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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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SERÁ QUE O FOLCLORE EVOLUI NA ACTUALIDADE?

Desde que surgiu o boletim meteorológico e a televisão o levou a casa de todas as pessoas, incluindo às dos mais humildes camponeses, estes deixaram progressivamente de olhar o céu e observar a direção do vento para, através do conhecimento empírico que lhe foi transmitido ao longo de gerações através de axiomas, efetuar a sua própria previsão e, como ela, orientar-se nos trabalhos da lavoura, desde a sementeira até às colheitas.

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Sucede que tais costumes deixaram de fazer parte da vivência das populações. Eles remetem-nos para um passado já longínquo, o qual se esgotou com o advento da era industrial. E, foi precisamente o receio de que tais conhecimentos se viessem irremediavelmente a perder na memória dos povos que muitos investigadores das mais diversas áreas procuraram recolher os contos e lendas populares, a forma de trajar, as danças e os cantares tradicionais, encontrando na formação de grupos especificamente dedicados à defesa e divulgação de tais tradições – os ranchos folclóricos – um meio de preservar a memória cultural do povo, aquilo que mais recentemente se convencionou designar por “património imaterial”.

Entretanto, a ascensão da burguesia ou seja, das classes sociais que habitavam as vilas e cidades dedicando-se inicialmente ao comércio e, progressivamente, à atividade industrial, impôs o seu modo de vida à sociedade em geral. Após ter imposto novas regras a costumes populares que se manifestavam no espaço urbano, incluindo no domínio das práticas religiosas, ela foi difundindo a sua ideologia nomeadamente através dos órgãos de comunicação social e promovendo formas de convivência até então estranhas na sociedade rural.

A própria televisão, invariavelmente avessa à divulgação do nosso folclore apesar de dizer que presta “serviço público”, encarrega-se de levar aos mais recônditos lugarejos do país os mais sórdidos programas, naquilo que se pode considerar uma verdadeira agressão e silenciamento da cultura popular que constitui a verdadeira identidade do povo português.

Paralelamente, as zonas rurais do interior vão sendo despovoadas, os processos de trabalho foram alterados com a introdução de novos meios técnicos e as vivências de outrora não correspondem mais ao nosso tempo. Pretender que determinadas manifestações da nossa cultura popular e do saber que apenas são preservadas através da tradição, sejam tidas como vivências da atualidade, como sucede com os critérios que presidem ao reconhecimento pela UNESCO de “Património Imaterial da Humanidade”, representa um grave equívoco.

Tais costumes populares são preservados de uma forma musealizada, cabendo aos museus etnográficos e aos ranchos folclóricos a missão de pesquisarem e conservarem da sociedade antiga, das maneiras de viver de outrora para que a memória e a identidade não se perca – mas jamais para regressarmos a um tempo que já não é o nosso!

O folclore, assim entendido, não evolui porque a sociedade em que estava assente já não existe, a indústria substituiu o trabalho artesanal, o trator dispensou os numerosos ranchos de jornaleiros que labutavam nas searas.

Carlos Gomes

QUATRO MIL ESCUTEIROS ASSINAM “COMPROMISSO GUIMARÃES MAIS VERDE”

SESSÃO NO LABORATÓRIO DA PAISAGEM

Junta de Núcleo de Guimarães é a maior do país. Cerimónia protocolar decorreu este sábado à tarde no Laboratório da Paisagem.

A Candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia 2020 (CVE) e a Junta de Núcleo de Guimarães do Corpo Nacional de Escutas (CNE), com cerca de 4 mi escuteiros, assinaram este sábado, 03 dezembro, declarações de “Compromisso Guimarães Mais Verde”, documento que propõe a adoção de comportamentos simples, como o respeito pelas normas do ruído, um esforço de poupança de água, utilização de transportes alternativos, separação do lixo, redução de fatura energética, respeito pelos rios e linhas de água, proteção da floresta, entre outros. 

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A cerimónia protocolar, que decorreu no Laboratório da Paisagem, contou com a presença do Presidente do Município, Domingos Bragança, e do Chefe de Núcleo de Guimarães do CNE, Ernesto Machado, que preside à maior estrutura do país, reunindo 56 agrupamentos do concelho. A sessão teve ainda a presença do Vice-Presidente, Amadeu Portilha, da Coordenadora Executiva da CVE, Isabel Loureiro.

«A soma de todos é que opera a mudança, partindo do local para o geral! O sonho comanda a vida e só quem começa a caminhada é que consegue chegar ao fim, até porque o caminho a percorrer permite-nos aumentar patamares de qualidade! Queremos um compromisso com entusiasmo, com paixão, porque nós acreditamos! Cada um de vós tem de envolver mais três amigos», propôs Domingos Bragança, mencionando o fundador do movimento escutista como uma das referências na proteção do ambiente e da promoção da ecologia.

O Artigo 6º da Lei do Escuta serviu de base à intervenção de Ernesto Machado. «O escuta protege as plantas e os animais!», disse, garantindo que o Núcleo de Guimarães irá «assumir o compromisso com honra e confiança». «O melhor galardão é deixar o mundo melhor do que aquele que encontramos. Temos de criar uma grande envolvência e cada um de nós terá de convidar mais três amigos a assinar este Compromisso», acrescentou.

Fidelizar o Compromisso

Amadeu Portilha, por sua vez, referiu que Guimarães «vai fazer a diferença, construindo um paradigma de desenvolvimento diferente, com pequenos gestos, ajudando a construir um território agradável para viver, através de um compromisso de fidelização de um tempo novo! Precisamos do vosso exemplo, do vosso cuidado e da transmissão desta mensagem», opinião igualmente partilhada por Isabel Loureiro, que reafirmou a necessidade de uma «mudança de comportamentos, rotinas e de hábitos».

A Candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia desafiou os vimaranenses a comprometer-se com o projeto de construir um Município mais sustentável, protegendo a natureza e respeitando o ambiente. Esta declaração de compromisso é dirigida a todos, mas aos vimaranenses em particular. Para além de muitos anónimos e outras figuras públicas de destaque, o Ministro do Ambiente, José Matos Fernandes, bem como o Secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, também já assinaram o Compromisso Guimarães Mais Verde.

SER IGUAL – CAO ASSINALA EM AMARES DIA INTERNACIONAL DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA CHAMANDO A ATENÇÃO PARA AS CAPACIDADES DOS SEUS UTENTES

Dizer não à discriminação, acabar com os rótulos e mostrar que cada ser humano tem as suas próprias competências, foram as principais mensagens deixadas pelo Ser Igual – Centro de Atividades Ocupacionais de Amares que, como forma de valorizar e sensibilizar para as capacidades dos seus utentes, preparou um dia especial com diversas atividades. O momento serviu para assinalar o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência comemorado, anualmente, a 3 de dezembro.

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Na ocasião, o vice-presidente da Câmara Municipal de Amares, Isidro Araújo, em representação do executivo municipal,deixou “um abraço muito especial a todos os utentes e a todos aqueles que no seu dia a dia se dedicam de alma e coração a este projeto para que nada falte”, sublinhando a importância deste género de ações para o estímulo e crescimento destes cidadãos. “Estes momentos são tempos muito simbólicos e de grande valor e que servem para lembra-vos que vocês não estão sozinhos, que têm muita gente do vosso lado, que se preocupa convosco, que cuida do vosso bem-estar”, referiu o autarca, dirigindo-se aos utentes da instituição. Isidro Araújo reforçou, ainda, o apoio contínuo da Autarquia a este projeto.

Já o presidente da Valoriza, entidade que gere o CAO, lembrou: “O vosso dia é todos os dias, pelo menos é nisso que acredito”. “É uma alegria muito grande entrar neste espaço e ver cada vez que cá venho que estão cada vez mais integrados, mais amigos, mais família e isso enche-me de orgulho, de força e motivação para levarmos este projeto adiante”, frisou Pedro Costa, endereçando um agradecimento “muito especial” a toda a equipa da Valoriza e entidades parceiras.

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COMEMORAÇÕES DOS 10 ANOS DO PROJETO DE FORMAÇÃO DESPORTIVA “VOLEIBOL AMARES”

A Escola Secundária de Amares acolheu, durante a tarde de ontem, a cerimónia comemorativa dos 10 anos do Projeto de Formação Desportiva “Voleibol Amares” do Agrupamento de Escolas de Amares. Um momento de homenagem aos praticantes e apaixonados pelo voleibol, que contou com a presença do vice-presidente da Câmara Municipal de Amares, Isidro Araújo, que reforçou a continuidade do apoio concedido peloMunicípio a este projeto e felicitou o "excelente trabalho" que tem sido feito ao longo dos anos nesta área.

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As comemorações contaram, também, com a presença do professor e coordenador da equipa de voleibol, Nuno Reininho, publicamente acarinhado pelo trabalho que tem feito pelo voleibol, do professor Rui Pedro Silva, atual treinador da equipa sénior do SC de Espinho, do diretor do Agrupamento de Escolas de Amares, Pedro Cerqueira, de Leonor Oliveira, da direção do clube de Voleibol AAAESAmares, entre outros ilustres convidados, como o coordenador local do Desporto Escolar.

Nuno Reininho entregou uma simbólica lembrança ao vice-presidente da Câmara Municipal de Amares em sinal de reconhecimento pelo apoio prestado pela Câmara Municipal ao projeto de formação desportiva.

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JÁ É NATAL EM MELGAÇO!

As luzes de Natal já se acenderam e as canções natalícias já se ouvem pelas lindas ruas de Melgaço: está aberta a época natalícia no Município mais a Norte de Portugal! Durante o mês de dezembro, um conjunto de iniciativas vai fazer as delícias de todos: Encontro de coros, exposições, Dramatização de um conto, Gala do Centro de estágios, curtas-metragens e conversa com o autor João Esteves, animação de rua, Casa do Pai Natal, Passeios de charrete com o Pai Natal, Concertos de Natal e de Ano Novo e a Queima do Ano Velho, são as ações agendadas, para todos os gostos e idades, em Melgaço, onde não vai faltar animação musical propícia à época, pelas ruas melgacenses.

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Melgaço desafia os munícipes a saírem de casa e a admirarem as ruas já iluminadas, um convite também para os turistas: ‘queremos colocar o concelho como um ponto de passagem obrigatória na época natalícia. Temos previstas várias ações para todos os gostos e idades com esse propósito’, alerta Manoel Batista, Presidente da Câmara Municipal de Melgaço, chamando a atenção para as compras natalícias no comércio tradicional, ‘assim envolvemos toda a comunidade e estamos a contribuir para a economia local’.

BOAS SUGESTÕES PARA VISITAR MELGAÇO

O Encontro de Coros, hoje às 21h30, na Casa da Cultura, será a primeira ação natalícia: os protagonistas são o Grupo Coral Sta. Bárbara e o Grupo Coral de Parada do Monte. A entrada é livre e as vozes irão unir-se para cantar músicas natalícias. A partir de hoje a Magia do Natal já paira por Melgaço: as ruas do concelho estão adornadas com uma exposição de trabalhos natalícios feitos a partir de materiais reciclados, no âmbito do projeto ‘Natal ecológico’ (um projeto onde participam as Associações, IPSS e escolas locais). A mostra dos trabalhos decorrerá na área urbana da vila até 13 de janeiro. E também a Porta de Lamas de Mouro está já decorada com materiais reciclados alusivos à época.

12 de dezembro Casa da Cultura / das 10h00 às 14h30

Dramatização do conto “Carta para o Pai Natal”, organizada pelos Serviços Educativos da Câmara Municipal e destinado às crianças das Escolas

13 de dezembro Casa da Cultura / 14h30

Dramatização do conto “Carta para o Pai Natal”, organizada pelos Serviços Educativos da Câmara Municipal e destinado aos utentes das IPSS locais

17 de dezembro Chegada a Peso / 11h00

Descida do Pai Natal, organizada pela Associação Melgaço Radical

17 de dezembro Gimnodesportivo do Centro de Estágios / 21h30

Gala de Natal do Centro de Estágios

18 de dezembro Casa da Cultura / 18h00

Curtas-metragens e conversa com o ator João Esteves

21,22 e 23 de dezembroAnimação de Rua, Praça da República e ruas da Vila / Todo o dia

  • Casa do Pai Natal(inclui poltrona, árvore de Natal e marco do correio para cartas ao Pai Natal) - Praça da República
  • Animação de rua e pinturas faciaisPraça da República e ruas da Vila
  • Grupo musical itinerantePraça da República e ruas da Vila

22 de dezembro Igreja Matriz - Vila/ 21h30

Concerto de Natal pelo Orfeão de Vila Praia de Âncora

23 e 24 de dezembroLargo Hermenegildo Solheiro / 10h00 – 12h30 e 14h00 -16h30

Passeios de charrete com o Pai Natal

30 de dezembro

Concerto de Ano Novo, Academia de Música Fernandes Fão

Auditório da Casa da Cultura / 21h30

Queima do Ano VelhoCentro Cívico de Castro Laboreiro /23h00

  • Animação musical pelos Gaiteiros de Lobeira (música celta e gaitas de foles à moda da Galiza)
  • Queima do Ano Velho
  • Petiscos e esconjuro do Ano Velho com uma queimada

A par de todas estas ações, as ruas de Melgaço serão animadas por música da época até 8 de dezembro, entre as 10h00 e as 18h00.

As entradas e participação em todos os eventos são livres e gratuitas!

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MUNICÍPIO DE LISBOA CONFIRMA: EXTENSÃO DO CORREDOR VERDE DE MONSANTO ATRAVESSA O LOCAL ONDE SE ENCONTRA A CASA DE PONTE DE LIMA

Tal como já anteriormente referimos, a Câmara Municipal de Lisboa confirma que o espaço onde se encontra instalada a sede social da Casa do Concelho de Ponte de Lima está destinado à extensão do Corredor Verde de Monsanto. Por conseguinte, aquelas instalações irão ser demolidas, sendo entretanto utilizadas como estaleiro da obra, o que aliás já se verifica.

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Mas, para que não restem dúvidas, passamos a transcrever o e-mail recebido do Presidente da Junta de Freguesia de Campolide:

“Caro Vizinho Carlos Gomes,

Antes de mais agradecer o seu e-mail.

De acordo com a informação disponibilizada pela Câmara Municipal de Lisboa, responsável pela gestão desse espaço, será feita nesse local a extensão do Corredor Verde de Monsanto.

No entanto, começará muito em breve uma grande intervenção naquele troço da Rua de Campolide sendo provável que, durante o período da obra, aquela zona possa vir a funcionar como zona de estacionamento ou, eventualmente, estaleiro da obra. Neste momento são todos os pormenores de que disponho.

Disponha dos meus contactos, por este ou outro assunto, sempre que necessitar.

Um abraço,

André Nunes de Almeida Couto

Presidente da Junta de Freguesia de Campolide”

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FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS: ANA RITA LEITÃO DEFENDE QUE SE DEVE INVERTER O TENDENCIAL PROCESSO DE DESAPARECIMENTO E ESQUECIMENTO DO NOSSO PATRIMÓNIO CULTURAL

Drª Ana Rita Leitão, Vice-Presidente da Direcção da Federação do Folclore Português e membro do Grupo Típico de Ançã, considera que, através da realização do Congresso, “promove-se um primeiro debate de aproximação entre a FFP e a Comissão Nacional da UNESCO em Portugal”

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“A cultura é o que identifica um povo com a sua finalidade”

Agustina Bessa-Luís

A Federação do Folclore Português (FFP) irá nos próximos dias 10 e 11 de Dezembro de 2016, em Leiria, reunir-se em congresso nacional pretendendo debater questões relacionadas com o património, intitulando o congresso de Folclore: entre o material e o imaterial.

A pertinência do tema prende-se com o atual momento de mobilização e consciencialização social para a temática do património cultural, tendo em vista a sua classificação (nacional e internacional – nomeadamente pela UNESCO), e, bem assim, a sua promoção invertendo o tendencial processo de desaparecimento e esquecimento; estando a merecer estratégias eficientes de intervenção no nosso país.

Nesta medida, promove-se um primeiro debate de aproximação entre a FFP e a Comissão Nacional da UNESCO em Portugal. Após alguns contactos prévios e reuniões havidas, parece-nos efetivamente muito atual que se faça um debate de ideias entre as duas entidades e se promova um entendimento entre os pontos de ação convergentes. Acredito que é um momento especialmente benéfico, dignificante e enriquecedor para o nosso movimento associativo.

Numa segunda aceção, julgamos por pertinente e necessário que o próximo momento de congresso do nosso movimento deva refletir e debater a temática do património cultural imaterial nomeadamente no que diz respeito aos procedimentos de inventário e classificação com vista ao seu registo no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial; melhor esclarecer o que é o Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, procedimentos técnicos e normativos para que os grupos tenham mais instrumentos de salvaguarda e promoção da sua identidade cultural.

E aqui é que julgo que se calarão os céticos face à aproximação do movimento aos grupos menos representativos. Ficamos todos com mais ferramentas para desenvolver mais e da melhor forma o nosso trabalho. E assim, naturalmente, se começarão a distinguir qualitativamente os grupos que de forma séria se preocupam em promover a sua comunidade cultural nas mais diferentes vertentes.

Dentro da FFP muitos instrumentos deste género já foram divulgados e promovidos nos últimos anos – lembramos o plano de melhoria dos grupos e os processos técnicos digitais. Não obstante, o fato de se desafiar um grupo e uma comunidade a tentar inscrever uma manifestação cultural (ainda viva) no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial da Direção Geral do Património Cultural, comporta uma carga motivacional mais elevada porque mais desafiante e exigente.

Numa terceira aceção, acreditando que o trabalho dos grupos de folclore é a base para tentar cativar os jovens do nosso tempo de modo a melhor sedimentar a sua matriz identitária; e reconhecendo também que um grupo de folclore é um instrumento de criação de memórias da comunidade e, bem assim, um instrumento de desenvolvimento social; existem projetos como o Trajar do Povo em Portugal e o projeto editorial Memórias Fotográficas, que vindo a ser desenvolvidos de forma muito meritória, trazendo ao conhecimento da sociedade em geral documentos de informação etnográfica que se encontravam no desconhecido; sendo também um modo de aglomerar toda a informação numa plataforma social muito atual para que as novas gerações tenham acesso a um conjunto de informação compilada de uma forma que até hoje não existia de modo a que, também, todos aqueles que acedem a este manancial informativo, possam desenvolver uma consciência crítica.

Substancialmente, este congresso propõe caminhos penosos e muito trabalhosos aos grupos. Traz desafios e inquieta todos aqueles que sentem que muitas das tradições e manifestações culturais (materiais ou imateriais) correm o risco de cair no esquecimento e paulatinamente desaparecerem deitando por terra o que moveu os primeiros entusiastas dos agrupamentos folclóricos em Portugal: tornar a nossa terra cada vez mais conhecida e mais amada!

Ana Rita Leitão