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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PAREDES DE COURA REALIZA CONCERTO DE SOLIDARIEDADE

O Centro Cultural de Paredes de Coura leva a efeito no próximo dia 30 de Novembro, pelas 21h30, um Concerto de Solidariedade a favor das crianças, de apoio ao Comité Português da UNICEF. Neste Concerto vai actuar o grupo “Sons do Minho” com as suas concertinas e desgarradas que decerto vão animar o público que, de uma forma alegre, vai participar numa causa nobre que merece a solidariedade de todos.

 

É verdade que todos nós estamos em crise. Mas terá esta palavra o mesmo significado em todo o mundo?

É uma questão pertinente. Na verdade para algumas pessoas, "crise" significa não trocar de carro, não ir de férias este ano, não poder pagar a prestação da casa… Mas para muitas outras, "crise" significa má alimentação, doença e muita dor! Se tudo isto é mau nos adultos, será ainda pior nas crianças. São a esperança do futuro (se lhe derem a oportunidade de ter um). O Sarampo, por exemplo, “mata 500 crianças em cada dia que passa, podendo ser evitado com uma vacina que custa apenas 0,20€” (não foi engano, são vinte cêntimos)! São dados UNICEF que reflectem o muito trabalho que ainda há por fazer.

A UNICEF é uma organização não governamental que trabalha em mais de 150 países em todo o mundo, com objectivos centrados nos direitos das crianças: cuidados de saúde, escolaridade, nutrição. É, por isso, determinante qualquer ajuda que possamos dar no sentido de valorizar este trabalho.

É apelando ao voluntariado e generosidade de todos, que a delegação de Viana do Castelo está a organizar um Concerto de Solidariedade, que irá decorrer no dia 30 de Novembro, pelas 21:30, no Centro Cultural de Paredes de Coura.

A esta iniciativa associou-se um grupo musical conhecido do panorama nacional – "Sons do Minho", e é com a sua música tradicional e popular que pretendem cativar a adesão do público para um espectáculo de solidariedade onde a diversão estará garantida.

Para os mais pequenos a animação estará também garantida com pinturas faciais feitas pela equipa dos "Momentos Coloridos".

Todos estes momentos serão registados pela fotoreportagem da "Vivacena".

Os bilhetes para este concerto encontram-se à venda nos seguintes locais:

- Bibliotecas Municipais de Monção, Valença, VN Cerveira, Caminha, Arcos de Valdevez e Viana do Castelo;

- Centro Cultural de Paredes de Coura, inclusive no próprio dia;

- Delegação da UNICEF em Viana do Castelo;

- Discoteca Galáxia (Rua da Bandeira)

O preço do bilhete é de 4 euros, existindo a possibilidade de optar por um donativo de maior valor. Se optar por 7 euros, por exemplo, poderá estar a fornecer 264 saquetas de alimento para crianças mal nutridas; com 10 euros consegue 50 doses de vacinas contra o sarampo; e 15 euros servirão para adquirir material escolar para equipar 12 salas de aulas.

O valor do bilhete/donativo é dedutível em IRS.

Para mais informações: 966 061 386 e 965 663 829

Facebook: "Concerto de Solidariedade com Sons do Minho"

Juntos pelas Crianças!

Ajude-nos a ajudar e... Siga a festa!

PINTORA RICARDINA SILVA EXPÕE EM TOMAR

A pintora Ricardina Silva vai a partir do próximo dia 3 de Dezembro expor as suas obras na Galeria da Livraria Ao Pé das Letras, em Tomar. Este espaço encontra-se situado na Praça da República nº 11 e a mostra ficará patente até ao dia 30 de Dezembro. A Exposição, com entrada livre, pode ser visitada das 10h às 13h e das 15h às 19h, de Segunda a Sábado.

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Ricardina Silva expôs recentemente em Ponte de Lima e Paredes de Coura, tendo vindo a apresentar os seus trabalhos com grande sucesso nomeadamente em Ourém, tendo já agendadas exposições noutros pontos do país. As suas obras de carácter Surrealista e Realista e abordam várias temáticas. O título “Transformação” com que identifica a exposição significa que a artista está a passar por uma fase de mudança. É como uma viragem, uma descoberta da sua própria identidade e, à medida que o tempo avança, com uma vontade imensa de usufruir de um estilo próprio, explora os materiais, explora o desenho, explora as cores e a sua intensidade e essência com um simples objectivo: a transformação.

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Ricardina Silva nasceu em Esposende e vive actualmente em Leiria. Como ela própria refere, “desde tenra idade que adorava desenhar apenas com um lápis e uma folha branca, guardava todos os desenhos num dossier”. Aos dezassete anos experimentou a pintura sobre tela em acrílico.

Em 2006 realizou a primeira exposição e, a partir de então nunca mais parou. Sucederam-se os concursos e as bienais, passou a experimentar outras técnicas como a pintura a óleo, mista, pastel, aguarela e os desenhos começaram a ser realizados a carvão e grafite.

Para a artista, “cada obra é como um poema harmonioso, de cores luminosas que transparecem num clima rimático e transmitem a paz interior que desejo. Quando realizo um desenho ou uma pintura entrego o meu coração… a minha alma. É como se viajasse para um sítio maravilhoso e mágico, onde não existe o sofrimento, mas sim alegria e cor. Normalmente, para a realização das minhas obras utilizo diversas técnicas como o óleo, o acrílico e a mista. Apesar do diversificado leque de temáticas que já executei, nas minhas obras a que predomina é a do mar, remontando às minhas origens”.

O MINHO NA INTERNET: RESPIRE FUNDO! ESTÁ EM VILA VERDE!

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“Respire Fundo! Está em Vila Verde!” é um blogue bem estruturado que divulga o Minho em geral e o Concelho de Vila Verde em particular, dando a conhecer muitos dos acontecimentos que constituem o quotidiano social e cultural na nossa região. Na realidade, trata-se de uma jornal regional em formato digital que se encontra no endereço http://vila--verde.blogspot.com/

“MIUFAS” SOBE À CENA EM ESPOSENDE

MIUFAS cartaz

O Grupo Amador Teatro Esposende Rio Cávado (GARTEC) apresenta no próximo dia 2 de Dezembro, pelas 22 horas, a peça “Miufas”, no Auditório Municipal de Esposende. O espectáculo insere-se no Encontro de Teatros que vai ter lugar em Esposende, até ao dia 21 de Janeiro.

De acordo com a informação disponibilizada peçp GARTEC no seu site oficial, em http://gaterc.blogspot.com/, “"MIUFAS" é o resultado do Curso de Teatro - Jovem 2011 que o GATERC promove anualmente. Em 2009, apresentámos o "PAPALAGUI" e em 2010, a peça, "DESCONCERTOS", este ano estreamos esta representação teatral, composta por vários quadros e cenas sobre o tema dos Medos.

Durante um curso de teatro, é natural constatar, de que foram vencidas algumas barreiras por parte dos participantes, a da inibição, da timidez, do medo de errar, de se expressarem.

Num trabalho de pesquisa efectuado, descobrimos um texto que enumerava, vários medos existentes, eram muitos, mais do que podíamos imaginar, é que é possível ter medo por tudo e por nada. E outros, o ter medo de ser ou não ser, medo de amar ou não ser amado, medo de criar ou fracassar, medo de viver ou morrer,  medo à mudança ou à perda... e mais os medos pessoais e intransmissíveis. Os medos bloqueiam, paralisam, tiram a iniciativa, inibem, distorcem a realidade mas também podem ser úteis e nos protegem de alguns perigos. Aprendemos a brincar com os medos, a compreende-los, a aceitá-los e a viver com eles, para isso, utilizámos vários materiais;  textos colectivos, um do José Carretas, outro do António Mota, de ideias, de jogos, de improvisações, de músicas, de imagens, criando uma história que representasse a vida, em poucos minutos, entre a morte e o nascimento, com alguns medos escolhidos, representados, dramatizados e aqui também "desdramatizados".

Transcrevo uma frase de um muro que descreve uma utopia, um sonho de construção de uma vida;

"Não tenho medo a morrer, como mais um... mas a viver, como mais um".

Jorge Alonso

A peça apresenta o seguinte elenco: Adriana Quintão, Ana Calçada, Bruno Ferreira, Carolina Vasconcelos, Diana Gonçalves, Diogo Monteiro, Filipa Ribeiro, Joana Moreira, Matilda Enes, Rafael Rei, Sara Martins.

Direcção artística: Jorge Alonso e Nuno Valente

Realização Vídeo de animação: Andreia Ribeiro

Selecção musical: Jorge Alonso

Cenários e Figurinos: Colectivos

Operação luz e som: Jorge Alonso e Nuno Valente

O MINHOTO E A CONCERTINA

Sempre que emigra, o minhoto leva consigo a concertina que o ajuda a manter viva a sua alma alegre e jovial. Mesmo nos momentos mais penosos como as que ocorreram desde a segunda metade do século dezanove, que os levava a aventurarem-se clandestinamente nos porões dos navios que os levaram ao Brasil para aí começarem uma vida nova, por vezes na miragem de um rápido enriquecimento, era ainda a concertina que afagava as tristezas de uma existência difícil e lhes redobrava as energias com seus acordes vivos que logo os predispunham para dançar o vira e a chula, a gota e o picadinho. E essa alegria contagiante do minhoto depressa envolvia outros portugueses que partilhavam a mesma sorte de emigrante e assim, à volta de uma concertina, todos se sentiam como fazendo parte da mesma família que é, afinal de contas, o verdadeiro significado do conceito de nação.

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A concertina é um instrumento popular que teve a sua origem na Europa por volta de 1830 e faz parte dos membrafones ou seja, dos instrumentos musicais que produzem o seu som graças à actuação de uma membrana. Estou convencido de que não existe método nem escola para se proceder à sua aprendizagem, facto que tem sido responsável pela sua gradual substituição pelo acordeão nos últimos tempos, sobretudo entre os grupos folclóricos portugueses. Não obstante e apesar da sua leve aparência, o acordeão produz uma sonoridade completamente distinta da concertina, pois tratam-se na realidade de dois instrumentos distintos. No entanto, existem acordeões que possuem como alternância o som da concertina, bastando para o efeito accionar um botão específico. Com efeito, em virtude da evidente falta de tocadores de concertina, muitos grupos folclóricos optam pela substituição deste instrumento pelo acordeão, o que se na realidade não satisfaz constitui por vezes a única forma de viabilizar a existência desses agrupamentos.

A ameaça de desaparecimento da concertina coloca um problema sério principalmente ao folclore, sobretudo da região de Entre-o-Douro-e-Minho. É que, sem o toque da concertina desaparece toda a sonoridade que caracteriza a música desta região e tudo se altera, como se o minhoto perdesse a sua pronúncia característica ou a música tradicional passasse a ser interpretada por meio de modernos instrumentos electrónicos. É que, por melhor executada que fosse, o vira jamais seria o mesmo!

A preservação do uso e conhecimento da concertina coloca um problema sério aos grupos folclóricos e, em geral a todos aqueles que desejam manter vivas as nossas tradições populares. Importa saber como poderá manter-se a continuidade da sua utilização sabendo-se que o seu ensino não é ministrado. Naturalmente, a sua aprendizagem pela sensibilidade auditiva passa pela prática do uso nos grupos folclóricos, embora sabendo-se que a formação de um excelente tocador é demorada e coloca algumas dificuldades na própria actuação dos grupos. Mas, entre uma solução atamancada que vai adulterar a sonoridade original da música e a possibilidade de dar continuidade ao emprego da concertina, importa escolher a melhor opção. E essa terá de ser necessariamente a que melhor aproveita ao folclore português.

Carlos Gomes in http://www.folclore-online.com/

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O RIO ÂNCORA, EM S. LOURENÇO DA MONTARIA, OFERECE PAISAGENS DE RARA BELEZA

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A revista Illustração Portugueza nº 97, de 11 de Setembro de 1905, publicou duas interessantes fotografias do rio Âncora. Na foto acima, podemos observar um engenho de serragem aproveitando a força motriz da corrente do rio à semelhança de uma azenha. Abaixo, vemos o Pincho ou Ferida Má que constitui a área das lagoas e cascatas, entre Amonde e S. Lourenço da Montaria, um local de uma beleza indescritível que merece ser visitado. Mais de um século decorrido, é caso para comparar o que mudou ao longo deste tempo no rio Âncora.

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