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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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RANCHO FOLCLÓRICO DE LOUSADO LEVA O FOLCLORE DE FAMALICÃO À CIDADE DA AMADORA

Famalicão esteve hoje bem representado através do Rancho Folclórico de Lousado, no II Festival de Folclore Águas Livres que encerrou a terceira edição da Feira do Fumeiro e Produtos Regionais, na localidade da Damaia, atual freguesia de Águas Livres do concelho da Amadora.

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O grupo famalicense foi bastante aplaudido pelo numeroso público que assistiu à atuação dos grupos folclóricos. Além do Rancho Folclórico de Lousado, participaram ainda naquele festival o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho e o Rancho Folclórico Verde Minho, ambos sediados na região de Lisboa, o Rancho Folclórico de Gouveia – S. Simão, de Amarante; o Grupo Folclórico de Pias, de Cinfães e o anfitrião Grupo Danças e Cantares Alto do Moinho que representa na região de Lisboa o folclore da chamada província do Douro Litoral.

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GRUPO ETNOGRÁFICO DANÇAS E CANTARES DO MINHO MOSTRA NA DAMAIA A ALEGRIA E BELEZA DO FOLCLORE MINHOTO

O folclore do Minho tem no Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho um dos seus mais fiéis representantes na capital do país e até na nossa própria região. Este incansável grupo atuou hoje perante o numeroso público que encheu o Largo da Igreja, na Damaia. Tratou-se do II Festival de Folclore Águas Livres, espetáculo que encerrou com grandiosidade a III Feira do Fumeiro e Produtos Regionais da Freguesia de Águas Livres.

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Com 36 anos de existência, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho é considerado o decano dos grupos folclóricos minhotos na região de Lisboa onde, curiosamente, existe mais de uma dezena de agrupamentos folclóricos.

Constituído em 16 de maio de 1980, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho é o mais antigo agrupamento folclórico minhoto sediado em Lisboa. Formado predominantemente por minhotos e seus descendentes radicados na capital, este grupo procura divulgar a cultura tradicional minhota e preservar a identidade sobretudo junto dos mais jovens.

Ao longo da sua existência, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho tem levado o folclore minhoto a todo o país e ainda a números países como Espanha, França, Alemanha, Polónia, Hungria, Holanda, Marrocos, Brasil, Eslováquia, Lituânia, Turquia, Malta e Japão onde, aliás, participou nas comemorações dos 450 anos da chegada dos Portugueses àquele país.

Este Grupo tem o apoio técnico da Federação do Folclore Português, está também inscrito no INATEL, na Federação Portuguesa das Coletividades de Cultura e Recreio e preside atualmente à “Associação do Distrito de Lisboa para Defesa da Cultura Tradicional Portuguesa”. Encontra-se sediado na Junta de Freguesia de Benfica em Lisboa, cidade onde todos os anos organiza o festival de folclore “Cidade de Lisboa”.

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RANCHO FOLCLÓRICO VERDE MINHO REPRESENTA PELA PRIMEIRA VEZ NA AMADORA UMA MALHADA DO CENTEIO

O Rancho Folclórico Verde Minho levou hoje ao II Festival de Folclore de Águas Livres a representação de uma malhada do centeio, exibida em cima do palco a meio da sua atuação. Tratou-se de uma novidade que fez o gáudio do numeroso público que ali se encontrava a assistir ao espetáculo.

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O grupo presenteou ainda a assistência com algumas das mais animadas danças do folclore da nossa região, percorrendo sobretudo vilas e aldeias do Alto Minho, área que constitui a sua própria referência.

Disse um dia o escritor transmontano Miguel Torga, “…no Minho tudo é verde, o caldo é verde, o vinho é verde…” – não podiam, pois, os minhotos que vivem na região de Lisboa, deixar de tomar para si a identificação cromática que caracteriza a sua região.

Respondendo ao chamamento da terra que os viu nascer, os minhotos que vivem nos arredores de Lisboa, mais concretamente no Concelho de Loures, decidiram em tempos criar um grupo folclórico que os ajuda a manter a sua ligação afetiva às origens. Assim nasceu em 1994 o “Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho”, anunciado como seu propósito a preservação, salvaguarda e divulgação das suas raízes culturais.

Visa através da sua atuação promover as tradições da nossa região nomeadamente junto dos mais jovens ao mesmo tempo que valoriza os seus conhecimentos musicais e da etnografia minhota.

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As danças e cantares que exibe são alegres e exuberantes como animadas são as mais exuberantes romarias do Minho. Trajam de linho e sorrobeco e vestem trajes de trabalho e domingueiros, de mordoma e lavradeira, de noivos, de ir ao monte e à feira. Calçam tamancos e ostentam o barrete e o chapéu braguês. As moças, graciosas e belas nos seus trajes garridos bordados pelas delicadas mãos de artista, com a sua graciosidade e simpatia, exibem vaidosas os colares de contas e as reluzentes arrecadas de filigrana que são a obra-prima da ourivesaria minhota.

Ao som da concertina e da viola braguesa, do bombo e do reque-reque, dos ferrinhos e do cavaquinho, cantam e dançam a chula e o vira, a rusga e a cana-verde, com a graciosidade e a desenvoltura que caracteriza as gentes do Minho. O seu reportório foi recolhido em meados do século passado, junto das pessoas mais antigas cujo conhecimento lhes foi transmitido ao longo de gerações, nas aldeias mais remotas das serranias da Peneda e das Argas, nas margens do Minho e do Lima, desde Melgaço a Ponte da Barca, do Soajo a Viana do Castelo. Levam consigo a merenda e os instrumentos de trabalho que servem na lavoura como a foicinha e o malho, os cestos de vime e os varapaus, as cabaças e os cabazes do farnel.

Qual hino de louvor ao Criador, o Minho, terra luminosa e verde que a todos nos seduz pelo seu natural e infinito encanto, salpicado de capelinhas aonde o seu povo acorre em sincera devoção, é ali representado por um punhado de jovens, uns mais do que outros, os quais presenteiam o público com o que o Minho possui de mais genuíno – o seu Folclore!

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MINHOTOS LEVAM FOLCLORE ÀS FESTAS DA DAMAIA

Terminou hoje em apoteose a III Feira do Fumeiro e Produtos Regionais da Freguesia Águas Livres, ainda conhecida da generalidade das pessoas por Damaia, topónimo derivado de A-da-Maia. No Largo da Igreja desta localidade do concelho da Amadora, largas centenas de pessoas juntaram-se para assistir à atuação dos ranchos folclóricos no âmbito do II Festival de Folclore de Águas Livres.

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A anteceder o festival teve lugar o cortejo etnográfico que percorreu as principais artérias da localidade, passando sob o imponente Aqueduto das Águas Livres que constitui o ex-líbris da freguesia que recentemente tomou o seu nome.

O Minho fez-se representar neste festival e folclore através do Rancho Folclórico de Lousado que veio propositadamente de Famalicão e ainda pelos Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho e o Rancho Folclórico Verde Minho, sediados respetivamente em Lisboa e Loures.

Mas não foi apenas o Minho que esteve presente neste grandioso festival: de Amarante veio o Rancho Folclórico de Gouveia – S. Simão; de Cinfães o Grupo Folclórico de Pias e, como não podia deixar de ser, o anfitrião Grupo Danças e Cantares Alto do Moinho que representa na região de Lisboa o folclore da chamada província do Douro Litoral, na realidade parte integrante da mesma região geo-etnográfica correspondente à histórica Comarca d’Entre-o-Douro-e-Minho.

Tal como já nos referimos, coube ao Grupo Danças e Cantares Alto do Moinho a iniciativa da organização do II Festival de Folclore de Águas Livres que tem a chancela da Junta de Freguesia e conta com o apoio da Câmara Municipal da Amadora.

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O Grupo Danças e Cantares Alto do Moinho é um agrupamento constituído no seio da Associação de Moradores do Alto do Moinho, na freguesia de Alfragide, no concelho da Amadora. Fundado em 12 de novembro de 1987, com a designação original de “Rancho Folclórico Alto do Moinho”, decidiu este grupo após duas décadas de existência, proceder a uma profunda reestruturação, altura em que adotou a sua atual denominação, passando desde então a representar exclusivamente o chamado Douro Litoral.

Este é um grupo que apresenta variadíssimos trajes de entre os quais se destacam, os trajes de trabalho, traje de romaria, traje de vendedeiras de bolos, traje de aguadeira, traje de lavadeira, traje de vindimador, entre outros.

De modo a representar fidedignamente o folclore do Douro Litoral este grupo fez uma recolha das modas e trajes das regiões de Gondomar, Trofa, Maia e outras regiões do grande Porto.

No seu repertório, este grupo, apresenta modas de roda como a caninha verde, cantares ao desafio como a Desgarrada, danças melodiosas e em coluna como a Pastorinha e a real Caninha, entre outras bastante demonstrativas da região do Douro Litoral.

Convém sublinhar que, do ponto de vista histórico, geográfico e etnográfico, o Minho estende-se até ao rio Douro, formando com o Douro Litoral uma única região que corresponde à vetusta Comarca d’Entre-o-Douro-e-Minho. Foi a reforma administrativa que ao Minho subtraiu o Douro Litoral, da mesma maneira que ao Distrito de Vila Real entregou importantes parcelas do território minhoto.

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FAMALICÃO ESTÁ CADA VEZ MAIS FORTE NAS EXPORTAÇÕES

Concelho vai reforçar em 2015 o volume total de vendas para o exterior, com previsões de 1,9 mil milhões de euros

Os primeiros indicadores relativamente às exportações das empresas famalicenses apontam para uma excelente notícia: Vila Nova de Famalicão vai reforçar o volume total de vendas para o exterior, com previsões de 1,9 mil milhões de euros, impondo-se ainda mais como terceiro concelho mais exportador de Portugal.

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A revelação foi avançada pelo Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, na conferência “Des(a)fiar o Tempo da Indústria: Poderes e Território”, que decorreu ao longo deste sábado, 24 de setembro, no CITEVE – Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário, e que contou com a presença do Ministro da Economia. Caldeira Cabral foi também ele porta-voz de novidades, anunciando que o Governo vai reforçar, ainda este ano, os apoios aos centros tecnológicos do país.

No caso das exportações famalicenses, em causa está um incremento de 8% em 2015 face a 2014, novamente superior à média nacional, atestando ainda a tendência de crescimento verificada já desde 2012. “É um salto enorme”, expressou Paulo Cunha, salientando que Vila Nova de Famalicão “é assim, pela sua vocação exportadora, um contribuinte líquido, genuíno e construtivo do país”.

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Aproveitando a presença de Caldeira Cabral, o autarca deixou ainda, na intervenção de abertura desta conferência, uma referência ao Centro de Competências do Agroalimentar para o Sector das Carnes. Paulo Cunha reafirmou a ambição do município por este projeto que classifica como de dimensão nacional e vocação internacional. “Senhor Ministro, é um centro de competências de nova geração, que tem como missão potenciar o aumento da competitividade e a inovação das empresas da fileira, aproveitando a forte capacidade instalada, sem precisar de uma infraestrutura física”, lembrou.

A propósito, o governante, no anúncio ao reforço dos apoios aos centros tecnológicos, disse esperar que também o centro de competências do agroalimentar “possa beneficiar deste programa”.

Caldeira Cabral deixou um elogio à dinâmica empresarial e industrial do concelho que considerou servir de “exemplo para o país”“Um bom exemplo de indústria moderna, diversificação, investimento direto estrangeiro e de acolhimento de investimento direto português”, retratou, enaltecendo ainda o papel da Câmara Municipal no apoio às empresas e aos industriais.

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BRAGA APOSTA NO EMPREGO

‘Qualifica IT’ é exemplo a seguir nas Políticas Europeias de Promoção do Emprego. Projecto de Braga apresentado aos parceiros da Rede Eurocities

Ricardo Rio aproveitou a sua participação no evento “Desenvolvimento de competências para o mercado de trabalho nas cidades – Retirar o máximo proveito da Agenda Urbana da União Europeia”, organizado pela cidade de Roterdão e pela Eurocities, para apresentar aos seus parceiros europeus e a representantes da Direcção-Geral do Emprego da União Europeia e do Comité das Regiões o projecto ‘Qualifica IT’, desenvolvido em parceria entre o Município de Braga, a InvestBraga, a Universidade do Minho e o IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional.

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O projecto ‘Qualifica IT’ foi criado em 2015, visando apoiar a empregabilidade e o investimento em Braga, por parte de empresas do sector das TIC, através de um aumento significativo dos recursos humanos qualificados disponíveis. Após a realização da 1ª edição desta iniciativa, as empresas de Braga viram reforçadas as suas equipas com mais 100 novos quadros qualificados do Qualifica IT, aguardando-se hoje a aprovação do envelope financeiro para o lançamento da 2ª edição.

O programa ‘Qualifica IT’ materializa-se num período de formação em sala na Universidade do Minho e na subsequente integração profissional nas empresas do sector. A generalidade dos beneficiários da primeira edição do programa, na sua maioria licenciados de áreas adjacentes às TIC sem acesso ao mercado de trabalho, viram concretizada a sua admissão pelas empresas em que realizaram o período final de formação.

Neste evento destinado a discutir as melhores práticas de formação e de emprego nas políticas de cidades, nomeadamente na capacidade destes em estimular as economias locais, fornecendo aos cidadãos as competências adequadas para entrarem no mercado de trabalho e promover a inclusão social através de medidas inovadoras, o Presidente da Câmara Municipal de Braga interveio na sessão de trabalho dedicada aos decisores políticos, onde também estiveram presentes os responsáveis máximos das cidades de Roterdão, Ahmed Aboutaleb, e Ghent, Daniël Termont, bem como vários outros Autarcas europeus, de cidades como Malmoe, Nantes, Viena, Munique e Birmingham.

Nesta intervenção, Ricardo Rio apresentou aos seus congéneres europeus o programa ‘Qualifica IT’, lembrando que é hoje fundamental dar oportunidades de acesso ao mercado de trabalho aos jovens licenciados no desemprego. “É um crime social desperdiçar o potencial e talento destes jovens e o investimento neles realizado pelo Estado, pelas suas famílias e pelos próprios”, afirmou. Considerando que a dinâmica do mercado de trabalho provoca distorções entre a oferta produzida pelas Universidades e a procura gerada pelas empresas de diferentes sectores de actividade, Ricardo Rio realçou a relevância de programas de requalificação como o Qualifica IT, capazes de propiciar uma rápida integração destes recursos em áreas com maior potencial de crescimento.

Ricardo Rio aproveitou para enaltecer o compromisso do IEFP com este Programa, defendendo que um projecto desta natureza, envolvendo todas as contrapartes relevantes /instituições públicas, universidades, empresas e recursos humanos) deveria ser replicado à escala europeia e municiado com recursos próprios por parte da União Europeia.

A Eurocities, fundada em 1986 por seis grandes cidades europeias (Barcelona, Birmingham, Frankfurt, Lyon, Milão e Roterdão), reúne hoje mais de 140 cidades da Europa. Portugal tem como membros de pleno de direito Lisboa e Porto, tendo Braga sido aceite recentemente. O Município pretende participar activamente nesta importante rede, que representa mais de 130 milhões de habitantes de 35 países e que promove o intercâmbio das melhores práticas e representa os interesses das grandes cidades junto das instituições comunitárias, promovendo a inclusão das exigências urbanas nas políticas europeias.

GUIMARÃES CONSTRÓI ECOVIA

INÍCIO DO PROCEDIMENTO

Semana Europeia da Mobilidade coroada com aprovação da Ecovia de Guimarães

Primeira fase de obras terá um percurso de 9,3 quilómetros que liga a Pista de Cicloturismo de Mesão Frio ao Parque da Cidade Desportiva, em Creixomil. Intervenção deve começar no início do próximo ano.

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A aprovação do início do procedimento para a construção da primeira fase da Ecovia de Guimarães, no valor de 3 milhões e 700 mil euros, bem como o investimento de 3 milhões de euros para a implementação de tecnologia LED na rede de iluminação pública do concelho, foram medidas aprovadas em reunião de Câmara no dia em que encerrou a Semana Europeia da Mobilidade de Guimarães, que envolveu cerca de 4 mil pessoas nas mais de duas dezenas de iniciativas realizadas.

Sob o mote “Mobilidade inteligente. Economia forte”, o Município de Guimarães, o Laboratório da Paisagem e a Unidade Operacional de Transporte Local da Estrutura de Missão da Candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia 2020 mostraram aos vimaranenses, e aos muitos visitantes que todos os dias calcorreiam as ruas da Cidade Berço, os benefícios de um correto planeamento e utilização racional dos transportes para a economia local e da transição para modos de mobilidade alternativos, que conduz à diminuição dos impactos negativos do uso individual do automóvel, permitindo a redução dos custos que lhe estão associados.

A Caminhada Solidária e Mini-Maratona da Associação de Paralisia Cerebral de Guimarães (APCG) – Pessoas diferentes, direitos iguais, juntou mais de 3 mil pessoas nas ruas de Guimarães na manhã do último domingo, dia em que várias artérias do centro da cidade foram encerradas ao trânsito automóvel, permitindo aos peões e ciclistas um passeio mais calmo e saudável pelas ruas repletas de história. No dia anterior, mais de meia centena aceitou o desafio de descer a Penha a pé, depois de utilizar o Teleférico para subir a montanha. Um sucesso foi igualmente a iniciativa “Por Couros a Pedal”, que permitiu a alguns vimaranenses um passeio de bicicleta numa área que Guimarães quer elevar à categoria de Património da Humanidade.

Projeto sobre rodas

Também a pedalar mais de uma centena aceitou o repto da Associação de Ciclismo do Minho para um passeio noturno pelo Centro Histórico. Entre os participantes, realce para a presença do atleta Olímpico e campeão nacional José Mendes, depois de ter corrido na Volta à Espanha, onde foi o melhor português em prova. A bicicleta foi também o centro das atenções para mais de uma dezena de crianças de um centro de estudos de Guimarães que, através do projeto EducaBicla, da GetGreen, aprenderam não só a manusear uma bicicleta, mas também as regras de trânsito necessárias para poderem andar em segurança.

Um dos destaques da Semana Europeia da Mobilidade foi também a Conferência Técnica sobre mobilidade que decorreu no Laboratório da Paisagem, onde marcou presença o Secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, que aproveitou a ocasião para elogiar o trabalho desenvolvido por Guimarães. Ao longo de mais de três horas e perante uma plateia repleta, um conjunto de responsáveis de várias organizações e empresas mostraram bons exemplos de mobilidade sustentável. Casa cheia também na Escola Secundária de Caldas das Taipas, onde decorreu a habitual tertúlia mensal do Laboratório da Paisagem, “Café com Ambiente”. Várias turmas daquele estabelecimento de ensino, mas também da Escola Profissional CISAVE, ouviram especialistas apresentar as suas visões sobre mobilidade sustentável e o caminho a trilhar na prossecução do objetivo de construir um futuro com recurso a alternativas de mobilidade mais amigas do ambiente.

Sensibilização ambiental

Em parceria com a Associação Vimaranense para a Ecologia (AVE), a Rua da Rainha, em pleno Centro Histórico de Guimarães, acolheu a iniciativa “Parking Day”, uma ação que pretendeu sensibilizar para a necessidade de reduzir os impactos ambientais e utilização racional e sustentável do espaço público. Houve ainda animação musical e um mercadinho biológico na Alameda de São Dâmaso, um percurso pela Veiga de Creixomil, onde vários interessados captaram, através das suas objetivas, alguns exemplos da biodiversidade ali existente, e ainda mais uma edição do “Guimarães Corre Corre”, iniciativa que todas as segundas-feiras junta dezenas de vimaranenses, num percurso pelo centro da cidade.

A Semana Europeia da Mobilidade terminou com três dezenas de alunos do 4º ano da Escola EB1/JI de Santa Luzia a sensibilizarem os condutores em pleno centro da cidade para reduzirem a velocidade, respeitando os peões, na ação “30 no meu bairro”. Também no decorrer desta semana, o Município de Guimarães anunciou a criação da Plataforma “Guimarães à Boleia”, o primeira portal municipal de CarPooling que vai permitir aos vimaranenses partilhar o seu automóvel, contribuindo, desse modo, para a diminuição das emissões de CO2.

A Semana Europeia da Mobilidade é uma campanha anual sobre mobilidade urbana sustentável, organizada com o apoio da Direção Geral da Mobilidade e dos Transportes da Comissão Europeia, coordenada em Portugal pela Agência Portuguesa do Ambiente.

CABECEIRAS DE BASTO RESTAURA PATRIMÓNIO

Anjos tocheiros restaurados na Igreja do Mosteiro de S. Miguel de Refojos

A Capela do Santíssimo Sacramento da Igreja do Mosteiro de S. Miguel de Refojos ficou esta semana mais rica com a chegada dos dois Anjos Tocheiros restaurados no âmbito da campanha ‘Benfeitor do Mosteiro’ que o Lions iniciou em junho de 2016.

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De acordo com Ernesto Oliveira, presidente do Lions Clube Cabeceiras de Basto, “a espera valeu a pena” pois as Oficinas Santa Bárbara fizeram “um trabalho extraordinário”.

Agradecendo a todos que contribuíram para esta causa através dos peditórios que foram realizados, Ernesto Oliveira reconheceu o empenho dos sócios do clube, da Paróquia e do pároco, bem como da Câmara Municipal, estas duas últimas entidades que “muito já têm feito no âmbito do restauro e conservação do Mosteiro de S. Miguel de Refojos”.

Convidando todas as pessoas a visitar e a apreciar as peças restauradas, Ernesto Oliveira destacou que é objetivo do Lions “continuar com iniciativas como esta na tentativa de preservar o Mosteiro, a nossa cultura e a identidade de Cabeceiras de Basto”.

Para o Padre Manuel Batista, “a valorização do Mosteiro pode servir novamente para alavancar Cabeceiras”, lembrando o engenho do antigo presidente da Câmara, Dr. China Pereira, que teve “o mérito de ter posto toda a gente a falar do Mosteiro, fruto da Candidatura à Lista Indicativa de Portugal ao Património da Unesco”.

“Já temos feito algumas obras mas para um património desta dimensão que é valiosíssimo pode parecer que são coisas insignificantes”, considerou o padre Batista, que vê na candidatura de 2 milhões de euros que foi aprovada para a valorização do Mosteiro “uma solução para os problemas de humidade que vêm do telhado da Igreja” e para a realização de obras de fundo no Mosteiro.

De salientar, ainda, que a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto tem vindo a investir desde há largos anos na conservação e restauro do Mosteiro, designadamente, no órgão de tubos, coro alto, telhados, claustros, núcleo museológico de arte sacra na antiga sacristia, entre muitas outras intervenções, sendo seu objetivo continuar a trabalhar no sentido de preservar O Nosso Mosteiro Beneditino, ex-líbris do concelho Cabeceirense.

Depois de realizados os trabalhos de conservação e restauro dos quatro altares da nave da Igreja em 2015, no âmbito da candidatura designada ‘Mosteiro de S. Miguel de Refojos: cuidando do passado e perspetivando o futuro’ que foi financiada por fundos comunitários, concluíram-se em junho passado os trabalhos de restauro dos dois púlpitos da Igreja.

Os trabalhos foram executados pelas Oficinas Santa Bárbara, um investimento do Município, desta feita suportado integralmente pelo orçamento municipal, na defesa do Património e valorização deste Nosso Mosteiro.

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