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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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DESFOLHADA DO MILHO E CANTARES AO DESAFIO VAI SER FESTA MINHOTA DE ARROMBA NO CONCELHO DE LOURES

A adesão não pára de crescer!

As gentes minhotas radicadas na região de Lisboa recriam a tradicional desfolhada do milho. A iniciativa é do Grupo Etnográfico Verde Minho e tem lugar no próximo dia 22 de Outubro, a partir das 15 horas, no terreiro fronteiro às instalações do Grupo União Lebrense, em A-das-Lebres, no concelho de Loures.

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Os grupos de zés-pereiras percorrem as ruas da aldeia anunciando a festa com o rufar dos seus bombos. As moças exibem os seus trajes de trabalho característicos. Rapazes e raparigas cuidam de desfolhar o milho à procura da maçaroca… e do “prémio” da conversada!

Não falta o vinho e o petisco oferecido aos trabalhadores que participam no serão. Os trabalhadores da jorna recordam com nostalgia a juventude e a alegria de tempos idos. E, como a festa é minhota, dança-se o vira, a chula e a cana-verde.

Como manda a tradição, não falta sequer a broa de milho e a boa pinga de vinho verde a lembrar costume antigo.

Predominando no Minho a cultura de regadio, é por altura da festa de S. Miguel que ocorre o corte do milho e se seguem as desfolhadas.

Para o minhoto, tudo é pretexto para a festa: o trabalho e a romaria, a religião e a gastronomia. Em todas as ocasiões, o minhoto é alegre, levando sempre desse modo de vencida as agruras da vida, mesmo quando vividas em terras distantes.

Para onde quer que vá, o minhoto leva consigo a alma grandiosa da sua terra e a cor da esperança porque o Minho é verde e o folclore… é Verde Minho!

Remonta há mais de quatro séculos a introdução da cultura do milho no nosso país. A sua cultura foi iniciada no noroeste peninsular onde a região do Minho se insere, tendo com o decorrer do tempo se propagado para outras regiões do país.

A cultura do milho teve origem nas Américas e foi trazida para a Península Ibérica nas naus do navegador Cristóvão Colombo, aliás Salvador Fernandes Zarco, oficialmente ao serviço dos reis de Espanha, secretamente ao serviço do rei D. João II, com o propósito de afastar os reis católicos da rota da Índia, levando-os a celebrar o Tratado de Tordesilhas.

Grupos inscritos:

CANTARES AO DESAFIO

GRUPO DE GAITAS, OS GAITEIROS DA FREIRIA

GRUPO DE BOMBOS “BOM-BRAMDO”

ZÉS PEREIRAS E GIGANTONES AMARANTINOS

1-CONCERTINAS E CANTIGAS DO VERDE MINHO

2-SONS DA SERRA HOLIVEIRA DO HOSPITAL

3-ESCOLA DE CONCERTINAS DA BARRENTA, RICARDO

4-EM ARMÓNICA EDUARDO BONANÇA

5- CASA DO CONCELHO DE PONTE DE LIMA EM LISBOA

6-INTERNACIONAL EM ACORDEÃO, TINO COSTA

7-GRUPO DE CONCERTINAS CASA DO POVO DE CORROIOS

8-GRUPO DE CONCERTINAS DA RIBEIRA DA LAGE

9-ESCOLA DE CONCERTINAS FILIPE OLIVEIRA

10-GRUPO DE CONCERTINAS DO RANCHO DANÇAR É VIVER DA BRANDOA

11-GRUPO DE CONCERTINAS ECOS DO BASTO JOSÉ LUIS

12- GRUPO DE CONCERTINAS TROIKA Á PORTUGUESA

13-GRUPO DE CONCERTINAS DA LOUSÃ

14-GRUPO DE ACORDEÕES AMIGOS DE FERREL

15-GRUPO DE CONC. CASA DO BENFICA VILA DE REI

16-GRUPO DE CONCERTINAS ALEGRIA DO MINHO ASSOPRIM

17-GRUPO DE CONCERTINAS DA SERRA DA SILVEIRA, RAMOS

18-GRUPO DE CONCERTINAS DE CARENQUE

19-GRUPO DE CONCERTINAS AGUIAS VERMELHAS, CH, CAPARICA.

20-JOÃO TOMAZ, ÁS DA CONCERTINA

21- GRUPO, SILVIA MORENA DA CONCERTINA

22-CONCERTINAS DA CASA DO MINHO EM LISBOA

23-GRUPO DE CONCERTINAS SOMOS DO NORTE, JOÃO MOTA

24- GRUPO DE FOLCLORE TERRAS DA NOBREGA

25-CASA DO CONCELHO DOS ARCOS DE VALDVÊZ EM LISBOA

26-ESCOLA DE CONCERTINAS E ACORDEÃO, VASCO LOPES

27-GRUPO DE CONCERTINAS OS RESINEIROS

28-GRUPO DE CONC. CANTE-O-EIRAS

29 –GRUPO DE CONC. ESCOLA FRANCISCO TEIXEIRA

30- JOÃO DA CONCERTINA ESCOLA DO PINTO

31-GR. DE CONCERTINAS OS DESAFINADOS DO CATUJAL

MUNICÍPIO DE PONTE DE LIMA COMPROMETE-SE COM DESTINO DA CASA DO CONCELHO DE PONTE DE LIMA

O Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Engº Victor Mendes, declarou publicamente o seu incondicional apoio, no passado dia 2 de outubro, à recandidatura do sr. Prego, ao cargo de Presidente da Direção da Casa do Concelho de Ponte de Lima.

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Embora tal declaração possa parecer estranha uma vez que se trata de um órgão de eleição democrática, esta manifestação de apoio apenas pode ser entendida como um compromisso com o futuro daquela instituição regionalista, precisamente num momento em que se confronta com a emergência de encontrar uma solução para a reinstalação a curto prazo da sua sede social.

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Tal como previsto desde que em 1987, a autarquia lisboeta atribuiu o espaço que serviu ao longo de quase três décadas para o seu funcionamento, as suas instalações vão a breve trecho serem demolidas para servirem de prolongamento ao “corredor verde” projetado pelo arquiteto Gonçalo Ribeiro Teles.

Tratando-se de uma entidade reconhecida como de utilidade pública que desde o início mantém um contrato de arrendamento com a Câmara Municipal de Lisboa, esta entidade não deixará certamente a Casa do Concelho de Ponte de Lima de forma desamparada. Aliás, encontrará seguramente uma solução de acordo com as suas necessidades, o que não significa necessariamente as suas ambições… mas, as palavras do Engº Victor Mendes comprometem a autarquia limiana na melhor solução so problema!

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BRAGA DÁ A CONHECER O TRILHO DOS SOLARES

‘Aventuras pelo Ambiente’ deram a conhecer Trilho dos Solares. Iniciativa deu a conhecer belezas naturais de Crespos e Pousada

Cerca de 60 pessoas participaram hoje, 5 de Outubro, nas ‘Aventuras pelo Ambiente’ uma iniciativa promovida pelo Município de Braga e que deu a conhecer o Trilho dos Solares, na União de Freguesias de Crespos e Pousada.

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A iniciativa consistiu na realização de um percurso pedestre com cerca de 9 quilómetros, com início no Largo da Igreja de Crespos, no qual se procurou evidenciar a beleza natural e ambiental daquela zona do Concelho. No final realizou-se um lanche-convívio entre os todos os participantes na Junta de Freguesia de Pousada.

Com o programa ‘Aventuras pelo Ambiente’, o Município de Braga pretende dar a conhecer o património ambiental existente no Concelho, principalmente nas suas freguesias periféricas, criando uma aproximação entre as duas realidades e, ao mesmo tempo, promover as suas potencialidades turísticas e económicas.

No âmbito deste programa, já se realizaram caminhadas em Adaúfe, Este S. Mamede e Este S. Pedro, Guisande e Oliveira S. Pedro, Mire de Tibães, Padim da Graça e Semelhe, Priscos, Merelim S. Paio, Sobreposta, Palmeira, Penedo das Letras e em muitos outros locais do Concelho.

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BRACARENSES VOTAM ORÇAMENTO PARTICIPATIVO

Mais de onze mil Bracarenses votaram nos projectos do Orçamento Participativo. Resultados conhecidos a 14 de Outubro

Foram 11.939 os Bracarenses que votaram nos 30 projectos da segunda fase de votação do Orçamento Participativo (OP) do Município de Braga para 2017. O processo de votação encerrou no passado 30 de Setembro, sendo que os projectos vencedores serão conhecidos no próximo dia 14 de Outubro em sessão pública.

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O envolvimento dos Bracarenses em todo o processo do OP é, segundo Eduardo Jorge Madureira, coordenador do projecto, “um indicador muito significativo de vitalidade cívica que superou todas as expectativas”. Eduardo Jorge Madureira destaca ainda a “ampla mobilização dos cidadãos, desde à apresentação dos projectos até à divulgação e votação dos mesmos”.

Recorde-se que esta edição do OP foi a que registou o maior número de votantes, com 11.939 Bracarenses a exercerem uma cidadania activa e a escolherem o destino a dar aos 750 mil euros que o Município de Braga alocou para esta iniciativa, sendo que parte desta verba, 100 mil euros, destina-se ao Orçamento Participativo Escolar.

Das 103 propostas apresentadas na edição deste ano do OP, 67 deram lugar a projectos levados à primeira fase de votação, passando 30 para a segunda fase, abrangendo diversas áreas de intervenção Municipal.

Ecologia, ambiente e energia; turismo, comércio e promoção económica; equipamentos e espaços públicos; cultura e património; solidariedade e coesão social; e trânsito, mobilidade, acessibilidades e segurança rodoviária, são as áreas que agregam, cada uma, cinco projectos para intervenção em diversas freguesias do Concelho.

TOCADORES DE CAVAQUINHO FORAM MAIS DE MEIO MILHAR A ANIMAR A FESTA DAS COLHEITAS EM VILA VERDE

A força da tradição e a irreverência da Pop na primeira noite da Festa das Colheitas

A primeira noite da Festa das Colheitas, 04 de outubro, ficou marcada por uma dicotomia bem à moda vilaverdense, com modernidade e tradição a caminharem lado a lado numa aliança harmoniosa. Os grandes destaques do serão vão para o magusto tradicional, um momento de diversão e partilha tão característico da nossa região, e para um espetáculo musical vocacionado para o público mais jovem, com a atuação da banda ‘À Toa’, que já goza de forte reputação no panorama nacional da música.

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 O final da tarde trouxe consigo os inebriantes aromas das iguarias regionais, com os restaurantes e tasquinhas do recinto a registarem uma forte afluência desde o primeiro dia. Depois de retemperarem energias com uma deliciosa refeição minhota, os visitantes foram contagiados pela vibrante música popular, à medida que as rusgas iam percorrendo o recinto e deixavam um rasto de animação e alegria à sua passagem. Um pouco mais tarde, pouco passava das 21h00, quando os tons de dourado e vermelho começaram a romper o crepúsculo. As labaredas pintaram o recinto com novas tonalidades, aqueceram o ambiente e deram o tónico para um momento de diversão e partilha.

Magusto tradicional encantou miúdos e graúdos

As castanhas forram assadas à moda antiga, colocadas no chão da eira improvisada sobre um leito de pruma. Em redor, miúdos e graúdos, homens e mulheres, crianças e idosos, juntavam-se em torno do calor de uma fogueira que também serviu para aquecer a alma e aconchegar o estômago. A partilha é predicado obrigatório das recriações de práticas tradicionais e, uma vez mais, a plateia foi presenteada com cartuchos de castanhas e vinho regional. Um momento de convívio e partilha, de gargalhadas contagiantes e longas conversas, que fez a sede de concelho reviver a tradição do mundo rural.

O serão não terminaria sem um espetáculo vocacionado para o público mais jovem, que acabou por atrair ao recinto largas centenas de pessoas de todas as idades. Os ‘ÀToa’ desfilaram em palco a irreverência da música Pop, num concerto eletrizante que colocou a plateia a vibrar do primeiro ao último minuto. O grupo de Évora não deixou créditos por mãos alheias e voltou a mostrar os predicados que lhe garantiu uma forte reputação no panorama nacional da música.

Mais de meio milhar de tocadores de cavaquinho durante o dia de hoje

Recorde-se que ao final da tarde, às 17h00, o recinto foi palco da ação de informação e sensibilização ‘A importância da floresta’, organizada pela Associação Florestal do Cávado. Presente na sessão, o vereador do Ambiente e Proteção Civil do Município de Vila Verde recordou que já foram efetuadas quase duas centenas de ações de limpeza em terrenos particulares, numa ação conjunta entre a GNR, o GIPS e a Câmara Municipal de Vila Verde, entre outras diligências de prevenção e manutenção de áreas florestais.

Hoje, 05 de outubro, o maior destaque da programação vai para o Encontro Nacional de Cavaquinhos, entre as 10h00 e as 20h00, que traz à Festa das Colheitas mais de 500 artistas, vindos de vários pontos do país. Durante o dia, os interessados podem ainda visitar a exposição e oficina de instrumentos de cordas. Ao serão, destaque para a recriação fiel de uma tradicional desfolhada do linho. Mais tarde, a animação musical regressa ao recinto com a atuação de ‘Cristiana e Companhia’.

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REVOLUCIONÁRIOS DA REPÚBLICA DERAM FESTIM NA ROTUNDA

Passam hoje precisamente 106 anos desde a implantação da República em Portugal. Após uma série de escaramuças em diversos pontos da cidade e alguns tiros travados entre um punhado de soldados e meia centena de carbonários entrincheirados na Rotunda e as tropas monárquicas estacionadas no Rossio, o novo regime foi aclamado da varanda dos Paços do Concelho, em Lisboa.

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A imagem mostra o reduzido número de militares e civis que permaneceram no acampamento da Rotunda nos dias da Revolução.

 

Pelo meio, registaram-se numerosos incidentes e equívocos, de entre os quais se salienta a tentativa do embaixador alemão negociar com ambas as forças em confronto, a retirada em segurança do pessoal diplomático, atitude que ao ser avistada uma bandeira branca subindo o que é agora a avenida da Liberdade, foi confundida como uma rendição, o que acabaria precipitando o desfecho dos acontecimentos.

Já em 1640, perante a hesitação do Duque de Bragança em deixar-se aclamar rei pelos conspiradores que restauraram a independência de Portugal face ao domínio espanhol, colocara-se a hipótese de se implantar o regime republicano no nosso país. Porém, foi no Porto, em 31 de Janeiro de 1891, que ocorreu o primeiro movimento revolucionário destinado a implantar o regime republicano, tentativa que resultou em fracasso. O mesmo veio a verificar-se com nova tentativa ocorrida em 28 de Janeiro de 1908, do qual resultou o assassinato do rei do Rei D. Carlos, quatro dias após falhado o golpe.

Nas vésperas do dia aprazado para o desencadear da revolução, afluíram a Lisboa “primos” provenientes dos mais diversos pontos do país para participarem no levantamento. Cortaram as comunicações e as linhas férreas para impedir que as unidades militares na província fossem em socorro das forças leiais à monarquia. No dia 4 de Outubro, algumas localidades como Loures e Aldeia Galega, actual Montijo, proclamaram a República como manobra de diversão. Ainda assim, a revolta republicana foi dada como perdida, tendo inclusive levado ao suicídio de um dos seus principais chefes, o Almirante Cândido dos Reis.

Valeu à República um punhado de soldados e meia centena de carbonários que se entrincheiraram às ordens do Comissário Naval Machado dos Santos. Os políticos aguardavam nos Banhos de São Paulo o sucesso dos acontecimentos para então dirigirem-se aos Paços do Concelho e aí proclamarem a implantação do novo regime que os haveria de alcandorar ao poder.

Uma vez alcançado cessadas as hostilidades, os mais ardorosos combatentes travaram-se de novas e mais suculentas batalhas, atacando alvos mais comestíveis e nutritivos. O acampamento da Rotunda manteve-se por mais cinco dias que foram preenchidos com a realização de um autêntico festim que, a avaliar pelas quantidades de alimentos digeridos, reuniu largas centenas de comensais que, não tendo embora participado directamente nos combates, não quiseram deixar os seus créditos de bravura por mãos alheias.

Desse extraordinário sucesso dá-nos conta a insuspeita revista “Ilustração Portugueza”, na sua edição de 7 de novembro de 1910, sob o curioso título “Subsídios photographicos para a História da Revolução”:

O reducto da Avenida, que foi o verdadeiro baluarte da republica, offereceu aspectos deveras curiosos, mesmo depois de passados os combates. Durante os dias que os soldados e os civis ali se encontraram foi montado um serviço regular de subsistências, confeccionando-se em improvisadas cosinhas, rancho de que partilharam todos os que lá se tinham juntado nos dias da revolta. Na manhã do dia seis foram cozinhadas no acampamento duas mil pescadas em nove fogões de campanha e desde que se estabeleceu o serviço regular até ao dia 10, em que se retiraram os militares e paisanos, consumiu-se dez mil kilos de carne de vacca e quarenta mil kilos de pão, não sendo possível averiguar o numero de pessoas que foram alimentadas durante esse tempo na rotunda que se tornou um logar histórico”.- Não mencionou o cronista quantos litros de vinho regaram tão lauto repasto!

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A confecção do rancho no acampamento da Rotunda. O corneteiro, ao centro, aguardando ordens para tocar para o rancho…

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Os cestos com as duas mil pescadas. Um aspecto da confraternização. À esquerda vê-se um militar agarrado à sua namorada.