O comício de apresentação dos candidatos que compõem o movimento 'Ponte de Lima no rumo certo', do CDS-PP, encabeçado por Vasco Ferraz para a Câmara Municipal, por João Mimoso de Morais para a Assembleia Municipal e com listas candidatas a 40 Assembleias de Freguesia – quer diretamente do CDS-PP, quer apoiadas pelo mesmo partido e pelo movimento referido –, teve lugar no Largo de Camões, em Ponte de Lima, hoje dia 31 de agosto, pelas 15h00. A apresentação da candidatura contou com a presença do Presidente do Partido, Dr. Nuno Melo.
O movimento 'Ponte de Lima no rumo certo, do CDS-PP, teve uma autêntica enchente transformando o comício numa festa de adesão popular à candidatura encabeçada por Vasco Ferraz, constituindo-se como a primeira oportunidade para dar a conhecer as principais linhas de orientação do projeto político que pretende mobilizar e envolver o maior número possível de cidadãos, na certeza de que serão muitas e muitos os que dirão presente e manifestarão o seu apoio incondicional à garantia de um grande futuro para o concelho de Ponte de Lima.
Tratou-se do lançamento da fase de pré-campanha, em termos de iniciativas de rua e de movimentação de um grande número de eleitores, naquela que se espera uma campanha muito participada e em que a adesão e o apoio dos munícipes será uma constante, contribuindo para uma vitória por maioria de todas as candidaturas que fazem parte do movimento Ponte de Lima no rumo certo / CDS-PP.
Zé Cachadinha foi uma das figuras mais emblemáticas dos cantares ao desafio do Alto Minho.
Natural de Bárrio, Ponte de Lima, filho de Joaquim Cachadinha, o precursor neste tipo de cantares, Zé Cachadinha aprendeu a arte com o pai e já tinha atingido o meio século de carreira.
Zé Cachadinha deixou-nos no dia 10 de junho de 2019, Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas. Com ele, apagou-se também uma das vozes mais inconfundíveis e genuínas das cantigas ao desafio.
Entre outras formas de perpetuar a memória do grande cantador minhoto que foi José da Silva Sousa, vulgo “Zé Cachadinha”, aqueles cantadores ao desafio que com ele partilharam estas andanças agruparam-se no que agora designam por “Amigos do Cachadinha”. Um gesto sincero de homenagem e amizade que evoca a memória de um dos maiores trovadores de Ponte de Lima.
No centro de Braga, no Largo São Francisco, a CDU apresentou os 37 candidatos e candidatas à presidência de juntas do concelho.
Num ambiente de confiança e determinação, a CDU realizou este acto público que teve como objectivo divulgar os homens, mulheres e jovens que são os rostos da CDU nas freguesias de Braga.
Dos 37 candidatos da CDU às presidências de junta, 23 são homens e 14 mulheres, com uma média de idades de 50 anos. A candidata mais jovem tem 19 anos e a mais experiente 76. No total, contam-se entre os primeiros candidatos às freguesias 10 independentes sem filiação partidária.
Coube a Sandra Cardoso, 1ª candidata à Assembleia Municipal, a apresentação da iniciativa. A candidata destacou que a CDU é a única força política a concorrer a todas as freguesias do concelho. “A CDU é uma grande força unitária, porque integra o Partido Comunista Português, o Partido Ecologista “Os Verdes”, a Intervenção Democrática, e milhares de homens, mulheres e jovens independentes, sem filiação partidária que lutam a nosso lado. É também uma força popular, porque vive e existe para lutar por uma resposta aos problemas concretos das populações, para servir os eleitores, e não para se servir deles, e integra nas suas listas gente variada, da universidade ao desporto, da cultura à administração pública, dos professores aos profissionais da saúde, da agricultura à arquitectura, dos quadros técnicos aos advogados, dos jovens aos reformados, dos operários às operárias. Esta força unitária e popular, a CDU, é a única a concorrer a todas as freguesias e uniões de freguesia de Braga”, afirmou.
Usaram da palavra vários candidatos, entre os quais Filipe Gomes, candidato à União de Freguesias de São José de São Lázaro e São João do Souto e dirigente nacional do Partido Ecologista Os Verdes; Helena Alves, candidata à Junta de Lamas; José Ferraz, candidato à Junta de Nogueiró e Tenões; Rui Vilaça, candidato à Junta de Ruílhe, e Sílvia Alves, candidata à União de Freguesias da Sé, Maximinos e Cividade.
João Baptista, candidato a presidente da Câmara de Braga, na intervenção de encerramento saudou os cerca de 550 candidatos da CDU no concelho, gente séria, comprometida com um projecto de Trabalho, Honestidade e Competência. O candidato destacou o compromisso da CDU na defesa do direito à Habitação contra a especulação imobiliária, a luta pelo reforço dos transportes públicos e melhor mobilidade e a salvaguarda do ambiente e de espaços verdes. João Baptista afirmou que “com a CDU, Braga sabe com quem conta. Fazemos a diferença nos órgãos autárquicos. As pessoas sabem que podem contar connosco e o facto da CDU ser a única força política a concorrer a todas as freguesias de Braga confirma a consolidação da CDU e que somos a alternativa necessária”.
As tradicionais Feiras Novas, a que Ponte de Lima ajunta cabedais para ser a mais castiça e a mais colorida de Portugal e faz gala disso, tem já a linda idade de 171 anos, pois foram criadas pelo Rei D. Pedro IV por provisão de 5 de Maio de 1826.
Durante muito tempo se chamavam as Festas de Nossa Senhora das Dores e documentos há que as remontam ao ano de 1792.
“Para dar maior solenidade às Festas das Dores” são criadas, então, as Feiras Novas, que no documento régio se estabeleciam nos dias 19, 20 e 21 de Setembro de cada ano.
Feiras Novas, porquê? Para as distinguirem das Feiras Velhas que essas são as mais antigas do Reino, já referenciadas no foral da Condessa D. Teresa, concedido a Ponte de Lima em 4 de Março de 1125 e que se realizam às segundas-feiras, de quinze em quinze dias. Os limianos às segundas-feiras que não são “dia de feira” chamam-lhes de “solteiras”.
Por acordo celebrado, há cerca de cinquenta anos, entre a Câmara Municipal e o Grémio do Comércio de Ponte de Lima as “Feiras Novaas” passaram a realizar-se no terceiro fim de semana de Setembro (Sábado, Domingo e Segunda).
Falar-vos de Ponte de Lima, é, também, motivo para relembrar esta terra “velhinha” de séculos que teve os seus primórdios numa “velha” via romana feita ao tempo de Augusto e de uma ponte que até deu o nome à terra: Ponte de Lima.
Por isso, ficamos contentes quando, soubemos das intenções da Edilidade por “a nu” os cinco arcos romanos do extremo norte por onde passaram as “centúrias” da “paz de Augusto” e que vão tornar ainda mais valorizada a romana/medieva Ponte.
Foi, por isso, quiçá, que a nossa Condessa D. Tareja quis fazer de “ponte” uma “Vila sua” para “estorvar” aquilo que já, em 1121, sucedera quando viu invadido o “seu” condado e as “suas” terras pela irmã D. Urraca acompanhada do famoso Arcebispo D. Gelmires.
A criação da “vila”, a entrega do foral, o estabelecimento da “feira” e as sanções aplicadas “se (alguém) fizer mal aos homens que de qualquer terra vierem à feira, tanto na ida como na vinda, pague sessenta soldos”, são algumas das intenções de D. Tareja em “fixar” aqui mais gente, inclusive, estabelecendo que, das “terras rotas” (cultivadas) se pagasse o terço, das não rotas, um quinto, um claro estímulo aos lavradores para que cultivassem as terras, a maior parte ainda “ermas” dos tempos da Reconquista.
E logo ali ficou marcada a história da Vila pois, do lado da margem direita (Refoios, Arcozelo, Calheiros, Brandara), ficaram as “honras” e os “solares” da Ribeira Lima; na margem esquerda, os “reguengos” e os “coutos” (Correlhã, Feitosa, Arca).
Fidalgos e guerreiros que não perdoam à Condessa a sua ligação com os Travas e que fazem causa comum na rebelião do filho (D. Afonso Henriques) contra a mãe juntando-se aos Senhores da Maia, lutando pela emancipação de Portugal!
Vai ser no entanto D. Pedro I, quem dá novo foral e novo impulso à Vila. Reconstroi-se a ponte, circunda-se a Vila de muralhas com nove portas e outras tantas torres.
Nove portas significam nove caminhos e isso, diz-nos bem, do centro de comunicações que já naquele tempoera Ponte de Lima.
Mas voltemos à “Feira”.
Não mudo de local até aos dias de hoje e bem será que fique sempre no “areal”.
Fazia-se no largo do Souto que, ao tempo de D. Pedro I e porque estava no caminho para o litoral, mereceu torre e porta com o mesmo nome. Conforme gravura da época podem ver-se dezenas de carvalhos e castanheiros, a demarcar o “souto” até ao rio.
Ao meio, o chafariz que João Lopes – o Moço construiu e que, por deliberação da Câmara de 1929, transitou para o largo de Camões. Ao lado, o Hospital de Peregrinos, pois Ponte de Lima foi e é Caminho de Santiago. Mais ao nascente era a porta e a torre de S. João, no lado de Ponte da Barca e que com a torre de Braga, fazia o eixo das mais importantes ligações tendo como já vimos o largo do Souto, a “feira” com o seu espaço nuclear.
Centenas de anos passados, em tempo de “Feiras Novas” ou de “Feiras Velhas” é sempre uma “Santa Feira”.
Dia de Feira, dia de “trocas”, dia de mercado, mas dia “santo”, dia de “féria”.
Por isso, as Feiras Novas são, também, Dia de Festa, Dia Santo, Dia de Romaria, mas e, acima de tudo, “Feiras Francas”.
O programa é a preceito.
Mete corrida de garranos e desfile de fanfarras, filarmónicas e Cortejo Etnográfico, Cortejo Histórico, Festival Folclórico, missa solene – a grande instrumental – e “imponente procissão”.
Junte-se-lhe as Feiras Francas, todos os dias pela manhã, a “feira das lavradeiras”, das primícias da terra, dos usos e costumes, das tendas, do artesanato.
A Feira do “gado” a montante da ponte. Dos “garranos”, na Alameda de S. João. E da parte de tarde a feira “dos namorados”!
Se acrescentarmos a este programa de “Feiras Novas” os fogos de artifício e, sobretudo, aquele dedo de conversa que nos faz abancar e beber do bom “vinho verde” nas tasquinhas, que são autênticas “universidades” na arte de bem receber os “forasteiros”, seja nos paladares de uma cozinha que tem já foro de cidadania e em que o “sarrabulho” é rei, ou nas concertinas que noite fora nos trazem a alacridade e o bulício dos descantes, dir-vos-ei que “Feiras Novas são, de facto, um chamariz a não perder em fim de Ciclo das Festas do Alto Minho, até para terminar bem aquilo que o povo apregoa:
“Quem nas romarias quiser andar pelo Santo Amaro tem de começar”.
Eu termino nas Feiras Novas!
Fonte: Francisco Sampaio in “Alto Minho – Região de Turismo”. Casa do Concelho de Ponte de Lima, Lisboa, 1997.
Pedro Homem de Mello, reconhecido poeta e folclorista português, organizava frequentemente festas na sua casa, em Afife, para as quais eram convidados os ranchos folclóricos da região e os amigos. 27 e 28 de Setembro de 1970.
Autor: Manuel da Fonte | Cedida por: Família Fonte | Fonte: Lugar do Real
"Encontrada pelo investigador Abel Viana, na primeira metade do século XX, num pinhal em Chã das Carvalheiras, esta lage terá sido gravada na idade do bronze. Apresenta uma figura esquematizada de um caprídeo, junto a um sulco com cerca de um metro e meio de comprimento, sendo ainda visíveis motivos geométricos vários. No entanto, a constatação das diferenças técnicas aplicadas nas insculturas, tanto na largura como na profundidade dos sulcos, leva a crer que se trate de registos de épocas diferentes. Testemunhos avançam que existiria neste local um número elevado de insculturas, algumas com representações zoófilas, destruídas pelos canteiros. Atualmente integra o conjunto do Santuário de Arte Rupestre de Góis."
São Frutuoso foi o fundador do mosteiro de São João d’Arga
“Com origem incerta, a Capela de São Frutuoso de Montélios terá sido construída junto a um convento, no século VII, por São Frutuoso, bispo de Braga e de Dume, para nela se fazer sepultar, vindo a ser reconstruída e redecorada entre os séculos IX e X. Possui uma planta centralizada em cruz grega, sobressaindo no cruzeiro uma torre com banda lombarda. Exteriormente é caracterizada pela existência de uma arcada cega, alternando arcos de volta perfeita e arcos angulares, demonstrativa da influência moçárabe, segundo alguns autores.
Apesar de o antigo cenóbio ser destruído para a fundação de um novo convento franciscano, em 1523, por D. Diogo de Sousa, a capela manter-se-á intacta, vindo a ser integrada na própria igreja do Convento de São Francisco, aquando das obras de reconstrução de 1728, por ordem do arcebispo D. Rodrigo de Moura Telles. Entre as décadas de 1930 e 1950, a capela será alvo de intervenção da DGEMN, com direção de João Moura Coutinho e Sousa Lobo, segundo a tese que teria sido mandada construir por São Frutuoso no século VI como capela-funerária, reconstruindo-se as cúpulas, a cobertura e as paredes, bem como realizando-se diversos arranjos no adro e interior da capela.”