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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ROTÁRIOS DO NORTE DE PORTUGAL VISITAM "CURTIR CIÊNCIA" EM GUIMARÃES

Duas dezenas de rotários de vários pontos do Norte de Portugal visitaram, sábado, dia 8 de outubro, o Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães.

Esta visita permitiu dar a conhecer os diferentes módulos do Centro situado na Zona de Couros e enquadrou-se no almoço anual de presidentes do Rotary em 2006/2007 no Distrito 1970 (Norte de Portugal).

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VILAVERDENSES PISAM AS UVAS COMO MANDA A TRADIÇÃO

Pisada de uvas e concerto de Zé Amaro trouxeram um mar de gente à Festa das Colheitas

Um mar de gente inundou o recinto da Festa das Colheitas para um serão de música, tradição e cultura. Ontem (07 outubro), a noite começou com a recriação de uma artesanal pisada de uvas, animada pelas danças e cantares do Grupo Folclórico de Prado S. Miguel, e a festa continuou noite dentro com o concerto do músico popular Zé Amaro. Duas atividades muito acarinhadas pelo público que se deslocou a Vila Verde para contactar diretamente com a força do mundo rural em toda a sua plenitude.

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Durante o dia, as notas de maior relevo vão para o seminário da ATAHCA, os concursos (artesanato, mel e marmelada), a 9ª Festa do Vinho, o Showcooking ‘Sabores KM O’ e a Mega Aula das Colheitas – Intergeracional.

Piada de uvas como manda a tradição

A noite prometia e o público não se fez rogado. Compareceu em massa e pintou no recinto uma magnífica moldura humana que ajudou a abrilhantar um serão extremamente interessante. O artesanato, os produtos do campo e as iguarias da gastronomia regional garantiram, por si só, um imenso banho de multidão, que começou a ganhar ainda maiores proporções à medida que o serão avançava. Pouco passava das 21h00, teve início a recriação de mais uma prática agrícola ancestral. As uvas chegaram ao recinto transportadas por um carro de bois, seguido por uma comitiva do Grupo Folclórico de Prado S. Miguel que espalhou pelo recinto a animação contagiante do folclore e continuou alegrar o evento enquanto as uvas eram pisadas no alguidar, tal como manda a tradição.

No final, nada melhor para recuperar energias que uma merenda à boa moda do Minho (broa, bacalhau e vinho novo), que, como já é habitual, foi generosamente partilhada com o público. Por volta das 22h30, as atenções voltaram-se para o Palco das Colheitas, que recebia um ícone da música popular que arrasta consigo autênticas legiões de fãs. O cantor romântico Zé Amaro foi recebido por largos milhares de pessoas, que iam cantando os temas em uníssono com o artista e só descansavam as vozes para a chuva de aplausos que se ouvia no final de cada canção.

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Levar o nome de Vila Verde aos quatro cantos do mundo

Presente no local, o presidente do Município de Vila Verde deixou rasgados elogios às associações e grupos vilaverdenses que se associam à edilidade nesta missão de preservar, divulgar e promover a autenticidade da tradição minhota. António Vilela não escondeu a enorme satisfação pela presença de muitos jovens e crianças que participam ativamente nestas iniciativas e garantem a continuidade e preservação de um legado cultural que se assume também como “um cartaz turístico da nossa terra”.

“Temos aqui hoje uma comitiva alemã e uma comitiva francesa. Têm assistido aos eventos, estão muitos satisfeitos e até surpreendidos pela forma como conseguimos reproduzir as tradições. Obrigado aos vilaverdenses que participam e a todos os visitantes pelo sucesso da Festa das Colheitas”, afirmou o edil, recordando que a TVI está de regresso a Vila Verde no próximo domingo, 09 de outubro, para uma transmissão de seis horas em direto para todo o planeta, que vai levar os saberes da tradição vilaverdense aos quatros cantos do planeta.

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Agricultura, artesanato, gastronomia e vinhos

Recorde-se que o dia começou com um colóquio dedicado ao mundo rural, no seminário ‘Circuitos Curtos Agroalimentares’, organizado pela ATAHCA com o apoio do Município de Vila Verde. Uma iniciativa que contribuiu para enriquecer o debate da especialidade e fomentar partilha de conhecimentos, onde se pôde também ficar a saber que a ATAHCA se prepara para implementar no seu território de abrangência a plataforma informática de última geração ‘SmartFarmer’, desenvolvida pela OIKOS com o apoio da Fundação Vodafone, que se destina a otimizar os mercados de proximidade. Durante a manhã, os artesãos expuseram toda a sua criatividade no concurso das colheitas, enquanto na tenda de conferências decorria o concurso do mel e da marmelada. Ao início da tarde, tempo de unir gerações e colocar jovens e seniores a dançar na Mega Aula das Colheitas – Intergeracional. Durante todo o dia, decorreu também a 9ª Festa do Vinho, com provas de vinhos das marcas presentes no recinto.

Hoje, ao início do dia as atenções estavam voltadas para mais um tributo ao mundo rural, com o concurso pecuário, seguido de desfile. Aas atividades prosseguem durante a tarde com a Feira Tradicional – Reviver o Passado, que dá palco aos produtores locais, o Concurso Rainha das Colheitas e a atuação da Academia de Música de Vila Verde. No serão, o destaque vai para a Festa do Curdo, com mais cerca de 20 caldos diferentes, e para o Festival de Folclore Concelhio.

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BRAGA REALIZA CONCURSO DE BANDAS FILARMÓNICAS

III Concurso de Bandas Filarmónicas de Braga será o mais participado de sempre. Evento realiza-se nos dias 26 e 27 de Novembro, no PEB

Dois meses após a abertura das inscrições para o III Concurso de Bandas Filarmónicas de Braga, estão apuradas as 15 bandas filarmónicas que irão participar no evento que se realizará nos dias 26 e 27 de Novembro, no auditório do Parque de Exposições de Braga.

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Organizado pelo Município de Braga, em estreita colaboração com a InvestBraga, Conservatório de Música Calouste Gulbenkian e Associação de Festas de S. João, a edição de 2016 será a maior de sempre já que foram preenchidas todas as vagas disponíveis para o concurso.

Na apresentação do programa do evento, que se realizou hoje, 8 de Outubro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho e no qual se decorreu o sorteio que definiu o alinhamento dos dois dias de espectáculos, a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Braga, Lídia Dias, mostrou-se satisfeita com a adesão das bandas provenientes de vários pontos do País e da vizinha Galiza. “Conseguimos preencher todas as vagas disponíveis, um facto que nos enche de orgulho e nos motiva a trabalhar ainda mais em prol das associações musicais”, referiu, notando que os dias 26 e 27 de Novembro serão “dias de excelência para a música filarmónica”.

O concurso tem como objectivo “contribuir para o desenvolvimento das associações musicais do distrito, bem como auxiliar ao intercâmbio entre estas e outras filarmónicas do território nacional e internacional”, sendo um dos dois certames do género realizados em Portugal.

Por seu turno, o presidente da Associação de Festas de S. João, Rui Ferreira, salientou a importância que as bandas filarmónicas têm nas festas populares, pelo que “apoiá-las e dar-lhes lugar nos eventos constitui, por si só, um contributo para o desenvolvimento da cultura”.

A partir deste ano e além de prémios monetários para o 1.º, 2.º e 3.º classificados, as seis primeiras bandas classificadas no concurso terão presença garantida na próxima edição das Festas de S. João de Braga.

“Todos os anos a abordagem das bandas à organização do S. João é muito intensa e, com esta ligação ao concurso, o processo de contratação das bandas passa a ser muito transparente”, explicou Rui Ferreira, notando que o concurso constitui agora a única forma de acesso das Bandas Filarmónicas à maior festa popular de Portugal.

Outra das novidades prende-se com a atribuição de um prémio à banda do distrito melhor classificada, que terá a oportunidade de gravar um CD. Também este ano, o júri do concurso passa a ser composto por cinco personalidades, em vez de integrar os representantes das bandas em competição.

Assim, o júri deste ano será constituído por João Manuel Duque (professor catedrático e presidente do Centro Regional de Braga da Universidade Católica), Ilídio Costa (maestro e compositor), Rafael Agulló Albors (maestro da Banda e Escola Musical de Silleda, Espanha), Filipe Silva (Conservatório de Música Calouste Gulbenkian) e por Fernando Marinho (maestro vencedor das duas primeiras edições do concurso e que representa o Conservatório de Música do Porto).

No III Concurso de Bandas Filarmónicas de Braga irão participar as seguintes bandas:

  • Banda da Associação Cultural e Musical de Avintes (Vila Nova de Gaia);
  • Banda de Arcos de Valdevez;
  • Banda de Música dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso;
  • Banda de Música de Belinho (Esposende);
  • Banda de Música de S. João da Madeira;
  • Banda Filarmónica de Angeja (Albergaria-a-Velha);
  • Banda Marcial do Vale (Santa Maria da Feira);
  • Banda Musical de Arouca;
  • Banda Musical de Cabreiros (Braga);
  • Banda Musical de Fajões (Oliveira de Azeméis);
  • Banda Musical de Lagares (Penafiel);
  • Banda Musical Leverense (Vila Nova de Gaia);
  • Banda União Musical Paramense (Espinho);
  • Sociedade Filarmónica de Vilarchão (Vieira do Minho);
  • Unión Musical de Valladares (Vigo).

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MINHOTOS EM LOURES PREPARAM FESTA DE ARROMBA COM DESFOLHADA DO MILHO, TOCADORES DE CONCERTINA E CANTARES AO DESAFIO

LOCALIDADE DE A-DAS-LEBRES VAI SER PEQUENA PARA RECEBER TANTA GENTE!

Grupo Folclórico Verde Minho organiza em A-das-Lebres uma festa que inclui desfolhada do milho, encontro de tocadores de concertina e cantadores ao desafio e fogo-de-artifício. E todos os minhotos que vivem na região de Lisboa vão certamente responder à chamada e demonstrar a sua união.

A adesão não pára de aumentar e, a avaliar pelas inscrições já efetuadas, a organização prevê a participação no evento de mais duzentos e cinquenta tocadores de concertina, o que o torna o maior evento do género realizado na região de Lisboa. De diversas regiões do país, deslocam-se a Loures cerca de 40 grupos que levam consigo as tradições e os cantares das respetivas regiões. Apesar de espaçoso, o local onde o encontro se realiza vai certamente ser exíguo para o numeroso público que ali vai acorrer, o que obrigará a organização a repensar a localização para futuras edições deste evento. Pelas ruas da localidade, o Grupo Bombrando vai rufar os seus bombos e estremecer aquela localidade do concelho de Loures, fazendo o povo sair à rua e aderir à festa.

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A iniciativa é do Grupo Etnográfico Verde Minho e tem lugar no próximo dia 22 de Outubro, a partir das 15 horas. A recriação da desfolhada decorre no terreiro fronteiro às instalações do Grupo União Lebrense, em A-das-Lebres, no concelho de Loures.

Os grupos de zés-pereiras percorrem as ruas da aldeia anunciando a festa com o rufar dos seus bombos. As moças exibem os seus trajes de trabalho característicos. Rapazes e raparigas cuidam de desfolhar o milho à procura da maçaroca… e do “prémio” da conversada!

Não falta o vinho e o petisco oferecido aos trabalhadores que participam no serão. Os trabalhadores da jorna recordam com nostalgia a juventude e a alegria de tempos idos. E, como a festa é minhota, dança-se o vira, a chula e a cana-verde.

Como manda a tradição, não falta sequer a broa de milho e a boa pinga de vinho verde a lembrar costume antigo.

Predominando no Minho a cultura de regadio, é por altura da festa de S. Miguel que ocorre o corte do milho e se seguem as desfolhadas.

Para o minhoto, tudo é pretexto para a festa: o trabalho e a romaria, a religião e a gastronomia. Em todas as ocasiões, o minhoto é alegre, levando sempre desse modo de vencida as agruras da vida, mesmo quando vividas em terras distantes.

Para onde quer que vá, o minhoto leva consigo a alma grandiosa da sua terra e a cor da esperança porque o Minho é verde e o folclore… é Verde Minho!

Remonta há mais de quatro séculos a introdução da cultura do milho no nosso país. A sua cultura foi iniciada no noroeste peninsular onde a região do Minho se insere, tendo com o decorrer do tempo se propagado para outras regiões do país.

A cultura do milho teve origem nas Américas e foi trazida para a Península Ibérica nas naus do navegador Cristóvão Colombo, aliás Salvador Fernandes Zarco, oficialmente ao serviço dos reis de Espanha, secretamente ao serviço do rei D. João II, com o propósito de afastar os reis católicos da rota da Índia, levando-os a celebrar o Tratado de Tordesilhas.

Para além da atuação do Grupo de Bombos Bombrando que percorrerá as ruas da freguesia, encontram-se já inscritos para o evento os seguites grupos de tocadores de concertina e de cantadores ao desafio:

1-CONCERTINAS E CANTIGAS DO VERDE MINHO

2-SONS DA SERRA HOLIVEIRA DO HOSPITAL

3-ESCOLA DE CONCERTINAS DA BARRENTA, RICARDO

4-EM ARMÓNICA EDUARDO BONANÇA

5-GRUPO DE FOLCLORE TERRAS DA NOBREGA

6-INTERNACIONAL EM ACORDEÃO, TINO COSTA

7-GRUPO DE CONCERTINAS CASA DO POVO DE CORROIOS

8-GRUPO DE CONCERTINAS DA RIBEIRA DA LAGE

9-ESCOLA DE CONCERTINAS FILIPE OLIVEIRA

10-GRUPO DE CONCERTINAS DO RANCHO DANÇAR É VIVER DA BRANDOA

11-GRUPO DE CONCERTINAS ECOS DO BASTO JOSÉ LUIS

12-JOÃO DA CONCERTINA ESCOLA DO PINTO

13-GRUPO DE CONCERTINAS DA LOUSÃ

14-GRUPO DE ACORDEÕES AMIGOS DE FERREL

15-GRUPO DE CONC. CASA DO BENFICA VILA DE REI

16-GRUPO DE CONCERTINAS ALEGRIA DO MINHO ASSOPRIM

17-GRUPO DE CONCERTINAS DA SERRA DA SILVEIRA, RAMOS

18-GRUPO DE CONCERTINAS DE CARENQUE

19-GRUPO DE CONCERTINAS AGUIAS VERMELHAS, CH, CAPARICA.

20-JOÃO TOMAZ, ÁS DA CONCERTINA

21- GRUPO, SILVIA MORENA DA CONCERTINA

22-CONCERTINAS DA CASA DO MINHO EM LISBOA

23-GRUPO DE CONCERTINAS SOMOS DO NORTE, JOÃO MOTA

24-CASA DO CONCELHO DE PONTE DE LIMA EM LISBOA

25-CASA DO CONCELHO DOS ARCOS DE VALDVÊZ EM LISBOA

26-ESCOLA DE CONCERTINAS E ACORDEÃO, VASCO LOPES

27-GRUPO DE CONCERTINAS OS RESINEIROS

28-GRUPO DE CONC. CANTE-O-EIRAS

29 –GRUPO DE CONC. ESCOLA FRANCISCO TEIXEIRA

30-GRUPO DE CONCERTINAS TROIKA Á PORTUGUESA