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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BRAGA REALIZA "FEIRA GORDA"

Município de Braga leva «Feira Gorda» ao centro da Cidade. Certame decorre até 9 de Fevereiro

No sentido de recuperar as tradições da região Minho, o Município de Braga realiza, nos próximos dias 6 a 9 de Fevereiro, a «Feira Gorda».

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Composta por momentos de diversão como música tradicional, teatro, concurso de máscaras, gigantones, cabeçudos e, para os mais pequenos, insufláveis e pinturas faciais, a «Feira Gorda», instalada no Campo da Vinha, tem como objectivo envolver a população e fazer renascer tradições e costumes, típicos da Região Minho.

“Esta é uma das tradições que se tem vindo a perder resumindo-se apenas à comercialização e consumo de carne de porco naquele que era o último domingo antes do Carnaval, costume que dava inicio à Quaresma”, explicou Altino Bessa, vereador do Ambiente e Desenvolvimento Rural pelo Município de Braga, na inauguração do certame, que decorreu hoje, dia 6 de Fevereiro.

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“O domingo de Carnaval é característico pelas suas tradições religiosas, mas também gastronómicas, o que nos dias de hoje apenas ganha expressão nas zonais mais rurais. O que desejamos é preservar e dar continuidade a este tipo de identidade, e em especial reavivá-las no meio urbano”, acrescentou o Autarca.

Para além dos eventos que compõem o programa do evento, a «Feira Gorda» irá contar com a exposição de produtos típicos e tradicionais alusivos à quadra, assim como da oferta de prémios aos 50 primeiros mascarados que se dirijam à «Feira Gorda» na tarde do dia 9 (Terça-feira).

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MINHOTOS CANTAM NA AMADORA OS PARABÉNS AO RANCHO FOLCLÓRICO DANÇAR É VIVER

Os Recreios da Amadora, histórica sala de espetáculos daquela cidade dos arredores de Lisboa, foi pequena para acolher o elevado número de pessoas que ali afluiu para festejar as bodas de prata do Rancho Folclórico Dançar é Viver, um grupo minhoto sediado naquele concelho. O ambiente foi de festa e contou com a participação do Grupo de folclore das Terras da Nóbrega que apadrinhou o evento e ainda do Duo Clave de Sol. A festa foi também de homenagem a Isabel Cerqueira, a barquense que há 25 anos iniciou esta caminhada e tem sido o principal esteio deste rancho folclórico.

O Duo Clave de Sol é um grupo de música clássica constituído por um duo de violino e flauta transversal, também sediado na cidade da Amadora e com o qual o Rancho Folclórico Dançar é Viver mantém uma relação de amizade de longa data. A sua atuação demonstrou como é possível conceber um espetáculo de qualidade, associando o folclore e a música clássica.

As comemorações iniciaram-se com uma cerimónia solene com entrega de lembranças, seguida de atuação dos vários grupos presentes, incluindo o aniversariante, culminando com a partilha do bolo de aniversário e o respetivo Porto de Honra. A festa contou com a presença de numerosos convidados, de entre os quais destaque-se a Presidente da Câmara Municipal da Amadora, Drª Carla Tavares.

Refira-se que, para além da marcante presença de minhotos sobretudo no comércio local, a cidade da Amadora possui muitas referências relacionadas com o Minho, de entre as quais salientamos o Padre Himalaia que viveu no Palácio dos Condes da Lousã, situado na Damaia, e ainda o poeta Delfim Guimarães que foi um dos principais impulsionadores dos melhoramentos da Amadora. Também o “Jornal da Amadora”, desde que foi adquirido por Jaime Macedo, é propriedade de minhotos do concelho de Amares, pertencentes à conhecida e prestigiada família dos Macedos.

Constituído por minhotos e seus descendentes radicados no concelho da Amadora, nos arredores da capital lisboeta, o Rancho Folclórico Dançar é Viver tem ao longo dos seus 25 anos de existência vindo a promover os usos e costumes das gentes do Minho.

Este grupo folclórico tem como principal objetivo preservar e divulgar os usos e costumes das gentes minhotas, mantendo assim a tradição das raízes do seu povo e, ao mesmo tempo, preservar a união e a identidade cultural dos minhotos que um dia tiveram de deixar as suas terras de origem à procura de melhores condições de vida.

Fundado a 12 de janeiro de 1991, o Rancho Folclórico Dançar é Viver esteve sediado durante 12 anos na Freguesia da Falagueira. Atualmente, possui nova sede social na Freguesia da Encosta do Sol, também no concelho da Amadora.

O seu Festival de Folclore realiza-se todos os anos inserido nas comemorações do aniversário do Município da Amadora e da freguesia onde se encontra sediado. E, é com bastante empenho que, através dos seus cantares, danças e dos seus trajes, representa condignamente o Minho na vertente do folclore e da etnografia, contribuindo para a aproximação dos minhotos que vivem na região e na preservação da sua cultura.

Desde a sua criação, o Rancho Folclórico Dançar é Viver tem participado em centenas de festas e romarias por todo o país, além de várias representações no estrangeiro, de entre as quais se destacam as realizadas em Espanha, França e Luxemburgo.

MINHOTOS PREPARAM EM LOURES ENCONTRO DE CULTURAS VERDE MINHO

O Rancho Folclórico e Etnográfico “Verde Minho”, leva a efeito no próximo dia 28 de Maio, na cidade de Loures, mais uma grandiosa edição do Encontro de Culturas Verde Minho.

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O festival tem como cenário a magnífica réplica das ruínas de S. Paulo, em Macau, a qual serviu de fachada ao Pavilhão de Macau na Expo’98. Naquele local vão desfilar os usos e costumes das nossas gentes, exibindo as suas tradições, as danças e cantares, ao som da concertina e do cavaquinho e ao ritmo dos bombos e dos reco-recos, das castanholas e dos ferrinhos, mostrando como se canta e dança o vira e o malhão, a chula a rusga e a cana-verde.

Pelas 16 horas no Parque da Cidade, serão abertos os pavilhões, com artesanato e gastronomia do Minho, animados por vários grupos de tocadores em concertina.

Às 17,30 horas terá lugar a entrega de lembranças e imposição de insígnias nos estandartes dos grupos, em cerimónia solene a ter lugar no Salão Nobre do Município de Loures. Às 18,00 horas, dar-se-á início ao Desfile Etnográfico a partir do largo fronteiro aos Paços do Concelho, rumo ao Jardim da Cidade. Às 19,00 horas, os grupos realizam um Jantar convívio no Restaurante CopaCabana. E, finalmente, às 21,00 horas, ocorrerá a exibição em palco, no Jardim da Cidade, dos grupos participantes.

Além do Rancho Folclórico “Os Moleiros da Ribeira”, de Olival, participam ainda no evento o Grupo de Bombos Zés Pereiras os Baianenses – Baião (Alto Douro); o Grupo de Bombos da Associação de Melhoramentos das Mercês – Mem Martins, Sintra (Região Saloia); o Rancho Folclore da Aguçadoura - Povoa de Varzim (Douro Litoral); o Rancho Folclórico As Vendedeiras Saloias de Sintra – Mem Martins, Sintra (Região Saloia); o Rancho Folclórico D. Nuno Alvares Pereira -Leça do Balio – Matosinhos (Douro Litoral) e, naturalmente, o anfitrião Grupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho – (Minho), sediado em Loures.

Constituído por minhotos e seus descendentes, o Grupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho conta mais de duas décadas de existência a representar na região de Lisboa os usos e costumes das gentes do Minho, contribuindo simultaneamente para a preservação da sua identidade.

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PARTIDO “OS VERDES” QUESTIONA GOVERNO ACERCA DO ATRASO NA CLASSIFICAÇÃO DE ÁRVORES DE INTERESSE PÚBLICO

O Deputado de Os Verdes, José Luís Ferreira, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, sobre o atraso na classificação de árvores de Interesse Público.

Pergunta

Desde 1938, que as árvores podem ser classificadas de Interesse Público, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 28468, de 15 de Fevereiro, tendo em conta as que pelo seu porte, desenho, idade e raridade se distinguem dos outros exemplares. Para além destes critérios morfológicos a classificação também poderá ter em conta os motivos históricos ou culturais. A classificação é entendida como uma forma de proteção, que atribuí ao arvoredo um estatuto similar ao de património construído classificado.

A Lei n.º 53/2012, de 5 de setembro veio atualizar o Regime Jurídico da Classificação de Arvoredo de Interesse Público (AIP), revogando o Decreto-Lei, de fevereiro de 1938, considerado desatualizado, muito genérico e de difícil interpretação. Contudo, esta lei que deveria ter sido regulamentada no prazo de 60 dias pelo Ministério da Agricultura e do Mar esteve quase dois anos à espera da respetiva regulamentação.

Durante este período, de quase dois anos, embora tivesse havido indicação ao Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) de árvores com potencial enquadramento para a sua classificação, como a que o PEV sugeriu ("tília existente no entroncamento da Rua da Linha do Vouga com a E.N. 109-4, no vulgarmente conhecido como cruzamento do "Zé do Leite", concelho de Santa Maria da Feira), esta entidade informou os proponentes que só após a aprovação e publicação da regulamentação é que poderia dar início a novos processos de classificação.

Um ano e meio após a regulamentação da Lei n.º 53/2012, de 5 de setembro, pela Portaria n.º 124/2014, de 24 de junho, que estabelece os critérios de classificação e desclassificação de arvoredo de Interesse Público, continuam a existir situações em que ainda não foi aparentemente iniciado o seu processo de classificação.

Neste sentido, torna-se necessário esclarecer o ponto em que se encontra efetivamente a classificação das árvores de interesse público para que se evite o abate de algumas árvores que constituem um património natural ímpar e que representam ícones históricos e culturais de algumas localidades.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Exª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, me possa prestar os seguintes esclarecimentos:

1- Desde maio de 2012, quantas propostas para a classificação de árvores de Interesse Público foram recebidas pelo ICNF?

2- Das propostas que foram remetidas para o ICNF, quantos processos de classificação foram iniciados, após a publicação da Portaria n.º 124/2014, de 24 de junho?

3- O Ministério prevê regularizar os atrasos nos processos de classificação do arvoredo? Se sim, quando?

4- Quantas propostas de classificação deram entrada na última década, discriminadas por ano? Quantas árvores, em igual período, foram efetivamente classificadas de Interesse Público?