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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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AMADEU COSTA FOI O GRANDE DIVULGADOR DAS MAIS GENUÍNAS TRADIÇÕES DAS GENTES DE VIANA DO CASTELO

Vianenses pretendem que seja prestada a homenagem que lhe é devida

Amadeu Costa é uma figura incontornável da cultura tradicional de Viana do Castelo, pelo estudo e divulgação que dela realizou ao longo de toda a sua vida. A ele se deve, entre outros aspetos, o incansável estudo dedicado a Viana do Castelo e aos usos e costumes locais, mormente o traje tradicional, além da organização das Festas de Nossa Senhora d'Agonia.

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Em devido tempo, a Câmara Municipal de Viana do Castelo publicou as suas obras completas. Na coleção dedicada ao folclore conta-se “Festas e tradições populares (2001), “Traje, artesanato e tradição” (2012), “Tradições da Ribeira” (1998). Por seu turno, a coleção “História e Memórias de Viana” inclui “Figuras e personalidades”, “Sítios, monumentos e obras de arte”, “Teatro” e “Tradições várias”

A Amadeu Costa deve Viana do Castelo, em grande medida, a criação de um museu dedicado ao traje regional – o Museu do Traje – o qual veio a instalar-se em 1996, no edifício do Banco de Portugal.

Foi ele que organizou a exposição Traje Regional, a primeira que aqui se realizou e, no ano seguinte, organizou também a exposição que marcou a inauguração do Museu: Ambientes Regionais e Trajes, razão pela qual foi atribuído o seu nome a uma das suas salas do Museu do Traje. Um museu, aliás, que deveria merecer maior atenção por parte de muitos responsáveis de grupos folclóricos representativos da nossa região com vista a uma representação mais rigorosa dos nossos trajes tradicionais.

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Há 5 anos, os seus descendentes doaram ao Museu do Traje de Viana do Castelo uma valiosa coleção de trajes que pertenciam a Amadeu Costa, a qual inclui algibeiras, aventais, saias, coletes, casacas, camisas, lenços, calçado, meias, toalhas e trajes de homem e mulher.

Garantem muitos vianenses que, no seu tempo, por ocasião das Festas de Nossa Senhora d’Agonia, Amadeu Costa não autorizava a entrada no cortejo de meninas com unhas pintadas ou de gel, com maquilhagem ou outros assessórios que desvirtuam a autenticidade da representação das nossas tradições, condição que nos tempos que correm parece não estar completamente garantida.

O semanário vianense “Falcão do Minho” apresenta o ilustre etnógrafo nos seguintes termos: “Amadeu Costa, de seu nome completo Amadeu Alberto Lima da Costa, nasceu no Bairro da Ribeira, mais propriamente na Rua do Loureiro (no troço hoje denominado Rua Monsenhor Daniel Machado), a 23 de Outubro de 1920, filho de Manuel José Costa, piloto-mor da Barra do Porto de Viana do Castelo.

O seu espírito aberto, a sua inata simpatia, a sua admirável comunicabilidade, a bonomia, tolerância e humildade de que sempre deu provas, fizeram dele uma pessoa muito considerada e respeitada.

Amadeu Costa dedicou-se à investigação e a interpretar, nos mais íntimos pormenores, os usos e costumes e as tradições tanto da cidade (principalmente da Ribeira) como de todo o concelho.

Todo esse imenso saber que adquiriu, aliado à sua fina sensibilidade para as artes e bom gosto de decorador, revelaram Amadeu Costa em diversificados eventos e dotaram-no de um aureado estatuto de artista no campo da decoração, etnografia, caligrafia, etc. Em reforço de tudo isto, deve dizer-se que, além da família, ou juntamente com ela, a Princesa do Lima era a sua grande paixão. Na realidade, foram inúmeras as actividades desenvolvidas e promovidas por Amadeu Costa em prol da manutenção dos costumes, das tradições e da cultura regional.”

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PORTUGAL EXPÕE CARTOGRAFIA NO URUGUAI

Exposição Cartográfica Portuguesa em Rivera, no Uruguai

No âmbito do estreitamento dos laços culturais entre o departamento de Rivera e a Embaixada de Portugal, foi inaugurada em 21 de julho no museu do património de Rivera, a amostra cartográfica " Portugal na região platina, séculos XVIII e XIX ", contando com o apoio da Câmara do comércio uruguaio portuguesa.

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A amostra, organizada pelo exército português, contém 24 mapas, considerados os mais significativos da coleção da Direção dos Serviços de Engenharia do Exército Português.

Além de proporcionar o conhecimento de alguns aspetos da Cartografia Militar Portuguesa dos séculos XVIII e XIX, a exposição pretende homenagear uma etapa esquecida da história da ciência em Portugal.

"Portugal na região platina, séculos XVIII e XIX" estará em exibição até 31 de agosto.