Minho marca forte presença em Lisboa na Feira Internacional de Artesanato
De Barcelos levaram o a cerâmica e o figurado, as rendas e as esculturas em madeira e papel. Viana do Castelo levou o traje à vianesa, os bordados, os lavores e atoalhados de linho e a ourivesaria tradicional que tem na filigrana a sua máxima expressão artística. Famalicão as esculturas com motivos religiosos. Vila Verde a moda inspirada nos lenços de namorados e que já percorre todo o país com a marca “Namorar Portugal”. Caminha e Vila Praia de Âncora os seus deliciosos licores e doçaria. E o emblemático Galo de Barcelos não podia deixar de marcar a sua presença.
A 30ª edição da FIA Lisboa 2016 apresenta, como é habitual, um vasto programa em que constam exposições temáticas, prémios e concursos, ateliers, workshops, actuações musicais, jogos tradicionais e conferências. A FIA Lisboa 2017 assume-se como uma plataforma de excelência para a promoção do desenvolvimento regional e das culturas locais por via do artesanato, da gastronomia, das actividades culturais e turísticas, do património e recursos naturais e fontes de sustentabilidade da economia local, tendo aperfeiçoado, ao longo dos seus 29 anos de história, a simbiose entre economia e cultura, tradição e inovação.
Como sempre acontece, os artesãos minhotos marcam a sua presença, exibindo a todos os visitantes o seu diversificado artesanato, destacando deste modo a cultura tradicional da nossa região.
Constituindo o artesanato a forma que melhor transmite o grau de evolução mental e de sensibilidade artística de um povo, não podia pois o Minho deixar de orgulhar-se do talento das suas gentes, aliás desde há muito elogiadas por grandes vultos das nossas artes e letras como sucedeu com o escritor Ramalho Ortigão, na sua obra “As Farpas”.
Inscrições abertas para crianças de Guimarães participarem no programa “EcoFérias”
Iniciativa decorre no Laboratório da Paisagem. Semana temática é dedicada a crianças dos 6 aos 11 anos.
Os mais pequenos vão ter, uma vez mais, a oportunidade de desfrutar das férias de verão de uma forma divertida e pedagógica. O Laboratório da Paisagem de Guimarães volta a organizar as EcoFérias, de 10 a 14 de julho, com uma semana dedicada aos mais novos, num contexto de educação e consciencialização ambiental.
Além de conhecerem melhor o que é e o que se faz no Laboratório da Paisagem, as crianças vão ainda explorar a Penha, viajando no Teleférico, visitar o Zoo Lourosa – Parque Ornitológico de Santa Maria da Feira, o Centro de Interpretação Carvalho de Calvos, fazer um peddypaper ecológico, aprender a cozinhar com o Chef Eurico Peixoto, meter as mãos no barro, participar num workshop da CERCIGUI sobre decoração sustentável, em oficinas, na iniciativa Hora do Conto da Biblioteca Municipal Raul Brandão, entre outras atividades.
As inscrições, limitadas e restritas a crianças dos 6 aos 11 anos, deverão ser feitas por email (geral@labpaisagem.pt) ou através do contacto telefónico 253 421 218. A participação nas EcoFérias de Verão no Laboratório da Paisagem tem o custo de 80 euros, valor que inclui refeições, deslocações, atividades e seguro.
Município de Ponte de Lima comparticipa obras de requalificação da rede viária em diversas freguesias do concelho no valor de cerca de 300.000€
O Município de Ponte de Lima aprovou a atribuição de subsídios, na forma de comparticipações financeiras, para apoiar a requalificação da rede viária municipal. Desta feita as juntas de freguesia contempladas foram as de Calheiros, Calvelo, Refoios do Lima, Santa Cruz do Lima e Fontão. No total foram aprovadas comparticipações superiores a 300.000€ (trezentos mil euros).
Assim, à freguesia de Calvelo foi atribuída uma comparticipação financeira no valor de 10.306,38€ (dez mil trezentos e seis euros e trinta e oito cêntimos) destinada à obra de beneficiação da “Rua de S. Veríssimo e Travessa de Cadém”. À freguesia de Refoios do Lima foi atribuída uma comparticipação financeira no valor de 11.886,84€ (onze mil oitocentos e oitenta e seis euros e oitenta e quatro cêntimos) destinada à obra de “Reconstrução de muros de suporte das Ruas de Merouço, Lapa e Travessa de Ranhados”. À freguesia de Santa Cruz do Lima foi atribuída uma comparticipação financeira no valor de 117.437,40€ (cento e dezassete mil quatrocentos e trinta e sete euros e quarenta cêntimos) destinada às obras de beneficiação de “diversas ruas intervencionadas com obras de saneamento básico”. À freguesia de Fontão foi atribuída uma comparticipação financeira no valor de 114.072,45€ (cento e catorze mil e setenta e dois euros e quarenta e cinco cêntimos) destinada a obras de beneficiação de “infraestruturas elétricas e de telecomunicações, construção de parque infantil e pavimentação do início da Rua do Vigário”.
Com a atribuição destas verbas, o Município de Ponte de Lima continua a dar seguimento à sua política de requalificação e beneficiação da rede viária municipal e de recuperação de equipamentos municipais, dotando as freguesias do concelho limiano de melhores acessibilidades e proporcionando aos seus habitantes a utilização de espaços públicos mais bonitos, mais funcionais e com maior segurança.
Reunião descentralizada mostrou grande vitalidade da comunidade de Gondar e Orbacém
Tal como na edição anterior, a Câmara Municipal vai isentar do pagamento de taxas de participação na Feira Medieval as associações locais que o solicitarem. A proposta de Miguel Alves será votada na próxima reunião do Executivo, mas o presidente deixou já esse compromisso na última reunião descentralizada em Gondar e Orbacém. Esta foi a terceira reunião na freguesia, onde se falou de obras, da dinâmica associativa e da população.
A primeira intervenção coube, como é hábito, ao autarca local. José Cunha saudou esta terceira reunião, sublinhando a importância deste espaço de debate, onde a população pode de forma direta e de olhos nos olhos transmitir a quem decide as suas preocupações e necessidades, esperando destes uma resposta mais rápida e mais adequada às suas pretensões.
José Cunha reconheceu também o apoio que a Câmara Municipal tem dispensado, “em tudo aquilo que temos realizado, e realçar a excelente relação que temos mantido com todo o seu executivo em geral, e em particular com o senhor presidente, dr.Miguel Alves, que nos tem respondido de forma positiva a tudo aquilo que temos solicitado”. Exemplificou com a celebração dos protocolos de transferências de capital e de transportes, bem como os acordos de execução, “que nos permitem fazer face a despesas com manutenção e limpeza dos espaços públicos”.
O autarca não deixou de reivindicar mais investimento, designadamente em termos de redes de água, admitindo que houve avanços, mas ainda não suficientes.
Rally decisivo na proteção contra incêndios
Para este autarca, entretanto, é inquestionável a importância da realização do Rally de Portugal: “dou os parabéns à Câmara Municipal por ter conseguido trazer uma prova tão importante como é o Rally de Portugal para o concelho de Caminha.Não podemos esquecer que grande parte da prova de Caminha se faz em território de Gondar e Orbacém, e pelo esforço financeiro que fez no arranjo dos caminhos e estradões florestais de acesso ao troço do Rally, que permitem não só o acesso das populações às suas propriedades, como, não menos importante, criar condições para o combate aos incêndios nesta época crítica que se aproxima. É caso para dizer que o regresso do Rally ao nosso concelho valeu largamente a pena”.
Recorde-se que a Câmara Municipal procedeu a intervenções deste tipo nos três últimos anos, com a clara beneficiação da rede viária florestal, que permitiu que os estradões florestais fossem limpos de vegetação, os aquedutos e valetas desobstruídos e limpos e o piso melhorado. O Rally de Portugal éum grande investimento, que traz visibilidade e prestígio a nível mundial, mas decisivo também em matéria de prevenção contra incêndios florestais.
Ao todo, estamos a falar de caminhos florestais que se estendem por mais de 18 quilómetros, abrangendo as seguintes freguesias: União de Freguesias Gondar e Orbacém, Dem, União de Freguesias Azevedo e Venade, Argela, Riba de Âncora e União de Freguesias de Cristelo e Moledo.
Recorde-se que, em 2015, logo a seguir ao Rally de Portugal, a serra foi fustigada por um incêndio de grandes proporções. Nessa altura, a importância dos caminhos foi determinante para a circulação dos carros dos bombeiros, o que permitiu o combate eficaz e a minimização dos danos. No ano passado, o fogo voltou a fustigar a serra, tendo sido novamente determinantes as melhorias dos estradões, sobretudo para travar as chamas e para o trânsito dos carros dos bombeiros.
Apesar destas intervenções, José Cunha gostaria de adquirir uma nova cisterna, equipada bom bomba e mangueira, o que não poderá ser possível no imediato. O autarca mostrou-se compreensivo e conhecedor da situação financeira do Município. Dirigindo-se a Miguel Alves referiu: “de uma coisa pode estar certo, é a governar com recursos escassos que se mostra as capacidades que se tem para esses cargos, e diga-se em boa verdade que ao longo destes quatro anos de amizade que tenho consigo, já o vi por diversas vezes, pelo menos pela parte que me toca, fazer muitas omeletes sem ovos. Por isso, tenho certeza que os problemas que aqui vão ser tratados não vão cair no esquecimento e que tudo fará para os resolver”.
De olhos postos no Orçamento Participativo
Anabela Gonçalves, uma das cidadãs que interveio nesta reunião, voltou a equacionar uma obra que se encontra em votação em sede de Orçamento Participativo (OP). Trata-se da requalificação e alargamento do Caminho da Aldeia – Orbacém, que implica a demolição de um muro alargamento, pavimentação e condução de águas pluviais com tubagem para regadios. Esta foi uma das propostas vencedora em matéria de OP e faz parte das que se encontram em votação. A intervenção enquadra-se no montante máximo fixado por projeto, ou seja, 65 mil euros.
Na resposta, Miguel Alves pediu que se aguarde pelos resultados do Orçamento Participativo, cuja votação aina decorre, havendo a possibilidade desta ser uma das propostas vencedoras. Se assim não for, o presidente reconhece a importância da obra e admite que será a Câmara a ter de a suportar em termos do futuro PPI.
Anabela Gonçalves referiu-se também a problemas de iluminação na via, que serão avaliados em breve.
Entre as obras realizadas em Gondar e Orbacém, destaque para o Parque Infantil de Gondar, que custou mais de 20 mil euros, alargamento do Caminho do Pinto e reabilitação de muros de suporte, entre várias outras.
Uma estratégia para a questão populacional
O decréscimo da população no interior do concelho e os desafios que se colocam foi o tema da intervenção de Dina Alvarenga. A munícipe, que também é autarca, mostrou-se preocupada com o decréscimo populacional no interior – “quem cá está, procura dinamizar algumas atividades na freguesia, que criem alguma união e sentido de pertença, que cativem a população, é disso exemplo o Trail, o Raid todo-o-terreno, as atividades promovidas pelas associações, entre outras. Mas a verdade é que a tarefa é difícil e por vezes sente-se que não há gente para isto, não há gente para aquilo…”.
Referindo que aJunta de Freguesia tal como a Câmara têm apoiado a realização de iniciativas, a munícipe deixoutrês questões:O que é que deve ainda ser feito para lutar contra esta situação?Esta é uma preocupação do executivo?Existem algumas medidas já pensadas para tentar inverter esta tendência e “prender” ou “captar” mais população para as freguesias do interior?
Miguel Alves sublinhou a importância desta reflexão, chamando a atenção para a abrangência do fenómeno, que é nacional e europeu. Duas realidades estão na sua essência – disse – reportando-se ao decréscimo brutal da taxa de natalidade, e à crise recente, que incentivou a emigração.
Para o presidente, há uma ação macro e existe depois a ação dos municípios, num trabalho conjunto com a comunidade. Miguel Alves explicou qual tem sido a preocupação da Câmara e os patamares de intervenção, com vista a criar condições para a fixação e aumento da população. Elencou, entre outros, o cuidado com o espaço público ea proteção da população idosa, mas também as medidas/iniciativas com capacidade de atração, como a baixa de impostos (IMI e IRS, como tem sido feito em Caminha), boas escolas, facilidade no transporte das crianças (lembrando que nestes quase quatro anos a Câmara gastou cerca de 72 mil euros só em transportes escolares), aposta na comunicação, cultura e em eventos e apoio às associações locais nas iniciativas que realizam e que são de elevado potencial, como acontece em Gondar e Orbacém.
Dinamismo associativo
O dinamismo associativo é precisamente uma marca de Gondar e Orbacém, que Miguel Alves elogiou. Foi, aliás, em resposta a uma das cidadãs que interveio na reunião descentralizada, Marinha Ribeiro, que o presidente antecipou a decisão de isentar do pagamento de taxas de participação na Feira Medieval as associações locais que o solicitarem.
A representante da GARCEA referiu que esta isenção, no valor de mil euros, no ano passado, é importante para a associação que, na Feira Medieval como noutros eventos encontra na participação uma forma de se financiar. A munícipe chamou também a atenção para a necessidade de melhoramentos no Centro Cultural e na Capela da Sra. Da Agonia, espaços importantes também para acolher iniciativas das associações.
Tânia Aldeia falou por seu lado das atividades desenvolvidas pelo Rancho Folclórico Lavradeiras de Orbacém, agradecendo o apoio da Câmara e da Junta de Freguesia, enquanto Simaura Fonseca, em representação do Grupo de Jovens Cem Fronteiras abordou também o trabalho que o grupo desenvolve, sobretudo com iniciativas como o cozido à portuguesa e a sardinhada junto ao rio. Dado o sucesso destas duas ocasiões, Simaura garantiu que ambos podem crescer, sendo também essa uma forma de dar visibilidade ao território e captar visitantes, mas que estão limitados, no caso do cozido pelas instalações e da sardinhada juto ao rio, pela inexistência de instalações sanitárias de apoio. A munícipe pediu soluções amovíveis, como uma tenda e WC portáteis, casos que Miguel Alves prometeu avaliar, elogiando a capacidade associativa e a dinâmica desta comunidade.
2º Downhill Urbano de Paredes de Coura realiza-se nos dias 1 e 2 jul | Parque Urbano Portas Corno de Bico
Pelo segundo ano consecutivo, Paredes de Coura acolhe este fim de semana, 1 e 2 de julho, o Downhill Urbano, destacando-se pela pista bastante dinâmica, aproveitando ao máximo o declive natural do percurso, complementado por diversos obstáculos artificiais que farão as delícias dos pilotos em termos de condução, bem como o deleite do público pela espetacularidade das manobras necessárias à sua transposição.
Promovido conjuntamente pela Câmara Municipal de Paredes de Coura e pela Associação de Ciclismo do Minho, a pista do 2º Downhill Urbano de Paredes de Coura, com uma extensão superior a mil metros, tem início no Penedo-do-Milho, integrado no Parque de Lazer do Penedo-das-Vistas, a 453m de altitude, um miradouro privilegiado para contemplação da paisagem urbana da vila, bem como de parte do território do concelho de Paredes de Coura.
O epicentro da prova é o Parque Urbano das Portas do Corno de Bico, junto ao Centro Cultural de Paredes de Coura, localização da porta de chegada. Contiguamente a esta situa-se o Paddock, a zona de assistência e o parque de carga do transporte até à porta de saída, localizada no Penedo-do-Milho.
O 2º Downhill Urbano de Paredes de Coura terá prémios monetários em disputa, custando as inscrições 5 euros que revertem para a associação "acode animais". A participação (além das categorias de competição, de cadetes a master) é aberta a todos os interessados que poderão participar integrados na categoria de promoção.
Com períodos para treinos entre as 09h00 e as 10h30 e as 13h30 e as 14h30, a manga de qualificação começará às 15h30 e a manga final (sistema de manga única) às 16h30. A cerimónia de entrega de prémios está marcada para as 18h30. Na véspera da competição (1 de julho) a pista estará aberta para treinos entre as 15 e as 18 horas.
No ano passado, Rui Teixeira (RG /Centro Óptico de Fafe) venceu em elites o Downhill Urbano de Paredes de Coura, primeira prova do Portugal Open de DHU. Na estreia da competição nacional, os vencedores dos restantes escalões foram os seguintes: Bruno Almeida (juniores), João Teixeira (cadetes), Rui Silva (master 30), Maurício Conceição (master 40), Augusto Pedrosa (master 50), Restauradores da Granja / Centro Óptico de Fafe (equipas) e João Cunha (promoção).
Em digressão pelos cinco municípios do Vale do Minho
‘QUE FESTA É ESTA?’ é o próximo espetáculo de teatro que a Comédias do Minho traz a Melgaço, de 13 a 16 de julho. Parada do Monte, Vila, Paços e Alvaredo são os locais a receber a cena. O espetáculo, com criação de Ricardo Alves, e já em digressão, vai percorrer os cinco municípios do Vale do Minho.
‘Há um festim no teatro. É uma festança que mistura cores de muitas partituras, sons de muitas paletas e palavras de silêncios vários. O teatro é sempre encontro. Como devem ser todas as festas. Um cruzamento de múltiplas vontades que se expõem a quem tem vontade de ver as coisas expostas. E depois a responsabilidade de vos ocupar o tempo, num tempo em que é o tempo o nosso bem mais precioso e que tanta falta nos faz para o podermos deitar fora em deliciosos momentos inúteis. Temos a responsabilidade de vos dar um tempo, útil ou inútil mas bom. Um tempo que dedicais a ouvir o que temos a dizer. Que seja bom o ato de sair de casa e estar com os vizinhos, em sítio público, a ocupar a praça ou a rua para função que não só passar mas nela permanecer, comer, beber, conversar e ouvir o que os doidos em cima do triângulo têm para partilhar.’, sustenta Ricardo Alves em modo de incentivo a assistirem a peça.
VN CERVEIRA: 22 - 25 JUN
P COURA: 29 JUN a 2 JUL
29 JUN | Padornelo Sra. das Angústias| 21h30
30 JUN | P Coura Largo Hintze Ribeiro | 21h30
1 JUL | Formariz Largo da Chão do Abade | 21h30
2 JUL | S. Martinho de Coura Largo da Igreja| 21h30
VALENÇA: 6 a 9 JUL
6 JUL | S. Pedro da Torre Largo da Igreja| 21h30
7 JUL | Valença Fortaleza| 21h30
8 JUL | Verdoejo S. Tomé | 21h30
9 JUL | Gandra Largo da Igreja | 21h30
MELGAÇO: 13 a 16 JUL
13 JUL | Parada do Monte Largo da Igreja | 21h30
14 JUL | Melgaço Largo Hermenegildo Soalheiro | 21h30
15 JUL | Paços Largo da Igreja | 21h30
16 JUL | Alvaredo Ass. A Batela | 21h30
MONÇÃO: 20 a 23 JUL
20 JUL | Bela Largo da Sede da Junta | 21h30
21 JUL | Monção Largo de Camões | 21h30
22 JUL | Riba de Mouro Lugar do Cruzeiro | 21h30
23 JUL | Moreira Terreiro de Santa Luzia | 21h30
A entrada é gratuita.
Sinopse
Um petisco? Um copinho? Cerveja ou vinho? Bebem-se os risos, engolem-se as mágoas. Hoje há festa lá no largo, no descampado. Hoje há teatro e música e pezinho de quem dança. Hoje é dia de sair à rua para dar de beber aos olhos, para dar de comer aos ouvidos e cantar os dias quentes.
Sai de casa, vem para a rua, junta as mesas e agarra-me na mão antes que, perdido de amor, caia no chão.
Sai de casa, areja a graça, vem rasgado e de rosto aberto, vem connosco que o dia é certo e a noite acossa.
‘Que festa é esta?!’ – É a nossa!
ENCENAÇÃO Ricardo Alves
TEXTO a partir da obra ‘Como vos Aprouver’ de William Shakespeare e improvisos
CRIAÇÃO E INTERPRETAÇÃO Gonçalo Fonseca, Joana Magalhães, Luís Filipe Silva, Rui Mendonça e Tânia Almeida
DIREÇÃO MUSICAL Vasco Ferreira
FIGURINOS Inês Mariana Moitas
SOBRE RICARDO ALVES
Começou a sua atividade profissional no Teatro ArtImagem em 1992. Desde então colaborou com vários grupos de teatro e dança, Teatro ArtImagem, Cair-te, Arquipel, Nec, Drama Per Música, Companhia Instável, Centro de Dança do Porto, Seiva Trupe, Comédias do Minho, Porta 27, etc.
Enquanto desenhador de luz trabalhou com diversos encenadores e coreógrafos como José Leitão, Roberto Merino, José Caldas, António Capelo, Carlos Curto, Bruno Listopad, Ronit Ziv, Win Wandekeybus, Madalena Vitorino, Rui Horta, Pedro Carvalho, Vera Santos, Mariana Amorim e Hofesh Shechte. Foi diretor técnico de vários festivais de teatro e dança: Serralves em Festa, Fazer a Festa - Festival Internacional de Teatro Para a Infância e Juventude, Festival de Teatro Cómico da Maia, Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade que Dança, Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, Festival em Obra Aberta na Casa da Música, Festival Internacional de Tangos da Cidade do Porto, etc.
Em 2001 fundou o Teatro da Palmilha Dentada e é, desde então, o diretor da companhia, assinando os textos e as encenações da maioria dos espetáculos.
A saber que a Comédias do Minho é um projeto cultural que começou em 2003, com a colaboração dos municípios de Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova da Cerveira, destinado a criar uma companhia de teatro profissional.
A sua missão é dotar o vale do Minho de um projeto cultural próprio, adaptado à sua realidade socioeconómica e, portanto, com um enfoque especial no envolvimento das populações, a partir da construção de propostas de efetivo valor participativo e simbólico, para as comunidades a que se dirigem.
Para marcar na agenda
Universidade Invisível
Formação: QUE ARTE É ESTA? PEQUENAS HISTÓRIAS…
20 e 21 OUT | Melgaço | Que cinema é este?
(sexta-feira: 21h00 – 23h00 | sábado: 10h00 - 13h00 e das 15h00 -16h30)
Paulo Cunha visita empresa AAC, segunda-feira, 3 de julho, pelas 11h00, em Vilarinho das Cambas (junto à Vishay)
Estilistas, criadores e grandes marcas de moda internacionais elegem uma empresa famalicense para desenvolver as suas coleções. É à AAC Têxteis que confiam todo o processo: do design, ao desenvolvimento do produto, até aos protótipos finais que a empresa entrega para produção a outras empresas portuguesas.
Não produz, mas garante alto valor acrescentado ao vestuário de conceituadas marcas de moda feminina, masculina e infantil, nos segmentos casual, desportivo, banho, pronto-a-vestir e alta-costura. Uma equipa de trinta profissionais qualificados, liderada pelos famalicenses Paulo Pereira, Carina Cortinhas e Amélia Matos, agarra nas ideias das marcas que terminam em amostras finais de peças para produção.
A fase produtiva é também acompanhada de perto pela AAC Têxteis junto das fábricas que escolhe para dar corpo às coleções dos seus clientes internacionais: alemães, belgas, espanhóis, franceses, norte-americanos e suecos. Todos têm a mesma expectativa em termos de qualidade e serviço que a AAC Têxteis faz questão de assegurar. Em 2016 o volume de vendas rondou os 14 milhões de euros.
Uma empresa peculiar no universo da indústria têxtil e do vestuário em Portugal, mas com uma pujança assinalável, que o Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, vai visitar na próxima segunda-feira, 3 de julho, pelas 11h00, no âmbito do Roteiro Famalicão Made IN, na Rua da Roederstein, Lote 4, em Vilarinho das Cambas (junto à Vishay).
O Município de Esposende assinou, no passado dia 27 de junho, a Carta Portuguesa para a Diversidade, assumindo a Diversidade como um imperativo ético e um princípio basilar e orientador da sua atuação interna e externa, fazendo parte dos seus valores e da sua identidade institucional.
A Carta tem como princípio a Diversidade, entendida como o reconhecimento, o respeito e a valorização da(s) diferença(s) entre as pessoas, incluindo particularmente as diferenças relativas ao sexo, identidade de género, orientação sexual, etnia, religião, credo, território de origem, cultura, língua, nacionalidade, naturalidade, ascendência, idade, orientação política, ideológica ou social, estado civil, situação familiar, situação económica, estado de saúde, deficiência, estilo pessoal e formação.
A Diversidade numa organização é potenciadora de inovação, atração, retenção, promoção de talento e de competências diversas e representa uma mais-valia ao tornar a própria organização, um espelho da sociedade onde se insere e atua, razões pelas quais o Município entendeu subscrever esta Carta.
Assim, entre outras questões, o Município compromete-se a assumir, ao nível da gestão de topo e dos outros níveis hierárquicos, a criação das condições para a compreensão, o respeito e a promoção da Diversidade por todas as pessoas, e a desenvolver uma cultura organizacional baseada no respeito mútuo, no reconhecimento e valorização dos talentos e das diferenças individuais. Deverá também promover práticas de gestão de pessoas que suportem os princípios da Diversidade e inclusão com um especial enfoque na igualdade de tratamento e de oportunidades no processo de recrutamento e seleção, na formação e desenvolvimento profissional, na avaliação, na progressão na carreira e na remuneração, bem como promover a Diversidade como fonte de desenvolvimento e aprendizagem para além do crescimento económico, mas também como meio para alcançar uma existência intelectual, emocional, moral e espiritual mais satisfatória. Ao assinar a Carta Portuguesa para a Diversidade, a Câmara Municipal assume também o compromisso de privilegiar a criação de equipas de trabalho com base nos princípios e valores desta Carta, valorizando as características distintivas e o mérito de cada pessoa, e a promover e respeitar a Diversidade através de metodologias, instrumentos de gestão e condições, incluindo o tempo de trabalho, que incentivem o desenvolvimento das pessoas, de acordo com as suas necessidades e características. São ainda compromissos assegurar que a comunicação da Carta e das atividades relacionadas com esta é feita a colaboradores/as, clientes, fornecedores, parceiros e à sociedade em geral por forma a potenciar o envolvimento e compromisso com os seus princípios, promover oportunidades para reflexão, aprendizagem e desenvolvimento de práticas promotoras da Diversidade, seja a nível interno, seja pela partilha entre as várias organizações signatárias ou em momentos públicos, e, ainda, analisar, avaliar e partilhar as atividades desenvolvidas e os resultados atingidos no âmbito desta Carta, promovendo a sua divulgação e contribuindo para o seu reforço a nível nacional e internacional.
2017 Canoe Marathon European Championships: Atletas do Clube Náutico de Ponte de Lima garantem duas medalhas em casa no primeiro dia de competição
O dia de provas de ontem, o primeiro dos “European Championships”, contou com a presença de dez atletas portugueses em competição, para além de outras participações em regatas de exibição, as chamadas "Short Races", cujo formato inédito estreou pela primeira vez em Ponte de Lima.
A manhã do primeiro destes quatro dias começou de feição para as cores nacionais, com Rita Fernandes, atleta da casa (CNPL), a alcançar o terceiro lugar do pódio em K1 feminino na categoria de Juniores.
Já em “C1 Men Juniors”, Duarte Silva, também do CNPL, garantiu o terceiro lugar do pódio nesta corrida de 19km.
Rui Câncio, selecionador nacional de maratonas, afirmava já há dias esperar no mínimo três medalhas para a comitiva nacional. A “previsão” do selecionador nacional afigura-se certeira, na medida que os atletas lusos já deram à sua casa duas medalhas, na competição só termina ao início da tarde de domingo.
O dia de competições de hoje já está a decorrer, e até 2 de julho, o evento pode ser acompanhado pelo streaming online, no canal de youtube da ECA, sendo que constam do seu site, e do site do Município de Ponte de Lima, as mais recentes novidades e resultados, não só deste evento, mas da “European Masters Cup” que teve o seu término na última quarta-feira.
Condicionamentos à normal circulação de trânsito e estacionamento
O Município de Braga informa que, devido à realização da Corrida e Caminhada CNX RUN 17”, haverá condicionamentos à normal circulação de trânsito e de estacionamento nos dias 1 e 2 de Julho em diversas artérias da Cidade.
Assim, entre as 14H00 do dia 1 de Julho (Sábado) e as 15H00 do dia 2 (Domingo), é proibido o estacionamento automóvel na Rua Andrade Corvo, entre o Campo das Horas e o acesso à Praça Padre Diamantino Martins.
No Domingo, dia 2 de Julho, entre as 10H00 e as 13H00, é proibido o trânsito automóvel nos seguintes arruamentos: Avenida São Miguel o Anjo, Rua D. Paio Mendes, Rua D. Gonçalo Pereira, Largo de S. Tiago, Rua do Anjo, Rua D. Afonso Henriques, Rua do Sardoal, Rua de Guadalupe, Praça Mouzinho de Albuquerque, Rua de 5. Gonçalo, arruamento norte da Avenida Central, Rua D. Frei Caetano Brandão, Largo Paulo Orósio; Rua dos Bombeiros Voluntários, Rua Damião de Góis. Rua Pedro Magalhães Gondavo, Rua Comendador Santos da Cunha e Rua do Caires;
Ainda no Domingo, dia 2 de Julho, entre as 10H00 e as 13H00, o trânsito automóvel é condicionado nos seguintes arruamentos: Rua das Oliveiras, Rua de Camões, Rua de Santa Margarida, Largo Senhora-a-Branca, Rua de São Vitor. Rua D, pedro V, Avenida Padre Júlio Fragata, Avenida João Paulo II, Rua da Fábrica, Rua da Ponte Pedrinha, Rua Dr. Felicíssimo Campos, Rua Madre Deus, Rua Padre Cruz, Rua Direita, Rua da Cruz de Pedra, Rua Cardoso Avelino e Largo da Estação.
Já foi totalmente substituído o piso tartan no Centro Municipal de Atletismo, após ter sido o projeto mais votado no âmbito do Orçamento Participativo Jovem 2017, numa proposta apresentada pelo jovem Rafael Venade.
A renovação do tartan docorredor de lançamento de dardo era uma necessidade, uma vez que o existente se encontrava num estado de degradação avançado, devido ao uso e à exposição ao tempo.
Com o novo piso, a realização de treinos e provas de campeonato regionais e nacionais, que ali se realizam ao longo do ano, fica com as condições totalmente adequadas para as modalidades.
O Centro Municipal de Atletismo, localizado numa área ribeirinha da localidade num espaço fronteiro ao INATEL e próximo da “Ponte da Amizade” e Praia da Lenta, é constituído exclusivamente por setores ligados ao lançamento (peso, disco, martelo e dardo), sendo um espaço requisitado regularmente para acolher estágios de vários grupos de atletas nacionais e internacionais.
Com uma dotação de 10 mil euros, o Orçamento Participativo Jovem de Vila Nova de Cerveira pretende incentivar a participação da juventude do concelho, solicitando ideias e contributos para a definição de políticas presentes com impacto no futuro.
Escolas de Famalicão estão a aproveitar cada vez mais projetos de intercâmbio internacional
Projeto Ser Europa tem vindo a capacitar alunos e escolas para candidatura a projetos de mobilidade no âmbito dos programas comunitários
As escolas de Famalicão colocaram só no ano letivo de 2016/2017 setecentos e trinta e seis alunos em experiências ou projetos de mobilidade, como o Erasmus +, estágios curriculares no estrangeiro e experiências de mobilidade para fins de aprendizagem. Mais de 95% das experiências foram no seio da União Europeia.
Ao nível dos quadros docentes e não docentes os números são também relevantes. Só durante este ano letivo estiveram envolvidos em projetos de mobilidade internacionais mais de cento e sessenta professores e técnicos dos estabelecimentos de ensino de Famalicão.
Com a ativação do programa Ser Europa, o município de Vila Nova de Famalicão começou a monitorizar as experiências de intercâmbio internacional desenvolvidas pelas escolas e a fomentar essas experiências. Diretamente relacionado com o programa, só em 2016/2017 foram envolvidos 171 alunos em pelo menos 60 horas de capacitação e promoção de projetos ligados à cidadania europeia e intervenção socioeducativa. Dos 171 diretamente envolvidos, mais de 80% tiveram o primeiro contacto com este tipo de ações.
O programa está a ser desenvolvido em todas as escolas profissionais, agrupamentos de escolas e cooperativas de ensino do concelho. Os dois anos do programa já fez com que todas as instituições de ensino de Famalicão estejam registadas na Plataforma ECAS da União Europeia e em condições passiveis de se poderem candidatar a projetos de mobilidade no âmbito dos programas comunitários, nomeadamente o Erasmus +.
O vereador da Educação, Leonel Rocha, desataca os números como “muito relevantes”.“Demonstram que as escolas de Famalicão estão atentas às potencialidades do intercâmbio internacional, sendo capazes de identificar e cada vez mais aproveitar os programas europeus como mais uma oportunidade de formação e capacitação ao nível das competências transversais dos jovens famalicenses”, acrescentou.
Iniciativa do Grupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho
Os minhotos que residem na região de Lisboa vão no próximo dia 9 de Setembro participar nas vindimas e, após o almoço, na pisa das uvas à moda antiga, ao som da concertina e ao ritmo do bombo. Trata-se de uma organização conjunta do Grupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho e da Quinta das Carrafouchas, situada no concelho de Loures.
Esta é uma iniciativa inédita no âmbito do regionalismo e da divulgação do folclore na região de Lisboa e está já a despertar enorme curiosidade e interesse sobretudo por parte dos minhotos que ali vivem, mas também das gentes saloias daquela região.
Os participantes vão poder experimentar a sensação única da prensagem da uva com os pés, tal como outrora se fazia em todos os lagares da nossa região. A pisa das uvas constitui uma tradição milenar que se perde nos tempos com vista ao seu esmagamento a fim de dar início ao processo de fermentação.
Com os pés se esmaga as uvas e quebra a casca sem, no entanto, quebrar as sementes, método que sendo mais demorado do que o recurso à prensa, proporciona um maior contacto com a casca e, consequentemente, a possibilidade de extrair mais cor, aromas e sabores, conferindo aos vinhos assim produzidos uma qualidade superior.
A Quinta das Carrafouchas onde vai ter lugar a Festa do Vinho situada em A-das-Lebres, Freguesia de Santo Antão do Tojal. O solar é um dos exemplares do período Barroco existentes no Concelho de Loures. Foi em 8 de Abril de 1872 comprada ao Marquês de Valada por Joaquim Franco Cannas, permanecendo na família até aos dias de hoje.
Anne de Stoop, na sua obra “Quintas e Palácios dos Arredores de Lisboa”, descreve a Casa e Quinta das Carrafouchas nos seguintes termos:
“Não existe qualquer documento que nos permita retraçar a história da Casa das Carrafouchas, construída no principio do séc. XVIII. Da sua história só reza a estadia de Junot ali. No dia 8 de Abril de 1879, a propriedade é comprada ao Marquês de Valada por Joaquim Franco Cannas, mantendo-se na sua família até ao presente. Ela pertence actualmente a D. Maria Veneranda Cannas Henriques da Silva.
Este solar constitui um belíssimo exemplo da construção que podemos encontrar tanto no Norte como no Sul de Portugal. Neste tipo de casa, construída segundo uma concepção frontal, a fachada desenhada com cuidado desenvolve-se no sentido do comprimento. Os três elementos distintos, constituídos pela capela, a residência e o muro do pátio, fechado por um portal armoriado, são aí integrados num mesmo conjunto. As capelas são em geral pouco postas em evidência durante a primeira metade do século XVIII, ocupando simplesmente a extremidade da fachada. É este o caso, dado que a capela fica mesmo
subordinada à cornija situada no prolongamento da casa, apenas se distinguindo desta por um pequeno campanário e por um frontão trabalhado. A sua fachada, na qual se inscreve a data de 1714, possui a sobriedade do século anterior, de que é exemplo a parte residencial, pontuada por largas pilastras e pelo alinhamento das janelas de sacadas com uma cornija. O enorme muro, com o seu portal armoriado, que dá acesso ao pátio, é prolongado pelo muro dos anexos.
Muito portuguesa na sua arquitectura, esta casa é-o também pela predominância dada à decoração interior da capela, sobre a da habitação. Dedicado a Nossa Senhora do Monte do Carmo, este local de oração constitui uma verdadeira jóia, onde se encontram, associados à portuguesa, talhas douradas, embutidos de mármore policromos, frescos vermelhos e dourados, e azulejos azuis e brancos. O conjunto é contudo muito homogéneo, graças ao «leitmotiv» bidimensional mas muito dinâmico, formado pelos enrolamentos e volutas de folhagem. A semelhança de tratamento destes materiais explica-se pelos laços que existem entre os diferentes corpos de ofícios que se inspiravam, na maior parte das vezes, nos registos destes mesmos decoradores.
Assim, o marchetador que executou o altar foi capaz de imitar na perfeição sobre a madeira os mosaicos florentinos em mármore semelhantes aos da vizinha Igreja Matriz de Loures, terminados em 1716 (1). Do mesmo modo, o fresquista pintou opulentas volutas no tecto, associadas à gramática ornamental pós-renascentista, com cornucópias de flores, frutos e mascarões. Em seis grandes carteias encontram-se representadas invocações à Virgem (2). No centro, à maneira das alminhas populares, talvez da autoria de José Ferreira de Araújo, encontra-se uma poética Nossa Senhora do Monte do Carmo, intercedendo pela salvação dos condenados ao fogo eterno (3). Quanto ao pintor de azulejos, cuja corporação era considerada como mais inovadora, nota-se todavia que este conservou nas cercaduras as tradicionais volutas onde folgam querubins. Em contrapartida, as cenas representadas relevam de uma nova estética.
Os episódios da vida da Virgem (4), verdadeiros quadros, destacam-.se dos fundos arquitectónicos, abrindo-se sobre um espaço agora de três dimensões. Ao mesmo tempo, as diferentes cenas ilustram um mundo familiar longínquo dos austeros padrões do século anterior. A Natividade e a Adoração dos Magos são particularmente pitorescas, com pastores radiantes de alegria oferecendo os seus rústicos presentes ou os Reis Magos e os seus pretinhos acompanhados de camelos, evocando de algum modo os famosos cortejos de girafas das tapeçarias peçarias tecidas em Tournai no século XVI, depois das descobertas portuguesas. O cuidado no pormenor, a justeza das fisionomias, um certo ar terno e recolhido permitiriam atribuir estes azulejos ao mestre P.M.P.
Tal como a capela, o pátio constitui um espaço privilegiado, cercado por anexos de tectos múltiplos, alegrado pelo espantoso desenho geométrico do empedrado preto e branco e refrescado pela existência de uma fonte. O terraço que o domina foi decorado depois da capela, por volta de 1740, com três monumentais painéis de azulejos, que representam cenas de caça, no estilo das de Bartolomeu Antunes. Ali, cavaleiros e montadas perseguindo o touro, o cervo e o javali, possuem um desenho particularmente plástico.
O jardim reserva-nos nova surpresa, com o seu grande lago em meia-lua, adossado a três muros de um branco efuziante orlado de ocre, encimados por bolbos, pináculos que não deixam de ter vagas reminiscências árabes. Aqui os azulejos servem para enquadrar arquitectonica-mente nichos de largas cercaduras barrocas que, acima dos bancos de pedra, enquadram graciosas figuras alegóricas representando as Quatro Estações. Este tema bucólico, muito apreciado, alegra frequentemente os salões e os ter-raços, tal como na Quinta Grande na Damaia, onde as Quatro Estações possuem um porte de.elegância idêntica. Desenhada com muita delicadeza e cuidado, esta decoração poderia ser atribuída, quem sabe, a Nicolau de Freitas, por volta de 1740. Na grutazinha central, o murmúrio da fonte parece juntar-se ao das galantes personagens de azulejos que devaneiam sob as frondosidades (5).
(1) Os mosaicos de mármore da Igreja Matriz de Loures foram executados por Manuel Francisco Botelho entre 1696 eá716
(2) A Lua, o Sol, o poço, o espelho da justiça, a torre de marfim.
(3) O menino Jesus, os anjinhos e dois condenados sustentam na mão um emblema do Monte Carmo.
(4) A Educação da Virgem, a Apresentação no Templo, o Casamento da Virgem, o Nascimento de Jesus, a Adoração dos Magos, Fuga para o Egipto, Sagrada Família. É interessante comparar os azulejos com os quatro quadros da capela, representando o casamento da Virgem, a Anunciação, a Natividade e a Visitação.
(5) Nos jardins, apesar de ter desaparecido o miradouro do século XVIII decorado de azulejos, ainda ficou uma linda rotunda encimada de um lanternirn que abriga uma fonte.”
Fonte: Anne de Stoop. Quintas e Palácios dos Arredores de Lisboa. Livraria Civilização Editora. 1986
Este domingo, dia 2 de julho, pelas 09h30, no salão nobre da sede da junta de freguesia
O Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha,preside este domingo, dia 2 de julho, à sessão solene comemorativa do 31.º aniversário da vila de Ribeirão. A cerimónia protocolar decorrerá a partir das 09h30, no salão nobre da sede da junta de freguesia.
O programa das comemorações arranca este sábado, dia 1, e prolonga-se até dia 9, coincidindo com a realização da terceira mostra associativa da freguesia, que decorrerá de quinta, 06, a domingo, 09 de julho, com muita animação.
Moldávia e Brasil são as representações internacionais da edição de 2017
É já amanhã, dia 1 de Julho, que tem lugar em Loures o espectáculo de culturas tradicionais FolkLoures’17.
Trata-se de uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Este evento privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.
Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade.
O programa do FolkLoures’17 é o seguinte:
FOLKLOURES'17 - Encontro de Culturas
PROGRAMA
Dia 1 de Julho
- 16 horas. Feira de artesanato. Abertura de tasquinhas
- 20 horas. Espetáculo de folclore e recriações da cultura tradicional
- 24 horas. Sessão de encerramento com fogo-de-artifício
GRUPOS PARTICIPANTES
Grupo de Zés Pereiras “Os Baionenses” - Baião
Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil
Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba - Baixo Alentejo
Gupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho – Minho
Grupo Folclórico “O Cancioneiro de Ovar” – Beira Litoral
Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré – Estremadura
Associatia Miorita Portugalia – Moldávia
Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Estremadura / Região Saloia