Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BRAGA ESTREIA CAMPO DA CASETA COM PARTIDA DE FUTEBOL AMERICANO

Iniciativa da Câmara Municipal de Braga: Campo da Caseta é o terceiro do país com marcações oficiais de futebol americano

O presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, deu hoje, 16 de Janeiro, início à partida entre os Braga Warriors e os Maia Mustangs, que assinalou a estreia do Campo da Caseta, na freguesia de Nogueira, com marcações de futebol americano. 

CMB16012016SERGIOFREITAS000000468

O campo, que serve de ‘casa’ aos Braga Warriors, está agora devidamente preparado para a prática modalidade, passando a ser o terceiro em Portugal com marcações oficiais de futebol americano.

A marcação do campo foi realizada pela Câmara Municipal de Braga, representando, segundo Ricardo Rio, um “grande passo para a prática de uma modalidade que tem conquistado cada vez mais adeptos e jogadores em Braga”.

CMB16012016SERGIOFREITAS000000466 (1)

O Autarca Bracarense referiu que o apoio dado aos Braga Warriors, com a marcação do campo, vai ao encontro da política de dinamização de todas as modalidades encetada pelo actual Executivo Municipal com o objectivo de tornar Braga numa Cidade cada vez mais eclética ao nível da prática desportiva.

Na cerimónia simbólica realizada antes da partida, que também contou com a presença de Goreti Machado, presidente da União de Freguesias de Nogueira, Fraião e Lamaçães, Ricardo Rio teve a oportunidade de cumprimentar todos os jogadores e equipa técnica dos Braga Warriors, que lhe entregaram uma lembrança alusiva ao momento.

CMB16012016SERGIOFREITAS000000465

ASSOCIAÇOM JOSÉ AFONSO LANÇA PROCESSO PARA CRIAÇOM DE NÚCLEO NA GALIZA

José Afonso, sempre solidário com a causa da libertaçom nacional e trabalhadora galega, fijo a sua primeira turné no país ao norte do Minho em 1972.

A Associaçom José Afonso "tem tido ao longo dos últimos anos a preocupaçom de tentar ajudar à instalaçom de um núcleo na Galiza", para além dos que o coletivo já conta em Portugal, "tendo em conta o que a Galiza sempre significou para Zeca Afonso", explicam da direçom da associaçom.

O primeiro passo para a criaçom desse núcleo será no próximo dia 4 de fevereiro: às 19:00 h desse dia vai decorrer na capital galega "um primeiro encontro exploratório em ambiente de absoluta liberdade". Será no Bar 'Couto Mixto', graças ao suporte de um sócio do coletivo "empenhado na criaçom de um núcleo" na comarca de Compostela, e da AJA convidam à participaçom daquelas pessoas interessadas em fazer parte da iniciativa.

A Associaçom José Afonso (AJA) é uma associação cultural e cívica, não confessional, formada em torno da memória e do exemplo de José Afonso "enquanto artista-militante, expoente de cultura aberta e universalizante, combatente de todas as causas verdadeiramente solidárias". O coletivo quer "transmudar esse legado, que é de todos quantos o admiraram e admiram". Ainda, os objetivos da AJA ultrapassam o ámbito de açom exclusivo por volta da figura do Zeca Afonso, e atingem a cultura popular ou a açom juvenil.

Fonte: Diário Liberdade / http://www.diarioliberdade.org/

Foto da Gentalha do Pichel - Cartaz em lembrança do Zeca Afonso.

SANTO AMARO É O PADROEIRO DOS GALEGOS EM PORTUGAL

É bastante antiga a devoção dos galegos radicados em Portugal a Santo Amaro. Reza a história que, em 1549, numa colina outrora sobranceira ao rio Tejo, ergueram os galegos uma pequena ermida em cumprimento de uma promessa feita por frades da Ordem de Cristo que, numa viagem de regresso de Roma, a nau em que vinham foi acometida de temporal no mar e, perante o receio de naufrágio à entrada da barra, prometeram construir uma capela no local onde aportassem sãos e salvos.

A esta invocação certamente não foi alheio o sucesso do frade beneditino, nascido em Roma no século VI, segundo o qual certa vez, obedecendo às ordens de São Bento que teve a visão de que São Plácido corria o risco de afogamento no açude de Subiaco, conseguiu salvar o irmão religioso caminhando sobre as águas sem se afogar, agarrando-o pelos cabelos e puxando-o para a margem.

A devoção dos galegos a Santo Amaro, cuja festa litúrgica se celebra a 15 de janeiro, deu origem à Capela de Santo Amaro, situada no cimo de uma colina no sítio de Alcântara, tornando-se local de festas e romaria, onde se cantava e dançava a noite inteira xotas e muiñeiras, ao som de gaita-de-foles, castanholas e pandeiretas, à boa maneira das festas tradicionais da Galiza.

Conta-nos o historiador olisiponense Augusto Vieira da Silva que “Nela se faziam antigamente grandes festas ao seu patrono, que começavam em 15 de Janeiro e se prolongavam ordinariamente até 2 de Fevereiro. No seu adro organizavam os galegos das companhias de aguadeiros de Lisboa, um arraial e danças ao som de gaitas de foles, e nele apareciam, além dos vendedores dos artigos que era uso negociarem-se em todas as festanças populares portuguesas, mulheres vendendo rosários de pinhões de Leiria”.

Na sequência do ambiente religioso que se seguiu à implantação do regime republicano em Portugal deixou esta feira de se realizar em 1911. Seguiu-se um longo período de abandono no qual a capela chegou a ser saqueada e a ser utilizada como carvoaria. Em 1927, foi entregue à Irmandade do Santíssimo Sacramento, e no ano seguinte o espaço foi reabilitado para o culto.

A Capela de Santo Amaro encontra-se atualmente aberta ao culto no primeiro domingo de cada mês, às 10 horas, para a celebração da Eucaristia dominical.

Situada ao cimo da calçada de Santo Amaro, trata-se de um templo de estilo Renascentista, de planta centralizada em redor de um átrio semicircular, construído segundo o projeto de Diogo de Torralva, considerado um dos melhores arquitetos do século XVI. O edifício encontra-se desde 16 de julho de 1910 classificado como Monumento Nacional.

capture1

São notáveis os painéis de azulejos polícromos tardo-maneiristas alusivos a Santo Amaro que revestem as paredes do átrio, as pinturas a óleo que revestem o teto da sacristia, os três magníficos portões de ferro forjado do século XVII e o conjunto formado pelo adro e o escadório que, na parte superior, sugere a proa de um barco virado ao Tejo.

269820_225445260813047_117007301656844_849044_6284

Em meados do século passado, os galegos passaram a realizar conjuntamente com os minhotos uma pequena festa em honra de São Tiago, em torno de uma pequena capelinha situada no Alto da Boa Viagem, junto ao farol do Esteiro, na localidade de Caxias. Mas, lamentavelmente, essa fraternidade foi sol de pouca dura. E também Santo Amaro deixou de reunir junto á sua ermida os seus devotos galegos!

CasaMinho-91Anos 008

CasaMinho-91Anos 005

CasaMinho-91Anos 003

CasaMinho-91Anos 002

CasaMinho-91Anos 001

BRAGA PROMOVE PALÁCIO DO RAIO

‘Conhecer para melhor promover’: Município de Braga promove renovado Palácio do Raio junto de agentes turísticos locais

O Município de Braga realizou mais uma sessão do programa ‘Conhecer para melhor promover", uma iniciativa dirigida aos profissionais e empresários de Turismo do Concelho com o objectivo de reforçar o conhecimento da Cidade, do seu património e demais activos de interesse turístico.

CMB15012016SERGIOFREITAS000000150

Depois das visitas realizadas ao Museu Nogueira da Silva e ao Museu Pio XII, o programa desafiou os profissionais e empresários de Turismo a conhecer melhor o Centro Interpretativo das Memórias da Misericórdia que se instalou no renovado Palácio do Raio.

Esta iniciativa contou com a participação de cerca de três dezenas de interessados das mais variadas áreas de actuação, desde hotelaria, transportes, guias turísticos e restauração. A visita visou “aprofundar o conhecimento sobre espaços de interesse de Braga, mas também proporcionar networking entre os vários empresários e colaboradores, passando também por um estreitar do relacionamento com os responsáveis pelos espaços visitáveis no sentido de posteriormente articularem visitas e pacotes a oferecer a quem nos visita”, referiu António Barroso, do Gabinete de Apoio à Presidência da Câmara Municipal.

CMB15012016SERGIOFREITAS000000152

António Barroso enfatizou que esta é uma iniciativa que o Município vai continuar a dinamizar, considerando-a “muito importante para o reforço da notoriedade e promoção das riquezas que Braga oferece, mas sobretudo para que os vários agentes ligados ao turismo se conheçam, estabeleçam e reforcem ligações entre si, originando maior promoção do Concelho, poupança de recursos, incremento de turistas e de impacto económico em Braga e em toda a região envolvente”.

Também o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Braga, Bernardo Reis, marcou presença na visita. Este responsável agradeceu “a presença e o interesse manifestado pelos operadores turísticos da Cidade em conhecerem este renovado espaço que tem tido um grande impacto a nível nacional que já se reflecte nas visitas que regista diariamente”.

Construído entre 1752-55 sob o desenho de André Soares, o palacete serviu de habitação à família de João Duarte de Faria, o primeiro proprietário, e foi adquirido, já em 1853, por Miguel José Raio, que acabou por lhe dar nome.

Nos finais do Século XIX, o edifício, hoje classificado como Imóvel de Interesse Público, passou para as mãos da Santa Casa da Misericórdia de Braga. E assim se manteve até 1974. Durante várias décadas acolheu serviços hospitalares e, em 2012, voltou à posse da Misericórdia que o reabilitou integralmente, num projecto co-financiado pelo ON.2 – O Novo Norte.

No Centro Interpretativo das Memórias da Misericórdia de Braga é possível viajar pela história da multisecular Santa Casa, através de dez núcleos temáticos. Da arte sacra, à pintura, passando pela escultura e cerâmica, até à ourivesaria e documentação arquivística, o acervo da exposição permanente é apresentado de forma interactiva e dinâmica, com sonoplastia ambiente, vídeos e outros elementos que permitem também contemplar toda a beleza arquitectónica e artística do edifício.

CMB15012016SERGIOFREITAS000000153