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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MUNICÍPIO DE CAMINHA PREPARA INVESTIMENTO DE CERCA DE 3,2 MILHÕES DE EUROS NAS REDES DE ÁGUA E SANEAMENTO DE ARGELA E VILAR DE MOUROS

Intervenções vão beneficiar três centenas e meia de famílias

A Câmara de Caminha está a preparar um investimento que ronda os 3,2 milhões de euros em redes de abastecimento de água e saneamento. As beneficiárias serão as freguesias de Argela e Vilar de Mouros, onde cerca de três centenas e meia de famílias vão finalmente ter saneamento nas suas casas, enquanto no caso de Argela a rede de água será também totalmente remodelada. Amanhã, em reunião do Executivo, o presidente da Câmara proporá a aprovação dos respetivos projetos de execução, de modo a que tudo esteja pronto a tempo de ser imediatamente candidatado a fundos comunitários, logo que o concurso seja aberto.

Trata-se, em ambos os casos, de obras muito importantes e que vão contribuir para a melhoria das condições de vida dos agregados familiares que serão abrangidos. O Município prevê que os trabalhos possam arrancar no terreno entre o final de agosto e o início de setembro deste ano. As obras, dado o volume de investimento, só poderão ser executadas se as respetivas candidaturas forem aprovadas.

Miguel Alves porém está otimista e a aprovação neste momento dos projetos visa acautelar toda a parte burocrática e as inerentes formalidades legais, de maneira que não seja perdido mais nenhum tempo e que as populações possam beneficiar tão rápido quanto possível das infraestruturas básicas.  

Caso as candidaturas sejam aprovadas, como se prevê, e as obras se iniciem de acordo com o agendamento do Município, calcula-se que os trabalhos se distribuam pelos anos de 2015 e 2016.

No caso de Argela estão em causa as redes de distribuição de água e saneamento de toda a freguesia. O Executivo apreciará e votará o projeto de execução, caderno de encargos, cláusulas técnicas, plano de segurança em projeto, plano de gestão de resíduos de construção e respetiva abertura de procedimento. O projeto prevê a remodelação de toda a rede de abastecimento de água, enquanto no caso de saneamento se procederá à instalação de uma rede totalmente nova, uma vez que a freguesia não tem ainda rede de saneamento.

Cerca de duas centenas de casas serão beneficiadas por esta obra. O valor previsto para a empreitada ultrapassa ligeiramente os dois milhões de euros.

Em Vilar de Mouros, a obra a executar diz respeito apenas à rede de saneamento – estando agora em discussão e votação o projeto de execução, cadernos de encargos, cláusulas técnicas, plano de segurança em projeto, plano de gestão de resíduos de construção e respetiva abertura de procedimento. A intervenção diz respeito a uma rede inteiramente nova, a implementar na margem direita do rio Coura, beneficiando os lugares da Ponte, Cavada, Torre e Funchal.

O âmbito do projeto prevê levar o saneamento a cerca de centena e meia de casas, sendo o custo previsto da obra de mais de 1,1 milhões de euros.

FAFE DEBATE ALTERAÇÕES AO REGIME JURÍDICO DA URBANIZAÇÃO E EDIFICAÇÃO

Alterações do RJUE estiveram em discussão no Auditório Municipal. Fernanda Paula Oliveira explicou principais alterações e consequências das alterações do Regime Jurídico da Urbanização e Edificação

As alterações do Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação foram o tema de discussão, ontem à tarde, numa ação de formação, promovida pelo pelouro do Urbanismo da Câmara Municipal.

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Durante cerca de quatro horas, foram debatidas e explicadas as implicações das alterações introduzidas pelo Decreto-Lei 136/2014, de 9 de setembro, entre elas, as alterações das definições e consequências, o relevo da regulamentação municipal, a nova delimitação dos procedimentos e novidades nas licenças e autorizações, a nova configuração da comunicação prévia e consequências em termos de regime.

Na abertura dos trabalhos, o presidente da Câmara Municipal de Fafe, Raul Cunha, falou da importância desta ação, para um melhor entendimento da lei.

“A realização desta iniciativa é de extrema importância. O regime jurídico da urbanização e edificação é uma ferramenta de trabalho diária para muitos e é necessário conhecer as alterações que foram feitas para se poder fazer um bom trabalho. Temos de estar bem informados, sempre que há alterações dos decretos para conseguirmos executar bem as nossas tarefas”, disse, destacando ainda a escolha oradora, profunda conhecedora desta matéria.

A oradora, Fernanda Paula Oliveira falou também da importância desta ação, sobretudo para os municípios.

“ É importante informar os municípios sobre estas alterações e a forma como se vão refletir nos regulamentos Municipais”.

Durante toda a tarde, Fernanda Paula Oliveira, professora da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, expôs e explicou cada alteração feita no Regime Jurídico da Urbanização e Edificação.

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“AS MOLEIRINHAS DE MARINHAS” CANTAM AS JANEIRAS EM ESPOSENDE

O Rancho Folclórico “As Moleirinhas das Marinhas” promoveu o VIII Encontro de Janeiras de Esposende no sábado passado, no Salão Paroquial das Marinhas, em Esposende.

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O salão paroquial foi pequeno para acolher as inúmeras pessoas que assistiram ao VIII Encontro de Janeiras de Esposende, evento que é uma organização do Rancho Folclórico das Marinhas.

Cada grupo apresentou três canções ligadas aos Reis e às Janeiras, a abertura do evento ficou a cargo do Grupo das Moleirinhas, participaram ainda os seguintes grupos:

Grupo da associação de pais da escola de Fão, Grupo de Janeiras de S. Bartolomeu do Mar, o Grupo de Janeiras de Gemeses, o Grupo de Janeiras da Santa Casa de Misericórdia de Fão, o Grupo de Janeiras da Senhora da Saúde, de Outeiro, Marinhas, o Grupo de S. Bentinho Pinhote, Marinhas, o Rancho Infantil/Juvenil de Carapeços, o Grupo Juventude Jubilar de Vitorino de Piães e o Grupo de Janeiras do Rancho Folclórico de Vitorino de Piães.

A alegria e a animação proporcionadas pelos diferentes grupos foram uma constante ao longo da noite o que levou os responsáveis do Rancho das “Moleirinhas”, a prometer um novo espectáculo para o próximo ano.

Luís Sá

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SERVIÇOS EDUCATIVOS LEVAM TEATRO DE SOMBRAS ÀS ESCOLAS DE PÓVOA DE LANHOSO

Os Serviços Educativos da Biblioteca Municipal Infantil da Póvoa de Lanhoso estão a preparar mais uma história para contar aos alunos das Escolas através de Teatro de Sombras. “Queres namorar comigo?” do conhecido ator João Ricardo é o trabalho a que poderão assistir.

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A proximidade da comemoração do Dia dos Namorados e o facto desta obra fazer parte do Plano Nacional de Leitura remeteu para esta altura a apresentação desta história que conta a odisseia de um caracol apaixonado por uma girafa.

É num painel que serão projetadas sombras, que permitem acompanhar o pequenino caracol que se declara à enorme girafa, fazendo comparações que transportam para um mundo de fantasia.

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Nos dias 4, 5, 6, 9, 10, 11 e 12 de fevereiro, os Serviços Educativos da Biblioteca Municipal Infantil deslocar-se-ão às escolas dos dois Agrupamentos do nosso concelho e levarão esta história aos alunos do 1.º Ciclo. Na EB 2,3 Prof. Gonçalo Sampaio, também aos alunos do 5.º ano poderão contar com esta novidade – Teatro de Sombras.

O material necessário para a apresentação desta história, desde o painel, as figuras, a encenação e a narração foi, mais uma vez, preparado pelos Serviços Educativos e Técnicos do Theatro Club, em estreita colaboração.

A encenação desta história surge, mais uma vez, como proposta dos Serviços Educativos, no âmbito da parceria existente com o SABE (Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares), inserida nas dinâmicas de desenvolvimento intencional das literacias e da construção de bons hábitos de leitura, junto dos mais pequenos.

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MUNICÍPIO DE BARCELOS APROVA TRANSFERÊNCIA DE QUASE CINCO MILHÕES DE EUROS PARA AS FREGUESIAS

A Câmara Municipal de Barcelos aprovou, em reunião ordinária realizada no dia 30 de janeiro, a transferência de 4.847.430,00€ para as freguesias, valor correspondente a 200% do Fundo de Financiamento das Freguesias, no âmbito do alargamento de competências previstas no protocolo entre o Município e as freguesias.

Com este protocolo, o Município aproveita as sinergias existentes nas freguesias e a proximidade destas aos problemas dos cidadãos, com vista à simplificação de processos de atuação junto das populações. Por isso, a mobilização das freguesias para estes objetivos é fundamental, uma vez que são “parceiros estratégicos no desenvolvimento do poder local junto das populações”.

Esta é, portanto, uma aposta do Município numa “gestão mais descentralizada”, reconhecendo nas Juntas de Freguesia o elo fundamental de ligação aos cidadãos.

Para assegurar esta cooperação técnico-financeira, a Câmara Municipal dotará as freguesias de meios financeiros adequados, transferirá em 2015 uma comparticipação no valor equivalente a 200% do FFF.

O executivo mantém assim a linha iniciada em 2010, quando foi assinado, pela primeira vez, um protocolo semelhante, o que faz do concelho de Barcelos o terceiro melhor a nível nacional no que diz respeito às transferências para as Juntas de Freguesia.

Subsídios e outros protocolos ascendem a mais de 700 mil euros

Ainda na reunião de câmara de 30 de janeiro foram aprovados contratos-programa desportivos com o Santa Maria FC, o Gil Vicente FC, a Associação de Futebol Popular de Barcelos, o Basquete Clube de Barcelos e também o acordo de colaboração com a Associação de Futebol de Braga, cuja comparticipação financeira global atinge 505.000,00€.

Foi aprovado também um conjunto de apoios financeiros às juntas de freguesia, instituições desportivas, sociais e religiosas, sob a forma de subsídios, num montante global de mais de 200 mil euros, tendo em vista a realização de obras necessárias ao desenvolvimento das suas atividades e apoio à prossecução dos seus objetivos.

Nota: As propostas foram todas aprovadas por unanimidade.

Câmara Municipal de Barcelos

Reunião ordinária do executivo 30 de janeiro de 2015

Lista completa das deliberações

  1. Atribuição de apoio para refeição escolar a alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico: 3 Alunos – Escalão 1 (A) – refeição gratuita; 6 Alunos – Escalão 2 (B) - comparticipação em 50% refeição. Alunos do ensino pré-escolar: 1 Aluno – Escalão 1 (A) – refeição gratuita.
  2. Cedência de instalações da EB1/JI de Negreiros à Associação de Pais de Negreiros.
  3. Atribuição de subsídio no valor de 1.428,00€ à Associação de Pais de Oliveira para comparticipar o pagamento à tarefeira.
  4. Atribuição de subsídio, no valor total de 30,000.00€, no Apoio à Habitação Social.
  5. Apreciação e aprovação dos processos de apoio ao arrendamento habitacional.
  6. Comparticipação no serviço de limpeza de fossas.
  7. Protocolo de Colaboração entre o Município de Barcelos e José Luís do Rosário Vilas Boas - Feira do Fumeiro 2015.
  8. Acordo de Colaboração entre o Município de Barcelos e Select Dreams, Lda.
  9. Protocolo de Colaboração entre o Município de Barcelos e a CTB - Companhia de Teatro de Braga.
  10. Contrato de Cooperação entre o Município e as Freguesias do Concelho de Barcelos.
  11. Ratificação da suspensão de procedimentos decorrente da revisão do Plano Diretor Municipal de Barcelos.
  12. Adesão do Município de Barcelos à ATAHCA – Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave.
  13. Reconhecimento de interesse Público Municipal para construção por parte da empresa Borderbalance, S.A., Lugar de Caride, Freguesia de Carapeços.
  14. Pedido de parecer prévio para a celebração de contratos de prestação de serviços nas modalidades de tarefa e avença, cujo valor seja inferior a 5.000 Euros. Artigo 75.º da Lei n.º 82- B/2014, de 31 de dezembro (Orçamento de Estado 2015).
  15. Pedido de parecer prévio para a celebração de contrato de aquisição de serviços de consultoria, apoio e auditorias internas, em matéria de Qualidade, pelo valor contratual de 50.040,00€, ao qual é acrescido IVA à taxa legal em vigor. Artigo 75.º da Lei n.º 82-B/2014, de 31 de dezembro (Orçamento de Estado 2015).
  16. Pedido de parecer prévio para a celebração dos contratos de “fornecimento contínuo de alojamentos no âmbito dos eventos organizados pelo município” pelo valor contratual estimado de 13.000,00€, ao qual é acrescido IVA à taxa legal em vigor. Artigo 75.º da Lei n.º 82-B/2014, de 31 de dezembro (Orçamento de Estado 2015).
  17. Pedido de parecer prévio para a celebração de contrato de “aquisição de serviços para a organização do Festival Harmos” pelo valor contratual de 5.520,00€, o qual é isento de IVA. Artigo 75.º da Lei n.º 82-B/2014, de 31 de dezembro (Orçamento de Estado 2015).
  18. Pedido de parecer prévio para a renovação do contrato com a designação “aquisição de serviços de mediação imobiliária para a venda de 6 moradias do Loteamento da Malhadoura” pelo valor contratual de 12.420,00€ ao qual é acrescido IVA à taxa legal em vigor. Artigo 75.º da Lei n.º 82-B/2014, de 31 de dezembro (Orçamento de Estado 2015).
  19. Pedido de parecer prévio para a celebração de contrato de "aquisição de serviços de seguros de responsabilidade civil, e acidentes pessoais e de saúde, no âmbito dos eventos a realizar pelo Município de Barcelos" pelo valor contratual estimado de 8.941,64 € isento de IVA. Artigo 75.º da Lei n.º 82-B/2014, de 31 de dezembro (Orçamento de Estado 2015).
  20. Pedido de parecer prévio para a celebração dos contratos de “aquisição de serviços para fornecimento contínuo de Catering e afins” pelo valor contratual estimado de 16.374,00€ ao qual é acrescido IVA à taxa legal em vigor. Artigo 75.º da Lei n.º 82-B/2014, de 31 de dezembro (Orçamento de Estado 2015).
  21. Pedido de parecer prévio para a celebração de contrato de “disponibilização do software plataforma SIGA – Sistema Integrado de Gestão Escolar”. Artigo 75.º da Lei n.º 82-B/2014, de 31 de dezembro (Orçamento de Estado 2015).
  22. Pedido de parecer prévio para a celebração de contrato de “disponibilização do software da aplicação SGPI – Sistema de Gestão de Performance Integrada, solução de suporte ao SIADAP 123” pelo valor contratual estimado de 23.900,00acrescido IVA à taxa legal em vigor. Artigo 75.º da Lei n.º 82-B/2014, de 31 de dezembro (Orçamento de Estado 2015).
  23. Pedido de parecer prévio para a celebração de contratos de “aquisição de serviços para fornecimento contínuo de refeições no âmbito dos eventos organizados pelo Município para o ano 2015” pelo valor contratual estimado de 13.500,00€ acrescido IVA à taxa legal em vigor. Artigo 75.º da Lei n.º 82-B/2014, de 31 de dezembro (Orçamento de Estado 2015).
  24. Adenda ao Protocolo de Cooperação celebrado entre o Município de Barcelos e a União de Freguesias de Campo e Tamel (S. Pedro Fins) para a cedência de instalações para o funcionamento do Jardim-de-infância de Campo.
  25. Aprovação do Protocolo de Colaboração entre o Município de Barcelos e a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género.
  26. Aprovação do Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo com a Associação de Futebol Popular de Barcelos que contém uma comparticipação financeira do Município de Barcelos no valor de 95.000,00€.
  27. Aprovação do Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo com o Santa Maria Futebol Clube que contém uma comparticipação financeira do Município de Barcelos no valor de 40.000,00€.
  28. Aprovação do Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo com o Gil Vicente Futebol Clube que contém uma comparticipação financeira do Município de Barcelos no valor de 200.000,00€.
  29. Aprovação do Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo com o Basquete Clube de Barcelos que contém uma comparticipação financeira do Município de Barcelos no valor de 60.000,00€.
  30. Acordo de Colaboração entre o Município de Barcelos e a Associação de Futebol de Braga tendo por objeto definir os termos e condições da transferência das verbas destinadas a apoiar o plano de atividades das coletividades que solicitaram esse apoio ao Município de Barcelos, sendo o valor estimado, tendo por base as inscrições da época anterior, de 110.000,00€.
  31. Atribuição de uma compensação no valor de € 1.200,00€ à artesã Júlia da Rocha Fernandes, pelas despesas a suportar com a presença na exposição de artesanato certificado na Assembleia da República.
  32. Acordo de Colaboração entre o Município de Barcelos e a Entidade de Turismo do Porto e Norte de Portugal com vista à participação na Bolsa de Turismo de Lisboa 2015.
  33. Apoio técnico à paróquia do Divino Salvador de Campo para proceder à realização de obras de “Arranjo do Adro/Centro Cívico da Paróquia”.
  34. Atribuição de um subsídio no valor de 10.000,00 € à Fábrica da Igreja Paroquial de Santa Maria de Vila Cova para proceder à realização de obras de restauro e recuperação da igreja paroquial.
  35. Atribuição de um subsídio no valor de 6.000,00 € à paróquia do Divino Salvador de Campo para proceder à realização de obras de manutenção na residência paroquial.
  36. Atribuição de um subsídio no valor de 3.584,42 € ao CASP - Centro de Apoio e Solidariedade da Pousa para proceder à realização de diversos trabalhos no jardim das instalações do Centro Social e à colocação de um sistema de rega.
  37. Atribuição de um subsídio no valor de 8.000,00 € à Junta de Núcleo de Barcelos do Corpo Nacional de Escutas para realizar diversas atividades com os seus jovens escuteiros distribuídos pelos 32 Agrupamentos.
  38. Atribuição de um subsídio no valor de 6.000,00 € à Associação de Artesãos “Galo” como colaboração nas despesas com o pagamento da renda das instalações/sede e na realização das diversas atividades que representam e promovem o concelho de Barcelos.
  39. Atribuição de subsídio no valor de 20.000,00 € ao MARCA - Movimento Associativo de Recreio, Cultura e Arte.
  40. Atribuição de subsídio no valor de 12.075,00 € à Associação Social, Cultural e Recreativa de Alheira.
  41. Atribuição de subsídio no valor de 26.298,60 € à freguesia de Airó para proceder às obras de drenagem e pavimentação da Rua do Campo de Futebol.
  42. Atribuição de subsídio no valor de 31.530,23 € à freguesia de Alvelos que pretende proceder às obras de alargamento e requalificação da Rua de Santo António.
  43. Atribuição de subsídio no valor de 15.000,00 € à freguesia de Barqueiros relativo à 2ª fase da obra da pavimentação da Rua Poços do Linho.
  44. Atribuição de subsídio no valor de 16.686,00 € à freguesia de Fragoso para proceder a obras de reparação em diversas ruas.
  45. Atribuição de subsídio no valor de 20.636,30 € à freguesia de Rio Covo Sta Eugénia para execução da empreitada de “Drenagem de águas pluviais e residuais e pavimentação em betuminoso, na Rua José Gomes Alves”
  46. Aprovação da Intenção de cessação do Protocolo de Colaboração celebrado entre a Câmara Municipal de Barcelos e as Concessionárias a EDP, Portugal Telecom, Portgás, TVCabo e ADB - Águas de Barcelos e aprovar, até à entrada em vigor do novo Regulamento, manter em vigor os direitos e deveres consagrados no Protocolo de Colaboração vigente.
  47. Aprovar minuta do contrato de comodato a outorgar entre o Município de Barcelos e a Junta de Freguesia de Fornelos.
  48. Desafetação de uma parcela de terreno do domínio público municipal, sita no Loteamento do Sardoal, freguesia de Abade de Neiva.
  49. Desafetação de uma parcela de terreno do domínio público municipal, sita na Rua do Cardoso, freguesia de Moure.
  50. Cedência da sucata, à exceção dos veículos, existente no Parque de Viaturas do Município, à Associação Perelhal Solidário.
  51. Ratificação de Despachos do Vice-Presidente da Câmara Municipal que aprovaram: - Cedência de 21 galos cantadores – Grupos Folclóricos participantes no “Cantar dos Reis” (Teatro Gil Vicente); - Cedência do Auditório da Biblioteca Municipal – Associação Cultural e Recreativa de Roriz; - Cedência do Auditório da Câmara Municipal – Confederação doa Agricultores de Portugal; - Utilização do Pavilhão Municipal – Clube Português de Coleccionadores de Objectos Escutistas; - Cedência do Pavilhão Municipal – Clube Cávado Patinagem Artística; - Cedência do Auditório Municipal – Arciprestado de Barcelos; - Cedência do espaço da cafetaria da Galeria Municipal de Arte – PCP Barcelos; - Cedência de uma viatura – Grupo Desportivo e Cultural dos Trabalhadores do Município de Barcelos; - Cedência do Teatro Gil Vicente – Oficina de Teatro da Universidade Barcelos Sénior
  52. Ratificação de Despachos do Vereador Alexandre Maciel que aprovaram: - Apoio logístico para a realização do “BTT Trilho dos Moinhos” – Amigos da Montanha; - Apoio logístico para a realização do “Trail Alvelos AM” – Amigos da Montanha; - Poda de árvores no escadório de S. Brás – Confraria de S. Brás de Barcelinhos; - Colaboração na desmontagem da árvore de Natal – Agrupamento de Escolas Gonçalo Nunes; - Colaboração no abate de árvores de grande porte – Instituto S. João de Deus; - Cedência de 50 grades – Mais Juventude-Associação Jovens de Alvelos; - Cedência de grades – Agrupamento de Escolas Gonçalo Nunes; - Apoio no transporte de material processual de Barcelos para Braga – Tribunal Judicial de Barcelos; - Colaboração no abate de uma árvore – Fábrica da Igreja Paroquial S. Mamede de Arcozelo.
  53. Ratificação de Despachos da Vereadora Armandina Saleiro que aprovaram a oferta de 50 give-aways e 4 galos médios, aos alunos e professores estrangeiros que foram recebidos no Edifício dos Paços do Concelho.
  54. Ratificação de Despachos da Vereadora Maria Elisa Braga que aprovaram: a cedência de grupos culturais, no âmbito do Protocolo de Colaboração celebrado com os mesmos, às instituições que os solicitaram para as atividades que pretendem desenvolver: - Freguesia de Areias S. Vicente – Rancho Folclórico de Santa Eulália de Oliveira; - Associação de Pais do Jardim-de-infância de Alvito – Grupo Etnográfico de Danças e Cantares da Associação Desportiva e Cultural de Gilmonde; - Associação Clube Moto Galos de Barcelos – Banda de Oliveira; - Freguesia de Tamel S. Veríssimo – Grupo Magistroi; - Paróquia de Santa Maria Maior de Barcelos – Coro de Câmara de Barcelos; - Círculo Católico de Barcelos (Participação no Programa “Sabe ou Não Sabe”) – Banda do Galo; - União de Freguesias de Milhazes, Vilar de Figos e Faria – Grupo Folclórico da Casa do Povo de Martim; Cedência do Teatro Gil Vicente – Paróquia de Santa Maria Maior de Barcelos.
  55. Informação a prestar pelo Sr. Presidente da Câmara.

COMÉRCIO DE ARCOS DE VALDEVEZ REALIZA FEIRA DOS SALDOS

ACIAB Promove Feira dos Saldos em Arcos de Valdevez com descontos até 70%

Arcos de Valdevez vai receber, de 14 a 17 de fevereiro, (de sábado a terça-feira) a Feira dos Saldos, iniciativa organizada pela ACIAB, em parceria com a Câmara Municipal de Arcos de Valdevez e tecido empresarial do concelho.

O evento contará com um conjunto de estabelecimentos de vários setores de atividade, desde pronto-a-vestir, perfumaria, sapataria, entre outros. A ação é promovida no fim de semana de 14 a 17 de fevereiro, que engloba duas datas importantes para o tecido empresarial - o Dia dos Namorados e o Carnaval – tirando assim o maior partido do evento e atraindo visitantes.

Esta feira multissetorial tem como finalidade fomentar oferta comercial, “e tem sido uma ação muito bem-vinda tanto pelos empresários como pelos clientes do nosso comércio, por estas razões faz todo o sentido continuar a promover este tipo de iniciativas”, destaca Francisco Peixoto Araújo, vice-presidente executivo da ACIAB.

Com entrada gratuita, a Feira dos Saldos estará aberta ao público dia 14 de fevereiro, sábado, das 14h30 às 23h00dia 15 de fevereiro, domingo, das 10h00 às 23h00; dia 16 de fevereiro, segunda-feira, das 10h00 às 23h00 e dia 17 de fevereiro, terça-feira, das 10h00 às 20h00.

A estratégia subjacente à realização desta iniciativa consiste na comercialização, promoção, divulgação e dinamização das atividades económicas da região, ao mesmo tempo que proporciona às empresas a possibilidade de implementação de estratégias ajustadas de comunicação com o seu mercado, apresentando os seus produtos e desenvolvendo contactos que facilitem o seu fortalecimento.

Convidamos toda a população a visitar esta Feira e a fazer compras no Comércio Tradicional, aproveitando todas as vantagens que este tem para lhe oferecer!

VALENÇA REQUALIFICA INFRAESTRUTURAS DE APOIO AO TURISMO

A Fortaleza de Valença tem já as três principais portas de acesso requalificadas, após a conclusão da intervenção nos Fossos das Portas do Meio, reforçando as infraestruturas de apoio e acolhimento ao turismo.

Os acessos às Portas de Santo António já estão requalificados proporcionando nova funcionalidade, numa das principais portas de entrada na Fortaleza, que se encontrava descaracterizada e com estacionamento desordenado. O acesso à Fortaleza faz-se agora por novos corredores para peões, em lajeado de granito, demarcado das áreas de estacionamento, proporcionando mais segurança e conforto para quem visita a Fortaleza. Esta intervenção segue a traça da requalificação desenvolvida intramuros.

A obra decorreu desde a avenida de Cristelo até às Portas Santo António e Portas do Meio, desenvolvendo-se também até aos limites do antigo Campo de Ténis, no topo sul do Baluarte de Santo António. Esta empreitada foi financiada pelo FEDER, em 85%.

A autarquia está a preparar, também, uma nova intervenção no espaço de modo a proporcionar uma iluminação monumental que realce os detalhes dos muros da fortificação.

Valença passa a ter, na área extramuros da Fortaleza, uma nova área de estacionamento ordenado para ligeiros, reforçando as infraestruturas de apoio ao turismo. Para os autocarros de turismo a autarquia criou recentemente uma área de carga / descarga junto às Portas do Sol, de apoio à área de estacionamento, para estes veículos, nas Cortinas de São Francisco.

Para o Presidente da Câmara, Jorge Salgueiro Mendes “Estamos satisfeitos por ter concluído uma obra, após muitos anos de negociação com os Monumentos Nacionais, mas gostava que se tivesse cumprido o prazo de execução. É importante que as obras municipais sejam úteis para os munícipes, que cumpram o prazo de execução, que não derrapem financeiramente e que sejam de qualidade” .

PÓVOA DE LANHOSO FESTEJA CARNAVAL

Festa de Carnaval anima população sénior no dia 13 de fevereiro

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso promove, no próximo dia 13 de fevereiro (e não no dia 16 de fevereiro, como apontado inicialmente), a habitual Festa de Carnaval para os seniores das IPSS’s e dos Centros de Convívio do Concelho.

Foto de arquivo - Festa de Carnaval 2014

Esta Festa começa pelas 14h30, no Restaurante Narcisu’s Eventos, em Fontarcada.

Os participantes são convidados a comparecerem mascarados de acordo com o tema “A Evolução dos Trajes”.

Esta é mais uma das atividades de animação sociocultural que a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, em plano concertado com as IPSS's e entidades participantes, promove com regularidade junto desta mesma população, de modo a incentivar o envelhecimento ativo, o convívio e a confraternização. Esta Festa ainda permite manter vivas tradições e promete proporcionar uma tarde de alegria e de folia.

MUNICÍPIO DE PONTE DE LIMA APROVA ATRIBUIÇÃO DE SUBSÍDIOS

A Câmara Municipal de Ponte de Lima aprovou na última reunião realizada a 19 de janeiro uma verba no valor total de 20.218,24€, a distribuir pelo Centro Paroquial e Social de Fontão; Batotas – Clube de Desportos Radicais e Grupos Folclóricos do concelho.

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Para o Centro Paroquial e Social de Fontão a autarquia deliberou atribuir um apoio financeiro de 2.550€, para a realização de obras e ampliação da valência Lar.

Ao Clube de Desportos Radicais – Batotas, o executivo Municipal aprovou conceder um subsídio extraordinário no valor de 1.221,70€ para a realização da “XIV Descida ao Sarrabulho”.

Aos Grupos Folclóricos do concelho, o Município de Ponte de Lima aprovou a atribuição de subsídios ordinários, no valor total de 16.446,54€.

Os subsídios a atribuir, de acordo com o grau de participação de cada grupo nas iniciativas propostas, visam estimular a dinâmica dos grupos, promover o associativismo ativo e incentivar a prática do folclore na sua diversidade.

A Câmara Municipal de Ponte de Lima aprovou ainda a cedência, mediante a celebração de um protocolo das instalações da antiga Escola Primária / Jardim de Infância à junta de freguesia de Friastelas.

À junta de freguesia de Serdedelo a autarquia deliberou comparticipar financeiramente a obra de pavimentação da Rua de Feital e alargamento da Rua da Vinha Grande, aprovando uma verba no valor de 32,076,66€.

Para a freguesia de Vitorino das Donas foi aprovada uma verba no valor de 16.000€, destinada à aquisição de uma carrinha para transporte escolar.

VILA VERDE PROCURA JOVENS MODELOS

Casting Jovens Modelos e primeiros produtos Namorar Portugal

Esta primeira semana da programação Fevereiro, Mês do Romance, dinamizada pelo Município de Vila Verde, em parceria com meia centena de entidades, destaca o casting Jovens Modelos para desfilarem na gala Namorar Portugal e no concurso de acessórios de moda e os primeiros produtos 2015 da marca Namorar Portugal, dois destes promotores são estreias absolutas.

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Segunda, 2 de Fevereiro, 18:00, no Braga Parque, em Braga

Duas novas peças na Coleção Vila Verde, por Vista Alegre

Uma das coleções de porcelana mais bem-sucedidas da Vista Alegre, a Vila verde, vai ver a sua ‘família’ crescer, juntando aos jogos de chá e café, uma fruteira e um prato para tortas e bolos. O lançamento será feito na loja da marca no centro comercial Braga Parque, que terá duas artesãs a bordarem ao vivo e o serviço Vila Verde completo exposto. O momento contará com a presença do presidente do Município de Vila Verde, a vereadora da Cultura e o responsável pelas lojas da marca Vista Alegre, no norte do país, para além de colecionadores da marca.

Terça, 3 de Fevereiro, 11:00, no espaço Namorar Portugal, Vila Verde

Peças em Cortiça ‘Amor de Joana’, por Joana Artesanato

Joana Fonseca, natural de Cabanelas, uma das mais jovens e premiadas artesãs do concelho, vai integrar a ‘família’ de promotores da marca Namorar Portugal, fundindo os seus trabalhos e peças feitos com cortiça – em especial, com o reaproveitamento de rolhas de garrafas – e os motivos dos Lenços de Namorados, através dos bordados. Molduras, tabuleiros com lenços de Namorados, relógios e chaveiros de parede, mas também novidades como cadernos, canetas e isqueiros em cortiça bordada à mão, vão ser apresentados.

Quarta, 4 de Fevereiro, 11:00, na Chocolataria Artesanal, em Vila Verde

Novo Bombom Namorar Portugal 2015, por Chocolate com Pimenta

Depois de mel e frutos secos, do maracujá e chocolate branco, das pimentas rosa e verde, a Chocolate com Pimenta apresenta agora o Bombom de Espumante e Frutos Vermelhos, numa alusão à bebida usada pela empresa para celebrar os momentos felizes que tem vivido no seu espaço, a chocolataria artesanal, em Vila Verde. São dois sabores, em duas camadas, num único bombom, uma proposta inédita.

Quinta, 5 de Fevereiro, 11:00, no espaço Namorar Portugal, em Vila Verde

Estreia da linha de merchandising ‘Já Namoras?’, por Carlos Araújo

Mais uma entrada nova na marca Namorar Portugal. “Já namoras?” é uma linha de merchandising inspirada na reinterpretação dos motivos dos Lenços de Namorados, através do design sobre cadernos, canetas, lápis, estojos, t-shirts, guarda-chuvas e outras peças, da autoria do vilaverdense Carlos Araújo, com uma ampla experiência no mercado.

Quinta, 5 de Fevereiro, 19:30 na Biblioteca Municipal, em Vila Verde

Casting Jovens Modelos - esperado recorde de adesão

Esta quinta-feira é esperado um recorde na adesão de jovens com mais de 14 anos, oriundos de todo o país, em especial da região norte. O objetivo é selecionar quem vai desfilar na gala mais romântica do ano, no Parque Industrial de Gême, a 14 de fevereiro, e também no desfile de acessórios, marcado para 28 de fevereiro, na Quinta de Sara, na freguesia de Sabariz.

As inscrições decorrem até 2 de fevereiro e são feitas exclusivamente online, no site www.namorarportugal.pt. A 5 de fevereiro, dia do casting, todos os jovens selecionados serão contactados até às 12:00 e informados da decisão. Às 19:30 devem estar presentes na Biblioteca Municipal onde a equipa de produção da gala Namorar Portugal, liderada pelo produtor de moda José Manuel, fará a escolha. As meninas devem levar saltos.

POSTO DE TURISMO DE PÓVOA DE LANHOSO RECRIA “ALOQUETES DO AMOR”

Para assinalar Dia dos Namorados De modo a assinalar o Dia dos Namorados, o Posto de Turismo, na Casa da Botica, convida os apaixonados a prenderem o seu aloquete e a deixarem as suas mensagens de amor num enorme coração alusivo à filigrana, que surpreende quem passa à porta daquele espaço.

Posto de Turismo assinala Dia dos Namorados 1

Esta iniciativa visa assinalar o Dia dos Namorados, que se comemora a 14 de fevereiro, e inspira-se em locais conhecidos mundialmente, como a ponte das Artes sobre o Rio Sena, em Paris, mas coloca o coração de filigrana, típico da Póvoa de Lanhoso, no centro das atenções. “O coração de filigrana é uma imagem de marca da Póvoa de Lanhoso. Ao colocarem um cadeado neste coração, os casais apaixonados também assumem um compromisso com esta terra”, salienta o Vereador para a Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Armando Fernandes. As pessoas que assim o desejem poderão encontrar no Posto de Turismo pequenos corações resistentes para escrever as suas mensagens.

“Esta é uma forma de assinalar o Dia dos Namorados. Ao fazê-lo neste local, também estamos a convidar as pessoas a entrarem no nosso Posto de Turismo”, refere ainda o responsável pela Cultura, Armando Fernandes. O espaço em questão, recentemente remodelado, encontra-se vestido a rigor para assinalar esta data e convida os transeuntes a entrar para que fiquem a par daquilo que a Póvoa de Lanhoso tem para oferecer ao nível do artesanato, da gastronomia, da ourivesaria, do alojamento, etc., e que poderão ser presentes ideais para oferecer à cara-metade, nesta época do ano.

Este enorme coração representativo da filigrana onde poderão ser presos os aloquetes e as mensagens já está na rua e assim ficará até ao próximo dia 14 de fevereiro.

ARCOS DE VALDEVEZ EXPÕE GRAVURAS ANTIGAS (SÉCULO XVI-XIX) GEOGRAFIA, HISTÓRIA E ARTE

Foi alargado até ao final do mês de fevereiro o prazo de exibição da exposição “GRAVURAS ANTIGAS (SÉCULO XVI-XIX), devido ao elevado interesse que tem suscitado quer por arcuenses, quer por visitantes. Integrada nas atividades do IV Congresso Internacional “Casa Nobre: um Património para o Futuro”, que decorreu em Arcos de Valdevez de 27 a 29 de Novembro, a exposição é pertença do Dr. José da Silva Ferreira, médico e colecionador de Arte.

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Mais de 60 gravuras representam temas de história e geografia da Europa, Península Ibérica, Portugal, Galiza e Minho, Braga, Porto, Lisboa, Ponte de Lima e Arcos de Valdevez que podem ser apreciadas em dois locais distintos de Arcos de Valdevez: Átrio da Casa das Artes (segunda a sexta das 9h00 às 18h00 e ao sábado das 14h00 às 18h00) e Átrio do Arquivo Municipal (segunda a sexta das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00). As marcações para visitas de grupos e escolas podem ser efetuadas através do contacto: 258520520 (Casa das Artes).

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Desta exposição, que se estende do fim do século XVI até meados do século XIX, destacam-se as imagens de cidades, como Porto, Braga, e Lisboa. As duas últimas constituem os documentos mais importantes para a compreensão do urbanismo destas cidades no fim do século XVI. As imagens relativas à cidade do Porto, quase todas do século XIX, estão ligadas às invasões Napoleónicas e retratam bem vários episódios dessa guerra.

Os grandes nomes da Gravura Antiga estão representados na exposição. São quase todos do Norte da Europa, sobretudo da Holanda, que no século XVII veio suplantar o domínio português e espanhol, levando este país a um nível de poderio e riqueza que fomentou a atividade artística. Destes autores salientam-se: Mercator, Ortelius, Braun, Blaeu, de Wit, e, já no século XVIII, os franceses Bellin e Bonne, que desenharam a geografia de muitos países, fruto das suas grandes viagens.

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ESPOSENDE IMPLEMENTA PROGRAMA DE EXPRESSÃO FÍSICO-MOTORA NA EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR

O Município de Esposende vai avançar com a implementação do Programa de Expressão Físico-Motora na Educação Pré-Escolar, promovendo a iniciação da prática desportiva das crianças dos 3 aos 5 anos da idade.

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Neste sentido, estabeleceu um protocolo de colaboração com a Zendensino - Cooperativa de Ensino, que disponibilizará os recursos humanos qualificados para o desenvolvimento de atividades, mediante a devida comparticipação financeira da Autarquia.

Esta parceria permitirá que as crianças que frequentam os estabelecimentos de Educação Pré-Escolar do concelho, da rede pública, possam beneficiar de mais esta atividade, favorecendo o seu crescimento saudável.

Considerando a qualidade e o sucesso educativo o ponto fulcral da ação pedagógica, o Município pretende que este programa proporcione a diversificação das atividades e o trabalho cooperativo entre docentes, contribuindo para o desenvolvimento global das crianças.

Consciente dos benefícios da prática físico-motora desde tenra idade e em articulação com o Plano Estratégico de Desenvolvimento Desportivo de Esposende (PEDDE), o Município aposta na implementação deste programa, que, à semelhança da Educação Musical, que já está a decorrer nos diversos estabelecimentos da rede pública da Educação Pré-Escolar, visa promover o sucesso educativo, contribuir para uma educação de qualidade e fomentar a igualdade de oportunidades.

ESPECIALIDADE GASTRONÓMICA DA LAMPREIA ATRAI VISITANTES AO MINHO

A lampreia dos rios Minho, Lima e Cávado atraem nesta época do ano elevado número de visitantes à nossa região. Trata-se de uma das mais afamadas especialidades da cozinha tradicional minhota e dos pratos mais apreciados pelos maiores conhecedores da nossa culinária.

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“Ó lampreia divina, ó divino arroz,

Comidos noite velha, em casa do Julião!

Sem ter ceias assim o que há-de ser de nós? Sofre meu paladar! Chora meu coração!”

(Afonso Lopes Vieira)

"A lampreia é, sem dúvida alguma, um dos mais importantes ex-líbris gastronómicos da cozinha tradicional portuguesa. Mais do que qualquer outra forma de preservação, incluindo eventuais medidas legislativas, o seu interesse gastronómico é, sem dúvida alguma, a principal garantia da sua própria sobrevivência."

Reza a História que, ao tempo do Condado Portucalense, D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, concedeu em 1125 ao Arcebispado de Tui o privilégio de tomar como suas as lampreias que apresassem no rio Minho, a montante da Torre da Lapela, a fim de abastecer os mosteiros e conventos por ocasião dos jejuns quaresmais. Mais recentemente, foi nas estantes da Biblioteca de Nápoles encontrado uma obra-prima da culinária portuguesa, remontando ao século XVI, com o título “Livro de Cozinha da Infanta D. Maria”. Com efeito, são inúmeras as referências históricas a tão afamada especialidade da nossa cozinha 

A lampreia já sobe os rios para desovar, depositando sob as rochas ou em pequenos ninhos escavados no leito milhares de minúsculos ovos que garantirão a sobrevivência da espécie. E morrem. Após a desova, as larvas permanecem no rio até que, por meio de metamorfose se tornam adultas. Nessa altura, migram para o mar onde permanecem até atingirem a sua maturação sexual. Existem, porém, espécies de água doce como as que se encontram no rio Nabão e respetivos afluentes, sobretudo as ribeiras de Caxarias, Seiça e Olival.

A lampreia é um ciclóstomo muito procurado por conceituados gastrónomos e outros apreciadores da nossa culinária. Ela faz os requintes das melhores mesas das mais afamadas unidades hoteleiras, atraindo numeroso público a localidades do nosso país que mantêm a tradição da sua confeção esmerada e o requinte de bem servir. No Minho, a lampreia dos rios Cávado, Lima e Minho constituem o ex-líbris da gastronomia local a promover o desenvolvimento económico daquela região. Não admira, pois, o relevo que lhe é conferido pelas entidades que superintendem a promoção turística e os próprios estabelecimentos de restauração. Mas, também perto de Ourém, o vizinho concelho de Tomar recebe anualmente milhares de visitantes que de longe se deslocam a fim de degustarem um apetitoso e suculento arroz de lampreia regado com os bons vinhos da região.

A preservação da lampreia nos nossos rios depende também da importância que lhe atribuímos, nomeadamente como parte integrante da nossa alimentação. Ao contrário do que à primeira vista se possa imaginar, não é a sua captura mas a poluição das águas e outros atentados ao ambiente que fazem perigar a sua sobrevivência.

Em virtude do período sazonal da desova, o seu consumo verifica-se geralmente entre Fevereiro e os finais de Abril. A partir daí, a lampreia apenas surge figurada na doçaria da Páscoa sob a forma de “lampreia de ovos”, e evocar as delícias de um prato que apenas pode voltar a ser apreciado no ano seguinte. Não admira, pois, que chegue inicialmente a atingir preços exorbitantes que, no entanto, não constituem razão que baste para desmotivar os melhores apreciadores de tão delicioso pitéu.

Refastelando-se na sua casa senhorial de Paredes de Coura, Aquilino Ribeiro, na sua obra “A Casa Grande de Romarigães” afirmava: “Não há como o arroz de lampreia, se lhe adicionarem uma colher de manteiga de pato”. Por seu turno, o poeta e gastrónomo António Manuel Couto Viana, no seu livro “Por horas de comidas e bebidas – crónicas gastronómicas”, dedica um capítulo inteiro à “lampreia divina”, como Afonso Lopes Vieira a designou. Escreveu Couto Viana o seguinte:

Já a correnteza das águas que jorram da vizinha Espanha se enfeitam com o aparato das estacas e redes, para prenderem, nas suas malhas, noite adiante, o fugidio ciclóstomo, a tentar disfarçar-se aos rés dos seixos do leito; o chupa-pedras tão apreciada por mim, quando de cabidela, afogado no arroz malandrinho, embebido no seu sangue espesso e escuro.

Também a fisga certeira, atirada, firme, dos altos, se os olhos penetrantes do pescador distinguem bem o vulto ondeante, faz içar a lampreia até às mãos ávidas, e lança-a, depois, para a vastidão de um saco que se quer a abarrotar.

(…)

Soberbo petisco! Com que gula a mastigavam os frades medievos torturados pelos jejuns quaresmais!

Com que gula a mastigo eu, em mesa que ma apresente opípara no arroz do tacho, em grossos toros aromáticos, ou à bordalesa, ou de escabeche, que nestas três artes se mantém ela tentadora e sápida”.

A lampreia é, sem dúvida alguma, um dos mais importantes ex-líbris gastronómicos da cozinha tradicional portuguesa. Mais do que qualquer outra forma de preservação, incluindo eventuais medidas legislativas, o seu interesse gastronómico é, sem dúvida alguma, a principal garantia da sua própria sobrevivência.

Com o talento dos mais consagrados artistas, o cozinheiro após pelar a lampreia, coloca-a num alguidar deitando sobre ela água a ferver. De seguida, abre-a da cabeça até ao fundo dos buracos e, junto à cauda, desfere-lhe um golpe para lhe retirar a tripa inteira. O sangue é guardado no mesmo recipiente onde a lampreia fica a marinar mergulhada em vinho tinto a que se juntam um ramo de salsa, uma folha de louro, um dente de alho, pimenta, colorau, sal e margarina. No dia seguinte, é feito um refogado onde é colocada a lampreia que fica a cozer durante cerca de quinze minutos, cuidando para que não se desfaça. Após o guisado, retira-se a lampreia. Ao caldo junta-se água no triplo do arroz que vai ao tacho e deixa-se ferver durante mais quinze minutos. Finalmente serve-se numa travessa funda, cobrindo o arroz com a lampreia, golpeada em troços.

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VILA VERDE REALIZA EXPOSIÇÃO INÉDITA AMOR CRUZADO

Ilustração bordada com Amor. Tradição funde-se com modernidade

Está patente no novo espaço Namorar Portugal, em Vila Verde, até 12 de Fevereiro, a exposição inédita Amor Cruzado, projeto que revela seis novos Lenços de Namorados, da autoria de ilustradores consagrados, bordados por artesãs de Vila Verde. A exposição segue depois para Lisboa, Porto, terminando na Casa dos Carvalhais, em Oriz S. Miguel.

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Inaugurada no sábado, 31 de janeiro, na mesma ocasião da abertura do espaço Namorar Portugal, esta exposição revela a emoção da fusão de duas expressões artísticas de envolvências e épocas distantes: a ousadia urbana da ilustração com a ingenuidade rural do bordado dos Lenços de Namorados. Mas têm muito em comum: ambas são expressivas, visuais, emotivas e intemporais, com o ‘coração na mão’.

O resultado tem transcendido a expectativa inicial, prendendo o olhar dos visitantes a cada um dos seis novos Lenços de Namorados que sugiram da criatividade de seis ilustradores consagrados, e das mãos de outras seis habilidosas artesãs.

A Casa dos Carvalhais desafiou os artistas ilustradores Célia Esteves, Ivo Hoogveld, Joana Estrela, Júlio Dolbeth, Lord Mantraste e Rui Vitorino Santos a inspirarem-se nesta tradição do século XVIII, durante o período de intercâmbio numa residência artística, passada na própria Casa de Campo. A estes juntaram-se as bordadeiras Alice Augusto, Ceú Cunha (da Teciborda), Cristina Lopes, Conceição Pinheiro, Inês Mendes e Vera Cancela, a quem a cooperativa Aliança Artesanal convidou a entrosar os ilustradores com este ícone cultural tão rico, como é o bordado dos Lenços de Namorados.

O momento mais especial da inauguração foi quando os seis ilustradores se juntaram às seis bordadeiras, cada um ao lado das suas obras. Júlio Dolbeth, diretor da galeria Dama Aflita, no Porto (que irá receber a exposição a partir de 21 de março), teve o privilégio de ver a sua ilustração integralmente bordada por Conceição Pinheiro, uma das fundadoras da Aliança Artesanal e detentora de um profundo conhecimento sobre símbolo minhoto, apesar da sua fragilidade física. Por motivos de saúde, não pôde marcar presença nesta sessão.

Quem também não resistiu a este conceito foi a jornalista Catarina Portas, apaixonada pelo que é genuinamente português e a partir de 14 de fevereiro, esta exposição estará patente no seu espaço A Vida Portuguesa, em Lisboa.

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Origem de Amor cruzado

O projecto Amor cruzado da Casa dos Carvalhais desafiou 6 artistas ilustradores conjuntamente com 6 bordadeiras do concelho de Vila Verde para um intercâmbio artístico, cruzamento de experiências e a criação de novas peças artísticas, inspiradas na tradição antiga dos Lenços dos Namorados. 

A ideia original surge da Casa dos Carvalhais – Casa de Campo, situada na freguesia Oriz S. Miguel. O objetivo é promover e expandir a cultura e a tradição local num território mais amplo. O mote do projeto foi despertar uma relação entre o rural e o urbano, entre o contemporâneo e as técnicas artesanais, conjugando o minucioso trabalho das bordadeiras e a visão de vários artistas e ilustradores, tendo como resultado uma fusão de todas as influências para a produção de novas peças artísticas que revelam esta nova identidade.

O coletivo de artistas foi selecionado pela Galeria Dama Aflita (Porto) com curadoria, orientação e participação dos ilustradores Júlio Dolbeth e Rui Vitorino Santos. O conjunto de bordadeiras foi selecionado pela Aliança Artesanal, de Vila Verde. As bordadeiras e artistas foram convidados para uma residência artística na Casa dos Carvalhais para o intercâmbio e produção artística. Do encontro surgiram os seis novos Lenços de Namorados Amor Cruzado que na exposição estão acompanhados de uma serigrafia realizada por cada artista. 

Exposições

A exposição dos Lenços de Namorados Amor cruzado vai permanecer no novo espaço Namorar Portugal até 12 de fevereiro, inserido na Programação Fevereiro, Mês do Romance.

Seguirá para Lisboa, onde será exposta no dia 14 de Fevereiro (Dia dos Namorados) no espaço A Vida Portuguesa – Intendente em Lisboa. No mês seguinte, a partir de 21 de Março, estará na Galeria Dama Aflita, no Porto.

A partir de 6 de Junho poderá ser visitada na Casa dos Carvalhais, em Oriz S. Miguel, na capela privada de Santo António, onde permanecerá durante os meses de Junho, Julho, Agosto e Setembro de 2015.

Coordenação e ideia original: Casa dos Carvalhais - Oriz São Miguel, Vila Verde -www.casadoscarvalhais.com

Parcerias: Galeria Dama Aflita, Porto - www.damaaflita.com, estúdio de serigrafia LAICA PRINT, Porto –www.laicaprint.com , Aliança Artesanal,  Vila Verde -www.aliancartesanal.pt, A Vida Portuguesa, Lisboa- www.avidaportuguesa.com.

Parceiro Institucional e apoio financeiro: Município de Vila Verde - www.cm-vilaverde.pt

Apoio logístico: Restaurante Torres, Município de Vila Verde e Casa dos Carvalhais

Produção: Casa dos Carvalhais e Município de Vila Verde

Artistas

Célia Esteves

Ivo Hoogveld

Joana Estrela

Júlio Dolbeth

Lord Mantraste

Rui Vitorino Santos

Bordadeiras
Alice Augusto

Ceú Cunha – Teciborda

Cristina Lopes

Conceição Pinheiro

Inês Mendes

Vera Cancela

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ASSOCIAÇÃO RIO NEIVA ADERE AO PROJETO CARRYON

A Associação de Defesa do Ambiente Rio Neiva assinou na passada sexta-feira o protocolo de colaboração com o projeto CarryOn.

“Carry on”, traduzível por “continue”, é o nome do projeto que se anuncia como inédito, quer diversificar as respostas que existem para vítimas de violência doméstica, aliando a ecologia à psicologia.

O projeto da Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem, conta com a Escola de Psicologia da Universidade do Minho, a Câmara de Braga, o Grupo de Acção Social Cristã de Barcelos, entre outros parceiros, nos quais se inclui a Rio Neiva. Tem o apoio do programa Cidadania Activa, gerido pela Fundação Calouste Gulbenkian e custeado pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu.

Pretende-se que até Março de 2016, se desenvolvam um conjunto de atividades, como observação de aves ou caminhadas à beira do oceano ou ao longo dos muitos trilhos do Parque Nacional Peneda-Gerês, nos distritos de Braga, Porto e Viana do Castelo.

REI D. CARLOS FOI ASSASSINADO HÁ 107 ANOS

 Passa hoje precisamente 107 anos sobre a data em que o rei D. Carlos foi assassinado no Terreiro do Paço.

Nascido em Lisboa, no Palácio da Ajuda, a 28 de setembro de 1863, D. Carlos I foi o pioneiro da Oceanografia em Portugal. Ele é, pois, a agulha que norteia todos quantos se dedicam ao estudo e investigação na área das ciências do mar.

A História dos povos não é obra do acaso. Portugal, nação de marinheiros, quatro séculos decorridos das grandes navegações quinhentistas, regressa de novo ao mar, desta feita partindo à descoberta das profundezas do oceano. E, tal como no passado, jamais os portugueses poderiam ter outro timoneiro que não fosse o seu próprio Rei!

Desde 1889 até ao seu falecimento, D. Carlos I foi Rei de Portugal. Foi também diplomata, pintor, aguarelista e desportista. Mas é, sobretudo, como homem de ciência que emerge em toda a sua grandeza. A ele deve Portugal o grande contributo para o lançamento das bases da oceanografia portuguesa ao impulsionar de forma sistemática o estudo e investigação científica do mar.

O Rei D. Carlos I era um espírito atento e aberto às ideias do tempo e às realizações da ciência. Acolhia sempre com grande interesse as novidades do progresso, vendo nelas as vantagens que proporcionavam para o quotidiano. Com o aparecimento da luz elétrica, fez planos para a eletrificação da iluminação pública das ruas de Lisboa e procedeu à sua instalação no Palácio das Necessidades.

Como português, sentiu naturalmente o apelo do mar que se transformou numa verdadeira paixão. O seu interesse pela oceanografia herdou-o provavelmente de seu pai, o Rei D. Luís I que também foi um importante patrocinador de diversos projetos científicos nesta área. Porém, as profundas transformações sociais que então o país registava, deverão ter sido decisivas para a sua entrega empenhada à investigação do mar.

Mas, também como pintor, D. Carlos I encontra-se entre os maiores vultos do seu tempo no que se refere à pintura naturalista. Porém, não cultivou a arte pela arte. Antes a colocou ao serviço da ciência. As suas aguarelas representam objetos realistas num cenário natural, documentando o que via procurando retratar a natureza com a maior exatidão possível, descrevendo na tela as cores e a luminosidade. É isso que explica o fato dos seus diários e relatórios serem simultaneamente obras de arte repletas de aguarelas e despertarem idêntico interesse também entre os estudiosos e apreciadores de arte.

A partir da segunda metade do século XIX, Portugal recuperava de um certo atraso económico devido às guerras liberais e à Patuleia. Os governos de Fontes Pereira de Melo imprimiram ao país um período de grande desenvolvimento, industrialização e fomento de obras públicas. A população quase duplicou, passando a concentrar-se sobretudo nas grandes cidades. Havia, pois, que providenciar o acesso a novos recursos alimentares para uma população cada vez mais numerosa. E, uma vez mais, qual viveiro aparentemente inesgotável, o mar apresentava-se como o nosso desígnio.

Mas não era apenas o fomento das pescas que movia o Rei D. Carlos I. O conhecimento do mar podia fornecer respostas para inúmeras preocupações de ordem científica que então interessavam os investigadores. As questões relacionadas com a origem da vida e a evolução das espécies, a existência provável de vida e de fosseis vivos nas profundidades abissais, as relações entre os fosseis de animais invertebrados e a fauna então existente encontram-se entre as preocupações que então despertavam o interesse dos cientistas na Europa e nos Estados Unidos da América.

Havia ainda mais: o estudo do oceano poderia proporcionar um conhecimento mais exato da agitação marítima e outros aspetos relacionados com as condições do mar, de modo a possibilitar uma navegação mais segura e o salvamento de náufragos.

A visão do Rei D. Carlos I não podia ser mais acertada e atual. O mar não é somente um viveiro de recursos piscícolas como guarda ainda no seu ventre enormes riquezas, matérias-primas e fontes de energia que fazem falta aos países mais industrializados. Não admira, pois, que decorrido pouco mais de um século desde a realização das campanhas oceanográficas dirigidas por D. Carlos I, os portugueses se façam uma vez mais ao mar, desta feita para desvendar os segredos da Plataforma Continental e, das suas entranhas, resgatar as imensas riquezas que lá se escondem.

Durante milhares de anos, o mar era apenas encarado como um espaço onde se desenvolviam as rotas comerciais e um palco onde se travavam grandiosas batalhas navais com vista a proteger os navios mercantes e assegurar o seu domínio. Apesar do enorme avanço das ciências náuticas, sobretudo à época dos Descobrimentos Portugueses, o mar continuava a ser um completo desconhecido.

Carlos I patrocinou, organizou e dirigiu então a realização de campanhas oceanográficas, nas quais ele próprio participou. Desse trabalho de investigação procurou tirar o melhor partido do desenvolvimento técnico e científico que já então se verificava no domínio da oceanografia.

Ao iniciar a publicação dos resultados preliminares do seu primeiro cruzeiro, o Rei D. Carlos I deixou as seguintes e elucidativas palavras: «As numerosas investigações oceanographicas, que as nações estrangeiras têem realizado n’estes últimos annos, com tão profícuos resultados, a importancia que esta ordem de estudos tem para a industria da pesca, uma das principaes do nosso paiz, e a excepcional variedade de condições bathymetricas, que apresenta o mar que banha as nossas costas, sugeriram-nos no anno findo a idéa de explorar scientificamente o nosso mar, e o dar a conhecer, por meio de um estudo regular, não só a fauna do nosso plan’alto continental, mas também a dos abysmos, que, exemplo quasi unico na Europa, se encontram em certos pontos, a poucas milhas da costa.»

Entre 1896 e 1907, D. Carlos I reuniu à sua volta uma equipa de cientistas que estudaram a fauna marinha na costa portuguesa. Sob a sua sábia orientação, realizaram levantamentos hidrográficos que levaram ao reconhecimento de profundos vales submarinos próximo do Cabo Espichel. Efetuaram colheitas de plâncton. Realizaram ensaios com flutuadores para o estudo das correntes de superfície e procederam ao inventário metódico de aves e espécies piscícolas.

Os estudos efetuados abrangeram domínios tão diversos como a hidrografia e o estudo das correntes oceânicas, colheita de sedimentos e medição de temperaturas, a captura de espécies marinhas e ornitológicas. Analisaram-se as correntes e a topografia dos fundos oceânicos.

O objetivo principal era o conhecimento exaustivo da fauna marítima, especialmente aquela que apresentava maior valor económico para a pesca. Esperava-se também, por via do estudo das espécies, desenvolver métodos mais eficazes de captura do pescado.

Uma vez que não era viável instalar todos os aparelhos a bordo com vista ao tratamento das espécies recolhidas e de outras amostras, D. Carlos I criou em Cascais o Laboratório de Biologia Marítima, devidamente equipado com aquários e dotado de água corrente do mar, para apoio às suas pesquisas.

À medida que o trabalho se desenvolvia e os meios navais disponíveis se tornavam mais limitados, D. Carlos I promovia a substituição do próprio iate por outro que, possuindo maiores dimensões, dispusesse de capacidade para ser utilizado nas missões. Os investigadores puderam, desse modo, contar sucessivamente com a utilização de quatro navios aos quais foi sempre atribuído o nome da sua própria esposa, a Rainha D. Amélia de Orleães e Bragança.

Como sábio que era, o Rei D. Carlos I tinha a plena consciência da necessidade de dotar a investigação científica dos meios necessários ao seu desenvolvimento, sem os quais o país não poderia alcançar os resultados esperados.

Entre 1896 e 1907, realizaram-se 12 campanhas oceanográficas a bordo dos iates “Amélia”. Fizeram-se ensaios com flutuadores para o estudo das correntes de superfície. Efetuaram-se colheitas de plâncton. Inventariou-se a fauna e alguns dos biótipos mais característicos da Baía de Cascais, das zonas lodosas da costa, da foz do rio Tejo e dos vales submarinos do Cabo Espichel. Estudou-se os problemas relacionados com a pesca do atum no Algarve. Promoveu-se o inventário e a classificação das espécies que povoam os mares portugueses.

Em resultado das suas pesquisas, D. Carlos I reuniu uma coleção zoológica de incalculável valor histórico e científico que tem vindo a servir de base à realização de diversos estudos, nomeadamente sobre peixes e crustáceos. As suas mostras marcaram presença em muitos salões internacionais, com os exemplares mais curiosos e raros da nossa fauna marinha. De novo, os cientistas e marinheiros portugueses deslumbraram o mundo com as suas descobertas!

A sua coleção inclui também os instrumentos utilizados nas suas campanhas oceanográficas, numerosas aguarelas de sua autoria e vasta documentação e bibliografia relacionada com a atividade científica que empreendeu.

O Rei D. Carlos I guardava este precioso acervo no Palácio das Necessidades. Tencionava aí criar um Museu Oceanográfico cuja grandiosidade seguramente em nada ficaria a dever ao Museu Oceanográfico do Mónaco, criado pelo Príncipe Alberto I, com quem partilhou o interesse pela oceanografia.

Mas os tempos eram já conturbados e nem sempre as ambições políticas levam em consideração o interesse nacional. Nesses anos longínquos do início do século XX, enquanto o Rei D. Carlos I trabalhava com afinco para dotar o país de meios científicos que permitissem suprir as dificuldades, a situação política deteriorava-se. E, com ela, o país mergulhava numa grave crise económica.

Procurando retirar o país da situação em que se encontrava, o Rei acabaria por ser atingido no fogo cruzado do ódio e lutas partidárias. O regicídio veio interromper de forma abrupta a obra que D. Carlos I vinha realizando.

Após a sua morte, as coleções que o soberano reuniu ficaram à guarda da Liga Naval Portuguesa que, no Museu de Marinha, criou a Secção Oceanográfica D. Carlos I. Encontrava-se então instalado no Palácio do Calhariz, em Lisboa, pertencente aos Duques de Palmela.

Em 1929, foi extinta a Liga Naval Portuguesa e as coleções transitaram para o Museu Condes de Castro Guimarães, em Cascais. E, só em 1935, foram doadas ao Aquário Vasco da Gama-Estação de Biologia Marítima. Na mesma altura, foi também oferecida ao Aquário Vasco da Gama a Biblioteca Científica do Rei D. Carlos I.

Pelo caminho, muitos foram os exemplares e outras peças de elevado interesse que se perderam ou se degradaram. Deveu-se este atribulado percurso à instabilidade vivida em Portugal nas primeiras décadas do século XX. Apesar de tudo, chegou até aos nossos dias um legado de incalculável valor histórico e científico, estreitamente ligado ao nascimento da moderna oceanografia em Portugal.

Carlos I deixou-nos também obra publicada cujo mérito científico é unanimemente reconhecido. São exemplo:

“Yacht Amélia. Campanha oceanográfica de 1896”, publicado em 1897;

“Pescas marítimas, I - A pesca do atum no Algarve em 1898. Resultados das Investigações scientificas feitas a bordo do yacht “Amélia” e sob a direcção de D. Carlos de Bragança”, publicado em 1899;

Ichthyologia. II - Esqualos obtidos nas costas de Portugal durante as campanhas de 1896 a 1903. Resultados das Investigações scientificas feitas a bordo do yacht “Amélia” e sob a direcção de D. Carlos de Bragança, publicado em 1904.

Para além do seu exemplo pioneiro e dos estudos que nos legou, D. Carlos I deixou-nos ainda as ferramentas com que se prosseguiram os trabalhos de investigação por si iniciados. Foi a bordo do iate “Amélia”, entretanto rebatizado com o nome “5 de Outubro”, que a partir de 1913, foram retomados os cruzeiros oceanográficos com vista à realização de estudos no âmbito da cartografia e dos sedimentos. E, em 1923, sob a orientação técnica do Dr. Magalhães Ramalho, da Estação de Biologia Marítima de Lisboa, efetuou-se o reconhecimento geral e sistemático das condições oceanográficas ao largo da costa de Portugal.

Por fim, o Rei D. Carlos I legou-nos a perceção da pluridisciplinaridade e interdisciplinaridade das ciências e técnicas do mar. E, acima de tudo, uma enorme paixão pelo mar!