No dia 30 de outubro, domingo, as equipas de sub-6, sub-8, sub-10 e sub-12 do CRAV deslocaram-se a Vigo, na vizinha Galiza, para participar no convívio organizado pelo clube local, sob a égide da Federação Galega de Rugby.
Marcaram presença equipas dos dois países vizinhos, com o CRAV, o Braga Râguebi, e o Sport Club do Porto a representar Portugal enquanto que do vizinho espanhol estiveram presentes atletas da casa, de Pontevedra, Santiago de Compostela, Villagarcia, Lugo, Corunha, Ferrol, Madrid, entre outras localidades.
Ao todo estiveram presentes cerca de 300 atletas.
Sobre o convívio propriamente dito correu da melhor forma possível. Com uma organização impecável, os clubes presentes a responder da melhor forma, tudo decorreu dentro do horário previsto e sem incidentes.
De referir que também o tempo atmosférico ajudou para esta festa de rugby. Se é de são Martinho ou não, o facto é que o sol de verão que se fez sentir ajudou e muito para o ambiente festivo que se viu e viveu no campus universitário de Vigo. Sobre os jogos, difícil será acrescentar algo. Foi uma festa do rugby, onde os valores da modalidade estiveram sempre presentes, de desportivismo leal, e sem os excessos de competitividade em que se assiste noutras modalidades, em escalões tão jovens, onde se forma a personalidade desportiva e não só dos cidadãos do futuro.
No passado sábado, o CRAV viajou até Santarém para cumprir uma jornada em atraso. A equipa arcuense partiu confiante num bom resultado, mas acabou por sofrer uma derrota inopinada por 13-10.
Num jogo completamente dominado pelo CRAV, principalmente através do trabalho do pack avançado, a derrota surgiu ao cair do pano quando os visitantes sofrem uma penalidade a cinco minutos do apito final.
A equipa técnica do CRAV esclarece que “no rugby em todos os jogos se aprende algo, principalmente nas derrotas, e este jogo foi uma lição para o CRAV”. Este foi um mau jogo da equipa arcuense, que nunca soube concretizar em pontos a vantagem que aparentava ter em relação à equipa de Santarém. A equipa da casa foi a primeira a marcar, beneficiando de um erro defensivo das linhas atrasadas do CRAV. O CRAV respondeu minutos depois com um ensaio de maul saído de alinhamento.
“E no restante jogo pouco mais se viu, tornando-se num jogo atabalhoado e com pouco tempo útil, pois teve inúmeras paragens, fruto de um domínio pouco esclarecido do CRAV, a que o Santarém respondeu a defender quase sempre bem”, acrescentam os treinadores arcuenses. A equipa de Santarém jogou com as suas armas, unida, com espírito de sacrifício e humildade, soube defender e procurou a sua sorte, tendo conseguido o prémio final. Aos jovens do CRAV resta retirar lições que serão certamente preciosas na sua restante caminhada esta época, pois ao identificar onde errou, o único caminho que lhe resta é melhorar.
O CRAV recebe o Setúbal já no próximo sábado, no Estádio Municipal de Rugby, pelas 15h30.
O campeonato nacional do escalão sub-16, zona norte/centro, já vai na terceira jornada e os jogadores do CRAV já contam com três vitórias.
Depois de vencerem em casa a equipa da Agrária de Coimbra, os sub-16 do CRAV deslocaram-se ao Porto para defrontar a equipa local, tendo vencido o jogo por uns expressivos 07-48.
No passado dia 30, a equipa arcuense recebeu e venceu o Braga Rugby por 67-24. O jogo foi sempre dominado pela equipa do CRAV, embora se tenham notado algumas falhas defensivas o que permitiu à equipa visitante a marcação de quatro ensaios. “Estas falhas terão que ser corrigidas já no próximo jogo, no dia 5 de novembro, frente à equipa da Lousã para assim manterem o primeiro lugar do grupo”, observam os treinadores do escalão.
Requalificação do Centro Cívico de Ponte começa esta quarta-feira, 02 de novembro
Intervenção do Município de Guimarães vai devolver centro da vila às pessoas. Iluminação pública terá tecnologia LED. Obra fica concluída no início da primavera do próximo ano.
A Câmara Municipal de Guimarães inicia esta quarta-feira, 02 de novembro, a primeira fase de requalificação da empreitada de reperfilamento da rua Reitor Francisco José Ribeiro, troço viário que liga a Estrada Nacional 101 ao Largo da Igreja, área central da vila de Ponte. A obra, com um prazo de execução de 120 dias, equivalentes a quatro meses, está orçamentada em 310 mil euros, montante ao qual acresce a taxa de IVA em vigor.
A intervenção, articulada com a Junta de Freguesia, incide na requalificação do Largo da Igreja, na criação de uma ampla praça pedonal e de um parque de estacionamento. O objetivo é harmonizar o atual espaço físico, garantindo ao mesmo tempo trajetos inclusivos e acessíveis a todos, afirmando o edifício da Igreja como preponderante e de referência no tecido urbano existente. As árvores serão substituídas por oliveiras, havendo igualmente um reposicionamento e uma mudança da iluminação pública para tecnologia LED.
O reperfilamento da rua Reitor Francisco José Ribeiro, com cerca de 650 metros de extensão, irá uniformizar o perfil viário, com uma dimensão atualmente exígua, bem como contribuirá para o alinhamento de muros existentes, o que irá permitir a execução de passeios, além de aumentar o número de lugares de estacionamento para moradores e utilizadores de serviços existentes e propostos.
Com a construção de passeios neste arruamento, fica garantido, à semelhança da área central, um corredor acessível a pessoas com mobilidade condicionada, a inclusão de órgãos de drenagem (condutas) de águas pluviais e a sua repavimentação, onde estarão assegurados sistemas redutores de velocidade de tráfego que indicarão a entrada numa zona mais nobre e central da vila de Ponte.
Criação de uma “Zona 30”
Através de um novo desenho urbano, a intervenção pretende potenciar e dinamizar a área envolvente à igreja, tornando-o acessível e apetecível à vivência diária, prevendo-se o rebaixamento da cota do jardim à cota dos percursos pedonais aproximando o cidadão às zonas verdes e de estar. Contudo, na aproximação a este largo pela via automóvel, será criada uma mudança de cota, de aproximadamente 0,1m, obrigando necessariamente à redução de velocidade dos veículos para 30 quilómetros, valorizando, enobrecendo e destacando-o como um momento distinto, dando preferência ao peão.
O parque de estacionamento a reabilitar numa segunda fase é o situado nas traseiras do edifício da antiga sede da Junta de Freguesia, apresentando uma capacidade estimada de 100 lugares. A intervenção incidirá na colocação de grelhas de enrelvamento e gravilha, cubos de granito (paralelos), gravilha compactada (em substituição do alcatrão) e plantação de árvores.
Guimarães assinou geminação com Dijon, a cidade do pai de D. Afonso Henriques
Raízes históricas na base da união com a capital da Borgonha, que a UNESCO elevou a Património Mundial no ano passado. Preservação do ambiente é igualmente objetivo partilhado pelas duas cidades.
O Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, formalizou esta segunda-feira, 31 de outubro, um protocolo de geminação com Dijon, cidade francesa onde nasceu o Conde D. Henrique, pai de D. Afonso Henriques. Capital da Borgonha, região vinhateira com uma extensão de 60 quilómetros e 600 hectares de espaços verdes, Dijon foi classificada em julho de 2015 como Património Cultural da Humanidade.
A cerimónia de geminação, que contou com a presença do Cônsul do Brasil, Guilherme de Castro Barbosa Paixão, e da Cônsul de Espanha em Borgonha, Lourence Karaubi, além dos vereadores Adelina Paula Pinto e José Bastos, decorreu na Salle des Etats do Município de Dijon, lotada com a presença de membros da Union Luso Française Européenne (ULFE), presidida pelo português António Costa, que sucedeu na direção a Odália Novais, promotora inicial da geminação e que não conteve as lágrimas no momento da assinatura.
«Vamos trabalhar em projetos comuns para superarmos desafios, pois Dijon, Património Mundial, tem uma cultura e um desenvolvimento turístico com dimensões notáveis! Guimarães também quer estar de mãos dadas com Dijon para ser Capital Verde Europeia, fazendo parte de um caminho que é tão ou mais importante que o estatuto a alcançar, envolvendo todos, na missão de incutir uma consciência ecológica na nossa sociedade. Queremos uma Europa que proteja o ambiente e isso representa tornar Dijon e Guimarães nos melhores sítios para se viver em harmonia com a natureza», referiu Domingos Bragança, após ter oferecido uma réplica do Primeiro Rei a Sladana Zivkovic, responsável autárquica em França.
«Agradecemos o interesse e o empenho demonstrado pela Câmara de Dijon, a forma como nos receberam, bem como as reuniões de trabalho que promoveram, onde ficou bem demonstrada a vontade para a concretização de projetos que estreitem as relações entre os dois Municípios», realçou o Presidente da Câmara de Guimarães, após reunião de trabalho com o seu homólogo, François Rebsamen, visitando em seguida a região que produz alguns dos mais apreciados vinhos do Mundo, cuja área, composta por 1247 parcelas de terra, identificadas numa extensão de 60 quilómetros, liga Dijon ao sul de Beaune.
Cidades “irmãs”
O acordo de geminação resulta da assinatura de uma Carta de Amizade e Cooperação, formalizada a 10 de junho de 2011 entre Guimarães e Dijon, iniciando-se uma relação de proximidade sustentada em razões históricas ancestrais. A pouco menos de duas horas da capital de França, Dijon, conhecida como “Cidade de Arte e de História”, é o local onde nasceu Gustave Eiffel, engenheiro francês que participou na construção da Estátua da Liberdade em Nova Iorque e da Torre Eiffel, em Paris.
A relação de amizade e cooperação com Guimarães, que será consolidada através de projetos comuns, na área da educação, ambiente e cultura, resulta também do interesse manifestado pela vasta comunidade portuguesa que reside nesta cidade francesa, com a particularidade de um grande número dos seus membros ser originário da região vimaranense. Entre os 155 mil habitantes, 10 mil são de proveniência portuguesa.
Os municípios deveriam organizar roteiros culturais de modo a dar a conhecer a História e a arte que ali se guarda
Desde as suas origens, o Homem procurou sempre superar a sua própria morte, constituindo essa uma das essências de todas as religiões. Através de determinados ritos garantia a viagem eterna para uma nova vida, colocando-se na posição fetal ou levando consigo a moeda com que haveria de pagar a Caronte a travessia para o Hades.
As antas e dolmens, as lanternas etruscas, as pirâmides egípcias e as técnicas de mumificação não são mais do que expressões de arte funerária de diferentes civilizações de épocas distintas que são atualmente estudadas e conservadas, classificadas como património cultural.
Durante muitos séculos, entre nós, o sepultamento era feito no interior das igrejas ou no terreno adjacente considerado campo santo. Ainda atualmente se conservam em muitos locais as pedras tumulares com as respetivas inscrições e, não raras as vezes, brasões de família. Nalguns casos, porém, uma certa falta de sensibilidade para a necessidade de se preservar o património tem levado à destruição das sepulturas existentes no interior das igrejas e capelas com a realização de obras alegadamente de melhoramento.
Em 1835, passou a ser proibido o enterro dentro das igrejas, decisão que juntamente com outras medidas tomadas pelo governo de Costa Cabral vieram a estar na origem da Revolução da Maria da Fonte.
Durante o século XIX, fortemente marcado pelo Romantismo, a arte funerária regista um grande desenvolvimento que se traduz na construção de grandes jazigos repletos de esculturas e motivos arquitetónicos, o emprego de novos símbolos associados nomeadamente a profissões e a obediências maçónicas, figuras alegóricas, motivos vegetalistas e uma profusão de epitáfios.
Com efeito, a arte funerária reflete a visão do cosmos e a interpretação da vida e da morta feita a partir de um determinado contexto histórico, social e ideológico, revelando a estrutura social e a mentalidade da sociedade em que a mesma foi produzida. Devido ao seu elevado interesse patrimonial e cultural, alguns cemitérios tornaram-se visitas obrigatórias e estão incluídas nos roteiros turísticos como sucede com o cemitério de Pére Lachaise, em Paris, ou o cemitério dos Prazeres, em Lisboa, onde se encontram magníficas obras de arte e em cujos jazigos repousam os restos mortais dos nossos mais ilustres poetas e outras figuras ilustres.
No dia em que muitos minhotos vão aos cemitérios visitar as sepulturas dos seus entes queridos já falecidos, o BLOGUE DO MINHO deixa aqui a sugestão para que aquele espaço de meditação seja também visto noutra perspetiva, contemplando as obras de arte, procurando decifrar os símbolos e descobrindo as figuras notáveis que ali repousam, algumas das quais marcaram em suas vidas o desenvolvimento da sociedade local.
Os Médicos que estão a tirar a Especialidade de Medicina Geral e Familiar na zona norte do país, futuros Médicos de Família, vão reunir-se em Viana do Castelo nos próximos 10 e 11 de novembro, em conjunto com os seus Orientadores de Formação, para discutirem assuntos relativos à sua especialidade. Trata-se do XXIII Encontro do Internato de Medicina Geral e Familiar da Zona Norte e esperam-se cerca de 600 participantes.
Este congresso é organizado pela Direcção de Internato Ricardo Jorge responsável pela formação destes médicos a nível do distrito de Viana do Castelo, organismo que pertence à Coordenação do Internato de Medicina Geral e Familiar da Zona Norte, entidade do Ministério da Saúde. Também participa na organização do evento a Associação de Internos de Medicina Geral e Familiar da Zona Norte.
Serão abordados por estes médicos os mais variados temos relacionados com esta especialidade que presta cuidados de saúde quer a homens quer a mulheres de qualquer faixa etária, desde a pré-concepção até à sua morte.
No programa científico destacam-se os cuidados ao doente dependente, problemas renais, burnout nos médicos, ortopedia infantil, sexualidade e reumatologia.
Os próprios participantes vão apresentar no congresso cerca de 200 trabalhos científicos, em formato Poster ou Comunicação Oral, abordando as mais variadas aérea desta especialidade.
Devido à abrangência da sua actividade, há quem diga que os Médicos de Família são os médicos mais completos; à semelhança dos praticantes do Decatlo no atletismo, o atleta mais completo.
Estes profissionais integram a Coordenação do Internato de Medicina Geral e Familiar da Zona Norte (CIMGF) e a Associação de Internos de Medicina Geral e Familiar da Zona Norte (AIMGF).