CAMINHA ENCERRA COM FOGO DE ARTIFÍCIO AS FESTAS DE NOSSA SENHORA DA AGONIA
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O Festival Gastronómico Sabores do Anho realiza-se este fim de semana, no Largo de Santa Rita, em Gondomil, Valença, e promete uma autêntica celebração da gastronomia minhota.
No centro das atenções estará o emblemático Anho no Forno com arroz pingado, preparado nos tradicionais fornos a lenha. Um prato que guarda a essência da cozinha minhota e que, geração após geração, se mantém como rei das grandes festas e encontros familiares da região.
Tenro e suculento, o anho é servido no típico alguidar oval de barro minhoto, acompanhado do arroz pingado, impregnado com os sucos que se libertam durante a cozedura. Uma combinação que transforma este prato numa verdadeira referência da gastronomia portuguesa.
Além do prato principal, os visitantes poderão ainda apreciar anho à vinagreta, rojões à minhota e uma seleção de vinhos tintos e brancos da região. Para sobremesa, destaque especial para as tradicionais sopas secas à moda de Gondomil, entre muitas outras opções de doçaria local.
𝐏𝐫𝐨𝐠𝐫𝐚𝐦𝐚 𝐝𝐞 𝐀𝐧𝐢𝐦𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨
𝟑𝟎 𝐝𝐞 𝐚𝐠𝐨𝐬𝐭𝐨 (𝐬𝐚́𝐛𝐚𝐝𝐨)
11h00 – Arruada dos Bombos de São Cristóvão
12h00 – Abertura oficial “Sabores do Anho” – Almoço
19h00 – Jantar “Sabores do Anho”
20h30 – Concerto aMar&Dar com Marlene Rodrigues e Dario Rocha
22h00 – DJ Pedro Lima
𝟑𝟏 𝐝𝐞 𝐚𝐠𝐨𝐬𝐭𝐨 (𝐝𝐨𝐦𝐢𝐧𝐠𝐨)
12h00 – Almoço “Sabores do Anho”
15h00 – Concerto do Grupo Juniores
19h00 – Encerramento do Festival
𝐇𝐨𝐫𝐚́𝐫𝐢𝐨𝐬 𝐝𝐚𝐬 𝐑𝐞𝐟𝐞𝐢𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬
Sábado, 30 de agosto – Almoço (a partir das 12h00) e Jantar (a partir das 19h00)
Domingo, 31 de agosto – Almoço (a partir das 12h00)
Este evento é uma organização conjunta da União de Freguesias de Sanfins e Gondomil, da Associação Cultural de Gondomil e da Câmara Municipal de Valença, contando com o apoio do tecido empresarial local.
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Segundo a mitologia grega, o rio Lethes era um dos quatro rios que banhava o Hades. A passagem da vida para a morte constituía a travessia feita do rio Lethes – o rio do esquecimento – através de uma barca conduzida por Caronte. Foi aliás, com base neste mito que Gil Vicente escreveu os seus autos, mormente o Auto da Barca do Inferno.
Como é sabido, os romanos assimilaram a cultura dos gregos, limitando-se a atribuir denominações latinas às suas divindades.
Quando no ano 163 Antes de Cristo, as legiões romanas comandadas por Decimus Julius Brutus chegaram à margem esquerda do rio Lima, elas temeram atravessar o rio Lima por acreditarem tratar-se do rio do esquecimento e, ao fazerem-no, esquecerem-se para sempre da sua pátria e de si mesmos. A superstição foi desfeita quando o tribuno romano atravessou o rio e, da outra margem, chamou todos os seus soldados pelo seu próprio nome.
Pese embora os contemporâneos já não acreditarem na visão mítica do Hades, o rio Lima continua a enfeitiçar quem se abeira das suas margens, tal é o encanto que as mesmas causam a quem visita terras limianas.

Autor: Conde d’Aurora |José de Sá Coutinho) | Cedida por: Arquivo da Casa de Nossa Senhora d’Aurora | Fonte: Lugar do Real
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Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima
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Zé Cachadinha foi uma das figuras mais emblemáticas dos cantares ao desafio do Alto Minho.
Natural de Bárrio, Ponte de Lima, filho de Joaquim Cachadinha, o precursor neste tipo de cantares, Zé Cachadinha aprendeu a arte com o pai e já tinha atingido o meio século de carreira.
Zé Cachadinha deixou-nos no dia 10 de junho de 2019, Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas. Com ele, apagou-se também uma das vozes mais inconfundíveis e genuínas das cantigas ao desafio.
Entre outras formas de perpetuar a memória do grande cantador minhoto que foi José da Silva Sousa, vulgo “Zé Cachadinha”, aqueles cantadores ao desafio que com ele partilharam estas andanças agruparam-se no que agora designam por “Amigos do Cachadinha”. Um gesto sincero de homenagem e amizade que evoca a memória de um dos maiores trovadores de Ponte de Lima.

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Milhares de pessoas vão afluir a Ponte de Lima para assistir e participar no Cortejo Histórico das Feiras Novas, um autêntico museu vivo das atividades, costumes e tradições das freguesias limianas. O esplendor da etnografia do Alto Minho.
O Cortejo Etnográfico contará com a participação de 26 juntas de Freguesia numa mostra de usos, costumes e tradições das nossas gentes onde não faltaram as concertinas, bombos e gigantones, num autêntico congresso vivo da cultura popular.
O Cortejo Histórico das Feiras Novas é a melhor manifestação popular a evocar o folclore e a etnografia minhota.
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É já na próxima sexta-feira que começa o maior evento político-cultural do País. Ansiosos que chegue dia 5, estarão as centenas de visitantes que se deslocam da região de Braga para o magnífico espaço de 40 hectares no Seixal ou que se inscreveram nas excursões que partem nesse dia de diversas cidades do distrito. Os que já lá estiveram sabem bem que «Não há Festa como esta!» e os que vão pela primeira vez trarão na memória o ambiente fraterno e de liberdade que lá se vive. Virão contar aos que não foram que estiveram numa terra de solidariedade, de cultura e de sonho. Ficarão com vontade de reservarem já o primeiro fim-de-semana de setembro do próximo ano para repetirem a experiência.
Serão mais de 60 concertos, muitas peças de teatro, sessões de cinema, mais de 70 espaços gastronómicos com comida de todas as regiões de Portugal e dos quatro cantos do mundo. Os visitantes da Festa do Avante! poderão participar num grande número de debates, assistir a eventos desportivos, exposições, mostras de artes plásticas, espetáculos de rua, festa do livro e do disco e muito mais.
O espaço da Organização Regional de Braga do PCP terá um ponto de divulgação e venda de artesanato regional, com destaque para olaria de Barcelos e artigos em palha de Fafe. Será possível saborear doces regionais, com destaque para as Clarinhas de Fão, Charutos, Queijadinhas, Barcas do Cávado, Casadinhos, entre outros doces característicos desta região. No restaurante da responsabilidade dos comunistas do distrito de Braga irão ser preparadas, com esmero, refeições típicas como o Bacalhau à Braga ou o arroz de pato e haverá ainda a possibilidade de petiscar umas pataniscas, bifanas, pratinhos de rojões, caldo verde e certamente não faltará o vinho verde que caracteriza a região minhota. Como habitualmente, haverá um debate regional sobre questões que incidem diretamente na população do distrito. “Por uma mobilidade pública, acessível e integrada!” é o tema do debate deste ano, onde todos são convidados a intervir.
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A Corrida de Toiros é a expressão plena da “tauromaquia profissional”, a que representa a tauromaquia na sua forma institucional e se manifesta num conjunto de procedimentos codificados. A sua realização decorre em recintos próprios, as praças de toiros, devidamente autorizados e fiscalizados pela entidade estatal competente. O Estado faz-se representar pelos delegados técnicos tauromáquicos – que dirigem o espetáculo fazendo aplicar o Regulamento do Espetáculo Tauromáquico em vigor (Decreto-Lei n.º 89/2014, de 11 de junho) – e pela presença das forças de segurança que garantem a ordem pública, embora não se registem memórias de desacatos sérios ocorridos nas Corridas de Toiros.
Em Portugal, existem vários tipos de Corridas de Toiros: a “Corrida de Toiros à Portuguesa” na qual atuam cavaleiros tauromáquicos e forcados; a Corrida de Toiros a Pé, em que atuam apenas matadores de toiros; a Corrida de Toiros Mista, em que atuam cavaleiros tauromáquicos, matadores de toiros ou novilheiros e forcados; as Novilhadas que correspondem aos espetáculos tauromáquicos onde atuam jovens cavaleiros praticantes e/ou novilheiros, ou seja, os toureiros que ainda não tiraram a alternativa de cavaleiros ou matadores de toiros, que corresponde ao acesso ao escalão máximo nas suas categorias profissionais. Para além destes, existem outros tipos de espetáculos tauromáquicos, consagrados na Lei, que ocorrem em condições específicas consoante a sua natureza.
Fonte: Património Cultural | Ficha de Património Imaterial | Associação das Tertúlias Tauromáquicas em Portugal
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Esta festividade cíclica anual é marcada pela realização de uma novena, com início ao meio-dia do dia 31 de agosto terminando no dia 8 de setembro. Cumprir a novena ou a meia-novena, assistir às missas, sair em procissão, rezar no altar da Senhora, alugar um ou vários ex-votos, dar nove ou mais voltas ao redor da igreja, visitar as capelas da via-sacra com ex-votos na mão e rezar o terço em surdina são alguns dos rituais que o romeiro realiza e que visam pagar uma ou várias promessas quer por si, quer por algum familiar próximo.
No entanto, como em inúmeras festividades religiosas cíclicas que decorrem no Alto Minho, em particular no verão, motivações profanas levam também muitos participantes à Romaria, especialmente na noite do dia 6, quando no Largo do Terreiro, ao fundo do Escadório das Virtudes, largas centenas de pessoas participam nas danças, nos cantares ao desafio e interpretam músicas populares como viras, chulas ou canas verdes.
Fonte: Património Cultural

Fonte: Arquivo Municipal de Ponte de Lima
Data de 4 de setembro de 1892, a mais antiga referência escrita acerca da existência de um grupo de folclore em Portugal. Trata-se de um artigo com ilustração de Sebastião de Sousa Sanhudo, publicado no jornal humorístico “O Sorvete”, nº 123, dando conta da deslocação à cidade do Porto de “Grupo de Lavradeiras de Ponte de Lima”. Este é o dia histórico do folclore português.
Durante muito tempo, considerou-se o antigo Rancho das Lavradeiras de Carreço, fundado em 1904, como o mais antigo agrupamento folclórico constituído em Portugal. Contudo, um documento que data de mais de dez anos anteriores à sua fundação leva-nos a concluir que, até novas provas em contrário, foi em Ponte de Lima que pela primeira vez surgiu um grupo folclórico devidamente organizado e trajado, o que não significa que não seja o Rancho das Lavradeiras de Carreço actualmente o mais antigo em actividade.
E, com o título “O grupo de lavradeiras de Ponte de Lima no Porto”, fá-lo nos seguintes termos: “Graças à iniciativa dos generosos Bombeiros Voluntarios tiveram os portuenses occasião de vêr com os seus proprios olhos o que é uma esturdia no Minho. Lavradores e lavradeiras de puro sangue. Musica genuina da aldeia, cantadores e cantadeiras de fina raça; danças e cantares, tudo, enfim que o Minho tem.
Lourenço, o director da musica, tornou-se a figura mais saliente entre o seu grupo, pois que, ás primeiras gaitadas adquiriu logo as simpatias do publico que o chamou repetidas vezes e o cobriu de aplausos delirantes.
O sympathico Lourenço, quer na flauta, que toca bem – quer no sanguinho de Nosso Senhor Jesus Christo – mostrou-se um bom beiço. Das raparigas: a Thereza, a Rita e a Maria, muito alegres e folgazonas, as outras tambem muito pandegas. E p’ra que viva Ponte do Lima!”
A notícia vem acompanhada de uma ilustração que constitui um desenho assinado pelo próprio responsável da publicação, o conceituado caricaturista Sebastião de Sousa Sanhudo, também ele natural de Ponte de Lima. A gravura mostra as lavradeiras com o seu traje característico incluindo os lenços de franjas, os aventais de quadros e as chinelas enquanto os homens com seus coletes e casacas de botões negros e, como não podia deixar de suceder, o inconfundível chapéu braguês por vezes bastante esquecido entre os grupos folclóricos minhotos da actualidade. Uma particularidade que nos salta à vista é o facto do sympathico Lourenço que aparece com a sua flauta e era o director da música ser um negro cuja origem se desconhece, aparecendo aqui integrado naquele que se julga ter sido o primeiro grupo folclórico português.
Em 14 de janeiro de 1966, o jornal limiano “Cardeal Saraiva” transcrevia uma crónica produzida pelo jornalista Severino Costa no “Comércio do Porto” na qual asseverava ser o “grupo de lavradeiras de Ponte do Lima” originário da freguesia da Correlhã, dizendo a dado passo: “Lembrava-me muito bem do simpático Lourenço. Era um exímio tocador de flauta que na minha infância ouvi diversas vezes, não podendo porém, dizer como nem onde. Mas da pessoa lembro-me muito bem. Era um homem de fala muito suave, muito educado, alegre, e tinha uma prosóide curiosa… Nada sei da sua família e de como veio para Ponte de Lima”. De resto, não sabemos o que levou o autor a concluir a proveniência daquele “grupo de lavradeiras”, a não ser porque ainda deverá ter conhecido ou obtido informações a respeito de algumas pessoas mencionadas na notícia publicada em “O Sorvete”. E conclui: “Mas do que parece não ficarem dúvidas, depois do aparecimento deste documento autêntico, é que Correlhã tinha, em 1892, um rancho folclórico. Não se concebe que alguém se tenha lembrado, por acaso, da freguesia de Correlhã.
Se dali foi levado ao Porto, pelos Bombeiros Voluntários, tal grupo, é porque ele existia constituído, com suas danças próprias, com nome firmado, com indumentária”.
Em todo o caso e qualquer que seja a proveniência exacta do primeiro grupo folclórico, a referida edição do jornal “O Sorvete” vem documentar ter sido em Ponte de Lima a sua origem, informação essa que vem corrigir uma opinião que durante muito tempo foi sustentada nomeadamente pelas vozes mais autorizadas. Não obstante, o eventual aparecimento de novas provas poderá reservar-nos mais surpresas e inclusive contrariar as conclusões a que até agora chegámos, pelo que nunca devemos dar por definitivo os resultados da nossa investigação.
- Carlos Gomes, Correlhã, Berço do Folclore Português. O Anunciador das Feiras Novas, nº XX, 2003, Ponte de Lima

Foto do sympatico Lourenço, o “director da música” do Grupo de Lavradeiras de Ponte de Lima. (Colecção particular de Ovídio de Sousa Vieira)
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Ponte de Lima realiza este ano as Feiras Novas de 10 a 15 de Setembro. São festas grandiosas, das mais concorridas que têm lugar no Minho.
As Feiras Novas de Ponte de Lima – assim designadas para se distinguirem das “feiras velhas” ou seja, do mercado medieval cujas origens perdem-se nos tempos e que pela primeira vez aparecem referidas na carta de foral atribuída por D. Teresa em 1125 – foram instituídas em 1826, por autorização do rei D. Pedro IV, em assentimento ao pedido feito pelos moradores da vila no ano anterior.
A partir de então, a tradicional festa em honra de Nossa Senhora das Dores passou a incluir três dias de feira, com as suas atrações e divertimentos, acrescentando a componente profana às habituais celebrações religiosas.
Nas Feiras Novas de Ponte de Lima não faltam as típicas rusgas e os cantares ao desafio, os ranchos folclóricos e os grupos de zés pereiras, cabeçudos e gigantones… o vinho verde jorra nas malgas e a alegria enche os corações!
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