Sobre a origem o topónimo “Rua da Palma”, refere o olisipógrafo Norberto de Araújo o seguinte: “Esta Rua, desafogada, hoje constituindo uma única artéria, das trazeiras de S. Domingos ao Intendente, divide-se em dois troços. O primeiro chega só à Guia (Martim Moniz) e é muito antigo, havendo sido nos séculos velhos arruamento dos comerciantes alemães que cultivavam religiosamente a lenda da palma que florira na sepultura do cavaleiro cruzado Henrique, sacrificado na Tomada de Lisboa, em 1147, (…) O segundo trôço, “Rua Nova da Palma”, data de 1862, e chegava até aqui ao Socorro, começando gradualmente a prolongar-se até ao Intendente; a Câmara começara a comprar terrenos de hortas e campos, que por aqui existiam, desde o ano de 1776”.
(Araújo, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol IV, pp. 24-25)
Sobre o sítio do Socorro e o palácio que aqui existiu no século XIX, citamos o olisipógrafo Júlio de Castilho que, por volta de 1900, afirmava o seguinte:
“(…) O palacio dos Porcilles, Porsili, ou Porsilli (que assim, por estas variadas formas, se escrevia e pronunciava no publico este apellido) ficava na freguesia do Socorro. (…) É o actual palácio que pertenceu ao Barão de Folgosa, depois a sua filha a snrª Condessa de Geraz do Lima, e joje (1903) ao 3º viúvo desta senhora. Para este palacio, cuja entrada era por um portão defronte da egreja parochial do Socorro, antes da abertura do 2º lanço da rua Nova da Palma foi transferido em 1813 o Collegio de Miguel Bourdiec, francez (…) O Collegio francez mudou-se em Julho de 1819 para a rua direita de S. Paulo, no 5, e o palacio do Socorro alugava-se ou inteiro, ou em quartos separados.”
(CASTILHO, Júlio de, Lisboa antiga, 1903, vol III, p. 15)
O palácio Folgosa foi mandado construir, em 1891, por Antonio de Sousa e Sá, Conde da Folgosa. Após a sua morte, o Palacete foi adquirido pela Câra Municipal de Lisboa, que mandou demolir parte do edifício para rectificação e alinhamento da rua da Palma, cerca de 1930.
Vila Verde fervilhou de vida no penúltimo dia do ‘Mês do Romance’
O penúltimo dia da programação mais romântica do país foi recheado de atividades. Na manhã de 29 de fevereiro, foi inaugurado o ‘Cantinho das Noivas’, na Aliança Artesanal, pensado especialmente para os casais apaixonados que vão casar em breve. No mesmo espaço decorreram duas apresentações de produtos Namorar Portugal: ‘Jardim de Amor’, da Claríssima e ‘Decoração para Bolos Namorar Portugal’, da Cake Dreams. Também a Casa do Conhecimento de Vila Verde abriu portas para uma visita guiada e deu a conhecer as suas valências.
À tarde, foi a vez de Luiz Macedo marcar presença no Espaço Namorar Portugal para dirigir o workshop ‘Introdução à Ourivesaria’. Para fechar o dia com chave de ouro, o serão foi de muita música com o ‘Concerto de Gala Namorar Portugal’, na Quinta da Aldeia, em Gême, Vila Verde. As iniciativas integraram a programação ‘Fevereiro, Mês do Romance’, do Município de Vila Verde.
O ‘Cantinho das Noivas’ abriu ontem ao público e até ao final do dia de hoje ainda é possível passar na Aliança Artesanal e conhecer todas as propostas para um casamento inesquecível. Dos convites às lembranças, passando pelos sapatos, vestido, bolo ou livros de honra inspirados nos motivos dos Lenços de Namorados, é tudo pensado ao pormenor pelos promotores Namorar Portugal para criar momentos especiais recheados de amor. Durante a sessão e abertura, ficou-se também a conhecer duas novas linhas de produtos relacionadas com a área dos casamentos, o bolo da Claríssima e os topos para bolos da Cake Dreams.
A Casa do Conhecimento de Vila Verde esteve aberta ao público para dar a conhecer as suas valências na área da robótica, realidade aumentada, estereoscopia, eletrónica criativa e um pouco do património local, fazendo deste espaço um local a visitar por miúdos e graúdos. Ao longo da visita decorreu uma pequena demonstração de impressão 3D, com objetos relacionados ao sentimento que impera no ‘Mês do Romance’.
O workshop ‘Introdução à Ourivesaria’, por Luiz Macedo, trouxe ao Espaço Namorar Portugal esta bela e tão antiga forma de arte. Durante a tarde, os participantes tiveram a oportunidade de aprender a manusear vários utensílios utilizados na joalharia, até com algum fogo à mistura, para manusear o metal e criar pequenas peças que simbolizam o amor eterno.
Já pela noite dentro, a Quinta da Aldeia juntou à mesa largas centenas de pessoas, num serão onde os sentimentos estiveram à flor da pele e a música foi o prato principal. O Concerto da Gala Namorar Portugal teve casa cheia e contou com a atuação da Orquestra da Academia de Música de Vila Verde, dirigida pelo maestro Idílio Nunes.
Ao longo do espetáculo, a banda foi acompanhada por vários artistas como a cantora Gabriela Couto, a soprano Elsa Meneses, o pianista Enric Roda Beltran, o coro dos alunos do ensino articulado da ACMVV e pelo Grupo Coral da Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde.
Tocaram-se vários temas, dos mais atuais aos grandes clássicos, e a plateia deixou-se envolver por completo pelos acordes dos talentosos músicos que tornaram a noite do último sábado do ‘Mês do Romance’ ainda mais especial.
Um criado com vassoura à porta do Palácio da Rosa, em Lisboa, propriedade dos Marqueses de Castelo Melhor. Na realidade, trata-se do Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima que foram Viscondes de Vila Nova de Cerveira. O brasão é dos Limas. A propriedade só transitou para os Marqueses de Castelo Melhor por casamento da sobrinha do terceiro Marquês de Ponte de Lima, um excêntrico que não deixou descendência. A toponímia do local consagra o Marquês de Ponte de Lima.
As imagens integraram diversas reportagens do jornal “O Século” e retratam diversos aspectos da já desaparecida e outrora muito concorrida Romaria do Senhor da Serra, em Belas, no concelho de Sintra, nas proximidades de Queluz. Uma festa, aliás, muito apreciada pelas gentes alfacinhas.
Numa das fotos, datada de 20 de Agosto de 1921, vemos vários romeiros cantando ao som da guitarra. Note-se, porém, a configuração do instrumento que mais se assemelha a uma viola.