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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BARCELOS REALIZA FESTA DAS VINDIMAS DO VINHO VERDE

O Minho guarda muitas tradições. Uma delas é a Vindima.

5 e 6 de outubro

Terra do Vinho Verde, as Vindimas à moda do Minho são uma verdadeira Festa cheia de cor, alegria, boa disposição e boa gastronomia. Aceite o convite - venha com as gentes do Minho para a Vinha, prove os nossos sabores tradicionais num picnic típico, corte as uvas ao som de concertinas, leve as uvas para o lagar e no final, disfrute de um Arraial Minhoto com boa comida, bom Vinho Verde, e as típicas danças e cantares.

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Um programa exclusivo, num dia que será inesquecível.

09h30 - Saída do Porto em direção a Barcelos

10h15 - Visita a pé ao centro histórico de Barcelos - Lenda do Galo de Barcelos

12h30 - Chegada à Quinta da Seara e entrega de lembranças

13h00 - Almoço picnic com sabores tradicionais

(broa de milho, pão, manteiga e queijo, chouriço assado, pataniscas, panados com arroz de feijão, salada mista, fruta, água, vinho e café)

14h30 - Partida para a Vinha

15h00 - Vindima ao som de concertinas

17h00 - Transporte das uvas para o lagar

19h00 - Jantar com arraial

20h00 - Atuação do grupo de Danças e Cantares de Marinhas

21h00 - Despedida

21h45 - Chegada ao Porto

Inclui:

- Visita ao centro de Barcelos

- Almoço picnic na Quinta

- Participação nas Vindimas

- Prova de Vinho Verde

- Jantar com Arraial Minhoto

- Lembranças da Vindima

- Transporte desde a cidade do Porto

- Guia em Português, Inglês e Espanhol

5 e 6 outubro

Preço normal: 75€

Reserva antecipada: 70€

RESERVAS

Telefone: 938 309 728

Email: info@conhecer.pt

EM 1905, PESCADORES DE GONTINHÃES ENDEREÇARAM REPRESENTAÇÃO À RAINHA D. AMÉLIA

Em 20 de abril de 1905, na sequência de uma tragédia vitimou os pescadores de Gontinhães, como então se designava Vila Praia de Âncora, endereçaram estes uma representação à Rainha, nos seguintes termos: ”Senhora!

Os abaixo assignados, residentes na freguezia de Gontinhaes, concelho de Caminha, districto de Vianna do Castello, vêm humilde e respeitosamente aos pés de Vossa Magestade implorar lenitivo para a catástrophe que há pouco os victimou.

São 17 os supplicantes, todos uns tristes pescadores, chefes de numerosas e legitimas famílias, em numero de 122 pessoas, sendo 6 filhos maiores e 82 menores. O seu património é unicamente constituído pelas redes e alguns frágeis barquinhos, ganha pão para si e para criarem seus inocentes filhinhos.

Com tao mingoados recursos tem arrastado uma vida de misérias e privações, agora mais agravadas, por força dos últimos temporaes.

Acossados pela fome, com todos os seus horrores e impellidos pelos gemidos das innocentes crianças, que incessantemente pediam pão, lá foram, com mar revolto, singrando com difficuldade, em cinco lanchas, lançar as suas 350 redes da lagosta, no dia 7 de Março ultimo.

Succederam-se então os maiores temporaes, tao notáveis pela sua intensidade e duração.

E toda essa gente, na praia, magoada, com os olhos fitos no oceano, contemplando essa estranha violência da vaga enorme, logo suppoz que so por milagre as suas redes resistiriam a taes embates.

Com effeito, mais tarde, serenando a tempestade, largaram as suas lanchas.

As suas suspeitas tornaram-se em realidade!

As redes tinham desaparecido, sem que, a despeito de titânicos esforços, lograssem encontral-as!

Senhora! Nunca em vão appellaram os desgraçados para o magnanimo coração de Vossa Magestade, tao cheio de caridade, de affecto e de ternura para os que sofrem, a quem, vezes sem conta, tem enxugado as lagrimas.

Uma esmolla, Senhora, para a acquisição de novas redes, restituiria os supplicantes ao trabalho, saccudindo de seus lares a fome e a tristeza.

É o que de joelhos imploram a Vossa Magestade, elevando preces ao Altissimo pela preciosa vida da sua Excelsa Rainha Mãe.

Pedem a Vossa Magestade a graça de lhes acudir em tao lastimoso transe.”

O documento que se reproduz pertence ao fundo DBG - Documentos Bernardino Machado.

Fonte: www.casacomum.org

FOGO DESTRÓI INSTALAÇÕES DA ASSOCIAÇÃO RIO NEIVA EM ESPOSENDE MAS A TRAGÉDIA ESTÁ A UNIR OS MINHOTOS NUMA ONDA DE SOLIDARIEDADE

Um violento incêndio originado provavelmente por um curto-circuito destruiu por completo a sede da Associação Rio Neiva, em São Paio de Antas, no concelho de Esposende. No interior, perto de uma centena de embarcações desportivas ficaram totalmente destruídas. E, agora, aquela entidade, com quase três décadas de existência, corre o sério risco de desaparecer.

O fogo deflagrou ontem de manhã e foi combatido pelos Bombeiros Voluntários de Esposende que, no entanto, devido às caraterísticas do material existente no local, sentiram grandes dificuldades e não conseguiram evitar a total destruição das instalações e do equipamento.

Entretanto, a exemplo da Banda de Antas, de Esposende, que já disponibilizou as suas instalações e a possibilidade de participar num espetáculo com vista à angariação de fundos, está a gerar-se na região uma onda de solidariedade com a Associação Rio Neiva que inclui uma campanha de angariação de donativos.

Esperamos que esta onda de solidariedade se estenda a todo o Minho e a todos os minhotos para que se possa recuperar o mais depressa possível aquela coletividade esposendense e a nossa região não perca uma associação válida para a nossa região!

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EM 1911, NARCISO ALVES DA CUNHA ESCREVEU A BERNARDINO MACHADO REFERINDO NÃO TER NOTÍCIAS DA INAUGURAÇÃO DO CENTRO REPUBLICANO DE ARCOS DE VALDEVEZ

A carta que se publica, datada de 2 de outubro de 1911, foi escrita por Narciso Alves da Cunha e endereçada a Bernardino Machado, referindo não ter informações acerca da inauguração do Centro Republicano de Arcos de Valdevez e garantindo que as iria pedir para lhe poder transmitir.

O documento que se reproduz pertence ao fundo DBG - Documentos Bernardino Machado.

Fonte: www.casacomum.org

DEFENSORES DA TAUROMAQUIA QUEREM PROIBIR MANIFESTAÇÕES CONTRA AS TOURADAS NAS IMEDIAÇÕES DAS PRAÇAS DE TOUROS

Os defensores do espetáculo tauromáquico estão a promover uma petição pública “pela proibição da realização de manifestações anti-taurinas nas imediações das praças de toiros a bem da garantia da ordem pública”, a qual deverá ser dirigida à Assembleia da República.

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A iniciativa conta com o apoio de várias entidades ligadas ao espetáculo tauromáquico e reúne já mais de três milhares de assinaturas que têm vindo a ser recolhidas em diversos pontos do país, nas praças de touros e festas tradicionais, como a Feira de Outubro que vai realizar-se em Vila Franca de Xira.

A petição pública encontra-se na internet no endereço http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=P2013N70298 e apresenta a seguinte exposição:

"Considerando que:

a) O Decreto-Lei n.º 306/91 de 17 de Agosto se refere à Tauromaquia como sendo “(…) indiscutivelmente, parte integrante do património da cultura popular portuguesa.";

b) A Constituição Portuguesa, no seu artigo 78 - Fruição e Criação Cultural – afirma que "todos têm direito à fruição e criação cultural (…)";

c) O mesmo artigo estabelece como obrigação do Estado Português, "incentivar e assegurar o acesso de todos os cidadãos aos meios e instrumentos de acção cultural (…)";

d) Cabe ao Estado Português, apoiado no direito democrático e na soberania popular, garantir o respeito dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos, “visando a realização da democracia económica, social e cultural (…)”;

e) É tarefa fundamental do Estado, “proteger e valorizar o património cultural do povo português.”;

f) A legitimidade com que a Tauromaquia representa parte desse património cultural Português a proteger e preservar, não é aceite por uma pequena franja da sua população;

g) Se assiste a um clima de cada vez maior intolerância, ódio e crispação por parte desse grupo minoritário, relativamente àqueles que se identificam com uma actividade que, para além de legal e regulamentada no nosso País, representa parte inalienável da cultura do nosso Povo;

h) O fenómeno das redes sociais veio, indubitavelmente, aumentar os níveis de intransigência que esse grupo demonstra, apoiados numa total intolerância acerca das liberdades fundamentais daqueles que assistem a espectáculos de cariz tauromáquico;

i) É obrigação do Estado, através dos mecanismos e Instituições ao seu dispor, prever e antecipar, por forma a evitar, qualquer alteração à ordem pública;

j) Vários foram já os episódios onde apenas a intervenção das forças de segurança, possibilitou evitar situações mais gravosas;

k) Essas situações foram potenciadas pela proximidade com que se permitem a realização dessas manifestações relativamente às praças de toiros;

l) Protestar directamente contra aqueles que defendem exactamente o oposto, em nada contribuirá para o objectivo deste grupo, não passando essas manifestações, tal como referido, de simples demonstrações de ódio e intolerância, onde o insulto, a ofensa e a afronta, são gratuitos e constantes;

m) Se reconhece plenamente o direito de reunião e de manifestação dos cidadãos Portugueses, é também certo que, neste caso, caminhamos para uma situação onde, previsivelmente, se tornará difícil assegurar a ordem pública e assim a segurança de outros cidadãos.

Vimos requerer a V. Exa que, a exemplo do que foi feito pelo Governo da Republica Francesa, através do seu Ministério do Interior, se legisle no sentido de que, acautelando sempre o direito de reunião e manifestação dos cidadãos, mas antecipando possíveis alterações da ordem pública, às mesmas seja imposta uma distância mínima de segurança de um (1) quilómetro relativamente aos recintos onde se pratiquem actividades tauromáquicas de qualquer tipo.”

VILA VERDE PROMOVE EM BRAGA FESTA DAS COLHEITAS

300 provaram Pica no Chão em ação promocional em Braga da Festa das Colheitas de Vila Verde

Cerca de 300 pessoas não resistiram aos apelos do Pica no Chão acabado de confecionar, em pleno centro histórico de Braga, numa ação promocional dinamizada pelo Município de Vila Verde, no Dia Mundial do Turismo, que visou promover a Festa das Colheitas de Vila Verde que arranca já na próxima quinta-feira, 3 de outubro.

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Apesar da chuva, a maioria dos transeuntes deixou-se seduzir pelo grupo das rusgas que musicavam alegres 'modas' abrigados debaixo das arcadas. Ao lado destes, dois postos tipicamente decorados, divulgavam Vila Verde e a Festa das Colheitas que começa na próxima quinta-feira, 3 de outubro, prolongando-se por 4 dias, até domingo. UM conjunto de panos de linho e croché bordados, um espadeladouro, uma roca de fiar o linho e dois cestos carregados de verduras e frutos desta época alegravam o cenário. No segundo stand, a esposa e a mãe de Fernando Torres auxiliavam este no showcooking de Pica no Chão, consolidando o estatuto de Vila Verde como capital desta iguaria minhota.

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O tempo não estava convidativo mas o espaço encheu-se de curiosos a pedirem informações sobre a Festa das Colheitas de Vila Verde, seduzidos pela ação, e aproveitaram para provar o repasto feito pelas mãos de um dos mais reputados especialistas no país na confeção de Pica no Chão de Cabidela! Ao todo, foram servidos 12kg de arroz e 8 frangos Pica no Chão, a cerca de 300 transeuntes, a maioria bracarenses, mas muitos visitantes e turistas que questionaram e encantaram-se com o conceito apresentado.

Para além do Pica no Chão, ainda saborearam dois pudins Abade de Priscos, receita secreta do próprio Torres "e o mais tradicionalmente fiel à receita do Abade de Priscos", confessou o chef, e ainda a supressa da tarde: duas dúzias e meia de Doces de Regalados, oferecidos pela pastelaria Babá. A regar o repasto, Vinho Verde, branco e tinto, oferecido pela Quinta Vale do Homem e pela Quinta das Fontaínhas, ambas situadas em pleno concelho de Vila Verde.

Apesar das difíceis condições climatéricas, esta ação de charme desenvolvida pelo Município de Vila Verde foi um enorme sucesso e espera-se que o evento receba diariamente uma enchente de visitantes. A entrada é gratuita.

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PONTE DE LIMA APOIA GRANDE TRAIL SERRA D'ARGA

Grande Trail da Serra D´Arga. 28 e 29 de setembro

O Município de Ponte de Lima, associa-se aos Municípios de Caminha e Viana do Castelo, apoiando um dos maiores eventos desportivos realizado no Alto Minho. O Grande Trail da Serra D´Arga é organizado pelo atleta Carlos Sá com a colaboração da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Caminha, Viana do Castelo e as Juntas de freguesia de Dem, São Lourenço da Montaria, Estorãos, Arga de cima, Arga de Baixo, Moreira do Lima e o clube Desnível Positivo.

As competições têm início na freguesia de Dem. Os atletas inscritos no ultra trail são os primeiros a partir, pelas 8h00 e vão fazer um percurso de 45 km. Às 10h arrancam os inscritos no trail longo (21km) e trail curto/caminhada (13km). Pelas 10h15 começa a segunda edição do II trail jovem e trail para crianças com deficiência.

Os atletas vão passar pelas freguesias de S. João d’Arga, incluindo o Mosteiro de S. João de Arga, Arga de Baixo, Arga de Cima, Cerquido e S. Lourenço da Montaria, sendo que os primeiros começam a chegar a Dem pelas 11h. Às 15h30 é a entrega de prémios.

Esta III edição do Grande Trail Serra D´Arga integra o encerramento do Campeonato Nacional de Trail e Ultra Trail e conta como prova qualificativa do Ultra Trail de Mont-Blanc, prova rainha das ultramaratonas.

Falar do Grande Trail Serra D'Arga não é só falar de desporto, a organização tem uma preocupação ambiental muito grande, para reduzir o impacto no ambiente provocado por estes eventos de massas, os atletas são obrigados a ter o seu próprio copo de plástico para utilizar nos abastecimentos, assim consegue-se poupar mais de 30.000 copos que iriam para o lixo. Também foi decidido que neste meio a preservar, serão plantadas 2000 árvores todos os anos pela organização, espera-se que com esta ação daqui a alguns anos a Serra tenha outra vida.

A edição do ano passado esgotou as inscrições e trouxe à região 1200 atletas, prevendo –se que este ano atinja os 2000 participantes.

CANDIDATO FLAMIANO MARTINS DEU A CONHECER AS SUAS PROPOSTAS PARA O CONCELHO DE CAMINHA

Flamiano Martins, em Caminha, deu propostas concretas para os diversos setores de atividades no concelho de Caminha. Aos apoiantes presentes no primeiro mega-comício de campanha, o candidato social-democrata falou dos seus projetos para o futuro em áreas como as atividades económicas, os transportes, o património, o turismo, o desporto, a ação social, a educação e a proteção civil.

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Em primeiro lugar, Flamiano Martins falou da abertura da Incubadora de empresas nas instalações da antiga fábrica Regency, cujo período de inscrições já está aberto. Falou ainda da isenção da derrama, uma promessa feita e já cumprida, e mencionou mais programas implementados pelo Gabinete de Apoio ao Empresário da Câmara Municipal de Caminha, como a Bolsa de Formação e a Bolsa de Emprego.

O candidato à Câmara Municipal de Caminha afirmou também que pretende reorganizar a rede de transportes públicos, facilitando o acesso aos centros urbanos e às áreas empregadoras. Anunciou ainda a pretensão de isentar o licenciamento para a construção de habitação aos jovens casais e manter os incentivos à natalidade.

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“No que respeita ao património, depois de termos requalificado todo este centro histórico, gostava de criar condições para a reocupação do centro. Além disso, queremos debruçar-nos na requalificação do Castro do Coto da Pena e na Cividade de Âncora”, referiu ainda.

Na área do desporto, Flamiano Martins voltou a falar da vontade de tornar Caminha a capital do desporto de natureza e salientou que quer criar um centro de montanha para apoio a desportos como o trail, o pedestrianismo, BTT ou outros e marinas para apoio aos desportos náuticos. Revelou ainda que quer continuar a trabalhar em parceria e em diálogo com os clubes do concelho e demonstrou vontade de reativar o andebol no pavilhão municipal de Caminha.

No campo da ação social, Flamiano Martins afirmou: “o nosso programa contempla ideias para desenvolvimento de projetos de habitação de baixo custo, isentos de taxas de licenciamento, para famílias carenciadas. Vamos manter projetos como o Caminha Habita e o Caminha Amiga, em que ajudamos as famílias carenciadas a fazer pequenas reparações em casa.” E ainda acrescentou: “para os mais idosos, queremos criar um sistema de alerta SOS para os que vivem sozinhos ou isolados; e queremos melhorar a oferta de equipamentos sociais, nomeadamente, de lares e centros de dia, e alargar a rede de apoio domiciliário às freguesias do interior do concelho.”

Comício Caminha Flamiano Martins

Flamiano Martins deu destaque ainda ao setor da educação, onde realçou que pretende manter todas as medidas, desde a atividade física às AEC’s, desde o prolongamento de horário à oferta dos livros escolares para os mais carenciados. “Mas queremos também adquirir novos veículos para o transporte escolar, mais modernos e seguros, queremos adaptar e modernizar os edifícios escolares para adaptá-los às novas exigências do ensino. Não vamos encerrar nenhuma escola do interior”, anunciou o candidato à presidência da Câmara Municipal de Caminha. Ainda sobre a educação, Flamiano Martins reforçou que pretende incentivar o ensino profissional em setores estratégicos para o concelho e proporcionar mais cursos de formação profissional em áreas com maior necessidade, “porque os nossos jovens precisam formar-se em áreas com futuro profissional, onde haja emprego no concelho, para que possam estabelecer-se e constituir família aqui na nossa terra.”

Foram ainda referidos setores como a floresta, a agricultura e a pesca.

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Júlia Paula Costa, presidente do Município de Caminha nos últimos 11 anos e candidata à presidência da Assembleia Municipal de Caminha, contou a história do concelho nos últimos anos e enumerou as obras realizadas quer no Vale do Âncora quer no Vale do Coura. “Quisemos unir o concelho, restabelecendo a equidade em ambos os vales”, declarou.

Mário Patrício explicou o projeto POLIS Litoral Norte, o qual será uma realidade para o concelho em 2014. Já Narciso Correia falou da reorganização das freguesias, deixando claro que este executivo nunca foi a favor desta medida e tudo fez para contrariar esta decisão do governo.

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SEMANA SÉNIOR ANIMA SEIS CENTENAS DE FAFENSES

A Semana Sénior de Fafe decorreu esta semana (23 a 27 de setembro), com atividades desportivas, recreativas e culturais, em diversos espaços da cidade.

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Nelas participaram mais de seis centenas de utentes das diferentes instituições do município mas também cidadãos individuais.

Na manhã de segunda-feira, teve lugar uma aula de Hidroginástica, na Piscina Municipal, com a participação de três dezenas de seniores. Já na terça-feira centenas de idosos foram ao cinema, à Sala Manoel de Oliveira, assistir ao filme português “Aniki Bobó”, cujos atores, crianças na época, têm hoje a idade dos espetadores desta sessão.

A meio da semana, realizou-se uma caminhada na pista de cicloturismo, entre Fafe e Cepães, com a participação de seis dezenas de idosos, seguida de piquenique intergeracional, no parque de merendas de Santo Ovídio, que juntou uma centena de comensais, que tiveram de apressar a refeição, devido à chuva que começou a cair ao princípio da tarde.

Na tarde de quinta-feira 26 de setembro, mais de duas centenas de seniores assistiram no Teatro-Cinema à peça “Fui ao Mar”, pela Jangada teatro.

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Finalmente, na manhã de sexta-feira, dia 27, a aula de ginástica sénior prevista para a Praça 25 de Abril, foi realizada no Ginásio Vital, devido à chuva.

Estiveram presentes cerca de 60 idosos, sendo que durante pouco mais de uma hora as pessoas tiveram contacto com as atividades e aparelhos existentes no espaço. Assim concluíram as atividades previstas para esta semana dedicada aos mais velhos. E como vem acontecendo ininterruptamente desde 2005, a Câmara de Fafe volta a comemorar da melhor maneira o Dia Internacional do Idoso, em 1 de outubro, com um mega-almoço dedicado aos seniores da área do município, na Quinta da Malafaia.

Estão inscritos para participar 1500 idosos de instituições das freguesias e da cidade de Fafe.

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“O PETRIFICADO” DEU VIDA AO CASTRO DE LANHOSO

O Castro de Lanhoso ganhou vida com a encenação teatral “O Petrificado” na noite de ontem, 26 de Setembro. Com texto e encenação de Maíra Ribeiro e inspirada na lenda de Mariana Sá Pereira, esta peça teve a particularidade de contar com a participação de funcionários e funcionárias da Autarquia assim como com alguns dos seus familiares e ainda de jovens povoenses estudantes de teatro.

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Este espetáculo inseriu-se no âmbito da nova dinâmica cultural que a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso está a implementar e, neste caso, procura valorizar um dos elementos do património do nosso concelho, o Castro de Lanhoso, e envolver a comunidade. “Este é o projeto novo que queremos para a cultura da Póvoa de Lanhoso. Os povoenses têm de se orgulhar da sua história, da sua cultura e do talento dos povoenses”, referiu, no final, o Presidente da Câmara Municipal. O autarca defende o envolvimento das gentes e das associações locais nestes projetos, algo que aqui foi conseguido através da participação de trabalhadores/as municipais e de jovens da terra. “Fiquei fascinado com a prestação dos funcionários e dos filhos dos funcionários. Já é a segunda geração. E é desta massa que se fazem os grandes talentos e a cultura da Póvoa Lanhoso passa por isso. Hoje sou um homem muito feliz”.

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A produção do espetáculo contou ainda com colaborações externas. “Com imaginação, com amor e com arte fazem-se coisas bonitas sem se gastar muito dinheiro. Tivemos um espetáculo a custo zero, fizemos parcerias com outros municípios, tivemos os nossos próprios funcionários e tivemos aqui uma peça lindíssima”, destacou Manuel Baptista, que considera que quem não assistiu desta vez não deve perder próximas oportunidades pois este espetáculo será repetido. “E vai atrair um novo público para este local. Este foi o começo de um grande futuro na Póvoa de Lanhoso”.  A encenadora Maíra Ribeiro mostrou-se satisfeita com o elenco. “Eles conseguiram-me surpreender pelo empenho que tiveram, a dedicar muitas horas, sabendo das próprias limitações, mas mesmo assim sempre ali, sempre presentes. Muitas vezes, com atores profissionais não se consegue esse empenho, essa dedicação. Estou muito satisfeita e digo que a apresentação de hoje para mim não é que seja menos importante, mas o que valeu mesmo nisto tudo foi o processo e as pessoas que conheci e as amizades que foram criadas”, salientou, revelando que o próximo passo poderá ser o da criação de um grupo de teatro dos funcionários da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.

Atrizes e atores partilharam a sua opinião. “Gostei de participar e foi mesmo um orgulho para mim poder fazê-lo, porque foi uma experiência diferente, algo que nunca tinha feito. O convívio com os colegas, fora do trabalho, é outro dos pontos positivos que aponto a esta experiência”, revelou Joana Martins, guerreira. Paula Santos, a Miras, também se mostrou satisfeita. “Adorei. Não queria que acabasse. Aprendi muito com a Maíra. Nunca fiz teatro desta forma e espero que seja um projeto para continuar. É muito interessante o convívio com os colegas fora do contexto de trabalho”. Luís Esteves, o Cairus, também transmitiu uma opinião positiva. “Esta foi uma boa experiência, uma experiência quase que nova, porque fiz duas peças de teatro de escola. Foi importante o convívio e conhecer gente nova, para além dos colegas, gente com experiência com quem aprendemos. Acho que o projeto deve ter continuidade”. Eliana Oliveira, artesã na peça, considerou que “esta foi uma experiência enriquecedora do ponto de vista cultural. Desconhecia a história do Castro, apesar de conhecer o local e de aconselhar uma visita ao mesmo. A participação neste projeto foi para mim muito positiva, porque senti-me parte de um grupo motivado e interessado talvez pela riqueza da lenda que apresentámos. Gostei bastante de participar”.

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Apesar da chuva, que caiu durante uma parte do espetáculo, a plateia não arredou pé. “Achei uma peça fantástica. Adorei mesmo. Não conhecia este espaço. Este é um sítio ao ar livre fantástico”, referiu, no final, Carina Vieira. Para Pedro Castilho, esta pode ser uma forma de levar as pessoas até ao Castro e de “transmitir um bocadinho da história da Póvoa de Lanhoso, não só a quem já conhece, mas também a estas novas gerações, de modo a que saibam um pouco mais sobre a terra em que vivem”. Para este expectador “O Petrificado” é “um espetáculo muito bem elaborado em termos de cenografia, cores e da própria envolvência do espaço. E mesmo as crianças estiveram muito bem integradas na história. No seu todo, achei fantástico e que deve ser para repetir, se possível”.

“O Petrificado” faz parte de um projeto mais amplo, que visa conseguir o envolvimento das escolas e que a cultura castreja seja tema de estudo e seja trabalhado, promovendo a participação dos mais jovens.