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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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A MAGIA DO CARNAVAL NA CELEBRAÇÃO DA AÇÃO CRIADORA DOS DEUSES

“Muitas entidades que deveriam promover a cultura tradicional, demitiram-se dessa missão, rendendo-se às leis do mercado.”

Um pouco por todo o país, festeja-se um carnaval que na maioria dos casos nada tem a ver com a nossa cultura e costumes tradicionais. Trata-se de modelos importados, sobretudo do Brasil, apesar do ridículo da transposição, ou de acordo com os padrões que a burguesia lisboeta impôs desde os finais do século XIX, fazendo então dos próprios trajes tradicionais uma máscara de carnaval para as crianças. Sobrevive, porém, a tradição do “Pai Velho” no Lindoso ou os “caretos” em Macedo de Cavaleiros. Também neste domínio, muitas entidades que deveriam promover a cultura tradicional, demitiram-se dessa missão, rendendo-se às leis do mercado.

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O termo Carnaval provém do latim "carpem levare" que significa "adeus carne" ou "retirar a carne" ou ainda estar associado a curru navalis que consistia num carro de rodas marítimo que saía para o mar e significava o retorno à pesca com a chegada da Primavera. Trata-se com efeito de um período de licenciosidade em que, por oposição à Quaresma se come carne, constituindo por assim dizer uma época festiva que se destina simultaneamente a ritualizar a despedida do ano velho e, por conseguinte, o entrudus ou entrada da Primavera e no período quaresmal que a antecede.

Com a chegada do Inverno e a consequente morte dos vegetais e da própria natureza, o homem recorre preferencialmente ao consumo da carne como forma de assegurar meios de sobrevivência. Desde sempre, o porco representou um elemento essencial na economia familiar nos meios rurais uma vez que a sua carne pode ser conservada na salgadeira durante muito tempo, o que permite suprir a escassez de outro género de alimentos como os vegetais que geralmente desaparecem durante o Inverno. E é durante este período que ocorrem um pouco por todo o lado as tradicionais matanças do porco num ritual com um certo carácter festivo. E, continua a ser o porco o animal que entra preferencialmente na simbologia do Carnaval, não raras as vezes associando-se o respetivo focinho às máscaras carnavalescas.

Desde os tempos mais remotos, os povos sempre ritualizam a entrada do ano ou seja, a chegada da Primavera e o renascimento da natureza, acreditando que, dessa forma, esta lhes seria favorável. Com efeito, para o homem primitivo a celebração do ritual correspondia a uma forma de participação na ação criadora dos deuses, assegurando-se desse modo que o ciclo da natureza não seria interrompido, o que confere ao rito um carácter de magia imprescindível à reprodução do gesto primordial ou seja, o da própria criação do mundo e das coisas. O rito é, por assim dizer a celebração do mito da criação, assumindo sempre a sacralidade imanente ao ato da criação divina. Assim se verifica com as práticas relacionadas com o culto dos mortos que ocorre invariavelmente com a chegada do Inverno e também com as celebrações do nascimento do sol que se verifica no solstício de Dezembro, altura em que os dias cessam de diminuir e voltam a crescer, ocasião essa que dava lugar às saturnais entre os romanos e com a influência do cristianismo veio a originar a celebração do Natal de Jesus Cristo, embora não existam quaisquer documentos que indiquem ter sido essa a sua data de nascimento. Ora, é das saturnais romanas que provêm os festejos de Carnaval os quais eram consagrados à divindade egípcia Ísis, embora estes a tenham adquirido dos gregos que as realizavam em honra de Dionísios, um deus do vinho e dos prazeres da carne. Em Veneza onde as máscaras brancas ainda pontificam, o Carnaval terminava com o enterro de Baco, curiosamente, a divindade que na mitologia latina corresponde à de Dionísios na Grécia antiga.

O uso de máscaras que ocorre durante os festejos de Carnaval tem na sua origem um carácter religioso relacionado ainda com o culto dos mortos, pretendendo-se com a sua antropomorfização invocar os seus espíritos e a sua intercessão no ciclo ininterrupto de vida e morte da própria natureza e dos vegetais, razão pela qual muitos mascarados se vestem de branco, afivelam máscaras que representam esqueletos ou simplesmente a própria morte. Acendiam-se fogueiras e queimavam-se bonecos, costume aliás que de igual modo deve estar na origem da serração da velha, a qual também nos aparece sob a forma de pulhas e ainda na versão mais cristianizada da queima do Judas. É neste contexto ainda que se inserem as tradicionais máscaras transmontanas e as festas dos rapazes que ali têm lugar.

Com o decorrer dos tempos, estas festividades também adquiriram um carácter de crítica social, visando com ele corrigir os desvios verificados no ano velho de modo ao renascimento da natureza também se operar no indivíduo e no seio da própria sociedade, o que explica as pulhas e os "testamentos" que são lidos na serração da velha e na queima do judas, bem assim como as máscaras que procuram representar alguém sem ser a própria morte. Aliás, na tragédia grega a máscara que era usada significava precisamente a "pessoa" que se representava.

Resultante da combinação entre a cultura europeia predominantemente portuguesa e as culturas africanas e indígenas, o Carnaval adquiriu no Brasil alguns aspetos diferenciados a que não são alheias as condições climáticas e as diferentes influências que se verificam nas diversas regiões como sucede com o Carnaval da Baía em relação ao de São Paulo e do Rio de Janeiro. Por conseguinte, a transplantação do Carnaval brasileiro para Portugal afigura-se a todos os títulos desajustada como ridícula, apenas justificável por motivos comerciais. Aliás, da mesma forma que sucede em relação ao haloween, costume que se insere no culto dos mortos e foi levado para o continente americano pelos colonos europeus e que agora regressa sob a forma de mercadoria.

Perdida que foi a sacralidade primitiva, os festejos chegam até nós pela tradição, despojados de espiritualidade, apenas envoltos em fantasia e divertimento, mas contendo ainda em si os elementos que o determinaram. Com efeito, o Carnaval ou "festa da carne" antecede a Quaresma, para os muçulmanos o Ramadão, período de abstinência que se destina à purificação do corpo e da alma e que visa preparar-nos para o renascimento da vida e da natureza, o ano que começa com a chegada da Primavera.

E é então que tem lugar a Serração da Velha e a garotada percorre os caminhos das aldeias com zambumbas e zaquelitraques, tréculas, sarroncas e tudo quanto produza barulho e que se destina a afugentar os demónios do Inverno. Práticas, aliás, que também ocorrem consoante os casos no Carnaval e na passagem de ano, na noite de Natal ou durante os Reis. Para trás ficou a longa noite do Inverno repleta de visões e fantasmas aterrorizantes com abóboras iluminadas nas encruzilhadas dos caminhos e reuniões de bruxas sob as pontes e nos cabeços dos montes, os peditórios de "pão por Deus" e as visitas aos cemitérios, a queima do madeiro e o cantar das almas.

É então chegada a Primavera e com ela as festas equinociais. É tempo de renascimento da vida e da própria natureza, celebrado entre os cristãos como a ressurreição de Cristo e representada através do ovo da Páscoa, símbolo da fertilidade e do nascimento da vida nova. Entre muitos povos europeus mantém-se o costume de enterrar ovos nos campos que servem de divertimento ao rapazio que se entretém à procura enquanto a nossa gastronomia conserva a tradição do folar. Ao toque das sinetas e ribombar dos foguetes, os mordomos aperaltados nas suas opas vermelhas levam a cruz florida a beijar de casa em casa enquanto os caminhos se enchem de alecrim, funcho e rosmaninho - é o compasso pascal, a forma como a festa é vivida nas aldeias de Entre-o-Douro-e-Minho e também em Trás-os-Montes.

Em breve virá o Maio e, com ele, as maias feitas de giestas floridas, a celebração do Corpus Christi, das festas do Espírito Santo em Tomar e nos Açores, as fogaceiras em terras da Feira e as festas e romarias que animam as pequenas comunidades rurais, as peregrinações aos pequenos santuários e ermidas que salpicam montes e vales e que servem de pretexto para mais uma festa. As gentes do mar adornam os seus barcos e vão em colorida procissão dar graças pelo pão que o mar lhes dá e invocar a proteção que lhes vale na aflição.

A seu tempo chegarão as colheitas e as malhadas, as vindimas e as adiafas, o S. Miguel e as desfolhadas que nalgumas regiões também se dizem descamisadas. E, de novo, reiniciar-se-á o ciclo da vida e da morte que assim permanece desde a criação do mundo, como um carrossel num movimento incessante.

Na religião primitiva, o Homem unia a morte à vida como uma constante de perpétuo renascimento. Tal como na natureza ao Inverno sucede a Primavera e com ela o renascimento da vida e dos vegetais, a vida renasce da morte da mesma forma que esta resulta da própria vida. Esta forma de pensamento pode ser encontrada na filosofia platónica e em civilizações mais recentes, ainda que sob formas diferenciadas. A tradição trouxe-nos até nós tais práticas que passaram a fazer parte do nosso folclore.

Pese embora as transformações culturais e as modificações que entretanto se operaram na mentalidade dos povos, as mudanças sociais e de modos de vida cada vez mais divorciada da própria natureza, cumpre-nos manter tais costumes como forma de preservar a nossa identidade e, o que nos parece essencial, a nossa própria dimensão humana. Graças à tradição conseguiremos transmitir aos vindouros o conhecimento humano que os nossos ancestrais nos legaram.

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/ (Adaptado)

BRAGA QUEIMA O ENTRUDO

Braga capital da "Queima do Entrudo".

A exemplo de anos anteriores, vai a Rusga de São Vicente de Braga - Grupo Etnográfico do Baixo Minho, levar a efeito já amanhã, mais uma edição do ritual carnavalesco "Desfile/Corrida do Entrudo" - 'Olha o Home, lá bai o home...', seguido da respetiva "Queima do(s) Entrudo(s)". A concentração dos Grupos organizados e demais foliões, faz-se a partir das 20h45, junto à sede social da Rusga, sita na Av. Artur Soares (Palhotas), nº 73 em Braga, com saída prevista para as 21h30.

Do Entre Douro e Minho - mais de 20 'Homes' serão queimados.

Não é nossa pretensão entrar no Guiness, mas este ano de facto, foram superadas as melhores espetativas. Do Alto e Baixo Minho, temos já confirmados a presença de mais de 20 "Entrudos/Homes", em representação de associações e instituições oriundas dos concelhos de Viana, Barcelos, Guimarães, Famalicão, Braga, Povoa de Lanhoso, Esposende, entre outros.

O movimento etno-folclórico far-se-á representar por grupos mais ou menos conhecidos, como: Ronda Típica da Meadela, Grupo Etnográfico de Areosa e Grupo Folclórico S. Paulo de Barroselas em representação de Viana. Teremos ainda, os 'Homes' dos Grupos Folclórico da Corredoura, Guimarães, dos Sargaceiros de Apúlia, do Grupo Folclórico da C.P. de Martim, Barcelos, do Rancho Folclórico Típico S. Maria de Sequeira, Braga, Rusga de Joane de V.N. de Famalicão, Rancho Folclórico de Verim, Rancho Folclórico de S. Julião de Covelas, Rancho Folclórico de porto D'Ave e Grupo Folclórico da Povoa, todos do concelho da Povoa de Lanhoso.

De outras associações e instituições de referir; o Patronato de Nª Sª da Luz, o 'Asilo de S. José', o Grupo Coral e Instrumental de S. Vicente, o Agrupamento XIX do C.N.E, de S. Vicente, a Associação 'Os Bravos da Boa Luz' de Braga, etc,.

A Rusga convida todos os bracarenses foliões e não só, a participar na Corrida/Desfile do Entrudo.

A Rusga lança o convite/repto a todos os foliões bracarenses e não só, que se queiram associar a este ritual carnavalesco, que, assente nas tradições locais, se revela uma ocasião de distração, fruição e partilha, ao mesmo tempo em que salvaguardamos, preservamos e promovemos 'porções' da  cultura popular herdada.

Para o efeito, crianças, jovens e adultos, devem comparecer no local devidamente mascarados, acompanhados de instrumentos ou objetos ruidosos - bombos, buzinas, gaitas ou assobios -, para ao som destes, correrem com o Entrudo e poderem integrar a Corrida/Desfile.

Exigi-se, criatividade, boa disposição e refinado sentido de humor, já que,  - “É Carnaval ninguém leva a mal”.

- Libório, ultíma a redação final do testamento

'Libório Caturra' o testador, ultíma a redação do testamento. Os seus parcos teres e haveres, serão doados por alguns elementos da 'Família Rusgueira', associações e instituições convidadas, distintas personalidades, locais, nacionais e internacionais, bem como, políticos da nossa urbe, instituições e afins. A leitura de tão importante legado, será feita em praça pública, quando a Corrida/Desfile chegar à Avenida Central, da mui nobre, Roma portuguesa.

Ritual das carnes verdes irá repetir-se depois da queima do Entrudo

“Cada terra tem seu uso, cada roca tem seu fuso”

Após a queima do Entrudo - 'O(s) home(s)', no adro da igreja paroquial de São Vicente, a Rusga voltará a repor o 'ritual das carnes verdes', inerente a esta tradição carnavalesca da cidade dos arcebispos. Assim, todos os foliões participantes na Corrida/Desfile do Entrudo - tal como mandava a tradição -, terão por recompensa, a degustação das carnes de porco, nomeadamente a orelheira e enchidos, acompanhadas com broa de milho e o vinho verde da região.

FAFE INAUGURA CARNAVAL

Desfile das escolas e baile sénior marcaram a passada sexta-feira

Na sexta-feira passada, foi inaugurado o Carnaval em Fafe, com a participação de mais de 2500 crianças, durante a manhã, no desfile das escolas do concelho pelas ruas da cidade, e mais de 300 idosos, durante a tarde, no baile sénior promovido na Quinta do Gandião.

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Por volta das 9h15, teve início, na Praça Mártires do Fascismo, a concentração dos alunos de trinta instituições de ensino, de mais de quinze freguesias do concelho.

Às 10h00, as crianças do ensino pré-escolar e 1º ciclo, organizadas por escolas, iniciaram o Desfile de Carnaval pela cidade, liderado pelos bombos da Cercifaf.

Índios, palhaços, minions, confrades, reis, morangos, piratas, sereias, bonecos de neve, entre outros, foram os disfarces escolhidos pelas instituições para os seus alunos.

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Ilda Leite, docente na EBI de Silvares, acredita que a iniciativa “é importante para a socialização entre os alunos das diferentes instituições”.

“É um dia de brincadeira, para libertarem energias, no qual as crianças gostam muito de participar, tal como os pais, que aderem ao desfile e cooperam com as fantasias”.

Também Rosa Maria Oliveira, docente do Centro Educativo Montelongo, se fez ouvir acerca da importância desta festa anual – “temos hoje aqui presentes mais de 300 crianças da nossa escola, que vivem a fantasia e o imaginário deste dia, ajudando a manter viva a tradição do Carnaval”.

O desfile terminou na Praça Mártires do Fascismo, por volta das 12h00.

Já durante a tarde, a partir das 14h30, mais de 300 idosos de nove instituições de Fafe, marcaram presença no Baile de Carnaval Sénior.

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O encontro contou com bastante animação, muita música, dança e um lanche para todos os idosos participantes.

Para os mascarados, estava reservado um desfile e entrega de prémios.

Maria Cardoso, utente do Centro Social da Paróquia de Silvares, gostou de participar. “É a primeira vez que venho e já pude encontrar muitos amigos”.

Sara Sousa, animadora sociocultural nesta instituição, sublinha o entusiasmo de todos os idosos participantes. “É sempre uma ótima oportunidade dos nossos idosos socializarem e este intercâmbio com as restantes instituições é muito importante para eles. Ficam muito entusiasmados e promovemos, deste modo, o seu envelhecimento ativo”.

A aposta no apoio aos seniores é, de resto, marca do executivo, como refere Raúl Cunha, Presidente da Câmara Municipal de Fafe.

“Este dia merece ser celebrado por todos, crianças e idosos. É uma oportunidade para as pessoas se libertarem e para darem azo à sua capacidade criativa e crítica. O Município só pode continuar a apoiar estas iniciativas que ajudam a quebrar a rotina.

A festa das crianças, durante a manhã, é uma mostra da criatividade dos alunos, escolas e pais, bem como uma celebração e esperança no futuro.

De tarde, a festa com os idosos é mais uma prova do carinho, da atenção e do apoio financeiro que a Câmara Municipal presta aos mais velhos e pretende continuar a prestar.”

Referindo-se à queima do “Pai das Orelheiras” na próxima terça-feira, marcada para as 20h00, na Praça 25 de Abril, Raúl Cunha refere que o Município “quer trazer o Carnaval para as ruas da cidade, sem nunca esquecer as aldeias.”

“Por isso, no centro da cidade, na próxima terça-feira, apenas faremos o encerramento desta festa, deixando o resto do dia para as várias celebrações que acontecem nas várias freguesias do concelho.”

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BRAGA REFORÇA ATRACTIVIDADE TURÍSTICA JUNTO DA GALIZA

Xantar - Salão Internacional dedicado à Gastronomia e Turismo decorreu de 3 a 7 de Fevereiro na Galiza

O Município de Braga, a InvestBraga e a Associação Comercial de Braga marcaram presença na 17.ª edição do Xantar – Salão Internacional de Gastronomia e Turismo, que decorre até este Domingo, dia 7 de Fevereiro, em Ourense, Espanha.

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Esta acção teve como objectivo promover Braga e a Região no panorama internacional, dando especial atenção à gastronomia Bracarense, mas também promovendo o Concelho, eventos e iniciativas.

Promover Braga ‘além-fronteiras’ é uma premissa da acção do Município. Segundo António Barroso, do Gabinete da Presidência da Câmara Municipal de Braga, a gastronomia e os vinhos são “activos muito importantes que a Região possui. É necessário intensificar a promoção em mercados mais alargados mas de proximidade, como a Galiza, principalmente para reforçar a nossa atractividade na época baixa, combatendo a sazonalidade turística e aproximando as empresas dos dois lados da fronteira”, afirmou.

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De acordo com António Barroso, Xantar apresenta-se como uma montra privilegiada da dinâmica turística de Braga, através dos contactos estabelecidos com os visitantes do salão, mas também dos profissionais desta área e da comunicação social galega, reforçando a visibilidade do Concelho, que é um factor determinante para atrair mais turistas e operadores turísticos a Braga. “Foi nesse sentido que mais uma vez marcamos presença nesta que é uma das mais relevantes feiras de turismo da Galiza”, enfatizou.

 

Secretário de Estado das Comunidades visita espaço de Braga

Braga esteve presente no Xantar 2016 num espaço próprio de divulgação que mereceu a visita do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, da representante da Xunta da Galicia, Marisol Mouteira, e do Director da Expourense, Alejandro Rubin, entre outras entidades portuguesas e espanholas.

Nesta edição, Braga apresentou showcookings pelo chef Miguel Varela dos Hotéis do Bom Jesus, que confeccionou as tradicionais ´papas de sarrabulho´ e o incontornável ´pudim abade de Priscos´. Já a masterchef bracarense Romy Carvalho presenteou os visitantes do Xantar com um delicioso ´bacalhau à Braga´ e os deleitosos ´mexidos´.

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Este certame foi, também, ‘uma boa oportunidade’ para promover os grandes eventos que Braga realiza como a Semana Santa, a Rampa da Falperra, a Braga Romana, as festas de S. João, a Noite Branca, a Braga Barroca ou as iniciativas da Braga é Natal, incluindo o Presépio Vivo de Priscos, assim como todo o Património local, as actividades culturais e desportivas, sem esquecer o distinto e competitivo comércio do Concelho. Para António Barroso, “toda esta dinâmica, associada a uma rica e suculenta gastronomia faz de Braga um Concelho atractivo, distinto e cativante” para quem o visita.

Ao longo do Salão Xantar os participantes foram desafiados a visitar Braga por toda a oferta turística que apresenta, com destaque para as campanhas promocionais “Sugestões do Chef” que, ao longo do mês de Abril, proporcionará duas refeições pelo preço de uma nos restaurantes aderentes, e a iniciativa “Verde Cool”, que se realizará de Julho a Setembro, com um menu apelativo de um copo de vinho verde e um petisco por 2,50 €, que mereceram acções de charme junto dos visitantes e jornalistas.

“Segundo alguns estudos, em termos de gastronomia e vinhos, o turista gasta em média 45% do seu gasto diário. O turismo enogastronómico dinamiza a economia local e relaciona-se directamente com outras estruturas do território como o comércio, a paisagem, a cultura, o património e os eventos”, referiu António Barroso.

Esta acção promocional serviu também, para contactar de perto com visitantes e profissionais do sector, disponibilizando toda a informação alusiva aos eventos, património e gastronomia de Braga em castelhano.

Agro 2016 apresenta-se à Galiza

A presença no Xantar 2016 foi ainda uma oportunidade de se apresentar à comunicação social galega a próxima edição da Agro, que se realizará de 31 de Março a 3 de Abril. A 49.ª edição da AGRO - Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação, incluirá também o Salão Gourmet e um Salão dedicado ao Agro-tech, assim como concursos pecuários.

A edição anterior de Xantar contou mais de 170 expositores e com a visita de 22 mil pessoas. O Xantar tem relevado ser um evento com forte componente de negócios cheio de oportunidades para os vários parceiros.

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BRAGA RENOVA CARTÃO SÉNIOR NO BALCÃO ÚNICO

O Município de Braga informa que está aberto o período de renovações do Cartão Sénior. Município de Braga já emitiu mais de 2.500 cartões

O Cartão Sénior tem a validade de dois anos, contando da data da respectiva emissão. A renovação deve ser feita pelo titular do cartão, junto do Balcão Único do Município de Braga, localizado no Edifício do Pópulo, das 08h30 às 18h00, através do preenchimento de um formulário que está também disponível em www.cm-braga.pt.

Os titulares do cartão devem apresentar um comprovativo de residência (documento a emitir pela Junta de Freguesia em que se declara a residência no Concelho há mais de um ano), o cartão de eleitor (se aplicável) e uma fotografia tipo passe.

O Cartão Sénior é atribuído a cidadãos com idade igual ou superior a 65 anos, eleitores e residentes no Concelho de Braga há, pelo menos, um ano nos termos do artigo 1.º do Regulamento Municipal do Cartão Sénior disponível para consulta no site da Autarquia.

Esta medida, criada em 2014 e que já beneficia mais de 2.500 seniores do Concelho de Braga, resulta da preocupação do actual Executivo Municipal em promover o envelhecimento activo e a qualidade de vida da população sénior, concretizando assim uma política social integrada, participativa e saudável.

A par dos inúmeros benefícios no acesso a serviços municipais, o Cartão Sénior pretende estimular a participação dos seniores em actividades culturais, desportivas e recreativas, valorizando o seu papel na sociedade, melhorando as suas condições de vida, revalorizando a sua auto-estima e potenciando as suas capacidades.

Aos titulares do Cartão Sénior são reconhecidos os seguintes benefícios:

  • Desconto de 50% no acesso às piscinas municipais, em regime livre;
  • Desconto de 75% na compra de passe dos transportes públicos (TUB) nos termos do tarifário em vigor;
  • Desconto de 25% nas actividades culturais e recreativas promovidas, exclusivamente, pela Câmara Municipal;
  • Desconto de 50% no acesso aos espaços musealizados das Termas Romanas do Alto da Cividade e Fonte do Ídolo, nos termos da Tabela de taxas e licenças municipais;
  • Inclusão na Rede 65+ do Município de Braga, que servirá de base à realização de iniciativas de monitorização e intervenção nos domicílios da população idosa do Concelho; 
  • Descontos em bens e/ou serviços prestados por empresas locais que celebrem protocolos de cooperação com a Câmara Municipal no âmbito do Cartão Sénior, disponíveis no site da Autarquia através do seguinte link http://goo.gl/3gYb6i.