ARCOS DE VALDEVEZ DEBATE CINEMA DOCUMENTAL
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Em 1858, a intervenção do deputado Barros e Sá na sessão de 20 de Novembro da Câmara dos Senhores Deputados da Nação Portugueza, sob a presidência de Miguel Osorio Cabral, chamou a atenção para a administração da Justiça em Arcos de Valdevez e o conflito que então opunha o Administrador do Concelho em relação à Câmara Municipal e aos próprios funcionários judiciais, reflexo das disputadas partidárias que se registavam naquele concelho.
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Transcreve-se do respetivo “Diário” a intervenção daquele deputado:
O sr. Barros e Sá: — Visto que é esta a segunda vez que v. ex.ª tem a bondade de me conceder hoje a palavra, não deixarei de fazer uso d’ella, apesar de ter alguma difficuldade n'isso, porque não está na casa um digno deputado que sobre esta maioria tambem a pediu em uma das sessões passadas.
Sr. presidente, eu n'um dos dias da passada sessão legislativa chamei a attenção do nobre ministro da justiça para o estado de administração da justiça no concelho de Arcos de Val de Vez, e apresentei n’essa occasião a historia de um deploravel conflicto que tinha havido não só entre a camara e o administrador do concelho, mas entre o administrador do concelho, a camara e todos os empregados judiciaes. Quero persuadir-me de que s. ex.ª cumpriu a promessa que teve a bondade de fazer-me n’essa occasião; é certo porém que hoje o tal administrador do concelho, que não conheço e que acredito não seja tão mau como dizem uns, nem tão honesto como dizem outros, está pronunciado por crimes cuja enunciação faz medo, e apesar d'isso ainda está sendo administrador! Os crimes por que esta pronunciado são os seguintes: 1.°, por entrar na cadeia e ahi espancar os presos; 2.°, por fazer prender Manuel José Esteves, da comarca de Monção, sem estar pronunciado, quando passava por aquella villa munido de passaporte, e teve-o preso trinta e oito dias, sem o entregar ao poder judicial, apesar dos requerimentos do preso e ordens do governador civil; 3.°, por obrigar o juiz eleito da Gavieira, e ao seu substituto, a levar, a oito leguas de distancia, um preso a Melgaço; 4.°, por obrigar um empregado do contraio do tabaco a levar um officio a Monção; 5.°, porque dá franca protecção ao ladrão, sacrilego e assassino Manuel Pires Tróia de Soajo; 6.°, por ter obrigado tres jurados a fazer a guarda aos presos da cadeia, em consequencia de terem absolvido um réu; 7.°, porque tem mandado prender e soltar alguns individuos, sem culpa formada, e sem os entregar ao poder judicial; 8.°, porque levantou a ração a um préso; 9.°, porque, encontrando-se com o creado de José Bernardino da Costa Lobo, fe-lo apear á forra do cavallo, no qual montou, mandando o d'elle para casa; 10.°, por obrigar a José Rodrigues Cadeço a levar um caixão de pedra.
Finalmente são onze ou doze crimes, e qualquer d'elles é da bitola que a camara acaba de ouvir. Não quero saber se este homem é um grande criminoso, ou se é um homem digno de ser administrador de um concelho na provincia do Minho, o que eu digo é que um homem que esta pronunciado pelo poder judicial por estes crimes não póde nem mais um dia continuar á testa da auctoridade administrativa n'um concelho d’este paiz, porque é um escandalo inaudito que nas nações estrangeiras se não acreditará.
Sr. presidente, acresce mais que n’aquella villa e n’aquelle concelho ha dois partidos, um está addido ao administrador do concelho, e outro ao juiz de direito e ao delegado do procurado regio, quem é amigo de um é inimigo dos outros, quem falla a favor de dita os contrarios. Ora uma terra, assim dividida em duas parcialidades por causa dos empregados que ali e existem, acha-se n'um estado que não póde continuar. O que é certo é que está n'isto talvez ha mais de oito meses, o governo sabe-o, tem obrigação de o saber, e as providencias não têem apparecido.
Eu já annunciei uma interpellação ao nobre ministro do reino a este respeito. Não quero agora abusar da presença do nobre ministro da justiça para fazer a interpellação, que aliás reservo para tempo competente; mas é-me permittido, acredito eu, chamou-vos novamente a attenção do nobre ministro da justiça para que s. ex.ª pela sua parte faça com que aquelle conflicto desappareça, para que aquella terra entre em um estado normal.
O sr. ministro deve saber, e consta-me que o sabe, que o delegado do procurador regio requisitou da sua repartição a auctoridade legal para que o administrador do concellho seja accusado. Não posso acreditar nem me pode passar pela imaginação que os ministros da corôa neguem n’este caso a licença para a accusação; se porém a denegarem, como tem havido exemplos, não digo d’estes ministros, mas emfim de ministros da corôa, se se continuar a denegar a auctorisação, eu pedirei ao nobre ministro da justiça o seguinte. Muitos d’estes crimes não são commettidos no exercicio das funcções de administrador de concelho, muitos d’estes crimes são crimes particulares com os quaes nada tem garantia administrativa do poder executivo, e eu incessantemente pediria ao nobre ministro da justiça quizesse dar as suas ordens terminantissimas ao delegado do procurador regio para que, separando os crimes que são puramente administrativos d’aquelles que são crimes particulares, proceda contra estes nos termos regulares do processo, porque é necessario saber se o administrador do concelho é tão criminoso para ser punido ou é um homem innocente, para n’este caso, não continuar a estar sob a pressão de tão grandes atrocidades.
Parece-me que ate aqui não tenho mostrado animosidade contra o governo, porque não quero fazer d’isto questão politica e de opposição, quero unicamente convidar os nobres ministros a que façam entrar aquelle concelho n’um estado normal, e igualmente pediria a v. ex.ª que tivesse a bondade de prevenir o sr. ministro do reino sobre a necessidade que há da sua parte de tomar providencias e de vir responder à interpellação que eu lhe annunciei.
O sr. Ministro da Fazenda (Antonio José d'Avila): — Logo que o illustre deputado chamou a minha attenção sobre o estado com que se acha aquelle concelho, procurei todas as informações necessarias para adoptar as providencias que estivessem nas minhas attribuições; mas pela propria exposição que o nobre deputado fez à camara vê-se que este negocio pertence mais ao ministerio do reino do que no ministerio da justiça: por consequencia já vê a camara que não sou o ministro competente para dar ao nobre deputado, e espero v. ex.ª vir muito depressa satisfazer esse desejo.
O sr. Barros e Sa. — Mas pode fazer alguma cousa.
O Orador: — Sim, mas nao muito.
III Festival Gastronómico da Vitela Assada à Moda de Fafe. De 16 a 18 de Setembro na Praça das Comunidades
No próximo mês, Fafe volta a ser palco do maior Festival de Vitela Assada do país. De 16 a 18 de Setembro, a Praça das Comunidades recebe o III Festival Gastronómico da Vitela Assada à Moda de Fafe.
Durante três dias, vários restaurantes do concelho vão confeccionar, em forno de lenha, a sua melhor vitela assada, acompanhada do já tradicional vinho verde e finalizada com o típico pão de ló e os saborosos doces de gema.
O festival contempla também muita animação e boa disposição, com actuação de grupos musicais, jogos tradicionais e algumas surpresas.
Para o Presidente da Câmara Municipal de Fafe, Raul Cunha, esta terceira edição é o reafirmar da vontade em promover a gastronomia do concelho como elemento turístico de excelência.
“A vitela assada é o ex-libris da gastronomia fafense e merece todo o reconhecimento num festival com dimensões e condições ainda melhores que as do ano passado.
Em 2015, milhares de pessoas passaram pelo certame e toneladas de vitela foram cozinhadas. Foi uma aposta ganha. Esperamos que este ano se mantenha quer a qualidade do festival, quer a possibilidade de com ele promovermos turisticamente o nosso território."
Câmara Municipal apoia 2ª edição do Projeto ''Aldeia Feliz'' no concelho
O Município de Arcos de Valdevez tem levado a cabo um conjunto de políticas sociais essenciais à construção de um concelho mais coeso e solidário, das quais o apoio a projetos que visam a promoção do envelhecimento ativo, a sensibilização para a saúde e estilos de vida saudáveis e a identificação e redução dos riscos associados ao isolamento da terceira idade.
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Neste âmbito, e à semelhança de anos anteriores, o Município, de 01 a 04 de setembro volta a abraçar o Projeto “Aldeia Feliz”, promovido pelo núcleo de estudantes de Medicina da Universidade do Minho. O intuito primário desta comunidade de estudantes é levar a cabo uma intervenção de prevenção primária que diminua a curto e longo prazos os riscos associados ao isolamento e solidão na terceira idade, através de um trabalho local de proximidade em que farão um contato direto com a população vulnerável, identificando os principais problemas em relação à satisfação das necessidades básicas, enquadramento social de cada indivíduo, o seu nível de carência e estado socioeconómico.
Estes jovens, nos dias 1,2 e 3 de setembro irão realizar visitas a seis das freguesias mais isoladas no concelho (Soajo, Cabana Maior, Cabreiro, Sistelo, Rio Frio e Senharei) e no domingo de manhã (dia 4 de setembro), será promovida uma caminhada saudável no centro da vila de Arcos de Valdevez, seguida de uma sessão de formação sobre a temática da desertificação e o envelhecimento da população, no Centro de Informação e Turismo Municipal (CMIT).
A partir desta avaliação serão implementadas medidas de apoio imediato direcionadas e adaptadas a cada caso, que poderão passar por conselhos, rastreios e educação para a saúde ou até mesmo referenciamento dos casos mais graves para as autoridades competentes.
Para o Município de Arcos de Valdevez é essencial criar estratégias de intervenção, concertar esforços com as várias entidades locais de solidariedade social e apoiar os vários projetos sociais de modo a responder às reais necessidades sentidas pela população arcuense, promovendo a inclusão social, apoiando os mais desfavorecidos e combatendo o abandono e o isolamento da população idosa no concelho.
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O Sporting Clube de Braga e o Deportivo da Corunha defrontam-se no próximo dia 2 de setembro em Melgaço. O jogo, um treino já para o próximo campeonato, acontece pelas 17h00, no Estádio Municipal de Melgaço.
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O Centro de Estágios de Melgaço é um espaço idealizado e construído de forma a oferecer um serviço de elevada qualidade, com equipamentos adjacentes que visam a atividade desportiva, tanto na vertente lúdica como na vertente competitiva ao mais alto nível. O complexo constitui-se como um pólo dinamizador do desenvolvimento do desporto, lazer e turismo na região e posiciona-se como um dos mais modernos, melhor equipados e mais completos complexos desportivos.
Divide-se em duas grandes áreas: a área de lazer, com diversos equipamentos que permitem a prática do desporto de manutenção e equipamentos destinados a atividades lúdicas e culturais; e a área destinada ao desporto de alta competição, servida por infraestruturas capazes de acolher diversas modalidades, tanto para competição como para treino. É nesta última área que se situa o Centro de Estágios, dotado de um conjunto de equipamentos próprios, disponibilizados em exclusivo aos clubes em estágio. É composto por estádio de futebol, pista de atletismo, campo de treinos, balneários, clube saúde, ginásio de manutenção, salas de tratamentos e massagem, entre outros. Estes equipamentos encontram-se vedados ao exterior, mas interligados entre si, visando oferecer as condições necessárias a um melhor estágio, em segurança, tranquilidade e com privacidade.
O complexo tem sido uma opção para muitos atletas, uma mais-valia para o concelho na medida em que potencia a marca Melgaço e tudo o que a referida aporta a vários níveis, como a gastronomia, cultura, história, costumes, desporto de Natureza entre outros.
Condicionamentos à normal circulação de trânsito – Noite Branca Braga 2016
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O Município de Braga informa que, por motivo da realização do evento ´Noite Branca Braga 2016´, que decorre de 2 a 4 de Setembro, estão previstos os seguintes condicionamentos de trânsito:
- É proibido o trânsito automóvel na Praça Municipal e Rua de Santo António das 14h00 do dia 02 de Setembro até às 23h59 do dia 04 de Setembro;
- É proibido o estacionamento automóvel na Praça Municipal e Rua de Santo António das 09h00 do dia 01 de Setembro até às 23h59 do dia 04 de Setembro;
- O arruamento a Nascente de edifício municipal na Praça Municipal fica encerrado ao trânsito automóvel a partir das 19h00 do dia 29 de Agosto até às 23h59 do dia 04 de Setembro;
- É proibido o estacionamento automóvel na Rua D. Frei Caetano Brandão, desde a Praceta Comendador Torres de Almeida até ao cruzamento com a Rua D. Diogo de Sousa das 14h00 do dia 29 de Agosto até às 23h59 do dia 4 de Setembro;
- É proibido o trânsito automóvel na Avenida Visconde Nespereira das 14h00 do dia 03 de Setembro às 07h00 do dia 04 de Setembro;
- É proibido o estacionamento automóvel na Avenida Visconde Nespereira das 19h00 do dia 01 de Setembro até às 23h59 do dia 04 de Setembro;
- É proibido o trânsito automóvel no arruamento entre a Praça Conselheiro Torres de Almeida e a Rua Alferes
Alfredo Ferreira das 19h00 do dia 02 de Setembro às 02h00 do dia 03 de Setembro e das 19h00 do dia 03 de Setembro até às 04h00 do dia 04 de Setembro;
- É proibido o estacionamento automóvel no arruamento entre a Praça Conselheiro Torres de Almeida e a Rua Alferes Alfredo Ferreira das 14h00 do dia 02 de Setembro às 02h00 do dia 03 de Setembro e das 14h00 do dia 03 de Setembro até às 04h00 do dia 04 de Setembro.
Condicionamento do Acesso ao Parque de Estacionamento do Campo da Vinha
- O acesso ao Parque de Estacionamento do Campo da Vinha pela entrada da Praça Conselheiro Torres e Almeida, assim como a respectiva saída, serão fechadas entre as 19h00 do dia 02 de Setembro até às 02h00 do dia 03 de Setembro e das 19h00 do dia 03 de Setembro até às 04h00 do dia 04 de Setembro;
- Nestes horários o acesso ao Campo da Vinha será efectuado pela entrada da Avenida Visconde de Nespereira (junto ao edifício gnration), estando disponíveis todas as restantes saídas do parque.
Agradecemos aos Órgãos de Comunicação Social a melhor divulgação possível para estas informações.
Gandarela´s Fest um festival alternativo em Celorico de Basto
A DJ Olga Rayzanova foi a grande atração do Gandarela´s Fest, um festival de música alternativa que teve lugar em Gandarela de Basto, aquando das festas em honra da senhora de Oliveira, no dia 12 de agosto.
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Organizado pelo 4º ano consecutivo por um grupo de amigos, o Gandarela´s Fest é o único festival a ter lugar em Celorico de Basto. Este ano contou com a presença da conceituada DJ Olga Rayzanova, dos Orangotando, do Dj Mariska, do Dj Fanzi e do DJ Bones.
A organização mostrou-se satisfeita com a adesão a este festival. “Não podemos baixar a fasquia, temos cada vez mais festivaleiros a procurar o Gandarela´s Fest pela qualidade do mesmo. A aposta na Olga Rayzanova foi aposta ganha, porque enchemos o recinto e atraímos pessoas oriundas de vários pontos de Portugal” disse José Sousa, da Organização. “Temos por objetivo lançar este festival para o nível de muitos que se promovem em Portugal, e vamos no bom caminho”.
Este festival contou com o apoio da Câmara Municipal de Celorico de Basto e de outras entidades que se quiseram associar a um evento que cresce a cada edição.
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Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de S. Bartolomeu do Rego apresentou o XVII festival de folclore em Celorico de Basto
Celorico de Basto mostrou mais um festival de folclore, desta vez na freguesia do Rego tendo como anfitrião o Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de S. Bartolomeu do Rego. Um festival, único no concelho, pelo cariz infantil e juvenil, que vai já na XVII edição, que decorreu no dia 20 de agosto, junto à igreja da freguesia do Rego.
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“Ver estes jovens a dançar com tanta alegria é sinónimo de que o trabalho está a ser bem feito e que as entidades envolvidas sabem cativar os mais jovens para a preservação desta arte. É preciso que estas tradições, que representam a nossa identidade, se mantenham ao longo dos tempos” disse o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva, um dos convidados para a XVII edição deste festival.
Por coincidência este festival antecedeu a festa da Senhora da Saúde e a festa de S. Bartolomeu do Rego, duas festividades organizadas naquela freguesia. No entanto, “não existe uma data fixa para este festival” disse Adélia Vaz, porta-voz do grupo anfitrião. Um festival que acontece no mês de agosto e que procura manter vivas as tradições do folclore. “Enquanto houver jovens para dançar continuaremos a valorizar o folclore. De facto, temos tido algumas baixas por causa do trabalho e dos estudos mas temos sempre gente nova a entrar e enquanto isso acontecer, este grupo manter-se-á” realçou.
O XVII festival contou com quatro grupos convidados sendo eles o Rancho Folclórico Flores de Monfirre em Mafra, o Rancho Etnográfico Infantil e Juvenil da Borda do Campo da Figueira da Foz, o Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Gondarém de Vila Nova de Cerveira, e o Rancho Folclórico dos Amigos do Castelo de Celorico de Basto.
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‘O Lourenço de Braga’ trouxe largas centenas ao Passeio Literário
Largas centenas de pessoas participaram no sábado à noite, 27 de agosto, no Passeio Literário organizado pela Câmara Municipal, através do Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto e da Biblioteca Municipal Dr. António Teixeira de Carvalho, que levou os participantes por um percurso que teve início na Praça José Salreta (Quinchoso) e que terminou no Souto Longal, sempre guiados pelos atores do Centro de Teatro.
Uma noite cultural diferente cheia de encontros, vivências e recordações, cheia de emoções e muitos risos à mistura.
Dinamizado pelo quarto ano consecutivo, o Passeio Literário destacou em 2016 a obra ‘O Lourenço de Braga’ de José Salreta, um projeto que tem como objetivo dar a conhecer autores locais e revitalizar espaços fora do comum.
O passeio literário contou com a participação especial dos Amigos da Concertina ‘Águias de Painzela’.
Ao evento associaram-se o presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, e o vereador Alfredo Magalhães.
Com esta iniciativa, pretendeu-se criar um itinerário literário através das peripécias, pensamentos e sentimentos de algumas das personagens d’ ‘O Lourenço de Braga’, aproximando a comunidade à obra literária, ou seja, ao património material e imaterial de Cabeceiras de Basto. Uma aposta na cultura, na literatura e no turismo local.
O dramaturgo e encenador José Salreta viveu em Cabeceiras de Basto e dá nome à praceta em frente ao Quinchoso. Nascido em Lisboa trabalhou numa companhia de teatro itinerante que veio a Cabeceiras de Basto no início do século XX. Apaixonou-se por uma cabeceirense de Abadim e decidiu ficar. Dinamizou o teatro no concelho com diversas encenações, foi fundador do Jornal de Cabeceiras e aqui constituiu família.
José Salreta nasceu a 23 de fevereiro de 1873, em Lisboa, e morreu a 13 de janeiro de 1954.
A obra
Trata-se de uma comédia de costumes que envolve uma grande confusão com os ‘Lourenços’, nome que na altura era vulgar entre os homens de Braga. Com tantos enganos, só há um rapaz capaz de ajudar a solucionar tamanha confusão: um outro Lourenço, mais conhecido como o Lourenço de Braga.
Ponte de Lima já está em festa! Acaba de ser distribuído o nº 33 da II Série da revista “O Anunciador das Feiras Novas”, publicação anual de informação, cultura, turismo e artes limianas, invariavelmente editada e distribuída por ocasião dos festejos das Feiras Novas, em Ponte de Lima, antecipando a sua própria realização.
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Ainda os bombos dos zés pereiras não começaram a rufar a anunciar a festa e já a revista “O Anunciador das Feiras Novas” nos convoca para a romaria em honra de Nossa Senhora das Dores, aquela que é justamente considerada uma das mais grandiosas e genuínas romarias de Portugal – as Feiras Novas de Ponte de Lima – a que se lhe juntam as feiras francas, a estúrdia e o arraial.
As Feiras Novas são o expoente máximo da exuberância que muito bem caracteriza o minhoto em todos os aspetos da sua vida: no trabalho e na Fé, no trajar e no comer, quando a vida lhe corre de feição e quando ela lhe reserva as maiores contrariedades. E, até quando é forçado a emigrar para terras distantes ou é destacado para a guerra como sucedeu nos começos do século passado, ele não se esquece de levar consigo a concertina e o cavaquinho, o bombo e as castanholas e, por onde passa, contagia todos à sua volta com a sua maneira de ser alegre e vitorioso. Não admira, pois, que tenham sido precisamente aos minhotos que coube a nobre e histórica incumbência de fundar a nossa nacionalidade!
A revista “O Anunciador das Feiras Novas” é propriedade da Associação Empresarial de Ponte de Lima e coordenação de Alberto do Vale Loureiro. Contando com a valiosa contribuição de um leque variado de colaboradores, a revista aborda os temas mais diversos relacionados com Ponte de Lima, como a História, turismo, gastronomia, botânica, literatura, desporto e genealogia, constituindo ainda uma montra do comércio, industria e serviços que concorrem para o progresso económico e social do concelho.
Mas, ninguém melhor do que o próprio Coordenador da revista “O Anunciador das Feiras Novas”, o sr. Alberto do Vale Loureiro, a quem Ponte de Lima e os limianos devem a edição de tão magnífica publicação para descrever a epopeia que desde o primeiro número tem constituído este notável esforço de engrandecer as Feiras Novas com uma revista de grande qualidade gráfica e de conteúdo que a tornam uma referência na imprensa do Minho. É que, ao contrário do que frequentemente sucede nos tempos que correm, o seu layout não constitui um embrulho de fantasia para impressionar os leitores sem mais-valia cultural ao nível de conteúdo. Nesse sentido, publicamos as palavras que ele próprio proferiu na homenagem que em 30 de agosto de 2013 lhe foi prestada, por ocasião do 30º aniverário da revista.
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“Quando em Junho de 1984 me aflorou a ideia de avançar com a edição de uma revista que enriquecesse o meio cultural de Ponte de Lima, nem por sombras antevia que a sua longevidade atingisse 25 anos de publicação ininterrupta.
Nessa altura, renascia então “O ANUNCIADOR DAS FEIRAS NOVAS” em II série, com 88 páginas, publicação modesta, de acordo com as possibilidades da época. A aceitação foi do agrado geral e, a partir daí, jamais deixou de se publicar.
Apesar das dificuldades acrescidas de ano para ano e do esforço despendido, o “Anunciador” foi crescendo atingindo hoje (2008) as 224 páginas.
Em todas as publicações procuramos fazer sempre o melhor, nunca nos furtando às responsabilidades inerentes e procurando satisfazer os anseios e críticas advindas dos apreciadores da revista. Acatamos as situações de encorajamento e recebemos os elogios de forma responsável. Acima de tudo procuramos fazer algo de útil em prol da cultura limiana. Disso estamos cientes.
No entanto fomos reparando que a façanha empreendida criava uma empatia no seio da comunidade limiana e não só! Veja-se, por exemplo, que instituições públicas nacionais como a Universidade de Coimbra, através da sua biblioteca nos fazia chegar via postal, personalizado, solicitando o envio do “Anunciador”; a Universidade de Mato Grosso, no Brasil, por forma intermediária de um comerciante limarense já falecido, proprietário da Casa Pimenta, também se interessou pela publicação; o Director da RTP na altura, Carlos Miguel de Abreu de Lima de Araújo, escrevia-me num cartão-de-visita da própria Rádio Televisão Portuguesa tecendo os maiores encómios ao trabalho literário da revista e pedia o seu envio. Muitas outras personalidades de relevo social de outras regiões se interessaram pela sua publicação e, o que muito nos apraz registar, são muitos os que a coleccionam.
Com cada vez maior adesão de colaboradores literários que deram sempre, de forma generosa, um excepcional contributo cultural, dando a conhecer a história, a etnografia, os momentos sócio-culturais, os mais diversos, as vivências da sociedade, as peripécias próprias de outras épocas, as artes, o ambiente, o destaque das figuras notáveis nos mais diversos sectores e o tipicismo das gentes limianas, num conjunto apelidado, e bem, de TERRA RICA DA HUMANIDADE – “O ANUNCIADOR” foi captando cada vez mais a admiração e o carinho dos seus leitores.
Momento propício, agora, para prestarmos homenagem aos Colaboradores que fisicamente já não fazem parte do mundo dos vivos – a Parca os levou – mas cuja memória se eternizou através dos escritos que nos legaram. Assim lembramos:
- O Dr. Rui Brandão Leite Braga (professor e escritor); o etnógrafo Amadeu Costa; o médico e escritor, Dr. José Crespo; o Dr. João marcos (poeta e escritor); Aníbal Marinho, publicista e poeta; Laurinda carvalho Araújo, professora, poetisa e escritora; Severino Costa, escritor e jornalista; António Manuel da Silva Vasconcelos, conhecido pelo pseudónimo (António Porto-Além) poeta e professor e por fim, e de forma propositada, Maria Emília Sena de Vasconcelos (memorialista e poetisa).
Perdoem-me que me detenha uns breves instantes com esta senhora de grande distinção e fino trato, dotada de elevada cultura e valores morais, com quem primei de um modo muito particular. Figura relevante nas letras e na poesia, dedicada etnógrafa, poliglota, conhecedora irrepreensível do meio social da região, viajou mundo fora. Era admirável a sua caligrafia. Tanto em manuscrito como imitava, de forma perfeita a letra de impressa. Possuo alguns desses documentos em cartas que me escrevia nas quais me tratava como “velho amigo Vale”. Era de uma generosidade e disponibilidade notáveis.
Mas a II série d’ “O Anunciador das Feiras Novas” também tem por objectivo homenagear o seu fundador – Augusto de Castro e Sousa – que em 1947 fez sair o 1º número e a quem pedi a anuência de continuar o seu trabalho solicitando-lhe me desse permissão para utilizar o título e em cujo 1º número da II série (1984) convidei o meu bom amigo e competente mestre de artes gráficas para escrever a nota editorial.
O “Anunciador” prosseguiu o seu caminho. Durante 22 anos conseguimos aguentar toda a carga de preparação até chegar à oficina gráfica, contactando os patrocinadores pessoalmente, acompanhando a sua feitura na paginação e consequente impressão, fazendo a distribuição pelos anunciantes com a ajuda de minha esposa e meus dois filhos que, mesmo já sendo licenciados e com mestrado me deram todo o apoio necessário até onde puderam. Depois ainda havia a função de receber o contributo dos patrocinadores para a liquidação da conta da gráfica. Começava todo este trabalho em Abril e só terminava em finais de Setembro.
Mas como em tudo na vida, há um tempo limite que nos impede de prosseguirmos o caminho com a mesma força e vigor, foi então que chegado o nº22 ficou encarregada de angariar a publicidade e fazer a respectiva distribuição a Associação Empresarial de Ponte de Lima a quem havia oferecido em 1986, sem qualquer compensação todos os direitos da revista, responsabilizando assim a mesma na sua publicação caso algo acontecesse que me impedisse de continuar o meu trabalho. Em resumo: o fundador foi Augusto de Castro Sousa; a reedição e propriedade em II série foram da minha responsabilidade e a partir de 1986, por questões burocráticas, passei a propriedade para a Instituição representante dos comerciantes e industriais de Ponte de Lima, continuando, no entanto, até aos dias de hoje, a manter o estatuto de reeditor e coordenador.
E porque o esforço feito para manter a publicação não pertence só ao coordenador, aqui deixamos um agradecimento muito sincero aos Colaboradores que, assiduamente, nos brindam com os seus escritos e mantêm vivos os valores da história e cultura da região limiana.
Ao Comércio e à Indústria que, apesar das dificuldades próprias duma luta insana que travam pela vida, não deixam de mostrar a atenção que dispensam à valorização e promoção do Concelho. Sem a sua presença não seria possível concretizar este trabalho.
A todos a maior gratidão.
Por fim aos mentores deste convívio comemorativo expresso a minha admiração pela feliz ousadia.”
Discurso publicado em http://acoutinhoviana.blogspot.pt/
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Publicação é distribuída gratuitamente a partir de amanhã em Vila Nova de Famalicão
O 15.º aniversário da Casa das Artes é o grande destaque de uma nova edição do Boletim Municipal de Vila Nova de Famalicão que a Câmara Municipal começa a distribuir nos próximos dias. Quinze anos depois da sua entrada em funcionamento, a Casa das Artes continua com o fôlego das grandes casas de espetáculos do século XXI e mantém-se como um dos principais polos irradiadores de cultura e de formação de novos públicos do país.
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A edição de setembro do Boletim Municipal, que é um dos meios de comunicação utilizados pela autarquia para manter os famalicenses informados sobre as várias dinâmicas que acontecem diariamente no município, tem por isso justificado o foco neste incontornável equipamento cultural do país, traçando um pouco do seu historial, das suas valências e das suas apostas futuras.
O tema serve como ponto de partida para a explanação de vários conteúdos de natureza cultural que estão a ser desenvolvidos em Vila Nova de Famalicão, com o Presidente da Câmara Municipal a reafirmar a área como “uma aposta estratégica do município”.
“A Casa das Artes é apenas um dos polos difusores de cultura em Vila Nova de Famalicão. A dinamização da Rede Museológica Municipal, composta por 13 museus, e a salvaguarda e valorização do património material e imaterial do concelho, são outras faces da mesma ambição de fazer de Vila Nova de Famalicão um concelho moderno, esclarecido e aberto ao mundo. A formação cultural é a chave para lá chegar”, refere Paulo Cunha no editorial que abre a publicação.
Mas há espaço na publicação para conteúdos informativos de outras dimensões do dia-a-dia famalicense. “Este boletim de tudo um pouco nos diz, refletindo a dinâmica municipal dos últimos meses. Editamos esta publicação com muito carinho, não com o intuito de dizer o que fazemos, porque isso os famalicenses descobrem-no naturalmente, mas antes como mais um contributo para reforçarmos junto dos famalicenses o orgulho que sentem por fazerem parte deste grande projeto coletivo chamado Vila Nova de Famalicão e para que, cada vez mais, desfrutem e se envolvam com a sua comunidade.
O Boletim Municipal tem uma tiragem de 30 mil exemplares e é distribuído gratuitamente, de forma não endereçada, no território concelhio. Quem não o receber em casa, pode facilmente levantar um exemplar nos diversos organismos municipais dispersos pelas freguesias do concelho e inclusivamente nas próprias Juntas de Freguesia.
Outra opção de leitura é através do formato digital, disponível para consulta e download a partir de hoje no portal do município em www.vilanovadefamalicao.org.
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