e gentil-homem do príncipe D. Teodósio, vedor da casa de D. João IV de Portugal, e seu general.

Por morte de seu tio, 2.º conde do Prado, que não tinha sucessão, herdou o título e toda a grande casa de seus avós, ficando assim senhor da vila do Prado, Beringel e Sagres.

Em 1660 foi nomeado governador das armas da província de Entre-Douro-e-Minho, e aí no ano seguinte mostrou grande habilidade, tendo por adversário o general espanhol marquês de Viana.

  • Gastão Coutinho, Governador do Minho.
  • João Pinto Ribeiro, Bacharel em Direito Canónico, Juiz de Fora de Pinhel e de Ponte de Lima.
  • Tomás de Noronha, 3º Conde dos Arcos.
  • Antão de Almada, 7.º conde de Avranches, 10.º senhor dos Lagares d´El-Rei[1], 5.º senhor de Pombalinho e Governador da Cidade.

DR. JOÃO PINTO RIBEIRO – O ESTRATEGA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE 1640 – ERA JUIZ DE FORA DE PONTE DE LIMA

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O principal conspirador com ligação a Ponte de Lima foi o Dr. João Pinto Ribeiro, uma das figuras centrais e o grande impulsionador do movimento da Restauração da Independência de 1640.

João Pinto Ribeiro, bacharel em Direito Canónico, foi Juiz de Fora de Ponte de Lima, além de agente da Casa de Bragança e Contador-Mor do Reino. A sua residência em Ponte de Lima, no Paço de Calheiros, é mencionada em registos históricos, e foi nesta localidade que ele escreveu o influente "Discurso sobre os fidalgos e soldados portugueses não militarem em conquistas alheias".

A conspiração, que ficou conhecida pela ação dos "Quarenta Conjurados", envolveu um grupo alargado de aristocratas e letrados, principalmente em Lisboa, que culminou com a aclamação de D. João IV e o fim do domínio filipino. João Pinto Ribeiro foi fundamental na organização e planeamento do golpe, o que lhe valeu a alcunha de "cérebro da Restauração". 

Apesar de a ação principal ter ocorrido em Lisboa, a figura de João Pinto Ribeiro estabelece uma ligação direta entre a conspiração e Ponte de Lima.

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COMEÇA AMANHÃ O ADVENTO – QUAIS AS ORIGENS REMOTAS E SIGNIFICADO DA COROA DO ADVENTO?

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A Coroa do Advento constitui um dos símbolos da época do Natal a anunciar o nascimento do Messias. Nos domingos do Advento, considerado o primeiro tempo do Ano Litúrgico correspondendo às quatro semanas que antecedem o Natal, as quais surgem representadas nas quatro velas. A família reúne-se à sua volta para rezar e celebrar. Seguindo a sua liturgia, é acesa a vela que corresponde à respectiva semana, entoando cânticos e fazendo leitura de passagens da Bíblia alusivas ao Advento.

As origens desta tradição remontam a antigos ritos solares praticados pelos povos europeus através dos quais celebravam o nascimento do Sol ou seja, o solstício de Dezembro, os quais vieram mais tarde a dar origem às saturnais romanas.

A sua forma circular representava precisamente a divindade solar que ocupava um lugar central em todos os ritos pagãos e está presente nas danças de roda que os povos sempre executaram desde as suas origens mais remotas.

Durante o inverno, os povos faziam fogueiras que, simbolizando a luz e o calor em cujo regresso se depositavam as esperanças, aparecem simbolizadas nas velas que fazem parte dos rituais da nossa fé.

Com efeito, através do rito, os povos antigos celebravam a acção criadora dos Deuses, assegurando dessa forma a ininterrupção do ciclo da vida e da morte num perpétuo renascimento e conferindo ao ritual um cunho de magia.

Porém, a religiosidade pagã ou seja, do camponês, cedeu o lugar ao Cristianismo e a novas formas de espiritualidade. E, desse modo, também a Coroa do Advento adquiriu uma nova simbologia e um novo significado.

Para o cristão, a infinidade do círculo representado na forma circular da Coroa do Advento representa o amor de Deus e a sua eternidade, bem assim como a aliança entre Deus e o Homem.

Os seus ramos verdes simbolizam a Esperança e a Vida na crença da Vida Eterna e da Ressurreição que constitui precisamente aquilo que distingue o verdadeiro cristão.

BRAGA: PCP PROPÔS A CRIAÇÃO DO PASSE INTERMODAL INTER-REGIONAL

Orçamento de Estado: PCP propõe Passe Intermodal Inter-regional. Melhoria nos passes de transportes rejeitada na Assembleia da República

No âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado, o PCP propôs a implementação de um passe intermodal e inter-regional. O Passe Intermodal, título de transporte que permite a utilização de diversos modos de transporte público, nomeadamente os serviços dos diferentes operadores de autocarros e o comboio, facilita a vida a quem opta por se deslocar de forma mais económica e ecológica. Se para além disso o Passe for também Inter-regional, isso permite que as deslocações de Braga ou Guimarães para o Porto, por exemplo, pudessem ser feitas sem ter de adquirir diferentes títulos de transporte.

Concretamente, os deputados do PCP propuseram que durante o ano de 2026 o Governo promovesse a negociação com cada uma das Comunidades Intermunicipais (CIM), com CP - Comboios de Portugal e os operadores da rede respetiva, para adotar soluções de intermodalidade plena na respetiva região. O objetivo definido foi o de garantir a existência de um passe regional totalmente intermodal, abrangendo toda a região, todos os operadores e todos os modos de transporte, com um custo não superior a 40 euros. Na questão das deslocações entre diferentes regiões, a proposta do PCP foi a de o Governo promover a negociação entre as diferentes CIM, as Áreas Metropolitanas, a CP e os operadores envolvidos em cada caso, para que seja criado um passe inter-regional totalmente intermodal, abrangendo todas as regiões envolvidas, todos os operadores, todos os modos de transporte, e a ligação ferroviária entre ambas, com um custo não superior a 50 euros.

A abstenção do PS e do Chega, aliados aos votos contra de PSD, IL e CDS, impediram que a proposta do PCP fosse aprovada. Consideramos que esta era uma boa medida para a região de Braga e lamentamos que os deputados eleitos pelo nosso distrito, todos dos partidos referidos, não tivessem tido em conta as necessidades da população que os elegeu e tivessem menosprezado a garantia de uma mobilidade acessível e de qualidade a que a população tem direito. Num momento em que aumenta a preocupação com os problemas ambientais, em que os preços dos combustíveis atingem níveis incomportáveis e em que as famílias têm menos dinheiro no bolso ao fim do mês, era importante que não se tivesse aproveitado a oportunidade de aprovar esta proposta.

Da parte do PCP a garantia é de continuar a afirmar a possibilidade de uma política alternativa e a defender propostas que correspondam aos interesses das populações do distrito.

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