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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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NOITES DE BRAGA ESTÃO CADA VEZ MAIS BRANCAS

Noite Branca de Braga traz 48 horas de ´propostas culturais imperdíveis´. Evento realiza-se de 2 a 4 de Setembro e promete atrair mais de 300 mil visitantes

A Noite Branca de Braga 2016 irá ´reforçar a ligação à Cidade, ao património e aos cidadãos com propostas culturais imperdíveis que envolvem o comércio e várias estruturas locais, num ambiente que, ao longo das 48 horas de duração do evento, queremos que seja percepcionado como criativo, dinâmico e inovador´. As palavras são de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, durante a sessão de apresentação da Noite Branca, que decorreu hoje, dia 21 de Junho, no Largo João Peculiar.

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Conforme referiu o Autarca, na Noite Branca de Braga, que se realiza nos dias 2, 3 e 4 de Setembro, são esperados mais de 300 mil visitantes. “Os Bracarenses, em especial os mais jovens, têm dado sucessivas mostras da sua energia, talento e apego à cultura. Esta é uma marca que se afirma a cada Noite Branca que passa e estou certo de que temos todos os requisitos para que o evento seja um enorme sucesso, capaz de atrair vários visitantes de fora do Concelho e até do país”, sublinhou, enfatizando a capacidade da iniciativa para mobilizar os jovens a avançarem com os seus próprios projectos artísticos, colorindo e preenchendo a programação destas 48h com um ´cunho distintivo´. 

No que se refere ao cartaz musical, o palco principal, localizado na Praça do Município, recebe na Sexta-feira as actuações de Carminho, Miguel Araújo e DJ´s da Rádio Comercial. Já no Sábado será a vez de Sérgio Godinho e Jorge Palma partilharem o palco com o projecto ´Juntos´, seguindo-se as bandas The Gift e HMB.

No palco gnration, na Avenida Central - que esta edição tem como principal novidade o facto de funcionar durante as duas noites do evento -, a Sexta-feira será preenchida com os concertos de Boogarins e Midnight. No Sábado actuam Linda Martini, Branko e Matias Aguayo.

Outra das novidades desta edição está relacionada com a programação dedicada às famílias com propostas especiais durante todo o evento, principalmente no domingo, e através de um espaço próprio onde pequenos e grandes podem dar dá asas à imaginação e desenvolver atividades artísticas em conjunto.

A diversidade e qualidade culturais, que são já a marca da Noite Branca Bracarense, crescem este ano com animações no espaço público, apresentações de artes performativas, instalações, performances e concertos por artistas de renome, nacionais e internacionais.

Para que todos possam desfrutar da grande variedade de propostas, a Noite Branca de 2016 concentra as instalações e performances nas ruas e edifícios históricos da cidade no Sábado e Domingo (3 e 4 de Setembro) e durante o dia.

Com o mesmo objectivo, os museus de Braga alargam o seu horário de funcionamento, abrindo as portas até às 22h00 de sexta, até às 24h00 sábado e até ao final da tarde de domingo.

A forte ligação à cidade mostra-se ainda através do envolvimento das entidades que dinamizam a cidade, como a Associação Comercial de Braga, e da promoção de inúmeras acções, nomeadamente um concurso de design e produção de montras dos estabelecimentos do centro histórico.

O programa de voluntariado para a criação deste grande evento de Braga abre hoje e, até 18 de Julho, a cidade conta com a participação de todos para fazer desta uma Noite Branca inesquecível.

A Noite Branca 2016 é uma oportunidade única de todos se envolverem na construção da cidade e das suas vivências, pelo que o Município desafia moradores, trabalhadores, empresários, empresas e visitantes a participarem, vindo para as ruas, aderindo às iniciativas e, em alguns casos mesmo, participando no programa e ajudando a garantir um leque de propostas o mais abrangente possível.

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MUNICÍPIO DE FAMALICÃO HOMENAGEIA RIBA D’AVE HÓQUEI CLUBE

Esta quarta-feira, 22 de junho, pelas 19h30, na sede da Junta de Freguesia de Riba de Ave

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, preside esta quarta-feira, dia 22 de junho, pelas 19h30, à sessão solene de homenagem do município ao Riba d’Ave Hóquei Clube (RAHC), pela subida à I Divisão Nacional da modalidade.

A sessão decorrerá na sede da Junta de Freguesia de Riba de Ave e contará com a presença do plantel, equipa técnica e dirigentes do RAHC.

Recorde-se que a formação famalicense garantiu o regresso ao principal escalão nacional de Hóquei em Patins no passado dia 4 de junho, depois de vencer em casa por 8-3 o Hockey Clube de Sintra.

RUSGA DE SÃO VICENTE DE BRAGA HOMENAGEIA “FECISCO”

A direção da Rusga de São Vicente de Braga - Grupo Etnográfico do Baixo Minho convida todos os elementos rusgueiros, familiares, amigos e demais bracarenses interessados, para a cerimónia do descerrar da placa evocativa ao 'Fecisco', José Teixeira Gomes Machado, membro fundador desta associação, a levar a efeito, no próximo dia 23, quinta-feira, do mês em curso, pelas 12:00h, na casa onde residiu, sita na Rua do Burgo nº 3, São Vicente, Braga.

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Mais que um dinâmico e popular vicentino, tornou-se numa referência do burgo bracarense, pela sua dedicação, apego e defesa das tradições populares locais.

Esta singela homenagem, integra-se no âmbito do programa comemorativo do 50º aniversário da Rusga de São Vicente de Braga - GEBM, sob o lema: "Há 50 anos a Rusgar - 50 anos, 05 temas, 50 iniciativas".

Com esta iniciativa, dá-mos início ao 4º tema: "Há 50 anos a Rusgar; um legado herdado, a transmitir e a rentabilizar".

Ainda no dia 23 de junho, dia de aniversário da Rusga, a Rusga participará no Cortejo das Rusgas das festas Sanjoaninas de Braga, momento alto da grande noitada de São João.

No dia 24, sexta-feira, pelas 18.00h, a Rusga de São Vicente de Braga, participará como vem sendo norma, na soleníssima procissão de São João, que sairá da Sé Catedral, percorrendo as principais artérias da cidade. Este trecho, pretende retratar os romeiros, que regra geral, fecham os cortejos processionais, empunhando ex-votos, velas, cabeças de cera ou ramos de cravos. No fim da procissão, no Largo São João do Souto, proceder-se-á à despedida a São João, com o entoar de cânticos pela Rusga de São Vicente, acompanhada pela Banda Musical de São Miguel de Cabreiros, em em honra do Santo Precursor.

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GUIMARÃES REALIZA FEIRA SEMANAL NO PRÓXIMO FERIADO

Feira semanal, mercado e cemitérios municipais abertos no feriado de sexta-feira, 24 de junho

Recintos abertos ao público nos horários habituais. Feriado municipal no tradicional dia de feira semanal em Guimarães não condiciona a sua realização.

O mercado municipal de Guimarães, a feira retalhista e os cemitérios municipais vão estar abertos ao público na próxima sexta-feira, 24 de junho, dia em que os vimaranenses assinalam a comemoração do 888º aniversário da Batalha de São Mamede de 1128.

Apesar da coincidência do feriado municipal com o tradicional dia da feira semanal em Guimarães, a venda de artigos e produtos retalhistas decorrerá, como habitualmente, nos seus horários habituais. De igual modo sucederá em relação ao mercado e cemitérios.

O mercado municipal de Guimarães e a feira retalhista estão abertos ao público no período compreendido entre as 07 e as 19 horas, enquanto as visitas aos recintos cemiteriais sob a alçada do Município poderão ser efetuadas das 08:30 às 12 horas e das 13:30 às 17 horas.

IMPRENSA DO JAPÃO VISITA PONTE DE LIMA

Jornalistas Japoneses de visita ao CIPVV – Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde em Ponte de Lima

Um grupo de jornalistas japoneses especialistas na temática do enoturismo visita o CIPVV – Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde no próximo dia 23 de junho.

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A visita enquadra-se nas ações de promoção que a CVRVV - Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes tem dinamizado como forma de promover o Vinho Verde e a Região.

Acompanhados por um técnico da CVRVV, os jornalistas nipónicos terão a oportunidade de conhecer o CIPVV - Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde e o Centro Histórico de Ponte de Lima.

Recentemente inaugurado, o CIPVV é um espaço de promoção do Vinho Verde, através da investigação e divulgação do lastro patrimonial, criando infraestruturas de apoio das rotas e itinerários turísticos associados ao vinho e à vinha, apresentando elementos alusivos à diversidade e à identidade da produção vitivinícola da região Demarcada dos Vinhos Verdes.

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CERVEIRA É PALCO DE DANÇA

E que começa a dança na ‘Vila das Artes’!

É a contagem decrescente para o XII Dancerveira – Festival Internacional de Dança de Vila Nova de Cerveira. Entre esta quinta-feira e domingo, a ‘Vila das Artes’ transforma-se num grande palco de dança ao ar livre. Mil bailarinos do Norte de Portugal e da Galiza apresentam diversas performances espalhadas por vários locais.

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Em Vila Nova de Cerveira, o último fim-de-semana de junho é dedicado à dança, num evento singular que já fidelizou um enorme público dos dois lados da fronteira e continua a cativar, estimando-se a presença de cerca de seis mil pessoas a desfrutar dos espetáculos agendados.

Ao longo de quatro dias, o Dancerveira apresenta um vasto e transversal programa em que a dança é a essência manifesta em workshops, dinâmicas formativas e lúdicas, e espetáculos diurnos e noturnos, proporcionando um intercâmbio de jovens unidos pela paixão da dança.

Além de promover a dança enquanto arte performativa, o Dancerveira marca o arranque da programação cultural de verão de excelência de Vila Nova de Cerveira, com um caráter singular de apresentação e congregação de várias escolas de dança do Eixo Atlântico ao ar livre e em pleno contacto com toda a envolvente natural que carateriza o concelho.

Organizado pela ADEIXA - Associação de Dança do Eixo Atlântico e com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, o Festival Internacional de Dança de Vila Nova de Cerveira arranca esta quinta-feira e prolonga-se até domingo, com os seguintes horários: Dançando na Água, todos os dias, às 15h00 no Parque Aquático, e os espetáculos de dança, também todos os dias, no Auditório Municipal, às 20h00 de quinta e sexta-feira, às 19h00 no sábado e às 18h00 no domingo. Entrada livre.

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PONTE DE LIMA REALIZA JORNADAS APÍCOLAS

Ponte de Lima - IV Jornadas Apícolas. 25 de junho / Auditório Rio Lima

O Município de Ponte de Lima e a Apimil - Associação Apícola do Minho organizam as IV Jornadas Apícolas do Minho, no próximo dia 25 de junho.

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Proporcionar um encontro/debate sobre a atividade apícola é o principal objetivo das jornadas, que se realizam no Auditório Rio Lima, a partir das 9 horas.

Legislação apícola; Como funciona uma Zona Controlada? Como se faz o Boletim de Apiário? EiBee» - Sistema Integrado de Monitorização e Controlo de Atividades Apícolas; Biologia da abelha: O veneno da abelha e o apicultor; Veneno da abelha /tratamento e a Problemática do veneno são os principais temas das jornadas.

Confira o programa das IV Jornadas Apícolas Ponte Lima:

O que é preciso saber na apicultura: Legislação e biologia

8h30 - Abertura de seminário

9h00 - Inscrições seminário e registo apícola anual

9h30 - Abertura oficial: Presidente da Câmara // Presidente da APIMIL/

MESA I: Legislação apícola

Moderador Prof Doutor José Aranha (UTAD)

10h00 – 10h40 - Como funciona uma Zona Controlada? Dr. Armada Nunes

10h40 – 11h20 - Como se faz o Boletim de Apiário? - Um dever e um apoio apícola: Engª Miguel Maia (Técnico APIMIL)

11h30 – 12h30 - «EiBee» - Sistema Integrado de Monitorização e Controlo de Atividades Apícolas - Professor Doutor Luís Ferreira (IPCA)

12h30 – 13h00 - Discussão dos trabalhos

13h00 – 15h00 – Almoço

MESA II: Biologia da abelha: O veneno da abelha e o apicultor

Moderador – Dr. António Franklim (Presidente Conselho de Administração USAM)

15h00 – 16h00- Veneno da abelha /tratamento: Dra. Teresa Vieira (Alergologista)

16h00 – 16h45 - A problemática do veneno - Uma experiência de campo: Sérgio Jácome (Apicultor - APIMIL)

Apresentação e assinatura do protocolo ULSAM e a APIMIL

16h45 - Discussão dos trabalhos

17h00 - Moderador (Dr. Paulo Sousa)

Prosegur (Novo equipamento de segurança para os apiários)

17h30 – 18h00 - Sorteio de rainhas e material apícola

18h00 - Encerramento

No final serão entregues os diplomas dos cursos apícolas realizados pela Apimil. Para mais informações contate através do correio eletrónico: apimil@sapo.pt

ARCOS DE VALDEVEZ REQUALIFICA ESCOLA EB 2, 3/S

3,8 Milhões de euros vão dar melhores condições de aprendizagem aos 1300 alunos desta Escola

A Câmara Municipal deliberou aprovar, na última reunião de Câmara, a abertura de procedimento concursal para a requalificação da EB 2, 3/S de Arcos de Valdevez, pelo preço base de 3.257.761,60 euros (c/IVA). A este valor acrescem 475 030,20€ para a aquisição de mobiliário e outro tipo de equipamento.

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Esta escola já conta com cerca de 30 anos (1986) e necessita de obras, pois nunca foi alvo de nenhuma manutenção que atenuasse o desgaste das estruturas devido aos anos de vida dos edifícios e sua consequente utilização.

A intervenção será realizada ao nível do Polivalente, dos Blocos I,II e Bloco Oficina e incluirá a colocação de mobiliário escolar, material didático, mobiliário e equipamento técnico de laboratório e equipamento informático e multimédia.

Com esta empreitada pretende-se a criação de condições de acessibilidade a pessoas com mobilidade condicionada, a melhoria das suas condições de usufruto no dia-a-dia, bem como de segurança e acessibilidade. Através da reorganização e melhoramento dos espaços pretende-se incrementar a diversidade de práticas pedagógicas, o reforço do ensino experimental de ciências e tecnologia (laboratórios e oficinas) e de tecnologias de informação e comunicação.

Ao todo a escola terá 135 espaços, repartidos por espaços de ensino/educação/cultura, espaços sociais, espaços de gestão e administração escolar e espaços de apoio.

O Polivalente ficará com dois pisos, sendo o piso superior para instalação de gabinetes do órgão de gestão do Agrupamento, assim como para salas de atendimento aos pais, ensino especial, Associação de Estudantes, Associação de Encarregados de Educação, Psicologia e Orientação, de trabalho dos docentes, entre outras.

O auditório, com capacidade para 180 lugares sentados, contemplará uma área com bancada retráctil, permitindo a fácil utilização desse espaço para outras atividades em simultâneo.

Os blocos ficarão reorganizados de forma mais harmoniosa, com aspeto moderno e agradável, indo de encontro às necessidades atuais da comunidade escolar. Todos os edifícios serão interligados por passagens cobertas.

Relativamente à parte construtiva, a cobertura em fibrocimento vai ser substituída por painel sandwich, o que, para além de cumprir a função impermeabilizante, melhorará significativamente o comportamento térmico e eficiência energética dos edifícios, e colocado sistema de aquecimento.

No faseamento da obra foi envolvida a direção do estabelecimento de ensino e os encarregados de educação, de forma a causar o menor impacto possível, estando previsto que os trabalhos comecem no início do próximo do ano e tenham uma duração de 15 meses.

Esta obra e as realizadas na Escola Básica de Távora Sta. Maria e na Escola Básica Eira do Penedo - Soajo completam as intervenções na rede de equipamentos escolares do concelho. Neste sentido, a Câmara Municipal considera que estarão criadas as condições para promover a integração de todas as crianças e jovens na escola, proporcionando-lhes um ambiente de aprendizagem renovado, motivador e gratificante, dando assim, continuidade ao projeto educativo que visa a melhoria da qualidade do ensino e o bem-estar dos alunos, de modo a que queiram prosseguir com os seus estudos até concluírem a sua formação académica.

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CABECEIRAS DE BASTO DISPONIBILIZA TRANSPORTE GRATUITO A QUEM VAI EFECTUAR RASTREIOS AO IPO DO PORTO

Câmara de Cabeceiras de Basto disponibiliza transporte gratuito para rastreios no IPO do Porto

Na sequência das principais deliberações tomadas pelo Executivo Municipal de Cabeceiras de Basto, na sua reunião do passado dia 13 de junho, destaque para a aprovação de diversos assuntos relacionados com o transporte gratuito para realização de rastreios no IPO do Porto; o restauro e conservação do Mosteiro de S. Miguel de Refojos; a Carta Educativa; os transportes escolares; o Regulamento Municipal de Horários de Funcionamento dos Estabelecimentos Comerciais e de Prestação de Serviços; novos procedimentos de faturação/cobrança de água, saneamento e resíduos sólidos; e ainda Contratos Interadministrativos de Delegação de Competências nas Juntas de Freguesia.

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O Executivo Municipal aprovou, também por unanimidade, a cedência gratuita de transporte para dezenas de utentes se deslocarem ao IPO (Instituto Português de Oncologia) do Porto, para a realização do rastreio do cancro da mama, a pedido da USF ‘O Basto’ e Centro de Saúde de Cabeceiras de Basto, iniciativas com as quais a Câmara Municipal tem vindo a colaborar, sempre que lhe é solicitado, tendo em conta a importância destes rastreios de saúde para a prevenção de doenças.

No âmbito da continuada aposta na defesa e valorização do Património, de que é expoente máximo o Mosteiro de S. Miguel de Refojos, a Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, quatro projetos que visam: a reabilitação das coberturas do templo religioso e ala nascente do Mosteiro; a elaboração do projeto hidráulico da Ribeira de Penoutas na área de influência do Mosteiro; a conservação e restauro da fachada principal e torres sineiras; bem como o restauro e conservação da antiga livraria do Mosteiro. Estes projetos têm como principal finalidade a salvaguarda, proteção, requalificação e preservação do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, ex-líbris do concelho Cabeceirense, ações que a Câmara Municipal submeterá a fundos comunitários, tendo em vista o seu financiamento. 

Aprovada por unanimidade nesta reunião foi também a Monitorização da Carta Educativa 2016, documento que será agora remetido à Assembleia Municipal para deliberação.

De salientar que a Monitorização da Carta Educativa procura ser congruente com as metas do Programa Educação 2015 do Ministério da Educação e Ciência, devendo ser entendida, enquanto produto, não como um documento acabado mas como uma reconfiguração da Rede Educativa em permanente avaliação e atualização.

Foi também aprovado por unanimidade o Plano de Transportes Escolares do Concelho de Cabeceiras de Basto para o ano letivo 2016/2017. Os transportes escolares são um instrumento indispensável à prossecução da equidade educativa que viabiliza o acesso à escola, promove o sucesso educativo e previne o abandono escolar.

O Regulamento Municipal de Horários de Funcionamento dos Estabelecimentos Comerciais e de Prestação de Serviços foi aprovado por unanimidade nesta última reunião do Executivo Municipal, sendo o mesmo agora remetido à Assembleia Municipal para apreciação e votação. De salientar que na elaboração deste regulamento a Câmara Municipal teve em conta a recente alteração legislativa, tendo ainda em consideração uma ponderação dos interesses em presença, pugnando por uma solução equilibrada e proporcional que vá de encontro aos interesses dos empresários mas também dos residentes.

A Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, novos procedimentos de faturação/cobrança dos serviços de água, saneamento e resíduos sólidos tendo em vista a melhoria do sistema de gestão e cobrança desses serviços, a defesa do interesse dos consumidores, bem como a eficiência dos serviços. De salientar que no último ano a Câmara Municipal realizou uma campanha de sensibilização para o cumprimento das obrigações por parte dos consumidores, a qual teve resultados muito positivos com a consequente recuperação de dívidas em atraso. Note-se a este propósito, que os cortes dos serviços foram a solução mais eficaz para solucionar débitos em falta. Tendo, ainda, em vista a desburocratização, a Câmara Municipal implementou no decurso do corrente ano uma medida ‘simplex’ de contrato na hora para o fornecimento da água para ‘facilitar a vida’ aos consumidores. As novas regras de faturação/cobrança dos serviços de água, saneamento e resíduos sólidos constituem-se como instrumento orientador de procedimentos que todos os serviços terão que cumprir na defesa do interesse público e na prestação de melhores serviços ao consumidor.

Aprovados, por maioria, foram os contratos interadministrativos de delegação de competências entre a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto e a União de Freguesias de Alvite e Passos; a União de Freguesias de Arco de Baúlhe e Vila Nune; a Junta de Freguesia de Bucos; a Junta de Freguesia de Cavez; a Junta de Freguesia da Faia; a União de Freguesias de Refojos de Basto, Outeiro e Painzela; e a Junta de Freguesia de Riodouro; tendo em vista a dinamização dos Espaços de Convívio e Lazer que têm por objetivo a promoção do envelhecimento ativo, prevenindo desta forma o isolamento social. Os referidos contratos serão remetidos à Assembleia Municipal para apreciação e votação.

VIZELA RECEBE PRIMEIRA ASSEMBLEIA INTERNACIONAL CITTASLOW DE 23 A 26 DE JUNHO

Vizela organiza, entre os dias 23 e 26 de junho de 2016, a primeira Assembleia Internacional Cittaslow em solo português.

Com esta organização, a Associação Internacional Cittaslow, sediada em Itália, premeia o trabalho feito pelas seis cidades portuguesas classificadas no geral (Vizela, Viana do Castelo, Tavira, Silves, Lagos e S. Brás de Alportel) e a cidade de Vizela em particular, fruto da relação e do empenho que tem demonstrado ao longo dos cinco anos de classificação.

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Assim, Vizela receberá, durante este período de quatro dias, delegações das restantes cidades mundiais classificadas (num total de 220) e que representarão um universo geográfico que abrange cinco continentes.

A expectativa no seio internacional é grande, já que o nosso país representa um atrativo turístico muito forte que é desconhecido, já que as oito assembleias anteriores foram sempre organizadas por países com mais tradição Cittaslow que Portugal.

O programa que abrange os quatro dias será preenchido por forma a que as diferentes delegações tenham acesso ao que de melhor Vizela produz no seio do seu território, o seu património, as tradições minhotas, a sua forma de vida.

O momento alto deste evento será o próprio dia da assembleia, dia 25 de junho, onde o Presidente da Câmara, Dinis Costa, terá um papel importante a desempenhar já que, sendo também membro convidado do Comité Cientifico desta organização, será elemento primordial da mesa da assembleia, abrindo a cerimónia, acompanhando os trabalhos, promovendo os projetos vizelenses neste domínio e encerrando o evento.

De realçar ainda que o projeto educacional “Cittaslow Education” do Agrupamento de Escolas de Infias, liderado pelas professoras Valeria Pereira e Maria José Oliveira, será ponto de honra na apresentação portuguesa. Este projeto educacional, único a nível mundial, promove a filosofia Cittaslow, de uma forma original e apelativa, no seio da comunidade educacional e local, tendo servido de plataforma de acolhimento ao desenvolvimento do interesse da comunidade vizelense pela filosofia Slow.

Mais que um encontro internacional de grande importância, a relevância deste evento reside no facto de ser uma “família mundial” de cidades de pequena dimensão que procuram, no seio das transversalidades das suas diferentes culturas, modelos de salvaguarda e reconhecimento dos valores intrínsecos e fundamentais dos seus territórios, reconhecendo a importância das suas formas de vida e defendendo-as como elementos representativos e de identidade de cada região e de cada país.

Esta tomada de consciência, feita em assembleia na presença de todos, denota uma vontade das cidades se encontrarem e se reconhecerem nas suas diferenças, já que são estas mesmas diferenças que definem a espinha dorsal da sua originalidade. Será sempre na afirmação maior destes valores (história, arquitetura, natureza, etnografia, educação, gastronomia) que cada lugar, cada cidade, cada região poderá afirmar cabalmente as características da sua humanização e desta forma a sua atratividade.

Vizela reconhece-se também desta forma, elevando-se no seio da sua história, da sua cultura, das suas tradições e seus modos de vida. Reconhece-se e dá-se a conhecer como membro desta associação desde o ano da sua classificação, em 2011. Faz portanto parte de um grupo de 220 cidades que procuram, num mundo cada vez mais homogéneo, em face das suas características específicas de aglomerados de pequena dimensão (nunca superior a 50 000 habitantes), modelos e políticas de desenvolvimento urbano e social que cumpram metas de excelência em salvaguarda, reconhecimento e sustentabilidade dos seus modelos de vida originais.

O movimento Cittaslow

A Associação Cittaslow nasce em Itália em 1999 como um movimento urbano no seio de 4 pequenas cidades que defendiam princípios de desenvolvimento ancorados em valores de sustentabilidade, salvaguarda patrimonial e de tradições e reconhecimento dos valores originais de cada território, promovendo ao mesmo tempo a qualidade de vida das populações locais. Assim o movimento designado de Cittaslow baseia-se na exploração adequada dos recursos e ativos locais existentes, encontrando estratégias que tornem estas pequenas cidades (num mundo cada vez mais competitivo) sustentáveis e atrativas, consagrando ao mesmo tempo o bem-estar dos seus cidadãos. Atualmente a rede conta com a classificação de 220 cidades distribuídas por 5 continentes. O logo deste movimento, simbolizado por um caracol que carrega uma paisagem urbana composta pela harmonia entre edifícios novos e antigos, é demonstrativa dos valores da associação Cittaslow: um ambiente urbano sustentável e de salvaguarda, onde a questão do tempo-justo que dispensamos em cada atividade é sempre relembrado.

GUIMARÃES COMEMORA BATALHA DE SÃO MAMEDE

DIA 24 DE JUNHO, SEXTA-FEIRA

Programa completo das comemorações em Guimarães do 888º aniversário da Batalha de São Mamede

Preenchido dia de sexta-feira termina com sessão solene no Paço dos Duques. Câmara Municipal de Guimarães distingue seis personalidades vimaranenses com a atribuição da “Medalha de Mérito Social Municipal”.

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Quatro inaugurações, uma sessão solene no Paço dos Duques de Bragança, evocativa do 888º aniversário da comemoração da Batalha de São Mamede de 1128, quatro dias de Feira Afonsina e a assinatura do protocolo de geminação com a cidade francesa de Montluçon fazem parte do conjunto de iniciativas promovidas este ano pela Câmara Municipal de Guimarães para assinalar o “Dia Um de Portugal”, ao longo de todo o dia desta sexta-feira, 24 de junho. O programa de comemorações tem início na véspera, às 18 horas, com a abertura da feira medieval, tendo como tema principal o episódio do “Recontro de Valdevez”.

Na sexta-feira, às 09 horas, decorre a cerimónia do hastear de bandeiras no edifício dos Paços do Concelho, realizando-se meia hora depois a primeira inauguração do dia, em Urgezes. Nessa altura, ficar-se-á a conhecer a nova “Casa Primavera”, prédio social que a Câmara de Guimarães transformou num edifício ambientalmente sustentável, através da implementação de fontes de energia renováveis, num abrangente processo de recuperação estrutural, arquitetónica e energética desta habitação social gerida pela CASFIG. As imagens da fachada têm a autoria do Mestre José de Guimarães, um dos principais artistas plásticos portugueses de Arte Contemporânea, que se associou à reabilitação do Bloco Habitacional de Urgezes.

Às 10:30 horas, será inaugurado o Parque de Lazer de Ardão, em Silvares, enquanto uma hora depois é a vez do Presidente do Município de Guimarães, Domingos Bragança, proceder à inauguração do ramal de acesso da rotunda de Mouril à Variante de Creixomil, obra que permitirá descongestionar o trânsito na estrada que liga Pevidém (EN310) à rotunda de Silvares (EN206). A ligação proposta aproveita, de uma forma geral, o antigo traçado da EN 310, criando uma via de entrada na Variante de Creixomil, com sentido único de circulação e dotada de uma faixa de aceleração com uma extensão de cerca 100 metros. A manhã do dia 24 de junho termina com a realização de uma eucaristia solene, às 12:30 horas, na Igreja da Oliveira.

Depois do almoço com delegações das cidades geminadas com Guimarães, a tarde será preenchida com a inauguração da reabilitação do Largo de Donães, no Centro Histórico, a partir das 15:30 horas, sendo devolvido à fruição pública um quarteirão situado entre a Rua da Rainha e a Rua Egas Moniz. Às 16:30 horas, ficar-se-á a conhecer o Centro Interpretativo do Castelo de Guimarães e, uma hora depois, tem início a sessão solene evocativa do “24 de Junho - Dia Um de Portugal”, no Paço dos Duques de Bragança, presidida pelo Ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes. Na cerimónia, será formalizado o protocolo de geminação com Montluçon (França), além da tradicional aposição de condecorações honoríficas.

PERTO DE UM MILHAR DE ATLETAS PEDALAM 24 HORAS BTT DE FAMALICÃO

24 Horas BTT de Famalicão vão contar com a pedalada de 900 atletas. Prova realiza-se nos dias 9 e 10 de julho e as inscrições já estão esgotadas

Bicicletas, amigos, Dj’s e campismo. As 24 Horas BTT de Vila Nova de Famalicão regressam nos dias 9 e 10 de julho e os ingredientes parecem estar todos reunidos para um fim-de-semana de muita animação e adrenalina.

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Quem já participou confirma que não há prova como esta. Se para uns é uma farra de 24 horas consecutivas, para outros é um intenso desafio à resistência física. O certo é que para todos o resultado final é de uma imensa satisfação. Assim tem sido em anos anteriores e assim será também desta vez.

Organizada pela Associação Amigos do Pedal com o apoio da autarquia famalicense, a prova entra na sua sétima edição com lotação esgotada.

Ao todo serão 900 os atletas que vão participar nas 24 Horas BTT de Famalicão, que este ano ficarão marcadas pelo regresso à Urbanização Talvai, uma zona nobre do Município de Famalicão, situada às portas da cidade.

As 24 Horas BTT mudam de figurino, mas de acordo com a organização, “mantêm os atrativos que fizeram desta prova uma das mais participadas do país e da Europa no género”.

O percurso terá uma distância de sensivelmente 8 quilómetros em circuito fechado e irá abranger a magnífica e luxuriante mancha rural e florestal do concelho famalicense.

Mais informações no site oficial da prova, em www.24horasbttfamalicao.com.

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ESPOSENDE INTEGRA PROJETO AMBIENTAL

Foi apresentado, esta terça-feira, no Navio Hospital Gil Eannes, em Viana do Castelo, o projeto “Escolas da Natureza”, que desafia os Agrupamentos de Escolas de Viana do Castelo, Esposende e Cerveira, a proceder à monitorização ambiental dos ecossistemas naturais. Este projeto intermunicipal foi candidatado pela autarquia vianense e tem como parceiros as autarquias de Esposende e Cerveira e a Universidade de Coimbra, através do Instituto do Mar.

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“Pretendemos criar pontos de encontro, proporcionando o trabalho entre agrupamentos de escolas e equipas técnicas. Com esta decisão estamos a contribuir para a defesa da natureza”, vincou José Maria Costa, presidente da Câmara de Viana do Castelo que justificou a “aliança” com Esposende e Vila Nova de Cerveira, devido ao trabalho que estes municípios têm desenvolvido em vários núcleos de defesa ambiental.

Benjamim Pereira espera que este trabalho em rede ajude a “sensibilizar os jovens para o respeito da natureza. Pretendemos desenvolver um trabalho válido e estamos disponíveis para outros projetos”, disse o autarca, lembrando que, em Esposende, outros projetos decorrem, integrados no Parque Natural do Litoral Norte. “Temos um projeto de educação ambiental com vinte anos”, lembrou o autarca de Esposende que valorizou as candidaturas intermunicipais, “em defesa dos interesses das populações e dos valores do território, independentemente dos limites administrativos e geográficos dos diferentes municípios”.

O projeto consiste na identificação de espécies, vegetais e animais, contribuindo para a criação de materiais pedagógicos que possam servir projetos futuros. Uma base de dados registará as transformações, acolhendo os bio-registos que os diferentes grupos vão recolher.

O projeto tem a duração de um ano e incidirá nas áreas do Parque Natural do Litoral Norte, na bacia do Lima e na Serra D’Arga. O valor global é de 360 mil euros e arranca já em outubro, com a formação de professores. Em junho de 2017 será feita uma avaliação de um projeto que compreende uma exposição itinerante que vai percorrer todas escolas, explicou a coordenadora do projeto, Leonor Cruz.

GUIMARÃES QUER SER CAPITAL VERDE EUROPEIA

NO LABORATÓRIO DA PAISAGEM

Comissão Consultiva da candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia reúne esta quarta-feira

Reunião decorre no Laboratório da Paisagem, na noite desta quarta-feira. No sábado, 25 junho, às 15 horas, é a vez do Comité Externo de Aconselhamento da CVE 2020, também no mesmo local.

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O Laboratório da Paisagem, em Creixomil, recebe esta quarta-feira, 22 de junho, pelas 21:30 horas, a terceira reunião da Comissão Consultiva da candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia, da qual fazem parte, além de um representante de todos os partidos políticos com representação na Assembleia Municipal de Guimarães, os diretores dos agrupamentos de escolas e das escolas secundárias, os Presidentes de Junta de Freguesia e um conjunto de entidades, associações e instituições que exercem a sua atividade no âmbito dos indicadores previstos na candidatura.

A reunião tem por objetivo dar a conhecer a todos os membros o trabalho realizado no primeiro semestre de 2016 e apresentar algumas das principais linhas de ação para o resto do ano. A Comissão Consultiva da candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia 2020, que reúne ordinariamente duas vezes por ano, tem como função acompanhar o desenvolvimento de todo o processo de formatação da candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia, de implementação da estratégia global e de análise dos documentos de trabalho que lhe são presentes pela Direção e pelo Comité Executivo.

A Direção é constituída pelo Presidente da Câmara Municipal, Domingos Bragança, e pelo Reitor da Universidade do Minho, António M. Cunha, estando também definido um Comité Executivo que terá por missão coordenar e desenvolver a estratégia de organização do processo de candidatura e integrar as instruções do Executivo Municipal e da Direção, levando em linha de conta as recomendações do Comité Externo de Aconselhamento e do Conselho Consultivo e coordenar o trabalho das Unidades Operacionais.

FAMALICÃO HOMENAGEIA OS SEUS OBREIROS

Famalicão presta homenagem aos grandes obreiros do concelho. Cidade celebra 31.º aniversário no dia 9 de julho

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vai homenagear no próximo dia 9 de julho – data em que se celebra o 31.º aniversário da cidade – alguns dos grandes obreiros do concelho, cinco homens que através do seu trabalho e da sua força empreendedora contribuíram para o desenvolvimento e crescimento do território. São eles: Narciso Ferreira, fundador da empresa Sampaio, Ferreira & C.a, Lda e da Central Termoelétrica de Caniços, entre outras; Manuel Gonçalves, criador da Têxtil Manuel Gonçalves; José Dias de Oliveira, fundador da Riopele, e os irmãos José Gomes da Costa Carvalho e Lino Gomes da Costa Carvalho iniciadores da relojoaria “Boa Reguladora”.

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“Uma homenagem mais que merecida que honra e perpétua o nome deste punhado de homens empreendedores, verdadeiros símbolos da força e do dinamismo do nosso concelho, daquilo que nos identifica e que está na génese do nosso ADN”, refere a propósito o presidente da Câmara Municipal Paulo Cunha.

Nascidos entre o final do século XIX e inícios do século XX, estes homens projetaram Vila Nova de Famalicão no país como um dos núcleos principais da Revolução Industrial, criaram emprego e promoveram o progresso no concelho. Foi, por exemplo, graças a José da Costa Carvalho que Vila Nova de Famalicão se tornou em 1909 na primeira localidade da região do Minho a usufruir de energia elétrica.

A homenagem póstuma a estes cinco famalicenses realiza-se durante a sessão solene comemorativa do aniversário da elevação de Famalicão a cidade, que se decorre no dia 9 de julho, na Casa das Artes, a partir das 17h00.

Ao todo, a Câmara Municipal vai entregar 40 galardões municipais a 30 cidadãos e 10 instituições do concelho que ao longo dos anos contribuíram de forma notável para a projeção e afirmação de Vila Nova de Famalicão no país, nas mais diversas áreas.

E se por um lado, a autarquia consagra os históricos obreiros do concelho, por outro homenageia os novos empreendedores. Com a Medalha de Mérito Económico serão distinguidos Filipe Vila Nova, fundador e administrador da Salsa; Pedro Olavo Santos Carreira, gestor da Continental Mabor e ainda Renato Cunha, chefe de cozinha e responsável pelo projeto do Restaurante Ferrugem.

“São três exemplos de empreendedorismo nos dias de hoje, que queremos destacar publicamente”, afirma Paulo Cunha, acrescentando que “ao juntarmos nesta cerimónia os nomes por exemplo de Narciso Ferreira e Filipe Vila Nova estamos a demonstrar que há uma continuidade, uma sucessão de empreendedores no nosso concelho, que queremos incentivar e apoiar”.

Com a Medalha de Honra será distinguido o arquiteto Noé Silva Dinis, que projetou o Parque da Devesa, o grande pulmão verde da região, mas que também foi o autor da Urbanização das Lameiras, nos anos 80.

António Barbosa, até há pouco tempo vereador da Câmara Municipal eleito Partido Socialista, será agraciado com a medalha de Mérito Municipal Autárquico pelo seu percurso enquanto autarca no concelho.

De salientar ainda a atribuição das medalhas de Mérito Municipal Cultural à bailarina internacional Mariana Tengner Barros e à atriz famalicense Kika Magalhães que conquistou recentemente a crítica de cinema dos Estados Unidos com o papel de protagonista em “The Eyes Of My Mother”, sendo considerada por vários meios uma revelação do festival de cinema de Sundance. Maria Teresa Vilhena Mesquita, diretora do Jornal de Famalicão, também será distinguida por Paulo Cunha, pela sua dedicação de muitos anos à causa da Comunicação Social local.

A sessão evocativa do Dia da Cidade, momento de homenagem às personalidades e instituições famalicenses, é um dos momentos altos da programação comemorativa da passagem dos 31 anos sobre a atribuição do título de cidade a Famalicão, decidido em 1985 pela Assembleia da República.

O aniversário da cidade conta com um programa variado que arranca no sábado dia 2 e termina na segunda-feira, dia 11.

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MODA BARCELOS DESFILA ESTE FIM-DE-SEMANA

Atriz Filomena Cautela e o manequim convidado José Carlos Pereira são os anfitriões

A Praça do Município de Barcelos veste-se a rigor já no próximo fim de semana, 24 e 25 de junho, para receber a moda que se faz em no concelho.

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O Moda Barcelos, projeto de arte e de formação que visa descobrir novos talentos, valorizar e promover a indústria têxtil e a área da moda no território, conta este ano com a participação de dez empresas, sete designers, 16 lojas, seis cabeleireiros, 39 manequins e a APACI – Associação de Pais e Amigos de Crianças Inadaptadas.

No dia 24, sexta-feira, terá lugar o desfile de apresentação de coleções da Indústria Têxtil e Designers de Moda, bem como o desfile de tendências de cabelo e maquilhagem. Já no sábado, 25 de junho, serão apresentadas as coleções de lojistas com atividade na área da moda.

A apresentação do evento estará a cargo de Filomena Cautela e o manequim convidado é José Carlos Pereira. A marca convidada deste ano é Najha, e Jorge Ferreira e Carla Pontes são os estilistas convidados.

No decorrer dos desfiles, a animação estará a cargo de Bárbara Carvalho, Lipe Percussion, Rafaela Macedo e Nico Dance Studio.

No final das apresentações, nos dois dias, o ponto de encontro é nos Paços do Concelho, um dos espaços mais emblemáticos da cidade, num ambiente de festa.

O projeto Moda Barcelos teve início com a formação de manequins e com o desafio lançado à indústria têxtil, aos estilistas e criadores de conceberem e apresentarem coleções originais. Tendo por objetivo a contínua evolução do projeto e com base na avaliação que tem sido desenvolvida, foram introduzidas outras dinâmicas, permitindo ampliar o domínio técnico e formativo, assim como dar resposta a outros segmentos da população. 

REDE WI-FI PARA SEIXAS, LANHELAS E VILAR DE MOUROS FOI A PROPOSTA MAIS VOTADA EM VILAR DE MOUROS

Os encontros de participação terminam dia 29 de junho, em Argela

Rede Wi-Fi para Lanhelas, Seixas e Vilar de Mouros foi a proposta mais votada no Encontro de Participação que decorreu em Vilar de Mouros. A população de Caminha continua a decidir os projetos que quer para o concelho. Os encontros de participação continuam quinta-feira, em Orbacém.

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No encontro de participação que decorreu ontem ao final da tarde estiveram presentes 46 pessoas, formando 9 grupos. Os proponentes apresentaram, no conjunto das mesas, 20 propostas, tendo sido selecionadas em plenário apenas 7.

As propostas segundo a ordem de votação são as seguintes: Rede WI-FI para Seixas, Lanhelas e Vilar de Mouros (28); Parque Infantil de Vilar de Mouros (14); Obras no Jardim de Infância de Âncora (13); Parede de Escalada em Frente ao Campo de Futebol em Lanhelas (13); Requalificação do Antigo Posto da Guarda Fiscal em Pedras Ruivas – Seixas (11); Desvio das Águas da estrada do Cantoneiro – Âncora (7) e Obras no Forte do Cão – Âncora (6).

Assim, as propostas mais votadas e que agora serão submetidas à apreciação por parte de técnicos do Município de Caminha são: Rede WI-FI para Seixas, Lanhelas e Vilar de Mouros; Parque Infantil de Vilar de Mouros; Obras no Jardim de Infância de Âncora; Parede de Escalada em Frente ao Campo de Futebol em Lanhelas e Requalificação do Antigo Posto da Guarda Fiscal em Pedras Ruivas – Seixas.

Estas novas propostas vêm juntar-se às escolhidas nos encontros anteriores e que decorreram em Moledo, Vila Praia de Âncora e Riba de Âncora: Requalificação dos Estaleiros do Quintas; Execução do arranjo do Cais da Rua, Sul em Caminha; Requalificação da Rua D. Urraca em Vilarelho; Recuperação do moinho de Vento/Carvoeiro em Moledo; Pavimentação do Estradão do Montanhão entre Cristelo e Vilarelho; Requalificação da Rua 13 de Fevereiro; Recuperação do Monte Calvário – Vila Praia de Âncora; Acesso para ambulância e veículos dos Bombeiros na Rua da Erva Verde, Homenagem às Crianças (Praia das Crianças); Forno comunitário (Rota do Pão) – Riba de Âncora, Aquisição de máquina retroescavadora – Riba de Âncora e Aquisição de camião com grua – Riba de Âncora.

Encontros de Participação estão na reta final. Quinta-feira, dia 23 de junho, a sessão vai decorrer  no Centro Cultural de Orbacém, pelas 18 horas. Esta ronda termina no dia 29 de junho, em Argela.

O Orçamento Participativo de Caminha é uma forma de participação cidadã e de reforço da Democracia Local. Através dele as pessoas escolhem o que querem fazer com o dinheiro dos seus impostos, designadamente com o montante pago em termos de participação variável da autarquia no IRS. Esta II edição do OP comtempla uma verba de 195 mil euros e cada projeto não poderá ultrapassar os 65 mil euros.

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VIZELA RECEBE ASSEMBLEIA INTERNACIONAL CITTASLOW

Vizela recebe primeira Assembleia Internacional Cittaslow de 23 a 26 de junho

Vizela organiza, entre os dias 23 e 26 de junho de 2016, a primeira Assembleia Internacional Cittaslow em solo português.

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Com esta organização, a Associação Internacional Cittaslow, sediada em Itália, premeia o trabalho feito pelas seis cidades portuguesas classificadas no geral (Vizela, Viana do Castelo, Tavira, Silves, Lagos e S. Brás de Alportel) e a cidade de Vizela em particular, fruto da relação e do empenho que tem demonstrado ao longo dos cinco anos de classificação.

Assim, Vizela receberá, durante este período de quatro dias, delegações das restantes cidades mundiais classificadas (num total de 220) e que representarão um universo geográfico que abrange cinco continentes.

A expectativa no seio internacional é grande, já que o nosso país representa um atrativo turístico muito forte que é desconhecido, já que as oito assembleias anteriores foram sempre organizadas por países com mais tradição Cittaslow que Portugal.

O programa que abrange os quatro dias será preenchido por forma a que as diferentes delegações tenham acesso ao que de melhor Vizela produz no seio do seu território, o seu património, as tradições minhotas, a sua forma de vida.

O momento alto deste evento será o próprio dia da assembleia, dia 25 de junho, onde o Presidente da Câmara, Dinis Costa, terá um papel importante a desempenhar já que, sendo também membro convidado do Comité Cientifico desta organização, será elemento primordial da mesa da assembleia, abrindo a cerimónia, acompanhando os trabalhos, promovendo os projetos vizelenses neste domínio e encerrando o evento.

De realçar ainda que o projeto educacional “Cittaslow Education” do Agrupamento de Escolas de Infias, liderado pelas professoras Valeria Pereira e Maria José Oliveira, será ponto de honra na apresentação portuguesa. Este projeto educacional, único a nível mundial, promove a filosofia Cittaslow, de uma forma original e apelativa, no seio da comunidade educacional e local, tendo servido de plataforma de acolhimento ao desenvolvimento do interesse da comunidade vizelense pela filosofia Slow.

Mais que um encontro internacional de grande importância, a relevância deste evento reside no facto de ser uma “família mundial” de cidades de pequena dimensão que procuram, no seio das transversalidades das suas diferentes culturas, modelos de salvaguarda e reconhecimento dos valores intrínsecos e fundamentais dos seus territórios, reconhecendo a importância das suas formas de vida e defendendo-as como elementos representativos e de identidade de cada região e de cada país.

Esta tomada de consciência, feita em assembleia na presença de todos, denota uma vontade das cidades se encontrarem e se reconhecerem nas suas diferenças, já que são estas mesmas diferenças que definem a espinha dorsal da sua originalidade. Será sempre na afirmação maior destes valores (história, arquitetura, natureza, etnografia, educação, gastronomia) que cada lugar, cada cidade, cada região poderá afirmar cabalmente as características da sua humanização e desta forma a sua atratividade.

Vizela reconhece-se também desta forma, elevando-se no seio da sua história, da sua cultura, das suas tradições e seus modos de vida. Reconhece-se e dá-se a conhecer como membro desta associação desde o ano da sua classificação, em 2011. Faz portanto parte de um grupo de 220 cidades que procuram, num mundo cada vez mais homogéneo, em face das suas características específicas de aglomerados de pequena dimensão (nunca superior a 50 000 habitantes), modelos e políticas de desenvolvimento urbano e social que cumpram metas de excelência em salvaguarda, reconhecimento e sustentabilidade dos seus modelos de vida originais.

O movimento Cittaslow

A Associação Cittaslow nasce em Itália em 1999 como um movimento urbano no seio de 4 pequenas cidades que defendiam princípios de desenvolvimento ancorados em valores de sustentabilidade, salvaguarda patrimonial e de tradições e reconhecimento dos valores originais de cada território, promovendo ao mesmo tempo a qualidade de vida das populações locais. Assim o movimento designado de Cittaslow baseia-se na exploração adequada dos recursos e ativos locais existentes, encontrando estratégias que tornem estas pequenas cidades (num mundo cada vez mais competitivo) sustentáveis e atrativas, consagrando ao mesmo tempo o bem-estar dos seus cidadãos. Atualmente a rede conta com a classificação de 220 cidades distribuídas por 5 continentes. O logo deste movimento, simbolizado por um caracol que carrega uma paisagem urbana composta pela harmonia entre edifícios novos e antigos, é demonstrativa dos valores da associação Cittaslow: um ambiente urbano sustentável e de salvaguarda, onde a questão do tempo-justo que dispensamos em cada atividade é sempre relembrado.

BRAGA REDUZ CARGA FISCAL

Executivo mantém política de redução da carga fiscal. Redução na participação no IRS pelo terceiro ano consecutivo

O Executivo da Câmara Municipal de Braga irá apreciar, na próxima reunião, a realizar Quinta-feira, dia 23 de Junho, as propostas de lançamento da Derrama a cobrar em 2017, a participação variável no imposto sobre o rendimento das pessoas singulares (IRS) e a fixação da taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).

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Reduzir a fiscalidade Municipal é uma prioridade assumida desde o primeiro momento pelo actual Executivo, sendo um objectivo que tem vindo a ser alcançado de forma gradual de modo a não agravar a despesa.

Quanto à participação da Autarquia no IRS, o Executivo irá apreciar a proposta de participação do Município de Braga em 4,4%, no IRS dos rendimentos dos contribuintes, a cobrar no ano de 2017, revertendo a diferença entre esta participação e a taxa máxima (5%) a favor dos contribuintes Bracarenses. Este é um imposto que tem vindo a descer gradualmente desde 2014, sendo que em 2013, na gestão do anterior Executivo Socialista, era cobrada a taxa máxima.

Já no caso do lançamento da Derrama para o próximo ano, o Município de Braga propõe a aprovação das taxas de derrama para dois diferentes escalões. Nos termos da proposta submetida ao Executivo, as empresas cujo volume de negócios seja inferior aos 150 mil euros estarão isentas do pagamento de derrama e as empresas cujo volume de negócios se seja superior aos referidos 150 mil euros, estarão sujeitas ao pagamento de 1,5%. O Município contribui, desta forma, para dar um impulso competitivo às PME´s do Concelho.

No que ao IMI diz respeito, e tendo em consideração a importância deste imposto para o financiamento e estratégia de gestão do Município, será proposto fixar, para o próximo ano, a taxa do IMI para prédios urbanos nos 0,35%; uma minoração em 20% da taxa para edifícios reabilitados para habitação, nas respectivas áreas de reabilitação urbanas; uma redução em 50%, a prédios urbanos arrendados, cujos contratos tenham sido celebrados ao abrigo do programa ‘Encaixa-te’ ou semelhante, promovendo a clusterização de actividades culturais e criativas e reforçando a polarização comercial do Centro Histórico; a redução da taxa do imposto a aplicar ao prédio ou parte de prédio urbano destinado a habitação própria e permanente do sujeito passivo ou do seu agregado familiar, atendendo ao número de dependentes que compõem o respectivo agregado e majoração em 30% da taxa a aplicar a prédios urbanos degradados, considerando-se como tais os que, face ao seu estado de conservação, não cumpram satisfatoriamente a sua função ou façam perigar a segurança de pessoas e bens.

PRESIDENTE DO MUNICÍPIO FAMALICENSE APELA À EXPORTAÇÃO POR PARTE DAS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS DO CONCELHO

Exportar para crescer é o conselho de Paulo Cunha para as PME

‘Famalicão Made INternacional’ conta com a cooperação da AICEP e tem como estratégia alargar a base exportadora do concelho

É uma constante nos discursos dos especialistas e ontem ficou bem vincada em Vila Nova de Famalicão: é fundamental uma forte componente exportadora para dar mais dimensão à economia de um território. Para muitos assume mesmo contornos de inevitabilidade. Para o presidente da Câmara Municipal é antes uma questão de “ambição” que “tem de fazer parte do ADN empresarial”.

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Paulo Cunha falava numa conferência dedicada às oportunidades de negócio em França e a estratégia da autarquia neste capítulo é clara: “É verdade que nos preocupamos com as empresas que já exportam, mas não é menos verdade que nos preocupamos ainda mais com as empresas que não exportam ou estão a dar os primeiros passos. É óbvio que queremos que as grandes e as médias empresas exportem cada vez mais, mas sentimos que somos mais úteis, e porventura imprescindíveis, para os projetos empresariais que estão a dar os primeiros passos. É aqui que concentraremos muita da nossa energia.”

A sessão que marcou o regresso de ‘Famalicão Made INternational’, iniciativa da Câmara Municipal que visa capacitar as empresas famalicenses para a exportação tendo em vista o alargamento da base exportadora do concelho, teve na apresentação dos quatro ‘Embaixadores Famalicenses em França’ um dos momentos altos da sessão.

Rui Carvalho (Porminho), Antoine Michel (Evoludis), Thierry Ferreira (CMI) e Mário Almeida (NH Clima) são empresários que conhecem bem o mercado francês e que ontem se disponibilizaram para aconselhar as empresas famalicenses que desejem explorar comercialmente as suas potencialidades, numa ação que conta com a cooperação da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, representada nesta conferência por Luís Reis.

“Estes quatro empresários assumiram o compromisso de ajudar a economia famalicense. É uma forma excelente de cidadania ativa e de responsabilidade social das empresas”, ilustra Paulo Cunha.

Quatro conferências, dezasseis sessões práticas

Aliás, o painel de convidados foi unânime nos elogios à Câmara Municipal por promover uma iniciativa que procura estreitar a cooperação económica entre os dois países e alavancar o tecido empresarial do concelho famalicense. Laurent Marionnet, Diretor-geral da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa, salientou mesmo que se trata de um “bom exemplo do poder público de Vila Nova de Famalicão ao serviço do crescimento da sua economia”. Enquanto que Luís Reis, da AICEP, lembrou a pertinência desta iniciativa num “concelho que já é exemplar nas exportações portuguesas”.

Famalicão é o terceiro município mais exportador do país e a principal economia industrial do Norte.“Mas isso não nos afaga o ânimo”, afirmou o edil, para quem esses indicadores aumentam a responsabilidade da autarquia no sentido de potenciar a vocação exportadora que caracteriza o município.

Para além desta conferência, ‘Famalicão Made INternational’ reserva mais três sobre as oportunidades de negócio noutros tantos mercados externos – Japão (16 de setembro), Estados Unidos (17 de outubro) e Alemanha (21 de novembro). Cada uma será complementada com quatro ’oficinas de exportação’, sectoriais e de natureza prática, no Gabinete de Apoio ao Empreendedor. No caso de França as oficinas decorrem a 30 de junho e a 7, 14 e 21 de julho.

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MUNICÍPIO DE BRAGA TRANSFERE VERBAS PARA AS FREGUESIAS

Câmara de Braga transfere cerca de 125 mil euros para as Freguesias do Concelho. Proposta será analisada na próxima Reunião do Executivo

O Município de Braga volta a transferir cerca de 125 mil euros para diversas Freguesias do Concelho para financiar a execução de várias obras. As propostas, em forma de contratos Interadministrativos de Delegação de Competências e de Apoios Financeiros, atingem os 124.442,77 euros, e serão apreciadas na próxima reunião de Executivo Municipal, a realizar Quinta-feira, dia 23 de Junho.

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A maior fatia vai para a União das Freguesias de Guisande e Oliveira S. Pedro, cujo valor cifra-se em 39.674,43 euros para a execução do Parque de Lazer e recuperação e revitalização do Moinho em Oliveira S. Pedro. Para a Freguesia de Tadim será votada a transferência total de 36.643,31 euros destinados a apoiar a conclusão das obras de drenagem e instalações sanitárias do auditório da Sede da Junta de Freguesia.

Já a União de Freguesias de Este (S. Pedro e S. Mamede), irá receber 16.556,01 euros para a reconstrução de um muro na Rua da Granja, em Este S. Pedro. Também para a União das Freguesias de Real, Dume e Semelhe, será transferido o valor de 10.895,95 euros, destinados a apoiar a requalificação da cobertura dos balneários, em Real.

Para a Freguesia de Figueiredo, está previsto a transferência de 10.436,76 euros com vista à pavimentação do parque de estacionamento do Campo Desportivo. Já para a União das Freguesias de Sta. Lucrécia de Algeriz e Navarra será transferido o montante de 8.579,64 euros para o alargamento da Rua do Castelhão ou Monte, em Sta. Lucrécia.

Também a União das Freguesias de Nogueira, Fraião e Lamaçães, terá 1.644,67 euros para a execução de trabalhos complementares na Travessa Pascoal Fernandes, em Lamaçães.

Para além destas transferências, o Executivo irá analisar o contrato de comodato a celebrar entre o Município de Braga e a União das Freguesias de Real, Dume e Semelhe para que o Centro de Convívio Sénior de Semelhe se possa instalar na EB1 daquela Freguesia.

Outra proposta que sobe à reunião de Câmara prende-se com a doação de uma parcela de terreno à Junta de Freguesia de Espinho destinada a integrar o arranjo urbanístico de uma área adquirida pela Junta de Freguesia, promovendo o bem-estar dos habitantes e a qualidade de vida.

Nesta reunião será, ainda, votada a proposta de direito de superfície, a favor do Centro Cultural e Social de Santo Adrião, sobre parte dos prédios descritos na Conservatória do Registo Predial sob os números 1963 e 2063, em Nogueira, com vista à construção de um pavilhão desportivo e de um pavilhão social.

SECTOR DOS TRANSPORTES APRESENTA NOVOS DESAFIOS

"Os desafios para a gestão no Setor dos Transportes \\ PORTO - ALFÂNDEGA \\ Apresentação Nova Versão aTrans - logistic software system

ABMN realizou, durante a tarde de ontem, no Edifício da Alfândega, no Porto, a segunda edição do Ciclo de Seminários “Os desafios para a gestão no Setor dos Transportes”, onde as Transportadoras do Norte e Centro ficaram a conhecer a nova versão da solução para o setor dos Transportes Rodoviários de Mercadorias - aTrans – logistic software System.

O evento contou ainda com a presença do cofundador da PRIMAVERA BSS, Eng. Jorge Baptista, do Vice-Presidente da ANTRAM pela Região Centro, Dr. Nelson Sousa e do Case Study João Pires Internacional Transportes, com a intervenção da Eng. Sílvia Pires. Depois de Lisboa, foi na Alfândega, no Porto, que se realizou mais uma edição do evento exclusivo para as empresas de Transportes “Os desafios para a gestão no Setor dos Transportes”.

A ABMN mostrou, durante a tarde de ontem, a nova versão da solução aTrans – logistic software system. A Conferência contou com a presença de várias Transportadoras, do Norte e Centro do País e com as boas-vindas especiais do co-fundador da PRIMAVERA BSS, Eng. Jorge Baptista. Entre as principais novidades apresentadas na Cidade Invicta, destacam-se o novo Timeline, mais versátil e com mais informação disponível, a ligação ao Business Analytics da PRIMAVERA e a versão WEB da solução.

A solução aTrans esteve também presente no Case Study da Empresa João Pires – Internacional Transportes.

Através do testemunho deixado pela Eng. Sílvia Pires, Diretora de Qualidade da Transportadora, os presentes puderam perceber, na prática, o enquadramento do produto.

A Presença ANTRAM, cuja intervenção se focou na visão atual do setor, com destaque para as dificuldades, desafios e oportunidades que marcam a atualidade das Transportadoras, foi assegurada pelo Vice-Presidente pela Região Centro, Dr. Nelson Sousa, administrador da empresa JLS- Transportes Internacionais.

Este painel veio reforçar a necessidade sentida pelo Setor de uma Solução de Gestão pensada de raiz para os Transportes Rodoviários de Mercadoria. Além do aTrans, os participantes puderam ainda conhecer a solução EYE PEAK, da PRIMAVERA BSS para a área da Logística.

A Conferência terminou com a intervenção da empresa Frederico Mendes & Associados, sobre o enquadramento do PORTUGAL 2020 no Setor dos Transportes e as oportunidades estratégicas que este quadro de incentivos encerra.

BRASIL TRAZ "AS LEVIANAS EM CABARÉ VAUDEVILLE" A CABECEIRAS DE BASTO

Cabeceiras de Basto: Centro de Teatro acolhe itinerância internacional ‘As Levianas em Cabaré Vaudeville’

No próximo dia 25 de junho, sábado, o Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto (CTCMCB) acolhe o espetáculo ‘As Levianas em Cabaré Vaudeville’ da Companhia Animée (Brasil). A peça da companhia pernambucana encontra-se em digressão por Portugal e tem apresentações marcadas em Alcobaça, Fafe, Lisboa e Cabeceiras de Basto. O público cabeceirense será contemplado com a apresentação que encerra a circulação do espetáculo em Portugal e que terá espaço no Auditório da Casa da Juventude (Mercado Municipal) às 21h30. Em seguida o espetáculo segue para Grenoble (França) para dar continuidade à itinerância internacional, que conta com o incentivo do Funcultura (Brasil).

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A Companhia Animée, formada por Enne Marx (palhaça Mary En), Nara Menezes (palhaça Aurhelia) e Tamara Floriano (palhaça Tan Tan), existe desde 2007, fruto do interesse comum em aprofundar e aperfeiçoar a linguagem cómica e realizar produções teatrais e musicais. A Companhia tem como peculiaridade o hibridismo entre as linguagens de Teatro, Música e Circo e tem como uma das suas funções instigar a formação e pesquisa através de oficinas, palestras, intervenções artísticas, festivais e criação de números e espetáculos cómicos. Em 2010, a Companhia criou a primeira Banda de palhaças do Brasil, ‘As Levianas’, com a participação de mais uma palhaça: Juliana de Almeida (palhaça Baju), criando premiados espetáculos.

Na história, as palhaças Mary En, Aurhelia, Baju e Tan Tan participam de uma audição para um musical. Como nenhuma é aprovada no teste, elas resolvem criar uma banda: interpretando inicialmente canções de grandes divas como Edith Piaf, La Lupe, Nina Simone e Billie Holiday, elas acabam por trazer ao palco pérolas do ‘brega cult’ brasileiro, de artistas como Sidney Magal, Diana e Marquinhos Moura. Na apresentação, não faltam humor e música, cantada e tocada ao vivo.

Trata-se de um espetáculo inclusivo, acompanhado por tradutora de Língua Gestual Portuguesa.

O espetáculo tem duração de 1 hora e é recomendado a maiores de 16 anos.

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ZERZEDELO VENCE JOGOS DA COMUNIDADE EM GUIMARÃES

FINAL DISPUTADA NO MULTIUSOS

Serzedelo venceu a quarta edição dos Jogos da Comunidade entre freguesias de Guimarães

Depois de Atães (2013), Aldão (2014) e Ponte (2015), o evento que dinamiza o desporto nas freguesias do concelho terminou com a vitória de Serzedelo. Presidente do Município procedeu à entrega das medalhas. No final, decorreu um lanche entre os participantes na Horta Pedagógica.

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A edição de 2016 dos Jogos da Comunidade, este ano subordinada ao tema da candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia, foi conquistada pela vila de Serzedelo na final disputada este fim de semana, no Multiusos de Guimarães, sucedendo à freguesia de Ponte, vencedora da edição de 2015, enquanto a União das Freguesias de Serzedo e Calvos conquistou o Prémio Fair Play, no valor de 500 euros destinados à aquisição de material desportivo.

Serzedelo, S. Torcato, Gonça, UF Atães e Rendufe, UF Serzedo e Calvos, Gondar, Infantas e Ponte, por ordem de classificação, foram as freguesias finalistas que, ao fim de três meses de provas, ultrapassaram com sucesso as diferentes fases dos Jogos da Comunidade. Ao todo, inscreveram-se 20 equipas e aproximadamente 500 atletas com mais de 16 anos de ambos os sexos.

Numa organização da Câmara Municipal e da cooperativa Tempo Livre, os Jogos da Comunidade pretendem promover o convívio desportivo entre as diferentes equipas que representam as freguesias do concelho de Guimarães, tendo como principal objetivo a promoção e o incentivo da prática desportiva na população, num ambiente de saudável partilha onde os participantes assumam as suas responsabilidades relativas ao fair play e ao desportivismo.

Inspirada nos conhecidos “Jogos Sem Fronteiras”, a iniciativa apresentou, ao longo das diferentes fases de competição, diversos desafios cujos temas estavam relacionados com o ambiente, como foram os casos dos jogos “Requalificação Urbana”, “Transporte Radioativo”, “Apanha o Alfa Pendular”, entre outros.

Na decisiva final, os participantes disputaram o “Cidade Verde” e “A Sementeira”, onde as equipas tiveram de plantar o maior número de árvores e recolher o maior número de sementes, respetivamente. A “Corrida na Horta” realizou-se sob a forma de estafeta e, no último jogo, intitulado “Capital Verde Europeia 2020”, as oito equipas disputaram, pela primeira vez, o título de campeã em simultâneo e até ao último momento. Os competidores puderam utilizar a figura do “Joker” em um dos jogos, dobrando dessa forma a pontuação final obtida nesse desafio.

FAMALICÃO RECEBE ACADEMIA DE DANÇA DA ISLÂNDIA

Projeto da Casa da Juventude traz Academia de Dança Islandesa a Famalicão. Espetáculo é apresentado no dia 2 de julho, pelas 14h30, na Praça D. Maria II

Entre 23 de junho e 3 de julho, Famalicão será palco de um coletivo artístico que juntará a Escola de Instrumentos Tradicionais Portugueses, da Casa da Juventude, e a Klassiski Listdansskolinn - Academia de Dança de Reiquejavique, Islândia, naquela que será a segunda edição do projeto Frame It.

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Durante este intercâmbio entre os dois países, ao abrigo do programa Erasmus+ Juventude em Ação, os jovens dançarinos islandeses e músicos portugueses irão partilhar a sua arte e cultura, através de atividades e experiências diversas de educação não-formal, com vista à criação e produção de um espetáculo conjunto a apresentar publicamente no dia 2 de julho, pelas 14h30, na Praça D. Maria II.

Mais do que a combinação entre duas artes complementares, a dança e a música, este projeto reflete a combinação improvável entre duas culturas distintas, focando-se essencialmente no processo criativo dos jovens, nas suas escolhas e visão artística. Um projeto que conta ainda com a importante parceria da Cooperativa de Artes, Intervenção Social e Animação C.R.L. (CAISA). 

Recorde-se que o Frame It, lançado em 2015 pelo pelouro da Juventude, é um Laboratório de Formação e Criação Artística, que pretende unir duas  artes num projeto experimental inovador para jovens, com o objetivo de proporcionar o desenvolvimento das suas competências artísticas.

ÁLVARO FEIJÓ: UM CENTENÁRIO

A 5 de julho do ano em curso ocorreu o centenário de nascimento do poeta vianense Álvaro (Távora de Castro e Sousa Correia) Feijó. Sirva a efeméride de pretexto para reabilitar um autor e uma obra que, silenciados precocemente pelo arrasador flagelo da tuberculose, (1) ambos são dignos de apreço e evocação, por parte, sobretudo, de seus conterrâneos.

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Álvaro Feijó faz parte de uma família aristocrática nortenha (Viana, Ponte de Lima e Lousada) que, além de outros méritos e competências, se notabilizou pelos excecionais dotes literários, sobretudo no domínio da poesia, a começar pelo seu tio-avô António, o mavioso poeta do “Lima saudoso todo cristal”, passando pelo seu tio Salvato (Salvareno), poeta e dramaturgo de pendor humorístico - e continuados por si, de cuja obra adiante falarei, e por seu irmão Rui, este mais vocacionado para o ensino (secundário e superior), o ensaísmo e a atividade política e social.

Álvaro terá passado uma infância sem sobressaltos nem incidentes. Adolescente, vai frequentar o Colégio Jesuíta de A Guarda, na vizinha Galiza, onde conclui os estudos secundários. Transportando nos genes a predisposição para as belas letras, a frequência daquele estabelecimento de ensino mais lhe terá incutido a persecução de tal desiderato, sabendo-se quanto os seus docentes porfiam em atingir níveis de excelência, sobretudo nas disciplinas de humanidades. Serão dessa época os seus primeiros tentames líricos, que ia reunindo em caderninhos sob o título de Desgarradas e onde, certamente, se evidenciavam influências parnasianas, saudosistas e presencistas, à medida que ia lendo as obras de seu tio-avô António, de Junqueiro, António Nobre, Pascoaes e Régio.

Terminados os preparatórios, deixa o Alto Minho e vai morar para a Casa senhorial de Vilar, em Lousada, (3) propriedade da família já no tempo do tio-avô, que ali passava algumas temporadas de repouso, vindo da Suécia retemperar forças, desfrutar do bom clima e da boa gastronomia, receber alguns amigos e cartear-se com outros. Dali parte para Coimbra a frequentar o curso de Direito e a dedicar-se com mais regularidade e paixão ao exercício poético. Datam de maio de 1937, tinha então 21 anos, os seus primeiros poemas conhecidos, ainda imbuídos do apuro preciosista herdado do parnasianismo. “Bem junto do portão / da minha Torre branca de Marfim / (…) passa uma estrada / que tem nas valas rosas-de-toucar.” - podemos ler no primeiro poema coligido, intitulado ESSA ESTRADA QUE PASSA À MINHA PORTA.

Num breve posfácio à 2ª edição de Os Poemas de Álvaro Feijó (1961), seu irmão Rui esclarece que as poesias que antecedem o livro Corsário (1940) representam um acervo que “Álvaro Feijó não quisera aproveitar para esse seu livro, único publicado em vida; estes poemas foram selecionados de entre uma grande massa de manuscritos de que se aproveitaram os que aos organizadores pareceram mais belos ou mais significativos do caminho do poeta.” (pág. 165)

Os organizadores, a convite do mesmo Rui, foram João José Cochofel e Carlos de Oliveira, amigos de Álvaro e à época grandes promessas, que o futuro largamente sancionou, da nossa literatura. Num longo prefácio de 24 páginas, João José Cochofel, referindo-se ao conjunto de poemas que acharam mais que os outros selecionáveis, afirma: “Quanto aos Primeiros Versos, havia que examinar a primitiva recolha, (da 1.ª edição), reoptar por uma ou por outra das diversas versões, verificar a exactidão dos textos, não fossem os verdes anos de quem organizou a primeira edição responsáveis por alguma inexperiência de juízo ou inadvertência de transcrição. Mas não. Poucos lapsos havia e, a vinte anos de distância, a segunda escolha coincidiu inteiramente com a primeira.” (pág. XIII)

Foi assim que, sob a designação de Primeiros Versos, foram publicados 29 textos datados de março de 1937 a janeiro (?) de 1940. Textos que, se revelam alguma imaturidade e fragmentação, uma certa e vaga ressonância de influências múltiplas, indiciam à saciedade a presença inequívoca de um autêntico poeta, na busca permanente da melhor forma, do mais apropriado ritmo para fixar cada composição. Se a pouca idade lhe não permitia ter conceções sólidas, muito menos definitivas, revelava-o, não obstante, como um espírito inquieto e insatisfeito, cuja busca de uma identidade própria e afirmativa constituía um processo em permanente evolução.

Como se verifica pela datação das suas primícias líricas, “a grande massa de manuscritos” a que alude seu irmão continuou (continua?) inédita, uma vez que as coligidas foram escritas, em Coimbra e em Lousada, a partir de 1937, dando fundamento à opinião corrente segundo a qual o nosso poeta só por esse tempo terá sentido o verdadeiro e indeclinável apelo da poesia. Não terá sido indiferente a forte onda de viragem do fazer poético então operado no meio académico coimbrão e um pouco por todo o país: a emergência do neorrealismo. Já citei João José Cochofel e Carlos de Oliveira; a eles podemos juntar Fernando Namora, Mário Dionísio, Manuel da Fonseca, Joaquim Namorado e muitos outros, que, pontificando, agitando mentalidades e comportamentos, em revistas como Seara Nova (Lisboa, 21-10-1921 a janeiro de 1979), O Diabo (Lisboa, 2-6-1934 a 21-12.1940), Sol Nascente (Porto, 30-1-1937 a 15-4-1940) e outras, iam dando corpo e visibilidade ao movimento. O Novo Cancioneiro (1941 / 1942), tão associado ao neorrealismo português como instrumento de fratura e renovação literária, não passou de uma mera coleção de poesia, sem explorar o enquadramento doutrinário subjacente às obras publicadas.

Álvaro Feijó encontrou em Coimbra essa efervescência literária, de forte componente político-social e, não renegando embora as suas raízes aristocrático-liberais, deixa-se contagiar por ela, primeiro timidamente nos poemas que antecedem Corsário (1940); depois mais assumida e ousadamente. “Um Novo Mundo há-de surgir, brilhar…” (pág. 18); “Se os homens quisessem, / o engenho assassino, / as armas da Morte, talvez se rompessem” (pág. 27); “Há mães, pelos taludes, dando o seio mirrado / à boca hiante dos filhinhos nus.” (pág. 29) – podemos respigar, aleatoriamente, da leitura destes Primeiros Versos.

Corsário foi o único livro que publicou em vida. Nele é presente e recorrente a visão do mar como desafio rumo ao desconhecido. “Há dentro de mim, como num búzio, / a voz do Mar”. (pág.76) E Viana do Castelo (da Foz do Lima) é o inominado cais de partida para a grande viagem, sem retorno. O sentimento da morte, com efeito, ora velado, ora explícito e obsessivo, impregna a quase totalidade destes poemas, inspirados nos de outras vítimas do infortúnio, como Cesário Verde e António Nobre, também eles levados na razia da tuberculose. Veja-se o início do poema RIBEIRA (págs 71 / 72): “Ó Ribeira das Naus! Ó meninos / ranhosos e famintos! / ó odor enjoativo do pescado! / ó mulher de ancas largas, peneirando / como o fluir das vagas! / lobos do mar bamboleando os corpos (…)”

Outro tópico interessante a retirar destes poemas prende-se com a pulsão amorosa que Álvaro Feijó lhes transmite. Na flor da juventude, a ânsia de um amor partilhado em unção espiritual e osmose física alterna, em contraponto, com acessos de desânimo e pessimismo. No POEMA DA RENÚNCIA podemos ler: “Nascemos só para viver e amar / e construir, na sombra e no silêncio; (…)” (pág.98) Logo adiante (pág. 101) no poema PIZZICATO confessa: “Eu trago um sonho comigo / que é como a vaga figura / duma mulher, / que se ama perdidamente, / e que, uma vez possuída / se tem medo de perder.” E do primeiro d’OS DOIS SONETOS DE AMOR DA HORA TRISTE, repare-se neste excerto em que o prenúncio da morte leva o poeta a dirigir à amada um veemente convite: “Quando eu morrer – e hei-de morrer primeiro / do que tu – não deixes fechar-me os olhos / meu Amor. Continua a espelhar-te nos meus olhos / e ver-te-ás de corpo inteiro // como quando sorrias no meu colo.” (pág. 77)

Como o desenganado Jacó do célebre soneto de Camões, suspirando por sua Raquel “serrana bela”, também Álvaro Feijó, perante a cruel sina de uma morte iminente, podia lamentar-se de ser “para tão longo amor tão curta a vida”.

Diário de Bordo foi o livro que o poeta deixou inédito, possivelmente inacabado. Consta de 25 poemas (Corsário tem 22) e nele se nota um mais seguro domínio do discurso poético, tanto mais de admirar quanto a circunstância de ter sido escrito em curto espaço de tempo – de junho a dezembro de 1940, bem próximo da sua morte. Também aqui o título e boa parte do conteúdo nos remetem para o ambiente marítimo, onde gostava de expandir o esto da inspiração. Título, aliás, que vai buscar ao último poema inserto no livro anterior: “Livro de Bordo de Corsário, deixa / que o tempo apague a tua prosa inútil / e escreve a história intensa / daquela frota em que tu vais partir (…)” (Corsário, pág. 106).

É nesta obra que, de um modo mais constante e notório, se manifestam as suas preocupações de natureza social e política, na linha do pensamento e da ação da maioria de seus pares, como ele revelados no catálogo do Novo Cancioneiro. No poema inicial, POEMA PARA TU DECORARES, como que inscreve um quadro programático de poeta militante: “É uma canção de berço / o que eu quisera fosse a minha vida /(…) E, no entanto, nasci para o combate.” (págs 109 / 110) Imbuído de generosidade e de utopia, visionário de um futuro promissor para os explorados de todo o mundo, metaforiza esse ideal / ideário na figura da “cancela”: “que seja um símbolo a cancela aberta / do caminho velho, / sobre a brancura do caminho novo / que tu hás-de seguir junto de mim.” (pág. 122)

Ironiza causticamente a vida faustosa dos ricos e poderosos, nas suas poses e festanças por salões de Paris, New York, exibindo “fardas e casacas”, “olímpicas mulheres de carnes frescas que os vestidos despem”, “comandantes de naus e regimentos”, etc. – enquanto que “às velas, às enxárcias, aos traquetes, / iam marujos descalços / forçando as naus por sobre o Mar azul / e nos terços das guerras segurando / arcabuzes e lanças e alabardas, / iam soldados chamorros (…)”. (poema INAUGURAÇÃO, págs 157 / 159) No último poema do livro, intitulado NATAL, lamenta a pobreza extrema da criança que, qual Jesus em Belém, nasceu “numa cama de folhelho / entre lençóis de estopa suja / num pardieiro velho. / Trinta horas depois a mãe pegou na enxada / e foi roçar nas bordas dos caminhos.” (pág. 170)

Terá a adesão ao movimento neorrealista, tendencialmente de natureza laica e esquerdista, afetado as convicções religiosas de Álvaro Feijó? A pergunta é pertinente e Cochofel não a negligencia. No prefácio a que aludi observa que, sobretudo nos poemas “Madalena”, “Ave Maria”, “ Prece” e “Nossa Senhora da Apresentação”, “dá-se uma inversão do significado tradicional dos mitos, esvaziados da sua transcendência e da sua exemplaridade divina, para adquirirem uma imanência e uma vulgaridade terrena. (…) Esta interpretação herética é tudo quanto resta da educação religiosa recebida por Álvaro Feijó no colégio de Jesuítas de La Guardia.” (págs. XVII /XVIII) Mas logo a seguir interroga: “Mas implicará ela (a interpretação) ainda uma certa religiosidade, uma certa intenção mística de humanizar o divino ou a sua negação pura e simples?” (Id.)

A questão tem cabimento numa leitura literal dos poemas em análise e noutros de igualmente polissémico sentido. Será de evocar aqui, porém, o conceito pessoano de poetafingidor, pelo qual Álvaro Feijó terá projetado um desdobramento de personalidade para o universo poético em contexto de subversão e combate ideológico, mantendo, porém, a íntima fidelidade aos preceitos e práticas religiosos que herdou no seio familiar e escolar. Será, pois, ousada e infundamentada a suposição de uma rutura total e definitiva com a espiritualidade cristã. Fiquemos com um excerto do poema NOSSA SENHORA DA APRESENTAÇÃO, onde o contraste dicotómico pede uma leitura pousada e prudente, sem precipitadas ilações, não obstante “os círios murchos das igrejas velhas.” (pág. 128)

“ELA,

Nossa Senhora da Apresentação.

Aquela que não tem mantos da cor do céu

nem fios de oiro nos cabelos

nem anéis nos dedos;

aquela

que não traz um menino nos seus braços

porque os seios mirraram

e já não têm pão para lhe dar;

aquela

que tem o corpo negro e sujo

e os ossos a saltar

da pele

e dos rasgões da saia e do corpete;

(…)

Dos meninos feitos nos intervalos das campanhas,

(…)

Nossa Senhora da Apresentação

e Justificação

- A Fome!

Notas (1) - A tuberculose, sobretudo a pulmonar, foi, com efeito, a grande doença infecciosa que dizimou, sobretudo no séc. XIX e primeira metade do séc. XX, grande parte da população de Portugal e do mundo. Só no campo das letras, das artes e das ciências a lista dos que sucumbiram ao seu efeito devastador é impressionante. Fixando-nos apenas nos escritores e poetas portugueses, verificamos que, entre versos e hemoptises, pereceram: Soares de Passos em 1860 com 34 anos incompletos; Júlio Dinis em 1871 com 33 anos incompletos: Cesário Verde em 1886 com 31 anos; José Duro em 1899 com 24 anos; António Nobre em 1900 com 33 anos incompletos; Camilo Pessanha em 1926 com 59 anos incompletos; António Aleixo em 1949 com 50 anos.

(2) – Refira-se que o Município de Lousada dedicou uma atenção especial a este centenário, organizando vários eventos como conferências, exposições, lançamentos de livros, concursos literários, projeção de filmes e visitas guiadas à Casa de Vilar, onde o poeta viveu. Foi naquela casa senhorial que Manuel Alegre se refugiou antes de partir para o exílio (Paris e Argel, 1964) e onde escreveu parte da Praça da Canção (publicada em 1965). No passado 10 de março o ilustre escritor e poeta deslocou-se a Lousada para, em cerimónia solene promovida pela Câmara Municipal, concelebrar o centenário de nascimento de Álvaro Feijó e o cinquentenário da publicação daquela famosa obra.

(3) – Casa de Vilar do Torno e Alentém. Desejando fornecer uma nota quanto possível fidedigna sobre a sua história, enderecei um e-mail à “Casa-Museu a Imagem em Movimento” em que parte dela se converteu em 2014, graças ao empenho do cineasta de animação Abi Feijó (Álvaro Graça de Castro Feijó) e da artista plástica Regina Pessoa. Solicitava informação sobre:

- a antiguidade da Casa; desde quando e quais os sucessivos titulares da família Feijó;

- se a parte da Casa anexa ao Museu continua como habitação e se o cineasta Abi Feijó é seu atual proprietário e residente;

- se a Torre ainda existe e mantém vínculo com a Casa;

- Se se mantém a exploração vinícola da quinta e quais os vinhos produzidos.

A resposta chegou célere e perfeitamente elucidativa, por intermédio do Dr. Abi, a quem publicamente agradeço.

É deste teor:

“Caro Cláudio Lima

Agradeço o seu interesse na obra do meu tio Álvaro. E aproveito para referir que inaugurou hoje mesmo (6 / 6) na Biblioteca Municipal de Lousada uma exposição dedicada justamente à obra do meu Tio Álvaro Feijó e estão previstas diversas iniciativas durante este ano e principalmente neste mês de Junho, comemorativas do Centenário do seu nascimento.

Passo a responder da melhor forma que sei às suas questões:

- A Casa de Vilar está na Família Feijó desde a segunda metade do séc. XIX. Pertencia ao meu tio Avô Júlio Feijó, que, por não ter tido filhos a deixou ficar ao seu sobrinho e meu Avô Rui Feijó, que por sua vez a deixou ficar à minha Avó Luísa Feijó e por morte dela ao meu Pai Rui Feijó. Durante uns tempos a propriedade foi assegurada por uma empresa familiar – a Rui Feijó & Filhos e, depois da morte de meu Pai esta sociedade foi dissolvida tendo eu, Abi Feijó, ficado com ela, em parceria com um Casal de amigos Canadianos (Normand Roger e Marcy Page).

Neste momento esta casa é a minha residência oficial, mas funciona também como sede da Casa Museu de Vilar a Imagem em Movimento, habitação que partilho com os amigos canadianos, tal como já referido.

Penso que a Torre de Vilar nunca foi pertença da família, pelo menos desde que eu tenho idade para me lembrar destas coisas, nem sequer tenho memória de haver referências a esta pertença em conversas da família. No entanto, há uns anos atrás o meu irmão Rui Feijó, quando era responsável pela gestão da quinta, alugou os terrenos envolventes da Torre de Vilar, pelo que, de alguma forma a Torre chegou a estar ligada à Casa de Vilar, por um curto período de tempo e apenas em regime de aluguer.

Junto com a Casa ficaram apenas cerca de 2 hectares de vinha, tendo os restos da quinta sido dividida pelos meus irmãos, que entretanto a venderam a terceiros. Dos 2 hectares de vinha que ficaram da minha responsabilidade, estão neste momento alugados aos Vinhos Niepoort, mas como este aluguer é ainda muito recente, o vinho aqui produzido ainda não tem rótulo.

Espero que estas informações lhe sejam úteis.

Um abraço

Abi Feijó”

A terminar: todas as transcrições de Os Poemas de Álvaro Feijó reproduzidas neste apontamento foram retiradas da 3.ª edição, aparecida em 1978 com a chancela da Brasília Editora, do Porto e nelas respeitada a ortografia.

junho de 2016

(apresentado na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima em 17 de junho de 2016 A publicar no Anunciador das Feiras Novas – 2016)

Cláudio Lima

TRIBUTO A ANTÓNIO FEIJÓ

(Ponte de Lima, 17/06/2016- 21,00h – Biblioteca Municipal)

«Tributo a António Feijó» é o título da parte desta sessão, em que tenho a honra de modestamente participar, correspondendo ao irrecusável convite que a Dr:ª Ana Carneiro, diretora desta Biblioteca, teve a gentileza de me fazer. Muito obrigado, Dr.ª Ana.

ANTNIO~1

 

Muito obrigado, também, a todos vocês, pela vossa presença e pela paciência que, certamente, irão ter em me aturar.

Deixando de lado significados como “impostos”, “contribuições financeiras” e “sofrimentos” que, segundo ensinam os dicionários, a palavra também referencia, tributo é também (lê-se no Houaiss) «expressão ou ato público como mostra de admiração e respeito por alguém», com sinónimo, «homenagem».

A melhor forma que, a meu ver, temos de prestar tributo ou homenagem este nosso ilustre conterrâneo é, além de recordar a sua vida e obra literária, ler e/ou reler os poemas que nos legou e que fazem parte do nosso património poético. Digo nosso, isto é, português e limiano.

É neste sentido que se deverão entender este meu contributo. Em duas vertentes principais se distinguiu, como sabem, António Feijó: como diplomata, profissionalmente discreto, mas dedicado e competente, por um lado; como insigne poeta que nos legou (nas palavras de David Mourão-Ferreira) «uma importante soma de poesia […] que constitui um límpido repositório lírico, ora comovente, ora saboroso», por outro. [MOURÃO-FERREIRA, 1964: 2; 1969: 234]

A biografia de António Feijó pode ser repartida em dois períodos relativamente distintos.

O primeiro vai, digamos, desde o seu nascimento, a 1 de junho de 1859, aqui em Ponte de Lima, até ao final do curso de direito, em Coimbra, frequentado entre 1877 e 1883, com uma prévia passagem por Braga, onde fez os estudos preparatórios.

É um tempo marcado pela vida de estudante, com as naturais experiências afetivas e boémias mais ou menos originais, a nível pessoal e/ou social.

O segundo período, falhada a vocação para advogado, é dominado pela carreira diplomática.

Situa-se entre 1886, ano em que é nomeado Cônsul no Brasil, e o dia 20 de junho de 1917, data do seu falecimento, em Estocolmo. Feijó começou a profissão de diplomata no Rio de Janeiro, passando depois pelo Rio Grande do Sul e Pernambuco.

Entre 1891 e 1917, durante 26 anos consecutivos, exerceu funções de Cônsul Geral e de Encarregado de Negócios, em Estocolmo e em Copenhaga, para poucos naos depois, em 1906, ascender à categoria de Ministro Plenipotenciário.

Em 24 de setembro de 1900, tinha 41 anos, casa com Maria Luísa Carmen Mercedes Joana Lewin, uma belíssima jovem sueca de 22 anos, filha de pai sueco e mãe equatoriana.

O casal teve dois filhos – António Nicolau e Joana Mercedes –, tratados, na intimidade, por familiares e amigos, por Tony e Ninette, respetivamente.

Apesar de mais nova 19 anos que o marido, Carmen Mercedes faleceu, prematuramente, em 1915, 2 vítima de sofrida e prolongada doença. António Feijó não resistiu ao doloroso golpe: amavam-se profunda e intensamente.

Dois anos depois, em 1917,o poeta sucumbia a um duro ataque de gota. Virá a propósito recordar o poema «Eu e Tu», incluído no livro Sol de Inverno – Últimos Versos, de que falarei um pouco mais, adiante.

Em versos alexandrinos, este poema aparece-nos repleto de sentimento amoroso e de uma subtil sensualidade. Nele se encontram, por outro lado, claras influências parnasianas e simbolistas.

 

 «EU E TU Dois!

Eu e Tu, num ser indissolúvel! Como

Brasa e carvão, centelha e lume, oceano e areia,

Aspiram a formar um todo, - em cada assomo

A nossa aspiração mais violenta se ateia…

 

Como a onda e o vento, a lua e a noite, o orvalho e a selva

– O vento erguendo a vaga, o luar doirando a noite,

Ou o orvalho inundando as verduras da relva

– Cheio de ti, meu ser de eflúvios impregnou-te!

 

Como o lilás e a terra onde nasce e floresce,

O bosque e o vendaval desgrenhando o arvoredo,

O vinho e a sede, o vinho onde tudo se esquece,

– Nós dois, de amor enchendo a noite do degredo,

 

Como partes dum todo, em amplexos supremos

Fundindo os corações no ardor que nos inflama,

Para sempre um ao outro, Eu e Tu, pertencemos,

Como se eu fosse o lume e tu fosses a chama…»

[Cf. MARTINS, 2004: 371-372]

 

Os restos mortais de Carmen Mercedes e de António Joaquim de Castro Feijó (este era o seu nome completo) encontram-se no cemitério desta vila. Trasladados de Estocolmo, primeiro, para Lisboa e, logo depois, para Ponte de Lima, em 1927, é sob a legenda tumular «O amor os juntou e nem a morte os separou» que se perpetua a memória do profundo amor que este casal entre si comungou.

António Feijó foi um homem que, mesmo enquanto diplomata, gostava de gozar a vida, do bem viver e de viver bem. A este respeito, Cândido Martins descreve o nosso poeta como tendo sido «sempre um fidalgo culto e distinto, espirituoso e expansivo.» Refere, a propósito, que não faltam «os testemunhos que realçam a [sua] lucidez irónica e a saudável alegria, verdadeiramente contagiantes.» E remata: «Neste âmbito, são inúmeros os ditos graciosos e as situações anedóticas protagonizadas pelo poeta e diplomata limiano, homem folgazão, de convívio desejado, repetidamente alcunhado de “opíparo Feijó” (Guerra Junqueiro).»

É sobejamente conhecida, entre outras, a «História dos Carecas de Faldejães». Mas, por outro lado, «são famosas [também] as suas prodigalidades e paixões em 3 matéria gastronómica, próprias de um requintado gourmet e de um homem apostado em fruir epicuristicamente os prazeres da mesa.» E Cândido Martins recorda carta de Emília de Castro, esposa de Eça de Queiroz, que «preocupada com a frágil saúde do marido», fala do «“temível” Feijó como responsável por desencaminhar os amigos íntimos para memoráveis e desmedidos repastos gastronómicos.» [MARTINS, 2004: 9]

Para exemplificar este lado divertido e folgazão de Feijó, são de ler ou reler, por um lado, em primeiro lugar, Bailatas, de 1907, e Novas Bailatas, publicado, postumamente, em 1926. Depois, entre outros, o belo livro O Mistério da Estrada de Ponte de Ponte do Lima – António Feijó e Eça de Queiroz, de A. Campos Matos. E de Luís Dantas, António Feijó – A Boémia Estudantil e os Primeiros Versos, publicado em 2008.

O pessimismo que se encontra, com frequência, em muitos poemas de Feijó é, por isso, mais aparente que real. Ou, melhor, é mais estético que ético. E convirá recordar, por outro lado, que o sujeito poético raramente se confunde com o sujeito histórico.

Falarei das Bailatas mais adiante. De momento e como espécie de separador da segunda parte deste tributo e invocação do nosso poeta, ouçamos este divertimento, onde Feijó, jogando com os nomes das notas musicais, por um lado (I), e com a repetição de sons que lembram o toque de um trompete ou talvez um cornetim, por outro (II), cria, simbólica e onomatopaicamente, dois pequenos poemas, onde ressaltam uma fina ironia e um subtil erotismo.

 

«DÍPTICA

(Tempos de Valsa)

I

Quando te vejo, sol, fá, mi, ré, sol…

Vou-te seguindo continuadamente

E lentamente como um girassol.

 

Tu vais caindo, mi, ré, sol, no poente,

Como grande girândola de vistas

Olhada pela curva duma lente…

 

Todo o passado, fá, mi, sol, conquistas.

Vitórias, sonhos, vejo tudo a arder

Numa grande fogueira de ametistas,

 

Que os teus Olhos fizeram acender.

II

Como dum jarro na invertida fauce,

Fi-ro-lá, fi-ro-lé, 4

De saia curta ao soluçar de Straus,

Desabrochava o teu elísio pé…

Fi-ro-lá, fi-ro-lé,

 

E eu, espreitando essa invertida fauce,

Fi-ro-lá, fi-ro-lé,

Junto à coluna onde escutava Strauss,

Sonhava a perna desse elísio pé…

Fi-ro-lá, fi-ro-lé,»

[Cf. MARTINS, 2004: 293-294]

 

Passemos à bibliografia (ativa, evidentemente) do nosso escritor (que não somente poeta, como se sabe), para recordarmos os seus livros e, em síntese, as suas principais caraterísticas estético-poéticas.

De poesia, deixou-nos Feijó nove títulos. Foi a este modo literário que ele mais tempo e rigorosa atenção dedicou. A propósito, deixem-me recordar um fragmento de uma sua carta, datada de 4 de Agosto de 1890, estando em Ponte de Lima (a passar férias, certamente), dirigida ao seu íntimo e inseparável amigo Luís de Magalhães.

Em carta datada de 31 de julho, Feijó expôs o que chamava o seu «princípio estético», que resume na seguinte frase: «na minha estética un vers n’est jamais bien quand’il peut être mieux.» [Vo. I: 233] O amigo deve ter comentado, em resposta, este «princípio» de Feijó, que, logo de seguida, lhe responde:

«Querido Luís

As espirituosas conclusões a que te levou o meu princípio estético são rigorosamente lógicas, mas assentam em bases que ele não contém. Não quis estabelecer uma regra absoluta para todos os artistas; sintetizei num verso a minha norma de trabalho. Para mim um verso não é bom se eu o posso fazer melhor. Pode ter as sílabas todas e os acentos nos seus lugares, mas enquanto eu tiver elementos para o tornar mais perfeito, quero dizer, mais musical, mais colorido, mais expressivo ou imprevisto, não me devo dar por satisfeito. Não quer isto dizer que aspire à perfeição absoluta, porque o melhor verso meu, nas mãos dum artista mais poderoso, pode ser transformado num outro muito melhor. O meu princípio consiste pois em que cada artista deve esgotar todos os seus esforços para fazer o melhor que puder. […]».

[FEIJÓ, 2004 (I): 233-4.]

– Sacerdos Magnus foi o primeiro livro, se assim lhe podemos chamar, que Feijó publicou, em 1881. É um longo poema, de tonalidade épica e elegíaca, composto e recitado, em 1880, em Coimbra, durante as celebrações do tricentenário da morte de Camões. O poema aparece depois integrado no livro

– Transfigurações, publicado em 1882. Neste, Feijó reúne poemas escritos desde 1878. No brevíssimo «Prefácio», o jovem poeta (tinha 23 anos), explica que quis «arquivar», neste volume, «os versos escritos dos 18 aos 22 anos, que mais acentuadamente representassem as fases percorridas na evolução do meu [seu] espírito». Chama-lhes, por isso, «uma espécie de autobiografia», onde revela a «história» da sua «inteligência alargando-se gradualmente, pelo estudo, na 5 compreensão das modernas verdades científicas.» E, a propósito, cita «a influência» do «pessimismo de Schopenhauer e Leopardi», por um lado, e as «doutrinas largamente proclamadas de Augusto Conte e Herbert Spencer», por outro. [Cf. MARTINS, 2004: 35]

Cândido Martins, situa Transfigurações e À Janela do Ocidente (poemeto publicado em livro, em 1885, mas datado de 1884), na primeira das «etapas» ou «tendências» da evolução poética («caleidoscópica», assim a caracteriza) do nosso poeta. E sintetizando, explica:

«É uma poesia eivadamente filosófica e declamatória, próxima dum certo panfletarismo positivista. Ora surge enformada por uma tonalidade épica, ora perpassada por uma certa retórica romântico-positivista. Opta quase sempre por poemas longos, estruturados em versos alexandrinos, num estilo interjectivo e empolado, ainda distanciado da depuração formal do parnasianismo que mais tarde atingirá.» [MARTINS, 2004: 16]

Num livro como noutro, encontramos poemas da juventude, confessadamente escritos nos tempos de estudante em Braga e Coimbra.

Dada a extensão dos poemas, ouçamos um fragmento de «Esfinge Eterna», datado de 1880, recolhido em Transfigurações.

«Não basta unicamente ouvir dizer que Deus

Habita na região vastíssima dos céus.

Não basta compulsar os livros de Moisés,

Nem olhar como um crente os astros e as marés,

Ou saber que Israel passara o Mar Vermelho.

Não é suficiente a letra do Evangelho…

Para erguer a razão das trevas onde cai

Inflamem-se de novo as sarças do Sinai!

Que o saber alimente e eleve a inteligência!

Para tranquilizar a nossa consciência

Não basta simplesmente o que nos diz a fé:

O que ensinou Jesus e o que ensinou Mahomet!

 

Andam as religiões em continuada luta.

A fé encheu na Grécia a taça da cicuta,

Alevantou a cruz no cimo do Calvário,

E no doido furor de monstro sanguinário,

Para abafar a voz da ciência que troveja,

Encerrou Galileu nos cárceres da igreja;

E como um sacrifício ao Deus sombrio e fero

Mandou queimar João Huss e excomungou Lutero!

 

Vale mais do que a Bíblia e mais que o Alcorão

A radiosa luz duma constelação.

[…]» [Cf. MARTINS, 2004: 50]

 

Segue-se Líricas e Bucólicas, em 1884. Aqui, Feijó reúne poemas escritos entre 1876 e 1883. Ou seja, poemas escritos também antes de 1878, isto é, antes de Transfigurações.

A respeito desta coletânea, observa David Mourão-Ferreira [no programa radiofónico dedicado ao nosso poeta, transmitido em 22/VII/64 e mais tarde recolhido, com menos poemas e ligeiras alterações de redação, no livro de ensaios Tópicos de Crítica e de História Literária], o seguinte: «a poesia das Líricas e Bucólicas reveste-se de um particular interesse histórico-literário, na medida em que reflecte a ambição de criar uma poesia campestre, isenta das convenções tradicionais.» E exemplifica, com versos de «Fragmento duma Carta», incluído na secção «Bucólicas»:

«Hoje, para compor as éclogas silvestres,

Ninguém trata de ler nem compulsar os mestres.

Põe-se a gente à vontade e vai, a qualquer hora,

Ao acaso, ao desdém, pelas campinas fora,

Sem se preocupar com o que fez Vergílio.

Procura uma canção? Deseja algum idílio?

É simples; basta olhar, lançar a vista em roda

E abraçar, num momento, a Natureza toda.

Nos prados, na floresta, ao pé do rio, ao largo,

Na grandeza do mar profundamente amargo,

Na nuvem que atravessa o ar como uma vela,

No infinito do céu que às noites se constela,

Por toda a parte enfim, ouvindo esta linguagem,

A poesia rebenta indómita e selvagem

Como na primavera as erupções de flores!

 

Tem toda a liberdade o voo dos condores.

Que nos importa, pois, o que ensinava Horácio?

[…]» [MOURÃO-FERREIRA, 1964: 7; 1969: 236. Cf. MARTINS, 2004: 125]

Em 1890, publica Cancioneiro Chinês, com 2.ª ed., revista e aumentada, logo em 1903. O livro está dividido em quatro “capítulos” – chamo-lhes eu – correspondendo cada um a uma estação do ano. São poemas, criativa e intensamente trabalhados, que Feijó traduziu, não diretamente do chinês, mas do francês, a partir do Livre de Jade (editado em 1867), por Judith Gauthier. Trata-se, por isso, mais que de traduções, de recriações que o nosso poeta, seduzido também pelo exotismo oriental finissecular, primorosamente fez de cantares de poetas da dinastia Tang (séc. VIII). Nestas recriações, Feijó procura, como o próprio diz, «resgatar por intuições e imagens uma beleza gráfica, pictural, intraduzível». Mas nelas encontramos, por um lado, «uma depuração parnasiana» e, por outro, «um vago simbolismo», regista Cândido Martins. [MARTINS, 2004: 18]. Daí que Feijó não consiga, observa Mourão-Ferreira, «disfarçar», no Cancioneiro, os seus «temas predilectos». Por exemplo, a beleza romântica da mulher, de uma mulher que, de «moça e bela», um dia ficou «Flor esquecida, que tombou no lodo».

«O BATEL DAS FLORES

Essa mulher que vês naquele barco

É moça e bela. As sobrancelhas pretas

Parecem, na elegância do seu arco,

As antenas subtis das borboletas.

 

Versos improvisando e rimas puras,

Que ao som da sua flauta concebia,

Entre os astros e as nuvens, nas alturas,

Os Sábios impassíveis comovia.

 

– “Flor esquecida, que tombou no lodo,

Ninguém, junto de mim, ousa parar…

E os que passam, afastam-se de todo,

Sem um suave, enternecido olhar…

 

Os arrozais na húmida campina

São mais felizes são… E há quem, decerto,

Quando os trigais florescem, imagina

Ver nos meus lábios o sorriso aberto!

 

Mas o riso suave de outros dias

Já não pode em meus lábios florescer…

Instrumento de impuras alegrias,

Joguete lamentável de prazer,

 

Se algum desconhecido viandante

Desprende a amarra do Batel das Flores,

Pensa que leva um sonho fascinante

E somente conduz as minhas dores!”»

[Cf. MARTINS, 2004: 184; MOURÃO-FERREIRA, 1964: 7-8.]

 

Ilha dos Amores é publicado em 1897. Mas além do conjunto de poemas sob este título, Feijó inclui, ainda, no mesmo volume, mais três. O primeiro é «Auto do Meu Afecto», datado de 1887. São XXIX pequenas oitavas, apenas numeradas, introduzidas por um «Prelúdio». O objeto poético de todos estes versos é, de novo, uma mulher que o sujeito poético ingenuamente amou e de quem, todavia, continua a sentir saudades. Feijó encontrava-se, então, no «exílio» de Pernambuco. Por isso, começar assim:

«Ao luar dormente, ao luar dos trópicos, no exílio,

Sobre um terraço à beira-mar,

Procurei na memória as rimas deste idílio,

– Contas perdidas dum colar…»

[Cf. MARTINS, 2004: 227]

 

Ao segundo conjunto, não datado, o nosso poeta dá o título de «Alma Triste». É aqui que encontramos o poema «Domingo em Terra Alheia», onde o poeta, já em Estocolmo, expressa as saudades que sente da querida terra natal e suas tradições:

«Domingo triste, protestante e frio…

Onde estais vós, Domingos de outros anos,

Adro da minha Igreja, alamedas do rio,

Dias santos de sol católico-romanos?»

[Cf. MARTINS, 2004: 237]

 

De referir, ainda, que é na «Alma Triste» que se encontra «Inverno», cujas quadras da segunda parte foram adotadas como hino de Ponte de Lima:

«Nasci à beira do Rio Lima,

Rio saudoso, todo cristal;

Daí a angústia que me vitima,

Daí deriva todo o meu mal.»

[Cf. MARTINS, 2004: 237]

 

O terceiro conjunto, intitulado «Durante a Procela», não vem referido na capa do Ilha. São oito sonetos, de cariz romântico, seguidos de um «EPÍLOGO», introduzido pela seguinte epígrafe:

«AQVI JAZ FEIJOO ESCVDEIRO

BOM FIDALGO E VERDADEIRO

GRAN CAZADOR E MONTEIRO»

 

Trata-se, segundo informa Feijó, de «Epitáfio duma sepultura no Mosteiro de Celnova». [Cf. MARTINS, 2004: 263]

O nosso poeta vai glosando estes versos epitáficos, ao longo do poema. Nele retrata, com «inveja», um seu antepassado galego («avô» lhe chama), tão amante da boémia e do bem viver e do viver bem, quanto o nosso limiano cantor. O poema é longo, mas de um sabor e graça especiais.

 

«A Casa bem provida,

A tulha cheia, a adega a transbordar…

Como foi bela a tua vida,

E como o teu destino é de invejar!

 

Sem amarguras nem cuidados,

Nas tuas terras da Galiza,

Passaste a vida a montear veados,

Alegremente, descuidadamente,

Como um doce regato que desliza,

Cantando entre ravinas e valados,

No seu leito de areia alvinitente.

Bom fidalgo e verdadeiro,

 

Eras sadio e forte,

Nobre, ingénuo, leal, corajoso a valer;

E, – ventura suprema, ou galardão da Sorte!

– Suponho até que nem sabias ler!

Gran cazador e monteiro,

Não conhecias códigos nem lei;

Mas se o rude invasor vinha a Pátria ameaçar,

Sabias com ardor bater-te pelo Rei

E nobremente o sangue derramar!

Bom fidalgo e verdadeiro,

 

Finda a campanha, aos teus domínios regressavas,

Com a tua mesnada heroica e bela,

Teu pendão e caldeira;

E aos teus servos atónitos contavas,

Em volta da lareira,

As proezas dos nobres de Castela

Nas guerras da fronteira.

 

Passaste uma existência sem cuidados,

Sem a tortura atroz do Pensamento,

A montear javalis, a perseguir veados,

E a derrubar cachopas nos valados

Entre o centeio verde a baloiçar-se ao vento…

Bom fidalgo e verdadeiro,

Gran cazador e monteiro,

 

Como foi bela a tua vida

E como o teu destino é de invejar!

Com a paz do Senhor, a casa bem provida,

A tulha cheia, a adega a transbordar…

 

Se visses em que linfa miserável

Se transformou teu sangue generoso,

Ó meu avô! o teu braço indomável

Caíra de vergonha, inerte e pesaroso!

 

Formado entre sorrisos cortesãos

Num tempo de elegância efeminada,

Nem com ambas as mãos

Poderia empunhar a tua espada!

 

Teu neto, bom fidalgo e verdadeiro,

Nem caçador, nem monteiro!...

Tenho medo do sol, do mar, das tempestades,

E enchem-me de terror, pelas noites caladas,

Os cães a uivar no pátio das herdades,

O grito dos pavões e o rugir das levadas!

 

Sou daqueles que passam a existência

Sofrendo imaginários pesadelos…

Quantas vezes os dedos da Demência

Têm desgrenhado os meus cabelos!

 

Mas… sei ler e contar. Fiz estudos às largas;

Li, pensei, meditei… que sei eu do que existe?

Dos livros só tirei desilusões amargas,

E das contas que fiz… desigualdade triste.

 

A montanha da Vida às cegas escalando,

Se ao vértice cheguei, que posso concluir?

Nasci, não sei por quê, e à toa caminhando,

Ignoro onde me leva o incógnito porvir;

Só sei que hei-de morrer, mas nem sequer sei quando…

Não era bem melhor, a tua vida imitando,

Sob o mesmo epitáfio, ó meu avô, dormir?!

Bom fidalgo e verdadeiro,

Gran cazador e monteiro,

 

Ah, como o teu destino é de invejar!

Como foi boa a tua vida!

Tinhas a tulha cheia, a adega a transbordar,

A casa bem provida…

E tinhas Deus para te consolar!

 

[Cf. MARTINS, 2004: 263-265] Bailatas, publicado em 1907, último livro que Feijó publicou em vida, deve ser, pela temática e construção poética semelhantes, referido ao lado de Novas Bailatas, postumamente publicado, em 1926. O nosso poeta assina-os, porém, com o curioso pseudónimo de Inácio de Abreu e Lima, que se apresenta, como «primo [de] Calisto Elói, da casa e linhagem de Agra de Freima», a célebre personagem camiliana de A Queda de um Anjo (1865/6). Pseudónimo que, segundo Mourão-Ferreira, «era pràticamente um heterónimo, no sentido em que Fernando Pessoa viria depois a pôr em voga esta palavra. E esse heterónimo de António Feijó, na grande linha da nossa poesia satírica que vem das “cantigas de escárnio” até ao Abade de Jazente e de Nicolau Tolentino a Alexandre O’Neil, é afinal de contas uma implacável testemunha do universo mundano em que finge integrar-se.» [MOURÃO-FERREIRA, 1969: 234-235]

A propósito da poesia em geral do nosso poeta e, em particular, destes dois livros, observa Mourão-Ferreira que, neles se encontram «os ecos de um certo pessimismo finissecular» e as «pertinentes denúncias de clamorosas injustiças sociais». Mas acrescenta de imediato que «o mais constante, apesar de tudo, ainda será um espírito de amor à vida, uma risonha atitude perante as pequenas dádivas da existência e, em certos casos, uma crítica irónica – mais corrosiva do que à primeira vista possa parecer – ao hipócrita estatuto por que se regiam os seus contemporâneos mais 11 afortunados», nomeadamente os «“elegantes” do seu próprio mundo», mesmo quando assume, «ficticiamente a sua [deles] perspetiva».

E para exemplificar este lado humorístico e satírico, em que, simultaneamente, disfarça sua condição aristocrática, Feijó escreve «MUNDANA», uma espécie de autorretrato do sujeito poético, que passa os dias em vida fácil e facilitada.

«MUNDANA

Todos os dias me levanto

Às 9 da manhã; e como um raio,

Tomo o meu banho, faço a barba, canto,

Leio os jornais, fumo um cigarro, e saio.

 

Vou almoçar num restaurante à moda:

Dois ovos, peixe, costeletas, fruta,

E um cálice de whisky com limão e soda…

Assim disposto, recomeço a luta.

 

Primeiro corro ao Alfaiate para

Examinar tecidos, figurinos…

A Moda é sempre caprichosa e cara,

Como todos os vícios femininos.

 

Como me fica à mão, passo também

Pela florista, de quem sou escravo;

– Ninguém como ela faz um ramo, nem

Mete melhor na botoeira um cravo.

 

Depois, o sapateiro, o mentiroso

Mais descarado que gerou o asfalto;

E enfim, o chapeleiro, homem precioso

Para os huit-reflets do chapéu alto.

 

Volto de novo a casa, mudo de fato,

E – le jour de ces dames vou seguir…

Mesuras, frases do mais fino trato,

– Banalidades de morrer a rir!

 

Vou ao Cercle depois pôr a casaca,

(Que o meu criado para lá levou)

E o papillon sobre a anilina opaca

Duma camisa que Doucet talhou.

 

De flor ao peito, uma gardénia rara,

E uma pérola enorme no plastrão,

Monóculo sem fita, luva clara,

Tudo numa subtil combinação,

 

Chamo um coupé, meto-me dentro, e toca!

Dîner en ville! Convidados, damas,

Tudo o que a Moda de elegante invoca,

– Decotes pondo em nossos olhos chamas.

Ao teatro vou também, mas raras vezes,

 

Quando não tenho a noite prometida;

– É distracção mais própria de burgueses

Do que de gente fina e bem nascida.

Mas em noites de “Lírico” não falto;

 

Vai toda a gente conhecida, toda;

Correm-se os camarotes, fala-se alto…

A Ópera, que importa?

É moda, – é moda!

 

Vou ao Cercle, depois, findar prazeres:

Tomo chá com torradas, jogo, leio,

E a ouvir falar de sport e de mulheres,

Todo a pingar de sono, cabeceio.

 

Às 3 horas recolho-me e adormeço,

Quando exausto de forças sucumbia;

Mas na manhã seguinte recomeço

Este penoso afã de cada dia!

 

E muita gente inveja o D. Inácio

De Abreu e Lima, com solar no Minho!

Se a alguém atrai este destino, abrace-o!

Para tal profissão, tudo é caminho!»

[Cf. MARTINS, 2004: 288-290]

 

E chegamos ao Sol de Inverno. Com o subtítulo de Últimos Versos, o livro foi publicado em 1922 (postumamente, portanto), mas encontrava-se pronto para edição em 1915, ano em que, recorde-se, lhe morreu a amada esposa. Quando deu por concluída a organização da coletânea, já Carmen Mercedes teria falecido ou, então, os sinais do seu degradado estado de saúde seriam evidentes. O sofrido marido dedica-lhe, contudo, o livro, fazendo acompanhar a dedicatória dos seguintes versos alexandrinos:

«Folhas mortas de outono ou de inverno precoce,

No teu regaço amigo, estes versos deponho,

Para que o teu amor lhes dê vida e remoce,

Porque a Arte começa e acaba num sonho…

É pouco; mas eu torno a homenagem mais bela,

Pondo, como uma flor, nas folhas sem aroma,

O verso em que Martial diz à Esposa Marcela:

Tu, tu só, para mim, vales mais do que Roma!»

[Cf. MARTINS, 2004: 355]

 

Sol de Inverno é considerado, pelos melhores críticos e estudiosos da obra poética de Feijó, o seu melhor livro. Cândido Martins considera-o «uma verdadeira obraprima, síntese de um lirismo magoado e nostálgico, profundamente outonal e crepuscular» [2004: 12], mas onde se manifesta «uma sincrética assimilação de tendências poéticas diversas, por vezes sobrepostas, de forma matizada e em distintos graus de adesão.» [Ibid.: 21]

Por sua vez, Mourão-Ferreira regista que é neste volume que «a sensibilidade de Feijó, rudemente posta à prova pelo longo exílio escandinavo, que a um tempo o encantava e constrangia, se manifesta na mais plena e iniludível posse dos seus meios de expressão.» E continua: «A sua voz, nos poemas deste livro, transcende, pelo constante recurso ao Símbolo, a ilusória ambição de uma poesia directa, como a das Líricas e Bucólicas e, por outro lado, a necessidade de se encobrir sob um heterónimo, para disfarçar ou ridicularizar os próprios sentimentos, como aconteceu nas Bailatas.» E conclui: «Por meio do Símbolo, António Feijó, simultaneamente, oculta e descobre o que há de mais íntimo em si. Por isso mesmo, quando nos fala do “Cisne Branco, esquecido a sonhar no alto Norte” e que se vê, “ao despertar, das neves prisioneiro”, nós sentimos perfeitamente que é de si próprio que ele fala…» [1964: 8; 1969: 236-237]

«CISNE BRANCO

Cisne branco, esquecido a sonhar no alto Norte,

Vendo-se, ao despertar, das neves prisioneiro,

Ergue os olhos ao céu, enublados de morte,

Mas o sol já não vem romper-lhe o cativeiro.

 

O gelo, no lençol todo imóvel das ondas,

 

Em que a aurora boreal põe reflexos de brasas,

Deslumbra-lhe um momento as pupilas redondas,

Dá-lhe a ilusão do sol, mas não lhe solta as asas.

 

Vê que o torpor do frio o invade lentamente;

Debate-se, procura o cárcere romper;

Mas a asa é de arminho, o gelo é resistente:

Tem as penas em sangue e sente-se morrer.

 

Então põe-se a cantar, sem que ninguém o escute;

Solta gritos de dor em que lhe foge a vida;

Mas essa dor, se ao longe um eco a repercute,

Parece uma canção no silêncio perdida…

 

Melodia que a voz da Saudade acompanha,

Amarga e triste como o exílio onde agoniza,

Longe do claro sol que outras paisagens banha,

Dos rios e do mar que outra alvorada irisa.

 

Voz convulsa a chorar perdidas maravilhas:

 – Tardes ocidentais de sanguínea e laranja,

Noites de claro céu, como um mar cheio de ilhas,

Manhãs de seda azul que o sol tece e desfranja!

 

Mas ao longe, à distância onde a leva a Saudade,

Tão esbatida vai essa triste canção,

Que não desperta já comoção nem piedade:

Encanta o ouvido, mas não chega ao coração.

 

E o Cisne, abandonado ao seu destino, expira,

Alucinado e só, sob o silêncio agreste,

Pensando que no azul, como um mar de safira,

Os astros a luzir são a geada celeste…

[Cf. MARTINS, 2004:378-379]

 

Feijó teve justamente o seu “canto do cisne”, nos poemas de Sol de Inverno. Aliás, na composição que encerra o volume – e que se intitula “A Lenda dos Cisnes” –, o poeta retoma o mesmo Símbolo, como que para descrever, pressagamente, a sua própria morte. Ouçamos apenas, dado tamanho do poema, este significativo fragmento:

«A LENDA DOS CISNES

[…]

O Cisne, orgulhoso da graça divina,

Da Lira de Apolo as cordas afina,

 

E rompe cantando… Calaram-se as fontes,

Calaram-se as aves… As urzes dos montes

 

Tremiam de gozo a ouvi-lo cantar…

E o vento sonhava na espuma do Mar.

 

O Cisne cantava, tirando da Lira

Um hino que nunca na terra se ouvira;

 

Não para, nem sente, na sua emoção,

Que a vida lhe foge naquela canção.

 

Mas quando, entre nuvens, a tarde caía

No enlevo do canto que a essa hora gemia,

 

E Apolo no seio de Tétis desceu,

O pobre do Cisne, cantando, morreu…

 

Gemeram as aves; choraram as fontes;

Torceu-se nas hastes a giesta dos montes,

 

E o mar soluçava na tarde sombria,

Que o manto de luto com astros tecia.

 

Solícita espera-o, das águas à beira,

Do Cisne, já morto, fiel companheira;

 

Espera que o Esposo de pronto regresse

Mas treme e suspira, que a Noite já desce…

[…]

[Cf. MARTINS, 2004: 412-413]

Como sabem, os poemas de António Feijó encontram-se atualmente acessíveis a todos quantos os queiram ler e/ou estudar. E muitos já o fizeram e outros continuam a fazê-lo. Felizmente.

Os livros do nosso poeta permaneceram esgotados, durante largos anos, quer em edição autónoma, quer reunidos em Poesias Completas, volume editado em 1939, com 2.ª ed. provável em 1940. Recentemente, porém, em 2004, é feita uma nova edição das Poesias Completas, com «Prefácio e fixação de texto» de Cândido Martins. (A supervisão da ed. de 1939 coube ao poeta Afonso Lopes Vieira.) O volume está integrado na coleção «Caixotim Clássico», das Edições Caixotim (Porto). Cândido Martins faz notar que «Esta nova edição das Poesias Completas segue fielmente a edição de 1939 (Lisboa, Bertrand)», mas esclarece que manteve «toda a organização externa e interna dos vários livros […], bem como os textos críticos de Luís de Magalhães e de Alberto de Oliveira». Introduziu, na transcrição dos poemas, apenas «alterações de pormenor», nomeadamente na «actualização do português». [MARTINS, 2004: 23]

No ano seguinte (2005), com «Prefácio, fixação de texto e notas» do mesmo professor-investigador, é publicado, também pela Caixotim, o volume Poesias Dispersas e Inéditas. Nele, Cândido Martins revela-nos um significativo conjunto de poemas de temáticas e qualidade poética diversas, precedido de um excelente estudo sobre a evolução da poética de Feijó. O livro está organizado em sete secções: «Juvenilia», «Poesia Épica», «Lira Chinesa», «Veia Cómica», «Lira Diversa» e «Lira Popular». Tratase de poemas que o autor de Sol de Inverno foi publicando, «assiduamente em jornais e revistas, álbuns e outras obras colectivas, editadas desde finais de Oitocentos às primeiras décadas do séc. XX.» [MARTINS, 2005: 7] Ou seja, desde os tempos de estudante em Braga e Coimbra, teria 16/17 anos de idade, até ao tempo em que começou a exercer funções diplomáticas no Brasil e em Estocolmo.

Cabe referir que as edições das Poesias Completas, de 1939 e de 2004, como a edição das Poesias Dispersas e Inéditas tiveram o patrocínio da Câmara Municipal, o que a todos os títulos é de louvar e enaltecer. E – porque não? – também de agradecer.

Embora a principal atividade, como escritor, tenha sido a poesia, António Feijó dedicou-se também à tradução literária. Neste campo, verteu para português

- A Viagem de Pedro Afortunado, peça de teatro em cinco atos, do dramaturgo sueco Augusto Strindberg, publicada em 1906.

- Viagem em Portugal, 1798-1802, de Carl Israel Ruders, livro apenas publicado em 1981, com reimpressão em 1997. Em 2002, saiu uma edição completa desta obra em dois volumes.

Além disso, Feijó escreveu um «Relatório» com o título de

- A Instrução Popular na Suécia, publicado em 1897, com 2.ª ed. em 1901.

Mas além de poeta e tradutor, António Feijó dedicou-se também, intensamente, à epistolografia, trocando correspondência com os seus muitos e diferentes amigos. Sobressaem, neste domínio,

- Cartas a Luís de Magalhães, em dois vols., publicados em 2004, pela IN-CM, também com o patrocínio da Câmara Municipal de Ponte de Lima.

A «Apresentação, transcrição e notas» destas cartas é da responsabilidade de Rui Feijó, irmão de Álvaro Feijó e sobrinho-neto do nosso poeta. A obra termina com um «Posfácio de Luís de Magalhães», que mais não é que o artigo que o grande amigo de António Feijó publicou no jornal O Dia, a 23 de julho de 1917, ou seja, pouco mais de um mês após a sua morte que, recorde-se, ocorreu no dia 20 de junho do mesmo ano.

- Minhotos, Diplomatas e Amigos – A correspondência (1886-1916) entre o 2.º Visconde de Pindela e António Feijó sai, em 2007, sob a chancela DG edições. É outra obra a ter consideração.

Concluída a evocação da obra de António Feijó, talvez seja conveniente apresentar a visão que, embora sintética, fazem Mourão-Ferreira e Cândido Martins da poesia do nosso poeta.

David Mourão-Ferreira, em Tópicos de Crítica e de História Literária, escreve:

«António Feijó […] é um daqueles poetas que dificilmente podem filiar-se nesta ou naquela escola, neste ou naquele movimento [literário].» E explica: «visceralmente romântico, no que que se refere à preferência por certas temas – a noite, o outono, a morte, – foi todavia um clássico pela cultura, pela disciplina, pelas exigências de perfeição formal; por outro lado, tendo despertado para a criação poética em plena efervescência realista e parnasiana, um tanto sob a asa de Junqueiro, não menos sob o signo de João Penha, a breve trecho se vai mostrando, contudo, progressivamente permeável às difusas sugestões do simbolismo, – de um vago simbolismo que a princípio procura satirizar, mas em cujas malhas de indefinível sortilégio pouco a pouco se deixa envolver.» [MOURÃO-FERREIRA, 1964: 1; 1969: 233]

Cândido Martins, no excelente prefácio que escreveu para a reedição de Poesias Completas, vê, nos poemas de António Feijó, a «exemplaridade de uma poética caleidoscópica». Ou seja, a sua poesia «não se subsume numa tendência poética singular.» Daí que considere serem «bastante redutoras as tentativas de classificação que procuraram, por exemplo, restringir o poeta a expoente do parnasianismo português.» E conclui, com justiça e justeza: «a voz emocionada e romântica, ou bucólica e nostálgica, mas também virtuosa e humorada de António Feijó ficará para a história da literatura portuguesa como uma criação representativa da plural renovação do fimde-século português.» [MARTINS, 2004: 22]

Para terminar este meu modesto contributo para o tributo que estamos a prestar ao poeta António Feijó, permitam-me que coloque esta questão: por que razões o nosso poeta, apesar do valor reconhecido por muitos estudiosos da poesia e literatura portuguesa, continua afastado dos manuais escolares, das seletas e antologias?

A questão não é nova. Já em 1964, há 50 anos, portanto, no programa radiofónico «Música e Poesia», que integrou uma secção intitulada «Pequeno Cancioneiro de Verão», David Mourão Ferreira, seu autor, depois de considerar a poesia de António Feijó, de um «extremo rigor quanto à expressão», afirmava que se ela «não 17 é das mais ignoradas do grande público, está contudo bastante longe de ter a audiência que merece.» [MOURÃO-FERREIRA, 1964: 1.]

Por sua vez, mais recentemente, no prefácio da reedição das Poesias Completas de 2004, perguntava-se, interrogando-nos, Cândido Martins: que leva a que, apesar dos «grandes elogios» que o nosso poeta tem recebido, ao longo dos tempos, de altas figuras da crítica, do ensaio, da criação, da investigação e da história literária portuguesa, continue a «estar hoje, ao mesmo tempo e infelizmente, tão marginalizada e esquecido?» [MARTINS, 2004: 8]

Responda quem souber.

Eu, pessoalmente, não sei responder. Melhor, não me cabe responder, aqui e agora. Digo apenas, para terminar, que o poema «Pálida e Loira», incluído no livro Líricas e Bucólicas (1884; Cf. MARTINS, 2004: 89), que aprendi a saber de cor, quando jovem estudante, continua a ser um dos sonetos mais belos da poesia em português escrita. Como sei que muitos e muitos outros poemas do poeta são de valor estético e poético semelhante. Que o tributo que hoje prestamos ao poeta António Feijó contribua para que esta injusta e ingrata situação seja rapidamente invertida!

«PÁLIDA E LOIRA

Morreu. Deitada no caixão estreito,

Pálida e loira, muito loira e fria,

O seu lábio tristíssimo sorria

Como num sonho virginal desfeito.

 

- Lírio que murcha ao despontar do dia,

Foi descansar no derradeiro leito,

As mãos de neve erguidas sobre o peito,

Pálida e loira, muito loira e fria…

 

Tinha a cor da rainha das baladas

E das monjas antigas maceradas,

No pequenino esquife em que dormia…

 

Levou-a a Morte em sua garra adunca!

E eu nunca mais pude esquecê-la, nunca!

Pálida e loira, muito loira e fria…»

[Cf. MARTINS, 2004: 89]

Muito obrigado!

Ponte de Lima, 17 de junho de 2016 David F. Rodrigues

LEGADO LITERÁRIO DE ANTÓNIO E ÁLVARO FEIJÓ EVOCADO EM PONTE DE LIMA EM NOITE DE POESIA

Na última edição do ano de Poesia à Sexta, os poetas António e Álvaro Feijó - dois nomes de referência da cultura limiana e vianense, respetivamente - foram as figuras evocadas numa noite de celebração da literatura regional, que decorreu na passada sexta-feira, no Auditório da Biblioteca Municipal.

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David Rodrigues, responsável pela comunicação dedicada ao poeta e diplomata António Feijó - no seu mês de nascimento e morte - revisitou os principais momentos da vida e obra do autor de Sol de Inverno, desde as décadas passadas em funções diplomáticas aos anos votados à escrita de notáveis composições poéticas que, sustentou o palestrante, deveriam integrar os programas curriculares da disciplina de Português. Intercalando o relato biográfico com a leitura de vários poemas, de que se destacam Eu e tu, Pallida e loira, Domingo em terra alheia e Inverno, David Rodrigues lembrou os nove títulos deixados pelo insigne limiano - três deles com edição póstuma - sublinhou duas vertentes menos conhecidas do legado de Feijó – a da tradução literária e a da epistolografia – e salientou o lado perfeccionista de um homem que defendia o dever de se esgotarem todos os esforços para se atingir uma qualidade superior. “Um verso não é bom se eu posso fazer melhor”, dizia o poeta que buscava o aperfeiçoamento constante.

A produção literária do autor a quem Guerra Junqueiro alcunhava de “opíparo” Feijó não foi a única faceta mencionada na sessão de tributo. Também a sua apetência pelo convívio social e boémio, o seu apreço pela boa gastronomia portuguesa e a sua relação de amizade com Eça de Queirós foram aspetos igualmente versados na primeira comunicação da noite.

Álvaro Feijó, sobrinho-neto do renomado escritor limiano, foi o segundo poeta evocado, cujo centenário de nascimento se assinala no próximo dia 5 de julho. Cláudio Lima destacou as origens aristocráticas e a tradição literária da família de um autor, que prematuramente desaparecido da cena cultural – morre tuberculoso com uns incompletos 25 anos - revelou um natural talento para a poesia. Estudou no Colégio Jesuíta de La Guardia e cursou Direito em Coimbra, cidade onde contactou com o movimento da Presença e onde se operou uma transformação na sua forma de escrita. Segundo o orador, 1937 foi o ano de viragem no estilo e o período de publicação de Corsário (1940) – única obra do autor vianense editada em vida. Além dos elementos de mar e de referências a Viana do Castelo, que atravessam grande parte dos textos de Álvaro Feijó, Cláudio Lima sublinhou a pulsão amorosa e a temática feminina, visíveis em várias composições, mas também as preocupações sociais e políticas patentes na sua derradeira fase literária, de que é exemplo Diário de bordo – obra inacabada do escritor em que se sente igualmente um sarcasmo feroz dirigido à aristocracia da época. À semelhança da primeira intervenção, foram lidos poemas de Álvaro Feijó, designadamente Nossa Senhora da Apresentação, vertente religiosa igualmente presente na sua escrita.

A sessão de Poesia à sexta – projeto dinamizado pelo Município de Ponte de Lima para promoção daquele género literário – contou com a presença do Eng.º Vasco Ferraz, Vereador com o Pelouro da Juventude e Desporto, que deixou antever a retoma da iniciativa para 2017.

GUIMARÃES NÃO RECOLHE LIXO NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA

Recolha de lixo não se realiza em Guimarães no feriado desta sexta-feira, 24 de junho

Resíduos urbanos não são recolhidos a 24 de junho devido ao feriado municipal. Serviços municipais são retomados a partir das 23 horas de sexta-feira.

A Câmara Municipal de Guimarães informa que não irá proceder à recolha de lixo na noite de quinta-feira e durante o dia de sexta-feira, 24 de junho, devido ao feriado municipal, sendo retomada a atividade dos serviços na sexta-feira à noite, de 24 para 25 de junho.

O Município solicita aos seus munícipes a colaboração e compreensão para que não depositem resíduos (sacos e/ou baldes) na via pública naqueles períodos, contribuindo assim para assegurar a salubridade pública.

O Departamento de Serviços Urbanos e Ambiente do Autarquia apela à sensibilidade e à consciência ambiental da comunidade, de forma a reduzir o volume das embalagens e a acondicionar o lixo doméstico, evitando a sua colocação na via pública.

CELORICO DE BASTO RECEBE MARCHAS POPULARES

“Alegria e boa disposição foram alguns dos ingredientes das Marchas Populares”

Cerca de 400 idosos integraram as Marchas Populares do Celorico a Mexer. Uma atividade que teve lugar ontem, 19 de junho, na Praça Albino Alves Pereira, e que contou com a presença de 17 marchas com coreografias que prenderam o público.

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“É com alegria que assisto a estas marchas populares, um momento onde é bem visível a alegria e a boa disposição destas gentes, que vibram, que se dedicam, que participam numa ação integradora, dinâmica e que procura valorizar os intervenientes, os nossos idosos” disse o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva. O autarca realçou o empenho de todos para que esta iniciativa decorresse como previsto. “Agradeço o empenho dos colaboradores do Município de Celorico de Basto que integram este programa, que tudo fazem para que os idosos se sintam bem, que procuram desenvolver iniciativas onde a confraternização e o convívio se valorizam. Só posso agradecer todo este empenho, toda esta dedicação, todo este rigor em fazer sempre mais e melhor pelas nossas gentes” reforçou.

A Câmara Municipal de Celorico de Basto promoveu, através do programa de ação Social “Celorico a Mexer”, as Marchas Populares do Celorico a Mexer. Pelo recinto, praça Albino Alves Pereira, passaram 17 marchas oriundos de todo o concelho. Refira-se a marcha de Codessoso, a marcha de Carvalho, a marcha do Rego e Caçarilhe, a marcha de Gagos, Ourilhe e Molares, a marcha de Ribas, a marcha de Moreira do Castelo, a marcha de Nespereira e Basto S. Clemente, a marcha de Britelo, a marcha de Canedo, a marcha de Fervença, de Agilde, a marcha de Arnoia, Infesta e Basto Sta. Tecla, a marcha de Gémeos e Vale de Bouro, a marcha de Borba da Montanha, a marcha da Cerdeira e Vacaria, a marcha de Veade e Corgo e a marcha dos técnicos que integram o Celorico a Mexer.

“De facto, as Marchas Populares do Celorico de Mexer são uma iniciativa que envolve todos os grupos que integram o Celorico a Mexer. São semanas de trabalho para desenvolver e aprimorar a indumentária, as letras das marchas, as coreografias, tudo isto com a participação ativa dos utentes acompanhados pelos animadores, professores de música e de ginástica. Muito trabalho que se transformou num espetáculo grandioso dos nossos utentes” disse Helena Martinho, Coordenadora dos Serviços de Ação Social e Saúde do Município de Celorico de Basto.

De facto, esta atividade é promovida integralmente pelos idosos e animadores do programa que ensaiam as marchas nos locais de animação, com coreografias sempre novas a cada edição. Este ano, e como usualmente, existe uma inovação, todas as marchas tiveram uma letra original feita nos locais de animação pelos idosos, professores de música e animadores. São quadras que retratam a terra, as pessoas, os costumes, as tradições. Refira-se como exemplo,

“Que lindas são as camélias

No jardim do nosso prado,

São razão do nosso amor,

Meu Celorico Amado”

Os idosos, depois de toda a preparação usufruíram ao máximo da iniciativa. “É tão engraçado participar nas marchas. Às vezes confundo a dança, é difícil, mas adoro participar. É muito divertido e ainda por cima está calor” disse Teresa Oliveira, utente do Celorico a Mexer.

Nesta edição as marchas decorreram ao fim da tarde e ao ar livre proporcionando um espetáculo memorável a todos os presentes.

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PRESIDENTE DO MUNICÍPIO FAMALICENSE INAUGURA NOVO ESPAÇO DEDICADO À ALIMENTAÇÃO

Comida saudável é “Refresco” na Casa da Juventude de Famalicão

A Casa da Juventude de Vila Nova de Famalicão inaugurou, este domingo, um novo e “refrescante” espaço, dedicado à alimentação 100 por cento saudável. O bar intitulado precisamente “Refresco” é explorado por dois jovens empreendedores famalicenses: o nadador Luís Vaz (uma das grandes promessas da natação nacional) e Diogo Rodrigues um dos impulsionadores do movimento “Free Hugs”.

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A inauguração do novo espaço contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, que salientou a importância deste projeto “para incutir hábitos de vida e de alimentação saudáveis nos nossos jovens”.

O “Refresco” está aberto ao público em geral de segunda a sábado das 7h30 às 19h00 e aos domingos das 9h00 às 16h00.

De acordo com os responsáveis “é um espaço que foge do (pre)conceito que a comida saudável é vegetariana e só engloba saladas e massas. Teremos vários produtos à disposição, como comidas com base em Aveia, como panqueca, batidos, bolachas e papas, para além disso podem também encontrar tapioca e açaí. Servem-se diárias compostas por sopa+prato+bebida e café por 4,95 euros”.

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PONTE DE LIMA EVOCA BEATO FRANCISCO PACHECO

Município de Ponte de Lima assinala aniversário do Beato Francisco Pacheco

Volvidos 390 anos sobre a morte do Beato Francisco Pacheco (1626-2016), o Município de Ponte de Lima evoca a vida desta figura de referência na história da missionação religiosa, disponibilizando na Sala de Adultos da Biblioteca Municipal um painel biográfico e alguma bibliografia dedicados à personalidade versada.

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A partir de hoje, 20 de junho – data da morte do devoto jesuíta – e até ao fim do mês, utilizadores e visitantes poderão percorrer os principais momentos de um trajeto de abnegação e altruísmo destinado à doutrinação e salvaguarda do cristianismo no Oriente. 

A breve trecho, o Município de Ponte de Lima apresentará ao público uma brochura para divulgação de um circuito cultural que congrega vários pontos de interesse associados ao Beato Francisco Pacheco.

Visite-nos e conheça a obra evangelizadora de um insigne compatrício que viveu para a glória de Deus.

60 POEMAS - A MELHOR OBRA POÉTICA DE ARTUR COIMBRA

O novo livro do escritor Artur Ferreira Coimbra, com o título 60 Poemas, foi apresentado na Sala Manoel de Oliveira, em Fafe, que encheu completamente de amigos do concelho e da região. Em representação do município, esteve o vice-presidente Pompeu Martins que fez questão de destacar “a importância que Artur Coimbra tem no desenvolvimento de Fafe cultural, desde há décadas”, evidenciando o apoio, o incentivo e a colaboração que deu a sucessivas gerações de poetas e escritores locais, continuando a fazê-lo nos dias de hoje.

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60 Poemas é uma edição com a qual o autor quis associar às seis décadas de existência, comemoradas em Maio, uma obra poética inédita e de temática íntima, singular e pessoal, revisitando a memória e o percurso de vida do homem e do poeta.

A abrir, actuou, com elevada qualidade artística, o Coro de Pais e Amigos da Academia de Música José Atalaya, sob a direcção do jovem maestro Tiago Ferreira.

O editor da Labirinto João Artur Pinto, que acompanha a carreira literária do autor há décadas e publicou uma das suas antologias, considerou esta obra de 126 páginas “um livro afectuoso”.

A obra foi apresentada por César Freitas, professor e director da Escola Superior de Educação de Fafe e autor do prefácio, que dissertou sobre “a obra mais bem conseguida de Artur Coimbra, pela coerência e pela qualidade”, evidenciando a “linguagem muito própria do autor”.

O prefaciador considerou que os poemas nascem de uma vivência sensorial, mas brotam verdadeiramente do coração, versando basicamente sobre afectos, memórias, desassossegos. Numa “contínua exploração de símbolos”, o poeta tece uma “escrita autobiográfica”, de teor confessional, explorando a memória da infância feliz, a natureza e o inexorável devir temporal.

César Freitas evidenciou ainda a “originalidade da invenção e a mestria com que o poeta cinzela as palavras”, dizendo tratar-se do «resumo de toda uma vida de emoções e de valores, dos sonhos pueris, dos encantos da natureza, das alegrias, dos amores, mas também das perdas, das saudades e da angústia pela fragilidade do outro”.

Enfim, são “poemas de afirmação de uma singularidade de pensamento e de fazer poético”, que fez questão de reiterar.

Também o poeta Carlos Afonso, professor da Escola Secundária de Fafe e que subscreve o posfácio, interveio na sessão, para “agradecer tudo o que o autor tem feito por Fafe no âmbito da cultura e da literatura”, evidenciando a sua ligação à Escola Secundária, a colaboração nas Jornadas Literárias e a criação do Núcleo de Artes e Letras de Fafe.

“Este homem, nascido em Trás-os-Montes e que desde tenra idade escolheu as terras de Fafe para viver, conhece na perfeição os sentidos das palavras, tanto na sua abrangência objectiva como na sua vertente subjectiva. Sabe distinguir com primor a objectividade da história e o sentimentalismo pessoal da poesia. Tem assim o privilégio de entrelaçar mundos, decantar circunstâncias, datar vidas e construir estrofes ao mesmo tempo, sempre que o coração ou a razão lho ordenam” - referiu Carlos Afonso, para continuar “Ler Artur Ferreira Coimbra é caminhar no tempo, tocar lugares, perscrutar almas, beber desejos, ouvir anseios, acariciar rostos, reler versos, confrontar histórias, desvendar sonhos, desapegar sílabas, dispor “eus”, amar a escrita, olhar madrugadas, sentir Abril, acordar com as estrelas, viver a poesia”.

Foram ainda lidos poemas da obra pelos poetas Leonor Castro, Amélia Fernandes, Acácio Almeida e Pulo Moreira.

A mais recente obra poética de Artur Coimbra inclui uma dezena de fotografias de Manuel Meira e tem capa elaborada a partir de uma pintura da artista fafense Dulce Barata Feyo.

A obra será apresentada em Braga, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, na noite de 1 de Julho próximo.

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PONTE DE LIMA REALIZA FEIRA DO CAVALO

Feira do Cavalo de Ponte de Lima atrai mais de 100 000 visitantes. Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho preside à abertura oficial

O Município de Ponte de Lima volta a apostar fortemente em mais uma edição da Feira do Cavalo, sendo esta a X edição. À semelhança do sucesso alcançado nesta 1ª década, prevê-se lotação esgotada revelando-se assim com antecedência um assinalável êxito.

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A abertura da Feira está marcada para quinta-feira, 23 de junho, às 18 horas, sendo a abertura oficial presidida pela Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, na sexta-feira, 24 de junho, às 18 horas.

Estão já confirmadas mais de 64 coudelarias, cerca de 80 expositores e um total de 300 cavalos, esperando-se que este ano o número de visitantes supere os 100 mil registados em anos anteriores. A Feira do Cavalo de Ponte de Lima é um evento de referência internacional, recebendo milhares de visitantes, com uma percentagem bastante significativa proveniente da Galiza.

Cavaleiros prestigiados e competidores de top nacional, com currículo invejável, vêm a Ponte de Lima mostrar a sua arte e os seus belíssimos cavalos Lusitanos. Ponte de Lima transforma-se numa das capitais do circuito equestre, com uma área superior a 70 000m2, dois picadeiros com piso preparado para alta competição, uma bancada ecológica em relva com capacidade para 5 mil pessoas, espaço para 75 expositores, parque de estacionamento para 3000 lugares e capacidade de acolhimento simultâneo superior a 20 000 pessoas.

A produção deste evento implica um grande investimento, não só para a organização, mas para os expositores e criadores que esperam ver divulgados os seus produtos e serviços ao fim dos 4 dias do certame.

Durante os dias 23, 24, 25 e 26 de junho a X Feira do Cavalo Ponte de Lima irá promover atividades que se destacam pelo posicionamento no circuito equestre nacional e pelo grau de internacionalização que adquiriu nos últimos anos. No âmbito desportivo, salientam-se as Olimpíadas de Equitação Adaptada; Taça de Portugal de Dressage – Concurso de Dressage Nacional; Concurso Modelo e Andamentos (Machos e Fêmeas); Prova de Equitação à Portuguesa; Horseball; Campeonato Nacional e Regional Norte de Equitação de Trabalho (Maneabilidade e Velocidade); Campeão dos Campeões; Festival do Garrano; Desfile de Coudelarias; Derby de Atrelagem.

Relativamente à animação destaque para o espetáculo de abertura “Apassionata de Portugal”, na noite de quinta-feira, 23 de junho, às 22 horas, sendo de destacar os espetáculos de Sevilhanas “Las Rocieras”, ao longo do evento.

BRAGA MANIFESTA INTERESSE EM RECEBER DISTINÇÃO EUROPEIA DE “BOA GOVERNAÇÃO”

Certificação ‘European Label of Governance Excellence’ do Conselho da Europa

O Executivo Municipal Bracarense vai discutir, na próxima reunião de Câmara, a adesão à distinção “European Label of Governance Excellence” (ELoGE) do Conselho da Europa, que está a ser coordenada, a nível nacional, pela Direcção-Geral das Autarquias Locais (DGAL).

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Esta candidatura pressupõe a prévia adesão formal aos 12 Princípios da Estratégia de Inovação e Boa Governação ao nível local pelos órgãos eleitos do Município e a manifestação de interesse deverá ser formalizada junto da DGAL entre os dias 1 e 15 de Julho, com vista à adesão da referida Estratégia e à subsequente obtenção da certificação.

“Entendemos que é fundamental a promoção e a melhoria contínua da qualidade da democracia a todos os níveis de governação, melhorando as suas boas práticas e aumentando a troca de experiencias com outros municípios, sejam eles nacionais ou internacionais”, refere Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga.

O propósito da ELoGE é melhorar a governação das autoridades locais em moldes contínuos, sendo fundamental que os municípios aderentes respeitem os 12 princípios definidos pela Estratégia. Esta é também uma oportunidade para os municípios trocarem experiências e informações, quer a nível nacional mas também europeu.

Os 12 Princípios inspiram-se e incorporam o “aquis” do Conselho da Europa e das principais Organizações Europeias e Internacionais, desdobrando-se em vários “standards” de boas práticas de Boa Governação.

Os 12 princípios são: Eleições, Representação e Participação Imparciais; Resposta às Expectativas e Necessidades dos Cidadãos; Eficiência e Eficácia; Abertura e Transparência; Primado da Lei; Conduta Ética; Competência e Capacidade; Inovação e Abertura à Mudança; Sustentabilidade e Orientação de Longo Prazo; Sã Gestão Financeira; Direitos Humanos, Diversidade Cultural e Coesão Social; Responsabilidade.

A adesão a esta distinção implica o compromisso do Município de Braga de seguir os objectivos da Estratégia, tomando designadamente as medidas requeridas, com o envolvimento das associações representativas. Esta adesão requer, ainda a realização de um procedimento regulado pelo Conselho da Europa e pela Direcção-Geral das Autarquias Locais.

SEMINÁRIO INTERNACIONAL EM CABECEIRAS DE BASTO FOI UM SUCESSO

II Seminário Internacional encerrou com balanço positivo

Mais de 100 pessoas participaram nos dias 16 e 17 de junho no II Seminário Internacional intitulado ‘Religião, Letras e Armas: da Europa Renascentista para Basto’ que decorreu na Casa do Tempo em Cabeceiras de Basto e que contou, na sessão de encerramento, com as intervenções dos presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal, Francisco Alves e Eng. Joaquim Barreto, respetivamente.

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O II Seminário Internacional foi organizado pelo Município de Cabeceiras de Basto e pelo CITCEM/FLUP – Centro de Investigação Transdisciplinar ‘Cultura, Espaço e Memória’/Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Na sua intervenção, o autarca Francisco Alves, fazendo um balanço muito positivo deste II Seminário Internacional, em que foram atingidos os objetivos definidos, disse: “foram dois dias que permitiram reforçar os saberes sobre a dimensão local, regional e internacional do Nosso Mosteiro; dois dias que provam que o Mosteiro de S. Miguel de Refojos, além de ter sido o centro criador de um Concelho e o motor de desenvolvimento de uma região, tem uma dimensão cultural universal que, em grande parte, era conhecida por poucos”.

Afirmando estar “convencido que o Nosso Mosteiro já é Património Cultural da Humanidade, só nos falta que tal dimensão seja reconhecida por quem de direito”,  o edil reforçou: “vamos por isso continuar este caminho, um caminho de estudo e investigação que nos leve a conhecer desde os alvores da nacionalidade o valor do Mosteiro na criação da Nação Portuguesa; um caminho que clarifique ainda mais a importância do Mosteiro no financiamento da Universidade de Coimbra no tempo do seu nascimento e consolidação; um caminho que mostre as razões pelas quais todos os Reis portugueses se relacionaram com o Mosteiro; um caminho que exige uma maior promoção da imagem do Mosteiro para atrair mais visitantes; um caminho que passará pelo reconhecimento por parte da UNESCO dos valores materiais e imateriais com caráter excecional e universal que o Nosso Mosteiro possui. Pode levar tempo. Mas vamos conseguir; um caminho que nos obriga a encontrar meios financeiros para continuar as obras de recuperação e renovação do Mosteiro e de todos os seus elementos – obras que a Câmara Municipal assumiu há vários anos”.

A este propósito, Francisco Alves anunciou aos presentes a aprovação de quatro projetos por parte da Câmara Municipal, entre os quais a reabilitação das coberturas do Tempo Religioso e ala nascente do Mosteiro; a elaboração do projeto hidráulico da Ribeira na área de influência do Mosteiro; a conservação e restauro da fachada principal e torres sineiras; e o restauro e conservação da antiga livraria do Mosteiro.

Por fim, agradeceu a participação de todos os que se interessaram por este Seminário e que acreditam nos valores culturais do Nosso Mosteiro; agradeceu aos conferencistas que connosco partilharam os seus densos conhecimentos; agradeceu à Comissão Organizadora; e agradeceu à Professora Cristina Cunha, presidente do CITCEM e nela à Faculdade de Letras da Universidade do Porto, pelo contributo decisivo para a organização deste seminário.

Por seu turno, o presidente da Assembleia Municipal, Eng. Joaquim Barreto, depois de felicitar a Câmara Municipal, a Comissão Organizadora do II Seminário, bem como os oradores, realçou as intervenções físicas realizadas ao longo dos últimos anos no Mosteiro de S. Miguel de Refojos, destacando também a importância dos estudos e debates realizados em torno da história do nosso Mosteiro. “É desta forma que fazemos também a história do Mosteiro de S. Miguel de Refojos”, garantiu.

Ao longo de dois, vários foram os especialistas nacionais e estrangeiros de universidades e instituições de cultura muito conceituadas que abordaram temáticas relacionadas com a ‘Religião, Letras e Armas: da Europa Renascentista para Basto’. Foram, por isso, dois dias de grande trabalho e de partilha de conhecimentos sobre personalidades e ideias que fazem parte do legado cultural e histórico do Mosteiro Beneditino de S. Miguel de Refojos.