O historiador e poeta Artur Ferreira Coimbra publicou recentemente mais um livro de poemas cuja apresentação teve lugar no passado dia 16 de junho, na Sala Manoel de Oliveira, em Fafe, perante numerosa assistência que encheu por completo aquele espaço. Em representação da Câmara Municipal de Fafe esteve presente o Vice-presidente Pompeu Martins. A obra foi apresentada por César Freitas, professor e diretor da Escola Superior de Educação de Fafe e autor do prefácio, tendo ainda contado com a intervenção do poeta Carlos Afonso, professor da Escola Secundária de Fafe, que subscreve o posfácio. A anteceder a sessão de apresentação da obra, o Coro de Pais e Amigos da Academia de Música José Atalaya, sob a direção do maestro Tiago Ferreira brindou os presentes com a sua atuação.
“Esta é a viagem mais íntima, pessoal e singular do meu percurso poético de mais de quatro décadas, mantendo embora, penso, as linhas essenciais que venho tecendo com livre a pausada regularidade.
Simbolicamente, quis associar aos efémeros 60 anos de existência uma obra que dissesse de mim o que nem as fontes e as rãs adivinhariam.” – é com estas palavras que Artur Ferreira Coimbra começa por introduzir o leitor no espírito da sua mais recente obra poética: “60 Poemas”.
Em toda a obra perpassa um misto de memórias e afetos, sentimentos e nostalgia por tudo o que de mais relevante representou para o poeta, sobressaindo as coisas mais singelas da vida como as recordações de infância no lar paterno e o esvoaçar das andorinhas, as laranjeiras em flor e a frescura do orvalho matinal. Mas, também, revelando uma sublime intensidade, os afetos que o ligam à família, a quem aliás dedica a obra: “À Minda, pilar eterno da minha vida / Vértice doirado dos meus amores / À Mónica e ao João, adorados filhos / Meus conseguidos poemas maiores!”.
Como não podia deixar de suceder, muitos dos poemas são dedicados à terra que é sua – Fafe – como a Nossa Senhora de Antime, ou ainda às suas gentes, lembrando os emigrantes.
São de Carlos Afonso, autor do Posfácio, as seguintes palavras que definem bem a escrita do poeta: “Numa consciência de poeta natural, sincero, claro, determinado, sonoro, apolíneo, Artur Ferreira Coimbra não se esconde por detrás dos versos, reflecte-se numa abrangência criativa, localizadora, redentora, pessoal e silábica, em busca de um belo perfeito, eternamente por achar”.
E, como as palavras são como os frutos, transcrevo parte de um poema para que os leitores o possam saborear de maneira a abrir o apetite para a leitura da poesia de Artur Coimbra:
Memórias do grão e do pão
Eu sei do grão, doirado e luminoso
E da leiva fumegante e maternal
Talhada pelo ferro do arado
Das manhãs de Maio
Eu sei dos bois mansos e pachorrentos
- Como se as noites não descessem aos dias –
A lavrar, a gradar, a semear
Na alegria quente das levandiscas
No trilar sonhador dos grilos
O lavrador semeia o grão
Na terra negra da minha infância
Como quem tece um poema de amor
Ou afina os acordes de uma guitarra
Da passarada num êxtase de laranjeiras
Eu sei dos campos e do vento
E dos frutos que não cabem
No regaço largo do coração
E dos milheirais em crescendo
Regados apaixonadamente pelas chuvas
E pelas madrugadas de orvalho
Eu sei das festas e romarias
Que crescem ao ritmo das espigas
Em floração
E sei de Junho e de Setembro
E das desfolhadas ao cair do Verão
Dia fora, noite dentro
Debruadas de merendas, de vinho verde
Da magia das concertinas
E dos cestos fartos em direcção às eiras
E do júbilo ancestral
Dos lábios e dos olhos e das mãos
A descamisar as maçarocas
Na ânsia vermelha do milho-rei
E do beijo virginal das raparigas
Que nem sempre florescia
(…)
O livro tem a chancela da Editora Labirinto. Apresenta bom aspeto gráfico, exibindo a capa um design baseado numa pintura da artista fafense Dulce Barata Feyo, e inclui fotografias de Manuel Meira.
Artur Coimbra é natural de Montalegre mas vive em Fafe desde os primeiros anos da sua infância, tendo dedicado a esta terra todo o labor da sua vida. Ascende a duas dezenas as obras de investigação histórica de sua autoria alusivas ao concelho de Fafe, às suas gentes e ao património local. Mas é também vasta a sua colaboração quer na imprensa regional como nacional, de entre a qual também já honrou o BLOGUE DO MINHO com a publicação dos seus artigos.
Na área da poesia, tem publicado “O Prisma do Poeta” (1978), “Máquina de Liberdade” (1988), “Cais do Olhar” (1995), “25 Anos de Palavras” (2003) e “As Palavras nas Dunas do tempo (35 anos de poesia) (2014).
Foi Vereador da Câmara Municipal de Fafe entre 1980 e 1982 e é atualmente Chefe de Divisão nas áreas de Desporto, Educação e Juventude daquela Autarquia Local. A Artur Coimbra se deve ainda a fundação em 1990 do Núcleo de Artes e Letras de Fafe do qual é Presidente.
Artur Coimbra é Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Pós-graduado em Assuntos Culturais no Âmbito das Autarquias pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Mestre em História das Instituições e da Cultura Moderna e Contemporânea pela Universidade do Minho.
O Grupo Folclórico Verde Minho levou ontem à Feira Internacional de Lisboa o colorido e a alegria das gentes minhotas, representando os usos e costumes da nossa região.
O folclore minhoto atraiu numeroso público que não regateou os aplausos e vibrou com as mais alegres rapsódias do nosso folclore, cantadas e bailadas como só as gentes do Minho sabem, contagiando com a sua jovialidade e simpatia todos os espetadores no pavilhão dedicado à gastronomia portuguesa. Uma vez mais, o Grupo Folclórico Verde Minho representou condignamente o Minho num certame de prestígio internacional.
De 25 de Junho a 3 de Julho a FIL, Fundação AIP, organiza a Feira Internacional de Artesanato e, pelo primeiro ano, conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República. A maior festa intercultural na Península Ibérica e a segunda maior da Europa, organizada pela Fundação AIP com o apoio do IEFP, e que durante a sua história tem promovido todas as regiões e suas culturas, mobilizando as especificidades locais em prol do desenvolvimento nacional e crescimento económico, congratula-se com este acto de relevante simbolismo que, mais do que incentivar, responsabiliza a organização da FIA na continuação de um trabalho em que as tradições e o futuro crescem lado a lado.
A 29ª edição da FIA Lisboa 2016 tem, como é habitual, um vasto programa em que constam exposições temáticas, prémios e concursos, ateliers, workshops, actuações musicais, jogos tradicionais e conferências. A FIA Lisboa 2016 assume-se como uma plataforma de excelência para a promoção do desenvolvimento regional e das culturas locais por via do artesanato, da gastronomia, das actividades culturais e turísticas, do património e recursos naturais e fontes de sustentabilidade da economia local, tendo aperfeiçoado, ao longo dos seus 28 anos de história, a simbiose entre economia e cultura, tradição e inovação.
A FIA traz à capital, durante 9 dias, profissionais e apreciadores dos ofícios artesanais, artes e design, agentes da área da gastronomia tradicional, bem como interessados no artesanato enquanto manifestação cultural. Como tal, a FIA Lisboa 2016 regressa à FIL com novidades. Em destaque estarão novas áreas de exposição como o Espaço Design Nacional by LxD – Lisboa Design Show, que irá promover peças de joalharia, vestuário, calçado, mobiliário, entre outros, de origem nacional e também terá o Espaço Mixmarket, dirigido ao sector multiproduto e de origem não étnica.
Por mais um ano consecutivo FIA Lisboa 2016 conta com a Semana da Gastronomia Tradicional, que salienta o atractivo turístico-cultural da gastronomia e vinhos de Portugal e que integra o 3º Festival de Carnes Portuguesas Certificadas (DOP) e a 2ªedição do Mercado da Cerveja Artesanal.
ART-MAP 2016: “Re-Conhecimento: arte como um saber visual”
Ponte de Lima recebe exposição de Arte Contemporânea. Inauguração 1 de julho – 18 horas
A Vila de Ponte de Lima vai receber uma grande exposição de Arte Contemporânea. A inauguração está agendada para sexta-feira, 1 de julho, às 18 horas, com início na Capela das Pereiras. Será convidado de honra o Diretor Regional de Cultura Norte, Dr. António Manuel Torres da Ponte.
Entre julho e agosto o projeto ART-MAP invade o Centro Histórico e diversos equipamentos da Vila Mais Linda de Portugal. Trata-se de uma iniciativa de interesse artístico que visa divulgar diversas obras de escritores e artistas plásticos de diversas nacionalidades e colocá-las em diálogo com a população através de um circuito de exposições coletivas de arte nos monumentos, museus ou galerias desta localidade e de uma galeria patente no portal da internet do projeto supracitado.
O Município de Ponte de Lima abre as portas do seu património à iniciativa que conta com uma seleção de cerca de 300 obras de 140 artistas de vários países: Portugal, Reino Unido, França, Espanha, Alemanha, Polónia, Suécia, Finlândia, Bulgária, Croácia, Estados Unidos, Itália, Suíça, Irlanda, Iraque, Irão, Ucrânia, Sérvia, Turquia, Grécia, Líbano, Canadá, Perú, Dinamarca, Brasil, Israel, e Macedónia.
A mostra está patente de 1 de Julho a 30 de agosto, em vários edifícios históricos: Paços do Concelho, Universidade Fernando Pessoa – Casa da Garrida, Capela das Pereiras, Museu dos Terceiros, CIPVV (Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde), CIPT (Centro de Interpretação e Promoção do Território – Museu Rural), Museu do Brinquedo Português, Biblioteca Municipal e Arquivo Municipal. Vários espaços comerciais associaram-se à iniciativa, como pastelarias, restaurantes e hotéis, abrindo as suas portas à exposição de obras de arte contemporânea.
Aos visitantes será oferecido um Roteiro da Mostra com referência aos vários edifícios e locais de exposição das obras de arte. Nesse roteiro encontrará o mapa da vila e informação relacionada com os horários de funcionamento de cada local de exposição. Por outro lado, o Catálogo da Exposição apresenta-se como objeto de construção/desconstrução de conceitos e culturas.
Mais informações sobre este projeto móvel de curadoria estão disponíveis no endereço http://projectartmap.com/submission/, a partir do qual poderá, também, visitar as obras já submetidas ao concurso de 2016, atualizadas continuamente na Galeria Virtual do projeto.
Os mais jovens atores do GTC protagonizaram a performance “Os refugiados”
O Cineteatro dos Bombeiros Voluntários Celoricenses encheu, no dia 24 de junho, para receber a peça de teatro “As Bodas de Sangue” e a performance “Os Refugiados”. Dois momentos apresentados pelos GTC que contou com o apoio do município de Celorico de Basto e dos Bombeiros Voluntários Celoricenses.
“O GTC está a enraizar na população local o gosto pelo teatro amador, ao apresentar peças amplamente conhecidas protagonizadas por jovens atores, com o brio e dedicação” disse o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva. “Uma dinâmica cultural que apoiamos ao facultar a formação a todos os “atores”, porque sabemos que é fundamental adquirir conhecimento na área para que o resultado final seja o pretendido”, frisou.
A peça apresentada, as Bodas de Sangue, é do espanhol Federico García Lorca, uma peça que contempla vários cenários onde é realce a “bela choupana da noiva que vive isolada com o seu pai, e o casebre vizinho das vinhas do seu noivo, que tem uma triste vida ao lado da sua desolada mãe, que perdera filhos e o marido em lutas por terra”.
Todo o cenário apresentado foi imaginado e recriado na totalidade para criar o efeito pretendido, tendo resultado na perfeição.
Antes desta peça subiu ao palco o grupo infantil que apresentou uma breve performance imaginada e recriada pelos próprios sobre os “Refugiados”. Um tema que foi alvo de estudo dos “jovens atores” durante o ano letivo.
O auditório encheu para receber estes dois momentos.
“É muito importante que os nossos atores sintam o apoio do público e ver este auditório cheio é sinal de que o teatro mexe de facto com as pessoas, com o seu imaginário. Tivemos dois momentos diferentes mas ambos de extrema importância, é o reflexo de um ano de formação que vimos hoje neste palco. Temos cerca de 50 crianças e jovens a fazer teatro amador em Celorico de Basto, e fazem-no com vontade, com gosto pela arte” disse a presidente do GTC, Maria José Santos.
O GTC voltará aos palcos no próximo dia 8 de julho, no Centro Cultural, com a peça Teatro “Terra Firme”.
VIII Feira da Caça, Pesca e Lazer de Ponte de Lima. 15 a 17 de julho
A VIII Feira de Caça, Pesca e Lazer, inserida no projeto Ponte de Lima ConVida, decorrerá na Expolima entre os dias 15 e 17 de julho. Este evento resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Ponte de Lima e a Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Ponte de Lima, a qual visa divulgar e potenciar todas as atividades ligadas ao setor da Caça, Pesca e Lazer.
O Troféu de Santo Humberto de Ponte de Lima é uma das atividades incluídas na programação da Feira de Caça, Pesca e Lazer, que conta já com sete edições bem-sucedidas. Inseridos no programa da Feira da Caça, Pesca e Lazer e dignos de tal estão inseridos diversos concursos, nomeadamente o Concurso de Mel de Ponte de Lima e do Alto Minho, o Concurso Canino de Beleza e o Concurso de Beldades Caninas.
No decorrer deste evento poder-se-á apreciar outras atividades como o Desfile de Carros Clássicos; um Passeio de BTT; demonstrações de Aves, de Pesca, de Cães de Parar, de Disc Dogs e de demonstrações de Obediência; e demonstrações de Ordem Pública, Busca e Salvamento, a cargo da realizada pela Polícia de Segurança Pública – PSP.
Paralelamente, decorrerá no recinto da Feira, deportos de aventura, nomeadamente, tiro ao alvo, air bungee, paredes de escalada.
Pela dinâmica envolvida na Feira da Caça, Pesca e Lazer, há inúmeras empresas e associações dos vários setores que dão mote ao evento, designadamente, Caça, Pesca, Apicultura, Desporto e Lazer, visando a divulgação e promoção dos produtos e serviços disponíveis e dos recursos naturais de excelência que o concelho dispõe.
David Fonseca, com o mais recente álbum “Futuro Eu” é o cabeça de cartaz do concerto agendado para o sábado, 15 de julho, às 22 horas. Com entrada livre e parque de estacionamento gratuito a VIII edição da Feira de Caça, Pesca e Lazer de Ponte de Lima promete superar as expetativas.
Pedro Santos assume nova liderança com “Olhares com Futuro”
“É bom verificar que cada vez mais cidadãos estão disponíveis para a causa pública, através do exercício de uma militância partidária ativa e construtiva”. Foi com estas palavras que o presidente da Comissão Política Concelhia de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, empossou a nova Comissão Politica do Núcleo do PSD de Bairro, numa festa realizada no passado sábado, dia 25 de junho, em Bairro que juntou perto de uma centena de pessoas. “São pessoas que acrescentam valor a um dos mais antigos e constantes núcleos do PSD no concelho”, acrescentou o mesmo responsável político.
Sob o mote "Olhares com Futuro", Pedro Santos assume a liderança da nova equipa, contando com uma equipa “comprometida numa visão atenta e adulta da realidade e de convicções sustentadas.”
Consultor de Seguros, Pedro Santos assumiu a vice-presidência da JSD de Bairro em 1996, com 22 anos, e a vice-presidência da Comissão Politica do Núcleo do PSD de Bairro entre 2007 e 2015. É deputado da Assembleia de Freguesia de Bairro e deputado da Assembleia Municipal de Vila Nova de Famalicão. Foi Chefe de Agrupamento dos Escuteiros de Bairro e é atualmente Chefe Adjunto da Junta Regional de Braga.
Na mesma cerimónia tomou posse Andreia Faria como presidente do núcleo da JSD – Juventude Social Democrata de Bairro.
‘Vilanova’ faz parte da estratégia da empresa têxtil que prevê faturar 168 milhões de euros em 2016
A Tiffosi está mais pujante que nunca. A marca famalicense especializada em vestuário de ganga renasceu, está a crescer e promete marcar a diferença para impor-se ainda mais como uma referência à escala global. A estratégia já começou a ser implementada e é agora reforçada com o lançamento de uma nova variante de negócio: os acessórios de moda.
‘Vilanova’ é o nome da nova marca para jovens mulheres que a Tiffosi já comercializa em Portugal em sete lojas próprias (número que deverá duplicar até ao final do ano) e que vai expandir para o estrangeiro. Em Vila Nova de Famalicão a primeira loja abre a 29 de julho, no centro da cidade. No próximo ano a administração tem planos para inaugurar uma nova loja a cada semana. A qualidade dos produtos (malas, carteiras e bijuteria, entre outros), associada a preços competitivos, é o que a marca ‘Vilanova’ propõe.
O Presidente da Câmara de Famalicão conheceu este novo projeto durante a visita que hoje realizou à empresa no âmbito do roteiro Famalicão Made IN. Momento que Paulo Cunha aproveitou para lembrar o contributo da Tiffosi para que o sector têxtil tenha em Vila Nova de Famalicão a grande força do seu desenvolvimento. “Temos o privilégio de concentrar alguns dos pesos mais pesados da indústria têxtil portuguesa, com lugar garantido no ranking das maiores empresas do sector, como é o caso da Tiffosi”, assinalou.
A Tiffosi ganhou uma segunda vida depois de o grupo VNC — Vila Nova Carneiro, liderado por António Vila Nova, a ter resgatado à Cofemel, em 2008. Hoje a empresa de Lousado goza de um momento áureo, que a nova marca atesta. “A ‘Vilanova’ é uma nova variante de negócio em que se identifica elevado potencial e claras sinergias com a marca Tiffosi. Vamos aposta nela para crescer a nível nacional e internacional”, enfatizou o empresário.
Os números traduzem bem o crescimento da Tiffosi: previsão de 168 milhões de euros de faturação em 2016, cerca de 1000 colaboradores e 1800 clientes, vendas para 20 mercados e uma rede de 80 lojas em Portugal e no estrangeiro.
António Vila Nova é um dos rostos que deu à Tiffosi uma nova vida. Qual o segredo? “Basicamente, pegámos na empresa, demos-lhe uma orientação específica e fizemos uma boa gestão de stocks”, explicou. No fundo, a passagem para um projeto “com perspetivas de crescimento nacional e internacional” baseia-se numa espécie de trilogia. “Temos produtos certos, vendemo-los no local certo e oferecemos uma relação qualidade-preço fantástica”, acrescentou.
De resto, este último ponto é a chave da nova Tiffosi, erguida um pouco à imagem do grupo Inditex.“Queremos oferecer muito por pouco”, descreveu António Vila Nova.
O gestor não esconde que o objetivo é ter a empresa, dentro de dez anos, “como uma das melhores marcas de jeans num ambiente europeu”. O caminho passa pelo reforço da internacionalização e pelo arrojo. A marca prepara uma nova investida no estrangeiro, depois de já se vender em lojas multimarca nos principais mercados europeus, e diz estar a revolucionar os jeans para as mulheres. E isso já se traduz em exemplos práticos como o conceito de calças de tamanho único, ‘One size fits all’, 100% elásticas, capazes de se moldarem a qualquer silhueta feminina e retornarem ao tamanho inicial.
Campeão da raça lusitana em Ponte de Lima - Baluarte da Brôa - Campeão dos Campões
Baluarte da Brôa – Puro-sangue lusitano, propriedade da Coudelaria Romão Tavares, é o Campeão dos Campeões da X Feira do Cavalo de Ponte de Lima, que integrou um conjunto de competições, nomeadamente a Taça de Portugal de Portugal de Dressage; Jornada do Campeonato Nacional de Equitação de Trabalho e um Derby de atrelagem para jovens condutores, prova que registou um forte apreço por parte do publico que no domingo à tarde visitou a feira.
Considerado um produto de excelência do sector primário, o Cavalo Lusitano é uma marca de prestígio e um embaixador de Portugal pelo mundo.
Ponte de Lima é cada vez mais um Destino Equestre Internacional. Em nove anos da aposta em eventos desportivos equestres, organizou cerca de 50 eventos desportivos, sendo vários de cariz internacional. Desta forma, Ponte de Lima apostou num projeto de qualidade com a missão de promover e dinamizar as modalidades equestres e em simultâneo estimular o desenvolvimento social e económico de toda a região.
De acordo com a organização, quer a nível desportivo, cultural e económico todos os objetivos propostos foram alcançados. Mais uma vez se registou a satisfação de atletas e criadores na estrutura deste certame. As coudelarias garantiram a sua presença na próxima edição, face ao sucesso, ao rigor da organização e à efetiva promoção do Cavalo Lusitano, sendo de registar esta fidelização de Coudelarias/Criadores e expositores que desde a 1ª edição participam no evento.
Promotora da região e do país trata-se duma alavanca fundamental para a dinamização turística, a Feira do Cavalo de Ponte de Lima preserva a tradição e a identidade cultural, sendo a Gala de Abertura o exemplo de um espetáculo equestre único, que em harmonia apresenta a arte equestre, os sons tradicionais, o folclore, o fado, o canto lírico e bailado contemporâneo.
Festival de Teatro decorre de 1 a 9 de Julho. Mimarte apresenta programa de excelência
Braga volta a trazer o Teatro para a rua em mais uma edição do ‘Mimarte’. A 17.ª edição do Festival de Teatro de Braga apresenta nove peças de “enorme qualidade”, fazendo do Rossio da Sé e do Theatro Circo palcos de excelência para toda a população.
“Esta é uma das formas mais democráticas de fazer Cultura e de criar uma relação intensa com o público”, referiu Lídia Dias, vereadora da Cultura do Município de Braga, durante a apresentação do Mimarte, que decorreu esta Segunda-feira, 27 de Junho, no Rossio da Sé.
“Desta forma damos o melhor pontapé de saída para a programação cultural de Verão, trazendo o teatro para as ruas de Braga e dando a possibilidade a todos de assistirem a peças de enorme qualidade e de forma gratuita”, explicou a Vereadora, salientando a “excelência das produções teatrais protagonizadas por companhias de renome”.
Dos nove espectáculos em cartaz, oito serão apresentados no Rossio da Sé e têm entrada livre. A única peça em espaço fechado e com entrada paga (5 euros) terá como palco o Theatro Circo, no dia 9 de Julho, às 21h45.
‘A Balada do Velho Marinheiro’, da companhia Teatro do Mar, é a peça que abre esta edição do Mimarte, a ter lugar às 21h45, de Sexta-feira, no Rossio da Sé. No dia seguinte à mesma hora e no mesmo local, é a vez de entrar em cena ‘Pozzo – O Porco que Dança’, uma co-produção das companhias d’Orfeu AC e Cão à Chuva.
No dia 3 de Julho entra em cena a primeira companhia espanhola, com os Markeliñe a apresentarem ‘La Vuelta ao Mundo en 80 Cajas’, seguindo-se os compatriotas La Nave del Duende, que irão apresentar o espectáculo ‘El Chef Chop Chop y el Tik Tak de Fidelia’, no dia 4 de Julho.
‘Brisa ou Tufão’ é a peça do dia 5, um espectáculo a cargo da companhia de teatro Circolando, seguindo-se ‘A Maior Flor e Outras Histórias Segundo José’, pela companhia Teatro Art’Imagem, a ter lugar no dia 6 de Julho. A companhia Bracarense PIF’H irá apresentar o espectáculo ‘Singular no Plural’ no dia 7, e a Compañia Tranvia Teatro a peça ‘El Hospital de los Podridos’, no dia 8 de Julho.
O Festival de Teatro de Braga encerra no dia 9 de Julho, no Theatro Circo, com a peça ‘As Mentiras que os Homens Contam’, um espectáculo com tradução para Língua Gestual Portuguesa, a cargo da companhia Margem Narrativa.
“Tivemos a preocupação de criar um programa que fosse capaz de proporcionar bons espectáculos para públicos diferentes, sabendo que o teatro de rua é um formato muito exigente”, concluiu Lídia Dias, vincando que, “futuramente, o Mimarte tem tudo para se afirmar como um Festival Ibérico de Teatro de rua”.
Câmara Municipal de Ponte de Lima aprova a Delimitação da ARU - Área de Reabilitação Urbana
Considerando que a reabilitação urbana assume-se atualmente como uma componente indispensável da política de ordenamento do território, sendo elemento-chave de competitividade, na promoção da Reabilitação e Salvaguarda do Centro Histórico, a Câmara Municipal de Ponte de Lima aprovou a Delimitação da Área de Reabilitação Urbana – ARU.
O processo de Recuperação do Património Histórico e Cultural só será realmente efetivo, se for resultado para além da intervenção ativa da autarquia, da participação e vontade da população que o alberga, só assim se tornando realmente eficaz o incremento da reabilitação.
O Regime Jurídico da Reabilitação Urbana (RJRU) – Decreto-Lei n.º 307/2009, de 23 de outubro, alterado e republicado pela Lei n.º 32/2012, de 14 de agosto – abre novas oportunidades de intervenção nos aglomerados urbanos, através dos processos de delimitação de Áreas de Reabilitação Urbana e da correspondente criação de benefícios e incentivos fiscais e financeiros, acessíveis aos particulares, nomeadamente em matéria de isenções de impostos e reduções nas taxas municipais.
De acordo com o nº 1 do artigo 13º - Aprovação e alteração da Lei nº 32/2012 de 14 de agosto “ a Delimitação das Áreas de Reabilitação Urbana é da competência da Assembleia Municipal, sob proposta da Câmara Municipal”.
Assim, de acordo com estes termos, a Câmara Municipal de Ponte de Lima irá submeter à próxima Assembleia Municipal, o projeto de Delimitação da Área de Reabilitação Urbana, cujos objetivos visam:
- Reforçar as centralidades urbanas e as conexões entre si, favorecendo o caracter identitário dos lugares;
- Estruturar e qualificar a rede de espaços públicos de utilização coletiva, como reforço da identidade dos lugares;
- Promover a sustentabilidade ambiental, cultural, social e económica dos espaços urbanos;
- Requalificar e dinamizar a rede de equipamentos de utilização coletiva existentes, fomentando a sua interligação com as atividades económicas;
- Promover a melhoria geral da mobilidade, nomeadamente através de uma melhor gestão da via pública e dos demais espaços de circulação.
- Promover a criação e a melhoria das acessibilidades para cidadãos com mobilidade condicionada, de forma a melhorar as condições de mobilidade urbana e a potenciar o desenvolvimento de um espaço urbano inclusivo;
- Ordenamento dos espaços de estacionamento;
- Potenciar a elaboração e execução de projetos âncora que induzam à regeneração urbana;
- Promover a reabilitação dos edifícios que se encontram degradados ou funcionalmente inadequados;
- Melhorar as condições de habitabilidade e de funcionalidade dos espaços edificados;
XXI Feira do Livro de Ponte de Lima traz música, cultura e animação
A XXI edição da Feira do Livro de Ponte de Lima, que decorre de 21 a 24 de julho de 2016, no recinto panorâmico da Expolima, apresenta uma oferta diversificada de conteúdos e de iniciativas que promete surpreender os visitantes. Desde música a oficinas, a piqueniques e a rodas com estórias, a lançamentos de livros e a exposições, tudo são pretextos para visitar este espaço combinado de cultura e lazer.
A aposta em valores locais continua a ser uma das linhas orientadoras do certame promovido pelo Município de Ponte de Lima. Nesse sentido, a feira abrirá com uma mostra comemorativa dos 250 anos do insigne Cardeal Saraiva e com uma conferência em tributo ao ilustre limiano. Por seu turno, o “Encontro de Escritores Limianos” regressa para uma segunda edição, este ano subordinada ao tema “A produção escrita atual e futura”. Também o renomado escritor da terra, Cláudio Lima, lança “Luzes de muito brilho”, edição com a chancela do Município.
No plano da produção nacional, Pedro Chagas Freitas apresenta o seu último romance Prometo perder, Maria do Carmo Mendes, professora de Literatura Portuguesa da Universidade do Minho, mostra-nos Idades da escrita: estudos sobre a obra de Agustina Bessa-Luís e a limiana Maria do Céu Painhas dá-nos a conhecer a sua mais recente obra Beleza Natural: cosméticos e tratamentos feitos em casa para todas as idades.
Entre outras ações literárias e editoriais, a Feira do Livro promove novo encontro geracional com idosos do concelho que trazem para o evento uma exposição intitulada “Recordar ofícios, reviver tradições”.
Leitores em potência, os mais novos mantêm-se como destinatários privilegiados na XXI edição do certame. Para o público infantil há a oficina “Mascotes com vida”, o workshop “Conto ilustrado”, as sessões “Onde as histórias se encontram” - com Elsa Serra - e “Contos musicados” – projeto artístico de “O Som do Algodão” – mas também cinema em família, espetáculos de música, atividades lúdicas, pinturas faciais e os concorridos insufláveis.
Consulte o nosso programa e visite a XXI Feira do Livro de Ponte de Lima.
3ª Feira do Automóvel Usado de Fafe inaugura na próxima sexta-feira
Na próxima sexta-feira, 1 de Julho, vai ser inaugurada, na Praça das Comunidades, a 3ª edição da Feira do Automóvel Usado de Fafe, ficando o espaço aberto a visitantes ao longo de todo o fim-de-semana.
Esta 3ª edição está apenas aberta a concessionários, não só de Fafe, como de regiões próximas, uma vez que já existe uma feira mensal destinada a particulares.
Desta forma, a oferta ao público aumenta, potenciando diversas oportunidades de negócio no ramo automóvel.
Os concessionários que vão participar na Feira vão realizar várias promoções especiais e descontos na compra de automóveis.
Recorde-se que a primeira edição da Feira do Automóvel Usado de Fafe realizou-se de 5 a 7 de Junho e obteve um saldo muito positivo.
PAN apresenta iniciativa paraaumentar as expectativas de reciclagem e cumprir as metas europeias
Cerca de 80% do lixo produzido em Portugal não é reciclado
Reduzidas taxas de gestão de resíduos para envio de resíduos para aterro e incineração não incentivam reciclagem
Projeto de Lei propõe aumento gradual das taxas de gestão de resíduos
Estímulo ao alcance das metas ambientais europeias de reciclagem para 2020
O PAN, Pessoas- Animais-Natureza, avança hoje com uma iniciativa legislativa que pretende contribuir para aumentar as expectativas de reciclagem e cumprir as metas europeias, fazendo de Portugal um país mais ecológico.
Portugal está ainda distante das metas europeias de reciclagem para 2020 que são de 50%. De acordo com dados divulgados pela Agência Portuguesa do Ambiente - APA - a taxa de reciclagem em 2014 não foi além de 29%, “bastante aquém da meta definida para 2020”, sendo que “o curto intervalo de tempo até que a meta seja aplicável exigirá um esforço considerável”.
Cerca de 80% do lixo produzido em Portugal não é reciclado e uma forma de se combater esta tendência passa pela revisão dos valores pagos a título de taxa de gestão de resíduos atualmente extremamente reduzidos. De acordo com o Regime Geral da Gestão de Resíduos, se um resíduo for para aterro, paga uma taxa de gestão de resíduos na ordem dos € 5,00 por tonelada, a qual deverá evoluir até € 11,00 em 2020. O valor que está a ser cobrado não é suficiente, sendo os valores da taxa de gestão de resíduos para envio de resíduos para aterro e incineração tão baixos, não há qualquer incentivo à reciclagem dos mesmos. Em 2014, a deposição em aterro, a pior opção de acordo com a hierarquia de gestão dos resíduos, continuou a ser o método de eliminação de resíduos urbanos mais utilizados em Portugal.
Em Portugal, no ano de 2014, foram gerados 453 kg/hab de resíduos urbanos, o que coloca o país abaixo da média da União Europeia em quase 20 kg/hab ano. Já no que diz respeito à gestão de resíduos urbanos, Portugal encontra-se a meio da tabela da UE, com 51,0% dos resíduos urbanos valorizados, ainda assim quase 20 p.p. abaixo da média da UE. A comparação de Portugal com outros países da UE no que diz respeito às opções de gestão dos resíduos urbanos permite constatar que os quantitativos de resíduos eliminados em aterro (222 kg/hab ano em 2014) são superiores ao valor médio da UE (147 kg/hab) em 75 kg/hab ano. Este resultado coloca Portugal como o décimo oitavo Estado membro com maior quantidade de resíduos urbanos eliminados em aterro, apresentando valores per capita próximos da Irlanda (223 kg/hab) e da Roménia (213 kg/hab).
Pelo que, a alteração à Lei da Fiscalidade Verde, com um aumento gradual dos valores pagos a título de taxa de gestão de resíduos, incentivando as entidades que fazem a esta gestão a apostar na reciclagem, será um primeiro passo para estimular a reciclagem e permitir que Portugal alcance as metas ambientais com as quais se comprometeu.
Colocado no Facebook do certame no final da tarde de sexta-feira, vídeo de 18 segundos, com versão local do episódio entre Cristiano Ronaldo e a CMTV, já ultrapassou as 30 mil visualizações, estando muito próximo das 800 partilhas.
O episódio que correu mundo entre Cristiano Ronaldo e a CMTV, com o jogador a atirar o microfone daquela estação televisiva à água, inspirou a organização da Feira do Alvarinho de Monção para a promoção do certame que decorre no próximo fim de semana, 1 a 3 de julho.
Numa versão local, em jeito brincalhão, Romeu e Pedro, dois estagiários na Câmara Municipal de Monção, simularam momento semelhante com o microfone, feito de papelão com o logotipo da feira, a desfazer-se nas águas do rio Minho.
Feito em telemóvel, o vídeo foi colocado no Facebook da Feira do Alvarinho de Monção, no final da tarde de sexta-feira,tendo já ultrapassado as 30 mil visualizações, estando muito próximo das 800 partilhas. Os comentários abonam a informalidade e criatividade da situação.
Em apenas 18 segundos de duração, o “jornalista” pergunta a “Cristiano Ronaldo” se vai à Feira do Alvarinho. Sem mais, este agarra no microfone e atira-o ao rio Minho. No final, aparece o lettring “Ir à feita do Alvarinho? Já não é pergunta que se faça?”.
O vídeo surge no seguimento de outras iniciativas feitas na rede social como a produção de uma mensagem institucional, pormenorizando a essência e filosofia subjacente ao logotipo, realização de passatempos e envio de fotografias com a frase“Brindamos Monção”, inscrita no verso do programa.
Referência ainda para a colocação no mural de frases, fazendo trocadilhos entre ditados populares e a Feira do Alvarinho. Estão disponíveis várias, bastando apenas que cada pessoa escolha uma e a “meta” no seu mural. Alguns exemplos: “Antes Alvarinho que mal acompanhado”; “Enquanto há Alvarinho há esperança” ou “A união faz o Alvarinho”.
Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde em Ponte de Lima recebeu grupo de jornalistas japoneses
As tradições limianas, o património arquitetónico e a beleza do Centro Histórico encantaram um grupo de jornalistas japoneses, que visitaram o CIPVV – Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde, na passada quinta-feira.
A vinda a Ponte de Lima enquadra-se nas ações de promoção que a CVRVV - Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes tem dinamizado como forma de promover o Vinho Verde e a Região.
Acompanhados por um técnico da CVRVV, o grupo de jornalistas que incluía freelancer e especialistas na temática de enoturismo visitou as valências do CIPVV, espaço privilegiado de promoção e divulgação do Vinho Verde, incluindo elementos alusivos à diversidade e à identidade da produção vitivinícola da região Demarcada dos Vinhos Verdes, bem como as rotas e itinerários associados ao vinho e à vinha.
As gentes minhotas radicadas na região de Lisboa recriam a tradicional desfolhada do milho. A iniciativa é do Grupo Etnográfico Verde Minho e tem lugar no próximo dia 22 de Outubro, a partir das 15 horas, no terreiro fronteiro às instalações do Grupo União Lebrense, em A-das-Lebres, no concelho de Loures.
Os grupos de zés-pereiras percorrem as ruas da aldeia anunciando a festa com o rufar dos seus bombos. As moças exibem os seus trajes de trabalho característicos. Rapazes e raparigas cuidam de desfolhar o milho à procura da maçaroca… e do “prémio” da conversada!
Não falta o vinho e o petisco oferecido aos trabalhadores que participam no serão. Os trabalhadores da jorna recordam com nostalgia a juventude e a alegria de tempos idos. E, como a festa é minhota, dança-se o vira, a chula e a cana-verde.
Como manda a tradição, não falta sequer a broa de milho e a boa pinga de vinho verde a lembrar costume antigo.
Predominando no Minho a cultura de regadio, é por altura da festa de S. Miguel que ocorre o corte do milho e se seguem as desfolhadas.
Para o minhoto, tudo é pretexto para a festa: o trabalho e a romaria, a religião e a gastronomia. Em todas as ocasiões, o minhoto é alegre, levando sempre desse modo de vencida as agruras da vida, mesmo quando vividas em terras distantes.
Para onde quer que vá, o minhoto leva consigo a alma grandiosa da sua terra e a cor da esperança porque o Minho é verde e o folclore… é Verde Minho!
Remonta há mais de quatro séculos a introdução da cultura do milho no nosso país. A sua cultura foi iniciada no noroeste peninsular onde a região do Minho se insere, tendo com o decorrer do tempo se propagado para outras regiões do país.
A cultura do milho teve origem nas Américas e foi trazida para a Península Ibércia nas naus do navegador Cristóvão Colombo, aliás Salvador Fernandes Zarco, oficialmente ao serviço dos reis de Espanha, secretamente ao serviço do rei D. João II, com o propósito de afastar os reis católicos da rota da Índia, levando-os a celebrar o Tratado de Tordesilhas.