Teresa de Leão nasceu em 1080 filha de uma relação entre Afonso VI, Rei de Leão e Castela, e Ximena Moniz, uma nobre castelhana que frequentava a corte e os aposentos do monarca.
Criada pela sua mãe e pelo seu avô, Teresa de Leão, filha bastarda do rei, acabaria por ser entregue em casamento pelo seu pai a Henrique de Borgonha, um nobre francês que por diversas vezes auxiliou Afonso VI na guerra da reconquista contra os mouros.
Como dote de casamento o rei oferece ao jovem casal (Teresa de Leão tinha 13 anos e Henrique 24) o Condado de Portucale, território compreendido entre os rios Minho e Vouga, que mais tarde, em 1096, seria ampliado até ao Tejo.
Da relação entre Teresa de Leão e Henrique nasceram vários filhos, mas o único varão sobrevivente foi Afonso Henrique, aquele que viria a ser o primeiro Rei de Portugal. Por essa altura D. Teresa vê-se na contingência de se defender dos ataques da sua meia-irmã D. Urraca, Rainha de Castela e Leão, que pretendia reclamar para si o Condado de Portucale.
Em 1112, depois da morte do seu marido, Henrique de Borgonha, D. Teresa chama a si o governo do condado sob a forma de regência em nome do seu filho, apegando-se demasiado ao poder e chegando mesmo a auto-proclamar-se rainha. As forças de Castela e Leão derrotaram facilmente o exército de Teresa de Leão que acabaria cercada no Castelo de Lanhoso.
Pese embora a sua posição de inferioridade, e num golpe de génio, a regente conseguiu ainda negociar aquele que ficaria para a história como o Tratado de Lanhoso e através do qual garantiu a sua continuidade à frente do Condado de Portucale. Passada esta crise Teresa de Leão volta a sua atenção para uma aliança com Fernão Peres, conde de Trava, um galego que também olhava para o condado com ambição expansionista.
Esta relação fez com que os nobres portugueses e o seu próprio filho, Afonso Henriques, se revoltassem contra D. Teresa, situação que se agravou quando esta se recusou a entregar o governo ao infante que atingira a maioridade.
Pouco tardaria então a guerra aberta entre Afonso Henriques e a sua mãe, D. Teresa, uma disputa que terminaria em 1128, com a batalha de São Mamede. Nessa refrega as forças de D. Henrique derrotam estrondosamente os homens de D. Teresa, obrigando-a a entregar definitivamente o governo ao filho.
A partir deste momento existem duas correntes de opinião em relação ao destino que teve D. Teresa.
Para alguns teria sido enclausurada pelo filho D. Afonso Henriques no Castelo de Lanhoso, onde viria a falecer em 1130. No entanto, há quem defenda que após a derrota de São Mamede, D. Teresa, acompanhada pelo conde galego Fernão Peres, terá fugido para a Galiza, onde se exilou e onde acabaria por falecer em 1130.
Actualmente os restos de Teresa de Leão estão na Sé de Braga, onde descansam junto aos do seu marido Henrique de Borgonha.
O Theatro Club recebeu, na passada quarta-feira, o colóquio intitulado “O futuro do desporto amador na Póvoa de Lanhoso”, iniciativa que integra as Comemorações do Centenário do Sport Clube Maria da Fonte, cujo programa se vai prolongar até final do ano.
Este evento contou com a presença da Vice-Presidente Fátima Moreira e o Vereador do Desporto, Ricardo Alves, que é membro da Comissão Executiva do Centenário do Maria da Fonte, a cargo de quem esteve a moderação do debate.
No primeiro painel estiveram representados os clubes de maior dimensão do concelho, designadamente o Sport Clube Maria da Fonte, o GD de Porto d’Ave, a ACDR de Serzedelo, o Emilianos FC e o GD da Goma. Amaro Leite, António Coutinho, António Leitão, Belarmino Alves e Aristides Costa representaram, respetivamente, estas associações desportivas povoenses.
O segundo painel foi composto por Orlando Novo, da Associação de Natação do Minho; Manuel Machado, Presidente da Associação de Futebol de Braga e Fernando Monteiro, da Associação de Basquetebol de Braga, que participaram nesta discussão que se centrou na análise do panorama desportivo distrital.
Temas como o financiamento, a formação, as estruturas de apoio e a segurança foram amplamente debatidos e são comuns a todas estas estruturas. No caso das modalidades promovidas pelo Grupo Desportivo da Goma, que recorre à Barragem das Andorinhas e toda a sua envolvente, a questão das estruturas para treinos e competições não são tão prementes.
O papel do desporto, na Póvoa, de Lanhoso foi ainda realçado na medida em que pode ser uma alavanca para economia do concelho e a sublinhada a importância do desporto de natureza para a dinamização de todo o território.
Foi também amplamente discutido o apoio, a todos os níveis, do Município, sem o qual estas associações não conseguiriam ter o papel tão importante que têm junto de toda a comunidade, incentivando a prática desportiva, com todos os benefícios que esta aporta para a saúde.
Ricardo Alves terminou a sessão endereçando os parabéns ao Sport Clube Maria da Fonte pelas comemorações do seu Centenário e convidou todos/as os/as presentes a participarem na próxima iniciativa deste programa que é a Corrida de S. José – Centenário do Maria da Fonte, marcada para o dia 23 de Março.
A Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira está a proceder a uma importante intervenção nas margens do Ribeiro de S. Gonçalo, numa extensão de 4ha, com o objetivo de promover a limpeza e a preservação do ecossistema local. Enquadrada nas políticas ambientais do município, com foco na sustentabilidade e na proteção dos recursos hídricos essenciais para a comunidade, a presente ação vai ser realizada em várias fases, abrangendo as áreas mais críticas ao longo daquele curso de água.
A execução de faixas de gestão de combustível, com largura aproximada de 10m, tem como principal propósito a remoção de plásticos e detritos que possam ter sido arrastados aquando das cheias de 1 de janeiro de 2023, garantindo a fluidez do escoamento da água e reduzindo o risco de alagamentos durante períodos de chuvas intensas. Além disso, a limpeza contribuirá para a recuperação da biodiversidade local, proporcionando um ambiente mais saudável para a fauna e flora aquática. Não obstante, promove-se a valorização do espaço público, criando um ambiente mais agradável e acessível à população para atividades de lazer.
Além da intervenção no imediato, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira compromete-se a manter o acompanhamento e a gestão contínua das margens do Ribeiro S. Gonçalo, garantindo que a limpeza não seja uma ação pontual, mas parte de uma estratégia de conservação a longo prazo.
Todo o capital natural associado à bacia do rio Minho, designadamente o Ribeiro de S. Gonçalo, dotam Vila Nova de Cerveira de serviços de ecossistemas que aportam benefícios para o bem-estar social, mas também para a sustentabilidade da economia, através de serviços de provisão (agricultura e pesca), da regulação climática e de serviços de suporte à biodiversidade, sendo fundamental trabalhar a preservação, a recuperação e a valorização partilhada destes recursos com o envolvimento da sociedade civil.
Pela sua essência, esta intervenção enquadra-se na operação 0177_Eurocidade_CT_ADAPT_1_P, cofinanciada em 75% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através da convocatória INTERREG VA POCTEP.
Lançamento de livro e exposição, dia 7 de março, no Espaço Cultura
Está agendada para o dia 7 de março, às 21h30, no Espaço Cultura, a apresentação do livro “O Campo de Jogos: Narrativas Socioespaciais do Futebol Popular no Território Barcelense”, da autoria de Miguel Fernandes, seguindo-se a abertura da exposição com o mesmo nome.
O livro é “um estudo acerca da presença e impacto do futebol no território, incidindo particularmente sobre o papel das suas infraestruturas no concelho de Barcelos”. O seu autor, Miguel Fernandes, é arquiteto e docente convidado na Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho (EAAD-UM). O seu interesse de investigação centra-se no cruzamento entre a arquitetura e a cultura popular portuguesa, explorando, em particular, o impacto do futebol amador no território difuso do norte de Portugal.
Para o Presidente da Câmara, Mário Constantino Lopes, “ler e analisar ‘O Campo de Jogos’ abre-nos horizontes para uma reflexão, como bem sustenta o seu autor, que vai muito além da arquitetura dos espaços, permitindo-nos seguir pistas que ‘descodificam relações e processos de mudança entre campo e território ao longo do tempo - desde a sua localização e implantação no lugar até aos processos urbanísticos que se geram na sua envolvente’.”
A exposição “O Campo de Jogos” vai estar patente até ao dia 4 de abril, dia em que tem lugar, às 21h30, uma conversa com Cidália Silva e Marta Labastida, docentes de Arquitetura da Universidade do Minho. Antes, no dia 21 de março, também pelas 21h30, é convidada Marta Serra Lima, fotógrafa e autora do “Futebol de Tostões”, para uma conversa com Miguel Fernandes, autor do livro.
Hoje, pelas 18h30, apresentação do programa “10 anos do Museu Alvarinho”, seguido de concerto “Inside”
O Museu Alvarinho, localizado na Casa do Curro, foi inaugurado no dia 28 de fevereiro de 2015 numa cerimónia presidida pelo Secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque. A partir desse dia, Monção passou a contar com um equipamento relevante e defensor do vinho Alvarinho, aberto a munícipes, turistas e apaixonados pelo mundo dos vinhos.
Representa um trunfo valioso na defesa e divulgação do Vinho Alvarinho, potenciando as suas características endógenas e as empresas locais dedicadas à sua produção. Constitui um espaço de promoção, comercialização e degustação daquele produto demarcado e singular com elevada importância na economia de muitas famílias monçanenses.
Distribuído por diferentes áreas, este espaço proporciona aos visitantes uma autêntica viagem pelo mundo deste famoso néctar, disponibilizando informação interativa sobre a origem, evolução e empresas dedicadas à produção deste verdadeiro ex. libris do concelho de Monção.
No âmbito do projeto Bem Envelhecer, o Centro Social e Paroquial de Cervães organizou uma atividade intergeracional que proporcionou, no dia 19 de fevereiro, a várias instituições sociais do nosso concelho uma deslocação a Vila Verde. Do programa constou a receção e visita ao Museu do Brinquedo e da Brincadeira em Barbudo, seguido do almoço convívio no Restaurante do Campo de Tiro de Vila Verde.
Para culminar, na parte da tarde, decorreu a realização de jogos cognitivos com a dinamização dos alunos da escola Secundária de Vila Verde que, num ambiente de convívio familiar, promoveram a ação intergeracional com os participantes. Esta jornada procurou promover a socialização, estimular o intercâmbio e a troca de experiências, desenvolver a destreza física e mental dos idosos, contribuir para a sua valorização pessoal e social e fomentar as relações interpessoais.
A ação contou com o apoio e colaboração, como é habitual, do Município de Terras de Bouro.
No âmbito da celebração dos 900 Anos de Foral de Ponte de Lima, irá acontecer na próxima segunda-feira, dia 3 de março, no Palacete Villa Moraes, um Encontro de Localidades Geminadas com Ponte de Lima.
Nesta sessão, vão ser assinados três novos Acordos de Geminação, designadamente com os municípios de Saint-Cyr l’École (França), Allariz (Ourense, Espanha) e Dujiangyan (China). Vão ser, ainda, renovados os Acordos de Geminação com as localidades de Xinzo de Limia (Ourense, Espanha), Chalette-Sur-Loing (frança), Vandoeuvre (França) e Rio de Janeiro (Brasil).
Estes acordos de geminação são celebrados por autarquias com o objetivo de criar relações de cooperação, troca de conhecimentos e experiências. Geminar localidades significa promover o relacionamento cultural, científico, desportivo, comercial e industrial, entre cidadãos, empresas e instituições.
A sessão é aberta ao público que pretenda assistir a este momento de celebração de Ponte de Lima com as comunidades.
O Município de Braga inaugura a 1 de março a exposição “Braga: rosto em mutação”, uma mostra que convida à reflexão sobre a evolução urbana e cultural da cidade através de dípticos fotográficos que contrastam imagens históricas e contemporâneas. A exposição estará patente ao público até 15 de abril, na Praça - Mercado Municipal de Braga.
Enquadrada no Dia Internacional dos Centros Históricos, celebrado a 28 de março, esta mostra é baseada no diálogo visual encetado a partir do fundo fotográfico do Arquivo Municipal de Braga, relativo às casas bracarenses Photographia Alliança e Casa Pelicano, pondo em destaque as transformações arquitetónicas, sociais e culturais da cidade.
A deambulação urbana proposta, enriquecida pela narrativa poética da autoria de José Miguel Braga, convida à interlocução sobre o espaço e o tempo da realidade evolutiva da cidade e da sua capacidade de reinvenção.
No dia 2 de março de 2025, pelas 10h00, realiza-se no Centro Histórico, o Encontro Concelhio de Bombos, integrado nas Comemorações do Dia de Ponte de Lima.
No dia 2 de março de 2025, pelas 15h00, realiza-se no Centro Histórico, o tradicional Desfile da Tradição com a participação dos Grupos Folclóricos e Etnográficos do concelho, integrado nas Comemorações do Dia de Ponte de Lima.
A Torre da Cadeia Velha, estabelecimento prisional mandado instalar pelo Rei D. Manuel I cerca de 1511 numa das torres da muralha medieval, foi também engalanada há momentos, de forma a assinalar os 900 anos da fundação da vila e município de Ponte de Lima.
Trata-se de uma homenagem á condessa do Condado Portucalense, por ocasião dos 900 anos da concessão de parte desse seu território herdado dos ascendentes galegos para “ fazer vila o lugar de Ponte…” num espaço geográfico da Galiza do Sul onde era administrador (ou casteleiro) o seu genro Sancho Nunes, casado com sua filha Sancha, isto é, a irmã do primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques.
Portanto, Ponte de Lima está assim ligada á génese da Portugalidade, e já era uma povoação de referência de tempos anteriores á independência em 1143, isto é vila (mais antiga) que Portugal, documentada em tempos anteriores.
E, seu o seu foral data de 4 de Março de 1125, a sua renovação aconteceu com o rei “Venturosos” em 1515, também recordado com a colocação desta tarja num símbolo do seu governo, depois da passagem por Ponte de Lima em peregrinação a Santiago de Compostela.
Ponte de Lima celebra o Domingo Gordo à mesa, em mais um dos Fins de Semana Gastronómicos inserido no projeto "Em Época Baixa, Ponte de Lima em Alta".
É tradição que no Domingo Gordo, que antecede o Carnaval e quando se avizinha o período de jejum, se comam pratos recheados e de sustento como o Cozido à Portuguesa e o Arroz de Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima.
No fim de semana de 1 a 2 de março, os restaurantes do concelho de Ponte de Lima atraem locais e forasteiros para degustar um prato tradicional que destaca os produtos locais.
A par das ofertas gastronómicas disponíveis nos restaurantes do concelho, no domingo, dia 2 de março, pelas 10h00, realiza-se no Centro Histórico, o Encontro Concelhio de Bombos, integrado nas comemorações do Dia de Ponte de Lima.
No período da tarde, às 15 horas, o Centro Histórico acolhe o Desfile da Tradição com a participação dos Grupos Folclóricos e Etnográficos do concelho, num momento único de cor, alegria e animação, anunciando as comemorações dos 900 Anos de Foral de Ponte de Lima.
Recorde-se que o Domingo Gordo que integra o projeto em Em Época Baixa, Ponte de Lima em Alta, tem dispõe ao longo do fim de semana de condições especiais na estadia e na restauração, com as unidades hoteleiras aderentes ao projeto a atribuírem um desconto de 10% em alojamento, enquanto na restauração, os restaurantes aderentes oferecem um leite-creme por dose.
O areal da vila de Ponte de Lima, mais concretamente o espaço que faceia o Passeio 25 de Abril entre a ponte medieval e o início da popular Avenida dos Plátanos (5 de Outubro), estará encerrado ao estacionamento autóvel no arranque da semana, dias 3 e 4 de Março.
O motivo de impossibilidade de receber as centenas de veículos diários que utilizam o espaço como “Parque”, deve-se á realização de eventos no âmbito das comemorações dos 900 anos do município de Ponte de Lima, uma das actividades decorrerá na noite de Segunda-feira 3 de Março, com o concerto dos Clema, com entrada gratuita. No final, haverá uma grandiosa sessão de fogo de artifício, esse espectáculo deslumbrante que ilumina os céus, e desde o século XIX uma característica nas festas e romarias minhotas, com fogueteiros tradicionais em Caminha, Viana do Castelo, Ponte da Barca e Ponte de Lima.
Deste modo, há que descobrir alternativas para o estacionar o seu veículo amigo leitor: e, entre sugestões, adiantamos o Parque da EXPOLIMA, o da Senhora da Guia, e mais acima a zona escolar, entre outras alternativas.
57ª Edição da AGRO – Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação
De 3 a 6 de abril de 2025, a AGRO regressa a Braga para a sua 57ª edição!
Este é o maior evento agrícola do Norte de Portugal, reunindo profissionais, empresas e entusiastas do setor para um evento repleto de inovações, negócios e conhecimento.
𝐇𝐎𝐑𝐀́𝐑𝐈𝐎
3 de abril (quinta-feira): 10h00 - 23h00
4 de abril (sexta-feira): 10h00 - 24h00
5 de abril (sábado): 10h00 - 24h00
6 de abril (domingo): 10h00 - 20h00
Entrada gratuita para crianças até 10 anos | Bilhetes a partir de 3,50€
Adquira os seus bilhetes em Blueticket ou nas bilheteiras do Forum Braga.
Símbolo da fidalguia local, a casa torreada dos Barbosa Aranha foi decorada com uma tarja a assinalar os 900 anos do Foral de Ponte de Lima. Hoje, na residência solarenga funciona o Centro de Interpretação do Vinho verde, o néctar precioso da região e um dos produtos turísticos mais antigos e valiosos do povo Limiano.