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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MINHOTOS TAMBÉM EMIGRARAM PARA ANGOLA

Não foi apenas para o Brasil, França, Alemanha, Venezuela, Estados Unidos da América e África do Sul que os minhotos emigraram à procura de melhores condições de vida. Eles partiram também para os antigos territórios ultramarinos, sobretudo Angola e Moçambique, onde se fixaram nomeadamente nas zonas rurais trabalhando as suas fazendas e machambas.

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Apesar da distância que os separava da metrópole, o termo “emigração” não era então entendido como o mais adequado porquanto se encontravam numa parcela de território à época considerada parte integrante do território português.

Nessas paragens distantes do então império ultramarino, os minhotos criaram o seu associativismo, mantendo vivas as suas raízes culturais. Foram exemplo disso, no caso de Angola, a Casa do Minho em Luanda e, em Moçambique, a Casa do Minho na Beira e a Casa do Minho de Lourenço Marques cujos antigos associados, entretanto regressados à metrópole, continuam a manter os seus convívios anuais na nossa região.

Uma das fotos mostra uma família de colonos minhotos no planalto de Huambo e a outra em localização desconhecida, lendo-se no verso “A futura população de Angola: famílias minhotas”.

Fotos: Fundação Mário Soares

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TERRAS DE BOURO RECEBE CONGRESSO DE S. BENTO

Decorrerá nos próximos dias 21 e 22 de Março, em S. Bento da Porta Aberta, a primeira fase do Congresso de S. Bento. Esta iniciativa pretende assinalar os 50 anos da proclamação, pelo Papa Paulo VI, daquele santo como patrono da Europa.

Iniciativa conjunta da Confraria de S. Bento, do Instituto de História e Arte Cristãs (IHAC), da Arquidiocese de Braga e do Município de Terras do Bouro, o Congresso contará no primeiro dia com as comunicações de Adriano Moreira (S. Bento e a Identidade Europeia) e de Dom Frei Geraldo Coelho Dias (S. Bento e a Evangelização da Europa). No segundo dia haverá dois painéis seguidos de debate, com os seguintes intervenientes: Frei Dom Luís Aranha (S. Bento e a Edificação da Europa), Cón. José Marques (Os Beneditinos no Noroeste da Europa), Dom Massimo Laponi (S. Bento e a Família), Ana Maria Tavares Martins (A Regra de S. Bento e a Especificidade Morfológica dos Mosteiros Cistercienses Portugueses), Pe. Duarte Morgado (Estética, teologia e espiritualidade na arquitetura de Cister) e Paulo Oliveira (Arte e Simbólica nos Mosteiros de S. Bento). As atividades encerrarão com uma visita cultural aos Mosteiros de S. Bento, Santa Maria do Bouro, Rendufe e Tibães.

Atempadamente será divulgado o programa da segunda fase do Congresso, a decorrer em 2015.

Inscrições gratuitas através do email congresso@sbento.pt

VILA VERDE INAUGURA ESPAÇO NAMORAR PORTUGAL

Primeiro evento de Fevereiro, Mês do Romance 2014

Foi inaugurado a 1 de Fevereiro, o espaço Namorar Portugal, “um ‘ninho’ que acolhe todos os produtos Namorar Portugal”, como o definiu Júlia Fernandes, vereadora da cultura do Município de Vila Verde, durante o primeiro momento oficial do programa de 2014, Fevereiro, Mês do Romance.

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O espaço é luminoso, acolhedor, simples e sofisticado, um cenário à altura da maturidade da marca Namorar Portugal e dos produtos a que dá nome. Foi inaugurado sob o olhar atento do Município de Vila Verde e dos principais parceiros deste projeto, a entidade regional de turismo Porto e Norte, e todas as empresas que possuem produtos no mercado com a designação Namorar Portugal: a Associação Comercial de Braga (através das pastelarias associadas com o Pink Cake), Vista Alegre, Aliança Artesanal, Milinha, R. Stivali, Footnote, Chocolate com Pimenta e Bicho Bravo.

Para além destes, o espaço tornou-se pequeno para acolher as individualidades do concelho que fizeram questão de assistir a este marcante momento tornando-o um dos mais especiais da programação.

“Este é um espaço merecido para todos os que ao longo dos últimos anos trabalham para lançar produtos inovadores, capazes de contrariar as dificuldades”, referiu António Vilela, presidente do Município de Vila Verde. “Mais do que promoção de produtos, este será também um local de negociação podendo perfeitamente configurar o modelo de futuras lojas Namorar Portugal a criar no resto do país”, acrescentou o anfitrião da primeira ação de Fevereiro, Mês do Romance.

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Até 2 de março, o espaço vai ser montra e ponto de venda dos produtos expostos, uma ação que dá continuidade à iniciativa encetada em 2013 de criar um local de convergência e de comércio dos produtos associados á marca Namorar Portugal. O funcionamento vai ser diário, de segunda a domingo, com um horário das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 18:00 durante a semana, e aos fins-de-semana, das 10:00 às 22:00, com a presença dos empresários que vão revezar-se durante a programação na venda dos seus próprios produtos.

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Futura loja interativa de turismo de Vila Verde

A inauguração do espaço Namorar Portugal foi um momento marcado pela estética e pela arte, com a atuação de dois dos docentes da Academia de Música de Vila Verde, com um dueto de flauta transversal e viola.

O espaço vai funcionar ainda como o ‘coração’ da programação, ponto de confluência e difusão de informação sobre Fevereiro, Mês do Romance, mas também sobre o território, as atrações turísticas e os parceiros da atividade, antecipando o papel que irá desempenhar “a partir de Abril ou Maio deste ano”, segundo divulgou a vereadora da cultura do Município. Júlia Fernandes frisou que “esta não é a inauguração da Loja de Turismo”. Porém a infraestrutura já revela o ADN do serviço final que irá prestar a partir do segundo trimestre do ano.

“Por agora mostra produtos Namorar Portugal, mas a longo prazo será montra de produtos do concelho”, acrescentou António Vilela. O autarca revelou o porquê da escolha deste local para acolher os produtos Namorar Portugal: “Quisemos fazê-lo neste edifício porque em breve esta será uma porta aberta para o turismo em Vila Verde, promovendo o concelho com todas as suas potencialidades”.

Esta loja fará parte de uma rede de equipamentos modernos com uma oferta tecnológica associada à cultura e ao turismo, na sede do concelho, como explicou o presidente do executivo vilaverdense: “Este espaço vai integrar um conjunto de estruturas que funcionarão em rede como potencial de atração sobre o território, da qual farão parte ainda a Casa do Conhecimento e o futuro Centro de Dinamização Artesanal, a sede da Aliança Artesanal”.

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Fevereiro, Mês do Romance 

é uma iniciativa do projeto ‘Centro de Dinamização Artesanal- Aliança Artesanal’, aprovado pelo EEC Provere Minho IN, do Programa Operacional Regional do Norte (ON2), Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, com um investimento de 663.028,80 e comparticipado a 80 por cento.

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PORTUGUESES FORÇADOS A ABANDONAR O SEU PAÍS!

Calcula-se em mais de meio milhão o número de portugueses que terá emigrado nos últimos cinco anos em consequência da catastrófica situação do país, da falta de emprego e perspetivas. Partem sobretudo os mais jovens e com melhores qualificações. Para trás deixam a família e os amigos e consigo levam a saudade e a esperança do regresso. Mas, tal como sucedeu com outras gerações de emigrantes que os antecederam no exílio, acabarão por se fixar nos países de acolhimento onde começam uma nova vida e virão a educar os seus filhos.

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Vendo partir os seus filhos, Portugal empobrece e despovoa-se. A partida dos jovens, somada ao acentuado declínio demográfico em breve tornará os portugueses uma espécie em extinção.

Insensíveis à tragédia que se abate sobre a sociedade portuguesa em consequência da sua má governação, apelam os políticos a que os portugueses emigrem deixando a “zona de conforto”, justificando o Acordo de Schengen como uma oportunidade de qualificação no contato com outros países e outras culturas. Argumentos que só podem ser proferidos por indivíduos incompetentes que nunca viveram as agruras da emigração, por mais qualificada que a mesma seja.

Para que a memória não se apague, publicamos algumas fotos da autoria do fotógrafo francês Gérald Blonclourt, que documentam tempos difíceis da emigração portuguesa para frança, precisamente um dos países da então CEE.

Fotos: Gérald Bloncourt / http://bloncourt.over-blog.net/

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CASA DO CONCELHO DE PONTE DE LIMA FOI FUNDADA HÁ 27 ANOS

Passam precisamente 27 anos sobre a data da constituição legal da Casa do Concelho de Ponte de Lima. No dia 2 de fevereiro de 1987, um punhado de limianos celebrou no 24º Cartório Notarial de Lisboa a escritura notarial que deu existência jurídica àquela instituição regionalista sediada na capital. Foram eles Carlos Gomes, Francisco Maia de Abreu de Lima, David Alves Rodrigues, João Caçador Alves, António Cerqueira Dias de Carvalho, José Ernesto Costa, José Pereira da Silva, João Fernandes Melo e Manuel de Sá Coutinho.

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Os antecedentes que levaram à criação de uma associação que reunisse à sua volta os limianos radicados na região de Lisboa remontam a 1982 quando, um grupo de limianos organizou o “Almoço de Confraternização dos Limianos Residentes em Lisboa”. No dia 30 de maio daquele ano, o referido encontro reuniu cerca de centena e meia de pessoas no restaurante “David da Buraca”. Foi então aventada a possibilidade de se vir a constituir uma associação regionalista mas a ideia não se concretizou.

Recentemente filiado na Casa do Minho, Carlos Gomes é eleito em 1986 para vogal da Direção daquela associação e propõe-se, entre outras iniciativas, criar no seu âmbito uma “comissão concelhia” de naturais de Ponte de Lima. Para além de congregar os limianos, esta medida visaria de igual modo contribuir para a dinamização daquela entidade já então a registar um acentuado declínio e inatividade. Porém, a ideia não foi bem aceite e, na sequência de um processo pouco pacífico marcado por grande incompreensão por parte dos dirigentes da altura, Carlos Gomes abandonou aquela associação para dar início a um processo que viria a culminar com a criação da Casa do Concelho de Ponte de Lima.

Em meados de setembro de 1986, foram iniciados os contatos com vista à organização da primeira iniciativa que pudesse vir a constituir o ponto de partida. E, o primeiro contato foi efetuado com o Dr. Francisco Maia de Abreu de Lima, à altura Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, e teve lugar precisamente no seu gabinete, nos Paços do Concelho. A sequência destes contatos foi o critério mais tarde estabelecido para a atribuição da numeração dos sócios fundadores, dando-se assim uma ordem cronológica à semelhança do que sucede com a admissão dos demais associados.

Decidiu-se então avançar para a realização de um almoço a que veio a designar-se por “2º Almoço Limiano” em virtude de ter ocorrido anteriormente outro almoço em 1982. Foi então constituída em Lisboa uma Comissão Organizadora de que fizeram parte todos os elementos que vieram dois meses mais tarde a formalizar a criação da Casa do Concelho de Ponte de Lima. Paralelamente, foi em Ponte de Lima constituída uma Comissão de Honra que incluiu entre outros a Câmara Municipal de Ponte de Lima, a Assembleia Municipal de Ponte de Lima, o Instituto Limiano, a Associação de Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima e a Associação Comercial de Ponte de Lima.

Este encontro reuniu perto de quatro centenas de pessoas a quem foi feito um inquérito por escrito, questionando acerca da criação de uma associação regionalista. A opinião favorável foi unânime pelo que, ali mesmo, decidiu-se formar a Comissão Instaladora da Casa do Concelho de Ponte de Lima.

A Comissão Instaladora passou a funcionar na rua de Campolide, 124-A, na cave do restaurante “Katekero”, instalações gentilmente cedidas por um dos fundadores, tendo a própria Direção que veio a ser eleita continuado a reunir-se naquele local até à obtenção das atuais instalações da Sede Social, na rua de Campolide, 316.

Quase três décadas decorridas, o desconhecimento dos fatos históricos por parte das novas gerações que se encontram ligadas àquela associação tem dado margem a uma atitude revisionista que procura reescrever os acontecimentos, alterando desse modo a História da Casa do Concelho de Ponte de Lima.

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CARTA DE CHAMADA DE EMIGRANTE MINHOTO PARA O BRASIL EM 1926

Nos começos do século passado, uma grande vaga de emigração para o Brasil ameaçou de despovoamento as nossas vilas e aldeias. No Minho, não existe praticamente família que não tenha um parente mais ou menos próximo emigrado naquelas terras distantes.

Muitos foram os que seguiram clandestinamente viagem escondidos nos porões dos navios com destino ao porto de Santos. Dali, muitos seguiram para o interior do Estado de São Paulo onde passaram a ocupar-se na construção civil, nas áreas urbanas ou nas fazendas de café de Ribeirão Preto.

Outros, porém seguiram com “carta de chamada” passada pelo Consulado Português. Foi o caso de Agostinho de Souza Braga, natural da freguesia de Santa maria de Galegos, no concelho de Barcelos, que em 21 de julho de 1926 teve a “carta de chamada” que junto se reproduz.

Fonte: Museu da Imigração de São Paulo - Brasil

CHINESES EM PORTUGAL COMEMORAM ANO NOVO

Sob o signo do cavalo, a comunidade chinesa radicada em Portugal celebrou hoje o Ano Novo Chinês, contemplando diversos espetáculos de dança, teatro música, folclore, uma exibição de kung fu dos monges de Shao Lin e até uma interpretação de alguns fados bem lisboetas pela magnífica voz de uma jovem cantora chinesa.

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O calendário chinês rege-se pelos ciclos lunares em conjugação com a posição do sol, iniciando-se na noite de lua nova mais próxima do dia em que o sol passa pelo décimo grau de Aquário. As representações dos doze animais do horóscopo a que correspondem os anos no calendário chinês possuem a sua origem na lenda segundo a qual, os doze animais se apresentaram a Buda, correspondendo ao seu chamamento.

As celebrações do novo ano chinês tiveram o seu início na passada sexta-feira e prolongam-se por uma semana, tendo como palco privilegiado a cidade de Lisboa onde a presença chinesa é mais significativa.

Ascende a mais de vinte mil o número de chineses que vivem em Portugal, oriundos principalmente da província de Cantão em virtude da sua proximidade com Macau, constituindo uma comunidade pacífica e trabalhadora, dedicada sobretudo ao comércio e com uma presença considerável na nossa região.

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A TRADIÇÃO JÁ NÃO É O QUE ERA: ACABARAM AS JANEIRAS, COMEÇAM AS “FEVEREIRAS”!

Era outrora costume, desde o início do ano até à Epifania que ocorre a 6 de janeiro, pequenos grupos de pessoas percorrerem as ruas cantarolando de porta em porta, anunciando o nascimento de Jesus e desejando feliz ano novo.

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Levavam esses grupos consigo alguns instrumentos musicais tradicionais como a viola, a flauta, o bombo e a pandeireta e entoavam cantigas apropriadas pedindo as sobras das festas natalícias. No final, o grupo partilhava as oferendas recebidas. Trata-se da tradição do cantar das Janeiras, assim denominadas por terem lugar no mês de janeiro.

Com o decorrer do tempo e a sua entrada em desuso, os grupos folclóricos e outras associações culturais encarregaram-se de reanimar tais tradições, tocando e cantando e recolhendo as “sobras” que entretanto, passaram na maior parte dos casos a ser em dinheiro. E como tais entidades se debatem frequentemente com falta de recursos financeiros, eis que encontraram neste costume uma excelente forma de se financiarem, prolongando a “tradição” até aos finais do mês de janeiro e prevendo-se que a mesma num futuro próximo venha a estender-se… até ao carnaval!

Os grupos e associações ligadas ao folclore têm por missão preservar e divulgar a nossa cultura tradicional e não utilizá-la de forma mercantil, adulterando a sua verdadeira razão de ser.

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/

TRABALHADORES DESCEM Á RUA EM BRAGA E VIANA DO CASTELO CONTRA A AUSTERIDADE E O EMPOBRECIMENTO

Milhares de trabalhadores saem hoje à rua em todos os distritos do país para protestar contra o agravamento da austeridade e o empobrecimento, reclamando a adoção de novas políticas económicas e sociais. No Minho, as concentrações estão marcadas para as 15 horas, a terem lugar na Praça da República, em Viana do Castelo e no Parque da Ponte, em Braga.

A iniciativa é promovida pela CGTP-IN e tem ainda como objetivo a defesa do emprego, do aumento dos salários, dos direitos sociais e da contratação coletiva, da melhoria das condições de trabalho, das Funções Sociais do Estado e dos serviços públicos. A demissão do Governo, a convocação de eleições antecipadas, o cumprimento da Constituição da República e a Defesa do Regime Democrático são outras das reivindicações na base do protesto.

A iniciativa é promovida pela CGTP-IN e tem ainda como objetivo a defesa do emprego, do aumento dos salários, dos direitos sociais e da contratação coletiva, da melhoria das condições de trabalho, das Funções Sociais do Estado e dos serviços públicos. A demissão do Governo, a convocação de eleições antecipadas, o cumprimento da Constituição da República e a Defesa do Regime Democrático são outras das reivindicações na base do protesto.

D. CARLOS I, REI DE PORTUGAL FOI ASSASSINADO HÁ 106 ANOS

A 1 de fevereiro de 1908, quando o Rei D. Carlos I regressava de Vila Viçosa, ao atravessar de landau o Terreiro do paço, os carbonários Alfredo Costa e Manuel Buíça dispararam à queima-roupa sobre a Família Real, logrando assassinar o soberano e o Príncipe Real D. Luís Filipe.

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O plano do atentado envolvia mais cúmplices e fazia parte de uma plano mais vasto que tinha como objetivo o derrube do próprio regime, tendo entretanto sido gorado, acabando por se concretizar em 5 de outubro de 1910.

Decorridos 106 anos sobre a data do regicídio, a Real Associação de Lisboa promove hoje, pelas 19 horas, na Igreja de São Vicente de Fora, a celebração de uma Missa de Sufrágio pelas almas de Sua Majestade El-Rei D. Carlos I e de Sua Alteza Real o Príncipe Real D. Luiz Filipe.

Após a cerimónia, presidida pelo Reverendo Padre Gonçalo Portocarrero de Almada, terá lugar a habitual romagem ao Panteão Real, onde Suas Altezas Reais os Senhores Duques de Bragança depositarão uma coroa de flores junto aos túmulos de El-Rei D. Carlos I e do Príncipe Real D. Luiz Filipe.

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PRIMEIRA GRANDE GUERRA: NATURAIS DO CONCELHO DE MONÇÃO FALECIDOS EM FRANÇA

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Justino Cândido Pereira, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Sapadores Mineiros; nascido a 20 de Agosto de 1895 na Veiga, lugar da freguesia de São João Baptista de Sá, filho de Adriano das Dores Pereira e de Rosália Palhares; solteiro, morador no lugar da Quinta, freguesia de Sá; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 26 de Maio de 1917, onde pertenceu ao Batalhão de Sapadores Mineiros; falecido em combate a 6 de Julho de 1917.

Agostinho Rodrigues Barroso, primeiro-cabo da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 4 de Setembro de 1895 no lugar das Velhas, freguesia de São João Baptista de Longos Vales, filho de Manuel Rodrigues Barroso e de Delfina do Carmo Soares; morador em Longos Vales; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917 integrado no Corpo Expedicionário Português a 26 de Maio de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria (Brigada do Minho); falecido em combate a 9 de Outubro de 1917.

Manuel Pereira Pinto, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 29 de Março de 1893 nas Cortes, lugar da freguesia de São Salvador de Mazedo, filho de Manuel Pereira Pinto e Rosa da Costa; morador em Mazedo; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Outubro de 1917.

José Félix Gonçalves Basto, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 5 de Setembro de 1895 nas Poldras, lugar da freguesia de São João Baptista de Longos Vales, filho de António Gonçalves Basto e de Clementina Afonso; morador em Longos Vales; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 17 de Novembro de 1917.

Bento Manuel Alves Vieira de Sá, primeiro-cabo da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 19 de Fevereiro de 1899 na Chão, lugar da freguesia de São Miguel de Messegães, filho de António José Alves Júnior e de Eugénia Carlota Gonçalves; morador na vila de Monção; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 13 de Março de 1918.

Joaquim Rodrigues, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 9 de Dezembro de 1893 no Paço, lugar da freguesia de São Veríssimo de Luzio, filho de Manuel Rodrigues e Maria Fernandes; casado e morador no Luzio; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 18 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 15 de Março de 1918.

Manuel António Pereira de Sá, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 19 de Novembro de 1892 em Santo Antão, lugar da freguesia de São Miguel de Messegães, filho de Manuel Cândido Pereira de Sá e de Maria Joaquina Esteves; casado e morador em Messegães; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 5 de Abril de 1918.

Lino Pedreira Trancoso, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 17 de Março de 1893 nas Terças, lugar da freguesia de Nossa Senhora da Expectação de Lordelo, filho de Francisco José Trancoso e de Rosa Pedreira; morador em Lordelo; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

Manuel Pinto, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 22 de Setembro de 1895 na Catelinha, lugar da freguesia de Santa Maria de Moreira, filho de Maria da Conceição; casado e morador em Moreira; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

Amadeu Soares, primeiro-cabo enfermeiro da 8.ª Companhia do 3.º Grupo de Companhias de Saúde; nascido a 10 de Fevereiro de 1895 no Alho, lugar da freguesia de Santa Maria de Troporiz, filho de Manuel Luís Soares e de Maria Alves dos Santos; morador em Troporiz; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à 5.ª Brigada de Infantaria; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

Manuel da Silva, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 5 de Dezembro de 1895 no Riobom, lugar da freguesia de São João Baptista da Portela, filho de Maria da Silva; morador na freguesia da Portela; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

Manuel Covas, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 16 de Janeiro de 1892 no Viso, lugar da freguesia de Salvador de Cambeses, filho de Joaquim Covas; casado e morador na freguesia de Parada; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

Cesário Barbeitos Alves de Brito, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 1 de Maio de 1892 na Ponte de Mouro, lugar da freguesia de São Salvador de Barbeita, filho de António Luís Alves de Brito e de Francisca Barbeitos; morador na Barbeita; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

Manuel Benjamim Calvinho de Araújo, segundo-sargento da 1.ª Companhia do Regimento de Artilharia n.º 1; nascido a 9 de Maio de 1895 no Cruzeiro, lugar da freguesia de São Salvador de Mazedo, filho de Manuel José Calvinho e de Matilde de Araújo; morador em Mazedo; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 26 de Maio de 1917, onde pertenceu ao 5.º Grupo de Baterias de Metralhadoras; falecido em combate a 26 de Julho de 1918.

Joaquim Fernandes, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 21 de Novembro de 1893 no Cesto, lugar da freguesia de São João Baptista de Longos Vales, filho de Manuel Luís Fernandes e de Maria da Conceição Afonso; morador em Longos Vales; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 1 de Agosto de 1918.

Fernando Monteiro de Sousa, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 6 de Maio de 1893 na freguesia de Santa Maria dos Anjos, vila de Monção, filho de António Monteiro de Sousa e de Ana Teresa Esteves; morador na vila de Monção; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 19 de Agosto de 1918.

Manuel da Rocha, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 26 de Setembro de 1894 nas Pereiras, lugar da freguesia de Nossa Senhora das Neves de Bela, filho de Manuel Joaquim da Rocha e de Feliciana da Rocha; morador na freguesia de Bela; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 18 de Outubro de 1918.

Fonte: Jofre de Lima Monteiro Alves / http://escavar-em-ruinas.blogs.sapo.pt/

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