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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VILA VERDE DÁ A CONHECER SABERES E SABORES DO MUNDO RURAL

Saberes e sabores do mundo rural trazem milhares a Vila Verde no primeiro fim-de-semana da Rota!

A Rota das Colheitas começou com uma dinâmica impressionante, com milhares de pessoas a passarem pelo concelho de Vila Verde para participarem nas quatro iniciativas agendadas para o primeiro fim-de-semana de agosto, que se prolongam até ao final do dia de hoje. Além da malhada tradicional do centeio, que decorreu ontem (06 de agosto) na freguesia de Gondomar, também Soutelo, Lanhas e Freiriz estiveram em festa, a celebrar o mundo rural.

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O VII Arraial do Melão Casca de Carvalho deu o pontapé de saída na programação turístico-cultural que se estende até ao fim de novembro. Todos os fins-de-semana há iniciativas diversificadas dedicadas à promoção das raízes da cultura minhota. A freguesia de Soutelo voltou a participar com um bom arraial à moda do Minho, que aliou a excelência da gastronomia regional à alegria da música popular para uma combinação de sucesso. A estes predicados juntaram-se outras atividades, planeadas com o intuito de enriquecer o programa, como o passeio a cavalo, o passeio de motorizadas antigas e o encontro de folclore. Um evento que visa também receber de braços abertos os emigrantes que encontram no arraial minhoto uma excelente forma de matarem saudades da terra que os viu nascer.

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Saborear Lanhas com arroz de feijão e pataniscas

A gastronomia é o atrativo principal em Lanhas, onde não falta também a música popular e o folclore para animar o espírito depois de o corpo ter as energias carregadas. A música alegra o ambiente, mas a cozinha regional é mesmo a estrela maior da festa. O arroz de feijão malandro e as pataniscas têm saído a voar e também não é caso para menos. É tudo feito na hora, com a mestria de mãos calejadas nestas andanças, lembrando a cozinha tão apreciada das nossas mães e avós. O ‘Saborear Lanhas’, 6 e 7 de agosto, preparou-nos verdadeiras iguarias que têm deliciado os visitantes os visitantes.

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Cozinha minhota e animação tradicional em Freiriz

A freguesia de Freiriz estreou-se este ano na Rota com uma iniciativa em que tiveram lugar de destaque a animação tradicional e a cozinha regional. Durante a tarde, foram colocados insufláveis no recinto, para diversão dos mais jovens. As barraquinhas de petiscos regionais foram chamando os populares ao recinto e deram o mote para o serão animado que se avizinhava. O Grupo de Concertinas de Freiriz fez as honras da casa e presenteou o público com um concerto animado e divertido. De seguida, os jovens puderam mostrar todo o seu potencial no show de talentos. A festa continuou noite dentro com música de DJs.

Um cartaz rico e diversificada a abrir a programação turístico cultural, Na Rota das Colheitas, do Município de Vila Verde, que de agosto a novembro se desdobra em iniciativas que vão levar os participantes numa viagem pelas raízes da cultura e da tradição minhota.

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MUSEU DE PAREDES DE COURA RECEBE FESTA DO EMIGRANTE

Lançamento do catálogo da exposição “Impressão Digital”

9 agosto | 20h00 | Paredes de Coura

O Museu Regional de Paredes de Coura volta a acolher esta terça-feira, 9 de agosto, pelas 20h00, a Festa do Emigrante. Uma manifestação de alegria, afetos e boas vindas a estes filhos da terra com os quais os courenses têm uma “dívida de gratidão e reconhecimento”.

“Os emigrantes são pessoas corajosas, dispostas aos maiores sacrifícios e a fazer aquilo que nunca fizeram em prol das suas famílias e do bem-estar daqueles que lhes são mais próximos”, acrescentou o presidente da Câmara de Paredes de Coura, Vitor Paulo Pereira, que mais uma vez elegeu o Museu Regional como o espaço privilegiado para receber tão ilustres courenses.

Petiscos tradicionais e muita música, nomeadamente pelo Grupo de Cantigas da Associação de Padornelo e pelo Grupo de Cantares Ré Maior da Associação de Mozelos dão as boas vindas a estes filhos da terra, num reencontro em ambiente descontraído com courenses dos quatro cantos do Mundo: “Queremos criar um ambiente familiar de regresso a casa, a esta que é a casa de nós todos”, explica Vitor Paulo Pereira, para quem a música e os cantares tradicionais “contribuirão para criar a desejada atmosfera familiar”, à qual também se juntam as indispensáveis iguarias e petiscos do Alto Minho e tão características de Paredes de Coura.

Aproveitando o simbolismo da iniciativa, será também lançado o catálogo da exposição “Impressão Digital em Terras de Coura”, concebida por Cláudia Freire e Jorge Murteira, que recentemente foi galardoada com uma menção honrosa do Prémio Inovação e Criatividade atribuído pela APOM – Associação Portuguesa de Museologia.

Num calendário recheado de iniciativas, a Festa do Emigrante é mais um dos pontos altos destas Festas do Concelho que se prolongam até 14 de agosto -- o Dia do Concelho é a 10 de agosto --, e que trazem a Paredes de Coura muita música, zés pereiras, grupos de bombos, ranchos folclóricos, bandas de música, cortejo etnográfico, fogo-de-artifício e a majestosa procissão em honra de Nossa Senhora das Dores. Há ainda a registar os arraiais noturnos com os Kalhambeke, Hugo Band, Orquestra Royal e Night Shadow, que oferecem por estes dias um colorido ímpar a esta vila no coração do Alto Minho.

BRAGA CERTIFICA VIOLA BRAGUESA

Certificação da Viola Braguesa é factor de projecção do território. Projecto em destaque na Feira de Artesanato de Vila do Conde

O processo de certificação da Viola Braguesa esteve esta Sexta-feira, dia 5 de Agosto, em destaque na Feira Nacional de Artesanato de Vila Conde onde se realizou uma sessão de esclarecimento dirigida a construtores, tocadores e colecionadores. A iniciativa contou com a presença de António Barroso, em representação do Município de Braga, e de Teresa Costa, directora-geral da Adere-Minho, enquanto entidade certificadora.

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Segundo António Barroso, a certificação da Viola Braguesa é uma forma de assegurar que as tradições e os valores se mantêm fiéis à sua identidade. “A Câmara Municipal definiu como prioridade a valorização do património nas suas mais diversas vertentes. É por isso que consideramos a Viola Braguesa um factor de atracção e projecção do território”, afirmou, numa sessão abrilhantada por Paulo Rocha e Xico Malheiro.

O representante do Município lembrou que Braga possui um vasto número de produtores de referência de instrumentos musicais, sendo mesmo considerada a pátria da Viola Braguesa. “Entendemos que era importante dar este passo ambicioso e avançar para o processo de certificação, garantindo desta forma a sua preservação, promoção e manutenção dos padrões de qualidade definidos”, adiantou, sustentando que este é também um “exemplo que Braga dá a outros Municípios”.

Recorde-se que o processo de certificação deste instrumento musical é liderado pelo Município de Braga, sendo a Adere-Minho o organismo de certificação.

A existência da Viola Braguesa, também designada de viola de Braga, surge documentada desde o século XVII e é o instrumento mais popular do Noroeste Português entre o Douro e Minho. Toca-se a solo ou no acompanhamento do canto em “Rusgas”, “Chulas” e “Desafios”. Como todas as Violas Portuguesas, a Braguesa pertence a um género musical exclusivamente lúdico e festivo e integra o mesmo tipo fundamental comum a todos os cordofones da família das ”guitarras” espanholas e europeias, a que pertence.

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Feira de Artesanato mostra espólio de Domingos Machado

A edição deste ano da Feira Nacional de Artesanato de Vila do Conde destaca os “Artesãos do Som”, com a presença de cerca de duas dezenas de artesãos de instrumentos musicais que, ao vivo, demonstram os seus talentos e mestria na construção de cordofones (instrumentos musicais em que o som é produzido por uma corda tensa), idiofones (instrumentos em que o som é produzido pelo corpo do instrumento), membranofones (instrumentos cujo som resulta de uma membrana, ou de uma pele esticada) e aerofones (instrumentos em que o som é produzido pela vibração do ar).

Na parte central do recinto do evento, está patente uma exposição com as «13 Fases de Construção de Um Cavaquinho», baseada no espólio que o artesão Bracarense Domingos Machado reúne no Museu dos Cordofones, em Tebosa.

Inaugurado em 1995, este é um museu privado criado pelo artesão violeiro que mantém a mais completa coleção de cordofones portugueses: guitarras, cavaquinhos, banjos, banjolins e bandolins, violas clássicas e violas típicas (beiroa, braguesa, da terra).