A soprano bracarense Cristiana Oliveira vai estar em palco no Teatro Nacional de S. Carlos, nos próximos dias 5, 7, 9 e 11 de fevereiro, para interpretar o papel da Marquesa Cortese na ópera “Il Viaggio a reims”, de Giachino Rossini, dramma giocoso em um ato de Luigi Balocchi.
A peça é uma produção do Teatro Real de Madrid em colaboração com o Rossini Opera Festival de Pesaro, tem encenação e cenografia de Emilio Sagi e direção musical de Yi-Chen Lin e conta com a participação da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
Este espetáculo constitui uma excelente oportunidade sobretudo para os minhotos residentes na região de Lisboa assistirem ao vivo o excelente desempenho da soprano Cristiana Oliveira e, desse modo, darem-lhe o seu aplauso.
O Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares “Verde Minho” vai realizar na cidade de Loures um autêntico arraial, tendo como cenário a réplica das ruínas de São Paulo e que constituiu afachada do Pavilhão de Macau na Expo’98, atualmente exposto no Parque da Cidade. Trata-se do XXI Encontro de cultura Ibérico e terá lugar no próximo dia31 de Maio, com início às 16 horas, com a abertura dos pavilhões onde o artesanato e a gastronomia minhota marcarão a sua presença, animado pelo toque de várias escolas e grupos de concertina e cantares ao desafio, bem ao jeito das romarias Alto Minhotas culminando o arraial com uma imponente sessão de fogo-de-artifício.
O Festival de Folclore conta com a participação do Grupo de Bombos Os Zés Pereiras Amarantinos, Escola de Concertina “Filipe Oliveira” e a Concertina de “Daniel Sousa”, o Rancho Etnográfico de São Miguel de Entre Ambos-os-Rios, Grupo Etnofolclórico Renascer de Areosa, Grupo de Folclore Terras da Nóbrega, além do organizador, Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares “VERDE MINHO”. E, como novidade, participará também o Grupo de Danças e Cantares de Aldava, proveniente de Cáceres, na Comunidade Autónoma da Extremadura de Espanha.
Às 20 horas, realizar-se-á o desfile dos grupos folclóricos a partir dos Paços do Concelho com direção ao Parque da Cidade. Pelas 21 horas, terá início a atuação dos grupos folclóricos, com apresentação a cargo do Eng. José Brito, distinto apresentador das nossas tradições.
O Grupo Folclórico e Etnográfico “Verde Minho” encontra-se sediado na localidade de A-das-Lebres, no concelho de Loures, e é uma associação cultural constituída por minhotos e amigos que vivem na região de Lisboa que procuram manter as suas raízes culturais e as tradições da sua região de origem. Loures, terra de tradições saloias, vai pelo segundo ano viver a alegria e a exuberância de um arraial à moda do Minho, montado pelas gentes minhotas que ali vivem e trabalham.
Presidente do município caminhense quer o consenso mais alargado possível
O presidente da Câmara de Caminha considera muito importante a criação da figura do Provedor do Munícipe e quer que a escolha da personalidade seja tão consensual quanto possível. Por isso, vai levar novamente a reunião do executivo o respetivo Regulamento, agora para retificação. A nova fórmula, resultante da revisão do documento, coloca todos os poderes nas mãos da Assembleia Municipal, isto é, confere ao órgão deliberativo a totalidade da escolha, continuidade ou destituição do Provedor do Munícipe. Miguel Alves foi sensível aos argumentos do PSD e CDU e, apesar da maioria de que dispõe, abdicou, até, de ser ele a propor a personalidade que, sem nada cobrar, prestará um relevante serviço aos cidadãos.
No passado dia 3 de janeiro, Miguel Alves aceitou retirar da ordem de trabalhos da Assembleia Municipal as propostas aprovadas em reunião de Câmara, de criação da figura do Provedor do Munícipe e o respetivo Regulamento. Entendeu o presidente, face às intervenções de elementos do PSD e da CDU naquela Assembleia, que as propostas teriam a ganhar com a procura de um maior consenso sobre o seu articulado.
Procurando encontrar o máximo denominador comum entre todas as forças políticas representadas na Assembleia Municipal, vai agora ser apresentado um novo Regulamento, que transporta para este órgão deliberativo a totalidade da escolha, continuidade ou destituição do Provedor do Munícipe.
Este é, porém, num exercício original tendo em conta situações similares noutros municípios governados por diferentes forças políticas, num esforço de garantir a independência da figura face ao executivo.
Com esta atitude, Miguel Alves dá mais um sinal de abertura e de transparência, ouvindo e acolhendo os argumentos dos partidos da oposição, e valorizando o órgão Assembleia Municipal.
Segundo informação da Câmara Municipal de Caminha, auditoria externa “arrasa” Parceria Público Privada
A análise da Parceria Público-Privada (PPP) é um dos aspetos mais relevantes que constam do relatório de auditoria externa, que vai ser apresentado amanhã, quarta-feira, ao executivo. Além do incremento da dívida do município, aspeto em que os auditores são perentórios, o processo que incluiu a construção das piscinas em Vila Praia de Âncora apresenta um conjunto de anomalias e perplexidades. As mais evidentes são os alegados “trabalhos a mais”, que vão onerar o município em mais 1,6 milhões de euros, a verba que o parceiro e empreiteiro exigiu para, entre outros, equipamentos de SPA e piscina, que não estavam previstos no contrato da empreitada inicial. Ou seja, o contrato para a construção da piscina não incluía o fornecimento de equipamentos da piscina propriamente dita.
A PPP herdada do anterior executivo e envolta num vastíssimo conjunto de perguntas sem resposta clara, levou Miguel Alves e o seu executivo a incluir este dossiê no âmbito de uma auditoria externa, que visou avaliar, também, a real situação financeira do município e que foi desenvolvida por uma Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, a “Santos Carvalho & Associados, SROC, S. A.”
A auditoria está concluída e os resultados apurados acerca da PPP são bastante preocupantes. O relatório expõe os aspetos essenciais do historial da PPP, um processo em que o município deu “quase tudo” e recebeu “quase nada”, porque a renda a pagar durante 23 anos dava para pagar várias piscinas iguais à que está implantada em Vila Praia de Âncora, mas os problemas não ficam por aí.
Terrenos municipais comprometidos
A sociedade Caminhaequi, S. A foi formalmente constituída em 18 de junho de 2008, no âmbito de uma PPP que teria como finalidade a conceção, implementação, desenvolvimento, construção, instalação, equipamento, conservação e manutenção dos parques de estacionamento e das piscinas municipais. Quase seis anos depois, não foram ainda iniciadas as obras de construção de qualquer um dos parques de estacionamento previstos e os auditores também não conseguiram obter qualquer resposta que explique o aparente abandono dos projetos, para os quais, diga-se, o município cedeu direitos de superfície dos terrenos à sociedade.
Hoje, a Caminhaequi, S. A. detém os direitos de superfície não apenas dos terrenos onde foram construídas as piscinas, bem como dos que deveriam ter dado lugar aos parques de estacionamento, nos quais, porém, nada aconteceu. São eles os Largos Calouste Gulbenkian e Luís Fetal Carneiro e terrenos nas imediações do mercado de Caminha e da Rua 16 de Setembro.
Isto implica que o município, minoritário na Caminhaequi, está condicionado em relação aos referidos terrenos, o que pode comprometer seriamente projetos fundamentais, como a requalificação da marginal de Caminha ou até o Mercado Municipal.
Município avalizou empréstimo superior ao custo das piscinas
Acresce que o município ainda funcionou como uma espécie de avalista junto da Caixa Geral de Depósitos em relação à Caminhaequi, emitindo uma carta conforto, para que esta contraísse um empréstimo muito superior ao valor contratado com o empreiteiro para construção das piscinas. Esse valor, contratado a 12 de setembro de 2008, foi de cerca de 4,4 milhões de euros (4.390,836) mas o empréstimo da CGD foi de quase 5,5 milhões de euros (5.462,000).
Mais tarde, o empreiteiro exigiu o pagamento de mais 1.635,935 relativamente às especialidades AVAC, rede elétrica, acústica e fornecimento de equipamento de SPA e piscina, alegando que não estavam previstos no contrato de empreitada inicial e que esse valor deveria ser considerado “trabalhos a mais”. Quer isto dizer que o município, através da Caminhaequi, S. A. contratualizou com a o sócio e empreiteiro a construção de um complexo de piscinas que não incluía as piscinas tal como as conhecemos.
PPP é sinónimo de dívida e não tem visto do Tribunal de Contas
A auditoria ainda revela, entre muitos outros aspetos, que a PPP implica, de facto uma locação financeira (e não operacional), conforme está amplamente explicado no relatório dos auditores e, assim sendo, as dívidas de médio e longo prazo do município disparam para mais de 35 milhões de euros.
Os auditores elencam pormenorizadamente todos os aspetos que assim o justificam e consideram que o contrato de arrendamento celebrado com a Caminhaequi, S. A. deveria ter sido contabilizado de acordo com o previsto para uma locação financeira, pelo que o valor do ativo e a correspondente responsabilidade deveriam ter sido registados no balanço do município.
Além disso, a operação não foi submetida ao Tribunal de Contas, como de facto tinha de ser.
Falar de Jorge Palma é passar em revista 40 anos de história da música portuguesa e vasculhar uma das eras mais douradas do rock português, a década de 80. Sim, porque embora tenha nascido nos anos 50, a música acompanha-o desde tenra idade quando aprendeu a tocar piano e desde este primeiro contacto que Jorge Palma nunca mais abandonou a música. Da sua formação clássica enveredou pelo pop/rock, muito por fruto das suas preferências musicais, familiarizando-se com a guitarra numa base autodidata o que denuncia a sua genialidade e espírito criativo. Atualmente, com 18 discos, duas compilações e um DVD ao vivo editados, Jorge Palma é claramente uma referência e fonte de inspiração transversal às faixas etárias e um dos melhores cantores/compositores portugueses.
Para este concerto, o músico traz na bagagem o seu último álbum “Com todo o respeito” e um punhado de clássicos da sua carreira indispensáveis para satisfazer um público que o segue atentamente para onde quer que se desloque. O palco irá transformar-se em sala de estar onde Jorge recebe os seus fãs entretanto convertidos em amigos. Toca-se, fala-se, canta-se. De atualidades como “Portugal, Portugal”, à inspiração das musas como acontece em “Página em branco”, passando por coisas etéreas como “Estrela do Mar” ou “Bairro do Amor”, e sem esquecer o pessoal e intransmissível “Frágil”, a despedida promete ser feita, como é habitual, ao som de “A gente vai continuar”. E esperemos que sim por muitos mais anos.
A gravura mostra uma lavradeira de Santa Marta de Portuzelo, em Viana do Castelo, e foi publicada na revista “Branco e Negro”, nº 73, de 22 de agosto de 1897
A soprano bracarense Cristiana Oliveira atuou na Gala Luísa Todi – Jovens Clássicos que se realizou no sábado, no Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal, um espetáculo que contou também com a participação da solista Tamila Kharambura e da Orquestra Metropolitana de Lisboa.
Conduzida pelo maestro Jean-Sébastien Béreau, a Orquestra Metropolitana de Lisboa interpretou vários temas de Mozart, nomeadamente das óperas “Così fan tutte”, “La clemenza di Tito” e “Don Giovanni”. O reportório incluiu ainda “Concerto para Violino n.º 3”, de Mozart, e as sinfonias para cordas “n.º 8” e “n.º 10”, de Mendelssohn, interpretado pela soprano Cristiana Oliveira e a violinista Tamila Ostapivna Kharambura.
Esta iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Setúbal, destina-se a promover a carreira de cantores líricos nacionais, nomeadamente com a constituição de elencos para apresentações em auditórios portugueses em articulação com os instrumentistas do Festival Jovens Músicos da RDP, tendo constituído o primeiro concerto do projeto Luísa Todi – Jovens Clássicos.
A soprano bracarense Cristiana Oliveira recebeu em 2011 uma Menção Honrosa no Concurso Nacional de Canto Luísa Todi, foi distinguida em 2012 com o primeiro prémio no XIV Concurso Internacional de Interpretação do Estoril, enquanto no ano passado ganhou o prémio especial Concerto a Milano no concurso Internacional de Canto Maria Malibran, em Milão, Itália.
Equipa Arcuense Mantem 8º Lugar à Frente do CDUP e Montemor
O CRAV e o CDUP protagonizaram o primeiro duelo nortenho da época, no passado dia 2 de Fevereiro, em Leça da Palmeira. O CRAV mostrou-se aguerrido em vários momentos do jogo, mas tal não foi suficiente para impedir que os portuenses conquistassem uma vitória em casa por 23-8.
Os jogadores do CRAV entraram muito bem no jogo, progredindo rapidamente no terreno de jogo até bem perto da área de validação adversária. Porém, o CRAV não conseguiu traduzir em pontos esta primeira investida sobre o meio campo do CDUP. De seguida, os portuenses lançaram-se ao ataque e apesar de um bom trabalho defensivo dos visitantes a pressão foi suficiente para o CDUP beneficiar de uma penalidade, facilmente transformada nos três primeiros pontos da partida. O CRAV viria a ter a mesma sorte poucos minutos depois, igualando o marcador por intermédio de Jorge Vareta. À medida que os minutos foram passando o jogo foi ficando cada vez mais intenso e o CRAV sofreu o primeiro ensaio convertido do encontro. Os arcuenses ainda tiveram mais uma oportunidade de conquistar mais três pontos, mas a distância dificultou a transformação desta penalidade. Os jogadores do CRAV mantiveram-se focados no seu objetivo e após um longo período de pressão sobre os jogadores do CDUP conseguiram chegar ao seu único ensaio da partida, pelas mãos de Renato Rodrigues. Ao intervalo, o CDUP seguia em vantagem por apenas 10-8.
Na segunda parte o CRAV não conseguiu dar continuidade ao seu jogo e o CDUP viria a beneficiar de mais três penalidades, transformando duas. Os portuenses tiveram ainda a oportunidade de marcar mais um ensaio convertido. O CRAV foi-se tentando manter firme, mas não conseguir evitar a derrota, num espetáculo marcado e prejudicado pela greve dos árbitros.
No dia 22 de Fevereiro, o CRAV recebe a Agronomia no campo relvado da coutada, às 15h30.
As montanhas e as serras da Peneda-Gerês no Ciclo de Estudos “A Serra e o Homem: natureza, cultura e arte”
No próximo dia 6 de Fevereiro, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, às 17 horas, tem lugar a segunda conferência do ciclo de estudos “A Serra e o Homem: natureza, cultura e arte”, promovido pelo Centro de Estudos Regionais, no âmbito das atividades da sua Academia Sénior. Maria do Céu Osório, em representação do Parque Nacional da Peneda-Gerês, apresenta a comunicação com o título “As montanhas e as serras da Peneda-Gerês”. A sessão é pública.
Maria do Céu Meneses Osório é licenciada em Sociologia pela Universidade de Évora e pós-graduada em Sociologia da Infância pela Universidade do Minho. Trabalha no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) desde 1989, desenvolvendo a sua atividade principal na área da Comunicação, Informação e Educação Ambiental. Entre 2003 e 2007 coordenou a Delegação do PNPG e o Centro de Educação Ambiental do Vidoeiro, no Gerês. Atualmente está adscrita à Divisão de Gestão Operacional e Valorização do Departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Norte, encarregando-se, sobretudo, dos assuntos relacionados com a utilização e valorização do PNPG e das áreas da Rede Natura 2000 que o circundam.
Durante o mês em curso, o programa do ciclo de estudos “A Serra e o Homem: natureza, cultura e arte” integra mais duas conferências, a decorrer, no mesmo local e hora, nos dias 20 e 27 de fevereiro. Entretanto, até ao próximo dia 7 de fevereiro decorre a exposição sobre a apicultura, nas instalações do Centro de Estudos Regionais, no Largo do Instituto Histórico do Minho (junto à Sé Catedral). O visitante tem a oportunidade de observar um conjunto diversificado de objetos relacionados com aquela atividade, amavelmente cedidos pelo apicultor Nuno Amaro.
O presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Dr. China Pereira, marcou presença, no passado dia 31 de janeiro, na primeira tertúlia do ciclo que a Casa do Tempo irá promover mensalmente.
A ‘Festa das Papas (S. Sebastião): origem, rituais e memória popular’ foi o tema que esteve em debate no arranque deste ciclo, reunindo no auditório da Casa do Tempo individualidades ligadas àquela antiga romaria que se realiza anualmente no dia 20 de janeiro de forma alternada, ora no lugar do Samão em ano ímpar, ora no lugar de Gondiães em ano par, honrando S. Sebastião ‘advogado da fome, da peste e da guerra’ e renovando a promessa feita pelos seus antepassados.
O painel de oradores contou, ainda, com o presidente da Assembleia Municipal, Eng. Joaquim Barreto, a Dra. Fátima Marinho, autora do trabalho académico ‘Festa: na harmonia ou na luta – a fronteira do Nós’, a Professora Cecília Carvalho em representação do GAS - Grupo Associativo do Samão e o cabeceirense Dr. Manuel Gonçalves, investigador natural do Samão. Nesta iniciativa marcou também presença o presidente da Junta de Freguesia da União de Freguesias de Gondiães e Vilar de Cunhas, Eng. Manuel Ramos.
Organizada pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, com o apoio do Grupo Associativo do Samão e daquela União de Freguesias, esta tertúlia lotou o auditório da Casa do Tempo.
Depois de cumprimentar a numerosa plateia, o presidente da edilidade cabeceirense disse que “a Câmara Municipal quer continuar a promover este ciclo de tertúlias”, colocando em evidência a riqueza do concelho no que se refere ao património, à tradição e à história. E destacou: “temos de conhecer, discutir e divulgar” a nossa história às gerações futuras para que ela possa ser perpetuada no tempo.
China Pereira reafirmou que “a Câmara Municipal assumirá sempre as suas responsabilidades no sentido de manter vivas a tradição e a cultura” de Cabeceiras de Basto.
Na sua intervenção, o presidente da Assembleia Municipal, Eng. Joaquim Barreto, salientou a importância de escrevermos a nossa história, colocando essa mesma história e também a nossa cultura ao serviço da economia.
Considerando que a Festa das Papas passa pelas aldeias do Samão e Gondiães em Cabeceiras de Basto, Salto em Montalegre e Couto Dornelas em Boticas, Joaquim Barreto lançou o desafio para a criação dos ‘Caminhos de S. Sebastião’, recorrendo-se a fundos comunitários através de uma candidatura intermunicipal. Para o presidente da Assembleia Municipal, esta iniciativa reforçará “a força e a abrangência” que a Festa das Papas tem a nível nacional, valorizando-se um território que se pretende integrado, inclusivo e sustentado.
Coube ao investigador Manuel Gonçalves abordar as origens da Festa das Papas, afirmando que, no seu entender, o início desta festa é bem mais recente do que aquele que vem sendo referido pela voz popular que aponta para a Idade Média o começo da Festa das Papas nas aldeias do Samão e Gondiães. Manuel Gonçalves fala de uma tradição com pouco mais de 200 anos.
Em representação do GAS - Grupo Associativo do Samão, a prof. Cecília Carvalho explicou os rituais da Festa das Papas, destacando que “a mezinha – papas – tem poder porque é feita com muita fé e é com muita fé que é comida”.
Na sua intervenção, Fátima Marinho abordou a memória popular, afirmando que “os emigrantes vêm todos os anos à Festa das Papas por amor”. A autora do trabalho académico ‘Festa: na harmonia ou na luta – a fronteira do Nós’ destacou, ainda, como âncoras da Festa das Papas “o seu caráter único, o seu vigor extraordinário e a sua dinâmica singular”.
A Festa das Papas, apesar da sua simplicidade, é uma das mais típicas romarias concelhias que atrai, anualmente, às aldeias da serra milhares de visitantes provindos das mais diversas localidades da região.
Os ranchos folclóricos sediados na região de Lisboa juntaram-se ontem em Sobral de Monte Agraço para festejar os 20 anos de existência da Associação do Distrito de Lisboa para a Defesa da Cultura Tradicional Portuguesa. O encontro incluiu de demonstrações etnográficas, exposição de tradições, a realização de um baile á moda antiga e a cerimónia de comemoração do 20 aniversário propriamente dita.
Entre os grupos participantes, salientamos o Grupo Etnográfico de Danças e Cantares do Minho que preside àquela entidade.
A referida associação constitui uma entidade que congrega os agrupamentos folclóricos daquela região da Estremadura, identificados ou não com ela do ponto de vista etnográfico, visando a salvaguarda da nossa cultura tradicional.
No seu discurso, Joaquim Pinto, diretor do Grupo de Danças e Cantares do Minho e Presidente da Direção da Associação do Distrito de Lisboa para a Defesa da Cultura Tradicional Portuguesa descreveu o caminho percorrido ao longo de duas décadas por aquela entidade. Registamos as suas palavras.
Senhoras e Senhores,
Começo por apresentar um pequeno historial da nossa Associação assim como o trabalho que temos desenvolvido ao longo de 20 anos de existência.
No primeiro curso para diretores técnicos de Grupos de Folclore do Distrito de Lisboa, promovido pelo Inatel em 1991, com Tomáz Ribas, Augusto Gomes dos Santos, José Maria Marques, Madalena Farrajota, José Alberto Sardinha, Moizés Espirito Santo e outros mais, da troca de conversações entre o atual presidente e outros diretores surge a ideia de formar a Associação de Folclore do Distrito de Lisboa. Começam as conversações e os convites a outros diretores de grupos.
Vamo-nos reunindo na sede do Grupo Folclórico de Belas, já com José Oliveira e vão surgindo ideias, vão aparecendo outros elementos, alguns já ligados á Federação do Folclore Português e as coisas vão-se consolidando.
Assim, em 9 Dezembro de 1993, Joaquim Pinto, diretor do Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho / Lisboa, Luís Félix do Rancho Folclórico "A Juventude Saloia " de Vila Verde / Sintra e José Miguel Oliveira do Grupo Folclórico de Belas, formam e registam em cartório notarial a Associação do Distrito de Lisboa para Defesa da Cultura Tradicional Portuguesa.
Desde então, realizámos oito ENCONTROS de TRADIÇÕES, dois Festivais de Folclore, um deles por TIMOR com grupos da nossa Associação e um Desfile do Traje que penso terem sido um sucesso, não só a nível etnográfico como também a nível de participação de público.
Efetuámos já 19 colóquios em Sintra, Mafra, Oeiras, Vila Franca de Xira, Sobral de Monte Agraço, Aveiras de Cima, Lisboa, Alverca, Loures , Torres Vedras, Alenquer enfim, por todo o nosso distrito, sempre indo ao encontro das necessidades dos nossos associados tendo como tema sempre a defesa de "A cultura tradicional Portuguesa no Distrito de Lisboa".
Estiveram connosco as mais significativas instituições académicas ligadas à investigação, bem como a Federação do Folclore Português, o Inatel, o Governo Civil de Lisboa e alguns Grupos do Distrito, que também apresentaram trabalhos. Trabalhamos em conjunto com outras associações, a AFERM – Associação de folclore e etnografia da região do Mondego e a HOMO TAGANUS Associação de Folclore e Etnografia do Ribatejo.
Quero também salientar que ao longo da nossa existência demos sempre apoio a todos os Grupos do Distrito que para tal nos solicitaram. Efetuámos ainda reuniões com as Câmaras Municipais de Azambuja, Sintra, Vila Franca de Xira, Oeiras, Loures, Cascais, Torres Vedras, Arruda dos Vinhos e também com o Governador Civil do Distrito de Lisboa, para debatermos os problemas dos Grupos/Ranchos nossos associados.
Em 7 de Abril de 2008, a Câmara Municipal de Sobral de Monte Agraço cedeu-nos a nossa sede, lugar com ótimas condições, incluindo a água e luz, o que agradecemos mais uma vez.
Felizmente chegaram a esta Associação alguns elementos mais jovens e com formação académica que têm sido incansáveis na ajuda que vieram dar aos que já cá andavam há muitos anos. Trouxeram uma lufada de ar fresco e também muita vontade de aprender e ajudar – desde já o meu muito obrigado a todos. Mas trouxeram também a vontade de nos ajudar a tornar mais credível a nossa Associação e assim também os nossos associados, obrigando assim os nossos sócios a cumprir os estatutos.
Nem tudo foram rosas pois, infelizmente, alguns ficaram pelo caminho e, porque queremos manter a qualidade e a credibilidade da nossa associação, foi necessário expulsar aqueles que não queriam enveredar pela verdade, valorizando ainda mais os que tem trabalhado. Assim, conto que, de futuro, para além da boa vontade haja o empenho ativo de todos os Associados efetivos e auxiliares, entidades oficiais, organismos públicos, autarquias e instituições nacionais ou particulares e outras Associações congéneres de forma a que, em conjunto, possamos levar a efeito um vasto trabalho de sensibilização e entreajuda, absolutamente necessário para dotar não só de carolice mas também de força anímica, de que tanto necessitam os Grupos/Ranchos e os particulares que se dedicam a este trabalho.
Agradeço a colaboração prestada por todos os que se propuseram gratuitamente dar o seu apoio e se disponibilizaram roubando horas ao seu descanso, para que a nossa Associação seja uma força viva e continue a defender os seus associados.
Por fim, uma palavra de ânimo e incentivo aos Associados para que nos ajudem a continuar.
Fotos: Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho
Até ao dia 16 de fevereiro, a galeria de exposições do Theatro Club acolhe uma mostra de pintura naïf da autoria do artista povoense José Maria. A abertura aconteceu na passada sexta-feira, dia 31 de janeiro, e contou com as presenças do Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, do Vereador da Cultura e do próprio autor, de entre outras.
Trata-se de mais uma oportunidade para apreciar o trabalho deste pintor do nosso concelho, que reúne no seu currículo diversos prémios. “É mais uma exposição naïf, este é um talento que o Zé Maria adquiriu, que Deus lhe deu, e nós apadrinhámos e estou aqui presente para testemunhar mais uma belíssima exposição dele, que, para mim, contém do melhor que ele tem pintado até hoje”, considerou Manuel Baptista. Para o autarca, trata-se também de apoiar os artistas locais. “Esta casa é de todos os Povoenses. É mais um pintor, mais um artista Povoense, cujo talento é reconhecido nesta sala nobre, que é o Theatro Club”.
Esta mostra reúne 21 quadros pintados entre 207 e 2013. O pintor naïf José Maria confessou que a sua inspiração provém dos trabalhos do campo, que bem conhece, como a apanha da azeitona ou a poda, que está a retratar num quadro que está a compor atualmente. “Esta é mais uma exposição de quadros muito bonitos e de quadros que fazem a imagem da minha vida, dos trabalhos da agricultura, daquilo que eu vejo e daquilo que sei, por que passei”, referiu o artista. Para José Maria, é também importante poder expor na galeria do Theatro Club.“É um prazer e gosto muito e também agradeço ao executivo da Câmara Municipal por me proporcionar esta exposição na minha terra”, salientou. O seu quadro favorito patente nesta exposição designa-se “Casa de Ouriz”, porque é a casa onde nasceu. De uma maneira geral, retrata com a sua arte o mundo rural. “Tenho outros quadros, mas gosto mais disso, porque quase faz uma coleção ligada à agricultura”.
Esta exposição pode ser apreciada, na galeria do Theatro Club, na Vila da Póvoa de Lanhoso, de terça-feira a domingo, entre as 9h00 e as 12h30 e entre as 14h00 e as 17h30; e aos fins-de-semana, entre as 15h00 e as 18h00. Até ao dia 4 de março, o espaço acolhe o X Concurso Nacional de Teatro da Póvoa de Lanhoso todas as sextas-feiras e sábados, pelas 21h45.
A jovem médica Ana Sofia Gonçalves Lopes natural e residente em Fafe, venceu a edição de 2013 do Prémio Dr. Maximino de Matos.
Com o patrocínio da autarquia fafensee em cumprimento do legado deixado por D. Laura Summavielle Soares de Matos, o Prémio Dr. Maximino de Matos tem como objetivo galardoar anualmente o aluno do concelho que melhor classificação obtenha no mestrado integrado de medicina.
Podem concorrer ao Prémio, no valor de 750 Euros e instituído todos os anos, os recém-mestrados de qualquer dos ramos das diversas faculdades e institutos do país que ministram Cursos Superiores de Medicina, desde que comprovem o seu nascimento ou residência há mais de um ano no concelho de Fafe.
O Prémio é entregue à contemplada no próximo dia 25 de Abril, no âmbito das comemorações do "Dia da Liberdade".
Câmara Municipal de Póvoa de Lanhoso apoia mais 29 famílias através do Naturalanhoso
A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso procedeu, no dia 1 de Fevereiro, sábado, à entrega simbólica de diplomas a mais 29 famílias Povoenses que vão beneficiar do programa de incentivo à natalidade – NaturaLanhoso.
Trata-se, desta vez, de um investimento na ordem dos 16 mil e 500 euros. Esta sessão a realizou-se no Salão Nobre dos Paços do Concelho pelas 10h00. “É uma alegria estar aqui com vocês. Esta é uma ajuda simbólica”, começou por referir o Presidente da Câmara Municipal, Manuel Baptista, que reafirmou que “antes das obras estão as famílias, estão os Povoenses”. De entre outras considerações, o autarca desejou às crianças “o melhor do mundo e que contribuam para a imagem do país e para a vossa felicidade”.
Recorde-se que, desde a implementação desta medida, em 2013, a Câmara Municipal já entregou apoios que abrangem 99 crianças, num investimento de 54 mil euros.
Cátia Silva, mãe da Mariana, a sua primeira filha, referiu-se à importância deste incentivo. “Sabendo que a Câmara se preocupa com as famílias, acho que é muito importante. Por pouco que seja, com uma filha, os 500 euros vão num instante, em vacinas, em fraldas, leite e o que for, vai num instante, mas é sempre uma ajuda e só o gesto por parte da Câmara, só a preocupação que eles têm com as famílias, acho que é muito importante”, salientou esta jovem, que também considerou importante que o apoio a receber tenha de ser utilizado no nosso comércio local. “Acho que temos de desenvolver o nosso concelho e acho que esse incentivo é importante, mesmo para as lojas daqui se desenvolverem também e mesmo para nós para conhecermos o nosso comércio, porque, por vezes, afastamo-nos para outros lados e esquecemo-nos do nosso concelho, que também tem uma oferta muito boa e muito acessível”.
Os apoios atribuídos podem ser de 500 euros (primeiro e segundo filhos), de 750 euros (terceiro filho) e de 1000 euros (quarto filho e/ou seguintes). Mãe do Duarte, Alexandrina Vieira, considerou que o NaturaLanhoso “é uma grande ajuda. É muito importante”. De acordo com a progenitora, o apoio irá servir para preparar o quarto do bebé. Esta jovem também acha importante que o valor atribuído tenha de ser despendido no comércio da Póvoa de Lanhoso. “É uma ajuda para os comerciantes. O dinheiro acaba por ficar cá”.
O NaturaLanhoso é um instrumento de incentivo à natalidade, que contribui para a melhoria das condições de vida da população, em particular nos primeiros meses de vida, e para fomentar a economia do concelho, uma vez que o valor financeiro atribuído tem de ser utilizado no comércio local para aquisição de produtos para os bebés Povoenses, nomeadamente a nível de vestuário; produtos alimentares; carrinhos; produtos de farmácia e produtos de higiene.
Considerando a atual conjuntura económica e as graves consequências económicas e sociais para as famílias, sobretudo as de mais fracos recursos, entendeu o município voltar a implementar medidas de apoio excecionais a aplicar aos inquilinos do Conjunto Habitacional da Cumieira e da Praceta 1º de Maio, onde a autarquia detém diversas frações, tal como já vem fazendo desde 2012.
Assim, por proposta do presidente Raul Cunha, o Executivo deliberou, como medida extraordinária e para vigorar durante o ano de 2014, “proceder ao congelamento dos valores das rendas dos fogos destinados a habitação social, sempre que, em resultado da variação do rendimento dos agregados familiares, o montante da renda apurado seja superior ao praticado atualmente”.
O congelamento refere-se à interdição do aumento, o que não significa que quem vier a ter quebra de rendimentos não veja a sua renda diminuída, nos termos das disposições aprovadas.
A história escolhida chama-se “Ovos misteriosos” e fala de um amor que não descrimina nem maltrata. A promoção da igualdade entre os mais novos é o objetivo da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Caminha com esta atividade que vai percorrer 25 estabelecimentos de ensino.
O programa intitula-se “Contar Afetos” e vai levar 4 professores aos jardins-de-infância públicos e privados e ainda às escolas do 1º ciclo do concelho. Alguns professores pertencem à Comissão Alargada da CPCJ, outros são elementos especialmente convidados para esta atividade.
Ao contar a história dos “Ovos Misteriosos” e ao trabalhar o assunto com os alunos, pretende-se despertar o sentimento de igualdade e promover a inclusão. Hoje, dia 3 de fevereiro, na Escola Básica 1 de Caminha, foi a primeira atividade. No fim, os alunos partilharam o que tinham aprendido: “O amor é especial e as diferenças unem”, dizia a Mariana; “Cada um tem um talento especial”, revelava a Inês; “Não é por sermos diferentes que não devemos receber amor”, afirmava o Duarte.
Nas próximas semanas, os professores vão deslocar-se aos restantes estabelecimentos de ensino.