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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BARCELOS: PRESÉPIO HUMANO LEVA MAIS DE MIL PESSOAS À UCHA

“A encenação foi bem tradicional, representou as atividades da freguesia, que caracterizam a terra e as vivências da população”. É desta forma que uma das uchenses, Rosa Silva, caracteriza o presépio humano que aconteceu na tarde deste domingo, dia 29, na freguesia da Ucha, em Barcelos.

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Foram mais de 1000 os que assistiram à representação dos costumes e tradições da freguesia, assim como ao nascimento do Menino, onde se deu a conhecer como seria “se Jesus tivesse nascido na Ucha”.

Maria Araújo que organizou uma excursão, onde incluiu o presépio movimentado e também o humano na sua rota, diz ter ficado “encantada” com o que viu. Com ela, trouxe 34 pessoas do concelho de Amares.

Também um outro espectador, Filipe Teixeira, de Cabreiros, mostrou-se satisfeito à saída: “Adorei, para o ano espero que se repita, cá estarei”.

Profissões e atividades como barbeiro, carpinteiro, lenhador e ferreiro, assim como cenários de cafés típicos da Ucha foram recordados e representados, numa viagem no tempo proposta pelos Escuteiros, Grupo de Jovens e vários voluntários. Cada pessoa que colaborou na realização do presépio movimentado deu vida a uma personagem no presépio humano.

Ao todo, a encenação contou com mais de 40 personagens.

“Um trabalho de equipa excelente, com uma dinâmica muito boa. Todos eles tinham um espírito de cumplicidade para que o resultado fosse um sucesso, e conseguiram alcançá-lo”, concluiu a espectadora Rosa Silva.

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AS ORIGENS PAGÃS DO BOLO-REI

À semelhança do que sucede com a generalidade dos costumes atuais, perde-se no tempo a verdadeira origem do bolo-rei, da mesma forma que também este apresenta formas e designações variadas consoante as culturas. Assim, em Inglaterra mantém-se a tradição de comer e efetuar corridas com panquecas por ocasião da Terça-feira Gorda. Tratam-se, na realidade, de festividades de origem pagã que se encontram ligadas a rituais de fertilidade que outrora se realizavam por ocasião do Entrudo e visavam preparar a chegada da Primavera e, como ela, o renascimento dos vegetais.

Bolo-Rei

A própria designação de Terça-feira Gorda remete-nos para o antigo costume de fazer desfilar pela cidade um boi gordo antes de sacrificá-lo, prática cujas reminiscências ainda se preservam nomeadamente através das largadas de touros e na corrida da Vaca das Cordas. Da mesma forma que nos festejos carnavalescos se preserva a figura do respetivo Rei que cabia outrora àquele que no bolo encontrasse a fava ou o feijão dourado, sendo como tal tratado durante o ano inteiro.

Por seu turno, os romanos introduziram tal prática por ocasião das saturnais que eram as festividades que se realizavam em 25 de Dezembro, em celebração do solstício de Inverno, também eles elegendo um rei da festa escolhido á sorte pelo método da fava. À semelhança do que se verifica com a Coroa do Advento, a sua forma circular remete para antigos ritos solares perfeitamente enquadrados nas festividades solsticiais e nas saturnais romanas.

Com vista à conversão dos povos do Império Romano que preservavam em geral as suas crenças pagãs, o Cristianismo passou a identificar o “bolo-rei” com a celebração da Epifania e, consequentemente, aos Reis Magos. E, assim, aos seus enfeites e condimentos passaram a associar-se as prendas simbólicas oferecidas ao Messias ou seja, a côdea, as frutas secas e cristalizadas e o aroma significam respetivamente o ouro, a mirra e o incenso. Apesar disso e atendendo a que eram três os reis magos, esta iguaria não passou a ser identificada como “bolo dos reis”, conservando apenas a sua designação como “bolo-rei” ou seja, contrariando a sua própria conversão.

Durante a Idade Média, este costume enraizou-se na Europa devido à influência da Igreja a tal ponto que passou a ser celebrado na própria corte dos reis de França e a ser conhecido como Gâteau des Rois. Porém, com a revolução francesa, o mesmo veio a ser proibido em virtude da sua alusão á figura real, o mesmo tendo sucedido entre nós, imediatamente após a instauração da República, tendo alguns republicanos passado a designá-lo por “bolo-presidente” e até “bolo Arriaga”, em homenagem ao então Presidente da República.

Quanto aos seus condimentos e método de confeção, é usual associar-se à tradição da pastelaria francesa a sul do Loire, o que parece corroborar com a informação de que foi a Confeitaria Nacional a primeira casa que em Portugal produziu e vendeu o bolo-rei a partir de uma receita trazida de França, por volta de 1870. Resta-nos saber, até que ponto, também esta não terá buscado inspiração no tradicional bolo inglês.

Com a aproximação da Páscoa associada à chegada da Primavera e, com ela, o renascimento da Vida, o tradicional folar não trará favas escondidas no seu interior mas ovos que simbolizarão a fertilidade, de novo a evocar ritos ancestrais a um tempo anterior à nossa conversão ao Cristianismo.

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/

PESCADORES DE VILA PRAIA DE ÂNCORA RECLAMAM DESASSOREAMENTO DO PORTINHO

O portinho de Vila Praia de Âncora encontra-se bastante assoreado criando problemas de segurança e dificultando a sua utilização. Os pescadores aguardam há vários anos que se venham a realizar as dragagens necessárias com vista ao seu desassoreamento.

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Já foi efetuado o levantamento hidrográfico com vista a determinar o volume de inertes a dragar na barra e interior do porto de abrigo. Existiram, aliás, expetativas de que as obras se realizassem até final de 2012. Contudo, a situação arrasta-se e o problema continua por resolver!

Fotos: Vasco Presa

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BARCELOS MOSTRA PRESÉPIO HUMANO

Presépio Humano na Ucha envolve mais de 40 pessoas

Realiza-se no próximo domingo, dia 29 de Dezembro, pelas 15h30, na Ucha, em Barcelos, um presépio humano.

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Trata-se de um presépio ao vivo, onde procurará representar-se as atividades e profissões existentes no presépio movimentado, bem como o ‘Nascimento do Menino’.

Esta encenação vai contar com a participação de mais de 40 pessoas, de diversas idades, e está a ser preparada pelo Grupo de Jovens da Freguesia.

A iniciativa, inicialmente prevista para o dia 25, fora adiada devido ao mau tempo.

Com esta iniciativa pretende-se que cada uma das pessoas que colaboraram na realização deste presépio movimentado ‘vistam a pele’ de uma das personagens e a represente”, refere David Rodrigues da organização.

Recorde-se que o presépio movimentado “E se Jesus nascesse na Ucha?” é um trabalho artesanal, que começou em Maio, e envolveu diretamente cerca de dez pessoas.

O projeto está em exposição até ao dia 19 de Janeiro. Aos sábados, está aberto a partir das 14h30 e, aos domingos, desde as 10h. Além dos fins-de-semana, estará aberto a 31 de Dezembro e 1 de Janeiro à tarde.

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ESPOSENDE 2000 MANTÉM TARIFÁRIO DAS PISCINAS E LANÇA “CARTÃO EMPRESA + ATIVA”

Pelo segundo ano consecutivo, a empresa municipal Esposende 2000 não vai atualizar o tarifário das piscinas, suportando o valor da inflação.

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Atendendo às dificuldades dos agregados familiares e à conjuntura económico-financeira, a Esposende 2000 optou por manter, em 2014, os preços que vinha praticando no Complexo das Piscinas Foz do Cávado, em Esposende, e nas Piscinas Municipais de Forjães, mantendo igualmente as tarifas sociais e os descontos de agregados familiares no ensino da natação.

Apesar da conjuntura adversa, a empresa municipal está empenhada em promover a melhoria contínua dos seus serviços e melhorar a oferta, um desafio que obriga a uma gestão cada vez mais rigorosa, sobretudo do lado da despesa.

Assim, uma das principais preocupações será a racionalização dos gastos, sobretudo ao nível energético que, juntamente com as despesas com o pessoal, representa maior peso no orçamento. Apesar das melhorias efetuadas com vista a uma maior eficiência energética, há ainda muito por fazer, pelo que a empresa pondera a possibilidade de recurso ao novo quadro comunitário de apoio (QEC) para a realização de eventuais intervenções. No plano do investimento, a empresa considera investir cerca de 60 000 em 2014.

A Esposende 2000, que recentemente completou 17 anos de atividade, pretende dar continuidade ao trabalho que tem vindo a desenvolver nas diferentes áreas de atividade em que atua, nomeadamente no plano desportivo, saúde, recreio, cultura e turismo.

Em ternos de oferta, vai avançar com o lançamento de uma nova modalidade de utilização – o “Cartão Empresa + Ativa”, que visa essencialmente fomentar o desporto nas empresas, valorizar o espirito de equipa e aumentar a motivação e a produtividade e, consequentemente, reduzir o absentismo, com benefícios para ambas as partes da relação laboral. 

Para além da gestão dos equipamentos desportivos, recreativos e culturais, a empresa assume igualmente um importante papel na promoção do desporto de natureza, de onde se destaca o projeto “Esposende em Movimento”.

A Esposende 2000 tem tido também um importante papel social, contribuindo de forma significativa para a democratização do acesso aos serviços a cidadãos com maiores fragilidades socio económicas.

O desenvolvimento de projetos como “Dar Vida aos Anos”, “Desporto nas Freguesias”, “Adaptação ao meio aquático” tem um papel fundamental na inclusão dos públicos-alvo, na medida em que, entre outros, potenciam a criação de laços sociais entre os utentes.

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