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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ESTAFETA REFORÇA “AMIZADE E SOLIDARIEDADE” ENTRE BRAGA E GUIMARÃES

Prova de atletismo inédita no contexto nacional

Decorreu este Domingo, dia 29 de Maio, a ‘Estafeta da Amizade’, uma prova de atletismo inédita no contexto nacional que uniu as Cidades de Braga e Guimarães. Sobe o mote ‘Duas Cidades, Um Território’, a prova teve como objectivo a coesão territorial e a igualdade de género, aproximando duas Cidades vizinhas.

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Com um percurso de 20 Km, a prova teve início no Estádio 1.º de Maio, em Braga, e terminou na Alameda Dr. Alfredo Pimenta, em Guimarães. Num formato de estafeta, com equipas de quatro elementos, dois atletas masculinos e dois femininos, a ‘Estafeta da Amizade’ teve uma forte componente solidária já que todas as verbas angariadas serão agora distribuídas pela CERCIS de Braga e Guimarães.

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A prova foi repartida por quatro etapas (Estádio 1.º de Maio, Trandeiras, Portela-Balazar, S. João de Ponte e Alameda Dr. Alfredo Pimenta), com cada membro da equipa a fazer um percurso de cinco quilómetros.

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Para Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, esta é uma prova “singular e inédita no contexto nacional” e que transmite uma “união entre duas Cidades vizinhas” que “será ainda mais potenciada no futuro com a concretização de mais projectos”. No próximo ano, a ‘Estafeta da Amizade’ terá o percurso inverso, iniciando em Guimarães e finalizando em Braga.

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PAREDES DE COURA ESTIMULA A EXPORTAÇÃO

Visita à comunidade courense em Cenon | França

Paredes de Coura comprometeu-se a proporcionar um ambiente favorável para os negócios a todos os empresários residentes no município que pretendam exportar para França, tendo por base a relação de proximidade com a vila geminada de Cenon.

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No encontro deste domingo com 17 empresários portugueses, dos quais dez foram até Cenon procurar novas oportunidades de negócio no âmbito da 7ª edição do Marché Portugais à Cenon, o presidente da Câmara de Paredes de Coura, Vitor Paulo Pereira, não só se comprometeu a ajudar a que se agilizem procedimentos, como apontou dois princípios basilares para o estreitar de confiança entre empresários: “sedução e cumprir contratos”, sublinhou o autarca, para quem “no mundo de hoje não há lugar para incompetentes”.

Neste encontro com empresários e no qual também participou o ‘maire’ de Cenon, Alain David, o autarca de Paredes de Coura incentivou à criatividade, mas também na necessidade de serem “exigentes e criar boa impressão”. Vitor Paulo Pereira vincou que “só se pode gerar dinheiro se se criar boas relações de confiança”, enquanto o seu homólogo de Cenon apontou que o caminho passa por “consolidar as relações e as trocas económicas entre os dois municípios” geminados desde 2008.

“Começámos pelas trocas culturais e agora projetam-se as trocas económicas”, avançou o ‘maire’ de Cenon, localidade francesa próxima de Bordéus, onde reside uma grande comunidade courense.

Nesta troca de experiências entre empresários, também dinamizada pela vereadora do município de Cenon Fernanda Alves – “Paredes de Coura é muito mais que um festival. Paredes de Coura tem um potencial enorme.” --, alguns dos presentes deram o seu testemunho como singrar nos negócios no competitivo mercado francês.

Armindo Barbosa, empresário na área dos transportes, deu o seu exemplo: “toda agente me diz que sou um burro de sorte. Não sou um burro de sorte. A sorte de uma pessoa é cumprir e ser sério”, sublinhou este empresário courense há 30 anos estabelecido em França.

Ao longo de três dias, esta pequena localidade francesa paredes-meias com Bordéus viveu uma animação singular com mais uma edição do Marché Portugais à Cenon. Artesanato, gastronomia e dezenas de stands mostraram o que melhor se faz no Alto Minho, complementado com muita animação pelo grupo Kalhambeke e a habitual confraternização entre courenses.

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PORQUE É O FOLCLORE TRATADO COMO O PARENTE POBRE DA NOSSA CULTURA?

O tratamento que em regra é dado ao folclore no nosso país traz-nos à lembrança a célebre história bíblica descrita no verso 19 do capítulo 16 do Evangelho Segundo São Lucas, no qual até as migalhas que caiam da mesa do rico eram recusadas ao pobre Lázaro. Com efeito, o folclore português é frequentemente tratado como o miserável mendigo a quem não é reconhecido suficiente mérito para poder participar condignamente na divulgação dos usos e costumes de antigamente – porque o folclore é a cultura do povo!

Não são raras as autarquias locais que preferem contratar a peso de ouro, artistas estranhos à sua própria terra e à cultura das suas gentes, pese embora sejam tais gastos feitos á custa do dinheiro extorquido aos contribuintes, para seguidamente regatear os mais modestos apoios que lhes são solicitados pelos ranchos folclóricos para procederem às suas atuações, esquecendo que são estes constituídos precisamente pelo povo que com os seus impostos contribuiu para o lauto banquete para o qual convidaram os artistas vindos de fora.

Entendem geralmente que o folclore constitui na melhor das hipóteses uma cultura menor, uma espécie de substrato cultural ou, para sermos mais explícitos, “música para parolos”. Ignoram, no entanto, que foi nas tradições folclóricos do povo que os grandes compositores de todo o mundo se inspiraram para a criação das suas obras que os tornaram imortais. Trata-se de um desconhecimento que apenas se deve a preconceitos que lhes tolhem a inteligência e o raciocínio e que, não raras as vezes, os mantêm afastados do seu próprio povo.

Nas culturas de todos os povos, um pouco por toda a parte, foi na sua religiosidade ancestral que tiveram origem as atuais festas e romarias em torno das quais acrescentaram o comércio e o divertimento, ligando o sagrado ao profano. Jamais foi em torno de celebrações cívicas desprovidas de religiosidade que o povo ergueu as suas manifestações mais genuínas da cultura popular. As comemorações de natureza cívica e política apenas servem para preservar a memória dos cidadãos e elevar o seu sentido patriótico. Mas, as verdadeiras raízes da sua identidade mergulham nas suas crenças mais profundas e longínquas sobre as quais assentam as suas referências nacionais enquanto povo.

Por conseguinte, por mais artistas de renome que contratem à custa de avultadas verbas do erário público para promoverem espetáculos em relação aos quais o povo é apenas chamado a assistir, sem a cultura tradicional, as manifestações mais genuínas da cultura do povo entre as quais se inclui o folclore – sem a participação ativa e empenhada do próprio povo! – a festa jamais lhes dirá respeito e significado. Deixem, pois, de tratar o folclore como o parente pobre da nossa cultura e confiram aos ranchos folclóricos a dignidade que lhes é devida!

BRAGA INAUGURA CENTRO DE ATIVIDADES OCUPACIONAIS DA CERCI

Valência criada em antiga escola cedida pelo Município. CAO da CERCI Braga beneficia toda a Região

O vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Firmino Marques, inaugurou ontem o Centro de Actividades Ocupacionais (CAO) da CERCI Braga, valência que foi criada nas antigas instalações da EB1/JI de Navarra.

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Segundo Firmino Marques, a abertura do CAO da CERCI vem beneficiar não apenas o Concelho de Braga, mas toda a Região na medida em que vem colmatar a lacuna existente ao nível do apoio aos cidadãos com deficiência. “A inauguração deste equipamento é o culminar de um processo longo, mas que teve o final que todos desejávamos. Este CAO mostra que tudo é possível desde que haja vontade e generosidade”, afirmou o vice-presidente da Autarquia.

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A nova valência permite à instituição prestar uma resposta mais alargada e com maior qualidade na área da deficiência intelectual e multideficiência, alargando para 30 o número de utentes. As novas instalações possibilitam ainda à CERCI Braga cumprir os requisitos legais para poder estabelecer um protocolo de colaboração com a Segurança Social.

Na cerimónia que contou com presença do director do Centro Distrital de Braga da Segurança Social e do presidente da União de Freguesias de Santa Lucrécia de Algeriz e Navarra, o vice-presidente da Autarquia lembrou o contributo do Município na concretização deste projecto, desde logo pela cedência da antiga escola. Ainda assim, Firmino Marques considera que “cabe ao Estado tem de dar condições para que as instituições possam alargar a sua oferta para que os cidadãos não tenham que deslocar-se para fora do Concelho para beneficiarem de uma resposta adequada”.

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O vice-presidente da Autarquia Bracarense deixou ainda uma palavra de reconhecimento a todos os dirigentes e fundadores da CERCI Braga pelo “empenho e dedicação que diariamente colocam no trabalho realizado com os utentes”.

O valor da requalificação da antiga escola foi suportado por verbas até agora angariadas pela instituição em diversas iniciativas, assim como pelo apoio de muitas empresas que se associaram à campanha ‘Azulejo Mágico’, que consiste na inscrição, num painel de azulejos que está colocado na entrada do edifício, de todos os que contribuírem com dinheiro ou materiais para a realização da obra.

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BRAGA ESTIMULA PARTICIPAÇÃO DOS JOVENS NA CONSTRUÇÃO DE POLÍTICAS PARA O TERRITÓRIO

‘Nós Propomos’ estimula participação dos jovens na construção de políticas para o território

A requalificação de um moinho em Adaúfe, a criação de um parque urbano em Real e a reabilitação do campo de jogos das Amoreiras foram alguns dos projectos apresentados este Sábado, 28 de Maio, por um grupo de alunos da Escola Secundária Sá de Miranda durante uma sessão realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho, em Braga.

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As propostas foram submetidas ao projecto ‘Nós Propomos – Cidadania e Inovação na Educação geográfica” que visa promover uma efectiva cidadania numa perspectiva de governança e de sustentabilidade, incentivando os estudantes do Ensino Secundário a participar nas políticas de ordenamento. 

Na sessão, Miguel Bandeira, vereador do Urbanismo da Câmara Municipal de Braga, considerou o projecto ‘Nós Propomos’ um excelente contributo para a formação de jovens participativos na construção de políticas para o território. “Este é um projecto que se inscreve na educação cívica para a intervenção dos cidadãos no desenvolvimento dos seus territórios”, frisou Miguel Bandeira que se fez acompanhar pelos vereadores Lídia Dias e Altino Bessa.

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O Município de Braga participou pelo 3º ano consecutivo neste projecto, promovido em parceria com o Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa e Esri Portugal, com o apoio da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica/Ciência Viva.

O projecto dirige-se, prioritariamente, a alunos e professores de Geografia, do 11º ano, onde é obrigatório a realização de um ‘Estudo de Caso’, mas pode igualmente contar com a participação de alunos de outros níveis e disciplinas de Geografia do Ensino Secundário.

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S. PEDRO ABENÇOA ENCONTRO DE CULTURAS “VERDE MINHO” – FOLKLOURES’16 FOI UM SUCESSO APESAR DOS CHUVISCOS.

Grupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho possui projeto inovador: Encontro de Culturas “Verde Minho” deverá no próximo ano apresentar um novo formato sob a denominação oficial FolkLoures’17.

Terminou há instantes o FolkLoures’16 sob o ribombar do fogo-de-artifício que iluminou por breves minutos os céus da cidade de Loures com o seu colorido. Tendo como cenário a magnífica réplica da fachada das ruínas da igreja de S. Paulo, em Macau, vários grupos folclóricos representativos das tradições mais genuínas de diversas regiões do país exibiram no palco as suas danças e cantares tradicionais.

Por diversas vezes, S. Pedro abriu as portas do céu para, em jeito de bênção, borrifar os ranchos em atuação com água da chuva mas nenhum desistiu da sua atuação e, com a maior dignidade, presentearam o público com a sua atuação, com redobrado esforço no cantar e maior cuidado no dançar. E o público não lhes regateou os aplausos e em todos os presentes e organizadores ficou um sentimento de gratidão. Após 23 edições do Encontro de Culturas “Verde Minho”, as sementes do FolkLoures estão lançadas!

Subiram ao palco o Rancho Folclórico “Os Moleiros da Ribeira”, de Olival, participam ainda no evento o Grupo de Bombos Zés Pereiras os Baionenses – Baião (Alto Douro); o Grupo de Bombos da Associação de Melhoramentos das Mercês – Mem Martins, Sintra (Região Saloia); o Rancho Folclore da Aguçadoura - Póvoa de Varzim (Douro Litoral); o Rancho Folclórico As Vendedeiras Saloias de Sintra – Mem Martins, Sintra (Região Saloia); o Rancho Folclórico D. Nuno Alvares Pereira -Leça do Balio – Matosinhos (Douro Litoral) e, naturalmente, o anfitrião Grupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho – (Minho), sediado em Loures.

Antes, porém, teve lugar a cerimónia de entrega de lembranças que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Loures a que se seguiu o desfile etnográfico pelas artérias da cidade.

Pela importância de que se reveste, registamos as palavras proferidas pelo sr. Teotónio Gonçalves, Presidente do Grupo Folclórico e Etnográfico “Verde Minho”, na sessão solene que teve lugar na Câmara Municipal de Loures:

“Em primeiro lugar, quero endereçar em nome do Rancho Folclórico Verde Minho e em meu próprio nome, a V.Exªs e a todos os presentes, as minhas mais cordiais saudações.

O Rancho Folclórico Verde Minho realiza hoje a 23ª edição do Encontro de Culturas que, a partir deste ano, passa simultaneamente a designar-se por FolkLoures.

Não se trata de uma mera operação publicitária mas da transformação dialética de um projeto que vem amadurecendo ao longo de duas décadas: o tempo percorrido impõe uma nova qualidade!

Esta iniciativa consiste na renovação de um projeto que, mantendo o objetivo de promover o Encontro de Culturas, passa a adquirir um carácter mais inclusivo a pensar nomeadamente nas comunidades que constituem atualmente o mosaico social do concelho de Loures.

Por outro lado, procura-se através deste evento projetar o concelho de Loures a nível nacional e até internacional como um palco privilegiado do folclore e das culturas tradicionais, contribuindo para a paz e amizade entre os povos.

Porém, para que se consiga realizar tal desiderato, o Rancho Folclórico Verde Minho espera poder vir a contar com a parceria da Câmara Municipal de Loures – mais do que o apoio que a autarquia jamais regateou a esta iniciativa, lançamos o repto para que, como parceiros neste ambicioso projeto, façamos de Loures uma referência internacional do folclore e da cultura tradicional. E, para começar, o Rancho Folclórico Verde Minho aceita integrar este evento nas Festas do Concelho de Loures!

Quero também deixar uma palavra de grande apreço aos presidentes das Juntas de Freguesia aqui presentes, ao representante da Federação do Folclore Português e…

A todos, o meu muito obrigado pela vossa presença e as manifestações de apreço que sempre nos têm dirigido.

- Muito obrigado!”