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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CARDEAL PATRIARCA PUBLICA NORMAS SOBRE EXORCISMOS E FUNERAIS

Documento pede articulação entre ciências médicas e assistência espiritual para responder a aumento de pedidos de ajuda

O cardeal-patriarca de Lisboa publicou um conjunto de normas sobre a celebração de bênçãos, funerais e exorcismos, apelando, no caso destes últimos, a uma “boa articulação” entre as ciências médicas e a assistência espiritual.

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As imagens registam os exorcismos praticados na década de setenta, na localidade de Cabração, Concelho de Ponte de Lima, pelo pároco Manuel Lopes Miranda

No documento, publicado pela página do Patriarcado na Internet, revela-se que “tem vindo a aumentar o número de pessoas que, por se considerarem atormentadas pelos poderes do mal, recorrem à Igreja, procurando auxílio espiritual”.

As ‘Normas Pastorais’, com data de 25 de janeiro, reúnem um conjunto de indicações que visam “inserir as regras canónicas e litúrgicas para a celebração dos Sacramentos e Sacramentais num processo de pastoral dinâmica, de evangelização”.

Nesse sentido, D. José Policarpo pede um “acolhimento personalizado” de quem procura a Igreja para um exorcismo, para permitir “o discernimento de cada caso, também no que diz respeito a eventuais perturbações do foro psicossomático”.

“Ignorá-las ou desprezá-las é uma falta de respeito pela pessoa que sofre, porque o induz em erro, o leva facilmente a uma passividade, que o impede de um verdadeiro ato de fé, e pode mesmo dificultar a sua cura”, pode ler-se.

As novas normas apelam aos padres, para que “estejam suficientemente preparados e esclarecidos sobre o modo de acolher e ajudar essas pessoas”. O exorcismo, precisa o documento, tem por finalidade “expulsar os demónios ou libertar da influência diabólica”, pelo que cabe ao sacerdote “distinguir corretamente” os casos de “ataque do diabo”.

Em caso de celebração do exorcismo, é pedido que este se realize “de modo que se manifeste a fé da Igreja e não possa ser considerado por ninguém como ação mágica ou supersticiosa”, evitando fazer dele “um espetáculo para os presentes”.

“Todos os meios de comunicação social estão excluídos, durante a celebração do exorcismo, e também antes dessa celebração; e concluído o exorcismo, nem o exorcista nem os presentes divulguem qualquer notícia a seu respeito, mas observem a devida discrição”, assinala o ponto 46 do documento.

As normas agora publicadas vêm completar o documento que tinha sido publicado pelo Patriarcado de Lisboa, em 18 de maio de 2008, sobre os Sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Confirmação e Eucaristia).

No que diz respeito aos funerais, o Patriarcado recorda que são “uma celebração da Igreja” e um “ato de culto”, pelo que se devem observar “as leis litúrgicas” e as disposições do Código de Direito Canónico.

“Com este fim e também para não provocar ou agravar divisões no interior das comunidades, não devem aceitar-se, a cobrir os féretros, bandeiras de agrupamentos políticos partidários, sejam eles quais forem”, refere o texto.

Entre as normas previstas para os casos de cremação sublinha-se que “não se devem lançar as cinzas do corpo humano à terra”.

NRF/PL/OC

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/

CÉDULAS FIDUCIÁRIAS DE ARCOS DE VALDEVEZ

Abundam no mercado de colecionismo numismático e de notafilia as cédulas emitidas em Arcos de Valdevez nas primeiras décadas do século XX. Tal fato deve-se muito provavelmente ao elevado número de cédulas que foram então postas a circular e não foram retiradas ou destruídas. Numa altura em que a crise económica se abate particularmente sobre a Europa e o valor dos metais tende a subir, mais do que uma curiosidade, as cédulas fiduciárias constituem um desafio à compreensão do sistema financeiro. Por essa razão, transcreve-se seguidamente um extrato de um artigo publicado há algum tempo na revista “O Anunciador das Feiras Novas” de Ponte de Lima.

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“(…) Regra geral, o aparecimento de tais cédulas verificou-se em momentos particularmente difíceis, de grave crise económica ou convulsão social, mormente durante a primeira guerra mundial, em resultado do encarecimento dos metais e consequente escassez de moeda corrente de baixo valor indispensável a pequenas transacções. Esta situação era particularmente sentida fora dos grandes centros urbanos, situação que levou ao aparecimento do chamado "dinheiro de emergência" constituído por cédulas, cuja emissão fora a princípio apenas autorizada à Casa da Moeda mas que acabou por generalizar-se a inúmeras instituições oficiais e particulares, como câmaras municipais, misericórdias e até estabelecimentos comerciais.

Na cunhagem de moedas de reduzido valor facial, como sucede com as divisionárias geralmente utilizadas na realização de trocos, são empregues metais menos valiosos como o cobre, o alumínio, o níquel ou ligas constituídas por aqueles a fim de que mantenham um valor nominal superior ao seu valor intrínseco ou seja, em relação aos metais empregues na sua feitura. Sucede, porém, que quando ocorre uma subia do custo daqueles metais, recorre-se à emissão de cédulas fiduciárias a fim de evitar os elevados custos que a cunhagem das moedas implica em relação ao seu baixo valor nominal. Foi precisamente o que sucedeu nos finais do século XIX por ocasião da crise financeira resultante sobretudo da baixa do câmbio brasileiro, facto que gerou uma situação de pânico traduzida em falências, suspensão de pagamentos, corridas aos bancos e o quase desaparecimento de circulação das moedas em ouro e também em consequência da desvalorização da prata que levou quase à falência do banco londrino Baring Brothers que tinha acabado de conceder um empréstimo de oitocentas mil libras ao Estado português, facto que determinou a depreciação da moeda.

Também, durante a Primeira República, o crescimento da dívida externa com a Inglaterra resultante da participação na guerra e a inflacção daí resultante associada à especulação com as divisas constituíram factores que determinaram a depreciação da moeda, mau grado as diversas tentativas feitas no sentido do seu controlo que levou nomeadamente à criação da Junta Reguladora da Situação Cambial que acabaria por ter existência efémera.

O historiador Oliveira Marques deu-nos o panorama da crise financeira verificada com a implantação do regime republicano no nosso país. Descreveu-nos ele o seguinte: "Em 1911, o Governo Provisório introduziu o escudo, equivalente a 1000 réis e dividido em 100 centavos. Começaram logo os problemas com a estabilidade da nova moeda. O valor oficial de origem - 1 libra de ouro = 4$50 - nunca pôde ser mantido. Na verdade, já nos últimos anos da monarquias se iniciara a desvalorização da moeda nacional, com o 1$000 réis aproximando-se mais da quinta parte da libra do que do valor estabelecido. As desvalorizações atingiam 17 % quando começou a guerra. Daí em diante o escudo foi descendo gradualmente: 6$35 (1915), 11$57 (1919). Escasseavam as moedas, particularmente as de trocos, que se substituíam por cédulas de papel e cartão, dos mais variados tipos e feitios, emitidas pelas câmaras municipais, pelas misericórdias e outras instituições, e até por entidades particulares para seu uso privativo".

Com efeito, a partir de 1914, o governo autorizou a Casa da Moeda a emitir cédulas que se destinavam a substituir as moedas de cinco, dez e vinte centavos. Contudo, verificando-se que esta medida não era suficiente para suprir a escassez de moeda então verificada, acabaram por ser autorizadas as câmaras municipais a proceder à sua emissão com curso legal dentro da área dos respectivos concelhos. Esta prática viria contudo a generalizar-se com a emissão das referidas cédulas por parte de outras entidades. Citando ainda Oliveira Marques, "durante 1917, a escassez de moeda era já tanta que começaram a aparecer cédulas improvisadas, emitidas aqui e ali por todo o país, que a tentavam substituir. Frente ao abuso, o Ministério das Finanças decidiu ir ao encontro das realidades, determinando que a Casa da Moeda emitisse cédulas de 2 e 10 centavos e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa de 5 centavos. Simultaneamente, ordenava a retirada de circulação e a recolha de toda a moeda de prata do tempo da Monarquia,com a qual passou a dispor de reserva. Apareceram, pouco depois, as primeiras cédulas. A partir de 1918, o privilégio concedido à Santa Casa da Misericórdia cessou, cabendo também à Casa da Moeda a emissão de cédulas de 5 centavos. Mais tarde (1922) surgiram ainda cédulas de 20 centavos".

De aspecto bastante rudimentar, produzidas a princípio em simples pedaços de papel ou de cartão com as mais variadas dimensões, manuscritas ou impressas, com ou sem preocupação estética, as cédulas foram progressivamente melhorando a sua apresentação gráfica, acabando por revelar-se meios de propaganda turística e regional e, nos casos em que eram emitidos por estabelecimentos particulares, meios expeditos de publicidade comercial. Acerca da sua importância e aspecto, retemos a descrição feita pelo Professor Marcello Caetano: "...as emissões privadas continuaram, inundando o país de pequenos farrapos de papel, de formas e dimensões variadas, impressos ou litografados, com ou sem vinhetas, simples pedaços de cartão com o carimbo ou com a assinatura do comerciante e às vezes até, discos de lata com figuras e dizeres estampados a cores. Eram de um, dois, cinco, dez e mesmo vinte centavos, e até 1922 circulavam num meio mais ou menos restrito, conforme a importância do emissor, no concelho se era uma câmara, na clientela do estabelecimento se se tratava de um negociante: verdadeira Notgeld cuja importância total se desconhece e é, já agora, impossível apurar".

Apenas a partir de 1924 foi possível travar a depreciação do valor da moeda e, desse modo, ir progressivamente reduzindo a utilização das cédulas. De acordo com Oliveira Marques, "Em 1924, Álvaro de Castro que juntara a Presidência das Finanças, conseguiu finalmente deter a marcha do escudo. (...) A legislação de 1924 reformou também a moeda metálica, aumentando o teor da liga e reduzindo o valor real das moedas. Aos poucos, foi sendo possível acabar com as cédulas de papel de ínfimo valor"”.

Carlos Gomes. Cédulas Fiduciárias de Ponte de Lima. O Anunciador das Feiras Novas, Ponte de Lima

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DEPUTADO MANUEL DOMINGUES BASTO LEVA À ASSEMBLEIA NACIONAL, EM 1953, OS PROBLEMAS RELACIONADOS COM O RIO LIMA

Em 1953, o deputado Manuel Domingues Basto levou à Assembleia Nacional, por mais de uma vez, diversos problemas relacionados com a nossa região, incluindo as questões relacionadas com a produção da laranja no Concelho de Amares. Uma das intervenções registou-se na sessão que ocorreu a 23 de Março daquele ano, no âmbito da V Legislatura, sob a presidência de Albino dos Reis Júnior.

Manuel Domingues Basto era natural de Monção e foi fundador da Acção Católica de Braga. Sacerdote católico, foi eleito deputado para a V e VI Legislatura da Assembleia Nacional, não tendo chegado a exercer o mandato nesta última em virtude de ter entretanto falecido. Foi vereador da Câmara Municipal de Monção e Presidente da Comissão Municipal de Assistência de Fafe. Em virtude dos seus ideais monárquicos e na sequência do fracasso da Monarquia do Norte, exilou-se em Espanha.

Pelo seu interesse sobretudo do ponto de vista histórico, transcreve-se um extracto da sua extensa intervenção na Assembleia Nacional, na parte respeitante às questões relacionadas com o rio Lima.

“Amares é no Minho, terra de excelente laranja, que pela estação de Braga é enviada para os mercados de Lisboa. Só o distrito de Braga vende para Lisboa mais laranja do que todos os outros do País.

Mas aproveitam a lavoura regional o as populações rurais na proporção do valor das laranjas?

Por falta de organização de crédito e de cooperativas de produção e venda de laranja, a economia familiar do lavrador é vitima da exploração mercantil de endinheirados e intermediários, e a laranja é vendida em Janeiro de cada ano ao desbarato, ainda com o encargo de o lavrador a defender dos rapazes e dos ladrões.

Por estudos recentes parece ter-se chegado à conclusão de que as laranjas do Minho não devem ser enviadas para Lisboa cedo, mas nos meses de Verão.

Amadurecendo mais tarde que as laranjas do Centro e Sul do País, não têm nos primeiros meses do ano a doçura das provenientes de regiões mais quentes, mas nos meses de calor possuem a frescura que noutras se não encontra. Fala-se agora muito em aproveitar os terrenos mais pobres do Minho para laranjais, numa cultura associada com oliveiras, que é a forma tradicional no Norte do País e tom a vantagem de defender as laranjeiras das geadas e dos estragos dos vendavais.

Mas nada disso resultará em proveito dos pequenos lavradores se a estes faltar crédito, cooperativas e organização. Cada vez se põe com mais urgência a imperiosa necessidade do dar à lavoura uma organização que mereça tal nome.

Há semanas prestou a lavoura da sua região uma justa homenagem ao nosso ilustre colega Melo Machado, pelo entusiasmo e brilho com que a tem defendido. E quando os homenageantes e o homenageado se dirigiram ao Sr. Ministro da Economia foi para reclamarem de S. Ex.ª cooperativas, como meio indispensável da valorização agrícola e da necessária elevação do nível económico das populações rurais.

Têm os reclamantes toda a razão. Mas o problema é tanto mais grave e crucial quanto mais se caminha para as regiões de pequena propriedade. Nessas é que, ou se criam cooperativas, ou o lavrador, sem nível económico de vida decente, emigra ou procura nas cidades o que elas tantas vezes lhe não podem dar.”

MUSEU DO TRAJE DE VIANA DO CASTELO ORGANIZA SEMINÁRIO SOBRE “PRECEITO E INOVAÇÃO” MUSEOLÓGICA

O Museu do Traje da Câmara Municipal de Viana do Castelo vai organizar em colaboração com a Rede Portuguesa de Museus, do Instituto dos Museus e Conservação, o 5º Seminário Experiências de Referência / Boas Práticas, sobre o tema “Preceito e Inovação”. A iniciativa tem lugar nos próximos dias 10 e 11 de fevereiro, no Museu do Traje, em Viana do Castelo, e será coordenado pelo Dr. João Alpuim Botelho, Chefe da Divisão de Museus da Câmara Municipal de Viana do Castelo.

O seminário abrangerá várias iniciativas, comunicações e oportunidades para o debate no Museu do Traje de Viana do Castelo e em alguns dos núcleos museológicos que lhe estão afetos, como os Moinhos de Água (São Lourenço da Montaria), o Núcleo do Pão (Outeiro) e o Núcleo do Sargaço (Castelo do Neiva), bem como na Casa dos Nichos (Viana do Castelo). A sua organização surge no seguimento de sugestões apresentadas em reuniões de trabalho com os responsáveis dos vários museus que fazem parte da Rede Portuguesa de Museus e que levaram o Departamento de Museus do Instituto dos Museus e Conservação a promover um ciclo de seminários “destinados a dar visibilidade a boas práticas e a experiências de referência no panorama museológico do País, com o objetivo de refletir sobre potencialidades, dificuldades, metodologias e processos”.

O 5º Seminário Experiências de Referência / Boas Práticas, sobre o tema “Preceito e Inovação” vai ter os seguintes oradores:

Maria José Guerreiro (Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Viana do Castelo)

Isabel Victor (IMC/Diretora do Departamento de Museus – RPM)

João Alpuim Botelho (Chefe da Divisão de Museus da Câmara Municipal de Viana do Castelo)

Ermano Apparo (Coord. do Curso de Design do Produto – Instituto Politécnico de Viana do Castelo)

Graça Ramos (Presidente da Associação Portugal à Mão)

Nuno Sá Leal (Presidente da Associação Portuguesa de Designers)

Hélder Dias / Susana Jaques (Objectos Misturados)

Carlos Eduardo Viana (Realizador | Ao Norte – Audiovisuais)

Miguel Filgueiras (Realizador)

Paulo Costa (IMC/Diretor do Departamento de Património Imaterial)

Clara Cabral (UNESCO)

António Leal (Diretor Departamento Dinamização Cultural da Câmara Municipal de Viana do Castelo)

Leonel Pereira (Departamento de Ciências da Vida – Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade de Coimbra / Investigador do IMAR Instituto do Mar)

Contará ainda com os seguintes participantes:

Domingos Samico (Presidente da Associação Montariense), Etelvina da Chão (Proprietária de Moinho),

Carlos Samico (Fabricante de Foles),

Amaro Rodrigues (Presidente da Junta de Freguesia de Outeiro),

José Branco / Lurdes / Alda (Colaboradores do Núcleo Museológico do Pão),

Augusto Bandeira (Presidente da Junta de Freguesia de Castelo do Neiva),

Céu Arezes (Sargaceira),

Manuel Baeta (Grupo Folclórico e Etnográfico de Castelo do Neiva),

Manuel Vitorino (Grupo Folclórico Recreativo Cultural de Castelo do Neiva – GRECANE)

Rosa Maria Amorim (Cozinheira do Restaurante “O Augusto”).

PROGRAMA

Data: 10 e 11 de Fevereiro de 2012

Destinatários: Profissionais de museus, técnicos da área cultural, investigadores e estudantes

Inscrição: Gratuita | Refeições em Outeiro e em Castelo do Neiva: 20,00 €

Pré-inscrição: Até 6 de Fevereiro de 2012

Número máximo de participantes: 30

Preceito e Inovação

Programa

10 de Fevereiro de 2012

10h30 – 11h00

Boas vindas

Maria José Guerreiro (Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Viana do Castelo)

– Isabel Victor (Diretora do Departamento de Museus – RPM)

11h00 – 11h45

“Preceito e Inovação”

João Alpuim Botelho – Chefe da Divisão de Museus da CMVC

Programação científica e museológica

Visita ao museu

· Edifício – adaptação às funções de museu

· Museu e território – núcleos museológicos/ parcerias

· Património Material e Imaterial

· Tradição // Modernidade

11h45 – 12h00

Pausa para café

12h00 – 13h00

“Tradição // Modernidade – artesanato contemporâneo”

Ermano Apparo (Coordenador do Curso de Design do Produto – Instituto Politécnico de

Viana do Castelo)

Graça Ramos (Presidente da Associação Portugal à Mão – Centro de Estudos e Promoção

das Artes e Ofícios Portugueses / Consultora da ADERE MINHO na Área das Certificação das

Produções Artesanais)

Nuno Sá Leal (Presidente da Associação Portuguesa de Designers)

Hélder Dias (Objetos Misturados)

13h00 – 14h30

ALMOÇO LIVRE

14h30

“Museu e Território – Núcleos Museológicos”

Visitas com a colaboração da população local

Moinhos de Água (São Lourenço da Montaria)

– Domingos Samico (Presidente da Associação Montariense)

– Etelvina da Chão (Proprietária de Moinho)

– Carlos Samico (Fabricante de foles)

16.30

O Fole, um objeto do quotidiano, de Carlos Eduardo Viana (AO Norte) 32’

Apresentação de documentário etnográfico com a presença do realizador e dos protagonistas

17.30

Núcleo Museológico do Pão (Outeiro)

– Amaro Rodrigues (Presidente da Junta de Freguesia)

– José Branco / Lurdes / Alda (Colaboradores do núcleo museológico)

18h30 – 20h30

Jantar a preceito de campo em Outeiro

Broa, Graunhos, Bolo de Sardinha, Caldo Verde

21h30

Património Material e Imaterial

Alto do Minho, de Miguel Filgueiras | 48’

Apresentação de documentário artístico com a presença do realizador

Mesa Redonda

Património Material e Imaterial

João Alpuim Botelho (Divisão de Museus da CMVC), Isabel Victor (IMC/RPM), Paulo Costa

(IMC/DPI), Clara Cabral (UNESCO)

Preceito e Inovação

Programa

11 de Fevereiro de 2012

10h30 – 11h00

Casa dos Nichos

António Leal (Diretor do Departamento de Dinamização Cultural da CMVC)

11h30

“Museu e Território – Núcleos Museológicos”

Núcleo Museológico de Castelo do Neiva

– Augusto Bandeira (Presidente da Junta de Freguesia)

– Céu Arezes (Sargaceira)

– Manuel Baeta (Grupo Folclórico e Etnográfico de Castelo do Neiva)

– Manuel Vitorino (Grupo Folclórico Recreativo Cultural de Castelo do Neiva – GRECANE)

Visita e passeio aos palheiros e praia

12h30

Workshop “Algas à Mesa”

– Leonel Pereira (Departamento de Ciências da Vida – Faculdade de Ciências e Tecnologia,

Universidade de Coimbra / Investigador do IMAR Instituto do Mar)

– Rosa Maria Amorim (Cozinheira do Restaurante “O Augusto”)

13h30

Almoço inovador de mar em Castelo do Neiva

Gastronomia com Algas

GUIMARÃES VAI SER CAPITAL DA ROBÓTICA

A cidade de Guimarães vai receber nos próximos dias 23 a 25 de Fevereiro, a 6ª edição da RoboParty’2012, uma iniciativa do Grupo de Automação Controlo e Robótica do Departamento de Electrónica Industrial da Universidade do Minho. Mais de quatro centenas de participantes vão estar presentes no Pavilhão Desportivo da Universidade do Minho, no Campus de Azurém, em Guimarães, para aprenderem a construir robôs móveis e autónomos, de uma forma divertida e assistidos por profissionais com competência.

CASA DO CONCELHO DE PONTE DE LIMA FOI FUNDADA HÁ 25 ANOS

Passam precisamente 25 anos sobre a data da fundação da Casa do Concelho de Ponte de Lima, em Lisboa. Na tarde de 2 de Fevereiro de 1987, um grupo de nove limianos celebrou no 21º Cartório Notarial de Lisboa a escritura de constituição daquela associação regionalista.

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A foto foi tirada em 2 de Fevereiro de 1987, registando o acto de celebração da escritura de constituição da Casa do Concelho de Ponte de Lima, no 21º Cartório Notarial de Lisboa.  

A Casa do Concelho de Ponte de Lima nasceu da vontade expressa dos limianos que residem em Lisboa em constituir uma associação que os congregasse e, através da qual, pudessem divulgar e promover as potencialidades do Concelho de Ponte de Lima. Com efeito, dois meses antes, decorreu nos arredores de Lisboa um almoço de confraternização – o 2º Almoço Limiano – durante o qual foi realizado um inquérito escrito no qual todos os presentes foram convidados a manifestar a sua opinião acerca da criação de uma associação regionalista. À falta de outra entidade que representasse o Concelho de Ponte de Lima e reunisse à sua volta os limianos, todos os presentes se manifestaram positivamente por essa iniciativa.

Desde então, iniciaram os limianos uma caminhada que contemplou a realização de numerosos eventos, alguns de grande impacto mediático entre a comunidade minhota radicada na região de Lisboa como sucedeu com a organização de quatro edições da “Festa de Portugal”.

A sua actividade foi-se diversificando ao longo destes anos, contemplando a realização de exposições e conferências, iniciativas editoriais e recriações de tradições como a Vaca das Cordas, a Queima do Judas e a Desfolhada do Milho. E, a sua organização passou a integrar um rancho folclórico e um grupo de cavaquinhos.

Enquanto instituição regionalista com referência ao Concelho de Ponte de Lima, a Casa do Concelho de Ponte de Lima foi concebida para ser constituída sobretudo por pessoas ligadas a Ponte de Lima, por nascimento ou outros laços de afinidade como casamento ou descendência, assegurando-se dessa forma que os seus destinos estariam garantidos por limianos enquanto existisse.

O aparecimento há 25 anos da Casa do Concelho de Ponte de Lima veio marcar profundamente o panorama do associativismo minhoto na região de Lisboa. A partir de então, assistiu-se a uma nova dinâmica caracterizada pelo aparecimento de novas associações e a revitalização de outras que desde há muito tempo se encontravam adormecidas. Resta saber que futuro as aguarda nos tempos que se anunciam.

DADORES DE PAREDES DE COURA NÃO SUSPENDEM COLHEITAS DE SANGUE

Em resposta ao anúncio público de que várias associações de dadores de sangue de todo o país vão, a partir de hoje, suspender as colheitas de sangue, em protesto contra o fim da isenção de pagamento de taxas moderadoras, recebemos da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Paredes de Coura (ADASPACO) um comunicado que a seguir se transcreve e, através do qual, aquela entidade se demarca da referida posição, reafirmando a sua decisão de não suspender as colheitas de sangue.

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Caros (as) Amigos (as),

A suspensão das colheitas de sangue não é solução, pois ao não existir sangue para quem mais precisa, MORREM PESSOAS. As associações de Dadores de Sangue que apregoam a suspensão, e felizmente são muito poucas e muito pouco representativas, quer em termos absolutos, quer em termos relativos, estão a ter uma atitude de desrespeito para com a vida humana.

Escolhemos criar condições para a dádiva de sangue, dinamizar núcleos de dadores, a título GRATUITO, ANÓNIMO E BENÉVOLO, e é nesse base que operamos, não na base da visibilidade pública. Devemos apresentar o nosso desagrado, veemente, a quem de direito, e não suspendendo colheitas.

Quando se trata de vidas humanas, a dádiva de sangue É SAGRADA e deve ser mantida, apesar de todos os constrangimentos. Também não podemos ser ingénuos, existe uma percentagem (inquantificável, pela minha pessoa) que dá sangue porque tem direito à isenção, mas também é verdade que o Dador de Sangue fornece, GRATUITAMENTE, o seu sangue e se receber em troca a isenção de taxas moderadoras, é perfeitamente natural. O Estado também é pouco "sério" porque "adquire" sangue a título gratuito e posteriormente vende-o, nesse critério, deveria, eventualmente, remunerar o dador benévolo à sua aquisição!

 No caso do associativismo, e falo por nós, nunca retiramos 1 cêntimo de benefício, trabalhamos ao lado dos Dadores, motivando-os, e em parceria com associações de dadores dignas desse nome, lutar para que nunca falte sangue para quem mais precisa e pelas melhores condições possíveis.

Existimos desde 1989 em Paredes de Coura (concelho do Distrito de Viana do Castelo), temos 23 anos de história, a par com outras associações do Distrito de Viana do Castelo que existem; nomeadamente Meadela, Areosa, Caminha, Ponte de Lima, respeitamo-nos mutuamente, e trabalhamos para que NUNCA FALTE SANGUE PARA QUEM MAIS PRECISA, dinamizamos colheitas de sangue, em parceria com instituições do Alto Minho, de forma responsável. Lutamos para que nunca falte sangue e não vemos os dadores de sangue como arma de arremesso ou de "status quo".

Um bem-haja a todas as pessoas que dinamizam e trabalham na dádiva de sangue que, por si só, é, em nossa opinião, o acto mais belo, solidário e mais humano que pode existir.

Dê Sangue. Dar Sangue é Dar Vida.

O Presidente da Assembleia Geral da ADASPACO

Daniel Filipe Guedes Vieira Teixeira Pereira - Sócio Dador n.º 703

O Presidente da Direcção da ADASPACO

Adriano Augusto Leite Ribeiro - Sócio Dador n.º 005