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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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GUIMARÃES PRESERVA MEMÓRIA DO CONCELHO E DAS SUAS GENTES

INAUGURAÇÃO ESTA SEGUNDA-FEIRA, 25 DE ABRIL (17H)

Tudo o que precisa saber sobre a Casa da Memória de Guimarães

Naves “Comunidade” e “Território” mostram evolução da história vimaranense até ao cosmopolitismo de Guimarães. Casa da Memória condensa elementos relevantes e, através de sete núcleos expositivos, convida o visitante a percorrer o concelho e a conhecer os espaços ali representados.

Uma réplica da espada de D. Afonso Henriques, um pequeno estúdio de cinema com filmes de Guimarães, um jogo interativo que permite aos mais novos alterar a paisagem urbana, as centenárias Festas Nicolinas e a Marcha Gualteriana e um tutorial sobre as claques do Vitória são alguns dos motivos de interesse que podem ser visitados nas duas naves da Casa da Memória, instalada na antiga fábrica de plásticos “Pátria”, na Avenida Conde de Margaride, a partir das 17 horas desta segunda-feira, 25 de abril, data da sua inauguração.

A “Nave da Comunidade” visita a história da cidade, desde a fundação da nacionalidade, através da apresentação de objetos, biografias de personalidades, dados estatísticos, demográficos e económicos, importantes para a afirmação do concelho, até aos tempos modernos onde os tecidos sintéticos e a tecnologia de ponta deram ao mundo novos produtos e inovadoras marcas, através de empresas vimaranenses líderes mundiais no fabrico de garrafas de gás ou de calçado. Nesta nave, estão igualmente patentes as festividades do concelho, um painel alusivo à Batalha de São Mamede, uma escultura em ferro da Senhora da Oliveira, a memória do casal minhoto, o impacto da industrialização e a transformação dos quotidianos, entre outros. 

A viagem pelo tempo continua na “Nave Território”, mais vocacionada para áreas temáticas e do foro multimédia. Aqui, poderão ser consultados registos cinematográficos desde os primórdios do século passado e todos os filmes produzidos no âmbito da Capital Europeia da Cultura 2012, além de fotografias e documentos antigos. Num espaço mais interativo, os temas são abordados em formato de entrevistas, a partir de memórias e testemunhos de pessoas, entre os 6 e os 90 anos. A exposição, que privilegia a componente iconográfica e a exibição de réplicas 3D de peças originais, inclui trabalhos audiovisuais das Festas Nicolinas, referências à Marcha Gualteriana e vídeos alusivos às claques do Vitória.

Horários, preços e entrada gratuita aos domingos de manhã

A Ronda da Lapinha e os achados arqueológicos da Citânia de Briteiros, da coleção da Sociedade Martins Sarmento, estão igualmente representados numa exposição deliberadamente diferente daquela que se encontra em museus, tradicionalmente específica, especializada e muitas vezes de difícil descodificação por parte de públicos não especializados. Neste novo equipamento cultural, são dadas pistas para se entender e interpretar memórias vimaranenses, a partir de módulos que convidam o visitante a conhecer outros espaços de Guimarães.

Uma outra particularidade está relacionada com o facto de os mais novos, através de um jogo interativo, poder alterar a paisagem urbana e… “mexer” na cidade. A Casa da Memória contempla ainda uma área onde podem ser feitas comparações de imagens, conhecer mitos, lendas e projetos antigos por concretizar, como a construção da segunda torre da Basílica do Toural. Por outro lado, é lembrada a hipotética existência de petróleo no Largo do Toural e como seria, hoje, a sala de visitas de Guimarães, se tivessem sido perfurados poços para avaliar a extensão da jazida.

Com gestão a cargo da cooperativa “A Oficina”, a Casa da Memória estará aberta de terça-feira a domingo, das 10 às 13 horas e das 14 às 19 horas, encerrando apenas à segunda-feira. Com entrada gratuita aos domingos de manhã, o preço do bilhete é de 3 euros para o público em geral e 2 euros para os portadores de Cartão Jovem, menores de 30 anos, estudantes, Cartão Municipal de Idoso, aposentados, maiores de 65 anos, Cartão Municipal das Pessoas com Deficiência, Deficientes e Acompanhante. Os portadores do Cartão Quadrilátero Cultural beneficiam de um desconto de 50 por cento. Nas visitas orientadas, o preço do bilhete é de 1,50 euros (grupos escolares) e de 4 euros (público em geral e grupos organizados).

ESCRITOR FAFENSE DANIEL BASTOS APRESENTA EM LISBOA LIVRO SOBRE GÉRALD BLONCOURT E A EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

Apresentação do livro “Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores” na capital portuguesa

No próximo dia 30 de abril (sábado), é apresentada em Lisboa a obra Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”.

O livro, concebido pelo escritor e historiador Daniel Bastos a partir do espólio do conhecido fotógrafo que imortalizou a história da emigração portuguesa para França nos anos de 1960, é apresentada às 17h00 na FNAC do Chiado.

A apresentação do livro com chancela da Editora Converso, uma edição bilingue traduzida para português e francês pelo docente Paulo Teixeira, que conta com prefácio do multipremiado pensador Eduardo Lourenço, estará a cargo do professor universitário e ex-secretário-geral socialista, António José Seguro.

Além das fotografias históricas que Gérald Bloncourt captou sobre a vida dos emigrantes portugueses nos bidonvilles dos arredores de Paris, a obra reúne igualmente memórias, testemunhos e imagens originais que o fotógrafo francês de origem haitiana realizou durante a sua primeira viagem a Portugal na década de 1960, onde retratou o quotidiano das cidades de Lisboa, Porto e Chaves, assim como as da viagem a “salto” que fez com emigrantes portugueses além Pirenéus, e as das comemorações do 1.º de Maio de 1974 em Lisboa.

Segundo Daniel Bastos, investigador da nova geração de historiadores portugueses com um percurso literário alicerçado junto das comunidades portuguesas, a edição do espólio fotográfico de Gérald Bloncourt, composto por um conjunto de centena e meia de imagens da maior importância para a história portuguesa do último meio século, é “um convite a uma viagem de redescoberta de um país e de um povo entre os povos”.

Refira-se que a obra é patrocinada por duas dezenas de empresas representativas do tecido socioeconómico luso-francês, e que a sessão de apresentação em Lisboa incluirá a abertura de uma exposição fotográfica evocativa da ligação de Gérald Bloncourt a Portugal, que está a circular pelos diversos espaços da FNAC no território nacional.

Ainda no último Festival das Migrações, das Culturas e da Cidadania, um dos eventos culturais e literários de referência no panorama europeu, que decorre anualmente em Março no Luxemburgo, o livro foi uma das obras em destaque e alvo dos mais rasgados elogios das comunidades portuguesas.

HOJE É DIA DE S. JORGE

Hoje é o dia que os cristãos consagram a S. Jorge. De acordo com a tradição, terá sido um soldado romano do exército do Imperador Diocleciano, altura de grandes perseguições aos cristãos, mandado degolar por não ter renunciado à sua fé e, consequentemente, venerado como mártir cristão.

Durante a Idade Média surgiram à sua volta, diversas lendas, uma das quais relata ter existido em Silene, cidade da Líbia, um terrível dragão ao qual o povo oferecia sacrifícios humanos. Tendo em dada altura caído a sorte à filha única do rei, S. Jorge, que acabava de chegar àquela cidade na altura precisa em que a vítima ia ser imolada, prestou-se para a libertar, o que conseguiu. Uma vez derrotado o dragão, rei e povo converteram-se de imediato ao Cristianismo.

Remonta ao século XII a introdução do culto a S. Jorge em Portugal, através dos cruzados que vinham combater nas hostes de D. Afonso Henriques nomeadamente a quando da tomada de Lisboa aos mouros. Porém, a sua invocação em forma de grito de guerra começou contudo durante o reinado de D. Afonso IV e teve como objetivo demarcar-se da invocação de S. Tiago Mata-mouros que era feita pelos exércitos leoneses. Até então, nas suas batalhas de Reconquista contra os mouros, os cavaleiros portugueses também invocavam: Por S. Tiago!

Mas foi sobretudo a partir do reinado de D. João I que este culto veio a adquirir verdadeira dimensão nacional, passando a partir de então a sua imagem a integrar a procissão do Corpo de Deus. Ainda hoje, a sua simbologia é empregue nos meios castrenses, principalmente para representar o exército português.

O culto a S. Jorge adquiriu verdadeira feição popular e nacionalista, conservando-se nos dias que correm algumas manifestações culturais que evocam a lenda de S. Jorge e, por seu intermédio, as lutas travadas pelos portugueses contra o invasor castelhano-leonês, numa reconfiguração da luta entre o Bem e o Mal.

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Nas margens do rio Minho onde as veigas verdejantes da Galiza se alcançam em duas braçadas, as gentes minhotas do concelho de Monção mantêm um velho costume que consiste em celebrar todos os anos, por ocasião dos festejos do Corpo de Deus, o lendário combate travado entre S. Jorge e o Dragão.

A luta tem lugar na Praça de Deu-La-Deu cujo nome consagrado na toponímia local evoca a heroína que com astúcia conseguiu que as forças leonesas levantassem o cerco que impunham àquela praça. Perante uma enorme assistência, a coca - nome pelo qual é aqui designado o dragão! - procura, pesadamente e com grande estardalhaço, escapar à perseguição que lhe é movida por S. Jorge que, envolto numa longa capa vermelha e empunhando alternadamente a lança e a espada, acaba invariavelmente por vencer o temível dragão.

O dragão é representado por um boneco que se move com a ajuda de rodízios, conduzido a partir do exterior por dois homens e transportando no seu bojo outros dois que lhe comandam os movimentos da cabeça. Depois de o guerreiro lhe arrancar os brincos que lhe retiram a força e o poder, a besta é vencida quando S. Jorge o conseguir ferir mortalmente introduzindo-lhe a lança ou a espada na garganta, altura em que de uma bolsa alojada do seu interior escorre uma tinta vermelha que simula o sangue da coca.

- Por S. Jorge!

BRAGA COMBATE VESPA DAS GALHAS

Largadas de parasitóide em Escudeiros, Mire de Tibães e Palmeira: Combate à Vespa das Galhas do Castanheiro passa pela luta biológica

Enquadrado numa estratégia global de combate à Vespa das Galhas do Castanheiro, procedeu-se esta semana às largadas do parasitóide ´Torymus sinensis´ nas freguesias de Escudeiros, Mire de Tibães (Bosque do Mosteiro) e Palmeira (Quinta do Rio).

Largadas Torymus Sinensis

Coordenadas pela Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte e pela RefCast-Associação Portuguesa da Castanha, em parceria com o Município de Braga, estas largadas têm também o objectivo de sensibilizar o sector para a importância deste combate tendo em conta o grave impacto dos ataques da Vespa das Galhas do Castanheiro nas árvores.

Nesse sentido, foi feito o convite ao vereador do Ambiente da Câmara Municipal de Braga, Altino Bessa, para se associar a esta causa.

A Vespa das galhas do Castanheiro (Dryocosmus kuriphilus Yasumatsu) foi detectada pela primeira vez em Portugal em finais de Maio 2014. Desde então que tem sido prioritária a implementação de medidas conducentes ao seu controlo, de acordo com o previsto no Plano de acção nacional para controlo do insecto.

Trata-se de uma praga com um elevado nível de perigosidade, que requer uma forte articulação entre as entidades, assim como uma acção enérgica para a combater. As quebras de produção podem atingir os 60-80% nas regiões afectadas se não houver a aplicação de medidas. A luta biológica tem sido até ao momento o processo mais eficaz no controlo desta praga, sendo que após a implementação destas medidas serão necessários 3 a 4 anos para que seja atingido um novo equilíbrio entre praga e parasita.

ABEL SALAZAR: UM VIMARANENSE NA TOPONÍMIA DE LISBOA

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Rua Abel Salazar

Pintor e Professor de Medicina - 1889 - 1946

Freguesia(s): Lumiar

Início do Arruamento: Rua Prof. Bento de Jesus Caraça

Fim do Arruamento: Rua Fernando Lopes Graça

Data de Deliberação Camarária: 11/06/1997

Data do Edital: 11/07/1997

Data do Edital do Governo Civil:  

Data do Edital do Governo Civil:  

Designação(ões) Anterior(es): Rua A, do Alto da Faia II, ou Impasse A.

Historial: O topónimo Rua Abel Salazar foi atribuído pela Câmara Municipal de Lisboa, através de Deliberação Camarária de 11/06/1997 e Edital de 11/07/1997, ao arruamento com a denominação provisória de Rua “A”, do Alto da Faia II.

A Comissão Municipal de Toponímia, na sua reunião datada de 21/03/1997, foi de parecer favorável a uma carta de Eduardo António da Costa Soares, na qual este solicitava que fosse atribuído o nome do Professor Doutor Abel Salazar a um arruamento da cidade.

Foram também homenageados na toponímia da freguesia do Lumiar, através da mesma deliberação e edital, os professores José Conde, Pinto Peixoto e Gonçalves Ferreira.

Abel de Lima Salazar, pintor e professor universitário, nasceu em Guimarães a 19/07/1889 e morreu em Lisboa a 29/12/1946.

Doutorou-se em 1915, na Faculdade de Medicina do Porto, com um ensaio sobre Psicologia Filosófica. Foi

professor catedrático da cadeira de Histologia e Embriologia da Universidade do Porto, a partir de 1919, tendo realizado uma série de notáveis trabalhos de investigação. Em 1935, perseguido por motivos políticos, Abel Salazar foi demitido compulsivamente da Universidade, tendo sido reintegrado em 1941.

Participou activamente na campanha eleitoral ao lado do Movimento de Unidade Democrática, em 1945, o que lhe acarretou novas sanções a nível profissional. Apesar das dificuldades que lhe foram sendo levantadas publicou muitos trabalhos de índole científica e aproveitou as pausas académicas para desenvolver o seu trabalho artístico.

Abel Salazar ficou conhecido como pintor e desenhador, caricaturista e gravador, escultor e martelador de cobres.

Foi ainda pedagogo, prosador, crítico, filósofo criador e sistematizador, e divulgador de doutrinas e de ideais progressistas.

(AA)

Fonte: http://www.cm-lisboa.pt/