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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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TRADIÇÃO E ETNOGRAFIA MARCAM TERCEIRO DIA DAS FESTAS DE SANTO ANTÓNIO EM VILA VERDE

Cortejo da Tradição e Festival Luso Espanhol recebidos com banhos de multidão

O terceiro dia das Festas Concelhias de Vila Verde em honra de Santo António, 11 de junho, revelou-se um autêntico hino à tradição. Os grandes destaques do dia vão para o Cortejo da Tradição, um desfile de carros alegóricos decorados a preceito de forma a divulgar e expor o que de melhor cada freguesia vilaverdense tem para oferecer, e para o emblemático Festival Folclórico Luso Espanhol, que vai cumpriu a 57ª edição e contou com a participação de grupos de vários pontos do país e da vizinha Espanha.

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O dia começou com uma alvorada festiva à moda do Minho, com o Grupo de Zés Pereiras de Pedregais a assegurar animação logo pelas 09h00. Como é habitual, pelas 11h00, a tenda do Festival da Febra abriu ao público (e está diariamente em funcionamento até às 23h00) para colocar ao dispor de vilaverdenses e visitantes o melhor da gastronomia regional. Destaque também para a Campanha de Adoção de Sto António, com espaço de aconselhamento veterinário, levada a cabo pela Associação para a Defesa dos Animais e Ambiente de Vila Verde, que continua a lutar diariamente para que os nossos amigos de quatro patas tenham condições dignas de vida.

O melhor que Vila Verde tem para oferecer

Para as 17h00 estava reservado um dos momentos mais emblemáticos das Antoninas vilaverdenses, com o Cortejo da Tradição. Centenas de participantes e dezenas de carros alegóricos desfilaram em cortejo, numa mostra do que de melhor e mais genuíno as diferentes freguesias do concelho tem para oferecer. A iniciativa revelou-se um autêntico hino à cultura vilaverdense, e minhota no geral, voltando a afirmar Vila Verde como um Município que se orgulha da sua história e encontra na genuinidade da sua cultura a alavanca para o progresso, numa aliança harmoniosa entre modernidade e tradição.

Grupos de todo o país e de Espanha

O início do serão foi marcado pela Missa Solene em Honra a Santo António, uma eucaristia animada pelos cânticos do Festival Folclórico Luso Espanhol, que decorreria pouco depois. Os grupos tiveram ainda tempo para um desfile pelo centro da vila, antes de pisarem o palco e fazerem as delícias da multidão que se deslocou a Vila Verde para assistir a espetáculos de grande nível. A iniciativa foi organizada pelo Grupo Folclórico de Vila Verde (GFVV) e contou com a presença (além do grupo anfitrião) do Rancho Típico de S. Mamede de Infesta, do Grupo Folclórico ‘As Tricanas’ de Ovar, do Rancho Folclórico do Carregado, do Grupo ‘Pauliteiros Mirandeses de Palaçoulo’ e do Grupo de Coros e Danzas Dona Urraca (Zamora - Espanha). O público não arredou pé durante mais de duas horas de espetáculo. Depois, mesmo com o palco já vazio, a animação prosseguiu na Praça de Sto António no After Party com o DJ Tito.

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“Estas festas só são grandes, porque são grandes as pessoas que nela participam”

Presente no encontro de folclore, o presidente do Município de Vila Verde, António Vilela, deu os parabéns ao GFVV pela 57ª edição deste “encontro de culturas e tradições”. “São embaixadores de Vila Verde. Gostaria deixar aqui uma palavra de enorme reconhecimento por este trabalho que desenvolvem em nome da nossa terra, sem pedir nada e a título totalmente gratuito, em nome da cultura e da tradição vilaverdense”, referiu o edil, mostrando-se bastante agradado com a edição de 2016 das Festas Concelhias. “Esta praça é muito mais bonita com a vossa presença e alegria. É assim que queremos viver as festas. Estas festas só são grandes porque são grandes as pessoas que nela participam, o meu obrigado a todos os que colaboram nas festividades e a todos os que nos visitam nesta altura”, concluiu.

Hoje, 12 de Junho, o dia começou com uma atividade desportiva, a Prova de Cicloturismo de Sto António, a que se seguiu uma cerimónia religiosa em honra ao padroeiro do concelho de Vila Verde. Durante a tarde, a etnografia voltou a estar em lugar de evidência com o Festival Folclórico concelhio que trouxe ao palco 11 grupos vilaverdenses. O Desfile Filarmónico e a prova de destreza canina foram outras das iniciativas que marcaram o início de uma tarde que teve o seu ponto mais alto pelas 17h00, com a Majestosa Procissão em Honra de Santo António, que contou com centenas de participantes e largos milhares de espectadores.

D.A.M.A. a 13 de junho para um encerramento em grande

 No serão a animação será garantida pelo Concerto Filarmónico e pelas tradicionais rusgas, cantares ao desafio e fogueiras de Sto António, que provam que em Vila Verde a tradição ainda é o que era. Destaque ainda para o concerto de amanhã com os D.AM.A., que vão encerrar em grande a edição deste ano das Festas Concelhias de Vila Verde em Honra a Santo António.

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FOLCLORE E IDENTIDADE – NACIONALISMO E LIBERDADE

A preservação da identidade nacional constitui uma condição essencial da liberdade de um povo, melhor dizendo de uma nação enquanto comunidade estável, historicamente constituída por vontade própria, assente num território e fundada em valores coletivos e elementos culturais como a língua, os costumes, religião, tradições e, de uma maneira geral, todos os aspetos que enformam a consciência nacional.

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Proveniente do latim natio, derivado de natus, o termo nação refere o sentimento de pertença a uma determinada comunidade de indivíduos unidos por laços históricos, assente numa identidade que remete para as suas origens étnicas.

Enquanto o termo nação identifica aqueles que são nascidos da mesma raiz, privilegiando o fator biológico e consequentemente o jus sanguinis na verificação da nacionalidade do indivíduo, o conceito de Pátria remete para uma noção de solo legado pelos antepassados, a terra paterna – do latim patrius, de pater – diretamente associado à ideia de país em relação ao qual um conjunto de indivíduos se encontra ligado por laços afetivos e culturais, ainda que não fazendo necessariamente parte da mesma comunidade nacional.

Por conseguinte, enquanto o nacionalismo advoga a defesa da identidade nacional de um povo como condição para a preservação da sua liberdade, o patriotismo exalta os valores que a prendem ao solo sagrado legado pelos seus antepassados e a sua obrigação de o transmitir aos vindouros. Ao invés do que tem vindo a ser propalado, nenhum dos conceitos em apreço – nacionalismo e patriotismo – tem a ver com atitudes exacerbadas de desconsideração e menosprezo em relação a outros povos ou atitudes reprováveis de rejeição de pessoas com identidades diferentes.

A identidade cultural de um povo é construída como um processo de auto-descrição, procurando através da unidade de elementos essenciais destacar a diferença em relação a outras culturas.

No que à definição dos elementos que definem essa identidade e o caráter de um povo dizem respeito encontram-se naturalmente as suas tradições mais genuínas, a cultura popular ou, para utilizarmos o neologismo que se vulgarizou, o seu folclore, traduzido na descrição da sabedoria popular e abrangendo os mais diversos aspetos da sua história não escrita como os contos e lendas, os provérbios e adivinhações, a religiosidade, a culinária e a medicina, o traje e o artesanato, os cantares e as danças, os jogos e as brincadeiras infantis.

Mais do que qualquer outra forma de opressão, é a aculturação e uniformização de hábitos e maneiras de pensar que caraterizam a sociedade capitalista, ávida de obtenção dos maiores proventos a qualquer custo, a principal ameaça à identidade dos povos e, consequentemente, à sua própria liberdade. Não admira, pois, a erosão provocada nas suas tradições mais genuínas, procurando apagar da sua memória o seu próprio passado.

À semelhança do que se verificou com os nacionalismos, também o interesse pelo folclore está intimamente associado à origem do Romantismo e aspiração dos povos oprimidos à sua emancipação política. É, pois, no folclore como fator de identidade cultural de um povo que assenta o ideário nacionalista como uma das condições da preservação da sua liberdade!

Fotos: José Carlos Vieira

Texto: Carlos Gomes

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GUIMARÃES PREPARA FEIRA AFONSINA

Feira Afonsina 2016 apresentada esta segunda-feira no Centro Histórico de Guimarães

Pormenores da edição deste ano são dados a conhecer no início desta semana. Encontro com jornalistas realiza-se nas arcadas do antigo Paços do Concelho.

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A Câmara Municipal de Guimarães vai apresentar a sexta edição da Feira Afonsina em Conferência de Imprensa, esta segunda-feira, 13 de junho, pelas 11 horas, nas arcadas do Antigo Paços do Concelho, no espaço público situado entre o Largo da Oliveira e a Praça de S. Tiago. Fruto de uma sólida memória cultural, instalada e refletida no imaginário coletivo da comunidade, Guimarães apresenta-se como palco privilegiado para a realização de um certame que se afirma pelo rigor da recriação histórica.

Este ano, o evento retratará o episódio do “Recontro de Valdevez”, que se traduziu num combate entre os exércitos de D. Afonso Henriques e D. Afonso VII de Castela, seu primo. Na senda das edições anteriores, o Município de Guimarães pretende proporcionar a todos os visitantes uma experiência inesquecível no tempo, através da construção de espaços temáticos que caracterizarão os quatro dias do evento, tendo Guimarães como palco privilegiado para a realização da Feira Afonsina.

A continuidade deste projeto resulta do sucesso obtido nas edições anteriores e na vontade expressa do Município em recriar o ambiente social e económico da época do Condado Portucalense. Durante os quatro dias, este evento proporcionará a todos os que visitam Guimarães um conjunto de experiências intensas e memórias inesquecíveis, nomeadamente, através da construção de espaços temáticos e de interação com as personagens que habitam esta recriação.

JONINHAS VILAR SAGRA-SE CAMPEÃO NO «I INTERNACIONAL - X TAÇA CIDADE DE ALMEIRIM»

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A cidade de Almeirim acolheu no sábado, dia 11 de junho, mais uma prova do calendário oficial da Federação Nacional de Karaté-Portugal, o «I INTERNACIONAL - X TAÇA CIDADE DE ALMEIRIM». O atleta da BUSHIDO AK, Joninhas Vilarcadete -52kg, a competir no escalão de peso -57kg, conquistou mais um pódio na presente época desportiva, ao sagrar-se campeão desta prestigiada competição de karaté.

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BRAGA QUER SER CIDADE EUROPEIA DO DESPORTO EM 2018

Braga reúne todas as condições para ser uma ´extraordinária´ Cidade Europeia do Desporto em 2018. Cerimónia de entrega oficial da candidatura juntou mais de três mil desportistas de colectividades locais

Teve lugar ontem, dia 11 de Junho, na Grande Nave do Parque de Exposições de Braga a acção de lançamento da candidatura de Braga a Cidade Europeia do Desporto 2018. 

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Numa iniciativa única, que juntou mais de três mil desportistas de todas as colectividades do Concelho de Braga - demonstrando a força e vigor associativismo desportivo local -, este momento marcou a entrega oficial da candidatura à obtenção do título de Cidade Europeia do Desporto. Para além de um desfile de modalidades desportivas, o evento contou com a exibição e performances de vários atletas, entre eles medalhados olímpicos, nas mais diversas modalidades desportivas.

Segundo Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, este momento foi uma demonstração inequívoca do valor de Braga a nível desportivo. “Para lá de uma rede de infra-estruturas que cobre quase todas as modalidades, temos colectividades de excelência, milhares de praticante e técnicos e dirigentes de qualidade que fazem do Concelho uma referência no desporto nacional e além-fronteiras, com talentos que conquistam títulos nos maiores palcos mundiais. Braga distingue-se por ser ecléctica, inter-geracional e inclusiva. É uma Cidade do desporto para todos e com uma cultura desportiva que graça em toda a população e funciona como cartão-de-visita”, afirmou, garantindo que estão reunidos todos os requisitos para ser uma ´extraordinária´ Cidade Europeia do Desporto em 2018.

Por seu turno, Sameiro Araújo, vereadora do Desporto, sublinhou que ser Cidade Europeia do Desporto permitirá a Braga discutir e pensar o desporto de uma forma global, retirando ilações sob formas de evolução e crescimento sustentado e possibilitando a contínua afirmação de Braga no contexto nacional e mundial. “As políticas desportivas locais e nacionais, a recepção de eventos desportivos de grande magnitude, o estabelecer de protocolos de cooperação com federações desportivas nacionais, o eclectismo desportivo, a igualdade de género na oferta desportiva, o fomento do Desporto para Todos, a consagração do Desporto e da Actividade Física enquanto elementos preponderantes para a qualidade de vida de uma sociedade, serão factores fundamentais e estruturantes durante Braga – Cidade Europeia do Desporto 2018”, referiu.

Como explicou Nuno Santos, presidente do ACES Portugal (Associação Portuguesa das Cidades Europeias do Desporto), Braga já cumpriu os requisitos para ser aceite a candidatura, disputando o título com outra candidatura concorrente, no caso de Almada. Até final do ano, afirmou Nuno Santos, será comunicado o vencedor.

Até ao momento foram desencadeadas duas iniciativas de apoio a esta candidatura, nomeadamente com a concretização de um cordão humano com alunos de várias escolas da zona central da cidade, totalizando um percurso de 5.000 metros, alcançados com cerca de 4.000 alunos mobilizados, assim como a recolha de assinaturas para subscrição de Braga a Cidade Europeia do Desporto no ano de 2018.

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