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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CELORICO DE BASTO RECEBE EMPRESÁRIOS DA DIÁSPORA

Município de Celorico de Basto convida empresários e investidores para o III Encontro de Investidores da Diáspora

De 13 a 15 de dezembro, o Pavilhão de Feiras e Exposições de Penafiel irá receber o III Encontro de Investidores da Diáspora, organizado pelo CIM-TS e que trará à comunidade centenas de empresários, investidores e empreendedores da diáspora numa região com milhares de emigrantes. 

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Celorico de Basto é um concelho com um número considerável de emigrantes na sua maioria com histórias de sucesso.

Durante a sessão de apresentação do III encontro dos Investidores da Diáspora, em Penafiel, no dia 25 de outubro, e com a presença do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, o vice-Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Carlos Peixoto, referiu que estes encontros não servem apenas para “contar histórias de sucesso, servem sobretudo para criar novas histórias de sucesso, seja como forma de atração do investimento para Portugal e, sobretudo para as regiões de origem destes emigrantes, mas também, através de um diálogo profícuo, servir de alavanca para muitos investidores, empresários e empreendedores locais no processo de internacionalização nos países de destino das Comunidades Portuguesas. Muitas vezes o potencial não é suficiente é preciso o impulso certo para que o negócio possa crescer. Estou certo que, este encontro será muito positivo para oradores e participantes por isso, fica o convite aos empresários, investidores e empreendedores locais, de Celorico de Basto, para participar neste evento”.

Para os possíveis participantes é importante referir que existe um gabinete direcionado exclusivamente aos investidores da Diáspora, designado Gabinete de Apoio ao Investidor da Diáspora. Informações relativas ao programa do encontro e inscrições https://www.portaldascomunidades.mne.pt/pt/gabinete-de-apoio-ao-investidor-da-diaspora-gaid#iniciativas

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FÁTIMA CARVALHO EXPÕE PINTURA NA CASA MUSEU DE MONÇÃO

Exposição de pintura "Simbiose Mais Que Perfeita" da artista Fátima Carvalho na Casa Museu de Monção/Universidade do Minho

A partir do próximo dia 3 (sábado) e até ao dia 31 de novembro, estará patente ao público na Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho, a exposição de pintura da artista Fátima Carvalho, intitulada "Simbiose Mais Que Perfeita".

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Segundo a artista Fátima Carvalho: «Intitula-se Simbiose Mais Que Perfeita uma vez que inclui os trabalhos figurativos da relação do Homem com a Natureza e a Mãe Natureza existido Ela própria sem necessidade da presença do Homem».

A entrada é livre! 

Horário da Sala de Exposições Temporárias da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho:

terça a sexta feira: das 09h30 às 12h00 e das 14h00 às 17h00

sábado: das 14h00 às 18h00

domingo e segunda feira: encerrada

Mais informações em:

www.casamuseumoncao.uminho.pt

www.facebook.com/pages/Casa-Museu-de-MonçãoUniversidade-do-Minho/809321412454696

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ESPOSENDE COMBATE INSUCESSO ESCOLAR

Município de Esposende dá passos firmes no combate ao insucesso escolar

Esposende acolheu o primeiro evento de Ignição Municipal no âmbito dos Projetos Municipais de combate ao insucesso escolar, inseridos no Plano Integrado e Inovador de Combate ao Insucesso Escolar, da CIM Cávado que se prolongará até abril de 2021. Profissionais das equipas multidisciplinares de Amares, Barcelos e Esposende analisaram as boas-práticas de promoção de sucesso escolar e procederam à reflexão sobre as metodologias diferenciadas de intervenção, em função da execução dos projetos de cada Município.

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Com este tipo de encontros, pretende-se criar comunidades de aprendizagens, promovendo a transferência de conhecimentos, a partilha de estratégias de superação de obstáculos na intervenção, e a análise conjunta dos processos de implementação, execução e avaliação das intervenções que estão a decorrer, em contextos escolares, nos diversos Municípios.

As equipas multidisciplinares foram constituídas com objetivos de intervir nos alunos em situação de insucesso escolar nos níveis psicossocial e de terapia da fala, com a implementação de medidas de integração promotoras da inclusão do aluno na escola, tendo em conta a sua envolvência familiar e social. Estas equipas têm igualmente atribuições ao nível do acompanhamento dos alunos nos planos de integração na escola e na aquisição e desenvolvimento de métodos de estudo, de trabalho escolar e de medidas de recuperação da aprendizagem, em articulação com os Professores Titulares e Diretores de Turma. Outra área de intervenção complementar passa pelo apoio, acompanhamento e aconselhamento parental às famílias.

Os técnicos que participaram neste encontro partilharam experiências, reportando as intervenções em curso, assim como os principais constrangimentos à aplicação do projeto, sendo apontadas algumas estratégias para superar os obstáculos, com base nas práticas dos projetos que se encontram numa fase mais avançada na intervenção.

Entretanto, no Município de Esposende, as oficinas/clubes previstas no Projeto Rumo ao Sucesso arrancaram no passado dia 15 de outubro. Assim, encontram-se em funcionamento nos Agrupamentos de Escolas e na Escola Secundária com 3º ciclo Henrique Medina as oficinas e clubes nas áreas do Karaté, Xadrez e Jogos Matemáticos, Robótica e Centros de Recursos Digitais, Ciências Experimentais, Oficinas de Música, Dança e Teatro, pretendendo-se com este tipo de intervenção promover uma relação positiva com a escola e o reforço de aprendizagem de conhecimentos, de competências e capacidades estruturantes para o sucesso educativo.

Lembre-se que o projeto de combate ao insucesso escolar assenta numa abordagem integrada, num trabalho de convergência entre as diferentes comunidades educativas, em articulação com as escolas ou outras entidades locais que podem contribuir para o desenvolvimento do plano, na promoção de uma estratégia educativa coerente e integrada com linhas e medidas de intervenção voltadas para a melhoria do sucesso educativo, numa lógica preventiva e compensatória.

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PONTE DE LIMA RECEBE A PEÇA “DO ALTO DA PONTE”, DE ARTHUR MILLER | ARTISTAS UNIDOS

3 de Novembro – 21h30 – Teatro Diogo Bernardes – Ponte de Lima

Antes de se apresentar no Porto, no Teatro Nacional S. João, de 8 a 25 de Novembro, no próximo sábado, 3 de Novembro, às 21h30, Do Alto da Ponte, de Arthur Miller, pelos Artistas Unidos, com dezena e meia de actores em palco, a peça de teatro pode ser apreciada no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima.

Catherine: Diz-me uma coisa. Quer dizer, diz-me só isto, Rodolpho - ainda quererias casar comigo se afinal tivéssemos que ir viver para itália? Se tivesse que ser.

Rodolpho: Quem está a perguntar. Tu ou ele?

Arthur Miller, “Do Alto da Ponte”

Um drama passional, um dilema moral, uma tragédia contemporânea? Nos portos de Nova Iorque, entre emigrantes italianos. A suspeição, o ciúme, a delação, a traição numa altura em que arranca a caça às bruxas do MacCarthismo. Que lei é esta que não respeita a lei de cada um? Quem são os vitoriosos, quais os derrotados? Depois de visitar com regularidade Harold Pinter (15 peças), Pirandello (2), Bertolt Brecht (3) e Tennessee Williams (4), os Artistas Unidos, que dedicam particular atenção ao que se escreve agora, entregam-se desta vez ao teatro de Arthur Miller, descobrindo personagens escritos para eles. Traições, contradições, cegueira, leis antigas, leis e morte, sangue de gente pobre. Em palco, falar-se-á de emigrantes, de escolhas difíceis, dos anos 50, dos dias de hoje.

"Do alto da ponte" é também, segundo o encenador e director dos Artistas Unidos, um texto extremamente actual, dado abordar conflitos de culturas.

"Quando nós vemos culturas e civilizações que entram na nossa Europa, e que não se adaptam quer às nossas leis, quer aos nossos costumes, sexuais, de honra ou de educação, nós interrogamo-nos por que motivo não conseguimos criar uma lei para todos os homens", argumentou.

No fundo, o que está em questão, na obra, é "como resolver estes problemas", ainda que não fiquem resolvidos, na peça.

"Do alto da ponte` era para ser um argumento de filme para Elia Kazan, mas, entretanto, este denunciou Miller, vindo-se a saber mais tarde que essa denúncia tinha origem passional, já que Elia Kazan fora namorado de Marilyn Monroe, mas foi com Miller que a atriz acabou por se casar, em 1956", disse Jorge Silva Melo, à Lusa.

Elia Kazan, recorda Silva Melo, terá respondido a Miller com o filme "Há lodo no cais".

Ficha Técnica e Artística

Do Alto da Ponte, de Arthur Miller |

Tradução Ana Raquel Fernandes e Rui Pina Coelho |

Com Américo Silva, Joana Bárcia, Vânia Rodrigues, António Simão, Bruno Vicente, André Loubet, Tiago Matias, Hugo Tourita, Gonçalo Carvalho, João Estima, Hélder Braz, Sara Inês Gigante, Romeu Vala e Miguel Galamba |

Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves |

Luz Pedro Domingos |

Som André Pires |

Produção João Meireles |

Assistência de Encenação Nuno Gonçalo Rodrigues e Inês Pereira |

Encenação Jorge Silva Melo |

Bilhetes à venda (6,00€) e mais informações no Teatro Diogo Bernardes, pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt

MUNICÍPIO DE BARCELOS PRESENTE NA CERIMÓNIA DE CELEBRAÇÃO DO CONSÓRCIO DE PARCEIROS

A Vereadora da Ação Social, Armandina Saleiro, esteve hoje presente na sessão solene de oficialização da V edição do Projeto Sorrir que visou a Celebração do Consórcio de Parceiros, que tem como parceiros chave o Município de Barcelos e o Centro de Respostas Integradas de Braga, enquanto Entidade que monitoriza o desenvolvimento do projeto.

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Trata-se de um momento significativo para continuar a intervir no âmbito do tratamento de dependências e pretende valorizar esta dimensão que é o consórcio de parceiros.

O Projecto Sorrir teve, no passado dia 1 de outubro, o início oficial da sua V Edição, cujo término está previsto para 31/12/2019. Esta nova edição resulta de uma nova candidatura do GASC ao Eixo de Tratamento do Programa de Respostas Integradas de Barcelos, no âmbito do Plano Operacional de Respostas Integradas, aprovada a 17 de setembro pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e Dependências (SICAD).

Na sua intervenção, Armandina Saleiro referiu que “é uma honra para o Município de Barcelos estar associado a este projeto desde a sua nascença e tendo finalidades tão objetivas que levam à sua concretização” salientando  a “importância de ter alargado este projeto para a área dos jovens”.

O Projecto Sorrir é um projeto importante na Missão do GASC – Grupo de Acção Social Cristã, centrada no apoio ao próximo, pois representa um serviço que responde a uma necessidade concreta, objetiva e real do Concelho de Barcelos, que é o tratamento no âmbito dos comportamentos aditivos e dependências pela representatividade que este fenómeno tem no território de Barcelos.

A V Edição do Projecto Sorrir vem dar continuidade à intervenção especializada no âmbito do tratamento de dependências de substâncias psicoativas ilícitas e/ou álcool, que se foi desenvolvendo, no território, ao longo das várias edições, desde 2009, mas, desta vez, vê alargado o seu âmbito de atuação também aos comportamentos aditivos sem substância, designadamente ao Jogo Patológico.Ao todo, ao longo das várias edições do Projecto Sorrir, passaram pelo serviço mais de 600 utentes.

Para além de parceiros como a Associação de Pais e Amigos das Crianças, a Casa de saúde S. José e a Casa de Saúde S. João de Deus que acompanham o Projecto Sorrir desde a sua primeira edição, em 2009, o projeto integra entidades muito ecléticas no que respeita ao seu âmbito de atuação e por isso também muito enriquecedoras no seu contributo, sendo estas: Delegação de Barcelos da Cruz Vermelha Portuguesa, a Associação para o Desenvolvimento,  a Associação Recovery, o Grupo de Alcoólicos Anónimos de Barcelos, a  ATAHACA através do Projecto Open-b, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Barcelos, o Centro de Emprego e Formação Profissional de Barcelos e a  Direção Geral de Reinserção Social e Serviços Prisionais

BRAGA ELEITA MELHOR CIDADE EUROPEIA DO DESPORTO EM 2018

Distinção será entregue dia 4 de Dezembro em Bruxelas

Braga foi eleita pela ACES Europe (Associação das Cidades Europeias do Desporto) a melhor Cidade Europeia do Desporto em 2018. A distinção será entregue numa cerimónia que se realizará no dia 4 de Dezembro em Bruxelas, no Parlamento Europeu.

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2018 está a ser um ano de intenso fulgor para Braga e uma oportunidade única para mostrar a Portugal e à Europa todo o dinamismo da Cidade a nível desportivo. A par das infra-estruturas existentes na Cidade e dos muitos praticantes federados nas mais diversas modalidades, Braga é também reconhecida pelos milhares de atletas amadores que diariamente usam o Desporto como forma de promoção da sua qualidade de vida e do seu bem-estar, com esta distinção a confirmar todo o potencial da Cidade.

O objectivo é que o trabalho desenvolvido durante este ano tenha continuidade e seja um legado para o futuro dos Bracarenses e um estímulo à prática desportiva para a generalidade da população.

Até ao momento já foram mais de 500 as actividades realizadas no âmbito da Cidade Europeia do Desporto. Com a atribuição deste título de melhor Cidade Europeia do Desporto, Braga é reconhecida como exemplo Europeu na promoção do Desporto e no desenvolvimento de programas municipais de incentivo à prática desportiva junto de toda a população, com benefícios ao nível da promoção da saúde, integração e educação.

São diversas modalidades que têm vindo a fazer parte do vasto programa da Cidade Europeia Desportiva, que não comtempla apenas a vertente desportiva e privilegia a criação de uma grande dinâmica entre o desporto escolar e o desporto informal, envolvendo toda a população.

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OBRAS NA SANDIA – VILA PRAIA DE ÂNCORA ARRANCAM A 5 DE NOVEMBRO

Mais de 1,2 milhões de euros de investimento na requalificação urbana mais importante dos últimos anos

A intervenção estrutural na zona da Sandia, em Vila Praia de Âncora, arranca dentro de menos de uma semana, a 5 de novembro, e deverá prolongar-se por cerca de um ano. Trata-se de um investimento de larga escala, orçado em mais de 1,2 milhões de euros, que permitirá requalificar um espaço amplo da Vila e resolver questões de escoamento de águas pluviais. Para o presidente da Câmara, “esta é a obra de requalificação urbana, em zona residencial, mais importante dos últimos anos, quer em Vila Praia de Âncora, quer no concelho de Caminha. Estamos a falar de uma zona importante de Vila Praia de Âncora que cresceu sem planeamento e que apresenta graves problemas de infraestruturas e de ordenamento de trânsito automóvel e pedonal”.

Trata-se de uma obra desejada por todos ancorenses, em especial pelos moradores da zona da Sandia, tendo sido uma intervenção amplamente participada e que teve em atenção as preocupações da população, que se arrastavam há longos anos. A obra em causa custará 1.220.113,30€.

A área inserida no projeto, designado “Ação de Reabilitação Urbana – Sandia – Rede Viária e Espaço Público, Acessibilidade a Pessoas com Mobilidade Reduzida” compreende as ruas Luís de Camões, Sandia, António Aleixo, Vista Alegre (desde o topo Norte até ao entroncamento com a Rua António Aleixo), Eça de Queirós, Gontinhães (desde o topo Norte até ao entroncamento com a Trav. 5 de Outubro) e Rua Júlio Dinis (desde o entroncamento com a Rua da Vista Alegre até ao entroncamento com Rua Eça de Queirós).

Serão contempladas redes hidráulicas de Águas Pluviais nas ruas: Luis de Camões, Sandia, António Aleixo e Gontinhães. Prevê-se a reformulação das redes de drenagem de Águas Residuais Domésticas nas ruas Luís de Camões, António Aleixo e Vista Alegre.

Prevê-se também a construção da passagem pedonal e clicável erguida sob a EN 13, para ligar a Rua 25 de Abril e a Póvoa ao centro da vila, através da Rua Luís de Camões.

Os trabalhos têm a duração prevista de 360 dias e visam promover a melhoria do ambiente urbano e do espaço público, através da melhoria do mobiliário urbano, da pavimentação de arruamentos e passeios, condução de águas, da introdução de elementos arbóreos, da eliminação de barreiras arquitetónicas e visuais.

“Batalhamos durante anos para ter esta obra e ela arranca finalmente! As pessoas da Sandia e da Vista Alegre merecem este investimento, há anos que são castigadas com enxurradas de água, são vítimas de inundações, andam em pisos maltratados e correm riscos de atropelamento”, refere Miguel Alves.

Sublinha ainda o presidente que, “estas obras não são tão visíveis como outras que se possam fazer no centro ou na praia, mas são obras que vão resolver problemas de décadas a centenas de pessoas que vivem ou passam férias na zona norte de Vila Praia de Âncora”.

A empreitada é financiada por duas candidaturas denominadas “Rede viária e espaço publico (Sandia)” e “Acessibilidade a pessoas com mobilidade reduzida (Sandia)”, submetidas ao Aviso Planos de Ação de Regeneração Urbano do Programa Operacional Regional do Norte – NORTE2020.

FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS NÃO PODE SERVIR DE “BODE EXPIATÓRIO” DOS MALES QUE NÃO ORIGINA!

O frequente recurso à imagem figurada do “bode expiatório” constitui um acto irracional profundamente enraízado nos nossos costumes e tradições.

Bode-significado

Existe em Esposende um costume ancestral que consiste, por ocasião dos tradicionais festejos em honra de São Bartolomeu do Mar, osfilhos dos romeiros transportarem consigo ao colo uma galinha preta, dando três voltas em redor da capela antes de nela entrarem procederem á oferenda sacrificial, após o que colocam na cabeça a imagem de São Bartolomeu. Uma vez cumprido o ritual, encaminham-se para a praia onde terá lugar o “banho santo” das crianças nas águas gélidas e purificadoras do mar – aonde o diabo regressará ao anoitecer – que, com a ajuda do sargaceiro, é imersa por diversas vezes, contadas as ondas sempre em número ímpar.

Trata-se de um ritual de exorcização que ter-se-á originado de uma tradição judaica ou seja, dos chamados cristãos-novos e que coincide com a prática algo semelhante do Kaparot, por altura das festividades do Yom Kippur.

Na teologia cristã, o “bode expiatório” é compreendido na imagem do Messias – o “Cordeiro de Deus” – que chama a si os pecados da Humanidade. Ainda, na literatura medieval, o deus pagão Pan transfigura-se num bode que no Auto da Barca do Inferno é levado às costas por um judeu e, noutros casos, surge representado na imagem de uma dama com pé de cabra…

Vem isto a propósito da incorrigível tendência de procurarmos sempre um bode expiatório para tudo quanto nos parece estar errado sem termos em linha de conta as nossas próprias responsabilidades nomeadamente como cidadãos. As culpas atribuímo-las sempre aos outros não cuidando se as mesmas são realmante justas. É o caso do que se passa em relação à representação do nosso folclore!

Perante os erros que sempre aparecem preferimos frequentemente varrê-los para debaixo do tapete do que assumir os reparos e procurar corrigi-los. É na humildade que reside a verdadeira grandeza do ser humano! Porém, não faltam oportunidades para procurar na Federação do Folclore Português (FFP) o bode expiatório de tudo quanto de errado existe no movimento folclórico, independentemente da sua responsabilidade em relação ao que é referido e inclusive aos próprios grupos folclóricos.

É evidente que existem muitos aspectos que podem ser melhorados. Porém, isso não justifica a destruição daquilo que já existe. Antes pelo contrário! Mas, encaremos a realidade: sem a Federação do Folclore Português, o que poderiam os grupos folclóricos esperar de melhor?

Foto: https://simbolismo.net/

PONTE DE LIMA LEVA A LOURES ARROZ DE SARRABULHO COM ROJÕES E ALHEIRA DE GALO

Estão já abertas as inscrições para o almoço de arroz de sarrabulho com rojões à moda de Ponte de Lima e a alheira de galo, numa iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho em parceria com os restaurantes de Ponte de Lima. Mas, praticamente metade das inscrições já estão asseguradas, devendo as mesmas ficarem esgotadas dentro de pouco tempo!

 

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A iniciativa vai ter lugar no próximo dia 3 de Fevereiro em Loures, a ter lugar na cantina da Câmara Municipal de Loures.

Sob a experiente batuta do Chefe Paulo Santos, da Casa de S. Sebastião, na freguesia limiana de S. Pedro de Arcos, espera-se uma adesão bem mais superior à verificada no ano passado. Os comensais vão ter a oportunidade de saborear uma das requintadas obras do paladar da gastronomia minhota e portuguesa em geral – o arroz de sarrabulho com rojões à moda de Ponte de Lima!

Trata-se, realmente, de uma iniciativa a não perder e cuja inscrição não deve ser relegada para mais tarde… os contactos são os seguintes:

- Teotónio Gonçalves – 964 006 657

- Mário Oliveira – 914 080 246

 

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TI MARIA: DÁ-ME O BOLINHO?

Desde sempre o Homem acreditou na possibilidade dos mortos intercederem na acção criadora dos deuses e no próprio ciclo da natureza, contribuindo inclusivamente para o renascimento dos vegetais e das culturas que os demónios e maus espíritos do inverno fizeram desaparecer. Esta crença está na origem de uma infinidade de práticas relacionadas com o culto dos mortos que regra geral se iniciam em Novembro e prolongam-se até à Serração-da-Velha, atravessando as cerimónias solsticiais ou "saturnais" e os festejos carnavalescos.

 

Naturalmente, os ritos variam consoante as celebrações em causa mas conservam entre si uma finalidade comum que é o de assegurar que o ciclo da vida e da morte não se interrompa, possibilitando por conseguinte que ao inverno suceda impreterivelmente a primavera. De acordo com as investigações feitas no domínio da arqueologia e da antropologia, acredita-se que as práticas do culto dos mortos tiveram o seu começo na fase de transição da pedra lascada para a pedra polida, sendo disso testemunho os inúmeros monumentos funerários como os dolmens ou antas, inscrições votivas e outros achados. O folclore trouxe até nós inúmeros vestígios desse modo de pensar e dos cultos praticados pelos nossos ancestrais, devendo por esse modo constituir uma importante fonte de estudo.

Pão por Deus! - pedem as crianças na região saloia, percorrendo as casas em alegre peditório. A ladainha varia contudo de uma região para outra. Por exemplo, para os lados de Braga é costume dizer-se do seguinte modo: "Bolinhos, bolinhós, / Para mim e para vós / E para quem está debaixo da cruz / Truz truz". Na região de Ourém, o rapazio vai pelos casais e suplica: "Ti Maria: dai-me um bolinho em louvor de todos os santinhos!". E, se a dona da casa é pessoa dada à brincadeira, ao assomar à soleira da porta responde prontamente: "Dou sim... com uma tranca no focinho!"

Por esta ocasião, as pessoas cumprem o ritual da visita aos cemitérios e cuidam das sepulturas dos seus entes queridos. Mas, também em casa é costume em muitas localidades, após a ceia, deixar até ao dia seguinte a mesa composta de iguarias para que os defuntos possam banquetear-se. Em Barqueiros, no concelho de Mesão Frio, na noite de Todos-os-Santos coloca-se uma mesa com castanhas para os familiares falecidos, as quais ninguém tocará porque ficam "babadas dos defuntos". Da mesma forma que o azeite que alumia os defuntos jamais alumiará os vivos. Entre alguns povos do leste europeu conserva-se ainda a tradição de organizar o festim no próprio cemitério a fim de que todos em conjunto - mortos e vivos - possam confraternizar!

A partir desta época do ano, as noites das aldeias são povoadas por criaturas extraordinárias que surgem nas encruzilhadas e amedrontam os notívagos. Uivam os lobos nas penedias enquanto as bruxas se reúnem debaixo das pontes. A prudência aconselha que ao gado se prendam pequenas saquinhas de amuletos que o resguardem do "mau-olhado". O serão é passado à lareira ouvindo histórias que nos embalam num mundo de sonhos e fantasia que nos alimenta a imaginação. E, quando finalmente é chegada a hora de dormir, faz-se o sinal-da-cruz para que o demónio não nos apoquente e a manhã do dia seguinte volte a sorrir radiante a anunciar uma vida nova.

 

CELEBRAÇÕES RITUALÍSTICAS DO MÊS DE NOVEMBRO

Desde sempre o Homem acreditou na possibilidade dos mortos intercederem na acção criadora dos deuses e no próprio ciclo da natureza, contribuindo inclusivamente para o renascimento dos vegetais e das culturas que os demónios e maus espíritos do inverno fizeram desaparecer. Esta crença está na origem de uma infinidade de práticas relacionadas com o culto dos mortos que regra geral se iniciam em Novembro e prolongam-se até à Serração-da-Velha, atravessando as cerimónias solsticiais ou "saturnais" e os festejos carnavalescos.

 

Os ritos variam consoante as celebrações em causa mas conservam entre si uma finalidade comum que é o de assegurar que o ciclo da vida e da morte não se interrompa, possibilitando por conseguinte que ao inverno suceda impreterivelmente a primavera. De acordo com as investigações feitas no domínio da arqueologia e da antropologia, acredita-se que as práticas do culto dos mortos tiveram o seu começo na fase de transição da pedra lascada para a pedra polida, sendo disso testemunho os inúmeros monumentos funerários como os dolméns ou antas, inscrições votivas e outros achados. O folclore trouxe até nós inúmeros vestígios desse modo de pensar e dos cultos praticados pelos nossos ancestrais, devendo por esse modo constituir uma importante fonte de estudo.

Pão por Deus ! - pedem as crianças na região saloia, percorrendo as casas em alegre peditório. A ladaínha varia contudo de uma região para outra. Por exemplo, para os lados de Braga é costume dizer-se do seguinte modo: "Bolinhos, bolinhós, / Para mim e para vós / E para quem está debaixo da cruz / Truz truz". Na região de Ourém, o rapazio vai pelos casais e suplica: "Ti Maria: dai-me um bolinho em louvor de todos os santinhos !". E, se a dona da casa é pessoa dada à brincadeira, ao assomar à soleira da porta responde prontamente: "Dou sim ! com uma tranca no focinho ..."

Por esta ocasião, as pessoas cumprem o ritual da visita aos cemitérios e cuidam das sepulturas dos seus entes queridos. Mas, também em casa é costume em muitas localidades, após a ceia, deixar até ao dia seguinte a mesa composta de iguarias para que os defuntos possam banquetear-se. Em Barqueiros, no concelho de Mesão Frio, na noite de Todos-os-Santos coloca-se uma mesa com castanhas para os familiares falecidos, as quais ninguém tocará porque ficam "babadas dos defuntos". Da mesma forma que o azeite que alumia os defuntos jamais alumiará os vivos. Entre alguns povos do leste europeu conserva-se ainda a tradição de organizar o festim no próprio cemitério a fim de que todos em conjunto - mortos e vivos - possam confraternizar !

A partir desta época do ano, as noites das aldeias são povoadas por criaturas extraordinárias que surgem nas encruzilhadas e amedrontam os notívagos. Uivam os lobos nas penedias enquanto as bruxas se reúnem debaixo das pontes. A prudência aconselha que ao gado se prendam pequenas saquinhas de amuletos que o resguardem do "mau olhado". O serão é passado à lareira ouvindo histórias que nos embalam num mundo de sonhos e fantasia que nos alimenta a imaginação. E, quando finalmente é chegada a hora de dormir, faz-se o sinal-da-cruz para que o demónio não nos apoquente e a manhã do dia seguinte volte a sorrir radiante a anunciar uma vida nova.

 

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Haloween ou "noite das bruxas"

A celebração nos Estados Unidos da América do Haloween ou "noite das bruxas" mais não constitui do que uma transposição que foi feita do culto dos mortos que os colonos levaram da Europa e que agora procuram nos procuram vender da mesma forma que nos impingem a coca-cola e a comida de plástico que dispensa os talheres que apenas servem a gente civilizada - é a globalização de acordo com o modo de vida americano e que rejeita as diferenças culturais entre os povos.

Mas, o que nos surpreende é que, possuindo o nosso povo riquíssimas e profundas tradições entre as quais as que se relacionam com o culto dos mortos, ainda exista quem com aparente formação académica insista em transmitir nas escolas aos seus alunos costumes que na realidade não lhes pertencem. Trata-se de uma pedagogia de natureza duvidosa que contraria inclusive o princípio da ligação da Escola com o meio que a envolve.

Carlos Gomes in http://www.folclore-online.com/