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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BARCELOS DEDICA ESPETÁCULO POÉTICO-MUSICAL A FLORBELA ESPANCA

A Associação D’ Improviso – Artes do Espectáculo apresenta na próxima segunda-feira, feriado, dia 8 de dezembro, às 21h30, no Teatro Gil Vicente, o espetáculo poético-musical dedicado a Florbela Espanca, intitulado “Murmúrios em Flor”.

Este espetáculo tem como finalidade homenagear a poetisa, por alturas da celebração dos 125 anos do seu nascimento, ocorrido em 8 de dezembro de 1894.

Tendo como fio condutor pensamentos e mensagens da homenageada, o espectáculo assenta principalmente na interpretação de poemas e algumas canções, com acompanhamento musical ao vivo.

 Reserva de bilhetes através do email tgv@cm-barcelos.pt, telefone 253809694 ou bilheteira do Teatro Gil Vicente de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 17h30.

BARCELOS PUBLICA AUTORES BARCELENSES

Dias 5 e 6 de dezembro, às 21h30. Dois livros de autores barcelenses apresentados na Biblioteca Municipal

Vão ser apresentados nos dias 5 e 6 de dezembro, na Biblioteca Municipal, dois livros de dois autores barcelenses. O primeiro, intitulado “As Cinco Ânforas de Ouro”, livro infantil de Joana Luísa Matos, médica dentista de profissão, vai ser apresentado no dia 5 de Dezembro, sexta-feira, pelas 21h30; o segundo, no sábado, dia 6, à mesma hora, tem o título “O Caso do Meu Ocaso” e é de Maria Isabel Cunha, professora aposentada.

Quanto ao livro “As Cinco Ânforas de Ouro”, editado pela Opera Omnia, é o primeiro conto infantil de Joana Luísa Matos, que foi escrito para guião do espetáculo “Expresso das Letras 2014”, que teve lugar na Feira do Livro de Barcelos.

Joana Luísa Lopes Torres Matos nasceu em 25 de Novembro de 1973 em Barcelos. Licenciou-se em Medicina Dentária em 1997 na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto, com pós-graduação nas áreas de Ortodontia e Oclusão. Cedo despertou para o mundo das artes, com incursão à poesia, tendo publicado, em 1993, o seu primeiro livro. No ano 2000 participou na “Antologia dos Jovens Poetas do Baixo Minho”. Em 2004 iniciou-se nas artes de dizer poesia, do teatro, e do canto, atividade que tem mantido até à presente data, havendo participado em várias peças de teatro e espetáculos poético-musicais. É vice-presidente da “Associação D´Improviso – Artes do Espetáculo”.

O livro de Maria Isabel Cunha, publicado pela “Versbrava Editora”, segundo Manuel Ferreira, “é uma viagem pelo espírito da alma, pela alma do espírito, à busca da poética da vida, querença poética do ser, vontade do absoluto, do eterno.”

Maria Isabel Cunha nasceu em Balugães, concelho de Barcelos, onde reside. Frequentou o Magistério Primário em Braga, tornando-se professora do 1º Ciclo. Posteriormente tirou o Bacharelato em Filosofia Românica pela Universidade do Porto; concluiu a Licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas, Francês/Português pela Universidade Aberta. Lecionou durante dez anos o 1º Ciclo, inclusivamente em Lourenço Marques, actual Maputo, Moçambique. Lecionou também os 2º e 3º Ciclos em vários localidades do País. Actualmente aposentada, dedica-se aos filhos, netos e à poesia. Tem poemas seus incluídos nas publicações colectivas: “Poemas sem Gavetas II” e “Nós Poetas Editamos I”.

PONTE DE LIMA ENTREGA PRÉMIO AO AUTOR DA OBRA “LINDOSO: UMA PAISAGEM COM HISTÓRIA”

Prémio A. de Almeida Fernandes 2014. 5 de dezembro / Salão Nobre da Câmara Municipal de Ponte de Lima

O Município de Ponte de Lima promove no próximo dia 5 de dezembro a cerimónia de entrega do Prémio A. Almeida Fernandes – 2014, atribuído à obra "Lindoso: uma paisagem com história", da autoria de Luís Fernando de Oliveira Fontes (edição do Município de Ponte da Barca).

A atribuição do Prémio A. Almeida Fernandes resulta de uma parceria estabelecida entre o Município de Ponte de Lima e o Município de Lamego e destina-se a reconhecer e incentivar estudos de investigação em História Medieval Portuguesa, homenageando Armando de Almeida Fernandes, investigador e autor de uma notável obra histórica, perspetivando-se que sirva de estímulo e exemplo aos vindouros, bem como incentive o estudo das áreas a que dedicou a sua vida.

Entendeu o júri que a atribuição do Prémio A. de Almeida Fernandes à obra de Luís Fernando de Oliveira Fontes sobre “Lindoso: uma paisagem com história” permite valorizar, por um lado, o estudo sério, aprofundado e cientificamente bem fundamentado que o autor dedicou à construção histórica de uma paisagem situada num território muitas vezes ignorado pela sua periferia, e particularmente incisivo nas cronologias tardo romana e mediévica, e ao mesmo tempo, destacar a enorme importância que as obras de divulgação, com os atributos enunciados, podem ter junto de um público mais alargado, sem por isso desmerecerem nas suas funções educativa, cultural e de valorização do Património e da História nacionais.

A cerimónia de entrega do Prémio A. de Almeida Fernandes 2014 está agendada para o dia 5 de dezembro, às 18h00, no salão nobre da Câmara Municipal de Ponte de Lima.

Neste contexto, convidamos o V/ órgão de comunicação a assistir à cerimónia.

MUNICÍPIO DE VIANA DO CASTELO VAI TRANSFORMAR PRAÇA DE TOUROS EM PAVILHÃO DESPORTIVO

Objetivo da autarquia passa por transformar a antiga arena num espaço polivalente para a prática de várias modalidades.

A antiga praça de touros de Viana do Castelo vai ser transformada em pavilhão desportivo, seis anos depois de ter sido desativada quando a cidade se declarou antitouradas, disse esta segunda-feira à agência Lusa o autarca local.

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Segundo o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, o socialista José Maria Costa, o objetivo da autarquia passa por transformar a antiga arena num espaço polivalente para a prática de várias modalidades, em simultâneo, como ginástica, esgrima, patinagem artística e hóquei em patins e basquetebol.

A praça foi construída em 1948 e teve uma intensa atividade inicial mas, nos últimos anos, ficou reduzida a apenas um espetáculo anual, por altura da Romaria da Senhora d'Agonia, o que aconteceu pela última vez em agosto de 2008. Está encerrada desde 2009, quando Viana do Castelo se declarou cidade antitouradas.

Chegaram a ser avançadas várias hipóteses para aquele imóvel, como um centro de Ciência Viva, um Centro de Mar - entretanto instalado a bordo do antigo navio hospital Gil Eannes - e um espaço de restauração e atividades náuticas. Até hoje não foi dada qualquer utilização pública ao equipamento.

Agora, a "vontade clara" da autarquia de dar resposta à "falta de condições físicas com que se debate a Escola Desportiva de Viana (EDV)" está na origem da transformar o espaço num pavilhão desportivo.

Fonte: Correio da Manhã

QUEM FOI MIGUEL DE VASCONCELOS?

Conhecido por ter sido colaborador da dominação filipina a que os portugueses puseram termo em 1 de dezembro de 1640, Miguel de Vasconcelos e Brito foi escrivão da Fazenda em 1634 pelo conde duque de Olivares e secretário de Estado da duquesa de Mântua, Margarida de Saboia, Vice-Rainha de Portugal em nome do Rei Filipe IV de Espanha.

As suas políticas de constante favorecimento dos interesses de Castela em detrimento dos portugueses, aliadas à deficitária situação económica do país, tornaram-no odiado pelo povo, o que deu origem a sucessivas revoltas populares que culminaram com a revolução de 1640, tendo ele próprio constituído a sua primeira vítima.

Miguel de Vasconcelos terá nascido em Viana do Castelo no ano de 1590, portanto já em plena dominação filipina. A sua casa, conhecida como Casa dos Medalhões ou Casa dos Lunas, encontra-se classificada como Monumento Nacional pelo decreto nº 11 454, publicado em Diário do Governo, I Série nº 35, de 19 de fevereiro de 1926. A propósito, descreve a respetiva ficha patrimonial da Direção-Geral do Património Cultural:

“Situada na zona velha da vila, fronteira à Matriz, a Casa Luna terá sido construída no século XV. O seu proprietário, Jácome Rodrigues de Luna, era descendente de nobres galegos que haviam perdido todos os direitos sobre os seus domínios senhoriais. Não podendo ostentar o brasão de armas da família na fachada da habitação, Jácome de Luna contratou o mestre João Lopes o Velho cerca de 1545 para executar um programa decorativo repleto de símbolos alusivos à nobreza da sua linhagem. No século XVII seria proprietário da Casa Luna Miguel de Vasconcelos, bisneto do encomendante e Secretário de Estado de Filipe III.

A Casa Luna é um prédio de três andares, prolongado para trás por duas outras casas; por este motivo, toda a estrutura da casa se apresenta bastante assimétrica. O primeiro registo do edifício principal foi alterado para a instalação de uma loja. O segundo registo está dividido por duas janelas de sacada de molduras assimétricas, sendo a da esquerda ladeada por duas pilastras decoradas com motivos lombardos. Os capitéis têm mascarões de folhagens, e na base foram esculpidos dois baixos-relevos com as figuras de um homem de turbante e um homem com elmo. A janela à direita, sem decoração, é enquadrada na base por dois guerreiros com elmo. Assentes sobre o friso que remata o conjunto das janelas, João Lopes o Velho esculpiu duas urnas, sendo a da esquerda ladeada por duas luas, uma em quarto crescente, outra em minguante, numa alusão ao proprietário. Entre as urnas foram esculpidos dois medalhões que seriam retratos dos proprietários da casa, actualmente destruídos. Este registo é rematado com um friso decorado por cabeças aladas. Na base do terceiro registo encontra-se a inscrição: "ESTA CASA MANDOU FAZER JÁCOME RODRIGUEZ CAVALEIRO FIDALGO DA CASA D'EL REI NOSSO SENHOR E COMENDADOR DE BRITO NA ORDEM DE CRISTO E SUA MULHER MARIA BARBOSA BISNETA DE FERNÃO GONÇALVES BARBOSA E BISNETA DE MARTIM DA ROCHA, FIDALGO DO SENHOR INFANTE D. PEDRO". Acima da inscrição estão duas janelas de peito, ladeadas por colunelos decorados com motivos vegetalistas. O remate da janela esquerda é feito por uma sucessão de pequenas urnas, enquanto a outra janela é rematada por dois mascarões ladeados por urnas.

A fachada lateral foi unificada com o projecto decorativo realizado por João Lopes o Velho, uma vez que é notória uma tentativa de uniformização dos dois primeiros edifícios através da decoração. O primeiro registo dos edifícios, sem decoração, apresenta três portais de entrada para a dependência traseira da casa. No segundo registo do primeiro edifício encontramos duas janelas de peito, a da direita decorada no peitoril com enrolamentos vegetalistas e ladeada por dois medalhões. A grande janela de sacada situada ao centro dos dois primeiros edifícios é profusamente decorada. De estrutura mainelada, a janela é ladeada por duas pilastras decoradas na base e no capitel. As bases têm esculpidos dois relevos, à esquerda uma armadura animada, à direita um homem com elmo, e os capitéis possuem motivos vegetalistas. A imposta dos arcos do mainel é rematada por uma máscara zoomórfica. A janela é terminada por friso com duas urnas que enquadram uma cartela gravada com uma inscrição, actualmente ilegível. O edifício central apresenta ainda no segundo registo da sua fachada duas janelas de peito, a da esquerda emoldurada por quatro colunelos, sendo o pormenor decorativo mais interessante dois relevos que ladeiam a moldura, um homem e uma mulher que parecem espreitar, dentro de casa, o movimento da rua. A encimar a janela foi esculpida uma cruz de Santo André. A janela do centro, ladeada por colunelos abalaustrados, apresenta uma cruz de Cristo esculpida em relevo no lintel. O último edifício, à esquerda, possui no segundo registo uma janela de moldura simples, e a rematar o seu pano murário, um terraço assente sobre cachorrada de seres fantásticos.

Catarina Oliveira

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