Trânsito condicionado na Rua Manuel Faria de 3 a 9 setembro
No seguimento do evento "Festival da Francesinha e do Fado", a Câmara Municipal de Vizela informa que estará condicionado o trânsito nos próximos dias 3 a 9 setembro, na Rua Manuel Faria, a saber:
- corte de trânsito/acesso a viaturas (exceto moradores) nos dias 6 e 7 setembro, entre as 06.00h e as 02.00h;
- corte de trânsito/acesso a viaturas (exceto moradores) no dia 8 setembro, das 06.00h às 24.00h.
Mais se informa que será garantido o acesso a veículos de emergência, assim como o acesso a moradores.
A Câmara Municipal de Vizela pede desculpa pelo incómodo e apela à compreensão de todos os munícipes para os constrangimentos resultantes do evento "Festival da Francesinha 2019", que decorrerá de 6 a 8 de setembro, mas o objetivo é potenciar o desenvolvimento económico, social, cultural e turístico, com o objetivo da promoção e divulgação de Vizela enquanto destino turístico.
Cerimónia de assinatura do Tratado de Limites de Fronteira entre Terras de Bouro e Lóbios
No dia 30 de agosto, nos Paços do Concelho, os Municípios de Terras de Bouro e Lóbios, representados pelas suas respetivas entidades máximas, Manuel Tibo, Dª Maria Del Carmen Salgado e respetivos vereadores, procederam ao reconhecimento dos limites fronteiriços, através da assinatura da correspondente ata de confirmação.
O Tratado de Limites de Fronteira, que data de 29 de setembro de 1864, é desde então comprovado e assinado, anualmente, numa cerimónia realizada em cada um dos concelhos, alternadamente. Este ano foi a vez de Terras de Bouro acolher, uma vez mais, este momento que, segundo o Senhor Presidente da Câmara Municipal, Manuel Tibo, “representa sempre uma oportunidade de estreitar os laços, criar sinergias e solidificar a amizade entre os dois concelhos vizinhos, numa perspetiva de projetar o futuro de ambos os municípios”.
Câmara oferece fichas de atividades para o primeiro ciclo e transporte escolar para todos. Vida facilitada para as famílias de Famalicão no arranque do ano escolar
Já é um hábito em Vila Nova de Famalicão que o regresso às aulas seja menos custoso para as famílias do concelho do que acontece na esmagadora maioria dos municípios do país. Em 2002, o Município foi pioneiro na implementação da gratuitidade dos manuais escolares para o 1.º ciclo e desde essa altura que a Câmara Municipal canaliza todos os anos um significativo investimento para ajudar as famílias do concelho com os encargos inerentes ao início de aulas.
No regresso às aulas deste ano, os pais das crianças do 1.º ciclo de Vila Nova de Famalicão não vão ter que se preocupar com a compra das fichas de atividades de Português, Matemática, Estudo do Meio e Inglês. A Câmara Municipal assume novamente esse encargo, oferecendo às perto de 4300 crianças matriculadas neste nível de ensino este recurso fundamental não reutilizável, num investimento municipal que ronda os 158 mil euros. A medida não está abrangida pela iniciativa governamental que, recorde-se, contempla apenas o empréstimo dos manuais escolares, sendo por isso complementar a esta.
Por outro lado, a autarquia famalicense vai voltar a assegurar a universalidade da gratuidade dos passes escolares, assumindo a totalidade do pagamento dos passes escolares de todo os alunos do concelho, desde o ensino básico até ao 12.º ano. No conjunto, a medida abrange cerca de 5 mil alunos famalicenses num investimento total de 1,9 milhões de euros por ano.
Igualmente seguro para o início do ano letivo está a presença nas escolas dos auxiliares educativos necessários para o tranquilo funcionamento escolar. O Município tem afeto ao seu quadro de pessoal cerca de 600 colaboradores - assistentes operacionais e técnicos – em virtude das competências que assumiu no âmbito da Educação, através do programa Aproximar Educação que deu, a partir de 2015, competências às autarquias piloto na gestão do pessoal não docente, entre outras atribuições.
“A aposta na educação é uma aposta direta nas pessoas. É um investimento prioritário para garantir o acesso de todos os famalicenses às mesmas condições de desenvolvimento pessoal, independentemente das condições familiares de origem”, assinala o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, falando no desenvolvimento de uma “verdadeira política de democratização educativa” em Vila Nova de Famalicão.
Restaurante do Alívio. Venha saborear as tradicionais Papas de Sarrabulho e Rojões à Moda do Minho
Se é adepto de um bom sarrabulho, a 7 e 8 de setembro, Soutelo é um destino de eleição. Organizado pelo Restaurante do Alívio, o ‘Fim de Semana Gastronómico – Papas de Sarrabulho e Rojões à Moda do Minho’ é uma oportunidade para se deliciar com os sabores tradicionais e degustar um dos mais apreciados pratos da gastronomia minhota. Duas iguarias confecionadas na hora com a arte de quem domina os segredos da cozinha regional, que têm feito as delícias de habitantes locais e visitantes.
A expectativa é alta, já que, nos anos anteriores, o evento teve “muita adesão e toda a gente ficou muito satisfeita”, sublinhou Paulo Solha. O responsável pelo Restaurante do Alívio acrescentou que a fasquia continua alta para manter o nível de satisfação das “pessoas que fazem tantos quilómetros para comer este prato típico da região”.
Para Paulo Solha, “não fazia sentido escolher outro prato”. Trata-se de “uma comida tradicional de Soutelo, da qual toda a gente gosta, inserida numa iniciativa que atrai milhares de pessoas ao nosso concelho”. O ‘Fim de Semana Gastronómico – Papas de Sarrabulho e Rojões à Moda do Minho’ integra a programação Na Rota das Colheitas, do Município de Vila Verde. “É um bom projeto do Município de Vila Verde, que nos permite mostrar as tradições e a cultura do nosso concelho. Ao mesmo tempo, é uma boa ajuda para o comércio local”, concluiu o responsável pelo Restaurante do Alívio.
Mais de 30 mil pessoas nos primeiros três dias da Feira de Artesanato e Gastronomia de Famalicão. Certame decorre até domingo, dia 8 de setembro
Mais de 30 mil pessoas passaram, nos últimos três dias, pelo recinto da Feira de Artesanato e Gastronomia de Vila Nova de Famalicão. A enorme afluência registada nos primeiros dias deixa, obviamente, os expositores muitos satisfeitos, à semelhança do presidente da autarquia, Paulo Cunha, que aproveitou a tarde deste domingo para visitar o certame.
O edil percorreu os stands dos quase cem expositores presentes na Feira, entre artesãos, produtores e restaurantes. Questionado sobre o segredo do sucesso e longevidade do evento, Paulo Cunha lembrou que a Feira de Artesanato e Gastronomia de Famalicão “tem um trajeto, um histórico e um percurso que, ano após ano, nos levam a fazer o que sempre foi feito”, numa lógica de permanência que o autarca considera ser “enriquecedora para a comunidade”.
E acrescenta: “Não é fácil manter esta longevidade associada à qualidade e é, por isso, que continuamos a apostar muito na seleção dos expositores e na criação de condições para que, no final, todos – expositores e visitantes – possam sair daqui satisfeitos”.
Recorde-se que a Feira de Artesanato e Gastronomia abriu portas na passada sexta-feira e prolonga-se até ao próximo domingo, 8 de setembro, dando a conhecer o trabalho ao vivo de cerca de 100 artesãos, produtores e restaurantes de todo o país.
São dez dias de encontros e reencontros com as tradições, usos e costumes mais ancestrais de Portugal. O trabalho ao vivo dos artesãos volta a ser um dos pontos fortes do certame, mas animação é coisa que também não vai faltar, com espetáculos musicais diários para todos os gostos.
O rapper português Jimmy P e o grupo Sandy Kilpatrick and The Origins Band são apenas dois dos mais de vinte nomes que vão animar a 36.ª edição da Feira de Artesanato e Gastronomia.
À semelhança do ano anterior, este ano o evento volta a dedicar uma noite às gerações mais novas, desta vez com um concerto de Jimmy P, na noite de 5 de setembro, quinta-feira.
Destaque ainda para o concerto do songwriter escocês Sandy Kilpatrick & The Origins Band, no dia 4 de setembro e para a presença já habitual dos ranchos folclóricos e grupos etnográficos do concelho, das concertinas e cantares ao desafio e dos grupos de música popular, com as atuações, entre outros, dos Pedra D’Água, no dia 7. A música de câmara vai também subir ao palco da Feira, com um concerto da primeira edição da JOF – Jovem Orquestra de Famalicão, no dia 7 de setembro.
Três dias de festa e tradição em Cabanelas com a XIII AgriDoce
Produtos agrícolas, doçaria caseira, iguarias gastronómicas, vinho doce, artesanato, recriações de práticas ancestrais, muita música popular… Na AgriDoce - XIII Feira de Agricultura e Doçaria não faltou nada para um verdadeiro hino ao mundo rural e o público aderiu em massa. Milhares de pessoas visitaram Cabanelas durante o passado fim de semana, 30 de agosto a 1 de setembro, para uma iniciativa de tradição, cultura, convívio e muita alegria. Nota de destaque também para as ‘obras de arte’ criadas com produtos agrícolas que ornamentaram os altares da igreja paroquial. A AgriDoce, organizada pela freguesia de Cabanelas e pela paróquia local, inseriu-se na programação Na Rota das Colheitas, do Município de Vila Verde.
Os diversos stands espalhados pelo recinto permitiam aos visitantes contactar com os genuínos saberes e sabores do mundo rural. Aos atrativos da feira juntaram-se também várias atividades para enriquecer o programa. A animação da música popular fez-se sentir durante os três dias de festa com o Encontro de Rusgas, o Encontro de Folclore, a atuação de Tony Costa e o concerto do grupo Toka e Dança. A genuína tradição do Minho também esteve em destaque, já que, além da feira, o público ainda pôde participar numa desfolhada à moda antiga e assistir ao cortejo etnográfico, uma demonstração das profissões, hábitos e costumes de outrora. O programa incluiu ainda um after-party com DJ, uma Mega Aula de Zumba, um workshop ‘Como fazer o próprio Bonsai’, um Passeio de Motorizadas 50cc e uma Eucaristia.
Estreias e regressos entre o público
O típico bom tempo de agosto fez-se sentir durante a XIII Feira de Agricultura e Doçaria, que foi o destino de eleição de muitas pessoas. Maria das Dores, de Barcelos, foi a Cabanelas porque “já tinha ouvido dizer que valia a pena”. Foi a primeira vez que marcou presença entre as milhares de pessoas que visitaram a Agridoce, mas gostou muito, “especialmente do artesanato”. E deixou uma promessa: “Se para o ano puder voltar, voltarei!”.
Para além de estreias, também houve regressos. Um deles foi João Magalhães. Natural de Cabanelas, confessou que “costumava vir todos os anos, mas infelizmente não pude vir nos últimos dois”. Este ano, regressou ao “bom ambiente da Agridoce” para “relembrar tudo aquilo que vivi na minha infância”. E não saiu da feira de mãos a abanar. “Já vou levar uns legumes para casa e fazer o teste ao produto”, gracejou João Magalhães.
“Sinto uma certa nostalgia ao ver estas recriações”
O presidente da Junta da Freguesia de Cabanelas, António Esquível Gomes, reviveu estas tradições com um sorriso largo na cara. “Sou filho de agricultor, vivi tudo isto nos meus tempos de infância e sinto uma certa nostalgia ao ver estas recriações”, revelou. Contudo, o autarca afirmou que a importância da feira “não é só reviver velhos tempos, pois também se trata de uma oportunidade de divulgar Cabanelas e Vila Verde”.
António Esquível Gomes prosseguiu enaltecendo o trabalho dos voluntários. “São capazes de trabalhar mais de 100 voluntários na AgriDoce. Esta feira só é possível graças a esse trabalho voluntário que nos ajuda a manter este reviver de tradições”, sublinhou, acrescentando que “o resultado está à vista de todos: é um evento que atrai milhares de pessoas a Cabanelas e a Vila Verde”. A iniciativa insere-se Na Rota das Colheitas, do Município de Vila Verde, uma programação que mereceu fortes elogios por parte do autarca. “Juntos somos mais fortes. É uma oportunidade que o Município nos oferece para mostrarmos a nossa cultura, os nossos produtos, as nossas tradições e a nossa freguesia”, afirmou.
Preservar a cultura e tradição para a posteridade
Para a vereadora da cultura do Município de Vila Verde, Júlia Fernandes, a Agridoce é “uma feira extremamente importante para a programação Na Rota das Colheitas”. “É um verdadeiro cartaz de visita para a freguesia de Cabanelas, mas também para o concelho de Vila Verde. A Agridoce é uma mostra das forças da freguesia a nível da agricultura, da doçaria e do artesanato”, reforçou Júlia Fernandes, acrescentando que, para além disso, demonstra “uma forte união das instituições da freguesia de Cabanelas em prol da valorização dos produtos locais”.
cortejo etnográfico é um bom exemplo disso mesmo. “Foi muito bonito, um trabalho extremamente bem feito. Vimos profissões, muitas das quais em desuso, serem recriadas ao pormenor e com enorme rigor. Estas recriações permitem que estas culturas fiquem para a posteridade”, concluiu Júlia Fernandes.
Em Arcos de Valdevez a educação é uma prioridade. No âmbito de uma política orientada para o sucesso educativo, a igualdade de acesso à educação e o apoio às famílias, o Município de Arcos de Valdevez procedeu à atribuição de apoios económicos aos alunos do 1º e 2º ciclo, para o ano letivo de 2019/2020, através da celebração de protocolos, para comparticipar a aquisição dos livros de fichas de atividades, dos alunos beneficiários da ação social escolar, em 100% e dos restantes alunos, em 50%.
Este protocolo foi assinado com o Agrupamento de Escolas, a Associação de Pais e Encarregados de Educação e cinco livrarias do concelho.
Este apoio visou também dinamizar o comércio local, através da aquisição destes materiais, às livrarias do concelho. Neste sentido, os encarregados de educação devem dirigir-se a uma das livrarias aderentes a esta iniciativa (Académica, Agrafo, Arco Íris, Pelourinho e Versus), entre os dias 2 e 30 de setembro de 2019, para assim beneficiarem deste apoio, apresentando o vale “O Recontro”, distribuído por todos os alunos do 1º e 2º ciclo.
Para além destes auxílios, o Município arcuense também apoia a componente de apoio à família no pré-escolar; as refeições escolares; os transportes escolares, que são gratuitos para todos os alunos do pré-escolar ao ensino secundário; projetos como o “Schooll 4All”, que visam combater o insucesso escolar; e ainda a melhoria de instalações, mobiliário e equipamentos, como foi o caso recente das obras na EB 2,3/S, no valor 4,1 milhões de euros.
É com esta política de incentivo à educação, que a Câmara Municipal e os seus parceiros pretendem promover a igualdade de oportunidades, o sucesso escolar e a qualidade no ensino em Arcos de Valdevez.
Substituição de mobiliário urbano publicitário na Cidade
No seguimento da concessão do serviço público de colocação e exploração de publicidade e sinalética comercial em espaços do domínio público municipal, na área da União de Freguesias de Caldas de Vizela (S. Miguel e S. João), encontra-se a ser substituído o mobiliário urbano de publicidade na Cidade.
Esta substituição resulta da necessidade de preservar a estética do Município de Vizela padronizando os modelos de mobiliário urbano a utilizar para afixação de mensagens publicitárias, de modo a atenuar o impacto criado pela colocação de dispositivos para afixação de publicidade comercial.
Serão, assim, colocados novos outdoors, similares aos já colocados pela Câmara Municipal, novos abrigos de passageiros, e novos muppies e cities, no sentido de padronizar os modelos de mobiliário urbano a utilizar para afixação de mensagens publicitárias.
De destacar que a concessão do serviço público de colocação e exploração de publicidade e sinalética comercial permitirá ao Município uma redução de custos com a aquisição e manutenção de abrigos de passageiros, uma vez que ficará a cargo da concessionária a aquisição, colocação e manutenção de 20 abrigos de passageiros, os quais, finda a concessão, reverterão para o Município isentos de quaisquer encargos.
A concessão permitirá igualmente ao Município uma redução de custos com divulgação de informação e/ou iniciativas de interesse Municipal uma vez que existirão espaços reservados ao Município para esse efeito.
O Município reduzirá ainda custos com a aquisição e colocação de sinalética institucional, uma vez que a concessão garantirá, pelo menos, a colocação gratuita de 30 postes com painéis para sinalética institucional.
Esta substituição de mobiliário urbano de publicidade na Cidade vem juntar-se a outras intervenções que a Câmara tem vindo a efetuar, no sentido da melhoria da qualidade urbana da cidade, como é o caso da recuperação dos lagos da Praça do Município, a reparação do pavimento da Praça da República, do coreto e bancos do Jardim Manuel Faria, dos bancos da Praça do Município, e do piso da Avenida Abade Tagilde.
Ministro do Ambiente visitou zonas afectadas pelos incêndios de 2017
O presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, e o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, realizaram esta Segunda-feira, 2 de Setembro, uma visita aos trabalhos de reabilitação e valorização dos ecossistemas ribeirinhos afectados pelos incêndios de Outubro de 2017. Os projectos assentam numa recuperação de forma natural das linhas de água, usando técnicas de engenharia natural, aproveitando árvores queimadas e ramos secos para fazer diques e consolidar margens.
Após os incêndios que afectaram o Concelho em 2017, o Município de Braga efectuou um levantamento das linhas de água afectadas e do tipo de intervenções necessárias em 37 hectares, levando ainda à plantação de 33 mil novas árvores.
“Com o incêndio que deflagrou nestas encostas houve muita vegetação que foi destruída e isso deixou as terras libertas. Os Bracarenses sentiram essas consequências logo em Dezembro desse ano, fruto das inundações que se verificaram, uma vez que os solos ficaram mais libertos e as águas das chuvas foram arrastadas a grande velocidade causando danos consideráveis”, explicou Ricardo Rio, adiantando que com estas intervenções “estamos a prevenir novas ocorrências, criando zonas de protecção com drenagem águas e bacias de retenção que vão reduzir a velocidade e o caudal das enxurradas”.
Para efectuar os trabalhos de limpeza e desobstrução em rios e ribeiras, num montante global de 354 mil euros, o Município recorreu a financiamentos atribuídos pela Agência Portuguesa do Ambiente através do Fundo Ambiental, ao qual se junta uma componente de investimento municipal. As obras foram realizadas nas freguesias de Esporões, Nogueira, Fraião e Lamaçães; Nogueiró e Tenões; Santa Lucrécia e Navarra e Crespos e Pousada.
“Ao olhar para estas encostas e não podemos deixar de ficar um pouco apreensivos com o desordenamento florestal que se vai verificando em terrenos de propriedade privada e que só com uma regulamentação adequada é que se pode realizar algo que impeça a propagação de eucaliptos e outros infestantes”, considerou Ricardo Rio, lembrando que “este é um esforço inacabado, uma vez que os recursos são limitados e a manutenção muito dispendiosa, um facto que carece de financiamento próprio”.
As reabilitações das linhas de água permitem o controlo dos episódios de cheias, o aumento da qualidade da água, o controlo dos processos erosivos nas margens, a melhoria da qualidade dos solos e a maior preservação da biodiversidade. O corte de material arbóreo e arbustivo, a remoção de reutilização de material em obra, a reposição da galeria ripícola e a reabilitação das condições de biofísicas de suporte foram alguns dos trabalhos efectuados.
Já o ministro do Ambiente e da Transição Energética lembrou que este é um projecto duplamente importante. “Além de recuperar linhas de água, reduzindo o risco de cheias e melhorando a qualidade das massas de água que existem em Braga, estamos a criar as melhores linhas de corta-fogo que o país pode ter. Estes quilómetros que estão a ser recuperados em Braga fazem parte dos cerca de mil quilómetros que estamos a recuperar em todo o país. As autarquias têm aqui um papel fundamental e Braga resolveu ir mais além ao financiar este projecto com fundos próprios”, enalteceu João Matos Fernandes.
Arcos de Valdevez é Finalista do Concurso “7 MARAVILHAS DOCES DE PORTUGAL”.
Os “CHARUTOS DOS ARCOS”, eleitos anteriormente o melhor doce do Alto Minho, passaram à Final do concurso "7 Maravilhas Doces de Portugal”. Para o Município de Arcos de Valdevez e para os arcuenses é um orgulho ter o reconhecimento nacional de Arcos de Valdevez e da sua doçaria.
A FINAL está marcada para 7 de setembro de 2019, em Montemor-o-Velho, às 21h45, onde serão eleitas as 7 Maravilhas Doces de Portugal, numa transmissão em direto da RTP 1 e da RTP Internacional.
A votação nesta fantástica iguaria arcuense é possível entre o dia 01 de setembro (a partir das 17h) e o dia 07 de setembro, ligando para o efeito o número de telefone 760 107 003.
Os “CHARUTOS DOS ARCOS” são apadrinhados pelo escritor Jacinto Lucas Pires, familiarmente ligado a Arcos de Valdevez, também ele um apreciador da gastronomia e sobretudo da doçaria tradicional do concelho.
Para o Presidente da Câmara Municipal “Esta iniciativa promove o nosso património, reforça a identidade e revitaliza a doçaria como “símbolo” nacional, sendo um estimulo à inovação e valorização dos produtos tradicionais e à dinamização económica e sociocultural dos territórios. Os doces representam a história e a tradição de cada território e são uma mostra do bom quem temos e do bem que fazemos.”
João Esteves solicita “o apoio de todos para eleger os “CHARUTOS DOS ARCOS” como uma das 7 Maravilhas de Portugal”.
Município de Celorico de Basto atribui as fichas escolares ao 1º ciclo
Investimento na educação nunca é demais
Vales podem ser levantados a partir de hoje nos serviços Sociais da Câmara Municipal
Tal como tem vindo a suceder em anos transatos, o Município de Celorico de Basto mantém o apoio a todos os alunos do 1º ciclo do ensino básico com a oferta das fichas escolares obrigatórias. Um investimento superior a 20 000 euros para cerca de 517 alunos.
“Este é um investimento necessário, um investimento nas nossas crianças, no futuro. Um investimento que vai ajudar os pais e encarregados de educação nos seus orçamentos familiares, neste arranque de ano letivo, com a compra do material escolar, uma despesa muitas vezes, difícil de suportar” disse Joaquim Mota e Silva, Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto. O autarca observa também que esta é uma medida simples mas que procura ajudar a colmatar algumas lacunas que ainda existem no sistema educativo. “O sistema educativo ainda apresenta algumas brechas que precisam ser colmatadas, lacunas que, em muitas situações, afastam os alunos das escolas ou desenvolvem complexos de inferioridade ou exclusão que não levam a resultados positivos. A carência económica ainda é uma dessas situações e isso, não podemos permitir. Temos que agir, que trabalhar por um sistema educativo equitativo com igualdade de oportunidades. Todas as crianças devem ter acesso à educação, à inquietante busca de saber, para que sejam adultos preparados para uma sociedade cada vez mais exigente em todos os campos do saber e do fazer”.
Este apoio é destinado a 517 crianças que irão frequentar o 1º ciclo do ensino básico no ano letivo 2019/2020, no Agrupamento de Escolas de Celorico de Basto. O acesso a este apoio é feito mediante o levantamento de um vale nos serviços sociais da Câmara Municipal de Celorico de Basto, pelo encarregado de educação, e que será trocado pelas fichas escolares, numa qualquer livraria do concelho. A medida entra em vigor a partir de hoje, 2 de setembro.
Marrancos celebra a tradição com a recriação da espadelada do linho
A chama da tradição continua bem viva em Marrancos. No dia 7 de setembro, pelas 14h30, a freguesia celebra a tradição com a recriação de uma genuína espadelada do linho. Os trajes, métodos e alfaias de antigamente reforçam o simbolismo e rigor histórico de uma iniciativa de entrada gratuita e aberta a toda a população. Não faltará também a animação da música popular e uma merenda no final. O evento vai decorrer na parte exterior do Museu do Linho, que celebra o 6º aniversário, e inclui visitas guiadas ao museu de forma totalmente gratuita.
A espadelada do linho é uma tradição muito antiga e acarinhada pela população de Marrancos. E se a tradição continua viva, muito se deve a Abílio Ferreira. Apaixonado pelo mundo rural em geral e pela cultura do linho em particular, deu início às recriações ainda durante os anos oitenta do século XX para evitar que o conhecimento ancestral desaparecesse. Mais de trinta anos depois, a população de Marrancos conhece bem o ciclo do linho e transmite-o aos mais novos para preservar estes saberes.
Dispostas em fila, vestidas com os trajes de antigamente, mais de duas dezenas de mulheres exemplificam ao pormenor o processo artesanal de extração das fibras da planta do linho. Tudo sob o olhar atento do público, que não precisa de se limitar a assistir, também pode meter ‘mãos à obra’ e participar ativamente na recriação. Mas a recriação da prática agrícola ancestral não é o único atrativo da tarde de sábado em Marrancos. Os cantares típicos e a atuação do Rancho Folclórico de Marrancos vão trazer ânimo e boa-disposição à festa. No final, em ambiente de convívio, partilha e alegria, tempo para recuperar forças e saborear uma típica merenda minhota.
Lá estará também Abílio Ferreira para ‘comandar as tropas’ e dirigir as visitas guiadas ao Museu do Linho. Para partilhar com o público as etapas, processos e curiosidades do ciclo do linho, desde a sementeira até aos belos panos brancos característicos dos lares tradicionais do Minho. Na opinião de Abílio Ferreira, “antigamente a espadelada do linho era muito animada, cheia de alegria e festa”. E foi muito por causa dessas “lindas recordações” que decidiu recuperar esta prática. Uma tradição que permite às pessoas “recordarem-se de outros tempos, que eram mais difíceis, mas não faltavam sorrisos”.
A recriação da espadelada do linho irá decorrer no dia 7 de setembro, pelas 14h30, no exterior do Museu do Linho. Esta atividade é organizada pela Associação Recreativa e Cultural de Marrancos e pela União de Freguesias de Marrancos e Arcozelo, e encontra-se inserida na programação Na Rota das Colheitas, do Município de Vila Verde.
O Município de Arcos de Valdevez prossegue com os incentivos à dinamização e modernização do comércio e produção local, disponibilizando novos expositores para a venda de produtos no renovado Mercado Municipal. Sendo que este é um espaço de valorização dos produtos locais, que privilegia os pequenos produtores e a produção agrícola e pecuária do concelho, com enfoque nos circuitos curtos de comercialização.
A este investimento acresce salientar o desenvolvimento de um conjunto de iniciativas de dinamização no Mercado Municipal para promoção dos saberes, sabores e tradições e das boas práticas ambientais e socialmente responsáveis, tais como o “Mercado Circular”, a “Escola de Artes e Ofícios”, as visitas dos alunos e dos encarregados e as muitas iniciativas realizadas em parceria com várias entidades, que vão desde a realização de exposições, momentos musicais, workshops e showcookings.
De referir, a criação pela Câmara Municipal de uma nota/moeda, o “Recontro”, que permite às pessoas que a entreguem ao comerciante do mercado, receber em troca os vários produtos disponíveis para venda como frutas, legumes, flores, entre outros.
Esta nota/moeda está associada a eventos especiais como o dia da mãe, o dia da mulher ou o dia dos namorados, como forma de incentivar o consumo de produtos locais, dinamizar o comércio tradicional e atrair novos utentes e visitantes.
O Município pretende continuar a desenvolver iniciativas e a criar condições para estimular a economia local e para reposicionar o Mercado Municipal como um espaço de referência do centro urbano.
Em Celorico de Basto Parque de Campismo e Caravanismo com mais de 10 000 dormidas. Espaços de natureza cada vez mais procurados pelos turistas
10 561 é o número de dormidas efetivadas no Parque de Campismo e Caravanismo de Celorico de Basto de Janeiro a Agosto de 2019, um número demonstrativo da importância turística e económica deste equipamento para o concelho. Os números são do Instituto Nacional de Estatística com hóspedes oriundos de vários países.
Joaquim Mota e Silva, Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, esteve ontem, 02 de setembro, em visita ao Parque de Campismo e Caravanismo, “um espaço que prima pelas excelentes condições, pela forma acolhedora e disponível com que recebe os campistas e pelas paisagens e recursos naturais únicos. Este é um equipamento cada vez mais procurado sobretudo nos meses quentes de Verão, com mais de 4000 visitantes só no mês de Agosto, que procuram a tranquilidade de espaços naturais e ao mesmo tempo, estar próximos de tudo sem recurso a automóvel, uma comodidade muito positiva para campistas e caravanistas” salientou o autarca.
De facto, a excelente localização e as condições do parque têm vindo a aumentar consideravelmente o número de turistas a hospedar-se neste espaço. O grande número de hóspedes é de nacionalidade portuguesa mas pelo parque passaram, até ao final do mês de agosto, hóspedes oriundos de França, Holanda, Reino Unido, Luxemburgo, China, Espanha, Polónia, Croácia, EUA, Noruega, Bélgica, Suíça, Itália, Alemanha e Israel.
Um parque que oferece a todos os campistas a oportunidade de estarem em contacto com a natureza, numa forma de alojamento versátil onde existe a possibilidade de maior conforto com 4 bungalows/apartamentos devidamente equipados com quarto, sala de estar e jantar, cozinha, casa de banho, varanda e Jardim privado, e um conjunto amplo de espaços comuns como o bar, com sala de convívio apetrechada com vários equipamentos tecnológicos, áreas de jogos, áreas de caravanismo, 2 balneários com desinfeção diária, 1 balneário para deficientes, e muitos outros serviços necessários para o bom funcionamento do espaço. Este parque faz ligação com o Parque Urbano do Freixieiro, e dispõe de uma praia fluvial que serve os campistas e a população em geral.
Câmara Municipal interpõe providência cautelar contra a construção da Linha de Muito Alta Tensão
A Câmara Municipal de Barcelos apresentou uma providência cautelar contra a construção da Linha de Muito Alta Tensão no território do concelho.
A ação, que dá entrada hoje no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, pretende a suspensão da eficácia da Declaração de Impacte Ambiental (DIA), proferida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) em 21 de novembro de 2016; a suspensão da eficácia do despacho da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG), datado de 27 de março de 2019, que concedeu a licença de construção da Linha; o embargo de obra nova de construção da referida Linha; a abstenção de qualquer conduta ou operação material que se relacione com a construção da Linha.
As entidades visadas são a APA, a Rede Elétrica Nacional (REN) e a DGEG.
Recorde-se que o Município de Barcelos apresentou, em fevereiro de 2017, uma ação de impugnação da Declaração de Impacte Ambiental favorável ao projeto de construção da Linha no concelho, processo que se encontra em apreciação no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga.
Entretanto, em 9 de maio de 2018, a DGEG informou o Município de Barcelos que em fevereiro daquele ano “solicitou à REN a preparação de uma alternativa técnica ao longo do espaço-canal da A28, a fim de ser instruído para licenciamento ambiental e junto da DGEG, e em articulação com os municípios”.
Contudo, na reunião com a Comissão de Acompanhamento da Linha de Muito Alta Tensão, realizada no passado dia 15 de maio, o Sr. Secretário de Estado da Energia informou que o projeto tinha sido já aprovado, sem a necessária articulação com o Município de Barcelos.
Na sequência, a Câmara Municipal apresentou, junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, um pedido de ampliação do objeto da ação apresentada em fevereiro de 2017, procurando impugnar o despacho da DGEG que concedeu a licença de construção da Linha.
Tendo em conta o avanço, anunciado pela REN, das obras de construção da Linha, a Câmara Municipal apresenta, agora, uma providência cautelar tendo em vista a “suspensão imediata de todo e qualquer trabalho, realizado por si ou por terceiros sob a sua ordem, de montagem do estaleiro em Macieira de Rates ou noutro local qualquer do concelho”; a “suspensão imediata de todo e qualquer trabalho de construção” da Linha; a “suspensão imediata de todo e qualquer procedimento administrativo relacionado” com a Linha; a “abstenção de qualquer conduta ou prática de atos de preparação, concretização, implementação ou desenvolvimento” da Linha.
Antes de dissertamos sobre a eutanásia devemos levar em consideração os princípios morais, éticos e religiosos que direcionaram a evolução civilizacional, desde uma simples aldeia, cidade, região ou país ou até, mais simplesmente, quaisquer povos nómadas, pois todos têm os seus conceitos e normas que formataram o arcabouço legal, que vem a ser o embasamento que constitui a legislação básica dentro do ordenamento jurídico.
A moral é passível de variar entre culturas ou até mesmo épocas, mas há uma consciência individualizada em cada povo que persiste, ou seja, o que é imoral num determinado lugar pode não ser num outro. Podemos, por exemplo, exemplificar apontando a poligamia que em determinados países africanos ou asiáticos que professam a religião muçulmana é social e legalmente aceite, como também o é, a eutanásia, tema deste artigo que, todavia, não é aceite na maioria dos países ocidentais. Deixo claro que a moral não é atemporal, pois, com o passar dos anos, um determinado tema pode ter aceitação; ou seja, algo que décadas passadas era considerado imoral, hoje, pode já não ser mais considerado como tal. Exemplo, os biquínis que na década de trinta e quarenta eram considerados aviltantes à moral e aos bons costumes. A ética, por sua vez, representa a reflexão sobre uma moral apresentada e passível de mudanças perante algum evento que modifique radicalmente as crenças e valores pessoais de um indivíduo e de profissões, muito comum na medicina, existindo aqui, por força da evolução científica, uma maior flexibilização.
No contexto filosófico, ética e moral possuem diferentes significados. A ética está associada ao estudo fundamentado dos valores morais que orientam o comportamento humano em sociedade, enquanto a moral são os costumes, regras, tabus e convenções estabelecidas por cada sociedade.
A presente digressão tem por fim demonstrar que, nestes contextos, a eutanásia é de difícil aceitação notadamente nos países cristãos levando em consideração o princípio acima assentado.
Cabe ao médico colocar em prática todos os seus conhecimentos técnicos e tratamentos de forma que evite práticas como a eutanásia. O profissional da medicina tem que honrar o seu juramento e nunca desistir do doente, procurando sempre amenizar o seu sofrimento até os últimos momentos tendo a certeza que não deu causa ao desfecho morte. Afinal o profissional da medicina está presente para esperançar o doente e não para desacreditá-lo, mesmo sabedor que a ciência não o favorece naquele momento, não pode abrir mão de tratamentos paliativos que evite sofrimentos, de forma que venha dar qualidade de vida enquanto essa possa existir. O profissional tem que seguir o princípio da não-maleficência considerado fundamental na bioética, assim sendo, como a eutanásia gera a morte, também o médico está proibido de realizar tal prática.
Esquecer que nesse contexto existe ainda um interesse mercantilista de doação de órgãos e que até o Estado pode ter interesse nessa prática hedionda tendo em vista acautelar os altos custos da manutenção de um doente em estado terminal, é inocência de nossa parte. Temos também de considerar que a eutanásia é um incentivo para algumas famílias que querem, de alguma forma, ver-se livres do encargo de cuidar de parentes em estado de saúde grave.
Casos há que não chegam ao conhecimento público como o da conhecida jovem natural da Dinamarca, Carina Melchior, de 19 anos que estava teoricamente em morte cerebral e os médicos já se preparavam para retirar os órgãos da jovem para doação, seguindo autorização da família, em um hospital de Aarhus (Dinamarca). Só que pouco antes de os médicos iniciarem os procedimentos, a jovem saiu do coma. Dizem os jornais da altura que:
“Jovem sai do coma quando médicos se preparavam para remover órgãos. Este fato ocorreu com uma jovem de 19 anos de idade num hospital da Dinamarca, em que os médicos a diagnosticaram com morte cerebral e a família em estado de desesperança permitiu o procedimento médico para retiradas de órgãos. A sorte dessa jovem foi ter saído do estado de coma pouco antes de se executar tal procedimento, e, diferentemente do diagnóstico médico, foi possível voltar a falar, andar, ter uma vida normal”.
Por essa e outras razões é necessário que enfrentemos essa violência com firmeza.
A religião e as igrejas têm forte influência nas decisões estatais, principalmente, nos temas polémicos que envolvem a vida, como o aborto, eutanásia, estudo com células tronco, entre outros e, em alguns países, tem até grande influência nas decisões do Estado. Não podemos, por isso, deixar a vertente religiosa de lado quando refletimos sobre este assunto.
De acordo com a linha de pensamento religioso, Deus é o único detentor do poder de tirar e dar a vida a alguém, uma vez que somos “à sua imagem e semelhança”. E a prática em questão, o tirar a vida de outra pessoa, contraria os mandamentos sagrados de Cristo. A Igreja posiciona-se veementemente contrária à eutanásia, pois todos têm direito à vida digna e fraterna. Trata-se de um direito absoluto, o direito à vida, que só Deus pode tirar, ou seja, a morte deve vir naturalmente, de acordo com a sua sagrada vontade.
O grande filósofo Santo Agostinho na sua epístola assevera que
“nunca é lícito matar o outro, ainda que ele o quisesse, mesmo se ele o pedisse, porque, suspenso entre a vida e a morte, suplica ser ajudado a libertar a alma que luta contra os laços do corpo e deseja desprender-se; nem é lícito sequer quando o doente já não estivesse em condições de sobreviver”.
Os argumentos pró eutanásia tratam o tema como sendo uma solução doce, tranquila e misericordiosa. Porém, na minha opinião, isso não passa de uma falácia, pois é algo que explora o medo do sofrimento, solidão e de ser um peso para os familiares diante da morte, e não necessariamente da morte em si. Utilizam-se os argumentos do temor natural de quem se encontra numa situação delicada, apelida-se a prática com um nome socialmente aceite como “morte medicamente assistida” e surge a eutanásia como uma alternativa equivocada, que de fato é drástica e sem volta.
Considero por isso que a eutanásia, ou essa morte doce e tranquila, ou a morte misericordiosa, como por vezes também é apelidada, implica também os meios para provocá-la e a sua decisão. Reparemos que alguém, um médico mas antes de ser médico é também uma pessoa com as suas crenças e ideologias, terá de decidir que determinada pessoa, doente, e com fundamentação em dados necessariamente relativos, irá deixar de viver num determinado momento, passando assim a legitimar de forma imediata todos os que padecem de doenças similares, incuráveis naquele momento ou não, prefiram esse tipo de morte a prolongar o seu tormento por eventuais períodos de sofrimento.
O pedido para morrer é, antes, um pedido de socorro de alguém que não recebeu todo o apoio necessário, especialmente do ponto de vista psicológico e paliativo. A eutanásia não é a solução; ela é um grande risco para eliminar algo tão importante e fundamental na medicina, como os cuidados paliativos. A maior parte dos oncologistas e profissionais que lidam com pacientes terminais é contrária à eutanásia, e isso, per si, deve levar-nos a uma maior reflexão.
Biblioteca Municipal de Barcelos recebe “A maior exposição do mundo”
“A maior exposição do mundo” abre ao público na próxima sexta-feira, dia 6 de setembro, às 14h30, na Biblioteca Municipal de Barcelos e estará patente até 30 de setembro. Nela estarão presentes as histórias e ilustrações de Simão Lopes, o artista, que frequenta o Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) da APACI – Associação de Pais e Amigos da Crianças Inadaptadas, e que já criou mais de 30 histórias infantis e ilustrou mais de 1.200 desenhos sobre as mesmas, ao longo de onze anos de criação.
Tudo começou no dia em que o Simão descobriu o desenho, mas só em 2008, no Centro de Atividades Ocupacionais, nasceu, pelo traço deste artista, a Rita, personagem preferida do Simão e que o acompanha até hoje. A Rita vive na cabeça do Simão e ela sabe tudo sobre ele. A Rita tem um amigo chamado Bobi, o seu cão, fiel e companheiro. O Simão viajou pelo mundo da fantasia, explorando a sua criatividade, através da escrita de histórias, inspiradas em filmes e contos infantis que o marcaram ou mesmo sobre lendas e tradições da sua terra, do seu país e do mundo. Posteriormente, ilustrou cada frase das suas criações literárias, desenhando a lápis de grafite, sem usar uma única vez a borracha. A Rita, e por vezes o Bobi, viajaram por esse mundo de fantasia e imaginação.
Em 2011, nasceu o seu primeiro livro, “As Aventuras da Rita e o Tesouro do Castelo” e o Simão, não mais parou de escrever e ilustrar … até hoje! Algumas histórias já saltaram para a hora do conto e para o teatro e viajaram pelas escolas do concelho pelas suas palavras!
Simão Pedro Fernandes Lopes nasceu em Barcelos a 2 de novembro de 1989. Frequentou o ensino básico no concelho até ao 9ºano. Posteriormente, integrou a APACI, Associação de Pais e Amigos das Crianças Inadaptadas, por apresentar uma perturbação do espetro do autismo. Passou pelas valências, Centro de Formação Profissional da instituição e, desde 2008, que frequenta o Centro de Atividades Ocupacionais (CAO), onde se encontra até hoje. O Simão conta com a sua participação em vários projetos, principalmente na área das artes que o preenchem como pessoa e artista. Dá a cara por projetos na área do teatro como ator, na música, na pintura, no desenvolvimento da escrita criativa com histórias infantis, guiões para teatro e ilustrações para histórias. Já criou mais de trinta histórias infantis e mais de 1.000 ilustrações, desde que entrou para a “família” CAO-APACI. Em 2011, editou o seu primeiro livro com o apoio da APACI e da Câmara Municipal de Barcelos, com o título de “As Aventuras da Rita e o Tesouro do Castelo”, cujo lançamento foi feito na Feira do Livro de Barcelos.
Algumas das suas histórias foram apresentadas pelo próprio, primeiro, na Hora do Conto, nas escolas do concelho, com o apoio da Câmara Municipal de Barcelos. Ao longo dos últimos anos, algumas dessas histórias transformaram-se em verdadeiros guiões de curtas peças teatrais e musicais, que também fizeram itinerância nas escolas. O Simão apresentou assim, três sketchs teatrais de A Rita Sabichona: Rita e os perigos; Rita e as Drogas e, por último, Rita e a Internet, onde se funde a sua criatividade com uma componente pedagógica das temáticas.
Muitas das suas histórias e dos seus desenhos foram criados em casa, a seu pedido, no seu recanto, como forma de terapia, uma vez que o Simão adora criar, escrever e ilustrar as histórias. Para além das artes, participa em diversas atividades semanais do CAO, é um excelente nadador, inclusive já participou em campeonatos e possui um posto de trabalho semanal numa empresa local, dinamizando as ASUS (Atividades Socialmente Úteis).