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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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NÃO EXISTIRÁ TRADIÇÃO DO ESPECTÁCULO TAUROMÁQUICO EM VIANA DO CASTELO?

Foi em 1871 que, pela primeira vez, realizou-se em Viana do Castelo um espectáculo tauromáquico, integrado nas festas em honra da Senhora d’Agonia. Para o efeito, foi montada uma praça improvisada, em madeira.

Situado em plena Praça da República, o Viana Taurino Clube foi fundado em 10 de Agosto de 1910, tendo comemorado recentemente o seu primeiro centenário.

Com capacidade para receber perto de cinco mil pessoas, o redondel da Argaçosa foi construído em 1949, passando Viana do Castelo a dispor de uma praça de touros com carácter definitivo… ou talvez não!

Em Janeiro de 2009, a Câmara Municipal de Viana do Castelo adquiriu a Praça de Touros, alegando-se então que não existia tradição de tauromaquia em Viana do Castelo. A observação cingia-se naturalmente à tourada enquanto espectáculo, dissociando-a portanto das suas raízes mais profundas que estão na origem das festas do Espírito Santo e da Vaca das Cordas entre outras tradições. Ainda assim, interrogamo-nos se o espectáculo tauromáquico não possui tradição em Viana do Castelo?

RANCHO CAMPONESES DO MINHO EM NEWARK PREPARA RUSGA PARA CANTAR AS JANEIRAS

A comunidade minhota que vive em Newark, no Estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos da América, está em festa. O Rancho Camponeses do Minho preparou a rusga e convidou todos os ranchos a organizarem a sua própria rusga e participarem na grande festa minhota que se vai realizar na noite do próximo dia 7 de Janeiro.

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O Rancho Camponeses do Minho é constituído por minhotos e seus descendentes radicados naquela cidade nos Estados Unidos da América e apresenta os trajes, as danças e os cantares da nossa região, com especial destaque para Viana do Castelo. O grupo conta já com mais de duas décadas de existência e inclui um rancho infantil que há-de assegurar a continuidade das nossas tradições no seio daquela comunidade.

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PAREDES DE COURA MANTÉM VIVAS TRADIÇÕES NATALÍCIAS

De acordo com nota de imprensa da Câmara Municipal, “com o mês de Dezembro à porta, o Município de Paredes de Coura apresenta um leque variado de iniciativas para celebrar a presente quadra festiva. Cantatas, oficinas, festas, teatro… rendem-se à magia do Natal, para deleite de miúdos e graúdos.

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Corolário das actividades de enriquecimento curricular, nas vertentes de música e dança, as crianças da Escola Básica 1/Jardim de Infância de Paredes de Coura levam ao palco do Centro Cultural da vila, nos próximos dias 7 e 9, pelas 21 horas, as cantatas intituladas “O Desejo de Natal”. 

Igualmente no Centro Cultural decorrerá a tradicional Festa do 1º Ciclo e Pré-Escolar, no dia 16, a partir das 14 horas, e reúne, uma vez mais, condições para suscitar o interesse tanto do público infantil como adulto. Desta feita, o respeitado Grupo de Teatro da EB2,3/S de Paredes de Coura interpreta a produção “O Principezinho”, adaptada da famigerada obra do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry. A encenação está a cargo de Ana Costa e Fátima Pereira. 

Na Paisagem Protegida de Corno de Bico, o Centro de Educação e Interpretação Ambiental organiza, no dia 20, a oficina “Natal Reciclado”, destinada a um público-alvo com idades compreendidas entre os 6 e os 16 anos, que consiste na elaboração de lembranças originais, a partir da reutilização de diferentes materiais. 

Entretanto, o Museu Regional convida a população a “(Re)criar o Natal”, nos dias 21 e 22, entre as 14 e as 18 horas, mediante a construção de uma árvore ecológica. Para complementar o animado evento, não faltarão ainda as típicas rabanadas de leite. Esta iniciativa conta com a colaboração dos idosos da Santa Casa da Misericórdia”.

“OS HOMENS TÊM O CÉREBRO NOS TOOMATES” ENTRA EM CENA PELA PRIMEIRA VEZ EM VIANA DO CASTELO

O espectáculo “OS HOMENS TÊM O CÉREBRO NOS TOOMATES”vai fazer a sua entrada em cena na AISCA, antiga discoteca do hotel Viana-Sol, nos próximos dias 8 e 9 de Dezembro, pelas 22 horas.

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E, quando falamos de “OS HOMENS TÊM O CÉREBRO NOS TOOMATES”, referimo-nos ae um café-teatro que esteve em cena no boteco do Casino Afifense, durante todo o mês de Novembro, às sextas e sábados, com lotação quase sempre esgotada.

Neste espectáculo fazemos do erotismo beleza, do palavrão uma estética, do cantar brejeiro uma festa. Connosco alinham Vitorino Nemésio, António Botto, Bocage como não podia deixar de ser, Miguel Esteves Cardoso e mais uns quantos mestres na arte de manejar os segundos-sentidos da palavra. Porque, como diz o poema final de Pedro Barroso, "quer queiramos quer não, o sexo comanda a vida".

O espectáculo tem o patrocínio da Junta de Freguesia de Monserrate e o apoio da AISCA. Com grande tristeza dos adolescentes e pré-adolescentes, o espectáculo é interdito a menores de 16 anos e a sala tem lotação limitada.

REVISTA DO MINHO: UM PROJECTO QUE SUCUMBIU À NASCENÇA

A “Revista do Minho” foi um projecto interessante e ousado que surgiu há precisamente 25 anos. Interessante porque, ao contrário da generalidade da imprensa da nossa região, visava tratar o Minho numa perspectiva integrada, vendo-o como um todo homogéneo, sem descurar contudo as especificidades próprias de cada concelho e das próprias sub-regiões. Ousado porque a tiragem de 5 mil exemplares do seu primeiro e único número talvez fosse exagerada logo de início, atendendo sobretudo a que a publicidade decerto não cobria todos os seus custos de produção. Em todo o caso, uma iniciativa que reputamos do maior interesse e que apenas lamentamos o facto de não ter registado continuidade para além do primeiro número.

Dirigido por Mário Leitão, a “Revista do Minho” deveria ter periodicidade mensal e propunha-se “defender os interesses da região minhota e do país”, “promover as populações minhotas e defender o seu património”, criar espaços de diálogo e intercâmbio, cultural, artístico, desportivo, turístico e recreativo” e “patrocinar e promover, dentro das suas possibilidades, conferências, exposições, cursos, viagens e outras actividades”. Aquela publicação que se assumia como “uma revista mensal de informação, cultura e turismo”, manifestava-se “aberta à colaboração de todas as pessoas ou entidades que desejem participar na prossecução dos seus objectivos”, reservando-se “o direito de publicar a colaboração que lhe seja enviada”.

Aqueles princípios que constituíam o seu “Estatuto Editorial” são, no essencial, os mesmos que norteiam o BLOGUE DO MINHO.