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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VILA PRAIA DE ÂNCORA: PADRE ANTÓNIO BARBOSA AMORIM PEDIU EM 1973 AJUDA PARA AS OBRAS DA IGREJA DE NOSSA SENHORA DA BONANÇA

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A romaria da Senhora da Bonança é uma tradição que se mantêm, pelo menos, desde 1883 em Vila Praia de Âncora, no concelho de Caminha. Muito ligada à classe piscatória local, tem como ponto alto da festa a imponente procissão ao mar de encontro de nossa senhora da Ínsua e de Nossa Senhora da Bonança.

Para marcar esta festa maior no concelho de Caminha partilhamos o pedido do então pároco de Vila Praia de Âncora onde, demonstrando a unidade da comunidade, solicita apoio para as obras a realizar na igreja de Nossa Senhora da Bonança.

[Peça integrante do processo de obras AMPLIAÇÃO DA CAPELA DE NOSSA SENHORA DA BONANÇA do fundo da Direção de Urbanização de Viana do Castelo, do Arquivo Nacional da Torre do Tombo

Fonte: ANTT

PAREDES DE COURA: "ROL DOS PAPÉIS QUE ESTÃO NOS BUFETES PEQUENOS DA SECRETARIA QUE PODEM EMPRESTAR ALGUM DIA"

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Este documento pertence ao fundo Viscondes de Vila Nova de Cerveira e Marqueses de Ponte de Lima, do Arquivo Nacional da Torre do Tombo

Refere "escritura de dote que meus avós deram a minha mãe quando casou com meu pai, uma petição de meu avô o senhor visconde a el rei para que lhe mande paasar uma tuitiva para a Igreja de Santa Maria de Insalde, concelho de Coura [Paredes de Coura], uma quitação de 375$475 reis e que se pagaram na alfândega um maço de quitações as mais delas das missas que se dizem em São Lourenço e em Santa Cruz do Castelo e das tenças de minhas tias freiras na Rosa, um maço de escrituras da fazenda da Índia, um maço com testamentos de meu avô o senhor visconde; uma transação de minha avó a senhora D. Maria feita a meu pai e algumas escrituras de fazendas de Alfândega da Fé e um papel dos linhos de Torres Vedras, um maço de feitos sobre a fazenda de Alfândega da Fé e uma sentença contra o marquês de Gouveia para se lhe pagar jugada da Alfândega da Fé e umas cartas de partilha de meus avós e a doação dos linhos de Torres Vedras".

Em baixo está escrito: "igoanha". Na segunda folha está escrito "Corte do Lobo / róis".

Fonte: ANTT

BARCELOS: ARCOS DE ROMARIA SÃO UMA DAS ATRAÇÕES DA FESTA DAS CRUZES

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Os arcos de romaria são uma magnífica expressão do nosso artesanato tradicional e uma das tradições mais emblemáticas das festas e romarias do Minho.

Como forma de reconhecimento pelo trabalho efetuado, o Executivo Municipal visitou os Arcos de Romaria da Festa das Cruzes, agradecendo a colaboração prestada pelas Juntas de Freguesia.

Outrora, implantadas geralmente no caminho de acesso ao local da festa, serviam como pórtico do recinto da romaria.

Não existe no Minho romaria que se preze que não exiba os seus arcos de romaria. Quando a mesma tem lugar na sede do concelho, concorrem para a mesma as diferentes paróquias, a competir qual delas revela maior criatividade e imponência.

As Festas das Cruzes em Barcelos constituem uma excelente oportunidade para apreciar esta maravilha do nosso artesanato tradicional e revelar o espírito exuberante das gentes minhotas.

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PAREDES DE COURA RECEBE APURAMENTO PARA O FESTIVAL NACIONAL DE ROBÓTICA 2024

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2 a 5 de maio | Pavilhão Municipal

Paredes de Coura recebe desta quinta-feira a domingo, 2 a 5 de maio, o Festival Nacional de Robótica 2024 (FNR’2024). Pelo Pavilhão Municipal vão passar oito competições júnior e 8 competições sénior, permitindo o apuramento das equipas portuguesas para o RoboCup, competição de robótica de âmbito mundial, que reúne as melhores equipas de cada país, e na qual Portugal conta já com um historial de bons resultados.

Promovido pela Sociedade Portuguesa de Robótica e EPRAMI- Escola Profissional do Alto Minho Interior, contando com o apoio da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica - Ciência Viva e com o apoio logístico da Câmara Municipal de Paredes de Coura, o FNR’2024 integra a Competições Júnior -- participantes até aos 19 anos de idade e até ao Ensino Secundário – e Competições Major, num evento com a participação de equipas de vários pontos do globo.

Conferência Internacional em Sistemas Robóticos Autónomos e Competições

Paralelamente a esta 23ª edição do Festival Nacional de Robótica, decorrerá nesta quinta e sexta-feira, 2 e 3 de maio, a 24ª IEEE, Conferência Internacional em Sistemas Robóticos Autónomos e Competições, na qual participarão os dois keynote speakers internacionais convidados -- a Prof. Christine Coste, do Instituto Nacional de Pesquisa em Ciência e Tecnologia Digital, em França, e o Prof. Daniel Polani, da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido.

A 24ª Conferência Internacional IEEE é um encontro científico internacional na área da Robótica Móvel promovido pela Universidade de Aveiro, Universidade do Porto, Universidade de Coimbra, Universidade do Minho, Instituto Politécnico de Bragança, Instituto Politécnico de Viana do Castelo e Sociedade Portuguesa de Robótica.

O âmbito desta importante conferência científica internacional na área de robótica autônoma e competições abrange, mas não se limita, às áreas da Inteligência Artificial, Robótica e Educação, e é copatrocinada financeiramente pela Sociedade Portuguesa de Robótica, IEEE Portugal Section, IEEE Portugal RAS Chapter e tecnicamente copatrocinado pela Sociedade IEEE de Robótica e Automação (RAS).

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GUIMARÃES SAIU À RUA NO 1º DE MAIO DE 1974

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Manifestação promovida pelo Sindicato Têxtil de Guimarães, com sede em Guimarães, com a colaboração da Comissão Concelhia do Movimento Democrático do Distrito de Braga. A concentração teve lugar junto ao Paços dos Duques de Bragança e daí partiu um cortejo cívico pelas ruas da cidade em direção ao Estádio Municipal. Aí discursaram, entre outros, o Dr. Joaquim Santos Simões, o Dr. António Mota Prego e João Oliveira Ribeiro.

Fonte: Arquivo Municipal Alfredo Pimenta

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NO DIA 1º DE MAIO DE 1904, OS TRABALHADORES SAIRAM À RUA EM LISBOA PARA HOMENAGEAR JOSÉ FONTANA

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Dia Internacional do Trabalhador comemora-se em Portugal há mais de um século

Passam precisamente 120 anos sobre a data em que, por ocasião das celebrações do 1º de maio, os trabalhadores saíram à rua em Lisboa e desfilaram até às Picoas onde, frente ao edifício do então matadouro municipal, procedeu ao lançamento da primeira pedra de um monumento a ser erguido em homenagem a José Fontana.

Na ocasião, Azedo Gneco procedeu à entrega ao vereador Sabino de Sousa do martelo “com que havia de bater a pedra fundamental do monumento”, como refere a revista Ilustração Portugueza à época.

Influenciado pelos ideais anarquistas de Proudhon e Bakunine, José Fontana foi um dos pioneiros dos ideários socialistas em Portugal, tendo participado na organização cas conferências do Casino e na fundação do Partido Socialista Português, tendo também participado na redação dos estatutos do Centro Promotor dos Melhoramentos das Classes Laboriosas.

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1º DE MAIO: A DATA QUE SIMBOLIZA O TRABALHO – CRÓNICA DE GONÇALO FAGUNDES MEIRA

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Comemorações do 1º de Maio em Viana do Castelo em 1938

Génese e efeitos

O mundo do trabalho foi sempre insubmisso e determinado, fatores que se podem considerar determinantes na evolução das sociedades, na conquista do progresso e na melhoria das condições de vida de quem vende a sua força de trabalho. Mas assim teria que ser.

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A imagem mostra as comemorações do 1º de Maio de 1977 em Viana do Castelo

Do trabalho, quase sempre escravo, de milhões de operários resultou a construção de impérios, a constituição de grandes grupos económicos, o enriquecimento, por vezes chocante, de uma elite financeira que determinava e geria as economias de acordo com os seus interesses, nem que para isso fosse preciso estabelecer guerras nas quais sucumbiriam milhões de pessoas.

O capital, salvo raras exceções, mostrou-se sempre insensível ao trabalho sem direitos e à pobreza que reduzia populações inteiras à condição de seres vegetantes, desprovidos até de bens essenciais, como são a alimentação e o vestuário. Ainda há praticamente meio século, em Portugal, não faltava gente que, nas aldeias, aceitava trabalhar no campo dos grandes lavradores por pouco mais que a alimentação, parca e de baixa qualidade. Se hoje o trabalho em boa parte do planeta, especialmente nos países mais evoluídos, é mais justamente remunerado, em boa medida se deve à combatividade dos trabalhadores, à sua consciencialização e à sua valorização profissional.

Não é de estranhar por isso que no primeiro dia de maio de 1886, já de forma organizada, na sequência de regulares, e por vezes violentas, agitações que iam acontecendo, especialmente nos locais de trabalho onde havia uma forte concentração de trabalhadores, se decretasse uma greve geral em todos os Estados Unidos e que meio milhão de trabalhadores se manifestasse nas ruas de Chicago, em luta pela jornada das 8 horas de trabalho. Apesar da repressão dos feridos e dos mortos nesta primeira ação devidamente concertada, três anos depois, em 1889, reunido em Paris, o Congresso Operário Internacional decreta o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, considerando-o um dia de homenagem aos caídos, mas também de luta na base de novas reivindicações. No ano seguinte, os trabalhadores americanos festejaram a conquista da jornada de trabalho de oito horas, o mesmo acontecendo em França em 1919 e veio posteriormente a acontecer em vários outros países considerados desenvolvidos.

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Comemorações do 1º de Maio em Viana do Castelo em 1980

1º de Maio em Portugal

Em Portugal o 1º de Maio passou a ser comemorado logo em 1890, sendo estas comemorações vistas com simpatia pelo rei D. Carlos, o “Diplomata”, que tinha assumido o poder precisamente em 1889. Porém, de forma praticamente simbólica e até festiva, a que também se associavam as entidades patronais, por considerarem que o dia também lhes tocava. Contudo, em 1910, o fim da Monarquia e o estabelecimento da República criou novas formas de estar na sociedade portuguesa e animou as reivindicações do movimento operário, ao ponto de, depois de ativas lutas, em 1919, se ter conquistada e consagrado em lei a jornada de oito horas para os trabalhadores do comércio e da indústria.

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Comemorações do 1º de Maio em Viana do Castelo em 1975

Com a instalação do Estado Novo (1933/1974) e a imposição da doutrina do corporativismo, em que se tentava amalgamar os interesses de todas as classes sociais, como se não houvesse interesses distintos entre estas, todas as manifestações do 1º de Maio foram proibidas, sendo o dia comemorado com caráter oficial todos os anos em local diferente, fazendo-se destas comemorações ações festivas de apologia ao regime em vigor, tentando desta forma abolir a luta de classes e conciliar os interesses de empregados e empregadores. Alguns exemplos de locais das comemorações: 1934 em Braga, 1935 em Guimarães (imag. 1 – revista Ilustração, 16/5/35); 1937 em Famalicão (imag.2 – revista ilustração, 16/5/37); 1938, em Viana do Castelo (imag. 3), neste ano de forma fatídica, já que um autocarro que transportava pessoas vindas de outros locais para as comemorações, foi colhido pelo comboio quando atravessava a passagem de nível situada em frente à igreja do Carmo, tendo do acidente resultado duas dezenas de mortos (imag. 4 – revista Ilustração, 16/5/5/38).

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Mas a ditadura Salazarenta não conseguiu abafar de todo as comemorações do 1º de Maio em contexto combativo e de forte reivindicação, especialmente nos grandes meios operários, industriais, agrícolas e mesmo de serviços, como era o caso dos trabalhadores do comércio, bancários e outros. O Estado Novo sempre procurou, em todos os setores de trabalho, nomear gente alinhada com a situação para constituir e integrar os sindicatos, tornando estes dóceis, facilmente manobráveis e nada apoiantes das lutas dos seus representados. Daí que todas as ações de protesto fossem conduzidas, ou por sindicatos não reconhecidos oficialmente, ou por comités eleitos pelos trabalhadores. Com o início da guerra colonial em Angola, em 1961, e a agitação a crescer de tom, o 1º de Maio recrudesceu de politização, passando a englobar igualmente a luta pela libertação dos povos colonizados. São bem conhecidas as manifestações de 1962, pela dimensão que atingiram particularmente em Lisboa, Porto e Setúbal, com mais de cem mil manifestantes.

O 1º de Maio em Viana do Castelo

Com a fundação dos ENVC em 1944, Viana ganhou um outro nível de consciencialização. A forte concentração operária aí instalada, gente semianalfabeta porque oriunda dos campos, mas enquadrada em ambiente propício à sua politização, em boa medida mercê ainda da consciencialização dos chamados mestres de Lisboa, quase todos oriundos dos Estaleiros da CUF, muitos deles já ativistas políticos, a cidade tornou-se mais agitada politicamente, sendo os trabalhadores dos Estaleiros muito requisitados para integrar as associações existentes e criar outras para os mais diversos fins. Apesar de a empresa contar com agentes da PIDE no seu interior, como ficou provado depois da revolução em 1974, as administrações procuraram sempre alhear-se de questões de ordem politica, mesmo sabendo da necessidade de contar com as boas vontades do Estado para a construção dos navios que serviam as frotas de guerra, mercante, e pesqueira do país. Daí que nos ambientes de trabalho se conspirasse e articulassem ações por melhores condições de trabalho e pela eleição de dirigentes sindicais verdadeiramente representativos dos trabalhadores. Mas as comemorações do 1º de Maio, dada a dificuldade de concentrar gentes em ambiente de província, onde ainda predominava muito atraso, nunca foram além de atividades isoladas.

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Com o advento do Marcelismo, embora a abertura desejada não fosse além da mera cosmética, a atividade sindical recrudesceu e os sindicatos corporativos eram cada vez mais postos em causa. Era o tempo em que praticamente por todo o país as organizações sindicais eram tomadas por verdadeiros sindicalistas, se avançava para as greves sem receios, se negociavam contratos de trabalho respeitadores dos direitos dos trabalhadores e se discutia mais abertamente alterações ao regime vigorante. E foi nesta conjuntura, com este estado de espírito, especialmente das gentes do trabalho por conta de outrem, que se criaram as condições para o saneamento de todos aqueles que nunca foram mais que meros servidores do Estado Novo. Foi assim que o Movimento Sindical foi todo varrido onde era necessário e ocupado por gente devotada e com vontade de servir quem a elegeu. Viana também não ficou de lado nesta dinâmica revolucionária e, com um Movimento Sindical estruturalmente vivo, as primeiras manifestações do 1º de Maio, como mostram as imagens 5, ano de 1975; 6, ano de 1978; e 7, ano de 1980, constituíram grandes concentrações de massas, apostadas em contribuir para uma nova mentalidade social. Hoje, apesar do longo caminho percorrido e da valorização das classes trabalhadoras, e do povo em geral, a apatia parece querer instalar-se de novo. Mas isso é assunto para outras análises, que o espaço agora não comporta. Que perdure a convicção de que o 1º de Maio constitui a mais significativa etapa na vida do Movimento Operário.

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CAMINHENSE SIDÓNIO PAIS NASCEU HÁ 152 ANOS

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O 4º Presidente da República, Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais, nasceu a 1 de maio de 1872 na vila de Caminha. Militar, catedrático da cadeira de Cálculo Diferencial e Integral na Universidade de Coimbra e diplomata, exerceu várias funções políticas que culminariam, em 1917, na presidência da República Portuguesa tendo sido assassinado no exercício dessas funções em dezembro de 1918.

Partilhamos a imagem do seu assento de baptismo. À época ainda não tinha sido criado o Registo Civil.

Fonte: Arquivo Distrital de Viana do Castelo

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COMBOIO A VAPOR DEIXOU DE CIRCULAR NA LINHA DO MINHO HÁ 47 ANOS!

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Sabia que há 47 anos circulou o último comboio a vapor na Linha do Minho? Em março de 1977, no âmbito das comemorações do fim da tração a vapor na rede de via larga portuguesa, a locomotiva CP 0187, construída pelo fabricante alemão Henschel & Sohn em 1924, rebocou, entre Porto-São Bento e a Trofa, o último comboio a vapor da Linha do Minho.

O fim da tração a vapor na rede de via larga representou o fim de um ciclo de 121 anos, iniciado em 1856. Atualmente, com 133,5 km de extensão, a Linha do Minho é uma ligação ferroviária eletrificada que liga a cidade do Porto, a partir da estação de São Bento, a Valença. É servida pelo comboio internacional Celta, Comboios Urbanos do Porto até Nine e pelos serviços Intercidades, Regional e InterRegional, este último assegurado pelas modernizadas carruagens Arco.

Fonte: CP-Comboios de Portugal

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