CORETOS DA MÚSICA SÃO TEMPLOS A APOLO
Deverá ascender a mais de um milhar a quantidade de coretos espalhados pelas mais diversas cidades, vilas e aldeias do nosso país. Durante muitas décadas, eles constituíram um dos principais locais de atração popular nas praças e jardins públicos, juntando à sua volta o público em tardes amenas de domingo para ouvir e apreciar a atuação das bandas de música.

Coreto no Bom Jesus, em Braga
Com o aparecimento das bandas filarmónicas, sentiu-se a necessidade de se erguer em local público um palanque propositadamente destinado à sua atuação a fim de levarem ao povo o seu reportório, executando magistrais peças musicais e, desse modo, sensibilizando-o para a cultura musical.
O termo coreto provém do grego “khoros”, vertido para o latim “choru” e que significa uma espécie de coro, edificado ao ar livre, propositadamente construído para a realização de concertos musicais. Quais templos dedicados a Apolo, deus romano das artes e da poesia, muitos dos coretos existentes em Portugal constituem autênticas obras de arte que merecem ser preservadas e de novo servir de palco para a atuação das bandas filarmónicas, constituindo aliás essa a razão da sua existência.
Fotos: http://reanimar-coretos-portugal.blogspot.pt/

Coreto em Barcelos

Coreto em Guilhadeses, Arcos de Valdevez

Coreto em Cossourado, Paredes de Coura

Coreto em Ponte de Lima

Coreto em Fafe

Coreto em Fão, Esposende

Coreto em Caldas das Taipas, Guimarães