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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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QUEM FOI O TRAIDOR MIGUEL DE VASCONCELOS?

Dizei-lhe que também dos Portugueses

Alguns tredores houve algũas vezes.

- Os Lusíadas, Canto V

À data do golpe de Estado de 1640, Miguel de Vasconcelos e Brito era Secretário de Estado, o equivalente ao atual cargo de “primeiro-ministro”, nomeado em 1635 pela Duquesa de Mântua, a Vice-rainha Margarida de Saboia, em nome do rei Filipe III. Um ano antes tinha sido pelo Conde-Duque de Olivares nomeado escrivão da Fazenda do Reino, que quem era aliás valido.

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As suas políticas colaboracionistas levaram-no a exigir elevados ao povo, incluindo pesados impostos que deram origem a várias revoltas populares de entre as quais se destaca a do Manuelino, em Évora.

O descontentamento crescente das camadas populares e de alguns sectores da nobreza levaram à conspiração que teve como seu epílogo a revolução do 1º de dezembro de 1640. Nessa manhã, um grupo de fidalgos invade o Palácio Real de Lisboa, vulgo Paço da Ribeira, mata a tiro o Secretário de Estado que se havia escondido dentro de um armário, após o que lançaram de seguida o seu corpo pela janela para junto da multidão que descarregou sobre ele toda a sua fúria. Entre os conjurados, contavam-se diversos fidalgos minhotos, entre os quais se destacam os condes de Almada, senhores do Paço de Lanheses e, à época, proprietários do palácio onde os conjurados se reuniam para conspirar contra o domínio espanhol.

A defenestração ou seja, o ato de lançar alguém pela janela – originário de fenestra, fenêtre – era uma prática muito em voga no século XVII um pouco por toda a Europa e que, nomeadamente no caso da Restauração da Monarquia Portuguesa, revelava o patrocínio e a influência exercida pela França de Louis XIII e sobretudo do Cardeal de Richelieu nos eventos ocorridos em Lisboa e na Catalunha.

Afinal de contas, a personagem de Miguel de Vasconcelos mais não simboliza do que a traição de uma certa nobreza – e atualmente da própria burguesia – nos momentos em que a independência nacional corre perigo, sempre pronta a vender-se a troco de alguns privilégios, deixando para o povo o espinhosa missão da redenção da Pátria. Ele não foi mais do que o bode expiatório de todos quantos á época se submeteram ao soberano espanhol.

Mas, afinal, quem foi o Secretário de Estado, Miguel de Vasconcelos e Brito?

Sabe-se que Miguel de Vasconcelos nasceu em 1590 e era filho do Dr. Pedro Barbosa de Luna e de sua mulher D. Antónia de Vasconcelos e Brito, Senhora do Morgado de Serzedelo, de Alvarenga e do Morgado da Fonte Boa.

Difícil parece identificar a sua terra de nascimento, talvez porque a ignomínia a leve a não desejar ver-se identificada com esta figura da nossa História. Mas, na realidade, ele terá nascido em algum sítio e, aquele que mais se afigura é a cidade de Viana do Castelo.

A propósito, um genealogista cujo nome não conseguimos identificar, mas que no site de Genealogia do Portal SAPO, cita uma passagem do livro “Casas de Viana Antiga”, de autoria de sua prima-tia D. Maria Emília de Vasconcelos e de D. maria Augusta d’Alpuim:

«A «Casa dos Medalhões» ou «Casa dos Lunas» é um bonito exemplar da arquitectura renascentista vianense. [...] na pedra da sua frontaria, está gravada a seguinte legenda, encurtada por numerosas abreviaturas: «esta caza mandou fazer Jacome Roiz cavaleiro fidalgo da caza deI Rei Nosso Senhor e Comendador de Brito na Ordem de Cristo e sua mulher Maria Barbosa bisneta de Fernão Gonçalves Barbosa e bisneta de Martim da Rocha, Fidalgo do Snr. Infante Dom Pedro».

Na face virada à Rua do poço achavam-se armas dos Lunas, Rochas e Barbosas.

João Jácome de Luna era filho de Rui Fernandes de Luna, natural da Galiza, - que se expatriou devido a uma morte ali perpetrada. Fixou-se em Viana, e aqui casou seu filho, Miguel Jácome de Luna com D. Genebra Barbosa, neta de Rui Vaz Aranha e de D. Maria da Cunha da Rocha, gente ilustre que vivera primeiro em Caminha, depois em Viana. (Era D. Genebra irmã do «Insigne» Dr. Pedro Barbosa Aranha, grande jurisconsulto com várias honrosas mercês, que certos estudiosos confundiam com seu filho Pedro Barbosa de Luna nalgumas notícias sobre a família de qualquer deles).

Teve Miguel Jácome de Luna mais dois irmãos: Pedro Barbosa, que morreu sem descendência, e João Jácome de Luna, que a teve, -- mas fora de Viana. Pelo contrário manteve aqui o primeiro a casa feita por seu pai [...]

Foi Vereador da cidade de Lisboa e Juiz dos Cavaleiros. E teve por sua vez três filhos: Pedro Barbosa de Luna, António Barbosa, deputado do Santo Oficio, e Luís Barbosa, Maltez.

Casou Pedro Barbosa de Luna com D. Antónia de MeIo e Vasconcelos; recebeu insígnias doutorais, foi admitido no Colégio Real de S. Paulo, Desembargador do Porto e da Casa da Suplicação e Corregedor da Corte. Mas, «por não administrar rectamente estes lugares» esteve depois detido vinte e dois anos, chegando a ser condenado a despir a Béca, sentença no entanto revogada (v. Babosa Machado). Parece aliás, que sempre se manteve português de coração naquela época conturbada. [...]

Não obstante foi pai do tristemente célebre Secretário de Estado Miguel de Vasconcelos, homem de confiança do conde de Olivares e da duqueza de Mântua, morto na Revolução de 1640.

Também Pedro Barbosa de Luna fôra assassinado em 1621, com uma estocada, ao entrar uma noite para a sua casa situada ao Chafariz d'el-Rei, em Lisboa. Outros dizem que com um tiro de pistola ao recolher da Relação a sua casa, que era um palácio na Ribeira (nota 5ª, na versão de Camilo Castelo Branco em «O Regicida»)... [...]

É voz corrente em Viana ter nascido Miguel de Vasconcelos na Casa dos Lunas, frente à Matriz, afirmando outros que em Lisboa é que nasceu.

Uma sua irmã, D. Mariana d'Eça, casou com Diogo Soares, secretário de Estado em Madrid. Tendo ela enviuvado, de novo casou Diogo Soares -- agora com uma filha de Miguel de Vasconcelos, que assim foi seu cunhado e sogro. Outros irmãos deste eram D. Pedro d'Eça, bispo de Leiria, e D. Luís d'Eça, Deão em Braga.

Perdeu-se em Viana a representação dos Lunas. [...] »

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Casa em Viana do Castelo que pertenceu à família de Miguel de Vasconcelos

(Fotos: Wikipédia)

VIANA DO CASTELO JUNTA CONJURADOS DO MINHO

As Reais Associações de Viana do Castelo e Braga, convidam a participar no “Jantar dos Conjurados” que se realizará no dia 30 de Novembro de 2016, pelas 20h00m, na Quinta da Presa, Meadela, Viana do Castelo, no qual o Senhor Coronel e historiador militar, Américo José Henriques, fará uma intervenção sobre o tema “A ocupação filipina e a Revolução do 1.º de Dezembro de 1640”.

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Terá também lugar a cerimónia de entrega dos prémios dos Concursos Escolares que decorreram no ano Lectivo 2015/2016, organizados pela Real Associação de Viana do Castelo, sobre o tema "O Primeiro de Dezembro de 1640 - A Restauração da Independência de Portugal".

Preço do Jantar:

Adultos: 18,00 €

Crianças:

Até aos 5 anos: não pagam

dos 6 aos 12 anos: 10,00 €

As inscrições encontram-se limitadas à capacidade da sala pelo que deverão ser feitas com a maior brevidade possível e impreterivelmente até ao dia 26 de Novembro, para o e-mail da Real Associação de Viana do Castelo, ou para o Fax n.º 258 743 840, devendo ser enviada a indicação do nome, ou nomes dos participantes e um telefone de contacto, acompanhadas do respectivo comprovativo de depósito ou transferência bancária efectuada para:

Caixa de Crédito Agrícola

NIB: 0045 1427 4002 6139 2424 7

IBAN: PT 50 0045 1427 40026139242 47

SWIFT: CCCMPTPL

Localização:

A “Quinta da Presa” fica situada na encosta da Meadela, a 2 quilómetros de Viana do Castelo e perto da saída da Auto-estrada A28.

Se vem pela SCUT A28 (Porto - Valença), sair em Meadela na saída 24. No final, ao desembocar numa rotunda sair para a direita na Estrada Nacional 302 e virar no primeiro entroncamento à esquerda na Rua do Calvário seguindo até à rua da Presa e Rua da Portela.

Se vem pela SCUT A28 (Valença - Porto) a saída é a mesma, assim como se vier pela A27 (Ponte de Lima-Viana do Castelo).

Coordenadas GPS:

41.711752,-8.807262

Quinta da Presa

Rua da Presa, 110

Meadela

4900-790 Viana do Castelo

Tel.: 258 823 771

Para mais informações contactar por favor a Real Associação de Viana do Castelo, através do e-mail: real.associacao.viana@gmail.com  ou para os telemóveis dos Presidentes da Direcção, das Reais Associações de Viana do Castelo e Braga, respectivamente Dr. José Aníbal Marinho, 961 318 001 e Dr. Gonçalo Pimenta de Castro 919 932 154.

Este evento conta também com a colaboração da Real Associação do Porto.

FIL PREPARA FESTA DE NATAL

FIL Diverlândia – A Sua "Feira Popular" Indoor.

Com entrada livre, o Maior Parque de Diversões do País ocupa uma área de 10.000m2, uma extensão equivalente a um campo de futebol, oferecendo diversas atracções para várias horas de diversão durante a quadra natalícia e num ambiente coberto.

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A FIL Diverlândia diferencia-se pela selecção dos equipamentos mais divertidos para as crianças, os mais emocionantes e “radicais” para os jovens e os clássicos para toda a família. Entre os vários espaços e equipamentos de diversão presentes no Pavilhão 1 da FIL encontram-se a mega pista de carros de choque (a maior da Europa), o Kanguru Louco XXL, o Mega Dance, o Maxi Dance, o Adrenalina, o Matterhorn, o High Energy, carrosséis, montanha-russa, trampolins, entre outros.

Porque com tantas voltas e viagens é preciso repor energias, o evento inclui também zonas de oferta gastronómica.

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MINHO DESFILA EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO 1º DE DEZEMBRO

Viana do Castelo, Amares e Famalicão representam o Minho nas comemorações do 1º de Dezembro

O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios para o efeito. É possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro. Agradecemos também o apoio facultado pelo Recheio e pelo Amanhecer.

Restauração 2014 097

O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas "1º de Dezembro" foi um êxito em 2012, 2013, 2014 e 2015. Será êxito maior em 2016.

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.700 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 5ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

Tocá Rufar (Seixal)

Grupo de Bombos de Atei (Mondim de Basto)

BANDA NACIONAL:

Banda do Exército

BANDAS FILARMÓNICAS:

Banda da ACULMA (Marvila, Lisboa)

Sociedade Filarmónica União e Progresso Madalense (Madalena do Pico, Açores)

Banda Musical Santiago de Lobão (Santa Maria da Feira)

Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)

Banda Filarmónica de Santa Maria de Bouro (Amares)

Banda Marcial de Arnoso (Vila Nova de Famalicão)

Associação Filarmónica Recreativa e Cultural do Brinço (Macedo de Cavaleiros)

"Banda de Música 1º de Maio (Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Mirandelenses) (Mirandela)

Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)

Filarmónica Recreativa Cortense (Covilhã)

Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense (Vila Velha de Ródão)

Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense (Figueira da Foz)

Sociedade Filarmónica Sangianense (Oliveira do Hospital)

Banda Filarmónica da Casa do Povo de N.ª Sr.ª de Machede (Évora)

Banda Musical de Tavira

Banda Academia de Santa Cecília (de São Romão) (Seia)

Sociedade Musical Estrela da Beira (Seia)

Sociedade Filarmónica Maiorguense (Alcobaça)

Sociedade Filarmónica Pedroguense (Pedrógão-Grande)

Associação Musical de Cabanas de Torres (Alenquer)

Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro da Encarnação (Mafra)

Banda Juvenil do Município de Gavião

Sociedade Musical Euterpe de Portalegre

Banda de Música de S. Vicente de Alfena (Valongo)

Sociedade Filarmónica União Maçaense (Mação)

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais (Tomar)

Sociedade Filarmónica Incrível Almadense (Almada)

Banda Filarmónica da Associação Musical de Vila Nova de Anha (Viana do Castelo)

Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias (Santa Comba Dão)

Banda Musical 81 de Ferreirim (Sernancelhe)

Será um total de 34 entidades, integrando 2 grupos de persussão, 1 banda nacional militar e 31 bandas filarmónicas civis.

Serão cerca de 1700 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país que irão descer a Avenida da Liberdade, para celebrar Portugal, a Independência e a Restauração através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes sob a direcção do Maestro Tenente Duarte Cardoso, da Banda do Exército.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento colectivo conta também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e Hino Nacional.

HISTORIADOR DANIEL BASTOS PARTICIPA EM ENCONTRO DEDICADO ÀS COMUNIDADES PORTUGUESAS NA UNIVERSIDADE DE ÉVORA

Município de Esposende encerra presidência na Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios

O Município de Esposende apresentou “Mare Nostrum – Cantigas & Poemas”, cerimónia que incluiu o lançamento de um livro de textos poéticos alusivos ao mar e um CD onde se reúnem composições musicais inéditas, da autoria de Telmo Marques. Estas iniciativas encerraram a presidência do Município de Esposende na Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios, iniciada em 2014.

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A contar da esquerda, o historiador Daniel Bastos, a professora catedrática Maria Manuela Tavares Ribeiro, e a professora catedrática Maria de Fátima Nunes

 

O espetáculo “Mare Nostrum – Cantigas & Poemas” facultou o contacto com uma seleção apurada de textos poéticos da literatura portuguesa, do séc. XIII ao Séc. XX, da responsabilidade de Sérgio Guimarães de Sousa, da Universidade do Minho. A esta antologia aliou-se a criação artística de uma nova e promissora geração de esposendenses, nomeadamente Joana de Rosa, a ilustradora, a interpretação original do Coro Ars Vocalis, sob a direção de Helena Venda Lima, acompanhados pelo pianista Diogo Zão, com base numa composição musical inédita de Telmo Marques. A declamação foi protagonizada por Pedro Lamares.

Para o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, “o rio Cávado e o mar são componentes indissociáveis de Esposende e das suas gentes, além de fonte inesgotável de riqueza, porque proporciona a pesca, o lazer, o transporte e a energia”. Porém, Benjamim Pereira entende que “o investimento que o País devia fazer no mar continua adiado. Esse tem sido o desígnio apontado por muitos governantes e nunca cumprido”, disse.

A culminar a semana em que se assinalou o Dia do Mar, Benjamim Pereira sobrelevou os aspetos que, em Esposende, marcam a ligação ao mar, desde logo na preservação da memória coletiva. “Além do Museu do Mar, dos sítios arqueológicos com ligação ao mar, desenvolvemos intenso trabalho, por exemplo, com o Fórum Esposendense, na erradicação das redes fantasma, numa iniciativa pioneira de preservação ambiental”, sublinhou o presidente da Câmara Municipal de Esposende, acrescentando as iniciativas desenvolvidas com a comunidade piscatória e a candidatura a Património Cultural Imaterial da romaria e do Banho Santo de S. Bartolomeu do Mar.

Por seu turno, a vereadora com o pelouro da Cultura, Jaqueline Areias assinalou a importância de todo o trabalho desenvolvido em torno da Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios tem adquirido junto da comunidade, “contribuindo para o reforço da identidade coletiva”.

Inserida na mesma cerimónia de encerramento da presidência esposendense da Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios, realizou-se o 6.º Encontro da Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios, presidido pelo Almirante José Bastos Saldanha, em representação da Sociedade de Geografia de Lisboa. No Museu Marítimo de Esposende decorreu o Seminário “A construção naval tradicional do Norte de Portugal” e, no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio, decorreu a Assembleia Administrativa da Rede.

O Município de Esposende preside, desde novembro de 2014, à Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios (Sociedade de Geografia de Lisboa), tendo desenvolvido diversos projetos e ações, onde se destacam “Tradição Viva: a comunidade piscatória de Esposende – memórias e tradições”, projeto de investigação da cultura marítima e fluvial, os Seminários “A via da água” (2014) e “A Romaria e o Banho Santo de S. Bartolomeu do Mar” (2016), integrados nos 4.º e 5.º Encontros da Rede.

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PRESIDÊNCIA DE ESPOSENDE NA REDE NATURAL DA CULTURA DOS MARES E DOS RIOS CHEGA AO FIM

Município de Esposende encerra presidência na Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios

O Município de Esposende apresentou “Mare Nostrum – Cantigas & Poemas”, cerimónia que incluiu o lançamento de um livro de textos poéticos alusivos ao mar e um CD onde se reúnem composições musicais inéditas, da autoria de Telmo Marques. Estas iniciativas encerraram a presidência do Município de Esposende na Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios, iniciada em 2014.

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O espetáculo “Mare Nostrum – Cantigas & Poemas” facultou o contacto com uma seleção apurada de textos poéticos da literatura portuguesa, do séc. XIII ao Séc. XX, da responsabilidade de Sérgio Guimarães de Sousa, da Universidade do Minho. A esta antologia aliou-se a criação artística de uma nova e promissora geração de esposendenses, nomeadamente Joana de Rosa, a ilustradora, a interpretação original do Coro Ars Vocalis, sob a direção de Helena Venda Lima, acompanhados pelo pianista Diogo Zão, com base numa composição musical inédita de Telmo Marques. A declamação foi protagonizada por Pedro Lamares.

Para o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, “o rio Cávado e o mar são componentes indissociáveis de Esposende e das suas gentes, além de fonte inesgotável de riqueza, porque proporciona a pesca, o lazer, o transporte e a energia”. Porém, Benjamim Pereira entende que “o investimento que o País devia fazer no mar continua adiado. Esse tem sido o desígnio apontado por muitos governantes e nunca cumprido”, disse.

A culminar a semana em que se assinalou o Dia do Mar, Benjamim Pereira sobrelevou os aspetos que, em Esposende, marcam a ligação ao mar, desde logo na preservação da memória coletiva. “Além do Museu do Mar, dos sítios arqueológicos com ligação ao mar, desenvolvemos intenso trabalho, por exemplo, com o Fórum Esposendense, na erradicação das redes fantasma, numa iniciativa pioneira de preservação ambiental”, sublinhou o presidente da Câmara Municipal de Esposende, acrescentando as iniciativas desenvolvidas com a comunidade piscatória e a candidatura a Património Cultural Imaterial da romaria e do Banho Santo de S. Bartolomeu do Mar.

Por seu turno, a vereadora com o pelouro da Cultura, Jaqueline Areias assinalou a importância de todo o trabalho desenvolvido em torno da Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios tem adquirido junto da comunidade, “contribuindo para o reforço da identidade coletiva”.

Inserida na mesma cerimónia de encerramento da presidência esposendense da Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios, realizou-se o 6.º Encontro da Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios, presidido pelo Almirante José Bastos Saldanha, em representação da Sociedade de Geografia de Lisboa. No Museu Marítimo de Esposende decorreu o Seminário “A construção naval tradicional do Norte de Portugal” e, no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio, decorreu a Assembleia Administrativa da Rede.

O Município de Esposende preside, desde novembro de 2014, à Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios (Sociedade de Geografia de Lisboa), tendo desenvolvido diversos projetos e ações, onde se destacam “Tradição Viva: a comunidade piscatória de Esposende – memórias e tradições”, projeto de investigação da cultura marítima e fluvial, os Seminários “A via da água” (2014) e “A Romaria e o Banho Santo de S. Bartolomeu do Mar” (2016), integrados nos 4.º e 5.º Encontros da Rede.

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