Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BARCELOS VAI TER ETAPA DA VOLTA A PORTUGAL EM BICICLETA

Sexta feira, 10 de agosto, às 13h30, no Campo da Feira

A oitava etapa da Volta a Portugal em Bicicleta, que liga Barcelos e Braga num percurso com 147,6 quilómetros, vai sair de Barcelos no dia 10 de agosto, pelas 13h30, do Campo da República (Campo da Feira).

Volta Portugal 2018

A Volta a Portugal em Bicicleta é o maior evento desportivo nacional no âmbito do ciclismo e, este ano, realiza-se entre os dias 1 e 12 de agosto, com 12 etapas a iniciarem em Setúbal e a terminarem em Fafe, incluindo o prólogo, numa extensão total de 1.578,9 quilómetros. A prova rainha do ciclismo português terá 21 equipas, entre as quais nove portuguesas e sete estrangeiras.

Entre os atletas competidores estarão os barcelenses João Matias, da equipa Vito/Feirense/BlackJack, e Domingos Gonçalves, da Rádio Popular/Boavista. São dois atletas formados na Associação Cultural e Recreativa de Roriz.

E é no seguimento da aposta nas modalidades e nos valores desportivos que a Câmara Municipal de Barcelos se associa a este importante evento, propiciando aos jovens ciclistas barcelenses o convívio e a inspiração dos grandes atletas de projeção nacional e internacinal. A partida da etapa é, também, um grande espetáculo desportivo acessível a todos quantos queiram assistir e um excelente momento para ver de perto a organização de um grande evento desportivo que a Câmara Municipal quis oferecer aos barcelenses.

Em Barcelos, a oitava etapa parte do Campo da República (Campo da Feira) no dia 10 de agosto, sexta feira, e é a etapa mais curta da edição de 2018 da. Os ciclistas saem em direção a Ponte de Lima, seguindo depois pelos concelhos de Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Vila Verde, Amares, Póvoa de Lanhoso, terminando em Braga.

Etapas da Volta a Portugal em Bicicleta

01.08 Prólogo: Setúbal – Setúbal, 1,8 km (CRI).

02.08 1.ª etapa: Alcácer do Sal – Albufeira, 191,8 km.

03.08 2.ª etapa: Beja – Portalegre, 195,3 km.

04.08 3.ª etapa: Sertã – Oliveira do Hospital, 175,9 km.

05.08 4.ª etapa: Guarda – Covilhã (Penhas da Saúde), 171,4 km.

06.08 5.ª etapa: Sabugal – Viseu, 191,7 km.

07.08 Dia de Descanso.

08.08 6.ª etapa: Sernancelhe – Boticas, 165,4 km.

09.08 7.ª etapa: Montalegre – Viana do Castelo (Santa Lúzia), 165,5 km.

10.08 8.ª etapa: Barcelos – Braga, 147,6 km.

11.08 9.ª etapa: Felgueiras – Mondim de Basto (Senhora da Graça), 155,2 km.

12.08 10.ª etapa: Fafe – Fafe, 17,3 km (CRI).

CÂMARA DE CAMINHA GARANTE INCLUSÃO DE MEIO MILHÃO DE EUROS NA EMPREITADA GERAL CONSIGNADA EM VALENÇA NA PRESENÇA DO MINISTRO DO PLANEAMENTO E INFRAESTRUTURAS, PEDRO MARQUES

Obra da passagem desnivelada da Travessa do Teatro, em Vila Praia de Âncora, vai avançar no decurso da empreitada de modernização da Linha do Minho

Tal como anunciado pela Câmara Municipal de Caminha há cerca de um ano, a consignação da obra de modernização da Linha do Minho entre Viana do Castelo e Valença permitirá avançar com a realização da obra da passagem desnivelada da Travessa do Teatro em Vila Praia de Âncora. De acordo com o que foi explicado pelo Vice-Presidente da Infraestruturas de Portugal, na obra consignada em Valença, no passado dia 27 de julho, está incluída a reivindicação do Presidente da Câmara Municipal de Caminha para concretização de uma passagem desnivelado naquela que foi conhecida com a Passagem do Zorro, em Vila Praia de Âncora.

foto (4)

A empreitada geral, que se inicia imediatamente, tem um investimento global superior a 100 milhões de euros cofinanciado por fundos comunitários e vai permitir a eletrificação de toda a Linha do Minho desde Viana do Castelo até à fronteira com Espanha. O concelho de Caminha, para além da eletrificação de toda a sua linha, vai ter a esperada obra da Travessa do Teatro, a impermeabilização do túnel de Caminha, o rebaixamento da linha em alguns locais como os túneis de Seixas e uma complexa intervenção na ponte sobre o Coura de modo a permitir a implementação da catenária. Para Miguel Alves, “este é mais um passo, embora decisivo, para que se cumpra mais um compromisso assumido junto da população de Vila Praia de Âncora. Ainda não terminou, mas depois de tantos que prometeram, depois de tantos cortes de relações, depois de tantos impossíveis, o financiamento para a passagem desnivelada da Travessa do Teatro está garantido e a obra já arrancou. Com serenidade e apesar dos que não acreditavam, estamos a cumprir, sempre estivemos.”

A obra de eletrificação da linha até Valença tem o prazo de 22 meses a contar de agora. No âmbito do planeamento global efetuado, prevê-se que a obra específica na Travessa do Teatro possa iniciar-se em 2019.

foto (1)

foto (2)

foto (3)

BRAGA REQUALIFICA PISCINA DE LAMAS

Piscina de Lamas com novas valências e pronta para receber utilizadores. Obras de requalificação representam investimento superior a 200 mil euros

O presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, inaugurou este Domingo, 29 de Julho, a requalificação da piscina de Lamas. O equipamento apresenta agora novas valências e uma melhor articulação com o edifício da sede da Junta de Freguesia local.

CMB29072018SERGIOFREITAS00000013916

Com esta obra, que representou um investimento superior a 200 mil euros, a piscina está dotada de todas as condições necessárias para ser usufruída em pleno, não apenas pela população de Lamas e das Freguesias vizinhas, como também pelos muitos emigrantes que por esta altura regressam à sua terra. “Queremos que as pessoas se sintam bem neste espaço e que tirem proveito das melhorias que foram introduzidas”, referiu Ricardo Rio.

O Autarca Bracarense reiterou o compromisso do seu Executivo Municipal de “continuar a trabalhar com as Juntas de Freguesia para concretizar cada um dos seus projectos e ambições”. “Em relação a Lamas existem outros projectos em curso, outros estão sonhados ou em vias de concretização e, para eles, podem também contar com toda a nossa colaboração”, assegurou na cerimónia que contou ainda com a presença do Vereador João Rodrigues.

A requalificação da piscina de Lamas implicou a melhoria das condições gerais de funcionamento, nomeadamente ao nível da segurança, conforto e acessibilidade. A obra incluiu a renovação dos balneários, dotando-os de cacifos, chuveiros e instalações sanitárias acessíveis, para além da criação de um posto de primeiros socorros.

De forma a garantir a máxima qualidade espacial e funcional do espaço, houve necessidade de se construir um novo volume exterior de apoio às piscinas (instalações sanitárias masculinos, femininos e mobilidade condicionada). Este “novo corpo”, para além de dar resposta às necessidades dos seus utilizadores, também se enquadra na linguagem e geometria pré-existente, de modo a garantir unidade formal e identidade à intervenção.

CMB29072018SERGIOFREITAS00000013905

CMB29072018SERGIOFREITAS00000013907

CMB29072018SERGIOFREITAS00000013912

O PROJETO SOLIDÁRIO DA REDE MÉDICA PORTUGUESA NA VENEZUELA

  • Crónica de Daniel Bastos

A Comunidade Portuguesa na Venezuela, segunda maior comunidade lusa na América Latina, a seguir ao Brasil, constituída por meio milhão de portugueses e lusodescendentes, vive por estes tempos marcada pela angústia do presente e a incerteza do futuro.

Daniel Bastos (2)

Esta intranquilidade é resultante da grave crise económica e social em que mergulhou a pátria Simón Bolívar, que ainda no início deste século era o país mais rico da América do Sul, e onde na atualidade a população sofre uma séria escassez de alimentos e medicamentos. O panorama socioeconómico sombrio regista a falta de comida, o aumento nos índices de mortalidade infantil e materna, a privação de remédios essenciais, como antibióticos e analgésicos, a carência de luvas, gazes, seringas ou produtos de limpeza.

A Comunidade Portuguesa na Venezuela não está imune à crise, sendo conhecidas várias situações de compatriotas que já não conseguem satisfazer as necessidades mais básicas. Situação que tem contribuído para o regresso de milhares de luso-venezuelanos a Portugal, sobretudo à Madeira, onde nos últimos anos segundo o Governo Regional já regressaram mais de quatro mil emigrantes da Venezuela.

Mas é também nestes tempos sombrios de crise, que se têm gerado genuínos exemplos de resiliência e solidariedade no seio da Comunidade Portuguesa na Venezuela. Como é o caso da Associação de Médicos Luso-venezuelanos (Assomeluve), que durante o mês de julho delineou uma rede médica portuguesa centrada em atender as necessidades prioritárias de saúde dos compatriotas.

Este projeto solidário, que conta com o apoio do Governo português, da Embaixada de Portugal na Venezuela e dos consulados locais, tem segundo a gastrenterologista Clara Maria Dias de Oliveira, porta-voz da Assomeluve, como principal missão “estabelecer as necessidades prioritárias dos portugueses na Venezuela, e prestar atenção médica geral e especializada", e irá começar em cinco regiões da Venezuela, no Distrito Capital (Caracas, Miranda e Vargas) e nos estados de Lara, Bolívar, Carabobo e Anzoátegui.

O exemplo de solidariedade praticado pela Associação de Médicos Luso-venezuelanos em prol da Comunidade Portuguesa é digno de louvor e de reconhecimento público, e um sinal de esperança no futuro da Comunidade Portuguesa na Venezuela.

ESPOSENDE HOMENAGEIA EMIGRANTES

Belinho ergueu monumento de homenagem ao emigrante

Os emigrantes da freguesia de Belinho foram homenageados, com a inauguração de uma estátua, no dia em que se iniciavam as festividades em honra de S. Pedro. A simbologia do monumento alarga-se a todo o concelho de Esposende, numa homenagem a todos aqueles que "deram novos mundos ao mundo".

.

A obra de arte, da autoria do escultor Cláudio Alves, mereceu rasgados elogios, desde logo, do presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, que salientou a beleza da obra de arte, mas vincou o profundo alcance de tão assertivo cinzel. "Não é apenas o significado, que é profundo, mas é uma obra belíssima. Representa todos os emigrantes, de todo o país", disse Benjamim Pereira enaltecendo a iniciativa da freguesia de Belinho.

O presidente de Câmara Municipal de Esposende lembrou que o Município também está empenhado em homenagear os emigrantes, com um dia evocativo, integrado na animação de verão que a autarquia programou para 2018.

"No dia 16 de agosto vamos comemorar o dia do emigrante com espetáculos e muitas lembranças para oferecer a estes filhos da terra que tiveram de deixar o país", anunciou Benjamim Pereira.

A escultura, de granito, apresenta a silhueta territorial de Portugal, com o recorte do emigrante. Segundo o padre Manuel Ledo, a obra de arte "embeleza o centro comunitário de Belinho", enaltecendo o trabalho da comissão de festas que "consegue eternizar neste monumento todos os emigrantes que deram novos mundos ao mundo".

Rui Almeida, da comissão de festas, destacou que esta homenagem "ocorre no primeiro dia das festas em honra de S. Pedro, que marca também a chegada de tantos emigrantes" e destacou que o "emigrante é um pedaço de pátria pelo mundo".

Este monumento pretende, também, lembrar os emigrantes que foram e não conseguiram voltar. O presidente da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Belinho e Mar, Manuel Abreu, lembrou que este "monumento é da freguesia e para a freguesia, encerrando profundo sentimento".

AS CORES NACIONAIS DOS BOMBOS DOS ZÉS PEREIRAS NO MINHO

Os artesãos que procedem à construção dos bombos tradicionais usados pelos zés pereiras nas arruadas das romarias minhotas sempre tiveram as cores mais variadas, como aliás se pode verificar pelas peças recolhidas nos museus etnográficos e de etnologia. Porém existem dois exemplares que, ao longo do tempo, continuam a sobressair desse conjunto: os que apresentam as cores azul e branca e os verde e rubro!

ZÉS-PEREIRAS

Tal como se verificava com os adornos nos aventais, incluindo o próprio brasão nacional encimado pela coroa real, também da construção dos intrumentos musicais eram empregues adornos tradicionais ao gosto popular e as cores mais em voga à época, vulgarmente as que identificavam a bandeira nacional.

Da mesma forma que o tradicional barrete de cor preta ou azul passou a a partir de 1910 a apresentar-se com as cores republicanas – qual barrete frígio à portuguesa! – também os bombos passaram a adoptar as cores da Carbonária que vieram a inspirar a nova bandeira nacional.

Sucede que, dependendo da época que se pretende representar, as cores dos bombos devem ser escolhidas com critério histórico – da mesma forma que os aventais dos trajes não deverão exibir motivos decorativos que não correspondem à época, nomeadamente brasões municipais que apenas foram criados a partir da década de trinta do século passado.

15267746_1194181293995715_7883842653934254746_n

ESPOSENDE PRESERVA E DIGNIFICA A ARQUITETURA

Inaugurada exposição de fotografia do arquiteto António Menéres

Abriu hoje ao público, no Museu Municipal de Esposende, a exposição “Arquiteturas do concelho, Esposende entre o atlântico e as suas terras”, do arquiteto António Menéres. Trata-se de um conjunto inédito de fotografias, captadas em meados do século XX (entre 1956 e 1960), no âmbito do Inquérito à Arquitetura Regional Portuguesa.

exposição 1

O Arquiteto António Menéres realizou o levantamento da Arquitetura popular do país, nomeadamente do norte litoral, registando em fotografias a construção que pintava a paisagem, algumas sobre Esposende que nunca foram publicadas.

Trata-se, assim, de uma apresentação inédita para o país e muito especialmente para Esposende que tem o privilégio de poder observar estas imagens, captadas nos locais mais imprevisíveis.

exposição 2

“A exposição que agora inauguramos encerra um profundo significado sociológico, contribuindo para a solidificação da memória coletiva de Esposende”, começou por referir o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, sublinhando o trabalho que o Município tem desenvolvido na área da Arquitetura. “Temos dignificado a Arquitetura, quando não permitimos construções que descaraterizam a paisagem urbana e temos promovido exposições e a edição de livros sobre a matéria”, lembrou.

De resto, Benjamim Pereira sustentou a importância de os esposendenses visitarem esta exposição, “pela componente estética, mas também pela História que encerra e pelo grande contributo que dá à formação do indivíduo, pela valorização da nossa cultura”.

O presidente da Câmara Municipal de Esposende sublinhou “a grandeza que António Menéres representa no panorama da Arquitetura nacional”, nomeadamente pelo trabalho desenvolvido “numa época em que pouco se valorizava a preservação do edificado”.

António Menéres relembrou o trabalho desenvolvido em Esposende, nomeadamente o levantamento da Arquitetura da região, mas também o registo das tradições. “Recolhi registos de coisas que desapareceram, o que provoca nos naturais uma saudade imensa. Mas é muito bom que o futuro se apoie em tudo o que o presente tem de bom”, referiu o arquiteto que fez equipa com Fernando Távora e Rui Pimentel, percorrendo uma área do país que ia desde o Norte de Coimbra (zona de Mira) ao Rio Minho, do Litoral até ao interior, nas faldas do Marão.

“As Arquiteturas populares são muitas e diversificadas, tal como a paisagem e a história, o que é curioso, sendo um país tão pequeno. Era uma Arquitetura popular que se ligava à economia local, aos modos de falar, ao entendimento do mundo rural, aos comeres e à gastronomia”, assinalou António Menéres.

A exposição está dividida em seis módulos principais (Território Histórico, Arquiteturas Rurais, Arquitetura Religiosa, Sargaceiros e Abrigos, Banho Santo e Esposende Hoje) e pode ser visitada até ao final de setembro.

exposição