A igreja da Graça em Lisboa ficou hoje quase repleta de público a assistir aos cantares ao menino Jesus, conforme era tradição no Minho. A iniciativa partiu da parceria entre o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho e o Grupo de Danças e Cantares Besclore, aliás Novo Banco. Ao evento associaram-se o Rancho Folclórico da Casa do Minho e o Rancho Folclórico Alegria do Minho, todos eles sediados na região de Lisboa.
Cumprindo a tradição em ambiente solene e respeitoso, os quatro grupos folclóricos recriaram o ambiente de devoção religiosa que outrora se vivia por esta ocasião, entoando os cantares ao menino Jesus. Em breve seguem-se as Janeiras e as reisadas, tradições do povo português que consiste basicamente na formação espontânea de grupos que vão de porta em porta anunciando o nascimento de Jesus e pedindo alvíssaras, geralmente algo que ficou no fumeiro ou sobrou das festividades natalícias.
A etnografia passa também pela preservação da cultura tradicional na sua vertente religiosa, conservando os cantares e outros costumes característicos também da época natalícia, não se restringindo pois ao desfiar de uma série de danças e cantares cujo enquadramento nem sempre é devidamente explicado. Os grupos folclóricos que hoje recriaram os cantares ao menino Jesus proporcionaram um magnífico espectáculo cultural, sobretudo a muitos lisboetas e aos turistas estrangeiros que não perderam a oportunidade de assistir de elevado interesse cultural.
Curtir Ciência: primeiro ano com 12 mil visitantes
Mais de 12 mil pessoas passaram pelo Centro Ciência Viva de Guimarães – Curtir Ciência no primeiro ano de atividade, comemorado no sábado, dia 17 de dezembro. Os números foram adiantados por Sérgio Silva, Diretor Executivo do Centro, durante a sessão evocativa do primeiro aniversário deste projeto de parceria entre a Câmara Municipal de Guimarães, Universidade do Minho e Ciência Viva - Agência Nacional para a promoção da Cultura Científica e Tecnológica.
O ponto alto do programa de aniversário, que se desenrolou nas instalações do Centro, na Antiga Fábrica de Curtumes Âncora, foi a entrega formal ao Curtir Ciência da infraestrutura de Prototipagem Rápida cedida pelo programa Innovative Car HMI da parceria Bosch – Universidade do Minho, que abriu um novo caminho nas relações entre a indústria e as instituições de ensino.
António Pontes, coordenador da parceria, salientou a importância do Programa Innovative Car HMI, composto por 30 projetos, entre os quais se conta o de conceção e desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, tais como processos de prototipagem e de fabrico.
Presente na sessão, o Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, considerou o Curtir Ciência como um dos equipamentos importantes do território vimaranense, mas realçou que o projeto não está completo, já que “precisa de uma maior dimensão” que garanta a ligação física do atual edifício ao IDEGUI – Instituto de Design, alojado na Antiga Fábrica de Curtumes da Ramada.
Segundo o autarca, o terreno que separa, atualmente, os dois projetos, ocupado por várias oficinas automóveis, já foi adquirido pela Câmara Municipal. Trata-se de uma área de 5000 metros quadrados que vai permitir a edificação de um edifício para o Centro Ciência Viva e fazer a ligação com o IDEGUI.
Filipe Vaz, pró-Reitor da Universidade do Minho, enalteceu o trabalho desenvolvido pelo Curtir Ciência no campo da divulgação do conhecimento e de interligação com o público estudantil. Os Centros Ciência Viva são fundamentais para a promoção da Ciência e para a formação dos jovens”.
Sérgio Silva, diretor Executivo do Curtir Ciência, agradeceu o envolvimento da Câmara Municipal de Guimarães, Universidade do Minho e Ciência Viva. “Um ano depois, isto é, 12 mil visitantes depois e centenas de atividades depois, podemos dizer que a nossa ação ao longo deste ano tem permitido levar a Ciência e o Conhecimento a toda a comunidade educativa de Guimarães, da região e do País”.
E por isso, adiantou, “o balanço só pode ser positivo”, sem que isso signifique esmorecer o empenhamento, porque “é possível ir sempre mais além, inovar mais e trabalhar para afirmar o Curtir Ciência como um Polo de Excelência, engrandecendo a cidade de Guimarães e a Rede de Centros Ciência Viva”.
Um ano depois, prosseguiu Sérgio Silva, “cá estamos para dar novos passos e para continuar a abrir as portas a diferentes públicos”. Sinal disso, vincou, é a nova valência do Centro, o ateliê de Prototipagem Rápida, tornado possível graças à parceria entre a Bosch e a Universidade do Minho. “Este módulo do Curtir Ciência vai permitir desenvolver atividades particularmente dirigidas a estudantes do ensino secundário e do ensino superior”.